Cidadão agredido por segurança de Passos Coelho


 Deixaremos isto para posterior análise dos paladinos da verdade.

 

Hoje, 12 de Agosto de 2012 no Algarve e em PLENA DITADURA

Antes era Democracia, HOJE vivemos em PLENA DITADURA

Hoje dia 12 de Agosto ficará gravado para sempre na minha vida. Fui alvo de pura agressão e abuso de autoridade. Ontem, dia 11 de Agosto, participei com todo o orgulho numa vigília perto da residência de férias do actual Presidente da Republica e principal culpado por Portugal ter chegado ao ponto de hoje, acção promovida pela Comissão de Utentes da Via do Infante (CUVI). Como era esperado nem chegamos junto da residência nem nenhum elemento da CUVI foi recebido por alguém. Enquanto permanecemos no local fomos acompanhados por vários órgãos de comunicação social e sempre acompanhados pela GNR, força policial que foi sempre cordial e até estivemos em convívio por algumas horas. Tudo correu bem. Como estava anunciado hoje dia 12 de Agosto, iria a CUVI tentar entregar uma pasta com documentação, diversa, para que o actual 1º Ministro ficasse com conhecimento da pretensão da CUVI. Mais uma vez não nos deixaram aproximar e o mais grave, nem passar numa rua paralela á residência de férias do PM. Qualquer cidadão podia passar, tanto de carro como apeado, só uma dúzia de pessoas e os jornalistas é que não. Existiram alguns momentos de tensão entre nós e a autoridade no local (GNR), momentos absolutamente normais e sem agressões. Como no local encontrava-se um Energúmeno que nos foi apresentado como sendo o chefe de segurança do PM e como era a ele que seria entregue a pasta dos documentos, foi solicitado que a pasta fosse entregue a um agente fardado (GNR), acto que está filmado até ao momento que o Energúmeno apercebeu-se do ridículo que era o agente fardado quase esticar o braço para lhe entregar a documentação e afastou-se de imediato. Mais uma vez estivemos algumas horas em convívio com a autoridade fardada e com os jornalistas. Gritávamos algumas palavras de ordem para “animar” quem se ia juntando no local e entregávamos um flyer com a Marcha do Pontal no próximo dia 14 de Agosto. Cerca das 13h00 afastamo-nos do local e fomos descansar um pouco e comer algo. Não faço parte da CUVI mas sim sou, apoiante por considerar e subscrever as suas iniciativas importantes para o ALGARVE.

Agressão e Abuso de Poder

Depois do nosso almoço e como muitos cidadãos mostravam a sua solidariedade para com a CUVI e seu propósito: A injustiça e o crime que foi a introdução de portagens na Via do Infante, exigindo por isso que seja retirada de imediato as portagens. Luta essa que já dura á mais de 1 ano e meio. Entendemos passear até á praia para irmos distribuindo mais flyers. O calor era insuportável e paramos no largo onde tínhamos estado de manhã mas afastados da rua onde tínhamos sido bloqueados pela GNR. Reparamos então na movimentação da segurança á civil e ficamos na expectativa que iriamos ver o PM a deslocar-se para o areal. Existe uma rua em frente, separada por um largo onde estão varias barracas montadas e em linha recta, entre a rua da residência de férias do PM e o acesso á praia. Portanto existia uma forma do PM ir para a praia sem passar por nós, bem visíveis pelos cartazes e pelas camisolas pretas. Como reparei que a comitiva (Agentes da GNR fardados e vários indivíduos á civil, entre eles o tal Energúmeno) e o PM acompanhado por uma senhora e crianças, peguei no meu telemóvel e de braços no ar fui filmando a aproximação.

  1. Não me escondi e tornei-me bem visível para que vissem que estava no mínimo a fotografar ou a filmar com um telemóvel.
  2. A minha intenção era de registar um suposto encontro entre as partes.
  3. Até por não estar nenhum órgão de comunicação social no local.
  4. Estávamos em pleno espaço público.
  5. Começamos a gritar as mesmas palavras de ordem, como tinha acontecido de manhã.
  6. Passaram mesmo junto a nós, sem qualquer gesto ou palavra do PM.
  7. Estava a filmar, já as costas da comitiva quando senti uma mão a ROUBAR o meu telemóvel com uma violência tal que fiquei com um vergão no pescoço (fotos em anexo) e outras pessoas foram empurradas.
  8. Exigi que o Energúmeno mostrasse a sua identificação mas simplesmente virou-me as costas e desapareceu com o meu telemóvel.
  9. Como fui impedido de ir atrás do Energúmeno por outros indivíduos á civil, comecei a gritar “Gatunos e Ladrões”.
  10. Passados breves minutos o Energúmeno veio devolver-me o telemóvel e disse-me olhos nos olhos: “Se abres a boca dou-te ordem de prisão”.
  11. Ao ver que me tinham apagado a pasta completa onde tinha fotos minhas e não só o vídeo que tinha acabado de fazer, comecei aos gritos: FACISTAS.
  12. Todos estes factos foram presenciados por cidadãos que passavam no local e por quem me acompanhava.
  13. Nenhum agente da GNR fardado teve qualquer influência ou atitude perante estes factos, por tal louvo a postura.
  14. Tenho fé que alguém consiga recuperar o que foi apagado e publicamente mostrado, tudo, o que acabo de descrever.
  15. Aconteça o que acontecer não me calarei sobre este episódio em plena Democracia.

Quem assistiu sabe que não é a verdade do Paulo mas sim dos factos ocorridos.

E se eu me virasse ao Energúmeno pois estava á civil e nem se identificou?

Não é em nome da segurança nacional que se agride um cidadão e se rouba o seu telemóvel.

E se o tal Energúmeno tivesse chegado ao pé de mim, delicadamente, solicitando para ver o que eu estava fazendo e me tivesse exigido o “apagamento” do filme, seria a mesma coisa? Faria de boa vontade e sem qualquer revolta.

E se fosse um estrangeiro de férias a proceder como procedi, a actuação seria a mesma?

Logo eu que tenho louvado a forma como as autoridades teem agido para comigo. Logo eu que tenho tentado compreender algumas actuações das autoridades.

Hoje perdi todo o respeito por estas “figurinhas”:

  • Presidente da Republica, Aníbal Cavaco Silva por sentir-me ofendido pela sua afirmação: “Os Portugueses viveram acima das suas possibilidades”. Todo e qualquer cidadão comum quando viveu acima das suas possibilidades, ficou sem a sua casa, o seu carro e com ordenado penhorado até 1/3. Quem viveu acima das suas possibilidades foram Todos os Políticos e Gestores Públicos que ROUBARAM, DELAPIDARAM o erário publico sem qualquer RESPONSABILIZAÇÃO CIVIL OU CRIMINAL e até PREMIADOS.
  • 1º Ministro de Portugal, Passos Coelho por ter sido eleito debaixo de mentiras e INCOMPETENCIA PURA. Por ser CUMPLICE de ALGUNS MAFIOSOS que estão no GOVERNO. Por ter tido a COBARDIA de nem tentar apaziguar, os factos descritos acima, escondendo-se no interior de um quiosque para não ser testemunha dos factos ocorridos.



Não posso ter respeito por quem não me respeita e que penhorou o futuro da próxima geração e de Portugal.

Perdi hoje a minha postura pacífica. Não contem mais comigo para actos pacíficos.

ACORDEM, ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS.

ONTEM FORAM OUTROS, HOJE FUI EU E ACREDITEM QUE AMANHÂ SERÃO VOCÊS!

FORA COM A DITADURA, LUTEMOS POR UMA DEMOCRACIA VERDADEIRA.

Paulo A. G. Ribeiro

Faro, 12 de Agosto de 2012

Pontal no aquário, sem submarinos.


