Comunicado PS Lousada

Os eleitos do Partido Socialista no executivo municipal, sempre pugnaram por uma relação cordial, respeitadora e correta com a oposição (PSD/CDS), tendo sempre em vista a defesa do superior interesse dos Lousadenses. É com o foco numa governação municipal de qualidade e transparente que todos os dias correspondem ao voto da esmagadora maioria dos Lousadenses, levando a que grande parte das vezes tentem ignorar as constantes acusações torpes e deturpações da realidade e dos factos, promovidas pela Coligação Lousada Viva.

No entanto, o PS não pode deixar de reagir às últimas acusações da Coligação PSD/CDS.

No passado dia 4 de novembro, Leonel Vieira foi protagonista de um discurso populista, enganador e irreal, como tem sido sua imagem de marca ao longo dos anos.

Depois de duas claras derrotas nas Autárquicas de 2009 e 2013, compreende-se a necessidade de Leonel Vieira em tentar animar algumas pessoas para que estas vejam com bons olhos mais uma recandidatura à Câmara Municipal de Lousada. Compreende-se a necessidade de fazer crer a Passos Coelho e à distrital do PSD Porto que ele próprio continua a ser a melhor solução do partido para Lousada e não uma solução esgotada.

Efetivamente, este não é certamente um problema nosso, mas perante o rol de acusações feitas ao executivo municipal de Pedro Machado e ao PS, achamos por bem repor a verdade, tais são as mentiras reproduzidas num discurso que mais não serviu para repetir as mesmas frases que usou nas campanhas de 2009 e 2013 e que nunca tiveram qualquer correspondência com a verdade, nem sequer aceitação eleitoral.

No passado, o discurso centrava-se no combate ao Complexo Desportivo. Uma construção megalómana, desinteressante e um autêntico “elefante branco” que iria penhorar eternamente as contas da Câmara. Nada mais falso. Esta infraestrutura capta cada vez mais praticantes, traz investimento e retorno para o concelho.

Depois veio a questão dos “1000 funcionários” do Município que mais não serviu do que passar pelo ridículo de ser desmentido por todos os dados oficiais.

E por fim, centraram-se na suposta dívida da Câmara que alegadamente ascendia a mais de “20 Milhões de Euros” quando, na verdade, era menos de metade, havendo até publicações constantes de órgãos financeiros isentos a declarar a boa saúde financeira da Câmara Municipal de Lousada – mais do que reconhecida pelos cidadãos Lousadenses.

E é este discurso falacioso que Leonel Vieira teima continuar, mentindo, lançando acusações pessoais, tentando diminuir os seus adversários e utilizando chavões completamente ultrapassados.
No entanto, existe algo que o PSD Lousada e Leonel Vieira não conseguem mudar – A realidade.
Por esse facto, foi com alguma estranheza que ouvimos críticas ao executivo municipal de Pedro Machado, quando na verdade, muitas dessas acusações não foram expressas, frente a frente, cara a cara, nas Reuniões de Câmara ou até nas Assembleias Municipais, a última realizada apenas um dia antes desta sessão para militantes.

Por exemplo, é mentira que o Presidente de Câmara tenha afirmado que os “Presidentes de Junta não deveriam falar e questionar o executivo”. O que o Presidente de Câmara disse foi que discordava do ataque puramente partidário promovido por um Presidente de Junta, com questões que nada têm que ver com as suas freguesias e populações, uma vez que os Presidentes da Junta foram eleitos para defender os interesses das suas freguesias e respetivas populações e não necessariamente para serem oposição à Câmara, até porque, como é óbvio, a bancada da Coligação tem membros da Assembleia eleitos a quem lhe cabe essa responsabilidade. Prova disso é que sempre foi permitido aos Presidentes de Junta falarem livremente, tal como aconteceu precisamente na última sessão da Assembleia Municipal e sem que ninguém os interrompesse.

Para além disso, o PSD prossegue a sua constante tentativa de humilhação do Presidente de Câmara, sem reparar que isso só transforma a vitória de Pedro Machado em 2013 ainda mais meritória, mas ao mesmo tempo mais depreciativa para a pessoa de Leonel Vieira.
A falta de decoro é tal que não têm noção do ridículo quando afirmam, repetidamente, que a Coligação PSD/CDS ficou a 676 votos da vitória nas eleições em 2013. Aliás, é preocupante esta forma pouco séria de analisar os números já que os resultados foram de 12.512 votos (PSD/CDS) contra 13.862 votos do PS, ou seja, uma diferença de 1350 votos… Esta necessidade de tentarem convencer as pessoas do contrário, só é entendida como uma tentativa desesperada de sobrevivência política!

Por estes e outros motivos, levantamos algumas questões para esclarecimento dos Lousadenses:

1.       Leonel Vieira e o PSD, que criticam o empréstimo feito pelo Município, são os mesmos que se abstiveram na votação que aprovou a sua contratação em Reunião de Câmara e Assembleia Municipal – havendo até Presidentes de Junta da Coligação PSD/CDS a declararem que esses investimentos “são altamente benéficos para todas as freguesias”.

2.       Como a Coligação PSD/CDS sabe, mas não quer esclarecer a população, os empréstimos aprovados são de 2,2M€ destinados à reparação da Rede Viária Concelhia e 795 mil€ destinados à Requalificação de equipamentos desportivos (5 sintéticos). Como se pode comprovar, os empréstimos são destinados a intervenções essenciais para o concelho de Lousada.

3.       Relativamente ao investimento que está a ser feito na remodelação da iluminação pública, com a substituição de luminárias com o sistema LED, em abono da verdade, a Coligação sempre concordou.

4.       Leonel Vieira e o PSD, quando criticam o Orçamento Municipal para 2017, são os mesmos que se abstiveram na votação que o aprovou e que até elogiaram muitas das propostas do executivo municipal de Pedro Machado!

Será que as ditas “obras de fachada” que a Coligação PSD/CDS tanto critica e que estão inscritas no Plano Plurianual de Investimentos são, por exemplo:
§  Requalificação integral da EB 2/3 de Cristelos?
§  Beneficiação da EB 2/3 de Caíde de Rei, Nevogilde, Lustosa?
§  Obras de requalificação e eficiência energética dos Centros Escolares da Ordem, Lagoas, Boavista (Silvares)?
§  Beneficiação da Rede Viária Concelhia (investimento de 2,5 Milhões de Euros)?
§  Requalificação Urbana do Centro da Vila da Aparecida?
§  Colocação de pisos sintéticos nos Parques de Jogos de Nevogilde, Macieira, Aparecida, Romariz (Meinedo) e Caíde de Rei?
§  Etc, etc, etc.

