Direito de Resposta - Pintura da Escola da Boavista (Silvares)

Direito de Resposta do Vereador - Prof. Eduardo Vilar ao artigo da semana passada sobre a pintura da Escola da Boavista (Silvares).

A CM Lousada, ao contrário do que foi noticiado, atribuiu dinheiro para a obra, materiais e funcionários (como se pode comprovar facilmente).

 
"No seguimento do que foi escrito acerca da pintura da Escola da Boavista – Silvares cumpre-nos explicitar o seguinte:
Aos pais que se empenharam nesta tarefa só temos de render o nosso reconhecimento e apreço! Não sendo caso único não deixa de ser meritório e justo tributar-lhes o merecido reconhecimento.

Como se sabe a famigerada "Lei dos Compromissos" publicada por este Governo da Nação impede as Autarquias de assumirem novos compromissos, contratos, empreitadas a partir da data da sua publicação, desde fevereiro de 2012.

Ora é aqui que reside a primeira dificuldade desta e de todas as autarquias, para poderem resolver situações, que em condições normais seriam ultrapassadas sem sobressaltos. No caso em apreço, a Autarquia disponibilizou os seus técnicos para apoiar e programar a intervenção da pintura, ficando acordado com o Sr. Presidente da Junta que este utilizaria o dinheiro, ou parte do que recebe da Câmara para as obras das escolas da sua freguesia na mão-de-obra da pintura e que a Câmara forneceria todas as tintas para a pintura dos dois edifícios: o do 1.º ciclo e o do pré-escolar.

Portanto, creio que os referidos dois mil euros aludidos na notícia de 17 de agosto fazem parte da transferência de competências que a Câmara transfere anualmente para as juntas de freguesia.

Quanto ao número de funcionários que "ninguém viu", poder-se-á constatar, pela foto anexa disponível, que anda uma equipa do Município o com cinco homens a pintar todos os tetos, casas de banho, pilares, hall de entrada e outras divisões que ficaram por executar.

Ora, em tempos de crise todos somos poucos, todos somos precisos, não para o "bota abaixo" a qualquer preço, mas, isso sim, para se fazer o que é preciso ser feito em benefício do bem comum e não de qualquer destaque, de protagonismo político, ou outro que em nada enobrece aquilo que de facto, na sua essência, pode configurar um exemplo nobre de colaboração entre instituições e população!

Bem-haja a todos os pais e presidentes de junta que compreenderam que estamos todos comprometidos a dar o melhor, sem termos de hastear bandeiras. "

Eduardo Vilar, Vereador da Educação da Câmara Municipal de Lousada
in: Verdadeiro Olhar

Vergonhoso

A falta de vergonha, é algo muito comum nos dias de hoje.

Pessoas que atacam tudo e todos, sem olhar a meios. Mas o povo sabe a razão disso, as suas intenções, os seus objetivos e anseios doentios mas acima de tudo, deveriam ter vergonha perante tudo aquilo que são e que foram no passado - profissional e pessoalmente (o que é ainda mais grave).

Ainda assim, há mais marés do que marinheiros, mas a nível nacional vemos uma tremenda falta de vergonha, sempre que ouvimos António Borges.



António Borges lamentou hoje a "promiscuidade entre o poder político e o económico"

 

Sim. O mesmo senhor que fazia parte Goldman Sachs, que foi despedido do FMI e que agora gere todas as privatizações do Estado, a par do cargo que mantém no grupo Jerónimo Martins.

Descubra as diferenças


Doutores

"O problema do ser doutor ou não ser doutor não está no que se estuda, está em quem é doutor. A questão do grau académico nada tem que ver com a academia ou com o que se estudou, está para as classes sociais como o restaurador Olex, o que não faz sentido é um preto com uma cabeleira loura ou um louro com carapinha.
  
Mais greve do que o Relvas ser doutor é ver o filho do barbeiro ou do pedreiro de quem se espera que esteja a trabalhar nas obras apareça a dizer que é doutor. É isso que explica a subserviência com que o vaidoso António Borges, professor de verdade, antigo director do INSEAD, banqueiro e director do FMI aceitar ser moço de recados do dr. Relvas. O filho do barbeiro até podia ser presidente dos EUA que para muito boa gente desta praça seria sempre o filho do barbeiro, mas o dr. Relvas? Esse nasceu para ser doutor e ter ou não estudado é coisa secundária.
  
De um doutor esperam-se maneiras e que saiba comer à mesa, os seus valores cívicos confundem-se com os da educação que recebeu em casa, não precisa de ser muito bom aluno e muito menos o melhor da turma, é por isso que se for o estatuto social a determinar quem é doutor poupa-se muito ao Estado. O problema é quando se pretende que sejam os que não são educados a serem doutores, quando se pretende a utopia de todos serem doutores. E depois quem vai para empregada doméstica, quem recolhe o lixo?
  
Perguntarão alguns se esta concepção não resulta numa escola exclusiva. Não, a escola ensina e quem educa são as famílias ou, pelo menos, as boas famílias. As escolas servem para aprender a trabalhar e se não se foi educado em casa então vai-se trabalhar nas escolas porque como dizia o outro “o trabalho leberta” (“Arbeit macht frei”). É através do trabalho que os que não nasceram e foram educados para serem doutores deverão encontrar o seu caminho, preparar o seu futuro.
  
É por isso que o modelo de ensino que está a ser implementado pelo ministro Crato faz todo o sentido, primeiro o aumento de alunos nas escolas públicas, depois as alterações curriculares e os exames a torto e a direito e, por fim, o envio de metade dos alunos para escolas profissionais. 
  
Agora esta aguardar por um reordenamento da rede escolar porque ter um liceu no meio de um bairro operário é o mesmo eu ver um preto com cabeleira loira, da mesma forma que não se espera que uma menina do Liceu Dona Leonor vá para costureira ou para cabeleireira. Faz todo o sentido encaminhar os jovens menos dotados para os cursos profissionais sabendo-se que há uma grande relação entre as capacidades escolares dos jovens e o nível cultural dos país.
  
Em tempo de austeridade não faz sentido deitar dinheiro à rua ou, como se diz, atirar pérolas aos porcos, é preciso acabar com esta mania nacional do ser doutor. Há os que nasceram para o ser o os que mesmo sendo nunca o parecerão. Alguém se lembraria de pensar que o Relvas não era doutor? Com as equivalências a Lusófona fez justiça social, da mesma forma que Passos e Crato vão fazer justiça social obrigando metade da juventude a aprender coisas úteis." in: Jumento
 
Um texto que se impõe, numa altura em que muitos elogios são dados a Doutores da Mula Russa que procuram o ativamente o conhecimento!

Deputados do PS questionam Governo sobre situação dos Centros Novas Oportunidades.

O surgimento da Iniciativa Novas Oportunidades, em Dezembro de 2005, teve com principal objetivo assinalar um esforço de qualificação e de aumento dos níveis médios de escolaridade de jovens e adultos em Portugal.

Esta Iniciativa, clara e assertiva, foi conquistando, ao longo dos anos, algumas metas, contribuindo para o crescimento económico e para a promoção da coesão social, como diversos indicadores vêm demonstrando.

A Iniciativa Novas Oportunidades criou vários mecanismos que conduziram a “Uma nova oportunidade para os adultos” incrementando o número de cursos EFA, oferecendo FMC – Formações Modulares Certificadas e promovendo a abertura de uma rede de centros de RVCC – Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, posteriormente designados “Centros Novas Oportunidades (CNO)”.

Os CNO, integrados por vários milhares de técnicos de RVCC e formadores de várias áreas de competência, foram postos à disposição dos adultos, sendo a “porta de entrada” para a certificação das competências adquiridas ao longo da vida e para a integração em percursos de formação mais ou menos longos.

Não obstante a excelência das prestações da Iniciativa Novas Oportunidades, o atual executivo vem pondo em causa o trabalho até agora empreendido pelos CNO’s, nomeadamente através da apresentação de um relatório de avaliação assente em critérios de empregabilidade e remuneração completamente desconchavados e deslocados da realidade.

Efetivamente, tendo em conta que a maior parte dos adultos não teve acesso a percursos de escolarização e qualificação no tempo próprio, são as competências por estes adquiridas ao longo da vida através das vias formais, não-formais e informais bem como as situações de emprego e os índices de remuneração que, ao tempo, detêm que justificam a criação dos CNO.

A existência dos CNO, enquanto instrumentos ao serviço da formação contínua, posicionando os adultos face a um referencial que potencia o encaminhamento para formações complementares, pode contribuir para melhorar as remunerações e a empregabilidade, no caso dos desempregados.

