“A miséria não acaba, porque dá lucro”


"Sou reformado. Não posso viver com estas condições. Recuso-me a procurar comida no lixo. Decidi terminar a minha vida"

Esta foi a última mensagem que Dimitris Christoulas um cidadão grego, ex-farmacêutico, deixou à sua pátria antes de se suicidar em frente ao Parlamento, sob forma de protesto contra um governo que, segundo ele, “aniquila as possibilidades de sobrevivência porque só se importa com o ajuste financeiro”.

Perante a violência de tal ato, demonstrativo do limite já ultrapassado com austeridade em cima de austeridade, o aviso é dado a Portugal.
A Crise não pode justificar tudo!

Estas questões são extremamente graves e põe em risco os limites do que é razoável exigir ao povo. Dia após dia, caminhamos a passos largos para uma situação de incumprimento social perante os nossos cidadãos e as noticias, infelizmente, não são animadoras perante o caminho que só visa o cumprimento do défice, que ainda assim não se avizinha nada fácil.

É claro que todos sabemos que temos um Governo “mais Troikista que a Troika” e aqui tudo muda de figura.
Uma coisa é o que a Troika nos exigiu e nos comprometemos a cumprir, outra é ir além disso e aproveitar esse facto para elaborar um plano ideológico de aniquilação do papel do Estado.

Sabemos hoje que temos um Primeiro-Ministro que assume que estas medidas eram necessárias e que contavam com o seu apoio, mesmo que não estivéssemos sob supervisão do FMI (o que em abono da verdade não deixa de ser preocupante), mas diariamente reparamos nas contradições de múltiplas medidas que só tem um denominador comum – austeridade.

Ainda assim, existem medidas acertadas e de extrema necessidade mas outras revelam o carácter e as intenções de destruição do Estado Social de quem nos governa.

Os cortes no pagamento do transporte não-urgente de doentes é um dos sinais mais evidentes da diferenciação que se quer implementar em Portugal. Quem tem dinheiro recebe tratamento porque paga, quem não tem, fica entregue à sua sorte.
Pois bem, como nem todos têm dinheiro para pagar planos de saúde privados, exemplos destes surgem diariamente, nomeadamente nos Hospitais e Bombeiros – as pessoas estão a deixar de frequentar os tratamentos porque não tem como liquidar os tratamentos e o transporte! Espanta que até nisto, se quisermos ver por uma perspetiva meramente económica “sai pior a emenda do que o soneto”. É bem mais dispendioso ao Estado tratar das pessoas à posterior ou seja, quando não há nada a fazer para solucionar um problema grave de saúde, do que comparticipar os tratamentos das pessoas quando pode haver retrocesso.

Os casos surgem diariamente. O último foi denunciado pelo Presidente do Colégio de Oncologia da Ordem dos Médicos, referindo que há pessoas com cancro, a faltar aos tratamentos porque não têm como pagar um transporte de ambulância, existindo outras que só têm dinheiro para pagar a ida para o hospital e depois não tem como regressar a casa.

Outra situação, surgiu há duas semanas. O Estado recusou-se a pagar ao IPO do Porto 7,5 Milhões de Euros gastos em tratamentos de quimioterapia, porque a medicação dada “foi feita em comprimidos e não em injetável” tal como estava no contrato programa. Revertendo as questões técnicas e acordadas para segundo plano, é realmente curioso como assumimos as despesas integrais e abismais do BPN para vendê-lo “limpinho” ao BIC de Mira Amaral, e recusamos o pagamento de tratamentos de quimioterapia.

Cerca de 8000 milhões de euros dariam para pagar quantos tratamentos?

É necessário haver rigor e concertação, mas muita ponderação e humanismo. Principalmente nos dias que correm, porque o “Mudar” e a “política de verdade” de Passos Coelho foi-se com o vento.

Nelson Oliveira
Presidente da JS Lousada
in: TVS

“Pedro Machado não gosta de se pôr em bicos de pés só para ser visto”

José Santalha - Presidente PS Lousada
José Santalha, presidente da Comissão Política Concelhia, em fim de mandato, nesta entrevista ao TVS, considera que Pedro Machado tem perfil técnico e político para ser um dos candidatos possiveis às próximas eleições autárquicas. O chefe de gabinete da Câmara de Lousada considera mesmo que a Coligação Lousada Viva e em especial o presidente do PSD, Agostinho Gaspar mostra demasiada inquietação e ansiedade ao preocupar-se com os possíveis candidatos do PS.
José Santalha, a propósito da carta enviada pelo número dois do executivo socialista aos munícipes, sai em defesa de Pedro Machado e acusa o PSD e CDS-PP de dizer tudo o que querem, ainda que falso ou demagógico, sem que ninguém os desminta. No que toca às criticas ao endividamento, uma bandeira que tem sido sistematicamente agitada pela direita, lembra que só por má-fé se pode dizer que o passivo da câmara é galopante. Nesta matéria remete para o anuário financeiro dos municípios portugueses 2010 da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, salientando que o endividamento líquido do município é de 9.851.858 euros e que o município aparece nos 50 com o endividamento líquido mais baixo, e no Vale de Sousa é o município com menor endividamento líquido. A este propósito salienta, também, que a autarquia lousadense é na região o concelho que executa mais obras por administração direta, reduzindo substancialmente o custo destas, o que obriga à existência de colaboradores.

TVS: O atual vice-presidente e vereador da Câmara Municipal de Lousada, Pedro Machado, é apontado como um possível candidato à autarquia lousadense. Considera que ele reúne as condições para protagonizar uma candidatura pelo PS?
José Santalha: Pedro Machado, sem qualquer dúvida, tem perfil para protagonizar uma candidatura do PS, se essa for a decisão do partido. Embora considere que o PS tem outras pessoas com perfil para assumir uma candidatura, se a escolha do partido vier a recair em Pedro Machado, e este aceitar esse desafio, será para mim uma grande satisfação pessoal porque fui eu quem o propôs a integrar a lista no anterior mandato, proposta da qual me orgulho porque veio a revelar-se uma mais-valia para o executivo.

