Frases que dão que pensar



«No ano em que soubemos que uma quadrilha de amigos do Presidente, incluindo ele próprio, não paga o que deve ao BPN e temos nós de pagar por eles (milhares de milhões); as pessoas escolhem odiar Sócrates.»

Clara Ferreira Alves, no Expresso.

Cavaco certamente refere-se à invenção que ele próprio fez, sobre as Escutas em Belém


Austeridade de Borges e Companhia




Foi um caso muito falado e que levantou muitas perplexidades, particularmente na oposição. Mais de um ano depois, o governo responde às dúvidas do PS e divulga o contrato celebrado no dia 29 de Fevereiro de 2012 entre a empresa estatal Parpública e o conhecido e polémico economista António Borges, a que o i teve acesso em primeira mão.

Com um extenso programa de privatizações inscrito no Memorando de entendimento com a troika e outras da exclusiva responsabilidade da maioria PSD/CDS, como a RTP e os CTT, o executivo de Passos Coelho, um dos mais reduzidos da democracia, decidiu contratar António Borges como consultor para esta área específica. O contrato foi assinado entre a Parpública e a empresa ABDL L.da, uma sociedade por quotas entre António Mendo Castel-Branco Borges e Diogo José Fernandes Homem de Lucena, em que António Borges tem uma quota de 15 012,02 euros e Lucena uma de 4987,98 euros.

De acordo com o contrato, em vigor desde o dia 1 de Fevereiro de 2012, a Parpública paga à referida sociedade uma verba mensal de 25 mil euros mais IVA, acrescida do reembolso de despesas “indispensáveis para a concretização do trabalho e previamente autorizadas, designadamente no caso de viagens ao estrangeiro, as quais deverão ser documentadas e respeitar as normas aplicáveis ao sector público”.

300 mil mais despesas Até agora, sem contar com o IVA, a empresa de António Borges e Diogo Lucena já recebeu 300 mil euros, de 1 de Fevereiro de 2012 a 1 de Fevereiro de 2013, fora o montante das despesas efectuados neste ano de contrato, que foi entretanto renovado por mais um ano.

PPP no contrato O objecto do contrato é a prestação de serviços de consultoria nas áreas do plano de privatizações, redução do impacto do sector empresarial público sobre a banca, reestruturação do sector empresarial do Estado, incluindo o sector financeiro, e assessoria na renegociação das parcerias público-privadas e configuração de novos modelos de parceria.

Falhanços na TAP e na RTP Como o contrato foi assinado no dia 29 de Fevereiro de 2012, a empresa de António Borges e Diogo Lucena não participou nas privatizações da EDP e da REN, realizadas no final de 2011 e princípios de 2012, respectivamente. Até agora só esteve presente na venda da ANA e nos falhanços das privatizações da TAP e da RTP. Recorde-se que para esta última António Borges chegou a apresentar publicamente vários modelos, todos falhados, e que provocaram enorme polémica na sociedade portuguesa.

Para este ano, o governo tem a intenção de retomar a venda da TAP e as privatizações dos CTT, CP Carga e da empresa EGF do grupo Águas de Portugal.

Além dos 300 mil euros pagos pelo Estado, António Borges recebeu 50 mil euros em 2012 pelo seu cargo de administrador não executivo do grupo Jerónimo Martins.

in: i online

Portugal e Europa: Um inferno de incompetência


1 - Vítor Gaspar, foi apresentado aos Portugueses como o suprassumo das Finanças. Um Ser acima de qualquer outro que iria dar o rigor que Portugal necessitava. Passos Coelho, quando tomou posse referiu que mesmo que não tivesse de aplicar o programa da Troika, queria colocar em execução o mesmo conjunto de medidas, porque essas eram as suas ideias para o país e que por isso, iria além da Troika. Dois pontos assentes e verdadeiros!

Resultado: Portugal, por incrível que pareça, está muito pior do que estava quando pediu o resgate financeiro, sendo que os números da dívida pública, défice e desemprego comprovam isso mesmo. Pioramos em toda a linha… O memorando original para 2013 previa crescimento económico de 1.2%. E o que se verifica? Défice incalculável, três estimativas, nenhuma delas certa. Claro como água!
E não, não é como Passos Coelho diz quando afirma que “previsões são apenas previsões”, porque como “economista que é”, saberia que as previsões contam muito e influenciam em larga escala a evolução económica.
Tal como Pedro Maques Lopes afirma, de 2011 para cá, “Vítor Gaspar não acertou uma previsão! Uma única! Um número que seja bateu certo! Só no ano passado foram três Orçamentos Retificativos! Este ano já reviu as contas duas vezes”
Mesmo para os defensores da austeridade, isto é empobrecer dramaticamente e não, corrigir as contas públicas. É levar o país para o abismo racionalmente.
Por principio, sou contra demissões/eleições antecipadas porque as mesmas banalizaram-se ao longo do tempo, mas houve Governos que caíram por muito menos. Este tem que ser o fim de linha do Governo PSD/CDS. De Social-democracia, esta política tem Zero! De Liberalismo, idem, dado o nível astronómico de impostos e influência Estatal. Nada foi cumprido, todas as exigências foram feitas e resultados – Zero!
Não há esperança, não há luz ao fundo do túnel com Passos Coelho.
Passos Coelho disse a 6 de Novembro de 2010, enquanto líder da oposição: "Se nós temos um Orçamento e não o cumprimos, se dissemos que a despesa devia ser de 100 e ela foi de 300, aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa também têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus atos e pelas suas ações".

E agora, Pedro?


2 - Loucos, Lunáticos, Irresponsáveis, Criminosos, Ladrões. Poucos são os adjetivos para descrever a atitude das instâncias internacionais (BCE, EU e FMI) que fazem um autêntico saque aos depósitos dos Cipriotas - um roubo pseudolegal travestido de auxílio.
Pior de tudo, é abrirem um precedente gravíssimo perante a realidade financeira em toda a Europa do Euro, que tanto queriam proteger. Lembram-se de nos dizerem que os mercados não podem ser afrontados? E o que fazem as entidades internacionais? Criam medidas que irão colocar os mercados em reboliço!
Quem é que se acredita que a mesma medida não poderá ser aplicada em Portugal, Espanha, Grécia, Irlanda, Itália, etc?! Mesmo que nos digam que não?
Quem é que se acredita que o nosso dinheiro está seguro nos bancos?
Estes especialistas da alta finança conseguiram criar um sentimento de insegurança generalizado em todos os cidadãos europeus, nomeadamente dos países em dificuldades e/ou intervencionados, completamente adverso à recuperação económica.

Cada vez tenho mais certezas que, pior que os políticos europeus, só os tecnocratas!
Adeus Euro, Adeus União Europeia.



Nelson Oliveira


in: TVS

Políticas de Juventude em Lousada - Resultado:




Fonte: Atlas do Abandono Escolar da Universidade Nova de Lisboa 

Sondagem: PS arrasa PSD nas autárquicas

É o PS que vai ganhar mais câmaras nas eleições marcadas para Outubro, noticia hoje o Jornal de Negócios, citando dados de uma sondagem da Aximage, feita também para o Correio da Manhã.

No total, 71,6% dos inquiridos consideram que é o partido liderado por António José Seguro que vai conquistar mais autarquias. À pergunta “quem vai ganhar mais câmaras em Outubro de 2013”, apenas 11,2% dos sondados apontaram o PSD como vencedor.

De acordo com o Jornal de Negócios, a percentagem de indivíduos sem opinião ainda é mais elevada (11,9%) que a dos sondados que antecipam que o PSD será vencedor.

A mesma sondagem indica que existe praticamente um empate técnico nas respostas à questão ‘Passos deve demitir-se em caso de derrota?’, com 46,7% dos inquiridos a dizer que o primeiro-ministro não se deve demitir, e 45,9% a responderem que Passos Coelho deve deixar o cargo caso perca as autárquicas de Outubro.

O PSD tem actualmente 139 câmaras, mais sete que o PS, que tem 132. 
 

Leiam até ao fim. Pensem uma vez, pensem duas vezes. Reflitam na razão. Depois pensem o que quiserem.

"Bom dia a todos.

Só neste país é que há gente que faz 4 coisas:
-votam em Passos Coelho e depois de nenhuma promessa cumprida, e de mais de 6500 nomeações, ainda lutam contra o anterior;

-largam a ira contra um ex governante que vai à RTP, DE BORLA, sem necessidade nenhuma porque podia ficar descansadinho em Paris, e nada dizem sobre o Morais Sarmento que foi ministro do Durão, que fez pesca submarina durante uma semana em cabo verde, tendo ido para lá no Falcon do estado. Só a estadia do Falcon uma semana em cabo verde, dava para muitos cheques dentista;

-na continuação do anterior, nada dizem sobre Marques Mendes, ex governante de Durão Barroso, reformado aos 46 anos e Manuela Ferreira Leite, que deixou o país de tanga em 2003, com compras a pagar em 2010 e 2011, e que, valha-nos ao menos isso, graças a socrates deixou de poder acumular as reformas, varias, com vencimentos na função publica;

-nada se tenha dito nunca sobre Cavaco. Um homem que é presidente de graça, porque graças a socrates deixou de poder acumular pensões, varias, com vencimentos na função publica. Basicamente, desde Janeiro de 2011 graças à lei de Sócrates, Portugal poupou com o Cavaco 7400 por mês.

