Cavaco e os seus Compinchas

"Ter por compincha, correligionário e alto quadro de confiança o Dias Loureiro é uma coisa;
ter por compincha, correligionário e alto quadro de confiança o Oliveira e Costa é outra;
ter por compincha, correligionário e alto quadro de confiança o Duarte Lima é outra;
ter por compincha, correligionário e alto quadro de confiança o Isaltino Morais, outra ainda.
 
Ter os quatro em simultâneo por compinchas, correligionários e altos quadros de confiança é arte, é gosto refinado, é exigência; uma selecção gourmet, jamais um acaso."
 
in: Chove

EDP a preço de saldos - Governo vende sem transparência

Já nem é preciso recorrer à oposição para que as pessoas vejam o que está diante dos olhos.

Desta vez, é o crónico Pacheco Pereira (PSD) a questionar-se onde anda a comunicação social deste país para denunciar a entrega das privatizações aos desbarato e sem os mínimos critérios de exigência.

Leiam o seguinte excerto:

"O modelo escolhido para as privatizações é completamente discricionário. Não implica concursos, consultas abertas ao mercado, nada que possa ser escrutinado pelos concorrentes e pelos portugueses. O governo vai decidir por si, por razões que só ele define e avalia, e não tem contas a prestar a ninguém. Considerações como os “interesses estratégicos” são outra maneira de acentuar a discricionariedade com grandes palavras, cuja vacuidade pode servir para tudo. Isto é um absurdo, está diante dos nossos olhos, e passa incólume pela indiferença geral. Pior ainda, o primeiro-ministro revela preferências em público, no caso da EDP, pelos brasileiros, ainda nem sequer está definida uma qualquer short list de concorrentes às privatizações. Acresce que a privatização da EDP parece ser uma das mais apetecíveis e que mais concorrência suscita entre grandes grupos estrangeiros. 
Por tudo isto, se há privatização que devia ser exemplar, é a da EDP. O que está em completa contradição com um primeiro-ministro que diz que vê “com muito bons olhos" as propostas brasileiras, ou seja, em bom português, “não se metam nisto porque já está tudo apalavrado com Dilma Rousseff. Para além disto ser muito estranho e completamente contrário a quaisquer boas práticas em casos como estes, em que a igualdade dos concorrentes deve ser completa à partida e só diferenciada no conhecimento das propostas e na negociação, corre-se o risco de os outros concorrentes, a diferentes processos de privatização, mandarem às malvas participarem na venda de empresas em Portugal, porque simplesmente não consideram sério o processo. Ou então, voltarem-se decididamente para o lobismo, no limiar da corrupção, porque é mais eficaz do que fazerem candidaturas com princípio, meio e fim e pode até ser mais barato. 

Quer o Presidente da República, quer o Tribunal de Contas, já alertaram para a necessidade de transparência neste processo, mas preocupa-me a indiferença da comunicação social e, sem ela, os portugueses vão acordar um dia sem as poucas jóias da coroa que têm e encontrar-se com casos ainda por explicar como o do BPN. E então será tarde demais."
in: abrupto

O Funeral da Regionalização

1. Neste preciso momento, a par de toda esta revolução social e económica, sabemos que num curto espaço de tempo, será necessário e obrigatório executarmos a Reforma Administrativa no Poder Local.
O Governo diz que há espaço para o diálogo e que este processo tem sido negociado com todos os intervenientes, o que não é de todo verdade. Esta reforma está delineada e decidida só faltando a sua aplicação e quanto à discussão destes assuntos a nível das autarquias, esta pode ser feita, mas se for minimamente contra os princípios gerais que o Governo impõe, não terá sucesso.

Por princípio, qualquer pessoa será favorável à fusão de freguesias e/ou concelhos desde que devidamente fundamentada e particularizada. É impensável continuarmos a ter em Portugal cinco concelhos com apenas uma única freguesia (S. João da Madeira, Alpiarça, Barrancos, Porto Santo, São Brás de Alportel) ou outros concelhos como Barcelos com 89 freguesias. Umas pecam por defeito, outras por excesso, mas estas são apenas a parte positiva da questão.