5.       Leonel Vieira e o PSD, quando criticam os aspetos relacionados com o emprego, ignoram os dados oficiais do IEFP que referem que Lousada diminuiu drasticamente o desemprego nos últimos anos (para níveis de 2009) e o emprego/investimento aumentou de forma sustentada.

6.       Leonel Vieira e o PSD, que criticam a falta de investimento nas freguesias e o centralismo, são os mesmos que na declaração de voto do Orçamento, afirmam que o município privilegia “agora menos” a execução de obras na Vila de Lousada.

7.       Leonel Vieira e o PSD, que criticam as ditas “festas e festinhas”, são os mesmos que num comunicado em Dezembro de 2015, elogiavam a “programação cultural do Município?

8.       Leonel Vieira e o PSD, quando acusam o PS de hipotecar a Câmara, são os mesmos que na Assembleia Municipal de 11 de setembro de 2015, reconhecem que a autarquia tem uma boa capacidade financeira e que nada dizem quanto às sucessivas boas classificações do Município de Lousada no Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses.

São estas acusações sem qualquer nexo ou substrato que não podemos aceitar. Não aceitamos uma atitude de quem critica sem propor alternativas, muito menos quando na verdade até não discordam com a maioria dos investimentos e intervenções previstas pela Câmara Municipal de Lousada.


É por esse motivo que sugerimos aos atuais responsáveis pela Coligação Lousada Viva que cumpram o mandato que lhes resta, sem fazerem do debate político uma contínua e incessante propaganda eleitoral para animar as suas hostes, transmitindo informações falaciosas e nada condizentes com a realidade.

Uma oposição à deriva que assume preferir Passos Coelho do que representar os Lousadenses



Nuno Fernandes
Ao assistir à última Assembleia Municipal foi possível constatar uma oposição PSD/CDS completamente à deriva e que ao contrário daquilo que tenta fazer crer publicamente, nada ou quase nada contrariou ou propôs de diferente na discussão do Orçamento e Plano Plurianual de Investimentos para o ano de 2017.

Se isto não bastasse, houve uma declaração que particularmente me ressaltou à vista, quando os elementos da Coligação PSD/CDS afirmaram que se a sessão de Assembleia Municipal fosse agendada para o dia 4 de novembro (dia em que Passos Coelho estaria em Lousada), todos eles prefeririam ir à sessão com Passos Coelho do que comparecer à Assembleia Municipal, órgão de debate e discussão máximo do concelho de Lousada (resta saber se os eleitos do CDS-PP também iriam assistir ao discurso de Passos Coelho…). É uma nota de registo para todos os Lousadenses…

Mediante a aprovação de um Orçamento regrado, com um Plano Plurianual de Investimentos onde as intervenções em todo o território concelhio são uma realidade, pouco houve a dizer por parte da oposição que se teve que entregar à evidência, ainda para mais com a aprovação do IMI no mínimo legal e redução do IRS.


A caminharem para o fim do mandato, nota-se bastante que esta é uma oposição esgotada e que já vem desde os anos de 2005/2009/2013 em plena campanha sem apresentarem uma mudança de líder nem estratégia.

in: TVS

CONVOCATÓRIA - ASSEMBLEIA GERAL DE MILITANTES - PS LOUSADA




Venho por este meio convocar todos os militantes do Partido Socialista de Lousada para uma Assembleia Geral de Militantes que decorrerá no dia 18 de Novembro, às 21.30 horas, na sede do PS - Rua Dr. Pinto Mesquita nº 25.

Ordem de Trabalhos:

1 - Autárquicas 2017.
2 - Discussão da situação política atual.



O Presidente da Mesa da Assembleia Concelhia
Eduardo Vilar

09/11/2016

JS Lousada presente na homenagem a Carlos Massas

JS Lousada presente na homenagem ao ex-Presidente da Junta de Freguesia do Torno (Aparecida) - Carlos "Massas"



A JS Lousada, na sequência da entrega solidária de roupa à Associação Aparecer, não pode deixar de elogiar o ato nobre e de reconhecimento da Junta de Freguesia do Torno, na pessoa da Presidente Elisa Rosa, ao homenagear o ex-Presidente de Junta Sr. Carlos Massas, pelo trabalho exercido enquanto autarca e na semana das comemorações do seu 50º aniversário.

Esta homenagem contou ainda com a presença do Sr. Presidente da CM Lousada - Dr. Pedro Machado.

Ao Sr. Carlos Massas, o nosso profundo agradecimento.

JS LOUSADA ENTREGA ROUPA À ASSOCIAÇÃO APARECER (Torno)


A Juventude Socialista de Lousada procedeu na semana passada a mais uma entrega de roupa a uma instituição do nosso concelho. 

Após uma campanha solidária de recolha, privilegiando a roupa de criança/adolescente, a JS Lousada continua o seu foco de intervenção social, procedendo desta vez à entrega, à Associação APARECER (Torno).

Esta instituição recentemente criada na Aparecida conta com o apoio da Junta de Freguesia e já detém uma ampla atividade social, destacando-se por exemplo o apoio escolar (explicações), entre outros.

É intuito da JS contribuir para que as pessoas possam ser ajudadas com o fornecimento de roupa em bom estado e devidamente preservada, aproveitando ainda para agradecer a todos os cidadãos lousadenses que aderiram mais uma vez a esta campanha, fornecendo inclusive roupa nova de criança e devidamente etiquetada.

Depois desta iniciativa solidária de recolha de roupa, a JS Lousada continuará a fazer mais e melhor em todas as suas áreas de intervenção.



Agradecemos à Junta de Freguesia e à Sr.ª Presidente – Elisa Rosa, assim como à Associação Aparecer, na pessoa do Dr. Henrique Cunha, por nos ter recebido e aceite esta doação destinando-a à ajuda aos cidadãos mais necessitados.

"O Mundo Universitário" - Diana Meneses Costa

Diana Meneses Costa
Atualmente vivemos numa sociedade em que cada vez exige mais de nós, não só enquanto estudantes, mas também enquanto futuros trabalhadores e empreendedores.

A verdade é que o mercado Português e Mundial está cada vez mais competitivo e, nos dias de hoje, lutamos constantemente de forma individual ou coletiva para nos sobressair no meio de tanta informação e abundância de experiência de forma a alcançarmos um lugar confortável neste que é o grande mundo do trabalho.