Mas o mais incrível, é que tudo o que escrevi é público, verdadeiro e comprovável facilmente.
Mas não. Os portugueses gostam é do "roubou 400 milhões", é papeleiro, "levou o pais à bancarrota", como se Sócrates tivesse governado o Chipre, a Itália, a Espanha, a Grécia, a Irlanda, a Islândia...

Pobre povo lá para os confins da Ibéria, nem se governa, nem se deixa governar.


É normal tanta gente a odiar o único primeiro ministro que baixou os vencimentos dos políticos desde 1974 e por duas vezes, primeiro 5% e depois mais 10%, em 6 anos?


É normal que num universo de 5 milhões de trabalhadores, dos quais um terço ganha o salário mínimo, exista tanto ódio pelo único primeiro ministro que aumentou o salário mínimo em 26%, mais de 100 euros, em apenas 6 anos de governação?


É normal que, num país onde as empresas de combustíveis, mal o petróleo aumentava subiam logo o preço do combustível, ficando assim indevidamente com lucros sobre stocks adquiridos a preço inferior, tantos milhares sejam contra o único primeiro ministro que criou um imposto adicional ao qual chamou Taxa Robin dos Bosques (se for preciso explicar eu explico) que taxa esses lucros indevidos em 25% de forma a tentar impedir essas praticas fraudulentas, e que a acontecerem, pelo menos parte revertia para os cidadãos, na construçao continua do nosso estado social?


É normal que num país cujo um terço da população é idosa e com baixos rendimentos, reflexo da inexistência de contribuições ao longo de uma parte significativa da vida, milhares sejam contra o único primeiro ministro que aplicou o complemente solidário para idosos, que paga a diferença entre a reforma e o valor definido como de limiar da pobreza? É normal que milhares sejam contra o único primeiro ministro que fez uma aposta clara na rede de cuidados continuados, que dá ainda hoje mais segurança, mais protecção, melhor acompanhamento, aos idosos com dificuldades devido às doenças da idade? É normal que milhares sejam contra o primeiro ministro que junta isso à maior colocação de profissionais de saude, como fisioterapeutas, que de outra forma, apesar de serem precisos e fundamentais, estariam desempregados ou emigrados algures no mundo?

É normal um país, com todas as opiniões políticas, ideológicas, religiosas ou outras, tenha uma memória de tal forma curta, que não se recorde como vivia até 2005, o que tinha, mas sobretudo, é normal um país ser completamente silenciado e instrumentalizado pela ideia de que não existiu uma crise mundial que está a arrasar sociedades inteiras, designadamente os países do Sul da Europa, e que de facto, as consequências disso não podem ser imputadas a nenhum governo, nem ao da Grécia, nem ao de Espanha, nem ao de Chipre, nem ao da Irlanda?



Claro que é normal!

Um primeiro ministro que desagrada a todos, até aos deputados do seu proprio partido, pelas razoes acima, só pode ter uma reacção violenta dos interesses económicos, corporativos, liberais, ultra liberais, bancários, contra si, e que munidos de uma ferramenta poderosa que são os meios de comunicação social e de uma outra, uma justiça permeável à propagação das injustiças, silenciam como nunca na nossa historia, aquilo que fomos capazes de crescer enquanto povo, basta consultar os vários indicadores do eurostat, aquilo que crescemos enquanto cidadãos, na igualdade, na fraternidade, na educação, na saude, e no fundo, na liberdade.


O povo é quem mais ordena. E este meu povo, ordena de facto, ordenado pelos interesses que mandam nas redacções."

Marinho Osório

Procuram-se políticos

Nunca em Portugal e na Europa se formaram tantos economistas e gestores. Para isto. Com currículos emoldurados, folhas de serviço repletas de recomendações, alguns até as traziam na lapela para vantagem eleitoral, como o presidente Cavaco Silva. Que nos tem servido? De pouco. 
 
Os tempos não estão para tecnicidades, mas para política a sério. Políticos de verdade, com bom senso, faro antecipatório, capacidade negocial. Onde é que eles andam? Ninguém sabe. Vemos esta Europa cheia de pirómanos desprovidos de bom senso e de autoridade política para aplicarem um rol de medidas duras. É verdade, serão sempre duras, mas podem ser inteligentes e explicadas. Nada disso acontece. 
 
O caso de Chipre é a última das evidências. Os ministros das Finanças, imbuídos de espírito divino, resolvem fazer umas contas e determinar a régua e esquadro todas as letrinhas do discurso político europeu. É mais ou menos como ter um revisor oficial de contas de uma grande empresa definir a sua estratégia para os próximos dez anos. Em menos de um piscar de olhos, toda a gente acorda e tenta emendar um erro, que mesmo antes de acontecer já o era. 
 
Onde estão os políticos, quando eles mais são precisos? Esta crise europeia não isenta ninguém de responsabilidades. Só para não atirar mais uma pedra apenas à senhora Merkel, vale a pena dizer que o SPD e os Verdes defenderam no Bundestag a medida cipriota. É essa a definição de crise: toca a todos. Mas o que nós estamos a passar é muito mais do que uma atribuição de culpas: é a linha que separa uma Europa desagregada de uma Europa minimamente encaixada nas suas peças. Não é lirismo, é o reconhecimento do momento mais importante da curta história das nossas democracias. O euro foi mal desenhado, mas é com ele que temos de nos articular. O seu fim é, por inerência, o fim desta União. Porque politicamente cai. Nunca como hoje foram necessários políticos.
 
Bernardo Pires de Lima (DN)

Taxa de desemprego e o contributo do Governo

Folheando ontem por acaso o Diário do Povo, observei o seguinte:
    • O Dr. Relvas ainda mexe, pois acaba de ir ao mercado dos estagiários contratar Mónica Madeira Sabrosa, uma jovem jurista dedicada ao Direito Bancário e Mercado de Capitais, que vai assim engrossar o lote de arrastadeiras do seu gabinete;
    • O Dr. Moedinhas, que se faz acompanhar de um batalhão de “técnicos especialistas”, foi ao mercado da JSD adquirir mais dois para fazer a papa à troika (Tiago Miguel Moreira Ramalho, de 21 anos, e João Miguel Agra Vasconcelos Leal, de 22 anos).
     
    In: CC

E agora?



“Se nós temos um Orçamento e não o cumprimos, se dissemos que a despesa devia ser de 100 e ela foi de 300, aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa também têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos e pelas suas acções”,

Referiu, Pedro Passos Coelho, que falava em Viana do Castelo, durante um jantar promovido pelo PSD de Barcelos. (Nov. 2010 - Público)

Sócrates e as manobras de Relvas na RTP

1 - A notícia do momento é Sócrates - novo comentador da RTP;
2 - Vociferam os odiosos, medíocres do costume contra Sócrates (mas descansem - pelo menos a RTP garantiu que não haverá remuneração - ainda bem!)
3 - Não me acredito que Alberto da Ponte tenha contratado Sócrates sem o aval do Ministro Relvas e sendo assim, há uma tentativa notória para desviar uns dias a atenção para o ex-primeiro ministro e voltar a colocar a cassete, mais do que gasta, da culpa de todos os males do mundo;
4 - Sócrates caiu na esparrela... ou se for perspicaz, joga isso em seu favor!
5 - O único ponto positivo: Vai ser um excelente momento para ouvirmos o que tem a Sócrates a dizer dos 6 anos de governação. (Pede-se por isso, um jornalista capaz).

(Ah... Não me digam que depois de tanto acusarem o homem de ser o "fugitivo de Paris", querem-lhe negar o direito de voltar a aparecer? mas que democratas somos nós? Decidam-se!)

Academia Autárquica - Formação

No próximo sábado a Federação Distrital do Porto da Juventude Socialista / ANJAS realiza uma atividade de formação política enquadrada na iniciativa «Academia Socialista».

A Academia Autárquica concentra as atividades formativas da estrutura neste âmbito, vocacionando-se sobretudo para a formação autárquica, sessões de esclarecimento, palestras, workshops e elaboração de documentos formativos.

Esta iniciativa de correrá ao longo do dia na Junta de Freguesia de Valadares (Avenida António Coelho Moreira, 706, 4405-528 - Vila Nova de Gaia).

Todos os militantes da JS LOUSADA poderão participar nesta iniciativa, de forma gratuita.

"Estamos no caminho certo - PSD/CDS" (1)


Ainda que exista quem defenda este senhor, não acham que é um abuso?


"O primeiro-ministro, Passos Coelho, afirmou, esta segunda-feira, que o programa de rescisões amigáveis, que o Governo vai lançar este ano, deve ser encarado como “uma oportunidade e não como uma ameaça para os trabalhadores”. O líder do Executivo falava na abertura do ciclo de conferências sobre o debate da reforma do Estado, no Instituto Superior de Ciências Socias e Políticas (ISCSP), onde foi recebido com insultos e apupos dos estudantes. "

Demissão!

Passos Coelho, no início do seu mandato afirmou que mesmo que o país não estivesse a ser intervencionado, queria seguir a linha de austeridade presente no programa da Troika e que para isso, decide ir para além da Troika.

Resumindo. Passos Coelho, PSD e CDS queriam este programa para Portugal!

Resultado. Falharam. Falharam em toda a linha. Enterraram o futuro de Portugal em promessas de melhoria e nem uma única previsão acertaram. Nem uma. Que confiança nos merece este governo, estes partidos? ZERO!


Obviamente, demitam-se.