Mais de 1 ano após a governação de direita em Portugal, um balanço para a festa reservada do PSD no Pontal:

- O desemprego rompeu todos os máximos históricos.
- O PIB está em queda livre.
- A queda no segundo trimestre foi a maior contracção em três anos.
- A economia portuguesa foi a que mais encolheu no segundo trimestre de 2012 a seguir à Grécia.

- Estamos no sétimo trimestre em queda da economia.
- Até Junho, o número de empresas que iniciou processos de falência aumentou 46,7%.
- Os salários em atraso registados aumentaram 16%.
- A produção industrial afunda-se.

Perante estes e outros dados de um país em colapso, o PSD ainda vai transferir a festa do próximo ano para um sótão.

Tiago Barbosa Ribeiro

Voltou a escravidão a Portugal?

A notícia de ontem, referente à continuidade dos CNO's, só pode ser uma distinta brincadeira de mau gosto, da autoria do Governo de Portugal.

Foi dada permissão para os Centros Novas Oportunidades continuarem ativos até ao final do ano (notícia avançada pela maioria dos órgãos de comunicação social), mas esqueceram-se de referir que não é dada qualquer verba para pagar aos técnicos (algo que pouca comunicação social referiu - porque será?).

Começa-se a atingir um estado de completa ausência de vergonha institucional. 

O próprio Estado, alegadamente a entidade que deve acima de tudo dar o exemplo ao país, quer as pessoas trabalhar e a produzir para si, mas não lhes quer pagar. 

Qual escravidão, qual quê!

Vamos lá ser sérios com o povo e alterar isto, sim?

Aproveitem e divulguem!


Uma parceria entre as melhores universidades do mundo, permitiu que fosse lançada esta excelente medida.

Cursos online e gratuitos, a iniciar em outubro, com a garantia de qualidade de instituições como o MIT, Berkeley e a universidade de Harvard.

https://www.edx.org/

Tudo gente séria.

O silêncio é de ouro para os defensores inveterados e obcecados pela ala direita.

Tudo gente séria.

Onde estão os documentos dos Submarinos???

Grande parte da documentação dos submarinos desapareceu do Ministério da Defesa. Sumiram, em particular, os registos das posições que a antiga equipa ministerial de Paulo Portas assumiu na negociação.

"Apesar de todos os esforços e diligências levadas a cabo pela equipa de investigação, o certo é que grande parte dos elementos referentes ao concurso público de aquisição dos submarinos não se encontra arquivada nos respetivos serviços [da Defesa], desconhecendo-se qual o destino dado à maioria da documentação", escreveu o procurador João Ramos, do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), em despacho de 4 de junho que arquivou o inquérito em que era visado apenas o arguido e advogado Bernardo Ayala (o processo principal continua em investigação).

Nos últimos anos, já tinha sido noticiado o desaparecimento de vários documentos do negócio concretizado, em 2004, quando Durão Barroso era primeiro-ministro e Paulo Portas ministro de Estado e da Defesa Nacional. Mas, agora, é o próprio Ministério Público não só a reconhecer o problema como a atribuir-lhe uma dimensão que vai para além dos casos pontuais já noticiados.
 

Paulo Portas, de férias nos Açores, está “incontactável”. Mas haja esperança: mais cedo ou mais tarde, a notícia há-de chegar aos Açores e Paulo Portas não demorará a disponibilizar as 61.893 páginas de documentos que digitalizou quando saiu do Ministério da Defesa (até porque se supõe que a ciclópica tarefa foi paga pelo erário público). Ou deveria ser o Ministério Público a requisitar os documentos digitalizados?

Parece impossível...


ATRÁS DE MIM VIRÁ QUEM BEM DE MIM FALARÁ
 

Sócrates votado como o melhor primeiro-ministro

Tudo gente séria.

'Não vou para o governo para arranjar emprego para os amigos' 

Passos Coelho


A cada dia que passa, dá vontade de recordar vezes sem conta, aquilo que era dito pelo PSD enquanto oposição.

Qual consenso político, qual quê!



“PSD/CDS rejeitaram mais de 75% das propostas do PS”

 

E depois ainda têm o descaramento de afirmarem que o país necessita de consenso político e da participação do maior partido da oposição!

Curiosidades... infelizmente

Há quatro anos era assim:

Maior manifestação de sempre contra a avaliação dos professores. Professores reclamam não terem tempo para trabalharem/leccionarem, estando envoltos de burocracia devido à avaliação.





Hoje é assim.

Maior despedimento de sempre de professores, na história do ensino em Portugal.
Desemprego entre professores subiu 151% no espaço de um ano.


Conclusões? Tire você mesmo.
Há quatro anos, não havia tempo para trabalhar. Hoje.. não há trabalho!

O Exemplo!

O Insurgente, que nada tem a dizer sobre as pressões e a intromissão na soberania da Grécia ensaiadas pela Alemanha, a Áustria, a Finlândia e a Holanda, acha mal que Hollande pressione a Itália a aceitar o resgaste da UE. Parece-me natural. No fim de contas, François Hollande está a fazer tudo o que prometeu em campanha e a economia da França rapidamente respondeu de forma positiva. E a receita do presidente gaulês inclui medidas inomináveis, entre elas um imposto sobre os mais ricos que vai incidir no património e nos rendimentos, um corte de 30% nos salários dos membros do Governo, o fim de várias benesses dos governantes (carro pago pelo contribuinte, ajudas de custo, etc.) e a alocação das verbas poupadas em programas de estímulo ao emprego de jovens licenciados. Inconcebível, um Governo que se preocupa em dar o exemplo nos cortes de despesa preocupando-se ao mesmo tempo em injectar esse dinheiro em sectores da economia dependentes do Estado. Um Governo preocupado em fazer incidir a austeridade sobretudo sobre os mais ricos.

Ainda bem que o nosso Governo PSD/CDS não está a fazer nada disto - os carros dos governantes continuam a ser topo de gama, os salários não baixaram (e Pedro Passos Coelho até acha que os políticos não são bem pagos) e os boys continuam a entrar nos ministérios e nos institutos públicos ganhando os dois subsídios que o resto da Função Pública perdeu. Abençoado Governo de direita, que não segue a receita completamente alucinada dos franceses...

Sérgio Lavos

Austeridade não está a funcionar!


Continua o ataque à Escola Pública por parte do Governo

Sabemos atualmente a situação em que se encontra a Escola Pública Portuguesa.

Sabemos a trapalhada no concurso dos professores e nas suas colocações.

Sabemos os despedimentos que estão a acontecer, a ritmo alarmante.



E sabemos que a Escola Privada, continua a manter o financiamento do Estado! Esse mesmo financiamento que no ano passado foi aumentado de forma abismal em prejuízo dos que menos podem.


Governo do Desemprego

Será que já repararam o que se está a passar na Educação no nosso país?

Será que já repararam mesmo, que o Governo prefere enviar pessoas qualificadas para o desemprego, do que colocá-los a trabalhar (produzindo para o país). Exemplos não faltam com esta trapalhada dos professores e dos horários zero, a iniciativa Novas Oportunidades que nenhuma indicação é dada aos seus alunos e profissionais, etc etc etc.

Pelos vistos é preferível pagar o subsídio de desemprego, do que dar trabalho a estas pessoas, aproveitando-as para fazerem qualquer tipo de trabalho correspondente.

BINGO!

"Não foi encontrada evidência robusta de que a maior facilidade em despedir tivesse efeitos significativos na criação de emprego ou no fluxo de trabalhadores." (Secretário de Estado do Emprego, em artigo académico). 

Se calhar, agora já nem era muito preciso que fosse robusta: uma qualquer prova bastaria. 
Mas há um resultado robusto no artigo: despedimentos mais baratos levam à diminuição de salários (por perda de poder reinvindicativo?). 
Bingo! 
Ou seja, a lei muda, os custos do trabalho diminuem, o que é bom, mas os proveitos dessa diminuição vão todos para os empregadores. 