É pois surpreendente como pode o governo determinar, de forma pouco clara e sem qualquer justificação, o progressivo encerramento de CNO’s quando estamos em presença de estruturas que deveriam estar permanentemente ao serviço da formação contínua dos adultos.

Pese embora o anúncio do Ministério da Educação e Ciência de que iria reorganizar a rede de Centros de Novas Oportunidades até agosto, com base numa avaliação a toda a rede e da definição de novas atribuições e competências, até agora nada aconteceu nesse sentido.

Depois da ANQEP ter comunicado o não financiamento, sem qualquer critério, no início deste ano, a cerca de 100 CNO’s e de ter comunicado aos restantes que deveriam apresentar uma candidatura financeira para o período de janeiro a agosto de 2013, informa agora que estes poderão funcionar até dezembro, mas sem qualquer acréscimo de financiamento.

No que concerne aos Centros Novas Oportunidades, ao que parece:

a) O Governo pretende subverter a Iniciativa Novas Oportunidades dando a ideia de que vai dar mais ênfase ao ensino profissional mas ainda estamos longe de atingir muitos dos indicadores e metas nela expressos.

b) A ANQEP informa que o funcionamento deverá ser assegurado através de autofinanciamento, ou seja, através auto-financiamento ou das verbas não despendidas atribuídas pelo executivo para o período entre 1 de janeiro e 31 de agosto de 2012 que nunca serão suficientes.

c) A ANQEP emitiu a mesma orientação às entidades promotoras dos CNO que não obtiveram financiamento a partir do início deste ano, não se percebendo como vão agora funcionar até ao final deste ano.

Sabendo-se que o Governo atribuiu verbas às entidades promotoras dos CNO’s idênticas aos anos anteriores, é previsível o encerramento de mais um número apreciável de CNO’s e, o que é mais grave, pretende que sejam as entidades promotoras que não dispõem de verbas a requerer o encerramento, quando o mesmo ocorre por razões que não lhes podem ser imputadas.

Esta situação, totalmente intolerável, vem sendo abordada por diferentes estruturas, sendo que a ANQEP e o próprio executivo, até hoje, não prestaram qualquer outro esclarecimento sobre o assunto, pese embora os contratos dos formadores terminarem já na próxima sexta-feira, 31 de agosto.

Tendo em conta a importância e a urgência inerente a esta temática e a falta de soluções para a manutenção do funcionamento dos CNO’s sem um novo financiamento por parte do Governo, o Grupo Parlamentar do Partido Socialista requer, através de V. Exa, ao Ministro da Educação e Ciência, resposta às seguintes questões:

1.Qual o motivo que levou o governo a não definir as novas atribuições e competências dos CNO e a não abrir novo concurso, como tinha prometido?

2. Quais as novas atribuições e competências previstas para os Centros de RVCC que, ao que parece, vão ter nova designação?

3. Qual a razão porque na reprogramação do QREN não cuidou de assegurar a dotação de verbas que permitam o financiamento futuro dos CNO`s?

4. Quais as fontes de financiamento que vão suportar o funcionamento dos CNO`s dado que a
Tipologia de Intervenção 2.1, não dispõe de qualquer verba;

5.Quais os motivos inerentes à permissão de funcionamento dos CNO’s existentes em
Portugal, até dezembro de 2012, mas sem mais financiamento?

6. Encontra-se o executivo em contacto com as principais estruturas ligadas à Iniciativa Novas
Oportunidades, no sentido de encontrar soluções para a falta de verbas que viabilizam a manutenção do funcionamento dos CNO’s, atualmente e no futuro?

7. Que soluções consideram viáveis para manter o seu funcionamento a rede de Centros Novas
Oportunidades?

8.Qual o número de profissionais que trabalham nos CNO’s e que garantias lhes serão dadas no caso do fecho abrupto dos centros?

Palácio de São Bento, quarta-feira, 29 de Agosto de 2012
O Grupo Parlamentar do PS

Boas Vindas dos Timorenses

Quando as pessoas não sabem sair a seu tempo, estão sujeitas a este tipo de situações.

Eternamente.

Faixa com “Vai estudar ó Relvas” recebe ministro em Timor-Leste 

 

 

Ensino profissional proposto por Crato, é um logro

Santana Castilho *
Co-autor do Programa do Governo (PSD/CDS)
É recorrente considerar que a falta de preparação profissional responde por boa parte da falta de competitividade da economia portuguesa, embora seja astronómica a dimensão do dinheiro consumido por programas de formação, em 38 anos de democracia. Compreende-se o paradoxo quando se analisam os critérios (ou a sua ausência) que têm presidido às respectivas decisões políticas. Nuno Crato acaba de persistir na via da leviandade. Não é ele que conhece as necessidades de formação dos activos das empresas. São os próprios e as suas empresas. Não é ele que deve decidir sobre o futuro dos jovens. São os próprios e os seus pais. Mas proclamando irrelevâncias e desconhecendo realidades, acaba de desviar 600 milhões de euros, reservados à formação de activos, para financiar o sistema formal de ensino e serenar os reitores (para as universidades e uma tal “formação avançada” irão 200 milhões). A isso e a um esboço de resposta atabalhoada ao prolongamento da escolaridade obrigatória se resume o que acabou de fazer, em nome do mal tratado ensino profissional.

Relevemos o anacrónico (não parece mas é o mesmo ministro que agora deseja ter 50 por cento dos jovens em ensino profissional que, aquando da preparação do ano-lectivo que se inicia daqui a dias, mandou reduzir, em proporção superior, os cursos que o sustentam) e digamos o que é preciso dizer: o ensino profissional é um logro, que resulta da total ausência de pensamento estratégico sobre o crescimento da economia e da sucessiva arrogância de ministros, que decidem sobre o interesse do país e das gerações em formação, sem debate nem deliberações públicas.

Os cursos profissionais têm sido, na maioria esmagadora das situações, expedientes para manter no sistema e a qualquer preço jovens que o abandonariam precocemente ou para obter o mesmo diploma em menos tempo e com dispensa das disciplinas papão. Os Cursos de Educação e Formação, sabe quem está no terreno, foram desenhados para quem terminou o segundo ciclo do básico em situação de forte risco de abandono e com fartos historiais de indisciplina. E com as excepções meritórias que só confirmam a regra, os cursos profissionais, que lhes dão sequência no ensino secundário, enfermam do mesmo vício e arregimentam, por norma, jovens desinteressados. Nuns e noutros, sabem os professores as pressões que sofreram para fabricarem falsos êxitos. Nuns e noutros, por exemplo, a ponderação sofrida por indicadores de avaliação de desempenho, a este propósito, gerou cozinheiros que nunca descascaram uma batata ou viram uma panela e directores que sucumbiram ao facilitismo, acossados pela celebrada avaliação externa das instituições que dirigem. O que poderia ser interessante e útil tem-se manifestado, assim, um engano para os jovens, um martírio para os professores, coagidos a contemporizarem com tudo porque o desemprego é a alternativa, e um desperdício de tempo e recursos para todos.

É neste contexto que Nuno Crato confessou ter por objectivo que 50 por cento dos jovens do ensino secundário frequentem, ainda este ano, vias profissionais de ensino. Ao fazê-lo tornou uma vez mais patente o seu desconhecimento sobre o que existe e sobre o que fazer. As opções dos alunos estão tomadas e nada do que diga ou faça as fará mudar este ano. É elementar. No que toca ao futuro, para compreender que Crato clame por 50 por cento de jovens em cursos profissionais, quando começou a reduzir tal ensino nas escolas públicas, teremos que admitir que se prepara para o fazer crescer por via da iniciativa privada. Seria bom que nos esclarecesse. Sobre isso disse nada e menos ainda sobre o essencial, a saber:

1. O problema de fundo é cultural e ideológico. Com efeito, continuamos a assumir que a norma é o ensino conducente à universidade e tudo o mais são soluções de recurso e menos nobres. Muitos pais de alunos com manifesto desinteresse por cursos universitários receiam estigmatizar os seus filhos com opções por cursos de carácter profissional.
Enquanto socialmente esta questão não for debatida e o ensino profissional dignificado e autonomizado em escolas de prestígio, seriamente articuladas com as empresas (como fazem alemães e suíços, por exemplo), servidas por mestres socialmente reconhecidos e livres de preconceitos de falsas erudições, o país não avança.

2. Um sistema sério de ensino profissional supõe, imperativamente, o conhecimento das necessidades de formação colocadas por uma estratégia de crescimento económico e a existência de serviços de orientação profissional e escolar que cubram todo o país e ajudem jovens e pais a tomarem, livremente, decisões que lhes pertencem e de que o Estado não pode nem deve apropriar-se.

* Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt)

Ir além da Troika


 
Sempre os ouvimos dizer que o que interessava eram os resultados. Agora, quando o Governo falha em toda a linha — aprofundamento da recessão, desemprego em rédea solta e défice orçamental a disparar —, a direita aparece em uníssono a defender que mais importante do que os resultados são as intenções.

in: Câmara Corporativa

Só pode estar a brincar

Jorge Moreira da Silva, disse na Universidade de Verão do PSD, que a quebra da receita nada teve a ver com a ação do governo.

E nós a pensar que a Universidade de Verão era um espaço em que as pessoas aprendiam política.

Afinal é Humor.

JS Summer Camp


Vamos parar de inventar, sim.

Pois... Lá teremos que dar o braço a torcer... pois...

Quem é Duarte Marques?


Igualdade, Equidade, Justiça - Não entra no dicionário governamental

 

 

Assessores do Governo poderão receber subsídio de Natal

 

 

Governo garantiu várias vezes que não pagava, mas pagou. E pela mesma lógica pagará os dois subsídios. Quem recebeu o pagamento das férias em 2012 poderá também vir a receber o subsídio de natal. Ao contrário dos funcionários públicos.



Parece impossível!

Ao cuidado de todos os analistas.

JS diz que Impulso Jovem não está a funcionar

Pedro Delgado Alves - Líder da JS
 A Juventude Socialista considerou esta sexta-feira que o Impulso Jovem "não está a funcionar" e pediu ao Governo para "emendar a mão" e rever o financiamento e as regras do programa, insistindo ainda na garantia de estágios para jovens desempregados.

"Os primeiros dados da execução do programa Impulso Jovem, conhecidos na quinta-feira, "são reveladores de que o programa está longe de conseguir os resultados pretendidos", disse à Lusa o líder da JS, Pedro Delgado Alves.

O também deputado salientou que embora existindo "alguma expectativa de que as coisas possam evoluir para melhor" em relação a este programa do Governo que visa promover o emprego entre os trabalhadores mais jovens, "a este ritmo", o Impulso Jovem não poderá responder ao aumento do desemprego neste grupo.

"O que estamos a ver é que o programa não está a funcionar e dificilmente conseguirá cumprir os objectivos a que se propôs", sublinhou, apontando ainda que a emigração jovem também "tem vindo a aumentar".

"E não se trata só de uma questão de falta de informação e de divulgação, sublinhada ontem pela UGT e que também achamos que é uma preocupação. Também tem muito a ver com a disponibilidade e a forma como o programa foi desenhado tendo em conta o âmbito das pessoas que deve abranger e também algumas medidas mais relevantes, como as dos estágios, porque a redução do tempo do estágio também é um desincentivo", acrescentou.

Pedro Delgado Alves sublinhou que a JS espera agora que "o Governo procure ainda emendar a mão e reforce o financiamento [do programa] e altere algumas regras". 

"E também fizemos uma série de propostas na Assembleia da República que esperamos que possam vir agora a ser aceites, perante o reconhecimento de que [o Impulso Jovem] não está a funcionar só com estas medidas", acrescentou."

in: CM

É isto que pensa um distinto militante do PSD sobre as necessidades do povo.


"As autoestradas não são um direito constitucional. E nenhum português devia precisar de duas faixas e separador central para se sentir mais cidadão. O mesmo princípio é válido para um tribunal ou qualquer outro serviço público." 

Rodrigo Moita de Deus (vogal da Comissão Política Nacional do PSD)



E ter vergonha na cara? Não?!

Este tipo de pensamento roça o "fascizoide".

Tudo gente séria!



Passos Coelho integra no quadro "espião" acusado


João Luís, ex-agente do SIED acusado no caso das "secretas", foi integrado no quadro da Presidência do Conselho de Ministros e com o mesmo salário. Passos assinou o despacho antes de ir de férias.


O semanário "Sol" escreve que uma das últimas decisões de Passos Coelho, antes de ir de férias, foi assinar o despacho de integração do ex-espião do Serviço de Informações Estratégicas e de Defesa (SIED) acusado de devassa de vida privada do jornalista Nuno Simas, entre outros factos, nos quadros de pessoal a Presidência do Conselho de Ministros.

João Luís foi acusado em maio pelo Ministério Público dos crimes de acesso indevido a dados pessoais, acesso ilegítimo agravado e abuso de poder. João Luís era o homem da confiança do ex-diretor do SIED, Jorge Silva Carvalho, e já depois de este ter saído do cargo transmitiu-lhe informações, nomeadamente uma lista de telefonemas do jornalista Nuno Simas e um relatório sobre dois empresários russos.

João Luís foi exonerado de funções pelo diretor do SIED, no ano passado, quando o caso rebentou.
 
in:DN

 

Pensamento


"A ver se percebo: o desemprego subiu mais do que esperado, a recessão é maior do que se previa, mas no essencial a coisa estava a correr bem porque as contas públicas estavam controladas. Foi isto que o PM disse no Portal, se bem me lembro.
E agora em que ficamos?"

Pedro Marques Lopes

Desvio nas receitas fiscais inviabiliza meta do défice deste ano

E tudo corre bem!

 Sacrifícios exigidos sem correspondência com a realidade.

 Governo já assume derrapagem de 3 mil milhões na receita

PS-PORTO CONCORDA COM AS CRÍTICAS DE VIRGÍLIO MACEDO AO GOVERNO

 
A propósito do comunicado emitido ontem, 21 de Agosto, pelo Presidente da CPDistrital do PSD-Porto, Dr. Virgílio Macedo, em que se afirma que “Hoje impera o rigor, a prudência e a responsabilidade governativa, e sobretudo a verdade, valor normalmente de pouco valor para o partido socialista, como o comunicado do PS do distrito do Porto demonstra”, o PS-Porto vem lembrar algumas declarações, proferidas ainda este ano, por este mesmo dirigente do PSD-Porto.
 
A 16 de Janeiro, Virgílio Macedo classificava desta forma a intenção do Governo de centralizar a gestão das Estruturas Portuárias e do Aeroporto do Porto:
"Esta política está a ir longe demais. Nem o Salazar, em regime de ditadura, teve a coragem de efectuar tamanha centralização de competências e de centros de decisão em Lisboa".
 
Ainda em Janeiro, no dia 31, o Dr. Virgílio Macedo referia-se à ação do Ministro da Economia no âmbito dos mesmos “dossiês”, nestes termos:
"Esta é mais uma tentativa de subjugar os interesses de toda uma região aos interesses da capital. É mais uma atitude centralista inaceitável e espero ter o apoio de todos os militantes para evitar a concretização dessa situação nos moldes em que foi pré-apresentada (…) é "importante para toda a região Norte que nessa privatização da ANA sejam devidamente salvaguardados os interesses da região, inerentes à utilização de uma estrutura fundamental para esta, como o aeroporto do Porto".
No dia 15 de Maio, o Dr. Virgílio Macedo classificava desta forma a governação do Governo de Passos Coelho:
"O Norte está a ser esquecido naquilo que é importante para a região e para o país (…) existe uma incompatibilidade entre a mensagem correta do primeiro-ministro, quanto à necessidade de os portugueses serem empreendedores e não se acomodarem à situação e os sinais contrários do Governo, como a inércia, o adiamento de assembleias e tomadas de decisão".
Felicitamos o Dr. Virgílio Macedo pela coragem que tem assumido na defesa pública do distrito e da região.
                        Consideramos, contudo, incompreensível, que o Dr. Virgílio Macedo critique o Partido Socialista-Porto, quando os comentários que formulamos à atuação do Governo PSD-CDS/PP, são coincidentes com as opiniões que tem emitido. Nomeadamente quando viemos exigir, no início desta semana, um amplo debate sobre os termos em que o Estado deverá operar a privatização da TAP, da ANA e do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, para que seja salvaguardado o interesse nacional estratégico, em particular no âmbito da afirmação da identidade euro-atlântica de Portugal.
 
Federação Distrital do Porto, em 22 Agosto 2012

O PR inaugura hóteis mas não comenta cortes na Saúde

"Cavaco Silva está de férias no Algarve mas interrompeu o seu merecido descanso para inaugurar um hospital privado, em Albufeira, pronto em cerca de um mês.