"Um Ministro das Finanças consciente no fim desta conferência de imprensa dirigia-se a S. Bento e pediria a sua imediata demissão. Um Primeiro-Ministro normal metia-se no carro e dirigia-se a Belém para anunciar a sua própria demissão ao Presidente da República.
Para quem não percebeu: está tudo muito pior, não há um número que tenha batido certo, não há um único sinal de esperança, não há nada de nada de bom.
Desemprego vai ter um pico de 19% ?????? ou seja, vamos para os 21 ou 22% facilmente."

Pedro Marques Lopes

Opinião de Miguel Reis (advogado) acerca da Conf. Imprensa de Vitor Gaspar


Augusto Santos Silva deixa conselhos a Cavaco Silva

‘Eis aqui um verdadeiro problema. Sugestões para resolvê-lo:
    1. Trabalhar menos horas de dia e experimentar umas de noite,
    2. Trabalhar menos mas melhor,
    3. Trabalhar menos horas e mais em cada hora,
    4. Deixar de ocupar tantas horas de trabalho em coisas inúteis e focar-se no que verdadeiramente interessa,
    5. Deixar-se de tretas: o problema não são as horas de trabalho, o problema é o medo de falar e de agir’
     
    AS Silva

COMPLEXO DESPORTIVO: A melhor equipa de hóquei do mundo está em Lousada

Arriscamos a dizer que - A melhor equipa do mundo de Hóquei vai estagiar em Lousada esta semana, de 12 a 16 de março.





"Atuais campeões nacionais de sala na Alemanha, e líderes do campeonato nacional de hóquei em campo, os germânicos são uma das melhores equipas mundiais da modalidade. 
Nas suas fileiras contam-se vários internacionais, entre os quais o alemão Tobias Hauke, eleito pela FIH o Melhor Jovem Jogador do Mundo em 2011, e Campeão Olímpico pela Alemanha em 2012 e 2008.


Portugal enfrentará a equipa alemã por três vezes entre os dias 12 e 15 de Março, pelas 20h30, no complexo desportivo de Lousada (datas a confirmar brevemente). 
 
Não percam a oportunidade de ver alguns dos melhores jogadores do mundo ao vivo!!"
 
in: FPH

Moção: Portugal tem Futuro

Para consulta de todos os militantes do PS Lousada, a Moção de António José Seguro.



Este Sócrates é tramado.. ah? esperem lá?!

 
 
O antigo ministro da Saúde de Cavaco Silva, Arlindo de Carvalho, está acusado de ter ficado ilegitimamente com mais de 80 milhões de euros do Banco Português de Negócios (BPN), noticia esta sexta-feira o jornal i.
 
O despacho de acusação do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), a que o i teve acesso, revela que Arlindo de Carvalho, ex-ministro da Saúde de Cavaco Silva, e José Neto, seu sócio e antigo também governante, seriam dois dos ‘testas-de-ferro’ do esquema comandado pelo presidente do BPN, José Oliveira Costa, para esconder os investimentos e a aquisição de património pelo grupo BPN/SLN.

Na edição de hoje, o jornal adianta que o antigo ministro de Cavaco e o seu sócio são acusados pelo Ministério Público de terem recebido ilegitimamente mais de 80 milhões de euros.
Os dois arguidos no processo BPN terão ganho 46 milhões de euros de financiamento do BPN e 32,4 milhões de financiamento do Banco Insular, que nunca foram pagos, explica o i, acrescentando que, além disso, os dois terão recebido ainda cerca de 2 milhões pela aquisição de imóveis a Ricardo Oliveira, outro dos alegados ‘testa-de-ferro’ igualmente acusado no processo, mais 889 mil euros de juros creditados “indevidamente” numa conta pessoal que tinham no BPN.
Os dois são acusados de um crime de burla qualificada, abuso de confiança e fraude fiscal qualificada, em co-autoria.
 

Parabéns Dr. Jorge Magalhães

Vimos por este meio desejar um ótimo aniversário ao nosso estimado Presidente da Câmara Municipal de Lousada - Dr. Jorge Magalhães.

Um exemplo de autarca para o nosso país!
 
 

Entrevista de Nelson Oliveira ao Jornal de Lousada

Grande Entrevista - NELSON OLIVEIRA 

Presidente da JS Lousada

Nelson Oliveira

  “Pedro Machado é, de certeza absoluta, a pessoa mais preparada para dirigir os destinos de Lousada. ”

Nelson Oliveira tem 28 anos, é licenciado em Psicologia Clínica e possui pós-graduação em Neuropsicologia. A frequentar o mestrado em Gestão Autárquica, é ainda Presidente da Associação Nacional dos Jovens Autarcas Socialistas (ANJAS) e membro da Comissão Nacional da JS.

 
Jornal de Lousada (JL) – Como surgiu a sua ligação e este interesse pela política?
 Nelson Oliveira (NO): A minha entrada na Juventude Socialista (JS) foi feita um pouco tarde, dado aquilo que é previsível em qualquer jovem que tenha um interesse fundamentado pela política, mas também foi por opção própria. Foi um início tardio por opção própria. 
Eu só entrei na JS, salvo erro, em 2009 (a tender para 2010). Preenchi a minha ficha de militante e encaminhei-a para a Sede Nacional. Aí já fazia parte, efetivamente, da Assembleia Municipal – pois já tinha sido convidado anteriormente – e ao mesmo tempo também me tornei militante do Partido Socialista (PS).

JL – Assumiu logo uma posição com algum protagonismo. Pode-se dizer, então, que chegou tarde mas em grande?
NO: Ainda houve ali dois anos em que pertenci ao Secretariado de João Correia, meu amigo. E, pronto, as coisas foram-se desenvolvendo, também partindo muito do nosso trabalho na Assembleia Municipal, junto dos vários órgãos distritais e nacionais e logicamente no concelho.

JLEnquanto líder da JS, como caracteriza a actual estrutura JS de Lousada?
NO: A estrutura da JS Lousada é uma estrutura completamente renovada. Iniciou-se com o trabalho da Carla Dias – que foi um trabalho fundamental para alavancar a JS –, depois houve ali um hiato em termos de idades, em que ela não poderia continuar a assumir a presidência. Veio o João Correia e depois, naturalmente, entrei eu e consegui trazer comigo uma série de jovens, que são pessoas muito mais novas do que eu próprio. Portanto, são essas pessoas o futuro da JS e é isso que se pretende.

JL – Quantos elementos tem a JS Lousada?
NO: Neste momento, estamos a crescer bastante. Oficialmente cerca de 300 (a chegar aos 400) militantes. Mas os números a nós não nos importam. O que nos importa mesmo é o trabalho e que as pessoas venham até nós, livre e espontaneamente. 
Claro que nós não somos uma estrutura estática e temos de estar em contacto permanente com os jovens. E isso faz-se pessoalmente. 
Se a pessoa viver em Lousada consegue estar perfeitamente em contacto connosco. Não preciso de estar de bandeira em punho para dizer que sou da JS ou de qualquer outra estrutura partidária.

JL – A JSD afirma não conhecer o trabalho levado a cabo pela JS. Referem apenas a existência de comunicados e de artigos que surgem na imprensa. É verdade? Resume-se só a isto o vosso trabalho?
NO: Não. Penso que a JSD tem estado muito desatenta – não me admira nada a desatenção crónica –, mas, por exemplo, ainda este fim de semana fizemos uma iniciativa a nível social. Reunimos durante quatro meses alguma roupa, numa campanha alargada, em que nós próprios íamos buscar roupa a casa das pessoas, porque estarmos parados à espera que as pessoas nos trouxessem roupa, livros ou material seria muito difícil. Em abono da verdade, fiquei muito surpreendido pela recolha que efetivamos. Entregámo-la, no passado sábado à tarde, à ACIP. Chegou a um ponto que já estávamos a encher completamente a sala de roupa. E importa dizer que, nos próximos tempos, esta campanha não irá terminar, porque temos outras instituições para o fazer. 
O importante num elemento da JS é saber, primeiro de tudo o que é o PS, o que são os ideais de esquerda, principalmente numa altura como esta. É lógico que cada um é livre de pensar o que quer, mas estar a apoiar políticas de direita com este capitalismo desenfreado que estamos a viver atualmente é contraditório, sobretudo, estando os jovens a sofrer tanto com isso, inclusive com o desemprego, que tem atingido níveis estrondosos. 
Cada vez mais se nota a atitude de solidariedade entre as pessoas, que, como é lógico, não é uma atitude exclusiva das pessoas de esquerda, como a esquerda mais conservadora pretende, muitas vezes, dizer. 
Vejo que, cada vez mais, os jovens estão a tentar aderir a ideais de esquerda. Vê-se em muitos movimentos de indignados e movimentos livres de partidarismo que as pessoas lutam numa tentativa de igualdade entre todos.