Foi por estas e por outras que se inventou a social-democracia...que um dia, espera-se, regressará a este pobre país.

Pedro Lains

Salvar Portugal à Bruta



Se algum dia tiver de perder umas eleições em Portugal para salvar o País, que se lixem as eleições, o que interessa é Portugal", disse esta semana Pedro Passos Coelho. É uma declaração que rejeita o eleitoralismo ao mesmo tempo que é profundamente eleitoralista, e por isso só está ao alcance de um político muito hábil. Sou um grande admirador de declarações que contradizem aquilo que afirmam. "Eu não gosto de falar de mim", diz alguém. E eu rejubilo, porque essa pessoa acaba de me fornecer uma informação sobre si mesma -logo ela que não aprecia fazê-lo. Com Passos Coelho sucede o mesmo: é eleitoralista quando repudia o eleitoralismo. Sacrifica-se duplamente por nós: perdendo eleições e incorrendo em abominável eleitoralismo.

Mas, mais do que fazer aquilo que repudia, aquela declaração é importante para compreender a soteriologia do passoscoelhismo, que difere bastante da da maior parte das religiões. Em princípio, uma religião só oferece a salvação ao crente que deseje ser salvo. No passoscoelhismo, porém, a salvação não depende da vontade do crente. Passos Coelho é nosso redentor quer nós queiramos quer não. Ele vai salvar-nos e é à bruta.

Repare-se que, para salvar o País, ele não se importa de perder umas eleições.

O eleitorado, que aparentemente prefere a perdição do País, ameaça castigar Passos Coelho com uma derrota eleitoral.

Nas urnas, o povo português fará o raciocínio inverso ao do primeiro-ministro: que se lixe Portugal, o que interessa são as eleições. Mas Passos Coelho não se importa. Vai salvar-nos, mesmo contra a nossa vontade.

Outra distinção importante reside no facto de Cristo se ter sacrificado por nós.

Passos Coelho opta por infligir os sacrifícios àqueles que pretende salvar. Uma coisa é ser Messias, outra é ser parvo.

Cristo percorreu a Via Dolorosa; Passos Coelho põe o povo a percorrê-la. E antes fez com que a via deixasse o regime SCUT, para a cruz ficar mais pesada.

Um dos problemas da salvação oferecida por Passos Coelho é que a maior parte das pessoas não se apercebe de que está a ser salva. Não compreende que está desempregada para seu bem, que vive mal para impressionar favoravelmente os mercados, que ganha salários miseráveis para glória presente e futura de Portugal.

Ninguém mandou Passos Coelho tentar salvar um povo tão estúpido.

RAP (Visão)

Regimes de excepção (PSD/CDS)

Mais um para fazer corar de vergonha.


À atribulada nomeação da nova administração da Caixa Geral de Depósitos não faltou sequer uma enorme trapalhada com as remunerações de alguns dos seus gestores. O Estatuto do Gestor Público prevê que os administradores das sociedades de capitais públicos (que se encontrem em regime de concorrência no mercado) possam optar por um ordenado que resulte da “remuneração média dos últimos três anos do lugar de origem”. O legislador parece ter apenas pensado nos gestores que exercem funções no sector público, como os que já se encontravam na Caixa ou os que estavam em trânsito do Banco Portugal.

Acontece que três dos gestores contemplados não têm “lugar de origem” para o qual possam regressar após saírem da Caixa:
    • O chairman, Faria de Oliveira [PSD], que está aposentado;
    • Nogueira Leite [PSD], que se despediu do grupo Mello para se alçar à administração da Caixa; e
    • Fernandes Thomaz [CDS-PP], que vendeu a sua participação na boutique financeira Ask.
Uma interpretação mais elástica da lei permitiu ao ministro das Finanças evitar entrar em choque com o baronato laranja: um oportuno despacho hoje publicado (com efeitos a 1 de Abril) evitou que Nogueira Leite regressasse à blogosfera.

Crónica de Pedro Bacelar Vasconcelos


"(...) Segundo noticia do jornal "Público", de 10 de dezembro de 2008, o PSD denunciava, então, como sendo uma "pouca vergonha", a nomeação sem concurso público dos diretores executivos dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES). Os ACES eram as novas estruturas responsáveis pela coordenação das redes locais de cuidados de saúde primários, criados no âmbito da reforma da saúde promovida pelo governo de então. O PSD, então principal partido da oposição, pela voz dos seus deputados, Carlos Miranda e Regina Bastos - antiga Secretária de Estado da Saúde do Governo de Santana Lopes - exigia a imediata suspensão do processo de nomeação dos novos 74 diretores executivos, qualificando-os de "comissários políticos" e acusando o governo de instrumentalizar a nova estrutura de gestão do Ministério da Saúde, "colocando-a ao serviço de clientelas políticas". Sustentando a necessidade de assegurar uma efetiva autonomia de gestão aos Agrupamentos de Centros de Saúde, o deputado Carlos Miranda alegava, há pouco mais de três anos, que só "o concurso público" podia garantir a adequação do "perfil do candidato" aos objetivos da reforma dos cuidados de saúde. E a deputada Regina Bastos proclamava enfaticamente que: - "é importante que fique para a história que o PSD se bateu para que esta pouca vergonha não fosse consumada".

Passaram três anos, o PSD está agora no Governo e tinha finalmente a oportunidade de assumir os princípios por que se batera e abrir concurso público para os diretores executivos dos agrupamentos dos centros de saúde (ACES). Mas não! Nem abriu concurso nem mostrou a menor preocupação com a adequação do "perfil do candidato"... Em nota de imprensa divulgada na passada terça-feira, o Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos "manifesta a sua preocupação e perplexidade perante nomeações, para cargos de elevada responsabilidade e complexidade, de pessoas cujo Curriculum Vitae demonstra uma total ausência de experiência profissional na área da gestão da saúde e na governação clínica", concluindo que "são completamente incompreensíveis e inaceitáveis as referidas nomeações" que nem sequer serão submetidas à avaliação da Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CRESAP) - ainda que a reputação da CRESAP, convenhamos, tenha saído abalada do imbróglio da nomeação dos novos administradores do Metro do Porto... Num momento em que tantos sacrifícios são impostos aos cidadãos e o Serviço Nacional de Saúde enfrenta tão graves dificuldades é inconcebível tanta incoerência e irresponsabilidade."

 in: JN

Tenham Piedade, pf!

Por favor, não procurem mais, não encontrem mais motivos para que Relvas se demita. Não nos dêem mais motivos (aos Portugueses) para que, sempre que nos seja anunciado o Ministro Dr. Miguel Relvas, fiquemos com um sorriso malandro nos lábios.

Uma pessoa deve-se demitir enquanto há tempo. Depois, é o desprestigio, o gozo permanente.
Não havia necessidade!




Empresas já podem aceder a novos apoios para contratar jovens desempregados

Regras do programa de combate ao desemprego “Impulso Jovem” entraram ontem em vigor.
As empresas portuguesas já podem começar a contratar jovens desempregados ao abrigo dos apoios do programa "Impulso Jovem". Isto numa altura em que o desemprego entre os jovens ultrapassa os 36% em Portugal, segundo dados do Eurostat.

O Conselho de Ministros aprovou no início de Junho o programa de combate ao desemprego "Impulso Jovem", que envolve mais de 344 milhões de euros e vai abranger 90 mil jovens. As regras da medida "Passaporte Emprego" entraram ontem em vigor.

O "Passaporte Emprego" é um programa de estágios profissionais remunerados que garante, no final de seis meses, um prémio de integração caso ocorra a celebração de um contrato de trabalho sem termo. As candidaturas a estes apoios devem ser apresentadas ao Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) pelas empresas interessadas. Conheça as regras de algumas medidas do Impulso Jovem.