TVS: Já foi realizado algum convite formal por parte da estrutura concelhia do partido? Os militantes do partido revem-se no seu trabalho?
JS: Só após as eleições internas para a concelhia do PS Lousada é que será definida a candidatura às autárquicas. Se Pedro Machado quer assumir esse compromisso e se tem condições para o fazer, ao nível pessoal e familiar, é uma questão à qual só ele pode responder. Sem falsas modéstias, acho não só que os militantes do partido se revem no seu trabalho, como também a maioria dos Lousadenses que não associam o trabalho autárquico a partidos.

TVS: Como é que define o trabalho realizado pelo atual vice-presidente?
JS: Pedro Machado é um homem sério que ao longo destes dois mandatos tem demonstrado uma capacidade de trabalho acima da média, para além de uma elevada competência técnica e sensibilidade humana, domina perfeitamente todos os dossiês municipais e demonstra uma grande capacidade para ouvir.
É uma pessoa com ideias muito claras e com um discurso conciso e de verdade, Muito discreto, que não gosta de se pôr em bicos de pés só para ser visto. Neste, como em muitos outros aspetos, é parecido com Jorge Magalhães.

TVS: O líder do PSD Lousada, Agostinho Gaspar, disse não estar convicto da escolha de Pedro Machado para protagonizar uma candidatura à autarquia. Quer comentar?
JS: É uma opinião que Agostinho Gaspar expressou, em jeito de retaliação, após a distribuição da carta que Pedro Machado enviou à população. Agostinho Gaspar mostra demasiada inquietação e ansiedade ao preocupar-se com os possíveis candidatos do PS.

TVS: É expetável que possam surgir outras escolhas? Quais os candidatos que estariam em lugar elegível ou que poderiam protagonizar uma candidatura à autarquia, caso Pedro Machado não avance?
JS: Nesta altura tudo é expectável. De momento não há candidatos elegíveis ou não elegíveis, mas sem dúvida que existem diversas pessoas com qualidades para protagonizar uma candidatura pelo PS.

TVS: Cristina Moreira e Eduardo Vilar, poderiam ser uma aposta da estrutura socialista para protagonizar um duelo com o candidato da oposição?
JS: Como já referi o Partido tem no seu seio pessoas com muita qualidade, nas quais se incluem a Cristina Moreira e o Eduardo Vilar, dois vereadores já com provas dadas da sua competência e empenhamento.

TVS: Preocupa-o o resultado obtido pela Coligação nas eleições de 2009?
JS: O PS Lousada obteve nas últimas eleições mais uma maioria esmagadora e cresceu em número de votos.

TVS: Está preparado para a possibilidade do PS perder as eleições?
JS: São cenários que não traço por antecipação, é uma decisão que está nas mãos dos Lousadenses e eles já demonstraram que, sempre que são chamados a decidir, decidem com clarividência, não dando relevo a promessas demagógicas.

TVS: Neste cenário considera que tem condições para continuar à frente da Comissão Política Concelhia?
JS: Estou no meu último mandato, pelo que nas próximas autárquicas já será outra pessoa que estará à frente da Comissão.

TVS: O PS estaria disponível para trabalhar com o candidato vencedor qualquer que fosse a sua posição político-partidária?
JS: O Partido Socialista está e estará sempre disponível por Lousada. O poder não é um fim em si mesmo. O objectivo do PS Lousada não é perpetuar o poder, mas antes continuar a contribuir para o desenvolvimento do nosso concelho e para o bem-estar dos Lousadenses.

TVS: O que pensa do trabalho realizado pelo atual presidente da câmara?
JS: O presidente é claramente uma referência do poder local no país.

“A Coligação PSD/CDS muda de opinião ao sabor do vento e do tempo”

TVS: Como responde às críticas feitas no que toca ao parque urbano, requalificação da vila e ao complexo desportivo de Lousada. Acha que estamos perante obras faraónicas?
JS: Há uns anos atrás, a Coligação PSD/CDS dizia que Lousada era o único concelho que não tinha um parque urbano. Quando a obra começou a ser feita disseram que era desnecessária. Agora já dizem que está a ser feita no local errado. Em que ficamos?
O mesmo aconteceu com o centro urbano da Vila. Eramos criticados por não renovar o espaço público, quando municípios vizinhos o fizeram. Agora que surgiu a oportunidade e a obra se encontra em execução continuamos a ser criticados…
Quanto ao complexo desportivo, há uns anos atrás diziam que ia ser um elefante branco. Os milhares de atletas que passaram e continuam a passar pelo complexo obrigaram a Coligação PSD/CDS a abandonar essa crítica. Agora dizem apenas que estão preocupados com as despesas de funcionamento do complexo.
A coligação PSD/CDS tem como principal objectivo criticar o executivo socialista, nem que para isso tenha que ignorar ou desvalorizar o que de melhor tem o nosso concelho, ou tenha que mudar de opinião ao sabor do vento e do tempo.