Supostamente, o intuito fundamental de tudo isto seria a simplificação dos serviços mas acima de tudo a poupança monetária que tanto necessitamos. Contudo, após as palavras do Secretário de Estado da Administração Local, sabemos que o objectivo não será a poupança. Paulo Júlio afirmou que “esta reforma tem a ver com a reestruturação dos serviços e não com a poupança”, o que não deixa de ser surpreendente mas de facto é uma postura realista. Em abono da verdade, a poupança gerada será irrisória já que se poupa em algumas verbas destinadas a salários de autarcas mas gasta-se na gestão destas super-freguesias, havendo até a necessidade de contratar mais pessoal para outras tarefas.

Quanto ao modo de execução, Paulo Júlio refere que “este corte não vai ser feito com régua e esquadro” mas iremos constatar que é isso mesmo que vai acontecer. Se o próprio “Documento Verde”, orientador desta reforma, indica por exemplo que em Lousada, a freguesia da sede de município agrega todas as actuais freguesias num raio de 3km, é fácil de ver que tudo será feito de forma rígida. A meu ver, seria importante um estudo técnico para avaliar cada situação e um debate aprofundado com a população, mas isso não irá acontecer porque simplesmente não há tempo, nem nos querem dar.

Agregam-se freguesias com base em taxas populacionais e áreas, esquecendo a realidade histórico-cultural do seu povo, a opinião destes e possíveis soluções que atempadamente os seus habitantes podem apresentar. Sem dúvida irá colocar-se em causa a actual e enriquecedora proximidade entre o presidente de junta e a sua população e por outro lado, a motivação de um povo em participar num acto eleitoral será certamente menor.

2. Outro facto curioso é a atribuição de competências às Comunidades Intermunicipais (CIM), um órgão que não é eleito directamente pela população e que ainda hoje a sua pertinência é dúbia.
Pasme-se quando sabemos que nas últimas semanas foram sinalizadas duas CIM para serem alvo de um estudo realizado por um grupo de trabalho, mas como vem sendo hábito, este estudo será feito com todas as decisões já tomadas.

Cumpre-se o ideal do Ministro Miguel Relvas em dar importância às CIM que ele próprio criou no governo de Durão Barroso e que até ver poucos benefícios trazem, basta vermos a realidade da Junta Metropolitana do Porto e por exemplo, a sua participação nas empresas públicas que detém como a Metro do Porto.

O que é certo, é que estamos a sofrer um ataque sem precedentes à autonomia do poder local e este, torna-se fácil de aplicar. Basta projectarem a imagem que é nas autarquias que todo o mal reside, que é excedentário e ineficiente. Logicamente que a população entre lhes retirar uma parte do ordenado, prefere os cortes nas autarquias, esquecendo-se a importância destas estruturas no seu dia-a-dia. Reduzem-se as verbas de ano para ano, entregam-se os funcionários da área escolar para a gestão autárquica (competência do Ministério) e acusam-se depois as Câmaras de excesso de funcionários. Os poucos municípios com saúde financeira como é o caso de Lousada, são tratados com as mesmas regras dos incumpridores, diminuem-se os cargos dirigentes sem qualquer noção das diferentes realidades e as competências serão mais diminutas. Face a isto, falta sabermos se o próprio Estado tem noção que ele próprio é a fonte das autarquias. Esquecem-se que ao próprio Estado é imposta austeridade mas em troca existem verbas do FMI, enquanto às autarquias só exigem sacrifícios e nem uma medida de auxílio ou incentivo noutras áreas.

3. Parece que ainda ninguém pensou nisto, mas com a Reforma Administrativa aniquilamos de vez a Regionalização.

O Norte e as regiões do Interior continuarão subjugados ao poder centralista de Lisboa. Continuaremos com a política do beija-mão e da fuga de verbas para a capital mascarando esta realidade inquestionável com uma reforma dúbia, sem hipótese de uma discussão pensada e levada no vendaval das exigências da Troika.

Entristece-me saber que continuaremos por muito mais tempo a assistir impávidos e serenos a situações idênticas às que surgem recorrentemente, por exemplo: Verbas atribuídas pelo QREN em exclusivo à região de Lisboa e Vale do Tejo (pobres coitados…).

Em definitivo, a luta pela representatividade e direitos de cada região estará posta de parte? Espero que não. Já aborrece ouvirmos a expressão “Lisboa é quem manda”.