1 - A quem se destina o programa de estágios?
O programa "Passaporte Emprego é destinado a sectores de bens transaccionáveis e às regiões Norte, Centro, Alentejo e Algarve. Em causa estão jovens entre os 18 e 25 anos ou entre os 26 e os 30 mas, neste caso, apenas estão incluídos alguns níveis de formação. Os jovens têm de estar desempregados há mais de quatro meses.

2 - Que empresas se podem candidatar?
Podem candidatar-se pessoas singulares ou colectivas, preferencialmente que operem no sector de bens e serviços transaccionáveis, mas também nos sectores agrícola, da economia social e do associativismo juvenil e desportivo.

3 - Restrições para quem já frequentou outros estágios
Quem já tiver frequentado um estágio profissional financiado por fundos públicos só pode ser abrangidos pelos novos estágios em duas situações: se o estágio anterior tiver concedido um novo nível de qualificação ou se o jovem tiver obtido uma qualificação em área diferente e o novo estágio seja nessa área. Os estágios também não podem abranger jovens que tenham tido uma relação laboral, de prestação de serviços ou de estágio com a empresa em causa no ano anterior.

4 - Estágio dura seis meses e obriga a formação
Todos os estágios duram seis meses mas têm de proporcionar pelo menos 50 horas de formação dada por entidade certificada. Os estagiários são equiparados a trabalhadores por conta de outrem e têm portanto de cumprir as suas obrigações de IRS e Segurança Social.

5 - Bolsa de estágio pode ser totalmente comparticipada
Nos estágios destinados à economia social a bolsa é totalmente comparticipada. Noutros casos, o primeiro estagiário contratado também garante 100% da bolsa nas empresas com dez trabalhadores ou menos. Os restantes casos (segundo estagiário e empresas com mais de dez funcionários) a comparticipação é de 70%.
As bolsas correspondem a 419,22 euros no caso de estagiários sem o ensino secundário, subindo para 524 euros no caso de jovens com essa qualificação. Ensino pós-secundário ou superior já dá direito a bolsa de 691,7 euros. A empresa tem depois de pagar subsídio de alimentação e de transporte e seguro de saúde.

6 - Prémio de integração para quem contrata sem termo
As empresas que contratem sem termo os estagiários no prazo máximo de 30 dias após a conclusão do estágio têm direito a um prémio de integração no valor da comparticipação com a bolsa de estágio.

in: Diário Económico

Alvíssaras, estamos despedidos!

"Hoje realiza-se o sonho de milhares de gestores e empresários. Hoje é um dia de libertação, dia em que eles podem entrar pelas empresas, fábricas e escritórios e bradar uma nova mensagem aos trabalhadores: "Senhoras e senhores, de hoje em diante seremos finalmente mais competitivos: estão todos despedidos!".
O brado é exagero, mas sintetiza a ironia demissionária de quem não conseguia demitir. As empresas não são competitivas? A culpa era da lei. Falta produtividade? Com despedimentos não seria assim. Mas hoje mata-se o bode expiatório: entra em vigor a nova legislação laboral.

O despedimento individual era um tabu. Era quase impossível de conseguir sem ser por mútuo acordo. Sem pagar compensações suficientemente elevadas. Isso pode acabar hoje. Pode... Depende do entendimento que os tribunais dêem aos conceitos agora alargados de justa causa. Os juristas têm desvalorizado este impacto, mas são suspeitos na matéria. O efeito psicológico está conseguido. E muitos despedimentos não chegam a tribunal. O primeiro impacto da lei está garantido: milhares de despedimentos. O resultado final será depois avaliado: milhares de contratações? Eis uma reforma estrutural, assinado: Álvaro Santos Pereira. Mas também Pedro Mota Soares. E João Proença.

Os despedimentos são um ponto focal na legislação que entra hoje em vigor: concentra atenções. Mas o maior impacto está assegurado através de outras medidas. Medidas que garantem que vamos todos trabalhar mais tempo e, indirectamente, ganhar menos dinheiro.

Vamos trabalhar mais sete dias por ano a partir de 2013: acabam três dias de férias e quatro feriados. As empresas vão pagar menos pelas horas extraordinárias, com quebras que, no caso das contratações colectivas mais extremas, ultrapassam os 50% face aos valores actuais.

Estas duas medidas não estavam no memorando com a "troika", mas parecem querer compensar o fim da descida da taxa social única. Segundo um estudo do Governo divulgado ontem pelo Negócios, o impacto destas quatro medidas (menos feriados, menos dias de férias, horas extras mais baratas e compensações mais baixas em caso de rescisão) resulta numa redução de 5,23% no custo por hora trabalhada.

Agora começamos a entender-nos. Não estamos a falar de aumentar a produtividade, mas sim a produção. E estamos a falar da queda dos custos de trabalho para ser mais competitivo, indicador em que, segundo a OCDE, Portugal já acumula a maior queda de sempre, em termos reais.

"Desvalorização interna" é isto. Quando se ouve economistas, como Paul Krugman, dizerem que os salários dos portugueses têm de cair 20 a 30% face aos dos alemães, é isto. Já está a acontecer. Os salários líquidos já estão a descer, quando se aceitam novos empregos por menor remuneração do que aqueles que se perderam. E os custos médios do trabalho para as empresas já estão e vão descer, por redução das horas extras e indemnizações, e por diluição em mais horas de trabalho.

A economia está a ajustar-se do lado dos trabalhadores. Não chega. É preciso reduzir o tamanho do Estado e pagar dívidas para reduzir impostos. E é preciso ser justo, seja com rendas monopolistas, para baixar os outros custos além dos laborais, seja com situações de favor e nomeações políticas. Por exemplo, hoje é também o dia em que centenas de chefias do IEFP deixam de o ser. Para serem substituídas, renovadas ou extintas? O IEFP, que é um viveiro de "boys" (como o é a Segurança Social, o Fisco e outras direcções) vai manter o número de chefias, para distribuição de salários, ou reduzi-los?

A nova lei laboral é feita a pensar nas empresas. Baixa-lhes os custos. Promete libertação. Agiliza o mercado e, segundo os mesmos dados do Governo, terá um impacto positivo no emprego de 2,54% a curto prazo e 10,55% a longo prazo. E revelará a qualidade dos gestores em Portugal. Porque muita gente detesta despedir, está embrenhada com os trabalhadores na prosperidade ou salvação das suas empresas. Mas mais gente ainda detesta outra coisa: perder dinheiro. Ou o seu próprio emprego. Mas com esta lei laboral, ninguém nos agarra!"

Pedro Santos Guerreiro (J Negócios)

Castelo de Cartas

"Há pouco mais de um ano, com a sede de poder que levou a direita a precipitar uma crise política em Portugal, o PSD dizia ao que vinha:
«'Não haverá aumento de impostos, de uma forma clara já está demonstrado, o programa demonstra-o', afirmou Miguel Relvas aos jornalistas após o Conselho Nacional do PSD, que decorreu num hotel de Lisboa (...)».

Entretanto PSD e CDS aumentaram todos os impostos directos e indirectos, com incidência desigual no consumo e nos rendimentos do trabalho, conseguindo já liderar o Governo que mais impostos aumentou no mais curto período de tempo.  

Progressivamente começamos a ter resultados de longo ciclo destas medidas. Sabemos agora que o Estado arrecadou menos impostos do que quando o IVA estava a 21%, não sendo já possível cumprir as metas de impostos e Segurança Social, confirmando a deriva que se instalou e a validade dos vários alertas em relação às curvas de maximização fiscal. 