TVS: Qual a posição do PS quanto à proposta do Governo da Reforma da Administração Local e aos critérios publicados no documento Verde? Acha que o concelho de Lousada sairá seriamente afetado com esta proposta?
JS: A posição do PS Lousada mantem-se inalterada desde o princípio. É frontalmente contra a proposta da Reforma Administrativa apresentada no livro verde, continuando a manter a mesma posição em relação à proposta de lei apresentada pelo Governo. Quer num documento, quer noutro, não se trata de uma reforma da Administração Local, mas sim da extinção de freguesias. Assim sendo só é possível fazer a reforma escutando as respetivas populações para que tenham uma participação ativa no processo. É obvio que a extinção de freguesias provocará sempre prejuízos às populações. Em relação aos gastos o próprio Governo reconhece que a reforma não tem como objetivo a redução de despesas. Não acho que vá melhorar os serviços públicos, antes pelo contrário, uma vez que nas freguesias extintas as populações locais deixarão de ter a proximidade que atualmente existe com os presidentes de Junta.
O PS Lousada lamenta o seguidismo do PSD Lousada. Com efeito, logo que foi conhecida a primeira proposta, constante do Livro Verde, o PSD Lousada, motivado por preocupações meramente eleitorais para as autárquicas de 2013, apressou-se a fazer contas, a pegar numa régua e esquadro e a desenhar mapas de novas freguesias. Aliás, o PSD Lousada convidou o PS a sentar-se à mesa para negociar uma proposta para apresentar ao Governo!
O PSD devia, isso sim ter manifestado junto do Governo a posição de que esta reforma não serve os interesses das populações. Aliás, numa postura lamentável de quem está comprometido com a estrutura partidária, a coligação PSD/CDS escusou-se a apresentar na última Assembleia Municipal o seu parecer sobre a reforma administrativa.

TVS: Quais os desafios que a estrutura concelhia e o PS têm pela frente nos próximos tempos?
JS: Os desafios da estrutura concelhia mantem-se inalteráveis e passam por honrar o passado e contribuir para garantir o melhor futuro possível para os Lousadenses, num contexto de dificuldades cada vez mais evidentes.

TVS: Qual é a posição do PS Lousada face ao desemprego jovem no concelho?
JS: No que concerne à taxa de desemprego, embora Lousada apresente uma das taxas mais baixas da região, há motivos para grande preocupação.
O desemprego jovem é um flagelo nacional cabendo, em primeiro lugar, ao Governo a determinação de medidas de incentivo e promoção do emprego.
Entendemos que o trabalho desenvolvido pela Câmara de Lousada nesta matéria é de louvar e destacar. Os três Gabinetes de Inserção Profissional que funcionam nos Paços do Concelho, o da ADASM (Associação para o Desenvolvimento e Apoio Social de Meinedo) e no CLDS (Contrato local de Desenvolvimento Social) representam um apoio personalizado e direto entre os desempregados e os empresários na procura de novos postos de trabalho. Por outro lado, convém salientar as várias sessões de procura ativa de emprego que se realizam promovidas pela autarquia com convidados experientes e reconhecidos, para além, das ofertas formativas e de empego que são dadas a conhecer através dos GIP.

Autor: Miguel Ângelo

PSD/CDS loves Austerity

Que a austeridade não está a resultar, ninguém tem dúvidas.

Que a austeridade exagerada nunca poderia resultar, também ninguém tem dúvidas.

Que estamos a ser "geridos" por um sem número de iluminados e paladinos da moral e da verdade, aí temos todos a certeza.

Como se não bastasse, temos... isto:





Informação JS Porto

Estimad@s Camaradas,

No próximo domingo, 22.04.2012, terá lugar a primeira sessão deste ano do «Clube de Formação Política» (CdFP)no concelho do Marco de Canaveses.

O orador desta sessão será o presidente da Câmara Municipal de Resende, Eng.º António Borges, reputado autarca.

Nesse mesmo dia, proceder-se-á à formalização da estrutura distrital da ANJAS (ass. nacional de jovens autarcas socialistas), que será liderada pelo nosso camarada Nelson Oliveira. O programa será, assim, o seguinte:

14.30 - Clube de Formação Política - «Poder Local»
16.30 - Intervalo
17.00 - Formalização da estrutura distrital da ANJAS

Participa!

"Porquê?" É a questão que se impõe!


 Obrigado PSD/CDS.

Parabéns PS - 39 anos


Parque Escolar - Reflexão

Parece que Maria de Lurdes Rodrigues, ex-ministra da educação, terá afirmado no parlamento nacional, acerca do programa de recuperação do parque escolar, o seguinte: "O programa da Parque Escolar foi uma festa para as escolas, para os alunos, para a arquitectura, para a engenharia, para o emprego e para a economia".

O país político e comunicacional rebolou-se de gozo com a "festa" de Lurdes Rodrigues. A "festa" deu o mote para toda a espécie de risotas, para comentadores políticos de todos os tamanhos a glosar o mote da ressaca. Em suma, a expressão da "festa" serviu para o costume: a ridicularização serve sempre um propósito, uma política.

Francamente, não percebo de que se riem.
É mau que ter edifícios renovados seja uma festa para as escola e os alunos? Porquê, é preferível ter escolas feias e frias, onde seja penoso estudar e trabalhar?
É mau que se usem os arquitectos e engenheiros portugueses para intervir numa das redes mais importantes do serviço público nacional? É preferível que haja mais desemprego de arquitectos e engenheiros, como se ele ainda fosse pouco?

Mesmo alguns dos que hoje defendem que o Estado deve apostar no crescimento e não se ficar pela austeridade, riem-se da "festa", como se ignorassem que um dos principais propósitos do programa de recuperação do parque escolar foi manter alguma animação na economia. Estão a rir-se de quem? Dos trabalhadores a quem o programa deu trabalho? Acham mais festivo que esses mesmos estejam agora no desemprego? É por isso que se riem da renovação do parque escolar ter sido uma festa para o emprego e a economia? Ou preferiam simplesmente que se tivessem entregue as obras todas a dois ou três tubarões da construção civil, que talvez tivessem gasto o suficiente em propaganda institucional para evitar este gargalhar maria-vai-com-as-outras acerca da festa?