Instado a comentar notícias como esta, que apontam para um corte de 200 milhões no SNS em 2013, o presidente lá explicou que está de férias no Algarve, em merecido descanso, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, haja paciência. E lá seguiu para o corte do bolo."

in: arrastão

5 erros do Governo PSD/CDS-PP


EDP Sempre

" Há quatro coisas que não percebi, pelo menos:

1) O que fazia o Ministro dos Negócios Estrangeiros na cerimónia dos "mil milhões de empréstimo da EDP"? Aquilo não são assuntos privados ou, no mínimo, económico-financeiros? Ou foi preciso meter política também, como em outros negócios? Não sabemos.

2) Mas, então, o programa de ajustamento em curso não era para quebrar o ciclo vicioso dos empréstimos externos e equilibrar as contas externas? É que se mil milhões de dinheiros entram, eles por algum lado vão ter de sair, isto é, pelas importações. Ou estou a ver mal a coisa?

3) Como é que uma empresa pede tanto emprestado e dá tanto de dividendos aos seus accionistas? Quase parece um banco, não é?

4) A que contas foram parar os dinheiros da privatização? É que, não esqueçamos, os srs. ministros, ao venderem, abdicaram de 100 ou 150 milhões de dividendos anuais. O dinheiro da venda tinha de ir para abater a dívida pública, com um ganho de juros não pagos de montante equivalente, que deve aparecer no próximo Orçamento. Coisas da vida que não mostram uma grande mudança de paradigma."

Pedro Lains

Duelo no Conselho de Ministros: Macedo ferido de morte


"No início do mês de Julho, em entrevista ao Diário Económico, Paulo Macedo previne: “o orçamento da Saúde tem que voltar a subir.” Uns dias depois, o ministro da Saúde ainda é mais incisivo no Jornal de Negócios: “não deve haver mais cortes na Saúde”, avisando que cortes significativos nesta área implicarão mudar o próprio modelo do Sistema Nacional de Saúde.

Parecia estar então a pôr o dedo no nariz a Vítor Gaspar, fazendo saber que não estaria na disposição de ficar para a história como o coveiro do SNS.

Ontem, o Diário Económico dá conta de que não só o orçamento da Saúde não vai crescer como o Governo prepara o caminho para fazer mais um corte violento: 200 milhões de euros. Questionado pelo jornal, Paulo Macedo recusou-se a comentar a nova facada no SNS, designadamente “se o novo corte na dotação orçamental implicará novas medidas de austeridade para os hospitais”. Quem se mete com o Gaspar, leva."

in: CC

Freedom


Passos 'show'




Há 15 anos, quando Diana, então princesa de Gales, morreu, não foram só os media que juraram nunca mais: rios de tinta correram sobre a separação entre público e privado e a perigosa dança que tantos, como ela, julgaram poder dançar. Claro que o arrependimento e a reflexão e sobretudo as consequências de um e outra duraram o fósforo que estas coisas costumam demorar, e a doença que matou Diana fez-se pandemia.

Símbolo da paradoxal "modernização" da monarquia, Diana estava condenada muito antes de entrar no túnel de Alma. Por definição, a realeza não tem privacidade: os corpos dos reis são políticos, Estado feito carne e osso. Não assim há tanto tempo, as suas noites de núpcias eram testemunhadas pela corte. Rimo-nos disto, não é? No pós-Big Brother, não devemos. Nem podemos, quando ainda temos na retina as imagens do PM na praia a estender a humilde toalha num areal sobrelotado, de mão dada com a mulher, e a beijá-la no mar.

A panóplia de imagens desse primeiro dia de férias, que quase todos os jornais, incluindo este, colocaram na primeira página, tem, parece, uma explicação: o PM teria combinado com os media que podiam tirar todas as fotos que quisessem e depois deixá-lo em paz. Ou seja, publicou-se como "naturalidade" uma encenação. E os media, ao omitir a informação fulcral da autorização, foram coautores. Isto é grave? É. E é-o tanto mais quando a "verdade" e o "não viver acima das possibilidades" está no centro do discurso político de Passos. Ao voltar ao rés do chão modesto e à praia apinhada de que fez o ano passado a caminhada triunfal da sua vitória, este quis fazer passar a ideia de que não só "não mudou" como que comunga das dificuldades dos portugueses e não tem medo de os enfrentar na sua justa cólera pelas promessas não cumpridas. Sucede que, para tal, as forças de segurança sitiaram a localidade - sem que alguém nos informasse sobre qual o efetivo no terreno e calculasse o preço de tanta modéstia. 15 dias de férias num resort recatado custariam mais uns tostões ao PM mas poupariam muitos em horas extraordinárias das polícias. E, o que devia ser para Passos muito mais relevante, poupariam aos seus a exposição e a possibilidade de cenas desagradáveis, até perigosas.

Se Passos tem direito à privacidade e a não ser incomodado quando está com a família de férias, seja onde for? Isso nem se discute. Mas se o PM tivesse regressado a Manta Rota em nome desses princípios não teria havido imagens autorizadas. Nem assistiríamos ao perfeito alinhamento desta instrumentalização do privado com o resto do discurso político de Passos: tanto finge ser um homem como os outros apanhado num momento íntimo que encenou ao milímetro como nos garante, no Aquashow pontalício, que apesar de estarmos pior estamos muito melhor que antes dele. E que, claro, é nele, alguém capaz de vender sem regatear (ou mesmo sem dar por isso) o que de mais precioso há, que devemos confiar como salvador. 
 
in: DN (Fernanda Câncio)

Equívocos da direita

Nos ultimos dias, a direita tem andado confusa. Ora erram nos números e nos "rankings", sem o pingo de vergonha de os corrigirem quando qualquer um é capaz de se aperceber da mentira aberrante que espalham.

Ontem foi a vez de Marcelo Rebelo de Sousa que na TVI já começa a demonstrar um espetáculo lastimável de comentários sobre o que percebe e sobre o que não percebe.
Ele comenta política, literatura, futebol e fofoquices. Revelou até que este ano iria ser muito mau em termos de justiça... na arbitragem futeboleira em Portugal.

Vá lá. Irá ficar em linha com a "justiça" dada ao povo.

O pior é quando Marcelo, por entre os seus tons filosóficos, dignos de quem nunca foi grande coisa na política (é normal hoje em dia, quem mais fala e escreve, é quem apresenta uma frustração desmesurada por nunca ter conseguido sair do "armário político"), verbalizar mentiras.

MRS afirmou que "o imposto extraordinário do subsídio de natal de 2011 foi da responsabilidade de Sócrates". Mentira!
Pelo menos Judite de Sousa corrigiu o Professor, mas há algo que não vai bem no candidato presidencial com mais tempo de antena em Portugal.



O facto é que a mentira toma conta da direita, um pouco por todo o lado, sob o maior descaramento possível. 

Por aqui ficamos. E vamos à procura da Fenomenologia do Ser de Sartre. O tal livro que Passos Coelho disse ter lido, mas que, pelo que parece, não existe.

Sombra, Sombrio...


I thought...

I thought the teacher and Leonel Vieira would give us arguments to show that the PSD has not spent the last 2 years lying about the number of employees of CML. I was wrong ... They tricked us!

He's so quiet ... Thinking about the next lie that will tell people to try to win elections

Mais uma vez, estão enganados.

Como é normal, não foi preciso muito tempo para comprovarmos, mais uma vez, que a oposição em Lousada está enganada. 

Diversas vezes debatida e rebatida a questão dos 1000 funcionários que a Coligação Lousada-Viva afirma existirem na CM Lousada, é a própria CCDR-N a dar conta daquilo que o PS Lousada, sempre afirmou.

No entanto, pode ter sido apenas mais um lapso da coligação. Porventura pensariam que estavam a referir-se aos seus colegas de Paredes, quando se referiam aos 1000 funcionários.

Há que ter mais cuidado nestas análises. Mas ainda assim, sabemos que o emprego é algo mau para a Coligação, tal como é para o seu Governo. Não importa que esse emprego seja autorizado pelo Governo central (PSD/CDS), o que vale a pena é criticar o emprego.

E já agora, mais um dado do JN.

Lousada (município do Norte com menos despesa com pessoal)

Rumo à competitividade

Para o Governo, competitividade e flexibilidade laboral é isto:

Há 153 mil portugueses a receber abaixo de 310 euros/mês

"A crise económica está a ter um impacto decisivo nos salários dos portugueses. O número de trabalhadores com salário igual ou inferior a 310 euros por mês aumentou 9,4% num só ano.

Segundo o inquérito ao emprego publicado na terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), já são quase 153 mil os trabalhadores por conta de outrem que recebem no final do mês um valor igual ou inferior a 310 euros líquidos."

Quando é que o PSD assume a responsabilidade do país?

5 de junho de 2011. Foi a data que o PSD e posteriormente em coligação com o CDS-PP ganharam as eleições em Portugal.