Cada vez mais, a Universidade é vista como uma chave fulcral para abrir a porta do mercado de trabalho e do sucesso. Mas até que ponto é que os jovens sabem lidar com o mundo universitário?

A Universidade tem muito que se lhe diga. Não é um bicho-de-sete-cabeças como muitos imaginam mas também não é um mar de rosas. A Universidade significa, para a maioria dos recém-universitários, a entrada num mundo completamente diferente daquele que haviam vivido até então, deparam-se com a mudança de horários, de colegas e de cidade. Separam-se do aconchego que tinham todos os dias dos pais e são obrigados a ser independentes, a viver sozinhos, a aprender a cozinhar, a assumir responsabilidades e, o pior de tudo, aprender a lidar com a saudade. Mas, engane-se quem pense que na universidade só existem dois lados: ou o lado da borga e das farras, ou o lado do empenho e do estudo. Não!

Como em tudo na vida, também na Universidade existe um lado intermédio. É possível conciliarmos os convívios com os amigos, as noites de festas e as tardes passadas a tomar café, com a organização dos apontamentos e o estudo diário. O segredo é trabalharem e divertirem-se, há tempo para tudo. O segredo é sabermos viver, porque um bom profissional é mais do que o melhor aluno, é a pessoa que sabe viver para além de livros e cadernos, é a pessoa que para além dos estudos tem também experiências para contar e memórias infindáveis para mais tarde recordar.

Em jeito de conclusão, quero terminar com esta frase proferida pelo filósofo Confúcio: “Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida”.

Diana Meneses Costa

JS Lousada
in: TVS

Três anos de mandato com promessas cumpridas

A 29 de setembro de 2013, o PS Lousada vencia novamente as eleições autárquicas para a Câmara Municipal de Lousada. Num período de mudança de ciclo, com um novo mas muito competente candidato, os Lousadenses voltaram a confiar os destinos da sua terra aos eleitos do PS – Pedro Machado passava a liderar a Câmara Municipal e Jorge Magalhães sucedia a Mário Fonseca à frente da Assembleia Municipal.

Com 1350 votos de diferença para a coligação PSD/CDS, a vitória foi confortável dado o universo de votantes e contrária às alegações que até aí subsistiam por parte da oposição. O Novo Presidente anunciado previamente nos outdoors, foi outro - aquele que mais se humildemente apresentou, mais mereceu e mais trabalho demonstrou junto dos cidadãos – Pedro Machado.

Até à presente data, este e outros executivos devem ser avaliados essencialmente pelo cumprimento do manifesto eleitoral com que se apresentaram aos eleitores, neste caso, aos Lousadenses. O manifesto eleitoral é algo que muitas pessoas guardam “religiosamente” para que, no final, possam analisar o que foi possível cumprir, o que não se cumpriu e, se não se cumpriu, qual foi a razão para isso acontecer.

Ora analisando o compromisso autárquico de Pedro Machado, amplamente sufragado e aceite pelos Lousadenses, vemos que, com três anos de mandato, os objetivos estão a ser claramente cumpridos. Para isso bastará a qualquer pessoa comprovar e fazer o afamado “fact-checking”.

A um ano do término do mandato autárquico e pronto para a sua renovação, constata-se que cerca de 90% dos compromissos eleitorais estão cumpridos, havendo especial destaque para a conclusão dos 7 novos centros escolares em Meinedo, Caíde de Rei, Sousela, Casais, Lodares, Cristelos e Nespereira; colocação de iluminação pública 100% LED em todo o concelho (já instalada em diversas freguesias); redução dos impostos municipais, nomeadamente no IRS e passagem do IMI para a taxa mínima legal (já anunciada e a ser aprovada no próximo mês); pólo de formação na indústria do têxtil e vestuário (a funcionar nas instalações da antiga escola primária de Santa Margarida); implementação de uma democracia participativa junto dos mais jovens com o Orçamento Participativo Jovem; regresso da mítica prova do Rally de Portugal com todos os benefícios associados para Lousada; pagamento dos Seguros Desportivos e Exames Médicos a todos os atletas inscritos em competições oficiais; o sucesso das Noites Acústicas, Feira Tradicional, Comédias d’Outono, Feira Social, entre outros eventos; a contínua aposta na requalificação da rede viária, parque desportivo concelhio e contínuo desenvolvimento das várias fases de construção do Complexo Desportivo de Lousada (construção de um pavilhão desportivo polivalente e de uma pista de Atletismo), Parque Urbano Dr. Mário Fonseca; introdução dos Projetos de Interesse Municipal e renovada aposta na venda de terrenos nas Zonas de Acolhimento Empresarial a preços bastante convidativos para os empresários e que se tem revelado um sucesso dada a vinda de novas empresas de outros concelhos para Lousada, salientando ainda a contínua e forte aposta nas áreas da educação, apoio social, desporto e a particular atenção dada ao ambiente.

Saliente-se também os acordos de execução assinados entre a CM Lousada e as Juntas de Freguesia com delegação de competências acompanhadas de transferências financeiras superiores a Meio Milhão de euros, levando a que as Juntas pudessem ter um trabalho mais próximo dos cidadãos e que resolvam problemas de pequenas reparações nas escolas, rede viária, etc., com recurso a materiais e financiamento da CM Lousada.

As Presidências Abertas foram realizadas desde a primeira hora e fora dos períodos eleitorais, levando a que o executivo municipal percorresse todas as 25 freguesias, visitasse empresas, associações, paróquias, (etc.), foram e continuam a ser um sucesso e muito bem recebidas pela população. Particular destaque também para o atendimento ao público descentralizado em cada uma das 25 sedes de Junta de Freguesia. Ninguém poderá criticar Pedro Machado e o seu executivo, de serem pessoas de gabinete e não percorrerem o concelho. Desde o início de 2014 até à data com as Presidências Abertas Sociais – realizadas ainda na passada semana, para além dos contactos diários com a população Lousadense, são feitas estas iniciativas dedicadas exclusivamente ao contacto próximo com a população e observação das dificuldades e problemas dos cidadãos.

Estas são apenas algumas das muitas iniciativas que já se encontram cumpridas e poderia muito bem enumerar outras tantas, contudo o atual executivo foi mais além e já se encontra a trabalhar na execução de outras medidas que promovam o concelho como um todo e a melhoria das condições de vida e trabalho dos Lousadenses.

