"O desempenho de Pedro Machado tem sido amplamente positivo e isso tem que ser reconhecido pelos Lousadenses"


Depois de 24 anos à frente dos destinos de Lousada, o TVS entrevista Jorge Magalhães, atual Presidente da Assembleia Municipal e a exercer funções como Vice-Presidente da Entidade Turismo Porto e Norte de Portugal.

Jorge Magalhães - Presidente da Assembleia Municipal de Lousada
TVS – Deixou a Presidência da Câmara Municipal de Lousada há cerca de 3 anos, depois de um período em que liderou os destinos dos Lousadenses durante mais de duas décadas. Agora com uma visão mais distanciada no tempo e apesar de ser difícil avaliar o seu próprio trabalho, como define o seu trabalho e de quem o acompanhou entre 1989 e 2013 no Município de Lousada?
JM – Creio poder dizer que o nosso desempenho foi muito positivo. É muito comum ouvir relatos de pessoas que vivem em concelhos vizinhos a Lousada e que conheciam o que era a nossa terra antes de assumirmos os destinos do mesmo, referindo que a diferença pela positiva é extremamente notória. Aliás, os variadíssimos indicadores publicados e conhecidos traduzem de uma forma inequívoca o que referi e, tanto eu como todos os meus amigos Vereadores que me acompanharam de 1989 a 2013 ficamos de consciência tranquila e muito agradados com tudo aquilo que conquistamos em prol dos Lousadenses.

TVS – Como tem decorrido a sua atividade profissional, agora que se encontra a trabalhar fora do nosso concelho, exercendo funções na Entidade Turismo Porto e Norte de Portugal. Como caracteriza o potencial turístico da nossa região e de Lousada?
JM – Tem decorrido de uma forma muito positiva num setor em clara expansão e afirmação. A região Norte tem demonstrado grande vitalidade pelo que se mostra aliciante e motivante este trabalho a quem está envolvido no setor, os desafios com que se deparam e as respostas que somos capazes de proporcionar.
Lousada tem também seguido uma política que nos parece adequada, sobretudo sem descurar a perspetiva regional. Assim, o Município apesar de ter caraterísticas particulares e de as enfatizar nas suas próprias iniciativas e dinâmicas, assume uma atitude proactiva e global face ao Turismo, tal como acontece, por exemplo, com a Rota do Românico.

TVS – Na última edição do TVS do ano de 2016, entrevistamos o Presidente da CM Lousada - Dr. Pedro Machado em que este elogiou e afirmou que o Dr. Jorge Magalhães é uma referência para ele enquanto autarca e sempre se irá rever naquilo fez por Lousada. Que balanço faz do atual mandato do seu sucessor?
JM – O desempenho de Pedro Machado tem sido amplamente positivo e isso tem que ser reconhecido pelos Lousadenses.
Nestes últimos anos, os autarcas devem ter sido aqueles que, na gestão pública nacional, sentiram mais dificuldades dados os constrangimentos que eram impostos advindos do poder central.
Entendo o desempenho do Município de Lousada como extremamente positivo. Esta opinião não é apenas minha mas também é plasmada nas várias publicações a nível nacional, onde Lousada tem consecutivamente apresentado indicadores de grande relevo e que não são possíveis de serem desmentidos.
Além disto, este é o sentimento que vejo ser-me reportado quando sou abordado por inúmeros cidadãos de Lousada, mostrando-se satisfeitos com o atual caminho traçado por este executivo municipal de Pedro Machado e, portanto, resta-me concluir que contra factos não há argumentos. Em Lousada, estamos a ser liderados com competência, profissionalismo e visão futura.


TVS – Exerce atualmente as funções de Presidente da Assembleia Municipal de Lousada, sucedendo ao Dr. Mário Fonseca e, Pedro Machado disse ao TVS que contava com toda a equipa que o acompanha atualmente. Está disposto a aceitar recandidatar-se, liderando a lista do PS para a Assembleia Municipal?
JM – Quando essa questão me for suscitada, dentro dos prazos estatutariamente previstos, irei obviamente responder. Neste contexto é ainda cedo e seria pretensiosismo de minha parte dizer algo mais sobre o assunto.

TVS – Estando praticamente definidos os candidatos à liderança da Câmara Municipal de Lousada, o que espera deste novo confronto eleitoral que se avizinha para Outubro?
JM – Sinceramente espero que o debate de ideias e projetos possa acontecer num tom de respeito e com elevação.

TVS – Dada a sua longa experiência política, acreditou na possibilidade de António Costa formar governo com o apoio parlamentar do PCP, BE e Verdes?
JM – No início, tal como muita gente, nunca estive muito convicto da assertividade e pertinência desta solução governativa e, na altura, provavelmente teria optado por outra solução.

TVS – Como avalia o trabalho de António Costa neste primeiro ano de mandato?
JM – Apesar de algumas situações que podem ser vistas como menos conseguidas, penso que a maioria dos Portugueses estará hoje bastante mais satisfeito com o desempenho do atual governo comparativamente com o anterior e julgo que se poderá dizer que os aspetos positivos desta solução são exponencialmente superiores aos negativos como temos notado com a diminuição do desemprego, défice e cumprimento de uma série de medidas prometidas por António Costa.

TVS – Durante os seus mandatos como autarca, teve que trabalhar com o governo liderado por António Guterres. Do que conhece do ex Primeiro-Ministro, o que espera do exercício das suas novas funções como Secretário-Geral da ONU?
JM – Comungo daquilo que já foi dito por inúmeras personalidades relevantes da sociedade Portuguesa sobre a eleição do Eng. António Guterres para Secretário-Geral da ONU. É o Homem certo para o lugar certo. É um Homem com um percurso pessoal e políticos que atestam bem a sua capacidade para ocupar o lugar, nomeadamente quando tem que colocar à prova a sua capacidade de diálogo, consensos, experiência Humanitária, verticalidade e solidariedade.

TVS – Há alguma mensagem que deseje enviar aos Lousadenses?
JM – Quero referir apenas que devem ter sempre a perceção que Lousada é um excelente Município para viverem.

Mário Soares (1924-2017) – Lutar pelo direito à indignação

Um dos maiores símbolos da história recente de Portugal faleceu no passado sábado. Eterno lutador pela liberdade, foi uma das muitas vozes que enfrentou a ditadura de António Oliveira Salazar e encaminhou o nosso país para o seio da Democracia, da integração Europeia (CEE) e internacional. Ele e muitos outros, fizeram parte de um grande momento da História de Portugal, onde pontificaram os Capitães de Abril – Revolução dos Cravos.

Muito se tem escrito sobre Mário Soares, mas melhor do que perceber uma escrita retrospetiva da sua vida, é necessário entender as suas (difíceis) decisões num determinado tempo, num determinado contexto nacional e internacional e isso, apenas aqueles que viveram esses duros momentos, terão uma visão mais desassombrada e esclarecida do que foi essa época.

Tenho reparado que muitas pessoas ao descreverem Mário Soares, ressalvam logo que este teve aspetos positivos e negativos ao longo da sua vida e não tomam parte, face à sua intervenção pública. Ora isso é precisamente aquilo que Mário Soares sempre foi – Um Homem, com virtudes e equívocos comuns a qualquer um de nós e não era certamente seu objetivo ser uma pessoa consensual, compreendida e aceite pela totalidade das pessoas – era um Político que teve de tomar decisões muito difíceis e, por isso, tantos o criticaram e tantos o admiraram. 

Quando se lê muita da repulsa que alguns tinham a Soares, nada disso o poderia preocupar. Como qualquer político que teve a responsabilidade de governar o país numa altura de ruptura face a um regime ditatorial de quatro décadas, existia certamente quem o odiasse. Mas acima de tudo, ele assumia-se como político, não tendo o medo que muitos dos que agora pululam em intervenções públicas/sociais tem, ressalvando sempre uma posição de independência face à política, quando na verdade aquilo que fazem e praticam é exatamente isso mesmo. 