JL – Focou a situação atual do País. Na sua opinião, terá o PS conduzido ou contribuído, também, para essa situação?
NO: Claro e eu já referi isso. Já o assumi na própria Assembleia Municipal. Todos os governos, desde o 25 de abril – vamos falar apenas em aspetos democráticos – principalmente o Governo de Cavaco Silva e António Guterres, foram grandes responsáveis pela situação que estamos a viver, porque não souberam gerir o país. Geriram-no quase que em mecanismos cíclicos, ininterruptos de investimento desenfreado. 
Mas nos tempos de maior receita e de maior expansão económica, convém que o país se resguarde um pouco de certos investimentos. Mas não. Havia dinheiro a entrar em Portugal e foi desperdiçado, sobretudo por esses dois governos. Depois foi quase uma “pescadinha de rabo na boca”: as situações começaram a surgir e a surgir. Portugal sempre com níveis de endividamento completamente astronómicos e tudo isso foi culminar no Governo de José Sócrates. Podia ter sido em todos os outros e digo isto porque existe sempre aquela tendência de culpar Sócrates por todo o mal que existe à face da Terra e eu acho que isso é perigoso em todos os aspetos políticos – assim como era perigoso culpar só Cavaco Silva ou só Durão Barroso. 
Muita gente esquece-se – e isso é que eu acho preocupante - que nos primeiros anos do Governo de Sócrates, o défice diminuiu, por exemplo. Uma série de situações foi melhorada. Foi um Governo até reformista, como foi, aliás, o próprio Governo de Cavaco Silva. Mas disseram-nos (Conselho Europeu), e isso é uma verdade inquestionável, que teria de começar a haver um investimento duro em políticas públicas e isso foi seguido com o apanágio e a bandeira da própria Angela Merkel. 
Obviamente que depois não deu nos resultados previstos, pois saiu pior a "emenda do que o soneto". Hoje em dia, estamos todos a pagar um pouco essa fatura. Austeridade custe o que custar. Os resultados são mais do que conhecidos, ou seja, não está a resultar e estamos numa fase em que a solução para o país é uma solução governamental, mas é óbvio que este Governo não está a dar conta do recado e tem pessoas incapazes. Mas, acima de tudo e fora de partidarismos, acho que é uma solução europeia que estará a faltar.

JL – Voltando a centrar-nos no concelho de Lousada. Estando o PS à frente da presidência de Lousada há 24 anos, que análise faz dessa gestão socialista de Jorge Magalhães?
NO: Penso que foi uma gestão exemplar a todos os níveis. É lógico que todas as pessoas reconhecem isso mesmo e reconhecem a capacidade de Jorge Magalhães – e não só de Jorge Magalhães, mas também de todas as pessoas que o acompanharam ao longo destes 24 anos. 
É completamente pacífico afirmar que Lousada conseguiu dar o salto em termos evolutivos em relação a muitos outros concelhos, portanto é um trabalho meritório, de uma pessoa que sempre pensou pela sua cabeça e isso comprova-se mesmo na sua relação com o próprio PS. 
É uma pessoa que só pensou em Lousada, que é um pouco uma característica do próprio PS de Lousada, um partido muito local. E isso está refletido no próprio trabalho de Jorge Magalhães, que sempre elevou Lousada acima de qualquer interesse. E o resultado está à vista de todos.

JL – Quais são, na sua opinião, as obras emblemáticas que ficarão do executivo de Jorge Magalhães e como caracteriza o planeamento feito por esse executivo, tendo em conta que a oposição acusa o PS de falta de planeamento?
NO: Haver falta de planeamento significaria dizer que, por exemplo, Lousada se inseria no conjunto de câmaras mais endividadas do país. E, como é óbvio, não é verdade. 
Aliás a situação financeira de Lousada, e ao contrário do que o PSD e o CDS querem dizer, é excelente e isso mostra um planeamento muito sustentado. Caso contrário, aconteceria como tem acontecido na maior parte das câmaras aqui à volta, que estão com "troikas sobre troikas", e onde houve, quiçá, um desenvolvimento desenfreado em certas alturas e se calhar um pouco eleitoralista, em que as pessoas para ganharem eleições fizeram investimentos à toa e depois as coisas complicaram-se. Vemos isso em Paços de Ferreira, Penafiel e Paredes. 
Já em Lousada houve mesmo esse planeamento sustentado, pelas 25 freguesias – e refiro isto, por ser outra das críticas feitas pela oposição. 
Logicamente que depois falam um pouco no centralismo, devido ao Complexo Desportivo – que é outra das críticas que não se percebe. Lousada, neste caso falando a nível desportivo, tem boas instalações por todos os pavilhões, falo por exemplo do pavilhão de Meinedo, que consegue comprovar a veracidade de todos esses casos. 
Portanto, eu penso que a principal marca é mesmo o desenvolvimento e um desenvolvimento sustentado. Não foi um desenvolvimento à pressa, não foi um desenvolvimento partidário. Foi um desenvolvimento a pensar em todos os cidadãos e que conseguiu conduzir Lousada à situação em que hoje se encontra. 
É lógico que há sempre coisas a melhorar. A política não se esgota no mandato de Jorge Magalhães e por isso é que agora há o prosseguimento, com uma nova marca – penso que será de certeza absoluta com Pedro Machado, mas cabe aos lousadenses decidir isso –, mas Jorge Magalhães ficará com toda a certeza na história de Lousada.

JLUm dos flagelos deste concelho é o desemprego. Na sua opinião, poderiam ter existido medidas mais ativas em termos de emprego ao longo dos últimos mandatos ou essas medidas existiram?
NO: Eu vejo a questão do desemprego de um prisma muito próprio. A coisa que eu mais detesto em política são os chavões. «Vamos melhorar os níveis de desemprego para níveis bombásticos!» ou «Vamos fazer tudo e mais alguma coisa!». Isso é um chavão completamente desnecessário e o povo já nem liga. Porque não é com passos de magia que se conseguem soluções. 
Agora, há efetivamente soluções a criar, por exemplo, estas medidas que foram apresentadas no final do ano de 2012 pela CML – medidas de apoio à economia – são medidas muito boas e dentro das possibilidades do concelho. Não é o próprio concelho, por si só, que vai acabar com o desemprego. Pode ajudar nisso, mas sozinho não consegue. Isto parte principalmente de iniciativas governamentais e isto vai ao encontro ao que há pouco falávamos relativamente ao país e da ajuda europeia. É lógico que os municípios podem dar os seus contributos na parte que lhe é destinada: benefícios fiscais, benefícios de isenção de impostos, como agora está a ser feito. E isso é algo que já está a ser feito e que deve ser feito. Não pode ser apenas uma medida eleitoralista.

JL – Na sua opinião, essas medidas já deviam ter sido tomadas há mais tempo?
NO: Talvez. Também tem de se pesar tudo. Gerir uma Câmara não é a mesma coisa que gerir uma casa ou uma família, uma pessoa tem que ter ponderação, tem que saber no que é que deverá investir e também tem de saber com que dinheiro deverá contar, com que receita. E, se calhar, Lousada está nesta situação de desafogo financeiro porque em alguns momentos conseguiu também arrecadar algum dinheiro e fazer obras sustentáveis para que pudesse também ganhar algum dinheiro a esse nível. 
Agora sim, mesmo ao nível dos princípios económicos, é altura de apostar a sério na economia local. Em alturas em que isso se calhar não era tão necessário, porque a economia estava boa, terá havido preocupação em arrecadar dinheiro e agora é, com certeza, a altura certa para o investir. Agora é o momento e não podemos fugir a isso. 
Desde 2008, que a economia tem caído e não só por culpa dos portugueses. Este foi um problema endémico por todo o mundo, que começou nos EUA com a crise dos subprimes e veio por aí fora. Por isso, essa questão que muito se aborda do “viver acima das possibilidades” chega a roçar a brincadeira, porque toda a gente com o seu trabalho justo e meritório pretende ter uma vida melhor e não podem ser acusados dessa pretensão. O problema é que na altura os bancos promoviam esse mesmo endividamento desenfreado.

JL – Sendo Lousada um concelho jovem e estando a JS em permanente contacto com os próprios jovens, quais as preocupações centrais da JS?
NO: O desemprego jovem é, neste momento, a questão mais importante que a JS se está a centrar. 
A velha questão do Governo preferir que os jovens emigrem não pode ser acatada. É como se estivéssemos a dar o nosso ouro a outros países. O concelho, a região e o país têm que encontrar soluções e isso é função dos políticos. Os políticos não estão ali só para gerir minimamente o país. Não. Eles estão ali para tomar decisões, muitas delas difíceis, mas que têm de tomar. Importa é que essas promovam o bem-estar não só de quem votou em si, mas de toda a população. Mais uma vez não é com chavões que lá vamos. 
Não basta dizer que estamos preocupados. A juventude precisa é de trabalho! Não precisa de muita preocupação em termos de juventude por si só. A partir do momento em que há trabalho, as políticas de juventude vão surgindo e sendo efetivadas. 
Em Lousada, uma aposta no desporto e na cultura é uma política de juventude, por exemplo, ou seja, as políticas não precisam de estar só viradas para o chavão muito bonito da juventude por si só. A juventude é a mesma coisa que outra faixa etária como os idosos. Fazem parte da população, são seres humanos e são lousadenses como todos os outros. 
Não vamos estar a inventar o que já está inventado. São precisas soluções práticas, mas não ficamos por aqui. Além do desemprego, há depois a questão habitacional. Acho engraçado o candidato Leonel Vieira dizer que a reabilitação urbana não é uma prioridade. Não é só uma prioridade como é uma prioridade total, porque há muitos edifícios em Lousada a precisarem de reabilitação. 
É lógico que houve sempre essa preocupação em termos urbanísticos, mas se calhar se houvesse investimento nessa área – e vai ser investido, pois é um dos objetivos da candidatura de Pedro Machado – poderia conseguir-se que os jovens se fixassem muito mais no nosso concelho, em vez de terem de ir para outros. Para já, isso não está a acontecer, porque até os Censos o comprovam que até estamos a ter uma boa taxa populacional. As infraestruturas que temos, a reabilitação urbana, a aposta no emprego e principalmente em áreas fundamentais – que acho estranho ninguém ter dito isto mas, … – como o têxtil, o calçado ou a construção civil para um determinado tipo de população, a aposta na educação e formação das pessoas são aspetos e áreas fundamentais que não poderão fugir da perceção de quem comandar os destinos de Lousada.
E acho estranho, até por parte do Presidente do PSD Lousada, Agostinho Gaspar, não conseguir identificar o principal motor de Lousada em termos empresariais, quando ele próprio tem uma indústria têxtil. Mas é nisso que se deve apostar. É essa a tradição de Lousada, como em Felgueiras é o calçado ou como em Paços de Ferreira são os móveis. E depois, apostar também na inovação, nas indústrias criativas, uma área que depois irá abarcar todos esses setores.