Nelson Oliveira - JS Lousada
in: TVS


Investimentos ao serviço dos Lousadenses - 1,2M€ para melhorar estradas municipais

Pedro Machado - Vice-Presidente da CM Lousada
"A Câmara de Lousada tem em curso diversas obras de beneficiação da rede viária onde se inclui a manutenção e reparação de vias e arruamentos em sete freguesias do concelho, representando um investimento aproximado de 1,2 milhões de euros, diz a autarquia.

As intervenções nas freguesias de Caíde de Rei, Figueiras, Aveleda e Nevogilde passam pelo melhoramento das condições de pavimento, bem como, a execução de passeios, rede de drenagem de águas pluviais e a pavimentação a betuminoso.
De acordo com o vereador das Obras Municipais, Pedro Machado, "as intervenções têm como finalidade principal a reabilitação das vias que se encontravam em mau estado, na maioria dos casos devido à instalação da rede de saneamento". 

Obras concluídas até ao final do ano
Até final deste ano vão ser concluídas as intervenções em Caíde de Rei, na Rua da Escola e, em Figueiras, na Rua de Além de Cima e Rua Nossa Sra. Misericórdia. A intervenção feita em Caíde de Rei tem um valor aproximado de 96 mil euros e, em Figueiras, o valor que ascende os 74 mil euros.
Na freguesia de Aveleda estão a ser beneficiados arruamentos na Avenida de Gens, Largo do Mourinho, Avenida da Igreja, Rua do Mourinho, Rua da Escola e Rua de Barrelas, com um custo de 252 mil euros. Já em Nevogilde, as obras encontram-se em fase de conclusão na Rua da Aldeia, Largo da Ponte, Avenida e Rua da Senhora da Ajuda. Neste caso são cerca de 185 mil euros que a autarquia investe na obra.  

Reparação de vias em Meinedo, Silvares e Nogueira
No que concerne à empreitada de manutenção e reparação de vias e arruamentos, as intervenções decorrem nas freguesias de Meinedo, Silvares e Nogueira.
A conclusão está prevista para final deste ano com a beneficiação do pavimento desde a Estrada Municipal 605 – Ponte de Vilela à Estrada Nacional 320 – Meinedo, com um valor de 170 mil euros, e na Rua da Cancela Nova, em Mós – Silvares, orçada em cerca de 165 mil euros, sustenta a Câmara.
Está igualmente a ser efectuada a beneficiação do pavimento desde a Estrada Municipal 564-2 em Nogueira até à Estrada Municipal 605, em Pias que vai permitir melhorar os acessos à EB 2,3 de Nogueira, num custo aproximado de 259 mil euros, acrescenta nota de imprensa."
in: Verdadeiro Olhar

Entrevista a Dora Santos (PS) - Presidente de Junta de Boim

É a única mulher a liderar os destinos de uma Junta de Freguesia em Lousada. Dora Santos (PS) tem 38 anos e reside em Boim, onde cumpre o primeiro mandato como presidente de junta, depois de oito anos como secretária. Tem naturalidade francesa e profissionalmente é escriturária na fábrica de confecção EXPOTIME. É casada e tem duas filhas – Lara, de 13 anos, e Íris, de 7 anos. 
 
O que lhe dá mais prazer na vida?
Ver a minha família bem e estar rodeada de amigos.

Que brinquedo era o preferido na infância?
Gostei muito das Barbies, tive dezenas delas e algumas passaram para as minhas filhas. 

Foi uma criança irrequieta e travessa?
Não, fui uma criança como muitas, obediente, nem muito irrequieta nem travessa, pelo que dizem até fui muito atinadinha. 

Na infância o que queria ser?
Ser professora e cabeleira. 

Se pudesse escapar sem castigo, a quem gostaria de pregar uma partida?À Troika. 

Imagine que podia voltar atrás numa máquina do tempo. O que teria feito de diferente?
Se calhar não ter tirado o curso de Gestão de Empresas, mas sim Arquitectura. Descobri mais tarde que até tenho jeito e gosto pela arquitectura, mas gosto do que faço.

A que prato gastronómico não consegue resistir?  Gosto de um bom bife/naco com batata a murro.