Francamente não percebo o motivo da risota. Ou, melhor, percebo: a risota serve alguém, serve alguma coisa. Serve para tentar cobrir de ridículo quem se mexeu para aproveitar a oportunidade para fazer ainda mais alguma coisa pela escola pública. E serve, principalmente, para desculpar as mentiras torpes e irresponsáveis com que o actual ministro da educação lançou "o debate" sobre a questão, deturpando os dados, treslendo os relatórios para lançar um labéu que agora serve de refrão aos propagandistas da sua banda. A risota sobre "a festa" é o castigo de quem fala pelas suas próprias palavras, em vez de falar com a linguagem de pau dos políticos de galinheiro, nados e criados nas jotas e nos gabinetes deste e daquele vereador, secretário de estado ou administrador. A risota sobre as palavras de Lurdes Rodrigues mostra uma massa de gente a fazer o papel de tolo da aldeia, que se ri por ver rir sem compreender que é dele próprio que se riem.

A tese de que se gastou muito dinheiro não resiste bem às comparações internacionais. Por cá, o que a Parque Escolar fez, e como o fez, é muito melhor e muito mais limpo do que a maioria das obras comparáveis onde se gasta o dinheiro público. Mas isso não comove os promotores e os seguidores da risota acerca da "festa" de Lurdes Rodrigues. Muitos de nós fizemos a nossa formação em escolas cujos edifícios foram construídos suficientemente pomposos para mostrarem a proeminência da coisa pública, mas agora os locais da coisa pública, na ideologia de alguns, devem ser ou parecer refugo. E, afinal, o Estado só deve servir para acabrunhar as pessoas, não é isso?
Que coisa é essa de gastar dinheiro a fazer a festa da escola, a festa dos profissionais, a festa da coisa pública? O Estado deve gastar dinheiro é na polícia e nas bastonadas, não a fazer escolas. Não é isso? Se não é isso, porque se riem tanto da "festa" da escola e dos que para ela trabalharam?
E, mais, a raiva contra a "festa" é a raiva contra quem faz. Se a Parque Escolar não tivesse modificado os seus objectivos quando mudaram as condições, por exemplo quando aumentaram as necessidades de instalações graças ao aumento legal da escolaridade obrigatória, se tivessem feito cara de burocratas e tivessem mantido os planos iniciais, ter-se-iam protegido a si próprios, talvez - mas à custa do bem comum. Por isso, o que se passou foi também, acrescento eu, uma festa da responsabilidade cidadã de quem trabalha para o bem comum, contra a miséria moral dos que se encolhem e se protegem e apenas querem manter o seu currículo dentro das previsões do cinzento.

Sim, há muito por aí quem odeie que a intervenção do Estado possa ser uma festa para as pessoas e para o país. Sim, há muito por aí quem deteste que se façam coisas de que as pessoas possam beneficiar. Sim, há muito por aí quem deteste que se invista na escola pública - e, em geral, no serviço público. Quer isto dizer que tudo foi bem feito em todos os pormenores? Não. Mas também não engulo a conversa de "eu conheço a escola X e isto e aquilo foi mal feito", porque há sempre quem, não tendo de fazer, tem sempre muitas ideias acerca do que se deveria ter feito. Obviamente, esses críticos estão sempre dispensados de mostrar que a sua alternativa seria mesmo melhor e funcionaria: porque a maledicência funciona sempre melhor do que a obra feita num país como o nosso. Que esses sectores façam risota induzida e artificial com a "festa" de Lurdes Rodrigues, eu percebo. 

É mais um dispositivo de propaganda, é mais uma forma de substituir o debate pela chicana, é mais um truque para cobrir a forma desonesta como o ministro Crato colocou a questão no parlamento, é mais uma cortina de fumo sobre o conjunto das declarações de Lurdes Rodrigues no parlamento, porque os do costume não querem que se ouça o que ela disse. Percebo tudo isso.
Só não percebo porque é que algumas pessoas de esquerda deste país servem de caixa de ressonância ao murmúrio demente sobre a "festa" proclamada por Lurdes Rodrigues. Afinal, parece que há muita gente a ter assumido implicitamente a teoria, cada vez mais realidade, de que a força do Estado só pode servir para nos esmagar. Sim, porque nada disto tem a ver com um debate sério acerca da acção da Parque Escolar. Esse debate sério deixaria claro que prestaram um grande serviço ao país, embora se possam encontrar coisas menos perfeitas naquilo que fizeram. Coisas menos perfeitas que são muito especiosamente iluminadas por fazedores de relatórios e de discursos, mesmo que esses críticos não tenham muito como mostrar que são melhores a fazer segundo os critérios do bem comum.

Longa vida e saúde a quem tem a coragem de assumir que o serviço público pode e deve ser uma festa para as pessoas.

CONVITE AOS LOUSADENSES



CONVITE AOS LOUSADENSES.

Jantar comemorativo da Revolução dos Cravos (25 de Abril) - PS Lousada.

Participe!


"Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço"





São estas as circunstâncias que é melhor estar calado para não dizer asneiras.


Dr. LF Menezes.

Pode-nos dizer qual o valor da dívida que a CM VN de Gaia irá ter, quando a deixar em 2013? 

Será que continuará a ser a Câmara mais endividada do país?

Acordar!


Política de Verdade

Palavra da Salvação

Num momento particularmente difícil o Governo propõe-se mais uma vez restringir o acesso aos apoios sociais, particularmente aos desempregados." (1)

"Revela uma imensa insensibilidade social, especialmente quanto aos idosos, ultrapassa o limite dos sacrifícios que podem ser impostos aos portugueses e demonstra falta de equidade fiscal e social na distribuição das dificuldades." (2)

"Não ataca os problemas de frente e prefere atacar a despesa social, atacando sempre os mesmos, os mais desprotegidos. Mantém a receita preferida deste Governo: a solução da incompetência. Ou seja, se falta dinheiro, aumentam-se os impostos." (3)

"Apenas castiga os portugueses e não dedica uma única linha para o crescimento da economia. O que não se aceita é a falta de um rumo, da esperança que devolva o bem-estar aos portugueses e que promova a convergência real com os restantes cidadãos europeus." (4)

"Mais uma vez o Governo recorre aos aumentos de impostos e cortes cegos na despesa, sem oferecer uma componente de crescimento económico, sem uma esperança aos portugueses." (5)