O recente anúncio para o investimento de 2,5 milhões de euros na rede viária, será sem dúvida uma medida basilar para o desenvolvimento e descentralização do concelho. As intervenções necessárias em troços do concelho que ligam várias freguesias revela uma visão de futuro e cumprimento antecipado das necessidades das populações.

Para além disso e dada a necessidade de renovação e evolução do parque desportivo concelhio, em boa hora se decidiu pela aposta criteriosa em 5 sintéticos dispersos pelo concelho, no sentido de descentralizar a alta qualidade de infraestruturas desportivas e dar também o reconhecimento necessário às várias associações do nosso concelho que poderão beneficiar de mais e melhores condições para a prática desportiva, acrescentando ainda o recente anúncio por parte do Presidente da CM Lousada para o apoio na conclusão do Pavilhão Gimnodesportivo do Valmesio (Casais).

Sendo certo que há sempre mais e melhor para atingir, feita esta análise, só mesmo alguns (e não todos) os elementos da Coligação PSD/CDS é que não reconhecem o valor de todas estas iniciativas já executadas.


Resta continuar a fazer o trabalho para o qual os Lousadenses mandataram a equipa de Pedro Machado. Com seriedade, firmeza e uma grande perspetiva de futuro para Lousada.

Nelson Oliveira
in: TVS

Ainda vamos acabar agradecidos ao Trump

A candidatura de Trump é tão grotesca que damos imediata razão a Mel Robbins, comentadora da CNN, quando escreve isto: “At this point, I believe that Donald Trump, as he has suggested, could actually shoot someone and it would not matter to the 40-45% of Americans who still appear to be voting for him” – The Trump tape doesn’t matterAcontece que estas palavras vieram a público antes do debate, antes de vermos Trump usar quatro mulheres social e mentalmente fragilizadas, tenham ou não tenham razão nas suas queixas nunca provadas contra Bill Clinton, como carne para o seu canhão populista e fascizante. Antes de vermos um candidato presidencial norte-americano, e num debate, a ameaçar de prisão a sua adversária na corrida presidencial caso consiga ser eleito e propondo-se manipular o sistema de Justiça para o efeito. Tal nunca antes tinha acontecido na História não só dos EUA mas da maioria, se não for mesmo a totalidade, das democracias onde esteja em vigor um Estado de direito respeitado pelo sistema político.
Porém, contudo, todavia, há várias facetas do que se está a passar do outro lado do Atlântico que são análogas ao que se passou e passa aqui no rectângulo. O mutatis mutandis é fácil de estabelecer:
– Em 2004 e 2005, o CDS e o PSD aceitaram e promoveram uma campanha de calúnias, apoiada por órgãos de imprensa, onde o secretário-geral socialista ao tempo foi carimbado como corrupto e homossexual.
– Em 2008 e 2009, o CDS, o PSD e o Presidente da República ao tempo alinharam a estratégia para a derrota do PS nas eleições de Setembro de 2009. Essa estratégia passou pelo regresso das calúnias, pelos assassinatos de carácter e pela espionagem de um primeiro-ministro em funções através de uma pessoa das suas relações pessoais com quem mantinha uma comunicação que permitia capturar conteúdos das áreas governativa, política, partidária, económica e pessoal. Tendo falhado por inexistência de provas o plano para constituir Sócrates como arguido numa caso de “atentado ao Estado de direito”, ou que fosse tão-só conseguir levá-lo a prestar declarações ao Ministério Público em cima da campanha eleitoral, foi lançada a “Inventona de Belém” a 5 semanas das eleições, uma réplica exacta, mas em versão cavacal, das “October surprises” americanas.
– De 2009 até hoje, a direita decadente – leia-se, a que não repudia a baixa política e golpadas dos que querem o poder pelo poder – repete a cassete de que Sócrates e o seu Governo foram protegidos pelos Procurador-Geral da República e Presidente do Supremo Tribunal de Justiça ao tempo. Apesar das violações do segredo de Justiça e de os documentos do processo estarem agora ao dispor do público, nunca quem calunia e difama estas pessoas e instituições apresenta qualquer prova de ter havido qualquer ilegalidade no arquivamento. A argumentação a que se agarram é irracional, infantil e odiosa. Na sua distorção cognitiva, conseguem apagar o facto de todas as escutas a Sócrates, na sua versão integral, terem estado e continuarem a estar ao dispor das autoridades, dos jornalistas e dos adversários e inimigos de Sócrates e do PS.
– Directamente ligada com a acusação anterior, surgiu em 2011 o discurso de que bastaria mudar uma individualidade no Procuradoria-Geral da República para que tudo o resto mudasse – leia-se: para que Sócrates fosse finalmente engaiolado, juntamente com o seu bando. Essa individualidade dá pelo nome de Joana Marques Vidal e foi a escolha de uma ministra da Justiça que oficializou a nojeira ao comentar o envolvimento de ex-governantes socialistas em processos judiciais recorrendo à expressão “o tempo da impunidade acabou“. Isto é, a PGR estava finalmente descontaminada da corrupção que tinha impedido que esses criminosos fossem apanhados mais cedo.
– Aquando da detenção de Sócrates, um deputado do PSD foi para o Facebook manifestar a sua alegria –“Aleluia!”. Ex-líder da JSD rejubila com detenção de Sócrates – vindo depois a apagar a peça. O que ele fez conseguiu ser, ao mesmo tempo, o achincalhamento moral de um concidadão e ex-governante, a negação do seu estatuto de inocente até prova em contrário, a celebração da judicialização da política, a manifestação de uma barbárie provinciana e o desprezo pelos valores religiosos onde foi buscar a exclamação. Acontece que ele não estava sozinho nos festejos, foi apenas mais estouvado do que muitos dos seus colegas de partido e de facção. Este melro há muito que procurava o supremo consolo de ver Sócrates nas mãos das autoridades policiais e judiciais. Explodiu de prazer com o espectáculo da sua captura.
– Também Passos, depois de ter chegado a presidente do PSD e no aquecimento para as presidenciais de 2011, avançou com a ideia de prender os seus adversários políticos. Foi em Novembro de 2010, e as suas lapidares palavras, à luz do que o seu futuro Governo viria a praticar, são estas: «Quem impõe tantos sacrifícios às pessoas e não cumpre, merece ou não merece ser responsabilizado civil e criminalmente pelos seus actos? Sempre que se falham os objectivos, sempre que a execução do Orçamento derrapa, sempre que arranjamos buracos financeiros onde devíamos estar a criar excedentes de poupança, aquilo que se passa é que há mais pessoas que vão para o desemprego e a economia afunda-se. Não se pode permitir que os responsáveis pelos maus resultados andem sempre de espinha direita, como se não fosse nada com eles.» Este mesmo fulano fez meses depois uma campanha em que prometia tornar Portugal grandioso outra vez, sem ser preciso cortar salários, cortar pensões e fazer despedimentos. Só tínhamos que cortar nas “gorduras do Estado” – ou, indo para o exacto paralelo com Trump, para resolver os problemas da América só é preciso cortar nos mexicanos, nos muçulmanos e, já agora, nos impostos dos mais ricos.
– Igualmente em campanha eleitoral para as eleições legislativas de 2011, foi possível ouvir a Carlos Moedas a sua certeza de que “com as reformas que o PSD vai implementar, eu digo-lhe que ainda vão subir o ‘rating’ de Poertugal, não sei se nos próximos 6 meses, se nos próximos 12 meses“. Esta promessa é de um simplismo mágico que compara ao milímetro com a promessa de Trump de levantar um muro na fronteira do México.
Seria fastidioso listar os restantes exemplos do mesmo propósito populista: usar uma crise económica e social gravíssima para atacar os políticos com responsabilidades governativas numa estratégia de ódio e acirramento da turbamulta. Nesta estratégia, a comunicação social foi decisiva para o clima de caça às bruxas que levou a várias tentativas para conseguir enfiar Sócrates e quem com ele esteve em actividade partidária e governativa numa situação de perseguição judicial. O que faz o Correio da Manhã por sistema, despejando calúnias atrás de calúnias que são criminosas no plano moral e legal, explorando a Lei para violar as leis da República e da comunidade, também em nada se distingue do que fez Trump ao explorar quatro mulheres vítimas não se sabe de que circunstâncias para atacar quem é, para todos os efeitos, inocente das suspeitas e acusações levantadas. E esta marca do desprezo pelo Estado de direito, pela mera decência e pelo valor da palavra, expelindo mentiras com a mesma facilidade com que se dá um aperto de mão, é uma característica em que Passos não está em nada distante de Trump.
Há uma esperança a formar-se, no entanto. A de que este espectáculo de degradação seja o remédio de que precisamos para criar os anticorpos que impeçam que tal se repita seja em que grau e forma for. Se tal acontecer, se sairmos desta desgraça mais fortes, ainda teremos de agradecer a Trump e a Passos por serem como políticos os javardos que são.