Soares não rejeitava a política como outros sempre o fizeram. Soares assumia-se, quer gostassem, quer não.

É por isso que ao longo da última semana, as redes sociais eram um receptáculo de fervorosos adeptos anti e pró Soares, aos quais se deve dar o devido distanciamento a todas estas opiniões, muitas das vezes conspurcadas com teorias da conspiração sem qualquer validade ou verdade, mas que sobrevivem no obscurantismo e, como tudo, uma mentira dita muitas vezes, passa a ser verdade.

A este propósito, o jornal Público elaborou uma peça em que analisa ao pormenor alguns dos boatos que se propagam sobre Soares. 

A velha teoria do “exílio dourado” em França, como se fosse agradável estar longe da mulher e dos filhos, impedido de voltar a casa, sob pena de ter preso, torturado, deportado pela PIDE ou até assassinado - é apenas uma das histórias inventadas na altura pelo Estado Novo, de forma a tentar demover e criar dúvidas a todos aqueles que apoiavam Soares e Cunhal.

A alegada profanação da bandeira nacional também nunca aconteceu. O Público afirma que “o incidente teria ocorrido durante uma manifestação em Londres, em Julho de 1973, organizada para contestar a visita de Marcello Caetano ao Reino Unido. Na manifestação, cujos registos são públicos, participaram socialistas e comunistas portugueses e uma miríade de movimentos britânicos de oposição à colonização lusa em África e também ao apartheid. Mas não há registos da suposta profanação do símbolo nacional e muito menos do envolvimento de Soares no ato. O próprio o nega em entrevista a Maria João Avillez (tornada em livro em Mário Soares: Ditadura e Revolução): “Um patriota e um republicano, como eu sou e sempre fui, nunca iria pisar a bandeira da República, que nunca foi a bandeira do salazarismo”. A história, dizia, era uma “imbecilidade”(in: Público).

Por fim, aquela teoria que mais adeptos tem, uma vez que foi capa do jornal A Rua (1977) – jornal de ideologia fascista, citando alegadamente um jornalista brasileiro a quem Soares disse que os Portugueses em África deveriam ser “atirados aos tubarões”. Segundo o Público, não existe qualquer artigo do jornalista Santana Mora, correspondente do jornal brasileiro “O Estado de São Paulo”, que expresse essa frase, sendo uma clara manipulação jornalística durante o período conturbado da descolonização.

A descolonização foi talvez o processo que mais inimigos lhe trouxe, mesmo não sendo ele o principal rosto desta ação – à data, era Ministro dos Negócios Estrangeiros (I, II e III Governos Provisórios), mas também nunca recusou responsabilidades.

Hoje, alguns dirão que a descolonização foi mal feita. É trágico, certamente, Portugueses que viviam em África, ficarem sem o seu património e terem que regressar (ou viajar pela primeira vez) para um local que nada lhes dizia. Contudo, há que entender o contexto de uma medida que era impensável não ter sido tomada.

Após a revolução, dia após dia, havia relatos de deserções de militantes Portugueses em África. Soldados que não estavam na disposição de morrer numa Guerra que nada lhes dizia e que a maioria discordava. Em África, “o PAIGC tinha proclamado unilateralmente a independência em 1974, era reconhecida por mais de 80 países”, a ONU aprovava constantes resoluções contra a manutenção Portuguesa das Colónias, os principais líderes partidários Portugueses eram favoráveis à saída de África (Freitas do Amaral, Cunhal, Sá Carneiro) e o protelar deste combate, com adversários a ganharem cada vez mais força e combatendo contra tropas desanimadas, teria um fim ainda mais trágico e sangrento (in: ISCTE).

Em Portugal faziam-se manifestações sob o lema "Nem mais um soldado para as colónias!" e a comunidade internacional, desde o período do Estado Novo, exigia a Portugal que entregasse as suas colónias, tal como haviam feito os Franceses (na Argélia), Britânicos (na Índia) e Belgas (no Congo). Portugal era assim o último país colonialista Europeu e tinha a pressão constante de aceitar a independência desses países. Se Portugal queria reconhecimento internacional, tinha que fazer a descolonização de forma rápida e com o mínimo impacto possível, mas obviamente que muita coisa correu mal. Afinal, estamos a falar de quase de um milhão de Portugueses que regressavam a Portugal sem nada na bagagem…

Mário Soares soube sempre lidar com os seus críticos, os que o acusavam de enriquecer na política, mesmo toda a gente sabendo que o pai de Soares era dono de um dos colégios Portugueses mais ricos da altura – Colégio Moderno e proveniente de famílias abastadas. Por isso defendeu os presos políticos sem cobrar honorários. Defendeu a família de Humberto Delgado, foi advogado de Álvaro Cunhal sem temer qualquer represália que sabia vir a existir.

Mário Soares detido em 1967

Enquanto jovem, poderia muito bem entregar-se aos “prazeres da vida”, ajudando o pai a gerir o lucrativo Colégio Moderno e alinhando, porventura, ao lado do status quo instituído, mas Soares resolveu combater Salazar elevando as suas convicções por um país livre e igual. Esteve ao lado de Norton de Matos e Humberto Delgado, foi preso 13 vezes, torturado pela PIDE, deportado para São Tomé em 1968 sem acusação numa altura em que era imperativo desviar atenções, dado que acabara de rebentar o escândalo Ballet Rose que envolvia ministros de Salazar – esta deportação valeu a Soares uma homenagem por parte da Amnistia Internacional face à sua condição de preso político – sendo posteriormente enviado para o exílio em 1970. Acresce a tudo isto o facto de até ter casado por procuração, de forma a permitir as visitas de Maria Barroso à cadeia.

Há portanto a necessidade de centralizar as suas tomadas de decisão com os acontecimentos da própria História e compreender os momentos. Como Daniel Oliveira (Expresso) afirma, Soares abraçou Cunhal na chegada deste a Portugal e combateu-o a partir da Fonte Luminosa, foi amigo e camarada de Salgado Zenha e lutou contra ele, defendia o Estado Laico mas enaltecia o papel da Igreja Católica, apoiou nacionalizações e a iniciativa privada, esteve do lado e contra Manuel Alegre, defendeu a austeridade em 83 e combateu-a em 2011, colocou Portugal na CEE e criticou o rumo que a União Europeia estava a tomar. Estas tomadas de posição trouxeram inimigos, mas acima de qualquer questão, defendeu a democracia e a liberdade.

Não tenho a intenção de defender Soares, até porque este convivia muito bem com a crítica. Mas acima de tudo não podemos aceitar que alguns queiram reescrever a sua História, depois de morto, diabolizando alguém que lutou, ao lado de muitos outros, pela liberdade de um povo e foi eleito diversas vezes pelo voto popular para representar a nossa Nação nos mais diversos cargos.

Mário Soares não é o pai da democracia Portuguesa, porque esta não tem pai. A democracia foi conquistada através da ação última dos militares, mas acima de tudo pela ação de milhares de anónimos que se insurgiam diariamente contra um poder cego e instituído brutalmente e promotor da miséria, analfabetismo e fome. Soares foi mais um que lutou e teve oportunidade de ter um papel relevante na construção do nosso país. Mas Mário Soares será certamente recordado na História de um país onde todos podem pensar o que quiserem do seu papel na nossa sociedade. Felizmente, o delito de opinião já não existe!

“Lutei pelo direito à indignação. 
Muito antes de permitirem a existência de indignados”
Mário Soares

Nelson Oliveira (in: jornal TVS - 12.01.2017)

"Somos um concelho de referência na região e um exemplo para o país a nível financeiro" - Pedro Machado (TVS)


1. A cerca de 10 meses das próximas eleições autárquicas, que balanço faz do seu mandato à frente dos destinos da Câmara Municipal de Lousada? 