"Sendo evidente que Portugal precisa de proceder a um ajustamento orçamental, reduzindo o défice nos termos dos seus compromissos internacionais, entende-se que o caminho escolhido pelo Governo é errado e não trará ao País a necessária recuperação económica." (6)

"A essa realidade junta-se ainda a incapacidade em suster o aumento galopante do desemprego e do endividamento do País." (7)

"O Governo recusa-se a dizer aos portugueses qual a verdadeira situação das finanças públicas nacionais." (8)

"Os resultados que se atingiram tiveram o condão de se fundar ou no sacrifício das pessoas e das empresas - suportado pelo aumento asfixiante da carga fiscal - ou no recurso a receitas extraordinárias." (9)

"As medidas tiveram efeitos recessivos na economia e não trouxeram qualquer confiança aos mercados." (10)

"Portugal é o único país da Europa que não vai crescer. Não pode, por isso mesmo, o Governo afirmar que a culpa é da "crise internacional", como insistentemente afirma para tentar enganar os portugueses." (11)

"É o Governo que desmente o próprio Governo." (12)

"A credibilidade, uma vez perdida, é extremamente difícil de recuperar." (13)
____________________________________________________________________

1, 3, 4, 5, 7, 8, 9, 11 - moção de rejeição do PSD ao PEC 2011/2014.

2, 6, 10, 12, 13 - moção de rejeição PP ao PEC 2011/2014.

O chumbo por toda a oposição do Programa de Estabilidade e Crescimento, em 23 de março de 2011, determinou a demissão do Governo e o pedido de ajuda financeira.

Sem Título

É um jovem engenheiro, faz parte da massa de jovens qualificados que não encontram trabalho em Portugal. No final de 2010 surgiu a oportunidade de um trabalho no Uruguai. Aceitou o trabalho, vinculou-se por cinco anos. Não tinha alternativa, mas deixou para trás a mulher e as duas filhas pequenas. Vem a Portugal com alguma regularidade, três meses lá um mês cá, para estar com a família, assim ficou estabelecido no contrato que assinou. O jovem engenheiro virou emigrante.

Em Março de 2012 foram notificados pelo Fisco – ele e a mulher - do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) a pagar referente ao ano de 2011. Qual não foi o choque quando percebeu que o valor a pagar resultou da aplicação de uma taxa de 5% ao valor patrimonial tributário da habitação que o jovem engenheiro e a sua mulher decidiram adquirir em 2011 onde vive a família em permanência. A factura em questão ascende a 8.494 euros. Investiu na casa 170.000 euros – adquirida em partes iguais com a mulher - que está a pagar com o dinheiro que recebe do trabalho no Uruguai. Logo pensou que teria sido um lapso, era um absurdo, o IMI pago em anos anteriores rondava cerca de 600 euros, correspondendo à aplicação de uma taxa de 0,35%. Como era possível um aumento de cerca de 14 vezes. Só poderia ser engano.

Acabado de chegar a Portugal para vir ao encontro da família foi para o Bairro Fiscal pedir esclarecimentos, não fazia sentido, sabia que os imóveis iam ser reavaliados por causa da Troika, mas uma taxa daquelas só poderia ser um erro. A casa não tinha sido reavaliada, confirmava-se o inimaginável, a taxa de 5% era devida. E logo advertiu o funcionário do Bairro Fiscal, em 2011 é 5%, mas para o ano será 7,5%. Mais incrédulo ficou, quando lhe foi dito que a sua situação fiscal era de entidade residente num “paraíso fiscal”. É que segundo o Código do IMI entidades residentes em paraísos fiscais que investem em imóveis em Portugal pagam taxas mais elevadas. Taxas desta envergadura são taxas confiscatórias, digo eu. Não queria acreditar, ficou a fervilhar de revolta. Julgava ser do mais básico e elementar bom senso que se tratava de uma situação absurda, abusiva e discriminatória que tinha de ser corrigida, julgava que as legítimas preocupações fiscais de combate à fraude fiscal e à fuga de capitais não legitimam uma instrumentalização incorrecta do IMI, um tratamento tão desproporcionado.

De nada lhe valeu, o Bairro Fiscal foi peremptório, não podemos fazer nada, não nos compete fazer interpretações, o senhor reside mais de 180 dias num “paraíso fiscal” a taxa é devida. Pode reclamar, é o que a lei diz. Falou da compra conjunta com a mulher e da residência permanente da família na casa taxada. De nada lhe serviu. E ainda ouviu, não se esqueça que a primeira prestação do IMI deve ser paga até ao final de Abril. Conversa burocrática de funcionário de repartição pública.

Meio atordoado passou o resto dos dias em Lisboa entre serviços fiscais sem saber o que fazer. Nada lhe adiantou, a resposta pronta da máquina dos impostos andava sempre à volta do mesmo. É a lei, pode reclamar. Regressou ao Uruguai amargurado e preocupado, com vontade de levar a família, vender a casa e nunca mais enviar um euro que seja para este país confiscatório.

O nosso emigrante foi triplamente castigado, teve que emigrar para trabalhar e ganhar o seu sustento e ajudar ao da família, teve que renunciar a uma vida familiar normal e como ainda não bastasse é onerado com um IMI 14 vezes superior ao que pagaria se tivesse optado por ser desempregado em Portugal.

O Estado procura adoptar medidas antiabuso e tem como alvo operações realizadas com entidades localizadas em paraísos fiscais. Muito bem, mas que operações tão ilegítimas realizará um emigrante que justifique o ataque ao seu património e da sua família residente em Portugal. Mas que Estado é este que quer combater regimes fiscais de países terceiros como o Uruguai maltratando os seus nacionais aí emigrados. Que taxas confiscatórias são estas que visam uma subtração do património. Como pode o país castigar os seus desta forma tão injusta e injustificada.