O mais extraordinário é que isto ocorre sob a liderança do sorumbático Vítor Gaspar, cuja boa imprensa é inversamente proporcional à incompetência que tem revelado na gestão dos seus dossiers, falhando as metas a que se propôs em todas linhas de execução. Estamos a assistir à queda de um lento mas inexorável castelo de cartas."

Tiago Barbosa Ribeiro

Tudo gente séria...

Ministro diz que “não é razoável” contratar a quatro euros (4 julho 2012)

 

 

 MAS AFINAL...

 

 

"A Inspeção-Geral de Saúde vai analisar as condições laborais dos enfermeiros contratados por empresas para a Administração Regional de Saúde e Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT). (...) O primeiro inquérito à forma de contratação não encontrou ilegalidades." (31 julho 2012)

 

Tudo gente séria!

Afinal parece que a gente séria do PSD/CDS vai dar Subsídios à sua rapaziada!

Há gente que a esta hora, até cora de vergonha... se a tiver!

Telhados de vidro... Pois!

GOVERNO ADMITE PAGAMENTO DE SUBSÍDIOS A MEMBROS DOS GABINETES 

 

 


A repugnância de como se fala das urgências Hospitalares

Há certas coisas que causam repugnância.

Uma delas é ouvir os senhores governantes a falar da Saúde em Portugal. Para além da maior pérola de todas ter vindo do Secretário de Estado - Leal da Costa, sobre as terapias contra o cancro que deveriam ser canceladas se isso não revelar ganhos significativos para o doente, começa-se a instalar na nossa sociedade política vigente, uma necessidade de recorrer aquilo que os "padrões internacionais" dizem, como forma de justificar a tomada de assalto ao SNS.

Sim, meus caros. Muita gente vocifera ódio quando dizemos que este Governo ataca diariamente o SNS. Pois sim. É verdade.

A última é dizer que o fecho das urgências não irá afetar ninguém, porque os "padrões internacionais" dizem que o tempo ideal de acesso à urgência ronda os 60 minutos.

Exato. Padrões internacionais dizem que é aceitável que uma pessoa demore UMA HORA até chegar a uma urgência hospitalar.

Que se lixem os "padrões internacionais"!  Porque se não recorremos aos "padrões internacionais" para nivelar salários, subsídios, horas de trabalho, proteção na familia, etc etc etc, também não nos venham com os "padrões internacionais".

Imaginem agora, um familiar seu, ter um AVC e demorar uma hora a chegar à urgência! (atenção que há quem defenda isso e defenda a conversa destas pessoas). É aceitável não é!?

Se esta ideia continuar a ganhar adeptos, ainda vão destruir a urgência de Penafiel e vamos todos recambiados para o S. João! 

É perto... menos de uma horita e estamos lá.. prontos a entrar no caixão!


Tudo gente séria

"Dizem hoje os jornais que, de Novembro de 2003 a Agosto de 2005, Oliveira e Costa comprou 7,8 milhões de acções da SLN a 1 € e vendeu-as a 2,8 €, com um ganho de 1,8 € por acção, obtendo assim mais-valias superiores a 14,1 milhões, de acordo com dados dos autos do caso BPN. Como se sabe, era o próprio Oliveira e Costa a fixar o preço de compra e venda das acções. Era como jogar o Monopólio sozinho, com a banca à disposição. Detendo as acções por 12 meses antes de as vender, as mais-valias não eram sequer sujeitas a tributação, ao abrigo da legislação então em vigor (revogada em Julho de 2010).
Ora o negócio que Oliveira e Costa por essa época proporcionou a Cavaco e família foi a compra de 250.000 acções a 1€ cada e a venda das mesmas, dois anos depois, a 2,4 €, com um ganho por acção de escassos 1,4 € e um mísero lucro total de 350.000 €  - livres de imposto, pela razão indicada. Como o preço de compra e venda das acções foi estabelecido arbitrariamente por Oliveira e Costa, fora da bolsa, podemos concluir que Cavaco foi discriminado e prejudicado pelo amigo em 40 cêntimos por acção, o que na transacção em causa representa a bonita soma de 100.000 €.
Este tratamento de segunda a que Cavaco e família foram submetidos é muito condenável, sobretudo conhecendo-se hoje os apertos financeiros do homem de Belém. Sugiro daqui a Cavaco que mova um processo contra Oliveira e Costa e a SLN, para reaver os 100.000 € de mais-valias que lhe foram sonegados. Com um parecer dum catedrático talvez pingue qualquer coisa…"

in: Aspirina B

Ei-los aqueles

Ei-los aqueles que na ausência de companhia e compreensão dos outros, tentam a todo o custo mostrarem-se presentes. Seja pela provocação inaudita, seja pela falácia, tudo serve para tentar que sejam olhados de forma diferente, não percebendo que a plebe ri-se e desliga. Afinal, nunca ninguém deu nem dá importância, nem os amigos. Mas atacam sem olhar para o próprio umbigo inundado de anticorpos, pensam que ajudam a missão mas só estragam, quando num tom obsessivo disparam à procura do reconhecimento que não aparece.
Horas e horas de sofrimento, escondidos na bruma sem nunca darem o corpo às balas, metidos no porão em que não se vê o rosto, sem nunca apresentarem soluções, vivendo no seu mundinho de laivos histriónicos com tentativas de auto intelectualização.
Bem aventurados aqueles que desligam e seguem, ou será porventura, bem aventurados aqueles que pacientemente observam a perda constante de valores daqueles que deitados ao abandono pelos seus, tentam tentam tentam que alguém os leve a sério. Tarefa impossível esta.

Fechem tudo. Fechem o país... exceto Lisboa!

Relvas, Relvas, Relvas. Não se ouve falar de outra coisa.
Maçonaria, controlo partidário, “jogatanas”, Ongoing, Silva Carvalho e Secretas, ameaças a jornalistas e por fim, a “licenciatura”, levou os críticos do anterior Governo ao silêncio. Prevemos que os sacrifícios, rigor, exigência, transparência difundida por Relvas e companhia aos Portugueses no último ano e meio, são aplicados somente ao povo.
Afinal de contas isto é Portugal. Um país que vê políticos de todos os quadrantes, recorrer a tudo por um título académico de Eng. ou Dr
Por conseguinte, os jovens deste cantinho da Europa, omitem as suas habilitações superiores, na vã esperança de não lhes ser negado um emprego. 
Conclusão… Em Portugal possuímos Ministros com habilitações a menos; e Jovens desempregados com habilitações a mais! 
Posto isto, no meio de toda esta novela mediática, os problemas reais são colocados em segundo plano. A receita fiscal não corresponde ao pretendido, os esforços e austeridade exigida aos Portugueses não tem (obviamente) o efeito prometido, o défice descontrola-se, o financiamento não chega às empresas, o QREN continua parado, e o desemprego jovem atinge os… 37% !!!
Contudo, ninguém minimamente sério acha que deveríamos romper o acordo com a Troika. Temos noção das dificuldades do país, da necessidade do dinheiro emprestado para fazer face às nossas obrigações. Isto é ponto assente.
O que espanta, é o tipo de políticas seguidas para atingir as metas acordadas. Se repararem, não há dia que passe sem vermos o Governo anunciar findar com algo no interior de Portugal ou nas zonas que se encontram fora das grandes áreas metropolitanas.
Acabam com as nossas freguesias, fecham os tribunais ou esvaziam as suas competências, obrigando por exemplo, grande parte das pessoas do Vale do Sousa e Baixo Tâmega a recorrerem aos tribunais da área metropolitana do Porto, fecham maternidades, fecham escolas, fecham urgências hospitalares, e fecham tudo o que possa contribuir para a qualidade de vida de um cidadão do interior da República Portuguesa, que até ver, tem os mesmos direitos que os outros. 
Fechar, Fundir, Extinguir – são as ordens!
Com tudo isto a acontecer, o povo questiona-se: “Onde andam as pessoas que em campanha tinham as soluções para o país”? As que prometiam cortar na despesa e não aumentar impostos? Que é feito dos ministros da Economia e da Educação, e das soluções que tinham para o país, plasmados nos seus livros tecnocratas e miraculosos? 
Se afirmavam que o anterior Governo era mau, voltar a fazer mais do mesmo, é pior ainda! 
Quando é que há a ousadia de encerrar as dezenas de “observatórios”, institutos públicos de utilidade duvidosa impregnados em Lisboa e promovidos pelos sucessivos Governos, ao invés de extinguirem organismos fundamentais para os cidadãos como os tribunais, escolas, freguesias, hospitais?
Perante tudo isto, vamos continuar a perguntar a Passos Coelho se vai demitir o seu inseparável, ínvio e descredibilizado amigo, ou vamos ao que realmente interessa?
Nelson Oliveira
Presidente da JS Lousada
IN: TVS