PM: Tal como consta na comunicação que recentemente enviei para casa dos Lousadenses, julgo que o balanço que se pode fazer é que cumprimos o prometido. 
Em 2013 partimos para uma grande luta eleitoral, mantendo sempre os pés bem assentes na terra, com noção das dificuldades existentes, mas também empenhados em fazer mais e melhor por Lousada. 
Felizmente os Lousadenses deram-nos o seu voto de confiança e todos podem comprovar que estamos a cumprir escrupulosamente com as nossas promessas e até fomos mais além. 

Renovamos o Parque Escolar à disposição das nossas crianças e jovens, transferimos anualmente seiscentos mil euros para as Juntas de Freguesia, de modo que pudessem ter um trabalho mais próximo junto dos cidadãos e resolvessem alguns problemas de forma mais rápida (limpeza, conservação e pequenas reparações nas vias municipais, pequenas reparações nas escolas, etc.), reduzimos os impostos municipais, nomeadamente através da fixação da taxa mínima do IMI, apoiamos as associações com transportes, subsídios e pagamentos de seguros e exames médicos aos seus atletas, criamos incentivos fiscais para as empresas, apostamos na formação têxtil, trouxemos o Rally de Portugal, apostamos na requalificação do Parque Desportivo, estamos a colocar iluminação pública 100% LED, requalificamos estradas e temos tido uma forte aposta na ação social, desporto, cultura e ambiente. 

"Somos sem dúvida um concelho de referência na região e isso é reconhecido, não só em Lousada, mas também pelos cidadãos dos concelhos vizinhos que elogiam bastante o desenvolvimento da nossa terra. "




2. Se grande parte das chamadas “promessas eleitorais” estão cumpridas, significa que para este mandato está tudo feito? 

PM: O trabalho de um autarca nunca está completo. Temos que ser eternos insatisfeitos e temos que lutar sempre para conseguir mais e melhor para Lousada, apesar de ser necessário termos consciência das dificuldades e das nossas responsabilidades.
Desde que sou autarca tenho-me empenhado por ter uma relação próxima com as pessoas, de forma a estar presente em todos os momentos da vida local. Isso leva-me a conhecer a realidade do nosso concelho de uma forma muito profunda e completa e por isso, tenho perfeita noção daquilo que nos falta fazer. E é aí que incide o nosso trabalho diário. 


3. Uma das críticas que a oposição faz, relativamente ao investimento nos novos campos sintéticos, é que estas obras não estavam previstas no seu programa, nem no plano plurianual de investimentos? O que tem a dizer acerca disto? 

PM: Eu entendo a oposição. Não é fácil fazer política contra um executivo que já cumpriu grande parte do programa eleitoral e ainda executa muitas iniciativas importantíssimas e de grande impacto que não estariam previstas para já

Se a oposição fala de falta de planificação, eu falo em ter uma visão mais alargada e ir mais além. Se existe algo que a população necessita e se existem condições para se executar devidamente e com segurança financeira, porque haveríamos de esperar? 

Esta decisão dos 5 campos sintéticos não foi tomada de um dia para o outro. Nós sempre dissemos que depois do Complexo Desportivo estar solidificado, iríamos passar a investir de forma descentralizada, nos Campos de Jogos das nossas freguesias. 

É isso que estamos a fazer e isso passou a estar plasmado no Orçamento e Plano Plurianual de Investimentos de 2016, bem como no do próximo ano. 

"O que não se percebe é que quem nos criticava por causa de um alegado centralismo, nos possa criticar agora pelo facto de investirmos em 5 sintéticos em freguesias fora do centro da Vila. Neste ponto, como em quase todas as outras matérias, para a nossa oposição somos “presos por ter cão e presos por não ter”. Se não fizéssemos, devíamos fazer; se fazemos, não devíamos fazer." 


Contudo, convivo muito bem com essas críticas. É sinal do dinamismo e da ambição deste executivo. Existe uma linha de atuação municipal muito coerente e que não altero. Se achamos que é preciso fazer algo e se temos possibilidades para o fazer, não adiaremos. 





4. Pode-se dizer que o seu executivo alterou um pouco o foco dado noutros mandatos por Jorge Magalhães, apostando muito mais na descentralização dos investimentos e no desenvolvimento das freguesias mais distantes do centro da Vila? 

PM: Rejeito essa comparação redutora. O Dr. Jorge Magalhães é uma referência para mim enquanto autarca e sempre me irei rever naquilo que ele fez, tal como sei que apoia aquilo que estamos a fazer. 

Se no passado tivemos opções que se poderiam considerar “centralistas” é porque as circunstâncias da altura assim o impuseram e o possibilitaram. Houve investimentos feitos no centro de Lousada com a compartição de fundos comunitários que se não fossem feitos nestes locais, nunca poderiam ser aproveitados. Foram oportunidades que aproveitamos e ainda bem que isso aconteceu. Se fosse hoje, teríamos feito a mesma coisa, tal como agora fazemos um tipo de investimentos fora do centro da Vila, que podem ser vistos como mais descentralizados, mas em consonância com outra realidade que agora existe. 


5. Ainda no que se refere ao investimento, referiu em algumas intervenções que existe uma procura muito grande de armazéns para indústrias em Lousada. Como está a venda de lotes na Zona de Acolhimento Empresarial de Lustosa? 

"O investimento empresarial está a crescer, assim como o emprego em Lousada. Com o dinamismo dos empresários locais e o empenho produtivo dos trabalhadores, conseguimos reduzir o desemprego para metade e a procura de pavilhões industriais tem sido constante e crescente."


Podemos ver o crescimento de procura nas diversas zonas industriais do concelho e temos assistido a um crescimento acentuado de projetos de construção de pavilhões, como qualquer cidadão pode observar um pouco por todo o concelho. 

Relativamente à Zona de Acolhimento Empresarial de Lustosa, apesar de ainda se ver apenas 2 pavilhões construídos, já temos vendido e/ou reservado cerca de metade dos lotes disponíveis, principalmente por parte de empresas dos concelhos de Felgueiras e Vizela. As condições oferecidas pelo nosso Município (18€/m2, possibilidade de pagamento em 60 meses/sem juros e baixos impostos municipais) são determinantes para esta procura e muito brevemente iremos ver mais pavilhões a serem construídos. 


6. Apesar dos investimentos no parque desportivo, redes de estradas, parque escolar, sabemos da existência da possibilidade de surgir no centro de Lousada uma nova praça, atrás do Centro Interpretativo da Rota do Românico, desenvolvendo-se ao longo da Av. Cidade de Errenteria. Confirma-se? 

PM: Sim, poderá surgir uma nova praça em Lousada. 
Este projeto está a ser desenvolvido pela mesma equipa de Arquitetos que elaborou o projeto do Centro Interpretativo do Românico e brevemente será do conhecimento público. Já apresentamos este projeto aos proprietários dos terrenos onde pretendemos levar a cabo a obra, bem como aos senhores Vereadores em Reunião de Câmara e, se houver condições para avançar, julgo que construiremos uma excelente infraestrutura que muito agradará aos Lousadenses e que preenche uma lacuna que temos em Lousada. 

Ainda assim, não irei avançar com mais pormenores até porque gostaria de apresentar publicamente este projeto e contar com a discussão/contributos da população. 


7. Como será financiado este investimento? 

PM: Será financiado em 85% por fundos comunitários, através de candidaturas apresentadas por parte da Associação de Municípios do Vale do Sousa (Rota do Românico) e do Município de Lousada. Brevemente poderei explicar todos os pormenores. 


8. Abordando a questão financeira, o TVS noticiou recentemente os resultados financeiros do Município de Lousada, plasmados no último Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses. O que tem a comentar? 

PM: É a constatação daquilo que sempre referi e prometi – Uma Câmara de Boas Contas. 

Os Lousadenses podem confiar neste executivo para ter uma governação cuidada, realista e financeiramente responsável. Ao longo dos anos, a população nacional teve más experiências com alguns estilos de governação (com representantes de todos os partidos e independentes) que endividaram o erário público e será bastante difícil recuperar a saúde financeira destas localidades. Tenho colegas meus que têm em mãos autarquias completamente endividadas, uma vez que os seus antecessores promoveram práticas despesistas e nada consentâneas com aquilo que deve ser uma gestão autárquica exemplar. 