E que bebida escolhe para acompanhar?
Normalmente só bebo água ou sumos. Gosto de vinho verde branco, mas só o provo…

Vai para uma ilha deserta. Pode escolher apenas três objectos. Quais escolhe?
Computador com internet, biquíni e protector solar.

Que destino de sonho escolheria para passar umas férias? 
Jamaica.

Se pudesse escolher uma actriz que o representasse no filme da sua vida, quem seria?  Angelina Jolie.

Qual o melhor e o pior momento da sua vida?
Pior, foi a morte do meu primo e compadre, em 2000. Melhor momento, são vários, tudo a ver com as minhas filhas.

Que pessoa ou pessoas mais admira?
Gosto do Sarkozy por ser destemido nalgumas situações. Barack Obama por ter um percurso de vida tão interessante e ter chegado onde chegou, por mérito próprio.

Se tivesse de encarnar numa personagem de banda desenhada qual seria?
Só se for a Dora, a Exploradora.

Se fosse primeiro-ministro, qual seria a sua primeira medida?
Demitia quase todos os que estão no Governo e colocaria pessoas que conhecem a realidade e que não se limitem a ditar as leis sem primeiro ir ao terreno.

E se fosse presidente da Câmara de Lousada?
Acho que seria continuar os mesmos passos, só depois de lá estar é que poderia tomar outras medidas. 

Qual o seu maior vício? Não tenho vícios, nunca tive.

Alguma vez pensou que poderia vir a ser presidente de Junta?
Não, nunca.  

Qual a maior dificuldade do cargo? Conseguir que as pessoas fiquem todas satisfeitas. 

É difícil ser a única presidente de Junta mulher em Lousada?
Não é difícil, acho que precisávamos de mais mulheres, para não estar sozinha nas reuniões. 

Que conselho dá a quem tiver que desempenhar o cargo?
Este cargo requer muita disponibilidade, paciência saber lidar com as pessoas. É preciso estar na Junta porque se gosta, porque se quer melhorar a freguesia. 

A política trouxe-lhe algo de bom?
Alguns bons amigos. Para além de ver a política por outro prisma, que às vezes não é compreendida por quem está de fora.

Tem ambições políticas ou ficar-se-á pela freguesia?
Nunca pensei ser Presidente da Junta e cá estou eu. As oportunidades surgem quando menos se espera. Nunca digas nunca!

in: Verdadeiro Olhar

Mas o Governo anda a gozar connosco?

Perguntem ao PM de Portugal se após tanta treta em relação à Madeira e ao buraco colossal encontrado (que todos iremos pagar), ainda há a lata de voltar atrás e fazer uma coisa destas?

Mas andamos a gozar com quem?


Offshore da Madeira. Governo volta atrás e mantém isenções fiscais

O executivo tinha assumido em Agosto e no Orçamento o fim dos benefícios. Receitas fiscais da zona franca valem cerca de 100 milhões 

Engulam as críticas ao "Magalhães"

Durante anos a direita criticou os negócios de Sócrates com a Venezuela, não se cansando de gozar com o famoso Magalhães. 
 
Agora assistimos ao espectáculo divertido de Passos Coelho discutir a liderança da diplomacia económica com Paulo Portas, com cada um da discutir o papel de melhor vendedor do Magalhães. 
 
Se Paulo Portas pouco mais fez na cimeira Ibero-Americana do que promover o Magalhães, Paulo Portas não se deixou ficar para trás e já fala numa fábrica do Magalhães na Venezuela.

Esta direita portuguesa não é apenas a mais estúpida da Europa, ganha também a liderança em estupidez.

«Paulo Portas explicou ainda que "o consórcio Visabeira vai fazer a rede de distribuição de gás numa zona muito importante na Venezuela" e que "os computadores Canaima (nome local do Magalhães) somam e seguem" e realçou "o projecto de criar uma fábrica", um "caso de sucesso" que pode emigrar para outros países na América Latina.» [Dinheiro Vivo]
in: Jumento

"As opções da Europa, o Orçamento de Portugal e as alternativas"

"As medidas inscritas na proposta de lei do Orçamento do Estado para 2012 - corte de dois meses de salário e pensões no sector público, cortes na despesa com a Segurança Social, a Saúde e a Educação, e aumento da carga fiscal indirecta - convergem no sentido de uma profunda depressão económica em Portugal.