in: Aspirina B

O downgrade político dos “do costume”



Desde sempre a Juventude Socialista de Lousada pautou a sua ação por uma intervenção política positiva, em linha com os problemas dos jovens Lousadenses e os seus anseios. Há largos anos que nos temos debatido pela elevação política quer em termos de ação prática ou de discurso político e julgamos que uma juventude partidária não existe para servir de caixa-de-ressonância dos líderes partidários, para lhes fazer fretes políticos ou ainda para discutir política na lama.

É por esse motivo que estranhamos o comunicado da JSD Lousada da semana passada, que nos parece não terem aprendido nada com os resultados da sua constante ação depreciativa dos últimos anos que culminou com o fracasso eleitoral por demais conhecido em 2013.

Voltando a JSD às velhas práticas e insinuações do passado, iremos dar o desconto recorrente que nos têm merecido, mas não querendo deixar de relembrar e esclarecer algumas situações.


1. É mentira que a oferta de pulseiras para o Festival da Juventude de Lousada foi exclusiva de autarcas do PS. Aliás, não entendemos sequer como a JSD pode afirmar tal coisa quando é ridiculamente fácil comprovar que estão a mentir. Sim, a mentir (mais uma vez)! 
Basta consultarmos a página de Facebook do Festival da Juventude e constatarmos quais as Juntas que apoiaram/ofereceram pulseiras (que obviamente eram pagas à organização) e facilmente qualquer pessoa comprova que Juntas de Freguesia com executivos da Coligação Lousada Viva (PSD/CDS) também as ofereceram aos seus jovens. 
Por este motivo, começa a ser lamentável o incessante recurso à mentira, resultando posteriormente em necessários desmentidos públicos que envergonham os seus responsáveis.


2. A JSD diz que pretende que o Festival “dê espaço às associações, músicos, escolas de dança, comércio e restauração locais e ofereça um cartaz diversificado” mas o que é lamentável é que, se estiveram lá, só estiveram para exercer a ação do costume – a crítica cega. 
Porventura não sabe a JSD que este Festival englobou associações locais, empresários, comércio, bares, grupos de dança locais e um cartaz muito bom e diversificado – elogiado por diversos jovens na imprensa local. 


3. A JSD chega a criticar partidariamente um Festival que até levou ao palco, e muito bem, uma dirigente da sua própria estrutura (?!?!). Ou seja, dirigem também uma crítica às qualidades dos seus próprios apoiantes (?), dizendo até que este não foi “um festival digno da juventude”.


4. Aos dirigentes do PS e da JS nunca interessou a militância desenfreada, até porque não precisam de provar nada a ninguém, muito menos às estruturas centrais do Partido. É mais do que sabido que não temos ninguém em Lisboa a exercer cargos que dependam em grande parte da dimensão da estrutura política local.
Podemos até afirmar, que os ditos Presidentes de Junta que a JSD acusa de incitarem à militância, na sua esmagadora maioria nem sequer são militantes e portanto não faz qualquer sentido as acusações torpes e insanas que lhes dirigem.


5. Por fim, como estamos mais preocupados em elevar o debate político, deixamos que a JSD possa fazer uma introspeção sobre a sua conduta ao longo dos anos, nomeadamente quando se referem à angariação de militantes (são histórias com amplo conhecimento público e com provas claras…).


6. Assunto encerrado.



Secretariado da JS Lousada

26-09-2016

Um Portugal desigual

Enquanto Portugal se entretinha com as palavras de Mariana Mortágua sobre o significado de “acumular” dinheiro, era apresentado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) um “estudo relativo à evolução das desigualdades e da pobreza no período da crise”.

Sei bem que este é um tema chato e nada convidativo para a normalíssima guerrilha política que se instala diariamente nas televisões e nas redes sociais, em que de um lado parecem estar os bons e do outro os maus, mas este estudo, que pouca gente quis ler e que pouca comunicação social quis noticiar, destrói alguns argumentos que no passado eram verdades inquestionáveis.