Tenho para mim que em primeiro lugar devemos servir a população e garantir as condições para a sua vivência adequada no concelho, mas isso tem que ser feito com muita responsabilidade e cautela e cientes da realidade do país e do município. 

Em Lousada temos tido esta visão e não há um Lousadense que possa sequer acreditar em algumas “histórias” que por vezes surgem, nomeadamente em períodos eleitorais, que alguns tentam passar sem sucesso. O surgimento do Anuário Financeiro é o garante de uma informação completa e isenta para que todos os cidadãos possam saber o estado financeiro do seu Município e nisto, Lousada é um exemplo para o país! 


9. A oposição acusava o seu executivo de falta de investimento ou de só o fazer em períodos eleitorais, contudo, face ao que conhecemos no Anuário, o investimento em 2015 aumentou cerca de 40%. Houve efetivamente uma grande aposta em 2015? 

PM: Lá está. Tal como dizia anteriormente, essa era uma das mentiras que vinha sendo dita. Com a publicação do Anuário, lá terão que escolher outra “história”, porque essa foi desmentida de forma implacável. 

A governação autárquica tem momentos de maior ou menor investimento, mas isso não tem que ver forçosamente com períodos eleitorais, tal como o anuário comprova. Tem que ver, sim, com as necessidades que se vão criando e com a oportunidade de as concretizar realisticamente. 




10. Na semana passada, o Ministro da Educação visitou Lousada para assinalar o encerramento do primeiro período escolar e assinar acordos de colaboração para remodelar 4 escolas no concelho. Em que consistem estes investimentos? 

PM: Em primeiro lugar cumpre-nos assinalar com satisfação a vinda do Sr. Ministro para encerrar o primeiro período letivo. Esta visita não foi feita por mero acaso e assinala também o bom trabalho do Município de Lousada na área da educação, levado a cabo pelo Sr. Vereador Dr. António Augusto. 

Toda a comunidade escolar presente nas visitas à Escola Básica de Cristelos e à EB 2/3 de Lousada constatou a excelente interação do Ministro com alunos e professores e, da nossa parte, agradecemos a sua visita, bem como a assinatura dos acordos de colaboração para a reabilitação da Escola Básica e Secundária de Lousada Oeste (Nevogilde); Escola Básica de Lousada Este (Caíde de Rei); Escola Básica e Secundária de Lousada Norte (Lustosa); e Escola Básica de Lousada Centro (antiga Escola Preparatória). Este investimento era há muito tempo necessário e estava identificado. Contudo, apesar do nosso desejo, não existiam condições financeiras para a sua concretização e tivemos que esperar para que este momento surgisse. Assim, agora que é possível reabilitar estas escolas, o investimento que poderá chegar aos 1,5 Milhões de Euros está inserido no NORTE 2020 e contará com uma comparticipação do Município de Lousada e do Governo. 

Convém também dizer que este investimento nestas quatro escolas não será único e estão também previstas obras em outros edifícios escolares do primeiro ciclo e jardim-de-infância, previamente identificados e com candidaturas já efetuadas. 


11. Reparamos que não fez cerimónias formais de inauguração dos 7 novos centros escolares. Mesmo com a visita do Ministro, optou apenas por sinalizar a sua visita a um deles. A que se deve esta opção? 

PM: Essa é uma prova evidente que aquilo que nos move é somente servir a população. O que interessa é que os investimentos foram feitos e as infraestruturas estão aí para servir condignamente os alunos, pais e professores. 

É certo que poderíamos fazer uma “festa” com a inauguração de 7 novos centros escolares, mas o mais importante foi colocá-los à disposição da população o mais rapidamente possível e sei que as pessoas ficaram contentes por terem estes edifícios ao serviço da escola, das suas freguesias e da sua comunidade.


12. O Município de Lousada anunciou que 2017 será o Ano Municipal do Ambiente e da Biodiversidade. Ao longo dos últimos anos, a autarquia tem feito algumas iniciativas que dão particular relevo a esta área. Porque tomaram esta opção? 

PM: Depois de um excelente ano municipal da solidariedade, cujo sucesso de deve ao trabalho da Sr.ª Vereadora Dr.ª Cristina Moreira, de todos os funcionários da autarquia envolvidos e de todos os parceiros sociais, ponderamos muito e escolhemos o tema do Ambiente. 

Esta é uma área que este mandato está a ter um impacto muito positivo na nossa governação, em particular com a ação do Sr. Vereador Dr. Manuel Nunes. Temos feito um conjunto de iniciativas abertas a toda a comunidade que têm agradado aos nossos concidadãos e que os leva a descobrir mais sobre o nosso território, as nossas espécies e toda a vida ambiental. 

Não irei revelar muito mais sobre aquilo que iremos fazer, porque a seu tempo iremos anunciar todas as ações previstas, para além daquelas que já são conhecidas, inseridas no Plantar Lousada, Bio Lousada, etc. e que poderão ser consultadas no site do Município.


13. Certamente estará à espera desta questão. É candidato à CM Lousada em 2017? 

É natural que isso venha a acontecer e tenho recebido muitos apoios para o fazer, não só de pessoas que já me tinham apoiado, mas também de pessoas que não me apoiaram em 2013, mas que agora o farão. 

Estou disponível para me recandidatar. Resta apenas esperar que os órgãos próprios do partido, a nível local, se pronunciem de acordo com os estatutos e a seu tempo esta situação será decidida."



14. O PSD apresentou Leonel Vieira a uma terceira candidatura. O que espera do seu adversário? 

PM: É uma situação que não me diz respeito. É uma opção do PSD Lousada. Quanto ao resto, espero que esta disputa eleitoral se resuma a um debate aprofundado de ideias para Lousada e que o PSD Lousada não caia no mesmo erro de 2013, ao percorrer um caminho de ataque pessoal, suposições ou mentiras. Sou um democrata, respeito muito os meus adversários e espero que façam o mesmo. Lousada só tem a ganhar se o debate eleitoral for respeitador, positivo e proativo. 

15. Ao longo dos mandatos de Jorge Magalhães, a equipa de Vereadores sofreu várias alterações. Irá promover a continuidade dos atuais Vereadores ou irá proceder a alterações na sua equipa? 

PM: Neste momento este assunto é prematuro, uma vez que ainda não sou, oficialmente, candidato. Mas posso adiantar que, assumindo um novo compromisso com os Lousadenses, espero contar com a disponibilidade dos atuais Vereadores.

16. Caso vença as eleições, o Prof. José Santalha irá continuar a acompanhá-lo no apoio à Presidência? 

PM: O Sr. Prof. José Santalha manifestou-me a sua decisão de no próximo mandato se dedicar mais à família, pelo que não irei contar com a sua disponibilidade. Aproveito para lhe agradecer tudo o que deu e tem dado ao concelho, em especial enquanto autarca e, presentemente enquanto meu assessor em regime pro bono. Não conheço nenhum Lousadense que tenha sido mais injustamente atacado nos últimos tempos. Apesar de estar reformado, está a colaborar comigo na Câmara desde 2013 sem qualquer remuneração e a ser constantemente alvo de acusações falsas e ataques indecentes da oposição. Compreendo, assim, a sua decisão. 


17. O PS Lousada já tem candidatos a todas as freguesias? 

PM: Estamos a trabalhar no sentido de apresentarmos candidatos muito fortes a todas as freguesias. Julgo que estamos num bom caminho. 


18. Nesta quadra natalícia, gostaria de deixar alguma mensagem aos nossos leitores? 

PM: Aos leitores do TVS e a todos os Lousadenses gostaria de desejar um Santo Natal e um extraordinário ano de 2017. Da nossa parte, poderão contar com um Município que está ao lado dos Lousadenses, de forma equitativa e justa, promovendo o bem-estar de todos os cidadãos e o desenvolvimento do nosso concelho em todas as nossas áreas de atuação.