A estratégia subjacente ao Orçamento de 2012 será incapaz de cumprir os objectivos de redução do défice e da dívida pública. A capacidade de obtenção de receita fiscal irá ressentir-se não só da contracção do rendimento, como da expansão da economia paralela e do aumento da evasão fiscal. Iremos assistir a sucessivas "surpresas" e adendas restritivas. Ao longo deste processo, o endividamento não deixará de aumentar em valor absoluto e em percentagem do PIB.

A "desvalorização interna" implícita no Orçamento não permitirá reequilibrar o défice externo. A recessão anunciada para 2012 é instrumental para a estratégia de "desvalorização interna", que visa aumentar o desemprego para reduzir o nível dos salários, de forma a tornar mais competitivas as exportações portuguesas. No entanto, esta desvalorização interna é enganosa por dois motivos: (a) o nível de redução dos salários necessário para produzir um resultado comparável ao de uma desvalorização cambial é socialmente insustentável; (b) o efeito da desvalorização interna em Portugal será anulado, como acontece com o das desvalorizações competitivas, pelo facto de os maiores parceiros comerciais de Portugal estarem a prosseguir estratégias idênticas.

A confiança dos credores não será restabelecida. No final de 2013 a economia portuguesa terá regredido para o nível do produto de há uma década. No entanto, a situação será incomparavelmente pior do que a de então: tanto o desemprego como a dívida pública terão duplicado. Compreende-se mal por que razão, neste quadro, os credores recuperariam a confiança perdida. A economia portuguesa estará destroçada e será tratada como uma economia insolvente por todos os credores, incluindo o FMI, o BCE e a União Europeia."

Artigo de Américo Mendes, Ana Costa, João Ferrão, José Castro Caldas, Manuel Brandão Alves e Manuela Silva, publicado no Público

A Noruega não pertence à União Europeia, Sr. Ministro!!!

"Mas deixe-me dizer-lhe que muitos países da União Europeia - cito a Holanda, a Noruega, a Inglaterra - vários países da União Europeia só têm 12 vencimentos."


Miguel Relvas, na TVI, “esquecendo-se” de referir que nesses países os rendimentos anuais não foram amputados de uma parte (e, como leitores sublinham na caixa de comentários, "esquecendo-se" também que a Noruega não faz parte da UE)


in: Câmara Corporativa

Não adianta pá!

Tanto o Correio da Manhã como o Público sofrem de um síndrome que também afecta muita gente da nossa praça.

O ódio visceral a José Sócrates (o mesmo que DEMOCRATICAMENTE venceu duas eleições e perdeu outra)!

Mas este ódio tem algo de mais profundo quando falamos na Comunicação Social. 

Parece que as capas com José Sócrates são mais chamativas e distraem o povo. Aquele mesmo que segundo Passos Coelho não aguentava mais sacrificios e por isso se reprovou o PEC IV. Aquele mesmo povo que agora está a mãos com o incumprimento das promessas eleitorais do actual Primeiro-Ministro e que está a sofrer a maior lapidação de todos os tempos em termos sociais e económicos.

Não adianta fazer capas com mentiras. 
Ele deixou-vos, perdeu, saiu, o povo não o quis mais e foi soberano.
Não adianta mais! Não vale a pena tentarem... Acabou.

"José Sócrates pede ao PS que vote contra o Orçamento" ???

O mais engraçado desta notícia é que dizem que Seguro foi a Paris conversar com Sócrates! ah ah ah.

Só pode ser brincadeira esta notícia.

A imparcialidade de análise é uma coisa muito bonita!

Depois de lermos o artigo da Dr.ª Cláudia Lousada no Verdadeiro Olhar acerca do "Fim da Impunidade dos Políticos", temos a dizer que concordamos.

Concordamos que estes sejam responsabilizados quando erram. De resto qualquer gestor deverá ser responsabilizado quando erra na condução de uma empresa a seu cargo ou nomeado para tal.

Mas não sejamos obtusos. Não sejamos parciais. Já que o discurso verborreico dos últimos tempos tem-se centrado sempre na figura de José Sócrates, estamos aqui para reavivar o seguinte.
Não devemos, de parte a parte, ter memória curta. Pensarmos que de um lado estão os iluminados e do outro os malfeitores.