Segundo o Expresso, no passado dizia-se que os pobres foram os menos afetados pela crise uma vez que os cortes os tinham protegido. Nada mais falso. Aliás, segundo a FFMS “se em 2010 havia 400 mil beneficiários do rendimento social de inserção, em 2014 eram metade” – em plena crise. 

Perante isto, o que fazem os partidos? Envolvem-se em trocas de argumentos acerca da culpabilidade desta situação e nada se resolve. A conclusão é óbvia – a culpa é de todos.

Tal como Sérgio Figueiredo (DN) afirma sobre as desigualdades sociais e passo a citar: “Pior nos últimos anos. Consequência de todos os outros. Gerações de políticos, governos após governos, vacas gordas, vacas magras, os partidos sempre os mesmos, ninguém explicou o que era a responsabilidade financeira. Será arrogante pensar que ninguém percebeu? Direita, esquerda. Não há volver, porque foi sempre em frente: qual ideologia, qual carapuça! Gastou-se o que não havia, os impostos até ao limite, foram há muito para além dele, e que raio de país este!”.

E num tempo em que se mantém discussões ridículas como aqueles que querem fazer crer que ter 500 mil euros de património é facilmente possível a qualquer pessoa da classe média (salvo raras exceções derivadas de heranças ou outras), também não é menos verdade que este país tem que estabilizar de uma vez por todas a carga fiscal aplicada aos cidadãos para que se gere confiança nas instituições e no país.

Numa altura em que nos altos responsáveis partidários deixou praticamente de existir quem seja ponderado ideologicamente, vemos um PSD encostado à extrema-direita e um PS muitas vezes a reboque da extrema-esquerda.

É que quanto à ideologia, continuarei sempre a pugnar por uma social-democracia de centro esquerda. Um socialismo democrático que protege os mais pobres mas não hostiliza os mais ricos e promove o crescimento da classe média, tentando atingir um equilíbrio.


Nos dias de hoje, faz falta a muita gente, ler um bocadinho Willy Brandt, Olof Palme, Churchill e até Soares e Sá Carneiro. É que pelo menos não sou contra os ricos nem quero acabar com os ricos. Quero que existam muitos, com mais sucesso empresarial, que empreguem muita gente e paguem salários cada vez melhores, para que a sociedade evolua e para que a riqueza possa ser distribuída. Pode ser um mero lirismo. Pode ser algo inatingível, mas é isso que se pretende num ponto de equilíbrio ótimo. O ideal é acabar com a pobreza e diminuir drasticamente o número de pobres, ajudando-os a saírem dessa situação, num sistema equitativo e com iguais oportunidades, mas que premeie o mérito, a iniciativa e não castigue sempre os mesmos. Será assim tão difícil?

Nelson Oliveira
in: TVS

Quem resgata Passos Coelho?

Vergonha alheia é o sentimento que se apodera da minha pessoa de cada vez que vejo Pedro Passos Coelho profetizar uma nova desgraça. É muito triste, para mim que acredito na nobreza da social-democracia, ver um partido com a dimensão histórica do PSD entregue a este vazio de ideias comandado pelo histerismo, que aposta todas as fichas em sucessivas catástrofes que tão rápido se anunciam como se transformam em motivo de chacota para um partido que merecia mais.
Nas jornadas parlamentares do seu partido, Passos Coelho voltou a acenar com o fantasma do resgate, num discurso carregado de catástrofes anunciadas onde só faltou mesmo a palavra resgate. No mesmo dia, a agência de notação financeira Moody’s, essa pedra basilar da extrema-esquerda, fez saber que o risco de novo resgate em Portugal é baixo e que “A posição de financiamento de Portugal é confortável. Já nem os sabujos neoliberais poupam o anedótico deputado do PSD. Aliás, acrescenta a Moody’s que “é cada vez mais claro que as reformas estruturais implementadas durante os três anos de programa de ajustamento não levaram a uma melhoria do potencial de crescimento do país“. Portanto nem as profecias parecem em condições de se realizar, nem o que a tropa passista andou a fazer no governo valeu um tostão furado. Fica no ar a sensação de que o único a precisar de ser resgatado é Pedro Passos Coelho. Dele próprio, claro.
ppc

in: Aventar

JS Lousada promoveu campanha de recolha de roupa para carenciados


A Juventude Socialista de Lousada promoveu, nos últimos dois meses, uma campanha de recolha de roupa para distribuir junto dos mais carenciados. A Associação Aparecer será a primeira instituição a receber roupa angariada para distribuir junto de quem mais necessita.
Com a ajuda de jovens militantes, a JS Lousada levou a cabo uma campanha de angariação, tendo recebido, segundo o Secretariado da JS, apoios e doações de roupa. Os bens serão agora distribuídos por algumas instituições locais de âmbito social, ficando estas responsáveis por fazer chegar todo o material junto dos cidadãos mais carenciados.

in: Verdadeiro Olhar

O jornalismo tem razões para se arrepender todos os dias


Imaginem que o jornal online Observador, em vez de ser um órgão de propaganda da direita neoliberal, criado e financiado por empresários conservadores empenhados em impor na esfera política e em defender no espaço público uma agenda de privatização de serviços públicos, desregulação económica, liberalização do mercado de trabalho, destruição de direitos sociais e demonização do Estado, fosse um projecto criado e financiado por pessoas ligadas à esquerda, empenhadas em difundir um ideário de combate às desigualdades e à injustiça social e em noticiar a actualidade a partir de um ponto de vista socialmente empenhado e intelectualmente independente dos poderes vigentes.


É evidente que, nessas circunstâncias, não veríamos um elemento doObservador a ocupar um lugar cativo nos painéis de comentadores da RTP e, se por acaso esse jornal fosse alguma vez citado por outros órgãos de comunicação social, seria identificado como “o jornal de esquerdaObservador” ou “o jornal Observador, ligado aos meios da esquerda radical” e os jornalistas que assim o identificassem considerariam estar a fazer uma descrição não só objectiva mas necessária da fonte em causa.


Porque é que isso não acontece, simetricamente, e pelas mesmas razões, com o actual jornal Observador e porque é que este não é sempre apresentado como “o jornal de direita Observador” ou “o jornal Observador, ligado aos meios da direita radical”?