As promessas eram a rodos. Prometia-se seriedade, sucesso, TRANSPARÊNCIA, era um disparate retirar os subsídios de férias, não iam para o governo para dar emprego aos amigos, os cargos de chefia seriam entregues pela sua competência, o desemprego seria o alvo de toda a luta e bastariam 6 meses para que Portugal melhorasse.





Tudo isto, não são histórias. São coisas que saíram da boca dos governantes sociais democratas. Ninguém inventou, ninguém obrigou-os a dizer isso. Ah, e não há defesa possível!


Mas aqui surge uma pergunta. Quando é que estes senhores irão assumir a responsabilidade? QUANDO?

Sabemos bem que para aqueles, no qual a cegueira partidária é a razão do viver, tudo isto é absurdo. Se pudessem, até iam ao extremismo, trocidavam toda a esquerda em Portugal responsabilizando-os por todo o mal do mundo, encarnado na personagem de José Sócrates e eram capazes de os mandar para o fim do mundo.

Estes, que vivem em função de dizerem mal do PS e de todas as pessoas que simpatizam com o ideário socialista, pensam: "Não interessa... se não são por mim, são contra mim", "vivo a minha vida em função de dizer mal dos socialistas", "vou inventar qualquer coisa para insultar este tipo porque acho que é socialista", "vou provocar aquele, porque a prima dele é socialista", "acordo e vou dizer mal do PS", "almoço e espalho a propaganda para dizer o piorio das pessoas, para as provocar, para as insultar, mas é isso que o grande líder quer", "só assim é que reparam em mim", "tenho que conseguir".
UFA... QUE OBSESSÃO DOENTIA.

Pois... Mas tudo funciona ao contrário e estes vivem em constante pesadelo.

Mas estes esquecem-se que as pessoas, cada vez mais, estão informadas, ouvem, apercebem-se, sabem e não vão nas cantigas repetidas até à exaustão de minuto em minuto, num automatismo lamentável e ridularizante, que já é alvo de tons jocosos. Dizem que este, é igual ao outro (em apenas 1 ano) e isto irá piorar. Oh se vai! Infelizmente.

E sim, o PS também é responsável em grande parte pela situação que vivemos! Obviamente.

Ainda assim, defendem o indefensável. E quando se é cego, há uma certa tendência natural para não ser levado a sério, de forma paulatina. "Ui aqueles tipos? Não se lhes pode dizer nada. Só vêm aquilo, são como os burros, só vem para aquele lado" - é o discurso do povo.

O povo sabe em quem votou em 2006 e voltou a votar em 2009. Em 2011 julgou e votou diferente. Isto é democracia. Pobres de espírito aqueles que vociferam ódio perante esta mesma democracia (mas só quando lhes convém).

Agora é pratica comum, ouvirmos algumas cenas lamentáveis. Porque a culpa é sempre dos mesmos. Mas se é, aqueles que estão a governar, o que estão a fazer? Os dados são piores de dia para dia e a culpa é sempre dos mesmos. Olhem que daqui a pouco, também há uma certa tendência natural para se elevar a mártir, quem tantas vezes é criticado. Cuidado! Cuidado!

Será que estes senhores foram lá, para fazerem as nomeações que não convém falar, de tanto ridículas que são? Já para não falar em certos pousos que se encontram quando a maré está favorável, sem concursos e para cargos banais, mas são esses mesmos senhores que surgem com a moral em alta (até que alguém virá levantar lebres e mais lebres).

Para tentar atirar areia para os olhos do povo, como ainda ontem se viu Teresa Caeiro responsabilizar o PS pelo desastre do BPN!
Ora quando vêmos isto... dá vontade de rir.
Bastaria ela ligar para os seus amigos Oliveira e Costa, Dias Loureiro, etc etc etc, ou até, imagine-se, alguns ex-membros do dito banco que foram nomeados pelo seu Governo para cargos de chefia na Caixa Geral de Depósitos. Mas isso, não interessa nada. São sempre os outros! Sempre! CEGOS!

Quando é que Passos Coelho e companhia, assumem de uma vez por todas o que estão a fazer ao país num mísero ano? Ou será que está tudo a correr conforme planeado?

Ai doentia, doentia.

Para terminar e em forma de conselho, pegamos nas palavras de uma pessoa...

"Tomem cuidado com as insinuações porque raramente coincidem com os factos" - Paulo Portas

Tudo corre conforme o planeado?


Cidadão agredido por segurança de Passos Coelho


 Deixaremos isto para posterior análise dos paladinos da verdade.

 

Hoje, 12 de Agosto de 2012 no Algarve e em PLENA DITADURA

Antes era Democracia, HOJE vivemos em PLENA DITADURA

Hoje dia 12 de Agosto ficará gravado para sempre na minha vida. Fui alvo de pura agressão e abuso de autoridade. Ontem, dia 11 de Agosto, participei com todo o orgulho numa vigília perto da residência de férias do actual Presidente da Republica e principal culpado por Portugal ter chegado ao ponto de hoje, acção promovida pela Comissão de Utentes da Via do Infante (CUVI). Como era esperado nem chegamos junto da residência nem nenhum elemento da CUVI foi recebido por alguém. Enquanto permanecemos no local fomos acompanhados por vários órgãos de comunicação social e sempre acompanhados pela GNR, força policial que foi sempre cordial e até estivemos em convívio por algumas horas. Tudo correu bem. Como estava anunciado hoje dia 12 de Agosto, iria a CUVI tentar entregar uma pasta com documentação, diversa, para que o actual 1º Ministro ficasse com conhecimento da pretensão da CUVI. Mais uma vez não nos deixaram aproximar e o mais grave, nem passar numa rua paralela á residência de férias do PM. Qualquer cidadão podia passar, tanto de carro como apeado, só uma dúzia de pessoas e os jornalistas é que não. Existiram alguns momentos de tensão entre nós e a autoridade no local (GNR), momentos absolutamente normais e sem agressões. Como no local encontrava-se um Energúmeno que nos foi apresentado como sendo o chefe de segurança do PM e como era a ele que seria entregue a pasta dos documentos, foi solicitado que a pasta fosse entregue a um agente fardado (GNR), acto que está filmado até ao momento que o Energúmeno apercebeu-se do ridículo que era o agente fardado quase esticar o braço para lhe entregar a documentação e afastou-se de imediato. Mais uma vez estivemos algumas horas em convívio com a autoridade fardada e com os jornalistas. Gritávamos algumas palavras de ordem para “animar” quem se ia juntando no local e entregávamos um flyer com a Marcha do Pontal no próximo dia 14 de Agosto. Cerca das 13h00 afastamo-nos do local e fomos descansar um pouco e comer algo. Não faço parte da CUVI mas sim sou, apoiante por considerar e subscrever as suas iniciativas importantes para o ALGARVE.

Agressão e Abuso de Poder

Depois do nosso almoço e como muitos cidadãos mostravam a sua solidariedade para com a CUVI e seu propósito: A injustiça e o crime que foi a introdução de portagens na Via do Infante, exigindo por isso que seja retirada de imediato as portagens. Luta essa que já dura á mais de 1 ano e meio. Entendemos passear até á praia para irmos distribuindo mais flyers. O calor era insuportável e paramos no largo onde tínhamos estado de manhã mas afastados da rua onde tínhamos sido bloqueados pela GNR. Reparamos então na movimentação da segurança á civil e ficamos na expectativa que iriamos ver o PM a deslocar-se para o areal. Existe uma rua em frente, separada por um largo onde estão varias barracas montadas e em linha recta, entre a rua da residência de férias do PM e o acesso á praia. Portanto existia uma forma do PM ir para a praia sem passar por nós, bem visíveis pelos cartazes e pelas camisolas pretas. Como reparei que a comitiva (Agentes da GNR fardados e vários indivíduos á civil, entre eles o tal Energúmeno) e o PM acompanhado por uma senhora e crianças, peguei no meu telemóvel e de braços no ar fui filmando a aproximação.