Caos no ministério do rigor e da exigência

O ano escolar ainda não começou, mas Nuno Crato já dá cartas na exemplificação dos valores que prometeu implementar antes de ser ministro:

in: arrastão

O grande negócio da austeridade

Certamente motivado pela agenda de transformação estrutural deste governo, a Sociedade Francisco Manuel dos Santos (Jerónimo Martins) decidiu diversificar a sua actividade e aventurar-se no negócio das clínicas privadas. Confirma-se que a política de saúde deste governo é uma óptima oportunidade de negócio. 

João Galamba, bens não transaccionáveis

Ficamos a aguardar pela enésimas diatribes da sua fundação sobre os insustentáveis direitos sociais. Tudo tem o seu papel na complexa divisão de trabalho do grande grupo económico capitalista com investimentos intelectuais à altura do poder político detido e das ambições de expansão para onde haja lucros a realizar à custa de assimetrias de poder e de conhecimento. Desde a fundação deste blogue, no governo Sócrates, que temos vindo a insistir que as políticas de privatização directa ou indirecta de bens e serviços públicos, naturalmente muito concentrados na área dita dos bens preponderantemente não transaccionáveis, estão em fatal contradição com a mensagem que poderes públicos preocupados com o desenvolvimento devem enviar aos grupos económicos: ide trabalhar para os transaccionáveis, dirigidos à substituição de importações e à exportação, e larguem a fruta doce do Estado social, seus malandros.

Esta contradição aprofunda-se decisivamente e só poderá ser superada através de uma política de protecção da integridade dos serviços públicos acompanhada e, isto é cada vez mais decisivo, de uma alteração do quadro monetário e financeiro associado a uma renegociação da abertura aos fluxos globais que impedem políticas industriais, de protecção e de atenuação da chantagem por parte das fracções extrovertidas do capital, que o Grupo Jerónimo Martins simboliza, de desglobalização em suma. O actual enquadramento externo explica aliás grande parte dos investimentos dos grupos económicos: no contexto de uma moeda forte e sem flexibilidade e de uma globalização irrestrita, a fracção dominante do capital nacional e a sua expressão política foram para onde tiveram incentivos para ir, dados os sinais cambiais e outros, e agora querem continuar nessa senda.

Sem instrumentos de política adequados para promover o desenvolvimento, e estes não serão recuperados sem rupturas com a integração europeia realmente existente, tudo favorece um capitalismo cada vez mais predador, por um lado, e um impotente discurso moralista, por outro. Quem perde sempre é a prática democrática soberana e as classes cuja prosperidade tende a ser proporcional à sua robustez.

in: Ladrões de Bicicletas

Humor (que infelizmente não tem graça)!

Nuno Crato encerra escolas porque o seu colega Relvas provou que elas não servem para nada

"O ministro da Educação justificou esta segunda-feira o encerramento de mais 239 escolas com o seu colega de Governo, Miguel Relvas, que provou que as escolas não servem para nada a não ser para gastar dinheiro ao Estado e incomodar as crianças.

«Até ao final do ano contamos encerrar todas as escolas do país, desde o primeiro até ao último ciclo», explicou fonte do Ministério da Educação. «A única coisa que vai ficar aberta é a secretaria da Lusófona, para quando as pessoas tiverem experiência poderem ir lá levantar o diploma», concluiu.

Relativamente aos professores, que vão ficar todos no desemprego, o Governo lamenta mas diz que temos de nos adaptar aos tempos modernos. «Se há várias universidades que dão cursos, os portugueses têm de perceber que o Estado não pode continuar a pagar milhões por esse instrumento obsoleto que é a escola», afirmou o primeiro-ministro, antes de detonar uma escola secundária."

in: Imprensa Falsa

 

Visita PS/JS a Lustosa! (FOTOS)


















Segundo PSD/CDS, continuamos no bom caminho

Será desta que o atual Governo começa a assumir a responsabilidade da execução do programa da Troika?
Será desta que a Troika aceita que os seus programas, em vez de ajudarem os países, só complicam ainda mais a situação?

Continuaremos a viver neste desespero, em que Pedro Passos Coelho nos diz que o caminho é este. Caminho em que o povo só vislumbra o abismo?

Cumprir os compromissos - Sim.
Cumprir o caminho do abismo - Não!


Dívida pública portuguesa, nos 190 mil milhões, é 3.ª maior da União Europeia


A César o que é de César

"Enquanto Januário Torgal Ferreira andou a criticar Governos socialistas, o Correio da Manhã não se lembrou de expor os seus rendimentos. Logo que o bispo se atirou a Passos, os pulhas não perderam tempo e abriram fogo de artilharia populista contra o homem. O pasquim do Octávio Ribeiro dá-nos sempre um retrato fiel da decadência da actual direita portuguesa, não falha.

Esta frase – “O Governo é profundamente corrupto.” – será uma calúnia a merecer repúdio imediato caso o seu significado remeta para o foro judicial. Contudo, no plano estritamente político é de uma exactidão geométrica. O Governo do casal Passos-Relvas é profundamente corrupto porque os seus responsáveis de coligação enganaram profundamente o eleitorado e traíram profundamente os interesses de Portugal ao escolherem a estratégia da terra queimada para conquistarem o poder. O que os moveu foi só a conjuntura de fragilidade do anterior Executivo e mais nada de nada de nadinha de nada entrou naquelas cabeças cheias de ódio e sede."
in: Aspirina B

Embustes



1 - Infelizmente, e para mal da democracia, o cidadão não acha particularmente grave que um político minta perante os seus representantes, como o Ministro dos Assuntos Parlamentares mentiu. Também para mal da comunidade, parece que o eleitor acha que jornalistas e políticos são todos areia do mesmo saco e não liga grande coisa a histórias de pressões e chantagens, como a célebre história entre o Ministro para a Comunicação Social e os jornalistas do Público.

Por maioria de razão seria normal que a questão da turbo-licenciatura de Miguel Relvas não incomodasse por aí além os portugueses. O facto da licenciatura de Miguel Relvas ter sido obtida da maneira que já todos conhecemos, e que nem vale a pena adjectivar, faz dele pior Ministro? Claro que não. Mas acontece que esta questão incomoda, e muito os portugueses. Se nao fosse assim, por que diabo assistiríamos a um autêntico levantamento popular contra Relvas como o que está a acontecer?

O argumento de que este Governo baseia grande parte do seu discurso no rigor e na exigência, que o Primeiro-Ministro trouxe a história do "piegas" a propósito da necessidade de esforço dos estudantes, que numa altura em que os pais fazem sacrifícios terríveis para pagar as propinas aos filhos alguém faz quatro exames e sai dr, pode explicar muita coisa, mas não parece que estas sejam as razões fundamentais para o profundo mal estar.