Para reavivar a memória e completando o artigo, sugerimos que consulte o quadro em anexo, onde observamos quem contribuiu para o aumento da despesa pública em Portugal.


Passos Coelho volta atrás e até já vende Magalhães


Passos Coelho ´vende` Magalhães de Sócrates


(...) "Este encontro serviu para fechar mais uma parceria economica com quatro empresas portuguesas. Portugal vai vender ao México computadores Magalhães." (antena 1)

Parece que o produto não era assim tão mau quanto se dizia na campanha eleitoral.
Parece que não há problema em negociar com países cuja direita dizia serem regimes.
Parece que não há problema em vender-se um produto fabricado na tal empresa, da qual a direita dizia o piorio.

Como é bonita a mudança de discurso!

Governo PSD contra a avaliação das contas na Madeira

Chumbada comissão para avaliar contas da Madeira 

Projecto apresentado pelo PCP.


Os ricos (Mia Couto)

A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos.

Mas ricos sem riqueza.

Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados.

Rico é quem possui meios de produção.

Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.

Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. Ou que pensa que tem.

Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.
A verdade é esta: são demasiados pobres os nossos "ricos".

Aquilo que têm, não detêm.

Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros.

É produto de roubo e de negociatas.

Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram.

Vivem na obsessão de poderem ser roubados.

Necessitavam de forças policiais à altura.

Mas forças policiais à altura acabariam por lança-los a eles próprios na cadeia.

Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade.

Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem (...)

MIA COUTO

Quando a mentira oprime a nação - por Santana Castilho

"Ricardo Santos Pinto, do blogue “Aventar”, prestou-nos um serviço cívico: recolheu em vídeo (ver) afirmações e promessas de Pedro Passos Coelho, enquanto candidato a primeiro-ministro. O cotejo desse impressivo documento com as medidas tomadas pelo visado, nos curtos quatro meses de poder, evidencia o colossal logro em que os portugueses caíram. Se em quatro meses a sua acção é pautada por tanto despudor e falta de ética, que sobra à nação para lhe confiar quatro anos de governo?

O orçamento do Estado para 2012 é bem mais bruto que o tratamento “à bruta” que Passos Coelho recriminou a Sócrates, no vídeo em análise. Aí se consagra, com uma violência desumana, o que Passos Coelho disse que nunca faria: confisco de quatro meses de salários aos servidores públicos e reformados; fim de deduções fiscais; aumento de impostos, designadamente do IRS e IVA. Ao embuste ardilosamente tecido em ano e meio de caça ao voto acrescenta-se a falácia com que se justifica o assalto aos que trabalham. Com efeito, muito mais que a invocada má gestão das contas públicas no primeiro semestre, da responsabilidade de Sócrates, pesa a irresponsabilidade da Madeira e o caso de polícia do BPN. Na primeira circunstância, ocultando manhosamente o plano de ajustamento, antes das eleições, Passos Coelho protegeu Jardim e escamoteou quem saldaria o escândalo. Sabemos agora que são os funcionários públicos e os pensionistas. Na segunda, enquanto os responsáveis pelo tenebroso roubo permanecem impunes, os contabilistas que governam venderam o BPN ao desbarato, limpinho das dívidas colossais. O povo vai pagar e pedem-lhe agora que não bufe, por causa dos mercados.

Passos Coelho manipula grosseiramente os factos quando afirma que a média salarial da função pública é 15 por cento superior à dos trabalhadores privados. Ele sabe que a qualificação média dos activos privados é bem mais baixa que a homóloga pública, onde trabalham, entre outros técnicos de formação superior, milhares de médicos, professores, juízes, arquitectos, engenheiros e cientistas. Para que a comparação tenha validade, há que fazê-la entre funções com idênticos requisitos académicos. A demagogia não colhe. Como não colhe o primarismo de dizer que não estendeu o corte dos subsídios aos privados porque o Estado não beneficiaria, mas sim os patrões, que pagam os salários. Esqueceu-se de como fez com o corte deste ano? Ou toma-nos por estúpidos?