O caso deste português não é único. Muitos outros emigrantes estão a ter o mesmo tratamento. Em 2011, quando foi elaborado o OE de 2012, Portugal já tinha uma nova realidade social, marcada pelo aumento do desemprego, em especial do desemprego jovem, e pelo crescimento da emigração. Pelos vistos não foi tida em conta.

in: 4 República

FOLIA E FOLIAZINHO

No próximo dia 25 de abril, inicia-se mais uma edição do FOLIA, Festival de Artes do espetáculo, que desde há 12 anos, constitui um atrativo cartaz cultural, não apenas de Lousada, mas de toda a região do Vale do Sousa.

Os Adiafa, logo no dia 25 trarão música alentejana, num concerto que marcará, também, o início de um ciclo comemorativo muito representativo na vida local: 170 anos de elevação de Lousada a Vila (a 13 de maio deste ano), 175 anos de restauração do concelho (2013) e 500 anos de outorga do Foral (2014). Além disso, teremos, igualmente, a estreia de todo o equipamento técnico do Auditório Municipal, após as obras de reapetrechamento, orçadas em mais de 250 mil euros, com uma comparticipação de 80% de fundos comunitários, que permitiram reequipar o recinto a nível dos sistemas de luz, som e mecânica de cena, e de várias outras inovações.

Mas o FOLIA traz consigo outros motivos de interesse. A programação, embora mais curta do que nos anos anteriores, por força dos constrangimentos financeiros que a todos nos afetam, não perde, contudo, a qualidade que sempre nos habituou. E se, no dia 26, Maria do Céu Guerra interpreta “D. Maria a Louca”, em mais uma excelente produção de A Barraca, no dia 27 o conceituado Teatro de Montemuro traz-nos um dos seus mais recentes trabalhos, Louco na Serra. Para dia 28, a presença da Peripécia é aguardada com natural expetativa, com a sua peça 1325, título baseado na resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, exortando os estados membros à participação das mulheres em missões de paz. Já no domingo, dia 29, o Teatro das Beiras, da Covilhã, oferece-nos “D. Pura e os Camaradas de Abril”, enquanto, no dia 30, a Jangada teatro irá repor a brilhante comédia Médico à Força. No encerramento do Festival, dia 1 de maio, a Companhia do Chapitô leva à cena “Cão que Morre Não Ladra”.

O bilhete geral para todos os espetáculos, a um preço unitário muito apelativo, surge, igualmente, como elemento incentivador a uma maciça presença de público, cuja afluência confirmará, decerto, o excelente nível do certame.

Não podemos, também, esquecer o FOLIAZINHO, num despertar para a arte entre os dias 16 e 24 de abril. Durante a semana, a companhia residente, Jangada Teatro, apresentará Pethelo-a-kuma, O Menino Inteligente, baseado num texto de João Miranda. No dia 21, termos o magnífico musical “Era uma vez uma princesa”, com a encenação e interpretação da atriz televisiva Sara Barros Leitão, a conhecida Jennifer dos “Morangos com Açúcar” e bailarina Rute, na telenovela “Sentimentos”. Uma oportunidade para reencontrarmos uma talentosa atriz, cujas raízes lousadenses muito nos engrandece e dignifica. No dia 23, o Teatro Extremo apresenta “Estória Abensonhada”, a partir do original de Mia Couto, enquanto, no dia 24, a companhia Clever Pants irá proporcionar teatro em língua inglesa para os alunos do 3º ciclo.

Uma exposição de fotografia de Cristiana Coelho acompanhará ambos os eventos.

Por conseguinte, a Câmara Municipal e a Jangada Teatro, numa parceria sempre frutuosa, confirmam que, apesar dos receios, limitações e pragmatismos, Lousada mantém viva a sua sensibilidade cultural, acreditando que, também através da expressão e criação artísticas, será possível libertar-nos dos estrangulamentos que nos diminuem e estiolam. 
 
Eduardo Vilar
in: Verdadeiro Olhar

Mercado de Primavera das Contratações no Governo

…  entre outras iniciativas a bem da Nação, temos:
    in: CC

Crise do século XXI

Diana Regadas
Ultimamente, temos vindo a assistir, impávidos, embora não serenos, a sucessivos aumentos, nas mais diversas componentes, mas todos de natureza homóloga, ou seja sempre do lado da despesa/custos.Todos “justificáveis” por esse monstro que é a “crise”.

Cada vez é mais difícil perceber (ou talvez não!) quais os objectivos do Governo no combate à crise. Depois da brilhante “operação aritmética” da DGAJ, que com base na reforma do mapa judiciário descobriu magistrados e funcionários onde os não há, surge agora essa milagrosa receita para acabar com o desemprego, que passa por pagar a agências privadas para ‘arranjarem’ trabalho para os desempregados e vai arranjar um gestor de carreira para cada desempregado, para facilitar o regresso ao mercado de trabalho.

Em vez de prodigalizar dinheiro com essas empresas privadas e recrutar esses amigos, perdão, gestores (?!), não seria preferível utilizar os serviços públicos e os técnicos já existentes na administração pública? Era até menos dispendioso para o erário público. Pedem esforços inacabáveis aos portugueses, contenção de custos e despesas, mas esquecem-se que não o podem fazer a todo o custo, os “entendidos” não podem simplesmente analisar os números esquecendo-se dos seus agentes.

Assistimos igualmente a sucessivos aumentos de outras naturezas, pois, a política económica global é um sistema que enriquece muito pouco a expensas da grande maioria. A crise económica global contribuiu para ampliar desigualdades sociais tanto dentro como entre países. Sob o capitalismo global, a pobreza que aumenta cada vez mais não é o resultado de uma escassez ou de uma falta de recursos humanos, materiais ou financeiros. Exactamente o oposto é que é verdadeiro: a depressão económica é marcada por um processo de desligamento desses recursos. Vidas de pessoas são destruídas. A crise económica e social está profundamente enraizada.