Entrevista ao Jornal TVS
Dezembro 2016

As “Boas Contas” do Município de Lousada

Com a publicação de mais um Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, é possível que todos os cidadãos Portugueses tenham conhecimento efetivo acerca da prestação das contas dos seus Municípios.

Lousada não foi exceção e no seguimento de vários anos, os excelentes resultados económicos são novamente repetidos.

É certo que para alguns, a publicação do Anuário foi um autêntico “murro no estômago” já que se começava a alinhar uma estratégia insana, repetitiva e não fundamentada em dados financeiros, que a Câmara Municipal de Lousada estaria “hipotecada” e que todos os empréstimos só seriam pagos daqui a muitos anos, empurrando os problemas para a frente.

Aguardei serenamente que, com a publicação destes documentos, algumas pessoas viessem dizer publicamente que se enganaram, induziram os Lousadenses em erro e que tinham afirmado algo que era falso. Mas não, o vigor com que apregoavam o caos financeiro da CM Lousada, foi novamente substituído por um silêncio ensurdecedor.

Vamos então a factos.

Lousada é dos concelhos com uma das maiores descidas do IMI, maior investimento (cresceu mais de 40%) e com melhores resultados económicos.

Dirão alguns que não é possível investir mais, reduzindo impostos e apresentar melhores resultado económicos. É possível sim! E isso não é uma interpretação política ou económica, dependente de quem analisa. É um facto.

Perante isto, que tem a dizer aqueles que recusam esta visão? Tem dados objetivos para provarem o contrário? Se tem, manifestem-se por favor.

Mas como certamente não tem nada a acrescentar, fica ainda outro dado de registo e que acaba com outra teoria de que o PS estaria a “hipotecar” o futuro do Município de Lousada.

Desde 2013, o Município de Lousada tem cumprindo fielmente os seus compromissos com a banca, de forma a liquidar, dentro dos prazos previstos, a sua reduzida dívida – a mais baixa da região - menos de metade da dívida de Penafiel e apenas 20% da dívida de Paredes ou Paços de Ferreira. Até à presente data e só neste mandato, o Município de Lousada liquidou mais de 5 milhões de euros, ou seja, bem mais do que o valor que pediu para conseguir proceder a investimentos fundamentais no concelho – requalificação da rede viária, requalificação do parque desportivo e iluminação LED.

Outra das críticas que se ouvia estava relacionada com o alegado desinvestimento da autarquia e que esse só existe “no último ano de mandato”. O Anuário Financeiro expõe e demonstra que o investimento promovido pelo Município de Lousada aumentou cerca de 40% em 2015, ou seja, precisamente a meio do mandato.

Assim sendo e em resposta às afirmações que os “investimentos só são feitos no último ano do mandato”, que se “está a hipotecar a Câmara” e que “a dívida não diminui, mas sim aumenta”, podemos constatar que, com base em documentos isentos e oficiais, vemos que o investimento aumentou quase 40% a meio do mandato, a liquidação de empréstimos neste mandato é superior à sua contratualização e a dívida tem diminuído de forma constante ao longo dos anos, ficando cada vez mais reduzida. Por estes e outros motivos é que Lousada apareceu entre os municípios com melhores índices financeiros do país.

É claro para todos que Lousada é um Município de Boas Contas e não adianta diabolizar o discurso.
Acima de tudo, estes factos são excelentes indicadores para os cidadãos de Lousada.

Nelson Oliveira
in: TVS


Comunicado PS Lousada

Os eleitos do Partido Socialista no executivo municipal, sempre pugnaram por uma relação cordial, respeitadora e correta com a oposição (PSD/CDS), tendo sempre em vista a defesa do superior interesse dos Lousadenses. É com o foco numa governação municipal de qualidade e transparente que todos os dias correspondem ao voto da esmagadora maioria dos Lousadenses, levando a que grande parte das vezes tentem ignorar as constantes acusações torpes e deturpações da realidade e dos factos, promovidas pela Coligação Lousada Viva.

No entanto, o PS não pode deixar de reagir às últimas acusações da Coligação PSD/CDS.

No passado dia 4 de novembro, Leonel Vieira foi protagonista de um discurso populista, enganador e irreal, como tem sido sua imagem de marca ao longo dos anos.

Depois de duas claras derrotas nas Autárquicas de 2009 e 2013, compreende-se a necessidade de Leonel Vieira em tentar animar algumas pessoas para que estas vejam com bons olhos mais uma recandidatura à Câmara Municipal de Lousada. Compreende-se a necessidade de fazer crer a Passos Coelho e à distrital do PSD Porto que ele próprio continua a ser a melhor solução do partido para Lousada e não uma solução esgotada.

Efetivamente, este não é certamente um problema nosso, mas perante o rol de acusações feitas ao executivo municipal de Pedro Machado e ao PS, achamos por bem repor a verdade, tais são as mentiras reproduzidas num discurso que mais não serviu para repetir as mesmas frases que usou nas campanhas de 2009 e 2013 e que nunca tiveram qualquer correspondência com a verdade, nem sequer aceitação eleitoral.

No passado, o discurso centrava-se no combate ao Complexo Desportivo. Uma construção megalómana, desinteressante e um autêntico “elefante branco” que iria penhorar eternamente as contas da Câmara. Nada mais falso. Esta infraestrutura capta cada vez mais praticantes, traz investimento e retorno para o concelho.

Depois veio a questão dos “1000 funcionários” do Município que mais não serviu do que passar pelo ridículo de ser desmentido por todos os dados oficiais.

E por fim, centraram-se na suposta dívida da Câmara que alegadamente ascendia a mais de “20 Milhões de Euros” quando, na verdade, era menos de metade, havendo até publicações constantes de órgãos financeiros isentos a declarar a boa saúde financeira da Câmara Municipal de Lousada – mais do que reconhecida pelos cidadãos Lousadenses.

E é este discurso falacioso que Leonel Vieira teima continuar, mentindo, lançando acusações pessoais, tentando diminuir os seus adversários e utilizando chavões completamente ultrapassados.
No entanto, existe algo que o PSD Lousada e Leonel Vieira não conseguem mudar – A realidade.
Por esse facto, foi com alguma estranheza que ouvimos críticas ao executivo municipal de Pedro Machado, quando na verdade, muitas dessas acusações não foram expressas, frente a frente, cara a cara, nas Reuniões de Câmara ou até nas Assembleias Municipais, a última realizada apenas um dia antes desta sessão para militantes.

Por exemplo, é mentira que o Presidente de Câmara tenha afirmado que os “Presidentes de Junta não deveriam falar e questionar o executivo”. O que o Presidente de Câmara disse foi que discordava do ataque puramente partidário promovido por um Presidente de Junta, com questões que nada têm que ver com as suas freguesias e populações, uma vez que os Presidentes da Junta foram eleitos para defender os interesses das suas freguesias e respetivas populações e não necessariamente para serem oposição à Câmara, até porque, como é óbvio, a bancada da Coligação tem membros da Assembleia eleitos a quem lhe cabe essa responsabilidade. Prova disso é que sempre foi permitido aos Presidentes de Junta falarem livremente, tal como aconteceu precisamente na última sessão da Assembleia Municipal e sem que ninguém os interrompesse.

Para além disso, o PSD prossegue a sua constante tentativa de humilhação do Presidente de Câmara, sem reparar que isso só transforma a vitória de Pedro Machado em 2013 ainda mais meritória, mas ao mesmo tempo mais depreciativa para a pessoa de Leonel Vieira.
A falta de decoro é tal que não têm noção do ridículo quando afirmam, repetidamente, que a Coligação PSD/CDS ficou a 676 votos da vitória nas eleições em 2013. Aliás, é preocupante esta forma pouco séria de analisar os números já que os resultados foram de 12.512 votos (PSD/CDS) contra 13.862 votos do PS, ou seja, uma diferença de 1350 votos… Esta necessidade de tentarem convencer as pessoas do contrário, só é entendida como uma tentativa desesperada de sobrevivência política!