JL – Contudo, uma elevada percentagem das empresas em Lousada não estão numa zona industrial. Deveriam existir políticas que incentivassem as empresas a deslocarem-se para uma zona industrial?
NO: Nas iniciativas apresentadas no final de 2012 – e quem estivesse minimamente atento, e eu sei que o Jornal de Lousada esteve lá, pena foi não ter estado ninguém da oposição nesse lançamento –, muitas das medidas tomadas vão ao encontro disso mesmo, promover o nível industrial, promover a redução de taxas…, tudo isso para ajudar as empresas. É lógico que também não podemos esperar que com passos de magia – como disse há pouco – tudo volte ao normal. É lógico que não. Isto é um problema muito grave em todo o país, em toda a região europeia, portanto não será muito simples. Não vale a pena entrarmos em promessas desmesuradas.

JL – O vosso candidato já foi apresentado. Como classifica esta candidatura de Pedro Machado?
NO: Pedro Machado é, de certeza absoluta, a pessoa mais preparada para dirigir os destinos de Lousada. Quando digo preparada… é porque o é mesmo! Já está em funções autárquicas de grande responsabilidade há oito anos, portanto, oito anos dão, de certeza, para ter o completo domínio de todos os assuntos. É uma pessoa capaz, credível, sensata – o que é fundamental –, ou seja, não entra em promessas desmesuradas, mas que também tem uma marca diferente, indo um pouco mais além, do que até o próprio Jorge Magalhães. Portanto, é uma pessoa interessante e que de certeza dará um bom contributo para Lousada.

JL – Como vê as críticas da oposição em torno de Pedro Machado, que o classificam não como “político”, mas sim um “mero técnico”?
NO: Ainda bem que não o veem como político, porque a política da maneira que está vista por todos os cidadãos, lousadenses e não só, torna essa consideração tremendamente positiva para Pedro Machado. Pelo menos os lousadenses ficam a saber que é uma pessoa que não vai ceder a qualquer pretensiosismo ou a qualquer promessa fácil. 
Agora que está a chegar a altura das eleições vamos assistir a uma série de promessas e as pessoas têm de avaliar mesmo o que é exequível. As pessoas, mais do que os chavões, mais do que saber que se vai formar a iniciativa com o nome A, B, C ou D, importa perceber como se irá fazer, como é que isso se aplica, em quê que irá consistir, esses sim são os aspetos sobre os quais as pessoas devem questionar.

JL – Um dos argumentos da oposição assenta na ligação familiar entre Jorge Magalhães e Pedro Machado e, ainda, no “emprego familiar” existente na CM de Lousada. Poderá esse argumento prejudicar Pedro Machado nas eleições?
NO: Não. Se isso é o argumento – e está a ser o argumento – pobre PSD de Lousada, e isto porquê?! Porque também há funcionários na CM de Lousada que são familiares de pessoas do PSD e que são familiares do CDS e elas estão perfeitamente visíveis e não há problema nenhum. 
Portanto, isso é sempre uma falsa questão. 
Esse argumento em volta de Pedro Machado é uma questão que só foi levantada agora, não foi levantada em 2005, por exemplo. E porque é que não foi levantada em 2009?! Eu relembro, como já relembrei várias vezes, que Pedro Machado foi eleito pelo povo. Não foi lá colocado por ser familiar de ninguém. 
O povo escolheu-o, neste caso, para número dois. (...)
Eu não gosto muito de falar dessa posição da JSD, mas foi desprestigiante aquela atitude do “emprego familiar” na Assembleia Municipal e que depois até foi completamente rebatida por Jorge Magalhães, que explicou tudo muito direitinho e de forma clara. Eu não sei porque é que, quando essa situação se levantou, não tentaram apurar a legalidade disso! 
Eu sei que eles acham que é legal, mas continuam a falar nessa situação, mas esses argumentos são pobres. Se vamos discutir Lousada por esses argumentos, no PSD também existem várias relações familiares. 
O Presidente do PSD é irmão de um deputado do PSD… Não há problema nenhum! Qual é o problema nisto? 
Num dos poucos concursos que houve agora para a CM de Lousada, eu estive a ver a listagem e uma das pessoas que entrou é familiar de um membro do PSD de Lousada e a meu ver isso não é problema nenhum. Infelizmente estão agarrados a essa ideia. É uma estratégia que só a eles diz respeito.

JL – O PSD tem ânsia do poder?
NO: Essa acusação tem fundamento, não é um chavões que poderiamos ter levantado. E essa acusação da “ânsia do poder” é muito fácil de explicar. Quando um partido começa a mentir deliberadamente ou a omitir a verdade, seja nas Assembleias Municipais, seja em comunicados … Eu relembro várias questões, como por exemplo, a questão dos “mil funcionários”… Está mais do que comprovado que a CM de Lousada não tem mil funcionários. Tem 357, mas estão sempre a bater na mesma tecla; a questão da dívida, que numa altura era de 20 milhões, mas que depois passou a 22 e a 25 milhões… e nós efetivamente sabemos que a dívida de Lousada é de oito milhões ponto qualquer coisa, ou seja, uma dívida baixíssima. Se formos a ver Paços de Ferreira, a dívida ultrapassa os cem milhões. 
Todas estas questões, ao nível da Reforma Administrativa, mostraram um PSD e um CDS completamente baralhados, sem saber quem deveriam respeitar mais, se haviam de respeitar mais os lousadenses ou se haviam de respeitar mais Miguel Relvas.

JL – Como caracteriza Leonel Vieira como candidato?
NO: Pedro Machado é melhor, sem dúvida. Eu não vou tecer grandes considerações, mas quando eu ouço – e baseando-me apenas na opinião formulada tanto pelo Presidente do PSD, como pela Presidente do CDS - ao falarem acerca do seu candidato, há ali notórias preocupações que os lousadenses não podem deixar de ter. 
Quando ouço o Presidente do PSD dizer que a lei não pode ser um impeditivo para um Presidente da Câmara atuar eu pergunto-me que partido e que candidato são estes?! Será um candidato que não vai cumprir a lei? Eu penso que não, mas a verdade é que isto foi dito. 
Por parte do próprio CDS viu-se também uma insegurança, mesmo em torno da Coligação e lá foi argumentado que Leonel Vieira é conhecido, mas pelos jornais. 
Eu sei que Pedro Machado é conhecido por todos os lousadenses! Se Leonel Vieira é conhecido como político, e toda a conotação que anda à volta do político, e através dos jornais é outra coisa. 
Por outro lado, as pessoas também não precisam de estar sempre a vangloriar-se pela sua atividade associativa. Eu relembro, por exemplo, que Pedro Machado é, há largos anos, Presidente do Conselho Fiscal dos Bombeiros de Lousada – porque ninguém fala disto? E ele não levanta grandes ondas em torno disso. Não precisa de dizer que estamos em todos os movimentos. Como eu disse, no início desta entrevista, eu próprio já pertenci a imensas instituições lousadenses, antes de sequer pensar em estar na política. Mas parece que muita gente não. Parece que muita gente está nas associações para depois conseguir usar isso como argumento a seu favor. 
Por exemplo, eu fui músico durante cerca de dez anos, na Banda Musical de Lousada, estou no hóquei, fui da Direção dos Bombeiros de Lousada, mas isso não é um argumento que uma pessoa possa usar para dar qualquer tipo de importância à sua candidatura. As pessoas veem-se pelo trabalho que fazem.

JL – Como classifica a posição da CM de Lousada relativamente à Reforma Administrativa das Freguesias?
NO: Aquilo que se passou foi completamente desprestigiante para a classe política. A posição do PS sempre foi uma posição frontal e única: nós somos contra a Reforma Administrativa. O que nós vimos por parte do PSD não foi isso. O que nós vimos por parte do PSD – e quem se lembra das últimas Assembleias concordará comigo – foi um partido instável que andou sempre de um lado para o outro com o seu parecer. Eu pergunto-me: «Que partido é este?». Se tinham uma proposta, apresentavam-na. Se a apresentassem, ela era votada e, aí sim, iríamos ver a quem se iria atribuir responsabilidades – porque para mim a responsabilidade é do PSD nacional. 
Se eles acharam que era redundante apresentarem ou não uma proposta, se calhar mais vale demitirem-se do seu papel de oposição, porque eles também foram eleitos por lousadenses para emitirem a sua posição. Eu penso – penso não, tenho a certeza – que os regimes democráticos não são totalitários, portanto se eles tinham alguma coisa para apresentar, apresentavam-na e não desistiam só por estarem em minoria e julgarem que esse parecer não ia ser aprovado.