Todos nós ficaremos ansiosos para ver de onde sairão mais “coelhos” da cartola, Esperemos é que pelo menos nos deixem ficar com aquilo que é nosso e não enfurecer os donos do “monstro”, aquele triunvirato que reina pelas nossas terras por estes dias!

A existência de uma "Grande Depressão" na escala da, da década de 1930, se bem que muitas vezes reconhecida, é obscurecida por um consenso inflexível: "A economia está a caminho da recuperação". Esperemos que à terceira seja de vez, pois, desde 2008, à crise financeira sumamos jà a económica e atravessamos nos dias de hoje a social.
Urge assim, que surja um Roosevelt à semelhança do de 1929, para combater esta epidemia chamada crise, através de um New Deal.

Esperamos ansiosamente que surja esse “Roosevelt” do século XXI, no entanto desejamos igualmente que a solução não se revele no futuro um presente envenenado. Compreendemos a necessidade de resolver os problemas da divida pública, mas será que tomamos consciência das verdadeiras implicações que esses “financiadores” vindos do Oriente irão provocar sobre as nossas soberanias, liberdades fundamentais, modos de vidas,etc?

Diana Regadas
in: Jornal TVS

Este Governo é altamente prejudicial à Saúde


O RSI e Mota Soares

Como é possível que Mota Soares tenha estado hoje no briefing do Conselho de Ministros a fazer de conta que os beneficiários do rendimento social de inserção (RSI) não tinham até agora obrigações a cumprir e não haja um jornalista que, de imediato, o questione?

in: CC

Memória

Temos tido conhecimento que inúmeros estudantes não têm recebido a bolsa de estudo por parte dos mecanismos governamentais. Para encontrarmos situação parecida, teriamos que recuar 12 anos!!

Por esse motivo, tentamos consultar o site da JSD criado no ano passado que alegadamente servia de plataforma para esse tipo de denúncias, porque atualmente os seus autores estão numa posição priviligiada para conseguirem resolver a situação (talvez a trabalhar num qualquer gabinete ministerial).

Mas por incrível que pareça, reparamos que o site FECHOU!


Ora porra! Este populismo barato deu sempre fraco resultado.

http://www.fiqueisembolsa.com/

Cavaco Silva cansou de falar verdade

"Questionado se já decidiu se irá receber os subsídios de férias e de Natal da pensão que recebe do Banco de Portugal, Cavaco Silva recusou pronunciar-se novamente sobre a questão.
“Já me pronunciei uma vez sobre a situação, nunca mais. Nunca mais voltarei a pronunciar-me por uma simples razão: aquilo que os senhores têm escrito sobre o assunto não corresponde minimamente à verdade e já desisti de fornecer qualquer outro esclarecimento”, disse Cavaco Silva, que falava aos jornalistas no final da inauguração da nova sede da Microsoft em Portugal."
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Longe vão os tempos em que quem queria conhecer a verdade, repito a verdade, insisto a verdade, sobre o que diz e faz o Presidente da República só tinha de ir à página da Internet da Presidência da República, porque lá estava a verdade.

Agora, nicles batatóides, nem sequer na imensidão da Internet se encontra a verdade acerca do que diz, não diz, faz e deixa fazer o nosso grande exemplo político, moral, cívico e ético que mora ali para os lados de Belém.

É que isto de andar sempre a escrever a verdade nessas páginas digitais cansa, aborrece, mói. Especialmente quando os jornalistas insistem em publicar mentiras. É simples isto: se publicam mentiras, não vale a pena estar a fornecer qualquer outro esclarecimento. Se publicassem verdades, mas daquele tipo que aparece na página da Internet da Presidência da República, então sim, valia a pena prestar esclarecimentos, quiçá acrescentar outras verdades, ainda mais verdades e, portanto, ainda mais esclarecimentos.

Porque é isso que as pessoas em geral, e os jornalistas em especial, não entendem nem querem entender: a verdade precisa sempre de ser esclarecida, só as mentiras é que são evidentes.

in: Aspirina B

Em jeito de "brincadeira"

Há precisamente um ano, um homem armado assaltou a dependência do Banco Português de Negócios (BPN) na Portela de Sintra, arredores de Lisboa e levou 22 mil euros.

Trata-se de um assalto histórico: foi a primeira vez que o BPN foi assaltado por alguém que não fazia parte da administração do banco.

O Pomar


Era uma vez um pomar. 
Marcos Gomes

Era uma vez as laranjas desse pomar. As laranjas desse eram laranja por fora e pareciam sumarentas e doces. 

Era uma vez uma laranja anciã que supostamente estava no ramo mais alto da árvore. Essa laranja era responsável por moderar e aprovar todos os procedimentos na laranjeira. 

Era uma vez um conjunto de laranjas dessa mesma laranjeira que a governavam. Havia a primeira-laranja, a laranja das finanças, a laranja da economia, a laranja da educação, a laranja do ambiente, a laranja da saúde, a laranja da solidariedade, a laranja das relações estrangeiras, a laranja da defesa da do pomar e por fim a laranja adjunta que não servia para nada. Algumas laranjas eram cristãs, e todas elas cresciam para a direita. Esta laranjeira cresceu tanto que todas as outras espécies no pomar se sentiam oprimidas e não apanhavam tanto sol como a laranjeira. Esta laranjeira crescia inclinada para a direita. As outras espécies bem tentavam dialogar e negociar um espaço de conforto para todos. 

Contudo um agricultor veio e disse «Laranjas da minha laranjeira, vocês tem de dar muito sumo, quer seja de laranja ou de outras frutas». Um dia esse agricultor mando vir umsaco de adubo, e a laranja da economia zangou-se com a das finanças porque ambas queriam controlar o adubo. A primeira-laranja interveio, e decidiu que ambas podiam mandar no adubo, mas que a laranja das finanças mandava mais que a outra.
Cada vez mais a laranjeira crescia sobre as outras espécies do pomar e sempre mais inclinada à direita. A laranjeira já se curvava um pouco para o chão.