Isso acontece devido à hegemonia do pensamento conservador que considera “normal” que se seja de direita, e portanto não digno de ser sublinhado ou sequer referido, e “anormal” que se seja progressista, e portanto exigindo referência que sublinhe esse “desvio”. Para este pensamento hegemónico, ser de direita não é ser nada porque essa é a posição “natural”, enquanto ser de esquerda é ser algo “não natural”. Era precisamente pela mesma razão que, durante o Estado Novo, os apoiantes de Salazar “não faziam política”, por muito radicais que fossem nesse apoio em todas as facetas da sua vida, e os oposicionistas eram considerados “políticos”. 


É evidente que os jornalistas, de direita ou de esquerda, sabem que é tão marcadamente ideológico ser de direita como de esquerda, mas por que razão sublinham então uma coisa e passam a outra em branco? Em certos casos, por mimetismo irracional. Muitos querem apenas to blend in e seguem a onda, imitam os colegas, as revistas, os famosos, os gurus que aparecem nosmedia – e estes são esmagadoramente de direita mesmo quando “não falam de política”. Noutros casos, por mimetismo premeditado. Querem apenas passar despercebidos e não pôr em risco o seu posto de trabalho. Noutros casos por cálculo. Querem fazer carreira, seja onde for, e aprenderam na escola de antijornalismo por onde andaram que a adulação funciona e que não se pisam os calos dos poderosos. Noutros caso por medo. A direita conservadora está no poder e tem o dinheiro, a força e muito da lei do seu lado. Noutros casos, devido ao ritmo industrial de produção imposto na maior parte das redacções, que obriga a aproveitar a informação primária tal como chega de algum centro de poder e a republicá-la sem tempo para a editar, reconstruir, verificar seja o que for ou sequer pensar. Noutros casos por pura distracção, porque o vento reaccionário é tão constante que se torna hipnótico. Noutros casos ainda, uma minoria, por consciente adesão a um modelo ideológico que se pretende reproduzir.


Estas circunstâncias têm todas algo em comum. São todas contrárias à deontologia que rege o jornalismo, que obriga a uma total independência dos poderes e à adopção de uma atitude de equidade e saudável cepticismo em relação à informação recebida das fontes, oficiais ou não.


Seja qual for a razão em cada caso particular, é por isso que continuamos a ver os noticiários cheios de citações nunca contraditadas de Pedro Passos Coelho, diga este as inanidades que disser no seu escasso léxico e por frágil que seja a sua situação política no interior do partido, e é por isso que qualquer pergunta a um político de esquerda está sempre dedicada a tentar encontrar brechas no entendimento parlamentar à esquerda, mesmo quando elas têm de ser inventadas por uma edição imaginativa. Porquê? Porque é preciso sublinhar, em cada momento, a contranaturalidade de um governo apoiado pela esquerda. Pensamento hegemónico da direita dixit. É também por isso que os pivots fazem uma careta quando dizem o nome de um dirigente do PCP mas não quando dizem o nome de um dirigente do PSD, numa demonstração de sectarismo que pode ser inconsciente, mas não é por isso menos sectária. É por isso que, numa entrevista de Catarina Martins publicada neste jornal, tem de ser colocada em título uma frase que dá a ideia contrária ao pensamento expresso pela entrevistada (dando a impressão de que, se fosse hoje, o BE não assinaria o acordo com o PS) mas que é conforme ao ar do tempo, sempre hegemónico, da direita.

JVM in Público: https://www.publico.pt/politica/noticia/o-jornalismo-tem-razoes-para-se-arrepender-todos-os-dias-1742067 

Povo Português pelo mundo. E Portugal, como está?

Paula Leite
Em Portugal somos cerca de 10 milhões de pessoas, mas o número de emigrantes é colossal, pois alguns milhões de portugueses estão espalhados pelo mundo.

Em consequência dos acontecimentos atuais, como o EURO 2016 e a aproximação do “mês dos emigrantes”, ficamos com a noção que o povo português está mesmo espalhado um pouco por todo o mundo, ora uns por necessidade, ora outros por escolha. A emigração acarreta para a sociedade várias consequências, como económicas, demográficas, entre outras.

Para mim, a consequência demográfica é sem dúvida a mais importante, sem retirar importância à consequência económica, porque é a economia que faz girar todo um país. Considero que a demografia seja o setor mais afetado e mais importante, pelo simples facto de que é o povo que forma o país e é a essência do povo português que torna Portugal um país de virtudes e com um caracter muito próprio.

Os nossos idosos são os mais sábios e possuem os ensinamentos mais genuínos acerca do nosso Portugal, que deveriam ser incumbidos aos mais novos. Mas se os pais destes emigrarem, com quem aprenderão estes jovens já que os pais passarão a maior parte do tempo no trabalho?

Outras questões se levantam e uma delas é a desfragmentação das famílias. Na maior parte dos casos, sai de Portugal o patriarca e fica em solo português a mãe e os filhos. Como crescerão as nossas crianças sem a presença do pai? Como será para os pequenos cidadãos deste enorme Portugal, só estar com o pai duas ou três vezes por ano?

Desde já felicito as mães que, na ausência dos pais, têm as duas funções. Parabéns a todas! Felicito também os pais que suportam a saudade e se sacrificam muitas das vezes a residirem num país onde nem sequer dominam o idioma para que nada falte à sua família. Um muito obrigado pelo vosso esforço!

Quando a desfragmentação acontece, são todos uns guerreiros por segurarem “o barco” seja o pai ou a mãe a sair de Portugal.

A desertificação do interior é um dos temas que também merece ser abordado. Com a saída dos jovens de Portugal, o interior português é a área mais afetada, na maioria dos casos porque só la ficam os nossos queridos idosos isolados no meio dos imensos vales e serras. Muitas vezes nem todas as condições de uma casa estão asseguradas, alguns deles só têm mesmo a visita da GNR. Os soldados da GNR, por vezes, são como netos ou filhos para eles. Uns cinco minutos de preocupação são importantíssimos para a saúde mental dos nossos idosos, daí dar já um imenso agradecimento aos nossos soldados.

Atualmente, o povo português está unido para lutar contra o fim da recessão ou pelo menos atenuar o seu efeito. Juntos lutamos “de sol a sol” para que Portugal um dia possa voltar a ter um lugarzinho para todos os portugueses que queiram voltar e para que todos possamos manter um bom nível de vida em Portugal. Para já, continuemos a ter força porque um dia tudo isto valerá a pena.

Paula Leite

JS Lousada
in: TVS

Quando tudo isto terá um fim?

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Fotografa, Filma e Publica? Os Pirómanos agradecem!