Por estes e outros motivos, levantamos algumas questões para esclarecimento dos Lousadenses:

1.       Leonel Vieira e o PSD, que criticam o empréstimo feito pelo Município, são os mesmos que se abstiveram na votação que aprovou a sua contratação em Reunião de Câmara e Assembleia Municipal – havendo até Presidentes de Junta da Coligação PSD/CDS a declararem que esses investimentos “são altamente benéficos para todas as freguesias”.

2.       Como a Coligação PSD/CDS sabe, mas não quer esclarecer a população, os empréstimos aprovados são de 2,2M€ destinados à reparação da Rede Viária Concelhia e 795 mil€ destinados à Requalificação de equipamentos desportivos (5 sintéticos). Como se pode comprovar, os empréstimos são destinados a intervenções essenciais para o concelho de Lousada.

3.       Relativamente ao investimento que está a ser feito na remodelação da iluminação pública, com a substituição de luminárias com o sistema LED, em abono da verdade, a Coligação sempre concordou.

4.       Leonel Vieira e o PSD, quando criticam o Orçamento Municipal para 2017, são os mesmos que se abstiveram na votação que o aprovou e que até elogiaram muitas das propostas do executivo municipal de Pedro Machado!

Será que as ditas “obras de fachada” que a Coligação PSD/CDS tanto critica e que estão inscritas no Plano Plurianual de Investimentos são, por exemplo:
§  Requalificação integral da EB 2/3 de Cristelos?
§  Beneficiação da EB 2/3 de Caíde de Rei, Nevogilde, Lustosa?
§  Obras de requalificação e eficiência energética dos Centros Escolares da Ordem, Lagoas, Boavista (Silvares)?
§  Beneficiação da Rede Viária Concelhia (investimento de 2,5 Milhões de Euros)?
§  Requalificação Urbana do Centro da Vila da Aparecida?
§  Colocação de pisos sintéticos nos Parques de Jogos de Nevogilde, Macieira, Aparecida, Romariz (Meinedo) e Caíde de Rei?
§  Etc, etc, etc.

5.       Leonel Vieira e o PSD, quando criticam os aspetos relacionados com o emprego, ignoram os dados oficiais do IEFP que referem que Lousada diminuiu drasticamente o desemprego nos últimos anos (para níveis de 2009) e o emprego/investimento aumentou de forma sustentada.

6.       Leonel Vieira e o PSD, que criticam a falta de investimento nas freguesias e o centralismo, são os mesmos que na declaração de voto do Orçamento, afirmam que o município privilegia “agora menos” a execução de obras na Vila de Lousada.

7.       Leonel Vieira e o PSD, que criticam as ditas “festas e festinhas”, são os mesmos que num comunicado em Dezembro de 2015, elogiavam a “programação cultural do Município?

8.       Leonel Vieira e o PSD, quando acusam o PS de hipotecar a Câmara, são os mesmos que na Assembleia Municipal de 11 de setembro de 2015, reconhecem que a autarquia tem uma boa capacidade financeira e que nada dizem quanto às sucessivas boas classificações do Município de Lousada no Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses.

São estas acusações sem qualquer nexo ou substrato que não podemos aceitar. Não aceitamos uma atitude de quem critica sem propor alternativas, muito menos quando na verdade até não discordam com a maioria dos investimentos e intervenções previstas pela Câmara Municipal de Lousada.


É por esse motivo que sugerimos aos atuais responsáveis pela Coligação Lousada Viva que cumpram o mandato que lhes resta, sem fazerem do debate político uma contínua e incessante propaganda eleitoral para animar as suas hostes, transmitindo informações falaciosas e nada condizentes com a realidade.

Uma oposição à deriva que assume preferir Passos Coelho do que representar os Lousadenses



Nuno Fernandes
Ao assistir à última Assembleia Municipal foi possível constatar uma oposição PSD/CDS completamente à deriva e que ao contrário daquilo que tenta fazer crer publicamente, nada ou quase nada contrariou ou propôs de diferente na discussão do Orçamento e Plano Plurianual de Investimentos para o ano de 2017.

Se isto não bastasse, houve uma declaração que particularmente me ressaltou à vista, quando os elementos da Coligação PSD/CDS afirmaram que se a sessão de Assembleia Municipal fosse agendada para o dia 4 de novembro (dia em que Passos Coelho estaria em Lousada), todos eles prefeririam ir à sessão com Passos Coelho do que comparecer à Assembleia Municipal, órgão de debate e discussão máximo do concelho de Lousada (resta saber se os eleitos do CDS-PP também iriam assistir ao discurso de Passos Coelho…). É uma nota de registo para todos os Lousadenses…

Mediante a aprovação de um Orçamento regrado, com um Plano Plurianual de Investimentos onde as intervenções em todo o território concelhio são uma realidade, pouco houve a dizer por parte da oposição que se teve que entregar à evidência, ainda para mais com a aprovação do IMI no mínimo legal e redução do IRS.


A caminharem para o fim do mandato, nota-se bastante que esta é uma oposição esgotada e que já vem desde os anos de 2005/2009/2013 em plena campanha sem apresentarem uma mudança de líder nem estratégia.

in: TVS

CONVOCATÓRIA - ASSEMBLEIA GERAL DE MILITANTES - PS LOUSADA




Venho por este meio convocar todos os militantes do Partido Socialista de Lousada para uma Assembleia Geral de Militantes que decorrerá no dia 18 de Novembro, às 21.30 horas, na sede do PS - Rua Dr. Pinto Mesquita nº 25.

Ordem de Trabalhos:

1 - Autárquicas 2017.
2 - Discussão da situação política atual.



O Presidente da Mesa da Assembleia Concelhia
Eduardo Vilar

09/11/2016

JS Lousada presente na homenagem a Carlos Massas

JS Lousada presente na homenagem ao ex-Presidente da Junta de Freguesia do Torno (Aparecida) - Carlos "Massas"



A JS Lousada, na sequência da entrega solidária de roupa à Associação Aparecer, não pode deixar de elogiar o ato nobre e de reconhecimento da Junta de Freguesia do Torno, na pessoa da Presidente Elisa Rosa, ao homenagear o ex-Presidente de Junta Sr. Carlos Massas, pelo trabalho exercido enquanto autarca e na semana das comemorações do seu 50º aniversário.

Esta homenagem contou ainda com a presença do Sr. Presidente da CM Lousada - Dr. Pedro Machado.

Ao Sr. Carlos Massas, o nosso profundo agradecimento.

JS LOUSADA ENTREGA ROUPA À ASSOCIAÇÃO APARECER (Torno)


A Juventude Socialista de Lousada procedeu na semana passada a mais uma entrega de roupa a uma instituição do nosso concelho. 

Após uma campanha solidária de recolha, privilegiando a roupa de criança/adolescente, a JS Lousada continua o seu foco de intervenção social, procedendo desta vez à entrega, à Associação APARECER (Torno).

Esta instituição recentemente criada na Aparecida conta com o apoio da Junta de Freguesia e já detém uma ampla atividade social, destacando-se por exemplo o apoio escolar (explicações), entre outros.

É intuito da JS contribuir para que as pessoas possam ser ajudadas com o fornecimento de roupa em bom estado e devidamente preservada, aproveitando ainda para agradecer a todos os cidadãos lousadenses que aderiram mais uma vez a esta campanha, fornecendo inclusive roupa nova de criança e devidamente etiquetada.

Depois desta iniciativa solidária de recolha de roupa, a JS Lousada continuará a fazer mais e melhor em todas as suas áreas de intervenção.



Agradecemos à Junta de Freguesia e à Sr.ª Presidente – Elisa Rosa, assim como à Associação Aparecer, na pessoa do Dr. Henrique Cunha, por nos ter recebido e aceite esta doação destinando-a à ajuda aos cidadãos mais necessitados.