JL – Está de acordo com este novo mapa?
NO: Completamente em desacordo.

JL – Ao não emitir uma proposta, Lousada não se terá perdido a oportunidade de evitar uma reorganização das freguesias a “régua e esquadro”?
NO: Perdeu-se a oportunidade de se fazer uma coisa bem feita como se fez, por exemplo, em Lisboa. E a meu ver nunca se poderia ter feito o mesmo, devido ao pouco tempo, devido à rigidez das regras que eram exigidas, devido a uma série de procedimentos que se teriam de adotar em cima do joelho. A Câmara pediu às Assembleias de Freguesia para ouvir os pareceres. 
Nós tentamos aquilo que sempre dissemos: ouvir as populações. 
Aliás, na nossa opinião, isso era algo que devia partir do Governo. Todas as Assembleias de Freguesias, à exceção de Caíde, tinham dito que não estavam de acordo. Portanto, nós próprios incitámos a ouvir a população de Lousada e a resposta foi: “Não queremos”. 
Sim, o Governo deu oportunidade de cada concelho apresentar o seu parecer, mas até mesmo essa “oportunidade” de dar um parecer tinha regras e o problema estava aí, porque eram regras muito restritivas que não iam ao encontro ao pensamento da maioria da população. Dizerem-me agora – e esta é a mais absurda de todas – que em vez da união de freguesias de Cristelos, Ordem e Boim podíamos ter só Cristelos e Ordem. Para mim é perfeitamente igual, porque juntar freguesias, sejam duas, três ou quatro. O que importava aqui era não se juntar nenhuma. 
Para mim, juntar a freguesia A,B,C ou D ou juntar a C e a F é igual, porque, partindo do pressuposto que a população não o quis e que nós estamos aqui para defender os interesses da população que votou em nós, qualquer junção deixa de fazer sentido, seja a junção de duas, três ou quatro freguesias.

JL – Mas, por outro lado, o seu partido é a favor da Reforma Administrativa…
NO: O meu partido é a favor da Reforma Administrativa nos sítios em que as pessoas votaram a favor. Guarda, Lisboa, Amadora… Posso dar uma série de exemplos em que se conseguiu fazer isso. Uma Reforma Administrativa com tempo seria minimamente pacífica – com tempo, mas com muito tempo mesmo. 
Como é lógico, também há o entrave da Troika, que exigiu aqui mundos e fundos, achando o seguinte «As freguesias são o parente pobre, portanto vamos atacar logo isto», mas com esta medida até a poupança não vai ser nenhuma.

JL – Na sua opinião, esta Reforma Administrativa irá ter influência nestas eleições? Poderão as eleições sair prejudicadas?
NO: Acho que o grande perigo destas eleições é a abstenção. 
A população está completamente descrente da classe política e dos políticos e não falo apenas a nível local – porque aí as pessoas até se conseguem envolver um pouco mais.
 Vou-lhe dar um exemplo. Esta situação da limitação de mandatos é um circo. Uma pessoa que não queira saber de política qual é a opinião que tem disto? Menezes e Seara… Porque é que eles têm de continuar? Quatro anos fora do poder custa assim tanto?
Jorge Magalhães é completamente a favor da limitação de mandatos. Aliás, em primeira mão, até posso dizer que neste último fim de semana a Comissão Nacional da JS e a JS tomaram uma posição oficial que foi baseada em duas moções da JS Lousada – duas moções importantes até para o país. 
Uma foi uma moção de limitação de mandatos transversal aos cargos públicos (eleitos, neste caso), sejam eles deputados, vereadores, presidentes de junta, etc. Tem que haver uma ética na política e isso foi aprovado. E, hoje, essa é a posição oficial da JS. 
Como também é o regime de exclusividade para os deputados, porque por exemplo, não se pode continuar a ter advogados de manhã na Assembleia da República a aprovar leis e depois à tarde estão nos seus escritórios a aplicá-las. Isto é inaceitável. Em Espanha, por exemplo, os deputados estão em regime de exclusividade. 
Outra questão, da qual não sou a favor e que também vai ser debatida, é a existência de deputados na Assembleia República sem experiência profissional. 
O que é que eles vão acrescentar? A pessoa pode ter estudado muito. Mas falta qualquer coisa. A Assembleia da República não pode ser um pouso de uma série de pessoas. 
Vamos pegar em exemplos: Mota Amaral. Há quantos anos está na Assembleia da República? E o mesmo se passa com deputados do PS (Miranda Calha), deputados do PCP. 
Tem de haver um pouco de ética e esta questão da limitação de mandatos, a diferença do “de” ou “da” é outra brincadeira. Se houvesse boa vontade política os tribunais escusavam de estar a sofrer estas pressões que estão a sofrer atualmente.

JL – Como vê a JSD do seu concelho?
NO: Eu não teço grandes considerações acerca da JSD. O que eu vejo, por exemplo, nas Assembleias Municipais e, infelizmente para a questão política concelhia, é uma JSD apática, sentada, para não dizer deitada ou em completa inatividade. Isto não é “puxar a brasa à nossa sardinha”, mas a JS nessas Assembleias é muito interventiva. Ainda vimos, na última Assembleia que para falar um pouco acerca do Plano Municipal da Juventude, não foi ninguém da JSD que foi lá falar… e, no entanto, eles estavam lá. Portanto, alguma coisa se passa. 
Quando falam muito em políticas de Juventude, falam nos Concelhos Municipais de Juventude… Mas, dou outro exemplo, na apresentação do Plano Municipal de Juventude não vi lá ninguém a mostrar a sua posição.

JL – Essa é uma crítica por parte da JSD, o facto de nunca ter sido criado um Conselho Municipal da Juventude.
NO: Eu posso falar-lhe sobre isso. Pri­meiro de tudo: os Conselhos Munici­pais da Juventude, antes de se dizer «Nós queremos!», é preciso saber o que são. E isso é uma diferença subs­tancial. 
Eu sou a favor dos Concelhos Municipais da Juventude, totalmente. Isso é um ponto assente. 
Sou contra a forma como estão previstos na lei, por um fator fundamental que é a inserção de juventudes partidárias nos conselhos municipais de juventude. As pessoas dizem que querem, sem saber em que é que isso consiste. 
Se lerem a maior parte dos estudos que há sobre a de­mocracia participativa (Shapiro, Milano), todos eles dão uma derrota abismal a todos estes conselhos municipais e aos orçamen­tos participativos – que também é uma coisa boa, mas quando levados com seriedade. 
Existe uma série de questões que deitam completamente por terra a utilidade dos conselhos municipais de juventude, de saúde, etc. 
A situação fundamental é que começa tudo com a melhor das inten­ções, uma participação da população, mas chega a um ponto em que há a tentação do domínio político e parti­dário e de colocar juventudes parti­dárias nos conselhos municipais de juventude, o que é contraproducente. 
Por exemplo, o orçamento participati­vo – de que há pouco falava – é bom e importante, a população pode escolhê-lo… Mas é preciso mais. É preciso ter em conta as verbas disponíveis. 
Vejo muitos concelhos, sejam PS ou PSD – aqui também critico todos – a fa­larem de verbas que estão na ordem dos 15 mil euros. O que é que um jo­vem pode dar como opinião ou como um orçamento participativo, quando vai escolher uma obra para ser feita no valor de 15 mil euros? Nada. Isto é brincar. Portanto, se vamos fazer isto como meras operações de cosmética, mais vale não fazer. Quando fazemos é com seriedade e em condições.

JL – A JSD também referiu que, nas últimas eleições, a maior parte das mesas de voto jovem foram ganhas pela JSD. Poderá isso repetir-se?
NO: Relativamente a 2009, muitos dos resultados que houve – e que ain­da assim foram arrebatadores para o PS – já se iam verificando, muito pelo descontentamento em relação ao Governo. Portanto, houve de certeza um voto de protesto. 
E este ano pode acontecer o mesmo, mas no sentido contrário, dado que somos liderados por um Governo Social Democrata. E acho que possivelmente irá acontecer. 
Sendo o PS de Lousada uma estru­tura pouco representativa nos órgãos nacionais, não se pode dizer o mesmo do PSD de Lousada. O PSD de Lousa­da é a cara deste Governo e isso nota-se nas Assembleias Municipais. Ainda na última, foi apresentada uma mo­ção da CDU contra a privatização das águas. A abstenção por parte do PSD e do CDS disse muita coisa. A questão das águas é uma questão importan­tíssima. Já ofereceram muitos milhões à CM de Lousada por ela, mas nós não a quisemos nem a vamos vender, por­que isso teria um custo brutal para as famílias lousadenses.