  1. Não me escondi e tornei-me bem visível para que vissem que estava no mínimo a fotografar ou a filmar com um telemóvel.
  2. A minha intenção era de registar um suposto encontro entre as partes.
  3. Até por não estar nenhum órgão de comunicação social no local.
  4. Estávamos em pleno espaço público.
  5. Começamos a gritar as mesmas palavras de ordem, como tinha acontecido de manhã.
  6. Passaram mesmo junto a nós, sem qualquer gesto ou palavra do PM.
  7. Estava a filmar, já as costas da comitiva quando senti uma mão a ROUBAR o meu telemóvel com uma violência tal que fiquei com um vergão no pescoço (fotos em anexo) e outras pessoas foram empurradas.
  8. Exigi que o Energúmeno mostrasse a sua identificação mas simplesmente virou-me as costas e desapareceu com o meu telemóvel.
  9. Como fui impedido de ir atrás do Energúmeno por outros indivíduos á civil, comecei a gritar “Gatunos e Ladrões”.
  10. Passados breves minutos o Energúmeno veio devolver-me o telemóvel e disse-me olhos nos olhos: “Se abres a boca dou-te ordem de prisão”.
  11. Ao ver que me tinham apagado a pasta completa onde tinha fotos minhas e não só o vídeo que tinha acabado de fazer, comecei aos gritos: FACISTAS.
  12. Todos estes factos foram presenciados por cidadãos que passavam no local e por quem me acompanhava.
  13. Nenhum agente da GNR fardado teve qualquer influência ou atitude perante estes factos, por tal louvo a postura.
  14. Tenho fé que alguém consiga recuperar o que foi apagado e publicamente mostrado, tudo, o que acabo de descrever.
  15. Aconteça o que acontecer não me calarei sobre este episódio em plena Democracia.

Quem assistiu sabe que não é a verdade do Paulo mas sim dos factos ocorridos.

E se eu me virasse ao Energúmeno pois estava á civil e nem se identificou?

Não é em nome da segurança nacional que se agride um cidadão e se rouba o seu telemóvel.

E se o tal Energúmeno tivesse chegado ao pé de mim, delicadamente, solicitando para ver o que eu estava fazendo e me tivesse exigido o “apagamento” do filme, seria a mesma coisa? Faria de boa vontade e sem qualquer revolta.

E se fosse um estrangeiro de férias a proceder como procedi, a actuação seria a mesma?

Logo eu que tenho louvado a forma como as autoridades teem agido para comigo. Logo eu que tenho tentado compreender algumas actuações das autoridades.

Hoje perdi todo o respeito por estas “figurinhas”:

  • Presidente da Republica, Aníbal Cavaco Silva por sentir-me ofendido pela sua afirmação: “Os Portugueses viveram acima das suas possibilidades”. Todo e qualquer cidadão comum quando viveu acima das suas possibilidades, ficou sem a sua casa, o seu carro e com ordenado penhorado até 1/3. Quem viveu acima das suas possibilidades foram Todos os Políticos e Gestores Públicos que ROUBARAM, DELAPIDARAM o erário publico sem qualquer RESPONSABILIZAÇÃO CIVIL OU CRIMINAL e até PREMIADOS.
  • 1º Ministro de Portugal, Passos Coelho por ter sido eleito debaixo de mentiras e INCOMPETENCIA PURA. Por ser CUMPLICE de ALGUNS MAFIOSOS que estão no GOVERNO. Por ter tido a COBARDIA de nem tentar apaziguar, os factos descritos acima, escondendo-se no interior de um quiosque para não ser testemunha dos factos ocorridos.



Não posso ter respeito por quem não me respeita e que penhorou o futuro da próxima geração e de Portugal.

Perdi hoje a minha postura pacífica. Não contem mais comigo para actos pacíficos.

ACORDEM, ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS.

ONTEM FORAM OUTROS, HOJE FUI EU E ACREDITEM QUE AMANHÂ SERÃO VOCÊS!

FORA COM A DITADURA, LUTEMOS POR UMA DEMOCRACIA VERDADEIRA.

Paulo A. G. Ribeiro

Faro, 12 de Agosto de 2012

Pontal no aquário, sem submarinos.


Mais de 1 ano após a governação de direita em Portugal, um balanço para a festa reservada do PSD no Pontal:

- O desemprego rompeu todos os máximos históricos.
- O PIB está em queda livre.
- A queda no segundo trimestre foi a maior contracção em três anos.
- A economia portuguesa foi a que mais encolheu no segundo trimestre de 2012 a seguir à Grécia.

- Estamos no sétimo trimestre em queda da economia.
- Até Junho, o número de empresas que iniciou processos de falência aumentou 46,7%.
- Os salários em atraso registados aumentaram 16%.
- A produção industrial afunda-se.

Perante estes e outros dados de um país em colapso, o PSD ainda vai transferir a festa do próximo ano para um sótão.

Tiago Barbosa Ribeiro

Voltou a escravidão a Portugal?

A notícia de ontem, referente à continuidade dos CNO's, só pode ser uma distinta brincadeira de mau gosto, da autoria do Governo de Portugal.

Foi dada permissão para os Centros Novas Oportunidades continuarem ativos até ao final do ano (notícia avançada pela maioria dos órgãos de comunicação social), mas esqueceram-se de referir que não é dada qualquer verba para pagar aos técnicos (algo que pouca comunicação social referiu - porque será?).

Começa-se a atingir um estado de completa ausência de vergonha institucional. 

O próprio Estado, alegadamente a entidade que deve acima de tudo dar o exemplo ao país, quer as pessoas trabalhar e a produzir para si, mas não lhes quer pagar. 

Qual escravidão, qual quê!

Vamos lá ser sérios com o povo e alterar isto, sim?

Aproveitem e divulguem!


Uma parceria entre as melhores universidades do mundo, permitiu que fosse lançada esta excelente medida.

Cursos online e gratuitos, a iniciar em outubro, com a garantia de qualidade de instituições como o MIT, Berkeley e a universidade de Harvard.

https://www.edx.org/

Tudo gente séria.

O silêncio é de ouro para os defensores inveterados e obcecados pela ala direita.

Tudo gente séria.

Onde estão os documentos dos Submarinos???

Grande parte da documentação dos submarinos desapareceu do Ministério da Defesa. Sumiram, em particular, os registos das posições que a antiga equipa ministerial de Paulo Portas assumiu na negociação.

"Apesar de todos os esforços e diligências levadas a cabo pela equipa de investigação, o certo é que grande parte dos elementos referentes ao concurso público de aquisição dos submarinos não se encontra arquivada nos respetivos serviços [da Defesa], desconhecendo-se qual o destino dado à maioria da documentação", escreveu o procurador João Ramos, do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), em despacho de 4 de junho que arquivou o inquérito em que era visado apenas o arguido e advogado Bernardo Ayala (o processo principal continua em investigação).

Nos últimos anos, já tinha sido noticiado o desaparecimento de vários documentos do negócio concretizado, em 2004, quando Durão Barroso era primeiro-ministro e Paulo Portas ministro de Estado e da Defesa Nacional. Mas, agora, é o próprio Ministério Público não só a reconhecer o problema como a atribuir-lhe uma dimensão que vai para além dos casos pontuais já noticiados.
 

Paulo Portas, de férias nos Açores, está “incontactável”. Mas haja esperança: mais cedo ou mais tarde, a notícia há-de chegar aos Açores e Paulo Portas não demorará a disponibilizar as 61.893 páginas de documentos que digitalizou quando saiu do Ministério da Defesa (até porque se supõe que a ciclópica tarefa foi paga pelo erário público). Ou deveria ser o Ministério Público a requisitar os documentos digitalizados?

Parece impossível...


ATRÁS DE MIM VIRÁ QUEM BEM DE MIM FALARÁ
 

Sócrates votado como o melhor primeiro-ministro

Tudo gente séria.

'Não vou para o governo para arranjar emprego para os amigos' 

Passos Coelho


A cada dia que passa, dá vontade de recordar vezes sem conta, aquilo que era dito pelo PSD enquanto oposição.

Qual consenso político, qual quê!



“PSD/CDS rejeitaram mais de 75% das propostas do PS”

 

E depois ainda têm o descaramento de afirmarem que o país necessita de consenso político e da participação do maior partido da oposição!

Curiosidades... infelizmente

Há quatro anos era assim:

Maior manifestação de sempre contra a avaliação dos professores. Professores reclamam não terem tempo para trabalharem/leccionarem, estando envoltos de burocracia devido à avaliação.





Hoje é assim.

Maior despedimento de sempre de professores, na história do ensino em Portugal.
Desemprego entre professores subiu 151% no espaço de um ano.


Conclusões? Tire você mesmo.
Há quatro anos, não havia tempo para trabalhar. Hoje.. não há trabalho!

O Exemplo!