O ponto de viragem deu-se quando a opinião pública reconheceu em Relvas tudo o que a faz desconfiar, na esmagadora maioria das vezes injustamente, dos políticos. A sensação de que têm privilégios que não são justificáveis, que não estão expostos aos sacrifícios como os demais cidadãos, que têm uns amigos que resolvem o que quer que seja, que até um título de dr conseguem obter sem se aborrecerem. No fundo, que os políticos não vivem no mesmo mundo do cidadão comum.

O pior, no caso da turbo licenciatura, não é o reconhecimento de que há escolas que precisam de agradar a políticos que depois farão uns agrados a essas mesmas escolas pondo em causa o esforço de todos os seus estudantes. Não é termos um Ministro provinciano que acha que o dr lhe confere gravitas. Nem é desconfiarmos que Relvas e Passos Coelho são afinal um só e que não tarda alguém chamará Miguel Passos ou Pedro Relvas aos dois senhores. Não é sequer vermos um partido com a importância do PSD agachado perante o pior da máquina partidária. É sim a terrível contribuição que este caso traz para a ainda maior descredibilização da classe política. Nesta fase da nossa história poucas coisas podiam ser piores.

2 - É do conhecimento geral que as avaliações da Troi-ka à execução do memorando de entendimento têm sido boas. Durante a passada semana o FMI voltou a dizer que tudo corre ás mil maravilhas.

Se bem percebemos, por todos os dados disponíveis, as receitas fiscais diminuíram quando deviam ter crescido, o desemprego subiu para níveis inimagináveis, o financiamento à economia praticamente não existe, as rendas das parcerias público-privadas continuam na mesma e de reformas estruturais, fora a lei das rendas, rigorosamente nada. O défice, esse farol de toda a actividade governamental, esse compromisso que, segundo o Governo, obrigou a medidas que arrasaram por completo a economia, esse desígnio nacional a que tudo tinha de ser sacrificado e que foi anunciado como factor fundamental de avaliação do comportamento do Governo vai ser largamente excedido. O que diz a Troika? Está tudo óptimo! Uma implementação notável, disse o homem do FMI.

Temos, também, um discurso, digamos, curioso: o que diz que como fizemos tudo bem agora "merecemos" ser ajudados. Mas, onde estão as coisas bem feitas que ninguém as vê? Se estivesse a correr mal devíamos ser castigados? É assim, não é? Fizemos tudo bem e os números são os que conhecemos. O que seria correr mal?

A verdade é que estamos perante um gigantesco embuste. A Troika sabe que também errou em toda a linha. Sabe, e não é de agora, que o plano que negociou com os representantes do Governo de então, com o PSD e CDS não está a correr bem e não resultará, muito pelo contrário. A razão para a Troika dizer que está tudo bem, quando todos sabemos que está a correr tudo mal, é simplicíssima: a Troika entrou em modo auto-justificativo. No fundo, a Troika sabe que o falhanço governativo é também o seu próprio falhanço. Sabe que o falhanço do seu aluno dilecto, do bom aluno, é o falhanço de toda uma estratégia, é resultado dum equívoco sobre as origens da crise e da maneira de a resolver.

Não, quase nada está a correr bem, a Troika sabe-o melhor que ninguém.
 
in: DN

Hoje é dia de tomada de posse!


Indecência certificada (Fernanda Câncio)

"Ao contrário do que nos dizem os clássicos infantis, não há em regra moral na história. É assim que podemos assistir, boquiabertos - como anteontem - a um Santana Lopes, na TVI24, a perorar, a propósito do curso de Relvas, sobre deverem ser os políticos julgados pelos seus atos em funções e não por episódios do seu percurso privado (cito de memória), sem que algum dos presentes, de Constança Cunha e Sá a Assis e Rosas, pigarreasse sequer. Que o homem que nas legislativas de 2005 fez insinuações explícitas sobre a orientação sexual do adversário e exigiu a audição do depois primeiro-ministro no Parlamento sobre a respetiva licenciatura possa, sem lhe cair tudo em cima, afetar lições de fineza e elevação é bem elucidativo, não apenas da sua comprovada desvergonha, como da amnésia amoral da audiência.

De vez em quando, porém, a realidade faz-se fábula de La Fontaine. E vemos então alguém como Miguel Relvas, que em abril de 2009 afirmou "se fosse parente do engenheiro Sócrates escondia que era parente dele", acrescentando "depois de ganhar as eleições todos os dias quero que a minha filha tenha orgulho" a, numa audiência parlamentar do caso das secretas, três anos depois, lamentar--se, olhos e voz tremeluzentes, pelo "muito que custa" e "o tão injusto é" ser julgado na praça pública, concluindo: "Todo o cidadão tem direito ao bom nome; [...] tenho família, tenho amigos, tenho uma posição na sociedade..."

Tem Miguel Relvas toda a razão: todo o cidadão tem direito ao bom nome. Até ele, que o negou a outros. Curioso que só se dê disso conta quando é à sua porta que as acusações e insinuações batem, depois de tudo ter feito, como tantos "notáveis" do seu partido, de Santana a Ferreira Leite, de Marques Mendes a Menezes, de Pacheco Pereira a Passos, para que a doença do ad hominismo infetasse o combate político, banalizando as considerações sobre "o carácter", o percurso académico e até a família dos adversários.

Estamos a falar do partido cujo líder Marques Mendes pediu, em 2007, uma comissão independente para investigar a licenciatura de Sócrates (o qual, recorde-se, fez cinco anos de Engenharia em universidades públicas); que exigiu uma audição da ministra Lurdes Rodrigues para explicar a suspensão de um funcionário por supostamente ter feito uma piada insultuosa sobre o diploma do então PM, considerando, a priori, estar ante "uma atitude intimidatória, persecutória e opressora dos mais elementares direitos, liberdades e garantias." Um partido, enfim, especializado na calúnia, no insulto e na perseguição pessoal, cujo grupo parlamentar rejubila com menções "a licenciados de domingo" ou "discursos encomendados em cafés de Paris".

Num tal partido, a revelação da licenciatura "Novas Oportunidades" (ah, a suprema ironia - "certificação da ignorância", não era, senhor primeiro-ministro?) de Relvas deveria ter o efeito de uma bomba de tinta negra - tudo com a cara pintada de preto. Isto, claro, se face houvesse. "
 
Fernanda Câncio (DN)

O dirty little secret de Passos Coelho e Marques Mendes

1. Marques Mendes, como vimos ontem, é o nome indicado para substituir Miguel Relvas no cargo de Ministro dos Assuntos Parlamentares. O próprio Marques Mendes já veio, ontem, desmentir a sua ida para o Governo, afirmando que não está na política activa e as as remodelações só se fazem com quem está na política activa. Ora, Marques Mendes nunca se divorciou da política activa, muito menos da partidária: ele não sabe viver sem o PSD. Pode gostar muito da sua vida profissional, mas creio que nenhum português tem dúvidas que Marques Mendes quer voltar a desempenhar um cargo político. Aliás, o que se passou ontem no seu programa foi assaz curioso.

2. Com efeito, Marques Mendes lá explicou que não quer ir para o Governo - e que Passos Coelho aparentemente nem sequer lhe aventou tal possibilidade. Parece que Marques Mendes nem sequer fala com o Governo e com Passos Coelho. Não! Nada disso! Mas, logo a seguir no seu comentário, Marques Mendes fez o quê? Anunciou que o Governo irá criar uma taxa sobre as parcerias público-privadas, bem como outras medidas de redução da despesa. Note-se que Marques Mendes não disse que "acha", que "acredita", que "tem a forte convicção"....Não: Marques Mendes afirmou que o Governo vai tomar aquelas medidas. Sem dúvidas. O que significa, indubitavelmente, que Marques Mendes é o "ponta de lança" mediático do Governo: há uma concertação entre Passos Coelho e Marques Mendes. Como é que alguém pode acreditar que Marques Mendes está distante do Governo? Ele é o trunfo que Passos Coelho quer lançar mais tarde ou mais cedo. Parece, aliás, que há uma tríade entre o Governo, Marques Mendes e o jornal "SOL": o Governo dá a ideia; Marques Mendes anuncia - e o SOL desenvolve no dia seguinte. Esta tem sido a estratégia comunicacional mais consistente do Governo Passos Coelho. Marques Mendes, sem saber, já é membro do Governo. Retomando a gíria futebolística, é o 12.º jogador.