JL – Como vai preparar a JS a campanha nestas eleições?
NO: A campanha da JS é uma cam­panha proativa. O que eu vejo, e dada a nossa participação política, é que a JS não é uma Juventude de colar car­tazes. Faremos de tudo para ajudar a campanha, mas nós temos opinião própria. Não andamos aqui a toque de caixa do partido. (...)
O que eu noto é que as pessoas andam muito desatentas. Quando Sócrates estava a governar, nós fomos uma das principais vozes acusatórias das portagens na A42, por exemplo. Eu não tive qualquer problema em, diante do ministro da Economia, na altura do PS, chamar-lhe à atenção acerca disso e pô-lo ocorrente do nosso desagrado. Nós estamos aqui para defender os lou­sadenses e para ter uma estratégia concertada com o PS. Também não vale a pena dizermos que somos completamente à parte do partido ou uma estrutura independente. Não. Nós somos socialistas, nós temos orgulho em dizer que somos do PS. Estamos aqui para apoiar Pedro Machado no que for. 
Agora dizer que a nossa ação na campanha se vai limitar a co­lar cartazes, isso não. Nós queremos melhorar a nossa participação na Assembleia Municipal, nós queremos melhorar a nossa participação junto dos jovens, nós queremos estar pre­sentes nas listas de todos os órgãos eleitos, de todas as freguesias. Temos uma série de compromissos e atividades, como a visita a todas as freguesias, Quando dizem que somos uma Juventude de Gabinete, não é assim. Nós visitamos as freguesias todas, fizemos uma série de iniciati­vas não abarcadas no PS – nós é que levamos o PS connosco. (...)
Iremos continuar a dar ênfase à ques­tão social, principalmente agora. É importante a solidariedade. É grave quando achamos que andamos na caridadezinha, como às vezes pare­ce que muita gente assim o vê. E as funções das autarquias, a partir de 2013, terão que ser uma visão quase que silenciosa para com a solidarie­dade. As pessoas têm que ser ajuda­das, mas não tem que se fazer grande apanágio com isso. Esta é uma ques­tão essencial, relativamente à qual a JS terá um particular relevo e que eu sinto que estamos perante uma juven­tude responsável mediante, por exem­plo, o desemprego jovem e mediante o apoio social que tem que ser dado ás famílias. Toda a atividade política terá de ser também uma atividade si­lenciosa para com essas pessoas e até para que os possamos compreender.

JL – Era importante para a JS ter um dos seus elementos presente na equipa que irá compor a CM de Lousada no próximo mandato e que venha a tornar-se vereador?
NO: Importante é, mas nunca me verá nos jornais a dizer que o PS precisa de um vereador que seja da JS. Essa é uma questão que só cabe a Pedro Machado decidir. É algo positivo, mas não vejo isso como uma questão cen­tral. Estou contente com todo o traba­lho da JS ao nível de todo o plano po­lítico. Há uma notória necessidade de dar continuidade ao nosso trabalho na Assembleia Municipal e para isso também já assumi o compromisso de que será dado mais espaço aos jovens para discutir na hora, cara a cara,… pois é disso que nós gostamos.
Não é de nós escondermos atrás dos nossos líderes de bancada e não darmos a cara ou falarmos. Não. Nós queremos falar, queremos participar. É na casa da política que se faz política. É aí que se mostram as nossas iniciativas.
É aí e em todo o concelho, porque nós não precisamos de andar com uma ban­deira em punho em festas ou o que seja a dizer que somos da JS. Cada pessoa e cada militante é uma voz. Nós estamos presentes todos os dias, em todo o lado, em cada militante, em cada simpatizante. Nós temos muitas pessoas que são socialistas, mas que não são militantes. O PS de Lousada é a própria personificação disso mes­mo. Mas importa referir que ser ou não militante é algo acessório. Quem quiser ser militante é, quem não qui­ser não é.

in: Jornal de Lousada

As Grândolas que Marcelo quer abafar

A semana passada foi pródiga em acontecimentos envolvendo derro­tas sucessivas para o Governo. Não é com regozijo que afirmo que Por­tugal e os portugueses souberam, preto no branco que a estratégia de “ir além da Troika”, a política do “custe o que custar” e o “não preci­samos de mais tempo nem de mais dinheiro”, ruiu como um castelo de cartas, para mal do nosso futuro.

E o que se faz quando algo corre mal? Muda-se? Não! Passos Coelho, Relvas e Gaspar querem continuar no mesmo caminho. No caminho mais do que óbvio que provoca o aumento da dívida, do défice e do desemprego.

A isto, o povo responde com indig­nação. Ressurgiu “Grândola, Vila Morena”, ícone dos anos 70 da luta pela liberdade e agora assume-se como imagem da luta Portuguesa pela justiça social, protesto e liber­dade económica.

Grândolas entoadas em coro pe­rante ministros e secretários de estado como forma desesperada de demonstração do descontenta­mento de um povo que já vendeu todos os seus “anéis” e que ficará sem “dedos” se esta política conti­nuar. O problema é que ainda nin­guém percebeu que os “dedos” são fundamentais para trabalhar, pro­duzir, crescer e pagar os compro­missos assumidos e dessa forma, a real resposta está a nível europeu, numa elite controlada por senhores feudais que olham para Portugal de soslaio e tem nos nossos governan­tes, cúmplices de caminhada.

Logicamente que a liberdade deve ser equitativa. As manifestações devem surgir, mas também devem respeitar outrem. Dessa forma, in­terromper ministros não será a melhor forma de demonstrar o de­sagrado numa democracia, ao con­trário daquilo que pensavam até 2011 certas pessoas/organizações que neste momento sofrem na pele ainda piores mas compreensíveis manifestações de desagrado. Antes aplaudiam e incitavam. Agora fo­gem e condenam.

Por seu turno, surge a figura de Marcelo Rebelo de Sousa. No seu habitual espaço de promoção polí­tica, tenta desvalorizar a manifes­tação de 2 de março e as Grândo­las. O pior é que critica o PSD por falta de “gestão política” e sugestio­na taxativamente o bloqueio à ma­nifestação das Grândolas, incitando a sua juventude partidária a servir de milícia pró-governo, aplaudindo, quiçá apoteoticamente, Passos, Rel­vas, Gaspar e outros. Uma opinião reveladora sobre o que um ex pre­sidente do PSD pensa, sobre a uti­lidade da sua juventude partidária.

Marcelo Rebelo de Sousa surpreen­deu. Fez lembrar os tempos do seu padrinho – Marcelo Caetano, mas a isto, o povo continuará certamente a entoar a Grândola, custe o que custar, doa a quem doer.

O som dos pés a marchar sobre a gravilha, audível no início da mú­sica de Zeca Afonso, será sempre uma realidade, mesmo num país descalço e a sangrar de tanta luta.
 
Nelson Oliveira
in: Jornal de Lousada

Processo Reacionário em Curso: E a reação à reação

Até junho de 2013, serão aprovadas as últimas tranches dos empréstimos da troika ao Estado Português. O fim do nosso “resgate financeiro” está, então, para muito breve, embora o programa de ajustamento se prolongue ainda por mais um ano. Só que, com a recessão económica da Zona Euro, a redução do PIB nacional, a queda das receitas fiscais e, ainda, com o crescendo do valor dos pagamentos da dívida pública e respetivos juros – não apenas aquela associada à troika, como a dívida prévia (ver Gráfico seguinte) – não é expectável que o Estado Português venha a estar, ainda este ano, em condições de emitir nova dívida pública a juros comportáveis. De acordo com o memorando de entendimento entre Portugal e a troika, tal deveria ocorrer em setembro de 2013.

 Fonte: IGCP (Retirado do Relatório Preliminar do Grupo Técnico da Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida Pública – IAC)

Mas o rácio da dívida pública Portuguesa para o PIB está já nos 122,5%. O que, de acordo com o FMI, ultrapassa o limiar mínimo da insustentabilidade. E, na previsão do banco Citigroup, esse rácio pode ainda crescer no ano de 2014 – até aos 140%! As previsões da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP antecipam, igualmente, um crescendo dos pagamentos associados à dívida pública Portuguesa, com picos sucessivos em 2016, e em 2021 (ver Gráfico anterior). Ou seja, previsivelmente, o desfasamento entre a dívida pública e a produtividade nacional ainda vai agravar-se nos próximos anos.

Face a este cenário deprimente, Vítor Constâncio, vice-presidente do Banco Central Europeu, e Oli Rehn, comissário europeu dos Assuntos Económicos, já anteciparam a necessidade de um segundo programa de resgate financeiro para Portugal. Ou seja, os exatos passos da via-sacra Grega.

Pela positiva, tal resgate soaria ao toque de finados para o XIX Governo Constitucional de Portugal. Já que não é minimamente expectável que o Governo de Portugal possa superar a derradeira prova do fracasso das suas políticas de austeridade expansionista.

Está aberta, então, a janela de oportunidade para os cidadãos, movimentos sociais, sindicatos, organizações não governamentais, e partidos políticos da Esquerda Portuguesa, convergirem em torno de uma alternativa comum para ultrapassar a crise e recolocar o País no rumo do desenvolvimento económico sustentável.

O seguinte é um roteiro possível, construído a partir das ideias e propostas transversais aos partidos políticos da Esquerda Portuguesa, e aos diversos movimentos de cidadania que já responderam à chamada – mais notavelmente, a Auditoria Cidadã à Dívida Pública, o Manifesto para uma Esquerda Livre, e o Congresso Democrático das Alternativas.

Primeiro Passo: Reconquistar a soberania

Qualquer análise conscienciosa sobre as contas do Estado Português redundará numa conclusão incontroversa. A reestruturação da dívida pública é inevitável.

Como prevê o Orçamento de Estado de 2013, 116,4 mil milhões de euros da despesa pública Portuguesa (183,8 mil milhões) vão diretamente para amortizações da dívida, e 7,2 mil milhões para os juros associados. Tal significa que 67,2% da despesa pública Portuguesa deste ano é dirigida unicamente para a gestão de dívida e juros. Aliás, só os juros correspondem a 9% da despesa.