O Insurgente, que nada tem a dizer sobre as pressões e a intromissão na soberania da Grécia ensaiadas pela Alemanha, a Áustria, a Finlândia e a Holanda, acha mal que Hollande pressione a Itália a aceitar o resgaste da UE. Parece-me natural. No fim de contas, François Hollande está a fazer tudo o que prometeu em campanha e a economia da França rapidamente respondeu de forma positiva. E a receita do presidente gaulês inclui medidas inomináveis, entre elas um imposto sobre os mais ricos que vai incidir no património e nos rendimentos, um corte de 30% nos salários dos membros do Governo, o fim de várias benesses dos governantes (carro pago pelo contribuinte, ajudas de custo, etc.) e a alocação das verbas poupadas em programas de estímulo ao emprego de jovens licenciados. Inconcebível, um Governo que se preocupa em dar o exemplo nos cortes de despesa preocupando-se ao mesmo tempo em injectar esse dinheiro em sectores da economia dependentes do Estado. Um Governo preocupado em fazer incidir a austeridade sobretudo sobre os mais ricos.

Ainda bem que o nosso Governo PSD/CDS não está a fazer nada disto - os carros dos governantes continuam a ser topo de gama, os salários não baixaram (e Pedro Passos Coelho até acha que os políticos não são bem pagos) e os boys continuam a entrar nos ministérios e nos institutos públicos ganhando os dois subsídios que o resto da Função Pública perdeu. Abençoado Governo de direita, que não segue a receita completamente alucinada dos franceses...

Sérgio Lavos

Austeridade não está a funcionar!


Continua o ataque à Escola Pública por parte do Governo

Sabemos atualmente a situação em que se encontra a Escola Pública Portuguesa.

Sabemos a trapalhada no concurso dos professores e nas suas colocações.

Sabemos os despedimentos que estão a acontecer, a ritmo alarmante.



E sabemos que a Escola Privada, continua a manter o financiamento do Estado! Esse mesmo financiamento que no ano passado foi aumentado de forma abismal em prejuízo dos que menos podem.


Governo do Desemprego

Será que já repararam o que se está a passar na Educação no nosso país?

Será que já repararam mesmo, que o Governo prefere enviar pessoas qualificadas para o desemprego, do que colocá-los a trabalhar (produzindo para o país). Exemplos não faltam com esta trapalhada dos professores e dos horários zero, a iniciativa Novas Oportunidades que nenhuma indicação é dada aos seus alunos e profissionais, etc etc etc.

Pelos vistos é preferível pagar o subsídio de desemprego, do que dar trabalho a estas pessoas, aproveitando-as para fazerem qualquer tipo de trabalho correspondente.

BINGO!

"Não foi encontrada evidência robusta de que a maior facilidade em despedir tivesse efeitos significativos na criação de emprego ou no fluxo de trabalhadores." (Secretário de Estado do Emprego, em artigo académico). 

Se calhar, agora já nem era muito preciso que fosse robusta: uma qualquer prova bastaria. 
Mas há um resultado robusto no artigo: despedimentos mais baratos levam à diminuição de salários (por perda de poder reinvindicativo?). 
Bingo! 
Ou seja, a lei muda, os custos do trabalho diminuem, o que é bom, mas os proveitos dessa diminuição vão todos para os empregadores. 

Foi por estas e por outras que se inventou a social-democracia...que um dia, espera-se, regressará a este pobre país.

Pedro Lains

Salvar Portugal à Bruta



Se algum dia tiver de perder umas eleições em Portugal para salvar o País, que se lixem as eleições, o que interessa é Portugal", disse esta semana Pedro Passos Coelho. É uma declaração que rejeita o eleitoralismo ao mesmo tempo que é profundamente eleitoralista, e por isso só está ao alcance de um político muito hábil. Sou um grande admirador de declarações que contradizem aquilo que afirmam. "Eu não gosto de falar de mim", diz alguém. E eu rejubilo, porque essa pessoa acaba de me fornecer uma informação sobre si mesma -logo ela que não aprecia fazê-lo. Com Passos Coelho sucede o mesmo: é eleitoralista quando repudia o eleitoralismo. Sacrifica-se duplamente por nós: perdendo eleições e incorrendo em abominável eleitoralismo.

Mas, mais do que fazer aquilo que repudia, aquela declaração é importante para compreender a soteriologia do passoscoelhismo, que difere bastante da da maior parte das religiões. Em princípio, uma religião só oferece a salvação ao crente que deseje ser salvo. No passoscoelhismo, porém, a salvação não depende da vontade do crente. Passos Coelho é nosso redentor quer nós queiramos quer não. Ele vai salvar-nos e é à bruta.

Repare-se que, para salvar o País, ele não se importa de perder umas eleições.

O eleitorado, que aparentemente prefere a perdição do País, ameaça castigar Passos Coelho com uma derrota eleitoral.

Nas urnas, o povo português fará o raciocínio inverso ao do primeiro-ministro: que se lixe Portugal, o que interessa são as eleições. Mas Passos Coelho não se importa. Vai salvar-nos, mesmo contra a nossa vontade.

Outra distinção importante reside no facto de Cristo se ter sacrificado por nós.

Passos Coelho opta por infligir os sacrifícios àqueles que pretende salvar. Uma coisa é ser Messias, outra é ser parvo.

Cristo percorreu a Via Dolorosa; Passos Coelho põe o povo a percorrê-la. E antes fez com que a via deixasse o regime SCUT, para a cruz ficar mais pesada.

Um dos problemas da salvação oferecida por Passos Coelho é que a maior parte das pessoas não se apercebe de que está a ser salva. Não compreende que está desempregada para seu bem, que vive mal para impressionar favoravelmente os mercados, que ganha salários miseráveis para glória presente e futura de Portugal.

Ninguém mandou Passos Coelho tentar salvar um povo tão estúpido.

RAP (Visão)

Regimes de excepção (PSD/CDS)

Mais um para fazer corar de vergonha.


À atribulada nomeação da nova administração da Caixa Geral de Depósitos não faltou sequer uma enorme trapalhada com as remunerações de alguns dos seus gestores. O Estatuto do Gestor Público prevê que os administradores das sociedades de capitais públicos (que se encontrem em regime de concorrência no mercado) possam optar por um ordenado que resulte da “remuneração média dos últimos três anos do lugar de origem”. O legislador parece ter apenas pensado nos gestores que exercem funções no sector público, como os que já se encontravam na Caixa ou os que estavam em trânsito do Banco Portugal.

Acontece que três dos gestores contemplados não têm “lugar de origem” para o qual possam regressar após saírem da Caixa:
    • O chairman, Faria de Oliveira [PSD], que está aposentado;
    • Nogueira Leite [PSD], que se despediu do grupo Mello para se alçar à administração da Caixa; e
    • Fernandes Thomaz [CDS-PP], que vendeu a sua participação na boutique financeira Ask.
Uma interpretação mais elástica da lei permitiu ao ministro das Finanças evitar entrar em choque com o baronato laranja: um oportuno despacho hoje publicado (com efeitos a 1 de Abril) evitou que Nogueira Leite regressasse à blogosfera.

Crónica de Pedro Bacelar Vasconcelos


"(...) Segundo noticia do jornal "Público", de 10 de dezembro de 2008, o PSD denunciava, então, como sendo uma "pouca vergonha", a nomeação sem concurso público dos diretores executivos dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES). Os ACES eram as novas estruturas responsáveis pela coordenação das redes locais de cuidados de saúde primários, criados no âmbito da reforma da saúde promovida pelo governo de então. O PSD, então principal partido da oposição, pela voz dos seus deputados, Carlos Miranda e Regina Bastos - antiga Secretária de Estado da Saúde do Governo de Santana Lopes - exigia a imediata suspensão do processo de nomeação dos novos 74 diretores executivos, qualificando-os de "comissários políticos" e acusando o governo de instrumentalizar a nova estrutura de gestão do Ministério da Saúde, "colocando-a ao serviço de clientelas políticas". Sustentando a necessidade de assegurar uma efetiva autonomia de gestão aos Agrupamentos de Centros de Saúde, o deputado Carlos Miranda alegava, há pouco mais de três anos, que só "o concurso público" podia garantir a adequação do "perfil do candidato" aos objetivos da reforma dos cuidados de saúde. E a deputada Regina Bastos proclamava enfaticamente que: - "é importante que fique para a história que o PSD se bateu para que esta pouca vergonha não fosse consumada".