3. Este é o dirty little secret de Passos Coelho e Marques Mendes: todos já percebemos que há uma espécie de acordo tácito entre os dois. Resta saber para que cargo político. Minha convicção: ou é para membro do Governo, aguardando-se apenas pela melhor altura e esperando que Miguel Relvas saia por sua própria iniciativa; ou será para as eleições Europeias (Marques Mendes será cabeça de lista).


Email:politicoesfera@gmail.com


Por último, refira-se que Marques Mendes não faz comentário político: o programa de Marques Mendes assemelha-se a uma sessão de terapia colectiva do PSD. Mendes aponta os erros do PSD, apela a sua consciência, para depois dizer o que vai ser feito. É um programa feito para o PSD, para as bases sociais-democratas. O que confirma que Marques Mendes está em força na política activa.

Ponto de Vista

"É curiosa a resposta do Governo às declarações de D. Januário, cuja substância não vou discutir. A máquina governamental atacou o bispo com base no salário que aufere, cirurgicamente soprado para a imprensa amiga, mas nada disse sobre outros «bispos» deste Governo. 
É o caso de António Borges, ministro sem pasta, que em 2011 ganhou 225 mil euros livres de impostos apenas por um dos vários cargos que ocupou, e que tem vindo a pregar a redução de salários para esses abusadores que vão para as ilhas Caimão gastar os 400€ que ganham todos os meses neste país. Como são ínvios os caminhos destes senhores."
Tiago Barbosa Ribeiro

Há outros que divulgam habilitações que não têm e chegam a Ministros.

Há muitos licenciados a esconder habilitações para arranjar trabalho 

 

Mais desemprego

A divulgação de dados indicam que o número de inscritos nos centros de emprego aumentou 24,5 por cento em junho em termos homólogos e 0,7 por cento face ao mês anterior, para 645.995 desempregados.
De acordo com a informação mensal publicada ontem pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), no final de junho encontravam-se inscritos nos centros de emprego do Continente e das Regiões Autónomas mais 127.250 indivíduos do que um ano antes.
Face a maio, o número de desempregados aumentou em 4.733 pessoas.
Ou seja, como afirmou Miguel Laranjeiro: registou-se “o maior aumento homólogo do desemprego” neste ano, o que significa que “nem o efeito sazonal do mês de junho teve uma consequência positiva” numa eventual mudança de trajetória da tendência.
“Nestes dados não estão contabilizados os 75 mil portugueses que estão desempregados, mas que se encontram em ações de formação. Também não estão contabilizados os milhares de professores que o Governo se prepara para despedir no próximo ano letivo”.
Talvez não valha a pena perguntar nada ao PM porque ele vai perguntar à TROIKA e esta, avaliando-se a si própria e não o estado do país, dirá que o Governo tem tido um “bom comportamento na execução do memorando”.
Estamos de parabéns e até nos agradecem a paciência e a vocação para o sacrifício.

in: Aspirina B

O bispo Januário, o cardeal Branco e o padre Morais

O cidadão Januário Torgal Ferreira disse que "há jogos atrás da cortina e corrupção, este governo é profundamente corrupto nestas atitudes a que estamos a assistir". O porta-voz da Conferência Episcopal já veio recordar o óbvio: que o bispo falou em nome individual. Sobre matérias políticas, é assim, apesar de nem sempre assim acontecer, que se espera que os bispos falem: em seu nome. Sendo certo que por serem bispos não deixam de ser cidadãos e não perdem o direito à palavra.
Aguiar Branco, falando como ministro da Defesa - ou seja, em nome do Estado -, respondeu ao bispo. Não se limitou, como fez o ministro da Saúde, Paulo Macedo, a reagir ao seu conteúdo. Isso é o que se espera e nenhum bispo está acima do contraditório. Aguiar Branco preferiu discutir a legitimidade de Januário Torgal Ferreira falar sobre política. Disse o ex-candidato derrotado à liderança do PSD que "o senhor bispo deve obediência às regras da Igreja", que "causa embaraço à Igreja" e que espera "que faça uma opção: ou ser comentador político ou ser bispo das Forças Armadas".
Sem perder tempo com esta ideia de que opinar sobre a vida do País é exclusivo de comentadores, gostava de saber quando é que o senhor Aguiar Branco foi mandatado pela Igreja Católica Apostólica Romana para decidir o que deve ela tolerar ou não aos seus bispos? Para pedir a sua demissão? Para recordar as suas obediências à hierarquia religiosa? Esse mandato é extensível às restantes confissões religiosas? Dura enquanto ele for ministro ou é vitalício?
Por fim, gostaria que o advogado nos informasse qual é o artigo da Constituição que impede os bispos de darem as suas opiniões sobre a vida política? O que disse Aguiar Branco quando os bispos tomaram posição (com todo o direito) numa campanha para um referendo a uma lei (a da despenalização da IVG) em que p ministro participou ativamente? Mandou-os escolher entre o sacerdócio e a intervenção cívica? Não é a alteração de uma lei um tema tão político, ou tão ético, ou tão cívico, como a corrupção? A regra é os bispos dizerem amen às opiniões do senhor Aguiar Branco e só abrirem a boca com a sua devida bênção?
Devo dizer que prefiro, sobre corrupção, incompatibilizes, promiscuidades e tráfico de influências, intervenções mais estruturadas, fundamentadas e com os nomes dados aos bois. como esta (ver vídeo: http://videos.sapo.pt/kzZH4Ua8qCjuDPNQkL9a), de Paulo Morais. Quando escrevo sobre estes temas é assim que o tento fazer: dizer os nomes das pessoas. Claro que quando isto se faz somos acusados de enlamear as pessoas e baixar o nível da política. Mas sou dos que acho que não o fazer é enlamear incertos, fazendo pagar o justo pelo pecador.
Acontece que, ao contrário de Paulo Morais, Torgal Ferreira é um homem sem experiência política. Mas vive neste País e, como a generalidade das pessoas honestas, indigna-se com o clima de saque em que vivemos. E dá voz a isso, dizendo o que a generalidade das pessoas sentem. Pode ser discutível a forma como o faz. Mas não é discutível o seu direito a fazê-lo. O senhor Aguiar Branco gostava que o País ficasse calado, deixando a liberdade de expressão como exclusivo dos comentadores políticos? Aguente-se! Até ver, ainda vivemos em democracia. E também vivemos num Estado laico, onde a Igreja não decide quem é ministro e o governo não decide que é bispo.

Sem palavras.



Reconhecimento - José Santalha

Após vários anos à frente da concelhia do PS Lousada, José Santalha deixou a liderança, mas ainda assim, continua a demonstrar a mesma disponibilidade para lutar pelos valores do PS na região.

O cargo de Vice-Presidente da Comissão Política Distrital (PS Porto) e a confiança demonstrada pelas diversas personalidades da região, é o reconhecimento meritório de uma vida dedicada à causa pública e política e que está para durar.


José Santalha

"Qual o futuro das Freguesias?" - Sessão de Esclarecimento em Lustosa (PS/JS Lousada)



Este sábado às 21.30h, realizar-se-á em Lustosa, na sede do Paintball (antigas instalações do jardim de infância de S. Mamede) uma sessão de esclarecimento à população acerca da Reforma Administrativa do Poder Local, intitulada - Qual o futuro das freguesias?

Contamos com a sua presença!