"O Mundo Universitário" - Diana Meneses Costa

Diana Meneses Costa
Atualmente vivemos numa sociedade em que cada vez exige mais de nós, não só enquanto estudantes, mas também enquanto futuros trabalhadores e empreendedores.

A verdade é que o mercado Português e Mundial está cada vez mais competitivo e, nos dias de hoje, lutamos constantemente de forma individual ou coletiva para nos sobressair no meio de tanta informação e abundância de experiência de forma a alcançarmos um lugar confortável neste que é o grande mundo do trabalho.

Cada vez mais, a Universidade é vista como uma chave fulcral para abrir a porta do mercado de trabalho e do sucesso. Mas até que ponto é que os jovens sabem lidar com o mundo universitário?

A Universidade tem muito que se lhe diga. Não é um bicho-de-sete-cabeças como muitos imaginam mas também não é um mar de rosas. A Universidade significa, para a maioria dos recém-universitários, a entrada num mundo completamente diferente daquele que haviam vivido até então, deparam-se com a mudança de horários, de colegas e de cidade. Separam-se do aconchego que tinham todos os dias dos pais e são obrigados a ser independentes, a viver sozinhos, a aprender a cozinhar, a assumir responsabilidades e, o pior de tudo, aprender a lidar com a saudade. Mas, engane-se quem pense que na universidade só existem dois lados: ou o lado da borga e das farras, ou o lado do empenho e do estudo. Não!

Como em tudo na vida, também na Universidade existe um lado intermédio. É possível conciliarmos os convívios com os amigos, as noites de festas e as tardes passadas a tomar café, com a organização dos apontamentos e o estudo diário. O segredo é trabalharem e divertirem-se, há tempo para tudo. O segredo é sabermos viver, porque um bom profissional é mais do que o melhor aluno, é a pessoa que sabe viver para além de livros e cadernos, é a pessoa que para além dos estudos tem também experiências para contar e memórias infindáveis para mais tarde recordar.

Em jeito de conclusão, quero terminar com esta frase proferida pelo filósofo Confúcio: “Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida”.

Diana Meneses Costa

JS Lousada
in: TVS

Três anos de mandato com promessas cumpridas

A 29 de setembro de 2013, o PS Lousada vencia novamente as eleições autárquicas para a Câmara Municipal de Lousada. Num período de mudança de ciclo, com um novo mas muito competente candidato, os Lousadenses voltaram a confiar os destinos da sua terra aos eleitos do PS – Pedro Machado passava a liderar a Câmara Municipal e Jorge Magalhães sucedia a Mário Fonseca à frente da Assembleia Municipal.

Com 1350 votos de diferença para a coligação PSD/CDS, a vitória foi confortável dado o universo de votantes e contrária às alegações que até aí subsistiam por parte da oposição. O Novo Presidente anunciado previamente nos outdoors, foi outro - aquele que mais se humildemente apresentou, mais mereceu e mais trabalho demonstrou junto dos cidadãos – Pedro Machado.

Até à presente data, este e outros executivos devem ser avaliados essencialmente pelo cumprimento do manifesto eleitoral com que se apresentaram aos eleitores, neste caso, aos Lousadenses. O manifesto eleitoral é algo que muitas pessoas guardam “religiosamente” para que, no final, possam analisar o que foi possível cumprir, o que não se cumpriu e, se não se cumpriu, qual foi a razão para isso acontecer.

Ora analisando o compromisso autárquico de Pedro Machado, amplamente sufragado e aceite pelos Lousadenses, vemos que, com três anos de mandato, os objetivos estão a ser claramente cumpridos. Para isso bastará a qualquer pessoa comprovar e fazer o afamado “fact-checking”.

A um ano do término do mandato autárquico e pronto para a sua renovação, constata-se que cerca de 90% dos compromissos eleitorais estão cumpridos, havendo especial destaque para a conclusão dos 7 novos centros escolares em Meinedo, Caíde de Rei, Sousela, Casais, Lodares, Cristelos e Nespereira; colocação de iluminação pública 100% LED em todo o concelho (já instalada em diversas freguesias); redução dos impostos municipais, nomeadamente no IRS e passagem do IMI para a taxa mínima legal (já anunciada e a ser aprovada no próximo mês); pólo de formação na indústria do têxtil e vestuário (a funcionar nas instalações da antiga escola primária de Santa Margarida); implementação de uma democracia participativa junto dos mais jovens com o Orçamento Participativo Jovem; regresso da mítica prova do Rally de Portugal com todos os benefícios associados para Lousada; pagamento dos Seguros Desportivos e Exames Médicos a todos os atletas inscritos em competições oficiais; o sucesso das Noites Acústicas, Feira Tradicional, Comédias d’Outono, Feira Social, entre outros eventos; a contínua aposta na requalificação da rede viária, parque desportivo concelhio e contínuo desenvolvimento das várias fases de construção do Complexo Desportivo de Lousada (construção de um pavilhão desportivo polivalente e de uma pista de Atletismo), Parque Urbano Dr. Mário Fonseca; introdução dos Projetos de Interesse Municipal e renovada aposta na venda de terrenos nas Zonas de Acolhimento Empresarial a preços bastante convidativos para os empresários e que se tem revelado um sucesso dada a vinda de novas empresas de outros concelhos para Lousada, salientando ainda a contínua e forte aposta nas áreas da educação, apoio social, desporto e a particular atenção dada ao ambiente.

Saliente-se também os acordos de execução assinados entre a CM Lousada e as Juntas de Freguesia com delegação de competências acompanhadas de transferências financeiras superiores a Meio Milhão de euros, levando a que as Juntas pudessem ter um trabalho mais próximo dos cidadãos e que resolvam problemas de pequenas reparações nas escolas, rede viária, etc., com recurso a materiais e financiamento da CM Lousada.

As Presidências Abertas foram realizadas desde a primeira hora e fora dos períodos eleitorais, levando a que o executivo municipal percorresse todas as 25 freguesias, visitasse empresas, associações, paróquias, (etc.), foram e continuam a ser um sucesso e muito bem recebidas pela população. Particular destaque também para o atendimento ao público descentralizado em cada uma das 25 sedes de Junta de Freguesia. Ninguém poderá criticar Pedro Machado e o seu executivo, de serem pessoas de gabinete e não percorrerem o concelho. Desde o início de 2014 até à data com as Presidências Abertas Sociais – realizadas ainda na passada semana, para além dos contactos diários com a população Lousadense, são feitas estas iniciativas dedicadas exclusivamente ao contacto próximo com a população e observação das dificuldades e problemas dos cidadãos.

Estas são apenas algumas das muitas iniciativas que já se encontram cumpridas e poderia muito bem enumerar outras tantas, contudo o atual executivo foi mais além e já se encontra a trabalhar na execução de outras medidas que promovam o concelho como um todo e a melhoria das condições de vida e trabalho dos Lousadenses.

O recente anúncio para o investimento de 2,5 milhões de euros na rede viária, será sem dúvida uma medida basilar para o desenvolvimento e descentralização do concelho. As intervenções necessárias em troços do concelho que ligam várias freguesias revela uma visão de futuro e cumprimento antecipado das necessidades das populações.

Para além disso e dada a necessidade de renovação e evolução do parque desportivo concelhio, em boa hora se decidiu pela aposta criteriosa em 5 sintéticos dispersos pelo concelho, no sentido de descentralizar a alta qualidade de infraestruturas desportivas e dar também o reconhecimento necessário às várias associações do nosso concelho que poderão beneficiar de mais e melhores condições para a prática desportiva, acrescentando ainda o recente anúncio por parte do Presidente da CM Lousada para o apoio na conclusão do Pavilhão Gimnodesportivo do Valmesio (Casais).

Sendo certo que há sempre mais e melhor para atingir, feita esta análise, só mesmo alguns (e não todos) os elementos da Coligação PSD/CDS é que não reconhecem o valor de todas estas iniciativas já executadas.