O autêntico inferno de fogos florestais que assola o nosso país, traz sempre à discussão a prevenção atempada que se deveria fazer em tempo útil...

… as limpezas florestais, a aposta em renovados meios de combate a incêndios, recursos humanos (in)suficientes para os Bombeiros e um infindável rol de argumentos que devem ser discutidos, principalmente fora da época de incêndios.

Toda a vida estive ligado aos Bombeiros Voluntários. Tanto a nível familiar bem como, desde há vários anos, a nível directivo e conheço relativamente bem a realidade dos fogos florestais e a árdua e hercúlea tarefa dos soldados da paz, tão maltratados num país que tem que perceber que estes são o seu maior “exército de combate” e auxílio à nossa população.

Contudo, nesta altura e fazendo um aparte de todas estas questões bastante sérias, pertinentes e que de uma vez por todas têm que ser resolvidas, há um fenómeno que me custa compreender.

Com o advento das redes sociais, denota-se uma preocupação exagerada de toda e qualquer pessoa em “postar” no Facebook tudo aquilo que se faz ou dar a sua opinião sobre diversos temas. É um direito que assiste qualquer um de nós.

No entanto, parece-me que este comportamento por vezes extravasa o que é aceitável até para a segurança da própria pessoa e dos outros. Não têm sido raros os casos em que a Polícia desaconselha a população a não publicar fotos em férias.

Há uns anos, numa palestra em que participei como Psicólogo Clínico e a propósito dos assaltos a habitações durante o período de férias, um inspector da Polícia Judiciária referia que antigamente dava muito mais trabalho assaltar uma casa – o assaltante tinha que se “mostrar”, rondar a habitação, perceber rotinas, etc., mas actualmente basta irem ao facebook e escolherem a casa cujos donos partilham alegremente fotos numa qualquer praia ou destino turístico, tendo maiores garantias que esta esteja completamente vazia e sem vigilância.

Na última semana, para além da dificuldade em combater as centenas de fogos florestais, os bombeiros tiveram outro obstáculo, assumido até por um Comandante de um corpo de Bombeiros do norte do país. Mediante incêndios de dramáticas proporções, no meio de muitas pessoas a quererem ajudar, havia sempre uns quantos que saíam de casa, sob temperaturas altíssimas e iam até ao local de incêndio em ritmo de passeio para partilharem a sua foto no facebook, a selfie do momento ou o vídeozinho das labaredas a consumirem floresta. Para além de por vezes atrapalharem o trabalho destes bombeiros, estes comportamentos garantiam o “sucesso” da acção dos incendiários, muitos deles, quiçá, pirómanos, que sentem elevada excitação pelo pânico social provocado, corroborado também pelas largas horas de directos na televisão nacional que, ininterruptamente vão passando imagens do inferno que estes incendiários provocam.

O artigo de opinião de João Miguel Tavares (Público), intitulado “Queremos ver Portugal a arder”, denuncia a exagerada cobertura jornalística das chamas em detrimento de discussões/entrevistas com responsáveis da proteção civil, governo e outras entidade para fazer face a esta situação, “estando comprovado que os pirómanos entusiasmam-se com a cobertura (jornalística dos incêndios) e o festim de chamas serve-lhes de alimento a futuros fogos”.

A nível académico, a tese de mestrado de Sandra Ferreira (2015) – Incendiários: Entre os média e a realidade, traça o perfil dos incendiários Portugueses, em paralelo com a acção dos meios de comunicação social que têm “enorme interesse” em informar mas também retêm “audiências dado o fenómeno de elevada destruição que provoca medo e pânico na população”.

Aliás, segundo Ferreira (2015) o perfil do incendiário Português é “Homem, 20-35 anos, solteiro, com transtornos mentais, ausência de historial criminal, provoca incêndios sem motivo aparente e permanece no local”.

A componente de transtorno mental associado aos incendiários, muitas vezes corresponde à existência de uma “perturbação rara do controlo dos impulsos – Piromania – caracterizada por um padrão contínuo de comportamentos incendiários de forma propositada por prazer, gratificação e libertação da tensão” (Almeida & Paulino, 2012, cit. Ferreira 2015). A descrição dos critérios da Piromania presente no DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) reconhece também o “prazer, satisfação ou libertação de tensão ao provocarem incêndios, testemunharem os seus efeitos ou participarem no seu combate”.

Para além de todos os comportamentos que devemos ter de prevenção e combate aos incêndios, é também necessário nesta nova era da informação, estarmos em alerta para estes fenómenos de reconhecimento público do crime – a nível pessoal via facebook, ou a nível da sociedade via comunicação social; nomeadamente quando poderemos estar a lidar com pessoas que sofrem de transtornos mentais graves e que se motivam ainda mais para a sua prática continuada, ao constatarem o alarme mediático que provocam com as suas acções. Haja alguma cautela e ponderação.

in: Tornado

Geringonça? Sim, OBRIGADO!

"A GERINGONÇA é para muitas pessoas de Esquerda uma primeira experiência de poder. É para muitos a primeira vez em que se olha com Esperança para o Governo. E, só por isso, já valeu a pena – está quebrada uma barreira que nos impedia de aceder ao poder, algo muito pouco democrático nos primeiros 40 anos de Democracia.
Mas, esta solução governativa não é perfeita, nem tão pouco isenta de erros. Obviamente irão acontecer e cá estaremos, como sempre estivemos, para os apontar. Como diz um amigo, respira-se melhor, mas as vantagens na oxigenação da democracia não nos podem inibir de ver e criticar o que não estiver bem.
A trapalhada comunicacional em torno do IMI foi um exemplo de como há muito para aprender com a desonestidade da direita – alô Cristas. E a história das viagens no Euro foi outro aspecto onde a Geringonça não esteve bem – bastaria, por exemplo, perguntar onde estão os Panamá Papers…
Não vou é confundir a árvore com a floresta – acredito na Geringonça e quero muito que ela funcione porque é a melhor solução para Nós, pessoas normais, que vivem longe das mordomias e dos lucros das empresas privadas penduradas no estado. A forma como o Bloco e em especial o PCP se comprometeram nesta solução é um elemento que reforça a força desta equipa.
Vamos, até por isso, continuar a lutar por esta solução governativa que, na Educação, por exemplo, tem muito para melhorar, mas o caminho faz-se assim mesmo, caminhando. Sem cegueiras, mas atentos aos cotovelos da direita."

João Paulo
Aventar