Um dia uma das novas laranjas caiu. E atras delas outras se seguiram. Algumas laranjas não mudaram de verde para laranja. 

A Primeira-laranja ganhou bolor. As laranjas que governavam ganharam teias de aranha. A laranja do ramo mais alto, certo dia acusou uma rosa de não ser laranja, e insistiu nessa historia sem qualquer motivo plausível. A rosa riu-se. A laranja do ramo mais alto estava podre e as suas sementes já não funcionavam como outrora. A laranja do ramo mais alto estava caduca. A laranjeira continuava a crescer cada vez mais inclinada para a direita. 

Certo dia a laranjeira tanto se inclinou para a direita que acabou por cair e deixar as outras espécies do pomar em paz e receberem o sol que mereciam.

Marcos Gomes
JS Lousada
in: TVS

Canal televisivo do PS/JS Lousada no Ar (MEO CANAL)

A Juventude Socialista de Lousada em conjunto com o PS Lousada, decidiu lançar o seu canal na MEO.

Para assistir, deverá premir o botão verde e de seguida inserir o canal número 434642.

Informamos ainda que o mesmo, encontra-se em Manutenção.

Seremos breves!

Canal nº 434642 – PS/ JS Lousada no MEO Kanall

Jantar Comemorativo do 25 de Abril de 1974 - PS Lousada

Numa altura em que impera recordarmos Abril face a tudo aquilo que estamos a assistir e ao rumo tomado no nosso país, o PS Lousada vem por este meio convidá-lo a participar no tradicional jantar comemorativo do 25 de Abril de 1974.

Este jantar irá realizar-se na quarta...-feira (25 de Abril), pelas 19 horas, na sede do Rancho Folclórico de Nogueira (11.50e/pessoa).

As marcações podem ser efetuadas até ao dia 20 de Abril para os seguintes contactos:

PS Lousada: 96 510 33 65
JS Lousada: 91 546 20 27.

Participe!!!

O dia negro do ministro que parecia diferente

Ontem foi um dia negro para o Governo. Mas foi sobretudo um dia negro para os portugueses.

Creio mesmo poder dizer que o dia de ontem marcou o início de uma nova etapa no relacionamento dos portugueses com o Governo.

É que ontem o País viu, nas televisões, o ministro que personificava o rigor, a seriedade, a capacidade técnica e o saber, revelar-se, afinal, um manipulador, incapaz de reconhecer que nos enganou, nos mentiu e nos ocultou deliberadamente que o 13.º e 14.º meses só regressarão (se regressarem) em 2015.

Desculpou-se com um “lapso” e chamou-nos implicitamente tolos, gozou connosco, riu-se desbragadamente perante os deputados como se fossem seus “subditos”.

Até o seu colega, ministro dos Assuntos Parlamentares, sentado ao seu lado no Parlamento, olhou para ele, incrédulo, à espera de ouvir o que sairia dali…

Falo de Vítor Gaspar, o ministro que parecia diferente e me despertava até alguma “ternura”, pelo seu ar de “gato assustado”, as olheiras de quem não dorme, a testa enrugada qual pensador, o cabelo espetado em ar de cientista “amalucado”, as conferências de imprensa de voz lenta, pastosa e repetitiva…perante jornalistas seduzidos por aquela figura rara e desarmante.

Afinal, ele mostrou que embora não pertencendo à “raça” dos políticos (de quem os tecnocratas como ele esperam sempre algumas inverdades ou mentiras deliberadas), foi capaz de fingir despudoradamente, assim destruindo a sua credibilidade e a do Governo (já que sabemos que é ele quem manda).

Mais grave, destruiu a possibilidade de encontrar neste governo uma referência de rigor e de verdade.

Não lhe perdoo a desilusão que me causou porque eu queria acreditar nele… 

in: vai vem

Made in PSD/CDS

Portugal foi o país da OCDE que mais destruiu riqueza (último trimestre 2011)

Anunciar fim dos cortes em 2013 foi um "lapso"

Passos e o seu Governo "enganaram os portugueses"

"Estamos pior do que há um ano atrás" - Diário Económico

Política de Verdade

o foram precisas 24 horas para Passos Coelho desmentir Carlos Moedas, secretário de Estado Adjunto do Primeiro-ministro, e tirar o tapete ao ministro das Finanças, que acabara de dizer ontem de manhã que a questão levantada sobre os subsídios de férias e de Natal era “artificial”.

Passos Coelho veio afirmar que, a partir de 2015 — ano de eleições legislativas —, os subsídios seo repostos “de forma gradual”. Ou seja, have um rebuçado em 2015, que o repo o poder de compra entretanto perdido.

Jorge Moreira da Silva, o n.º 2 de Passos Coelho, surgiu de seguida a sustentar Passos havia dito agora o que sempre dissera.

É uma completa mentira:
    1.º Nunca o Governo falou até hoje em reposição dos subsídios de férias e de Natal “de forma gradual”;
    2.º O próprio Governo, por exemplo através de Vítor Gaspar, não podia ser mais claro: “O que eu posso dizer é que o corte no subsídio de férias e de Natal é temporário e vigorará durante o peodo de vigência do programa de ajustamento económico e financeiro e o peodo de vigência desse programa acaba em 2013”.
Acresce que, quando comunicou aos portugueses as medidas violentas que contrariavam tudo o que prometera antes das eleições, Passos Coelho garantiu o seguinte: “Esta redução é também ela evidentemente temporária e vigorará durante a vigência do Programa de Assistência.”

Em suma, o Governo comprometeu-se a repor os subsídios de férias e de Natal em 2014, e o em 2015 como agora vem dizer, e sem quaisquer “gradualismos”, que também não foram previstos. 

in: CC.