Resta continuar a fazer o trabalho para o qual os Lousadenses mandataram a equipa de Pedro Machado. Com seriedade, firmeza e uma grande perspetiva de futuro para Lousada.

Nelson Oliveira
in: TVS

Ainda vamos acabar agradecidos ao Trump

A candidatura de Trump é tão grotesca que damos imediata razão a Mel Robbins, comentadora da CNN, quando escreve isto: “At this point, I believe that Donald Trump, as he has suggested, could actually shoot someone and it would not matter to the 40-45% of Americans who still appear to be voting for him” – The Trump tape doesn’t matterAcontece que estas palavras vieram a público antes do debate, antes de vermos Trump usar quatro mulheres social e mentalmente fragilizadas, tenham ou não tenham razão nas suas queixas nunca provadas contra Bill Clinton, como carne para o seu canhão populista e fascizante. Antes de vermos um candidato presidencial norte-americano, e num debate, a ameaçar de prisão a sua adversária na corrida presidencial caso consiga ser eleito e propondo-se manipular o sistema de Justiça para o efeito. Tal nunca antes tinha acontecido na História não só dos EUA mas da maioria, se não for mesmo a totalidade, das democracias onde esteja em vigor um Estado de direito respeitado pelo sistema político.
Porém, contudo, todavia, há várias facetas do que se está a passar do outro lado do Atlântico que são análogas ao que se passou e passa aqui no rectângulo. O mutatis mutandis é fácil de estabelecer:
– Em 2004 e 2005, o CDS e o PSD aceitaram e promoveram uma campanha de calúnias, apoiada por órgãos de imprensa, onde o secretário-geral socialista ao tempo foi carimbado como corrupto e homossexual.
– Em 2008 e 2009, o CDS, o PSD e o Presidente da República ao tempo alinharam a estratégia para a derrota do PS nas eleições de Setembro de 2009. Essa estratégia passou pelo regresso das calúnias, pelos assassinatos de carácter e pela espionagem de um primeiro-ministro em funções através de uma pessoa das suas relações pessoais com quem mantinha uma comunicação que permitia capturar conteúdos das áreas governativa, política, partidária, económica e pessoal. Tendo falhado por inexistência de provas o plano para constituir Sócrates como arguido numa caso de “atentado ao Estado de direito”, ou que fosse tão-só conseguir levá-lo a prestar declarações ao Ministério Público em cima da campanha eleitoral, foi lançada a “Inventona de Belém” a 5 semanas das eleições, uma réplica exacta, mas em versão cavacal, das “October surprises” americanas.
– De 2009 até hoje, a direita decadente – leia-se, a que não repudia a baixa política e golpadas dos que querem o poder pelo poder – repete a cassete de que Sócrates e o seu Governo foram protegidos pelos Procurador-Geral da República e Presidente do Supremo Tribunal de Justiça ao tempo. Apesar das violações do segredo de Justiça e de os documentos do processo estarem agora ao dispor do público, nunca quem calunia e difama estas pessoas e instituições apresenta qualquer prova de ter havido qualquer ilegalidade no arquivamento. A argumentação a que se agarram é irracional, infantil e odiosa. Na sua distorção cognitiva, conseguem apagar o facto de todas as escutas a Sócrates, na sua versão integral, terem estado e continuarem a estar ao dispor das autoridades, dos jornalistas e dos adversários e inimigos de Sócrates e do PS.
– Directamente ligada com a acusação anterior, surgiu em 2011 o discurso de que bastaria mudar uma individualidade no Procuradoria-Geral da República para que tudo o resto mudasse – leia-se: para que Sócrates fosse finalmente engaiolado, juntamente com o seu bando. Essa individualidade dá pelo nome de Joana Marques Vidal e foi a escolha de uma ministra da Justiça que oficializou a nojeira ao comentar o envolvimento de ex-governantes socialistas em processos judiciais recorrendo à expressão “o tempo da impunidade acabou“. Isto é, a PGR estava finalmente descontaminada da corrupção que tinha impedido que esses criminosos fossem apanhados mais cedo.
– Aquando da detenção de Sócrates, um deputado do PSD foi para o Facebook manifestar a sua alegria –“Aleluia!”. Ex-líder da JSD rejubila com detenção de Sócrates – vindo depois a apagar a peça. O que ele fez conseguiu ser, ao mesmo tempo, o achincalhamento moral de um concidadão e ex-governante, a negação do seu estatuto de inocente até prova em contrário, a celebração da judicialização da política, a manifestação de uma barbárie provinciana e o desprezo pelos valores religiosos onde foi buscar a exclamação. Acontece que ele não estava sozinho nos festejos, foi apenas mais estouvado do que muitos dos seus colegas de partido e de facção. Este melro há muito que procurava o supremo consolo de ver Sócrates nas mãos das autoridades policiais e judiciais. Explodiu de prazer com o espectáculo da sua captura.
– Também Passos, depois de ter chegado a presidente do PSD e no aquecimento para as presidenciais de 2011, avançou com a ideia de prender os seus adversários políticos. Foi em Novembro de 2010, e as suas lapidares palavras, à luz do que o seu futuro Governo viria a praticar, são estas: «Quem impõe tantos sacrifícios às pessoas e não cumpre, merece ou não merece ser responsabilizado civil e criminalmente pelos seus actos? Sempre que se falham os objectivos, sempre que a execução do Orçamento derrapa, sempre que arranjamos buracos financeiros onde devíamos estar a criar excedentes de poupança, aquilo que se passa é que há mais pessoas que vão para o desemprego e a economia afunda-se. Não se pode permitir que os responsáveis pelos maus resultados andem sempre de espinha direita, como se não fosse nada com eles.» Este mesmo fulano fez meses depois uma campanha em que prometia tornar Portugal grandioso outra vez, sem ser preciso cortar salários, cortar pensões e fazer despedimentos. Só tínhamos que cortar nas “gorduras do Estado” – ou, indo para o exacto paralelo com Trump, para resolver os problemas da América só é preciso cortar nos mexicanos, nos muçulmanos e, já agora, nos impostos dos mais ricos.
– Igualmente em campanha eleitoral para as eleições legislativas de 2011, foi possível ouvir a Carlos Moedas a sua certeza de que “com as reformas que o PSD vai implementar, eu digo-lhe que ainda vão subir o ‘rating’ de Poertugal, não sei se nos próximos 6 meses, se nos próximos 12 meses“. Esta promessa é de um simplismo mágico que compara ao milímetro com a promessa de Trump de levantar um muro na fronteira do México.
Seria fastidioso listar os restantes exemplos do mesmo propósito populista: usar uma crise económica e social gravíssima para atacar os políticos com responsabilidades governativas numa estratégia de ódio e acirramento da turbamulta. Nesta estratégia, a comunicação social foi decisiva para o clima de caça às bruxas que levou a várias tentativas para conseguir enfiar Sócrates e quem com ele esteve em actividade partidária e governativa numa situação de perseguição judicial. O que faz o Correio da Manhã por sistema, despejando calúnias atrás de calúnias que são criminosas no plano moral e legal, explorando a Lei para violar as leis da República e da comunidade, também em nada se distingue do que fez Trump ao explorar quatro mulheres vítimas não se sabe de que circunstâncias para atacar quem é, para todos os efeitos, inocente das suspeitas e acusações levantadas. E esta marca do desprezo pelo Estado de direito, pela mera decência e pelo valor da palavra, expelindo mentiras com a mesma facilidade com que se dá um aperto de mão, é uma característica em que Passos não está em nada distante de Trump.
Há uma esperança a formar-se, no entanto. A de que este espectáculo de degradação seja o remédio de que precisamos para criar os anticorpos que impeçam que tal se repita seja em que grau e forma for. Se tal acontecer, se sairmos desta desgraça mais fortes, ainda teremos de agradecer a Trump e a Passos por serem como políticos os javardos que são.

in: Aspirina B