Por contraste, apenas 15,5% da despesa é canalizada para as funções sociais do Estado, com a Saúde a contar com 7,9 mil milhões de euros (4,3%), a Educação e a Ciência, 7,0 mil milhões (3,8%) e a Solidariedade e Segurança Social, 8,9 mil milhões (4,8%). Ou seja, qualquer programa em prol da sustentabilidade financeira do Estado Português, que se baseie na redução da dotação orçamental destes setores, é perfeitamente ridículo.

Mas essa tem sido, de facto, a estratégia seguida pelo Governo de Portugal – a via da “austeridade expansionista” – reduzir a despesa pública, através das reduções de salários e prestações sociais, e pelos despedimentos na função pública; e o incremento da receita, através da subida da carga fiscal (a maior da Europa). Esta estratégia só poderia ter sucesso com a destruição quase total do Estado Social em Portugal, acompanhada de algum milagre económico, que garantisse criação de emprego, crescimento do PIB, receita fiscal, e redução dos juros associados à dívida pública Portuguesa, num prazo curtíssimo. Para todos os efeitos, é uma combinação impossível, o que, de resto, tem sido confirmado pelas sucessivas revisões por cima dos défices acordados com a troika, desde o início do Pacote de Assistência Económica e Financeira (PAEF).

É importante assinalar que, na senda do PAEF, 42,5% da dívida pública Portuguesa é já propriedade do Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia (ver Relatório preliminar da Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida Pública). E, de acordo com as contas do Professor Castro Caldas, esta percentagem irá ainda crescer nos próximos anos, subindo eventualmente até aos 80% no próximo ano. Deste modo, as instituições que compõem a troika, e que regem o nosso programa de “ajustamento estrutural”, são também os principais credores da nossa dívida. Serão assim estas, os nossos interlocutores em qualquer processo de reestruturação que se queira significativo, e não governos estrangeiros, fundos de cobertura e de investimento, seguradoras, bancos nacionais ou estrangeiros, ou agências de classificação de risco de crédito.

E, se já é evidente a iminência de alguma forma de renegociação da dívida pública Portuguesa, e que ela ocorrerá junto da troika, precisamos então de avançar para a questão subsequente. Que reestruturação requeremos?

No mínimo, o prolongamento dos prazos do pagamento das amortizações, que permita suavizar as dotações orçamentais anuais dedicadas à dívida (a “reestruturação suave”). De resto, desde muito recentemente, esta é a estratégia seguida pelo Governo de Portugal – uma inversão em relação aos dois anos anteriores e, em si mesma, uma admissão de fracasso.

Mas, desejavelmente, é já a própria redução do valor nominal da dívida e dos juros associados (o “corte de cabelo”) que já deve ser colocada em cima da mesa. Uma via que, de resto, é preconizada pelos três partidos da Esquerda Portuguesa – Partido Socialista, Partido Comunista Português, e Bloco de Esquerda.

O incumprimento parcial da dívida comporta, claro, riscos políticos e económicos, nomeadamente a exclusão futura dos mercados e a fuga de capitais nacionais.

Só que, as eventuais consequências da perda da reputação nacional podem, e devem, ser relativizadas: 1) qualquer eventual exclusão do País dos mercados financeiros seria, quanto muito, de curta duração (um ou dois anos, no máximo), e perfeitamente exequível, caso enquadrada por um novo programa de financiamento da troika – que, de resto, é praticamente inevitável; 2) os títulos de dívida pública Portuguesa seriam valorizados, caso a sustentabilidade financeira do País fosse acompanhada de políticas de investimento, que alavancassem o crescimento económico; e 3) o Euro em si sairia valorizado, caso o desenvolvimento económico de Portugal, e da restante periferia, estivessem assegurados.

Ou seja, de um ponto de vista estritamente contabilístico, as instituições que compõem a troika têm mais a ganhar com o incumprimento parcial do pagamento da dívida Portuguesa, do que com a manutenção da via recessiva que, de qualquer modo, também não irá conduzir ao pagamento total da dívida e que, essa sim, tem levado à fuga de capitais.

A acompanhar a reestruturação da dívida pública Portuguesa, a proposta do eurodeputado Rui Tavares, para a criação de aplicações financeiras dirigidas aos contribuintes Portugueses, contra descontos no pagamento de impostos, poderia também contribuir para um certo nível de solvabilidade e autonomia financeira do País. Deste modo, ajudando à poupança interna, e evitando a fuga de capitais.

Segundo Passo: Retomar o desenvolvimento

Mas a reestruturação da dívida pública Portuguesa não vale por si só. Se vier acoplada a novas ou velhas medidas de austeridade, irá apenas atenuar um longo período de contração económica e agonia social. Uma vez que não é realista acreditar nas previsões do Governo de Portugal, e da troika, de que a economia Portuguesa se vai tornar subitamente excedentária, sobra-nos a outra alternativa para gerir os inevitáveis défices dos próximos anos. A reestruturação da dívida pública Portuguesa tem de ser acompanhada por medidas de estímulo económico, que garantam a criação de emprego, sustentabilidade das pequenas e médias empresas, e crescimento do PIB no curto prazo.

Coloca-se então a questão das fontes de financiamento disponíveis. Por um lado, podemos render-nos ao preconceito ideológico do Ministro das Finanças, Vítor Gaspar, e acreditar, simplesmente, que “não há dinheiro”. Por outro lado, podemos atender aos instrumentos financeiros existentes, e potenciais, e articulá-los no quadro de um programa ambicioso e criativo, tendo em vista a promoção da coesão social e do desenvolvimento económico sustentável no nosso País.

Por exemplo, António José Seguro, secretário-geral do Partido Socialista, apresentou uma série de medidas articuladas em torno de um banco público de fomento, baseado em fundos comunitários e no Banco Europeu de Investimentos. Tal Banco capitanearia uma estratégia de captação de investimentos Europeus, em prol da economia nacional, inclusive nas áreas da economia social, economia verde e reabilitação urbana. Adicionalmente, podia corresponder a desígnios nacionais como a investigação científica e a cultura.

De acordo com as sugestões do Partido Socialista, seria possível angariar até 14 mil milhões de euros, entre fundos do QREN (mil milhões), Banco Europeu de Investimentos (5 mil milhões), empréstimos da troika não utilizados (3 mil milhões dirigidos para a capitalização da banca nacional, e 2 mil milhões extraordinários devidos a alterações cambiais) e, ainda, de um eventual pedido de reembolso dos lucros obtidos pelo BCE pelas operações de compra de dívida soberana (3 mil milhões). Para efeitos de comparação, assinale-se que o Orçamento de Estado de 2013 canaliza cerca de metade daquele valor (7,4 mil milhões) para o apoio à atividade económica nacional.

Claro que a afetação de uma parte substancial dos fundos em questão decorre da anuência das instituições que compõem a troika. Por exemplo, Oli Rehn desaconselhou a reafetação dos fundos originalmente destinados à banca nacional. Mas, e tal como no caso das negociações para a reestruturação da dívida pública, o sucesso da defesa dos interesses nacionais depende, em grande medida, da motivação política, inteligência e capacidade de argumentação dos nossos Governantes. Ou, em sentido mais lato, da sua competência.

De qualquer modo, de modo a prevenir a dificuldade em angariar fundos Europeus para um banco de fomento, poderíamos recorrer à proposta de Rui Tavares para a criação de um banco de operações mutualistas “que tivesse liberdade para se financiar no mercado, que tivesse uma presença muito grande de ONGs e fundações e que tivesse um mandato sugerido pelo Estado de apoio às atividades económicas de ponta.” Entre as áreas que Rui Tavares identifica como prioritárias, incluem-se o turismo e o lazer de qualidade, a reabilitação urbana, a ciência e a cultura. Idealmente, as propostas de Rui Tavares e do Partido Socialista podiam ser articuladas no quadro de um programa nacional de estímulo económico e de promoção da coesão social.

Terceiro Passo: Reedificar um Desígnio

Finalmente, à reestruturação da dívida pública, e ao programa de estímulo económico, não pode vir simplesmente acoplada a prossecução da austeridade expansionista. Deste modo, para além da redefinição das modalidades e do prazo, é a própria revisão aos pressupostos do memorando acordado com a troika, que é necessária. As privatizações dos monopólios naturais e dos setores estratégicos da economia Portuguesa, a flexibilização da legislação laboral e ambiental, a redução da proteção social e dos custos unitários de trabalho, não são apenas as meras opções conjunturais de um determinado Governo. São, de facto, os alicerces de um projeto ideológico profundo, que a Esquerda Portuguesa deve denuciar e rejeitar inequivocamente.

E, para confrontar o avanço desse Processo Reacionário em Curso, precisa de apresentar uma narrativa política alternativa. Mantendo um compromisso histórico com o seu ideal de organização social e económica, que se materializou no modelo social europeu, e que norteou a edificação da sociedade democrática Portuguesa, mas estudando e definindo novos instrumentos e estruturas que se contraponham às opções neo-liberais, face à conjuntura adversa. A reação à reação, antes que seja tarde demais.

No meu próximo texto, seguirei a resposta da Esquerda do século XXI, em Portugal e no Mundo, desde os novos movimentos ativistas e de cidadania, dos sindicatos e cooperativas, das associações de defesa dos direitos humanos, das organizações não governamentais, até aos partidos políticos progressistas. Da Esquerda que se bate pela defesa de um paradigma socioeconómico horizontal, solidário, ecológico e regionalista.

Enfim, da Esquerda que nos une e, que, neste momento histórico, é muito mais importante do que a Esquerda que nos separa.