Passaram três anos, o PSD está agora no Governo e tinha finalmente a oportunidade de assumir os princípios por que se batera e abrir concurso público para os diretores executivos dos agrupamentos dos centros de saúde (ACES). Mas não! Nem abriu concurso nem mostrou a menor preocupação com a adequação do "perfil do candidato"... Em nota de imprensa divulgada na passada terça-feira, o Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos "manifesta a sua preocupação e perplexidade perante nomeações, para cargos de elevada responsabilidade e complexidade, de pessoas cujo Curriculum Vitae demonstra uma total ausência de experiência profissional na área da gestão da saúde e na governação clínica", concluindo que "são completamente incompreensíveis e inaceitáveis as referidas nomeações" que nem sequer serão submetidas à avaliação da Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CRESAP) - ainda que a reputação da CRESAP, convenhamos, tenha saído abalada do imbróglio da nomeação dos novos administradores do Metro do Porto... Num momento em que tantos sacrifícios são impostos aos cidadãos e o Serviço Nacional de Saúde enfrenta tão graves dificuldades é inconcebível tanta incoerência e irresponsabilidade."

 in: JN

Tenham Piedade, pf!

Por favor, não procurem mais, não encontrem mais motivos para que Relvas se demita. Não nos dêem mais motivos (aos Portugueses) para que, sempre que nos seja anunciado o Ministro Dr. Miguel Relvas, fiquemos com um sorriso malandro nos lábios.

Uma pessoa deve-se demitir enquanto há tempo. Depois, é o desprestigio, o gozo permanente.
Não havia necessidade!




Empresas já podem aceder a novos apoios para contratar jovens desempregados

Regras do programa de combate ao desemprego “Impulso Jovem” entraram ontem em vigor.
As empresas portuguesas já podem começar a contratar jovens desempregados ao abrigo dos apoios do programa "Impulso Jovem". Isto numa altura em que o desemprego entre os jovens ultrapassa os 36% em Portugal, segundo dados do Eurostat.

O Conselho de Ministros aprovou no início de Junho o programa de combate ao desemprego "Impulso Jovem", que envolve mais de 344 milhões de euros e vai abranger 90 mil jovens. As regras da medida "Passaporte Emprego" entraram ontem em vigor.

O "Passaporte Emprego" é um programa de estágios profissionais remunerados que garante, no final de seis meses, um prémio de integração caso ocorra a celebração de um contrato de trabalho sem termo. As candidaturas a estes apoios devem ser apresentadas ao Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) pelas empresas interessadas. Conheça as regras de algumas medidas do Impulso Jovem.

1 - A quem se destina o programa de estágios?
O programa "Passaporte Emprego é destinado a sectores de bens transaccionáveis e às regiões Norte, Centro, Alentejo e Algarve. Em causa estão jovens entre os 18 e 25 anos ou entre os 26 e os 30 mas, neste caso, apenas estão incluídos alguns níveis de formação. Os jovens têm de estar desempregados há mais de quatro meses.

2 - Que empresas se podem candidatar?
Podem candidatar-se pessoas singulares ou colectivas, preferencialmente que operem no sector de bens e serviços transaccionáveis, mas também nos sectores agrícola, da economia social e do associativismo juvenil e desportivo.

3 - Restrições para quem já frequentou outros estágios
Quem já tiver frequentado um estágio profissional financiado por fundos públicos só pode ser abrangidos pelos novos estágios em duas situações: se o estágio anterior tiver concedido um novo nível de qualificação ou se o jovem tiver obtido uma qualificação em área diferente e o novo estágio seja nessa área. Os estágios também não podem abranger jovens que tenham tido uma relação laboral, de prestação de serviços ou de estágio com a empresa em causa no ano anterior.

4 - Estágio dura seis meses e obriga a formação
Todos os estágios duram seis meses mas têm de proporcionar pelo menos 50 horas de formação dada por entidade certificada. Os estagiários são equiparados a trabalhadores por conta de outrem e têm portanto de cumprir as suas obrigações de IRS e Segurança Social.

5 - Bolsa de estágio pode ser totalmente comparticipada
Nos estágios destinados à economia social a bolsa é totalmente comparticipada. Noutros casos, o primeiro estagiário contratado também garante 100% da bolsa nas empresas com dez trabalhadores ou menos. Os restantes casos (segundo estagiário e empresas com mais de dez funcionários) a comparticipação é de 70%.
As bolsas correspondem a 419,22 euros no caso de estagiários sem o ensino secundário, subindo para 524 euros no caso de jovens com essa qualificação. Ensino pós-secundário ou superior já dá direito a bolsa de 691,7 euros. A empresa tem depois de pagar subsídio de alimentação e de transporte e seguro de saúde.

6 - Prémio de integração para quem contrata sem termo
As empresas que contratem sem termo os estagiários no prazo máximo de 30 dias após a conclusão do estágio têm direito a um prémio de integração no valor da comparticipação com a bolsa de estágio.

in: Diário Económico

Alvíssaras, estamos despedidos!

"Hoje realiza-se o sonho de milhares de gestores e empresários. Hoje é um dia de libertação, dia em que eles podem entrar pelas empresas, fábricas e escritórios e bradar uma nova mensagem aos trabalhadores: "Senhoras e senhores, de hoje em diante seremos finalmente mais competitivos: estão todos despedidos!".
O brado é exagero, mas sintetiza a ironia demissionária de quem não conseguia demitir. As empresas não são competitivas? A culpa era da lei. Falta produtividade? Com despedimentos não seria assim. Mas hoje mata-se o bode expiatório: entra em vigor a nova legislação laboral.

O despedimento individual era um tabu. Era quase impossível de conseguir sem ser por mútuo acordo. Sem pagar compensações suficientemente elevadas. Isso pode acabar hoje. Pode... Depende do entendimento que os tribunais dêem aos conceitos agora alargados de justa causa. Os juristas têm desvalorizado este impacto, mas são suspeitos na matéria. O efeito psicológico está conseguido. E muitos despedimentos não chegam a tribunal. O primeiro impacto da lei está garantido: milhares de despedimentos. O resultado final será depois avaliado: milhares de contratações? Eis uma reforma estrutural, assinado: Álvaro Santos Pereira. Mas também Pedro Mota Soares. E João Proença.

Os despedimentos são um ponto focal na legislação que entra hoje em vigor: concentra atenções. Mas o maior impacto está assegurado através de outras medidas. Medidas que garantem que vamos todos trabalhar mais tempo e, indirectamente, ganhar menos dinheiro.

Vamos trabalhar mais sete dias por ano a partir de 2013: acabam três dias de férias e quatro feriados. As empresas vão pagar menos pelas horas extraordinárias, com quebras que, no caso das contratações colectivas mais extremas, ultrapassam os 50% face aos valores actuais.

Estas duas medidas não estavam no memorando com a "troika", mas parecem querer compensar o fim da descida da taxa social única. Segundo um estudo do Governo divulgado ontem pelo Negócios, o impacto destas quatro medidas (menos feriados, menos dias de férias, horas extras mais baratas e compensações mais baixas em caso de rescisão) resulta numa redução de 5,23% no custo por hora trabalhada.

Agora começamos a entender-nos. Não estamos a falar de aumentar a produtividade, mas sim a produção. E estamos a falar da queda dos custos de trabalho para ser mais competitivo, indicador em que, segundo a OCDE, Portugal já acumula a maior queda de sempre, em termos reais.

"Desvalorização interna" é isto. Quando se ouve economistas, como Paul Krugman, dizerem que os salários dos portugueses têm de cair 20 a 30% face aos dos alemães, é isto. Já está a acontecer. Os salários líquidos já estão a descer, quando se aceitam novos empregos por menor remuneração do que aqueles que se perderam. E os custos médios do trabalho para as empresas já estão e vão descer, por redução das horas extras e indemnizações, e por diluição em mais horas de trabalho.

A economia está a ajustar-se do lado dos trabalhadores. Não chega. É preciso reduzir o tamanho do Estado e pagar dívidas para reduzir impostos. E é preciso ser justo, seja com rendas monopolistas, para baixar os outros custos além dos laborais, seja com situações de favor e nomeações políticas. Por exemplo, hoje é também o dia em que centenas de chefias do IEFP deixam de o ser. Para serem substituídas, renovadas ou extintas? O IEFP, que é um viveiro de "boys" (como o é a Segurança Social, o Fisco e outras direcções) vai manter o número de chefias, para distribuição de salários, ou reduzi-los?

A nova lei laboral é feita a pensar nas empresas. Baixa-lhes os custos. Promete libertação. Agiliza o mercado e, segundo os mesmos dados do Governo, terá um impacto positivo no emprego de 2,54% a curto prazo e 10,55% a longo prazo. E revelará a qualidade dos gestores em Portugal. Porque muita gente detesta despedir, está embrenhada com os trabalhadores na prosperidade ou salvação das suas empresas. Mas mais gente ainda detesta outra coisa: perder dinheiro. Ou o seu próprio emprego. Mas com esta lei laboral, ninguém nos agarra!"

Pedro Santos Guerreiro (J Negócios)