O orçamento esconde-se cobardemente atrás da troika para invocar a inevitabilidade das suas malfeitorias. Mas vai muito para além do que ela impõe e expõe a desvergonha da ideologia que o informa: quando revê a Constituição da República por via contabilística; quando poupa, sem escrúpulos, os rendimentos do capital e esquece os titulares das reformas por exercício de cargos públicos, numa ostensiva iniquidade social; quando permite que permaneçam incólumes os milhões que fogem ao fisco; quando compromete, sem réstia de tacto político, a solidariedade entre os cidadãos, pondo os que trabalham no sector privado contra os que trabalham no sector público; quando, atirando o investimento na Educação para o último lugar da União Europeia, ao nível dos indicadores do terceiro mundo, não só não desce o financiamento do ensino privado como o aumenta em nove milhões e 465 mil euros; quando, depois de apertar como nunca o garrote à administração pública, aumenta quase quatro milhões de euros à rubrica por onde pagará pareceres e estudos aos grandes gabinetes de advogados e outros protegidos do regime (Sócrates contentava-se com 97 milhões, Passos subiu para 100,7 milhões); quando, impondo contenção impiedosa nas áreas sociais, inscreve 13 milhões e meio para despesas de representação dos titulares políticos; quando, numa palavra e apesar do slogan do “Estado gordo”, apenas emagreceu salários e prestações sociais, borrifando-se nas pessoas e no país e substituindo o critério do bem comum pelo critério do bem de alguns.

Incapaz de ajudar o país a crescer, Passos tomou a China por modelo e acreditou que sairemos da fossa com uma economia repressiva e de salários miseráveis. Refém que está e servidor que é de grupos económicos e interesses particulares, Passos Coelho perdeu com este orçamento a oportunidade de resgatar o Estado. Ministério a ministério, não se divisa qualquer programa político redentor. Não existem políticas sectoriais. Se Passos regressasse à protecção de Ângelo Correia, Álvaro a Vancouver e Crato ao Tagus Park, Gaspar, só, geria a trapalhada que tem sido tecida de fininho. Recordemo-la. Em Maio passado, o memorando de entendimento que o PS, PSD e CDS assinaram com a troika consignava para 2012 cerca 4.500 milhões de euros de redução da despesa e cerca 1.500 de aumento da receita (leia-se impostos). Apenas três meses volvidos, o documento de estratégia orçamental do Governo para o período de 2011 a 2015 já aumentava os números de 2012: a redução da despesa pública crescia quase 600 milhões e as receitas a cobrar aumentavam quase 1.200, pouco faltando para a duplicação do número antes considerado. Foi obra, em três meses. A meio de Outubro, novo documento oficial reiterava os números anteriores. Mas eis senão quando, escassos dias volvidos, surge o orçamento, que passa a redução da despesa, em 2012, para quase 7.500 milhões e fixa o aumento de impostos em cerca de 2.900 milhões. Diferenças colossais em documentos oficiais, com quatro dias de premeio, merecem a confiança dos contribuintes? Com a classe média a caminho da pobreza e os pobres a ficarem miseráveis, a esperança morreu. Definitivamente. Bastaram quatro meses. Esperemos que o país acorde e se mobilize."

* Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt)
Co-autor do Programa Eleitoral do PSD para as Legislativas de 5 Junho 2011
in: Público

Vítor Gaspar - O cómico

Vítor Gaspar tem um conceito de diálogo muito curioso, adopta as medidas em segredo, dá a conhecer as mesmas à troika e já depois de Passos Coelho ter avisado de que as medidas importantes são negociáveis vai gozar com o parlamento informar que aguarda as propostas da oposição. Este ministro chegou com três décadas de atraso, teria tido um grande sucesso no Chile de Augusto Pinochet.

«O Governo está disponível para negociar o Orçamento do Estado para 2012 para garantir o mais amplo apoio possível, e esperar que a oposição apresente alternativas, afirmou hoje o ministro das Finanças.»

in: Jumento 

Mais uma prova da excelente saúde financeira da CM Lousada

Ao cuidado de todos aqueles que gostam de dizer que a Câmara de Lousada está com endividamento excessivo (mesmo sabendo perfeitamente que isso não é verdade)

A noticia "Orçamento do Estado atira 103 câmaras para o 'vermelho'" foi publicada pelo Jornal Expresso e mostra quais são as Autarquias com endividamento excessivo, devido às novas regras do Orçamento de Estado de 2012 (sim, aquelas que ainda estariam numa posição mais ou menos favorável, mas que com este Orçamento serão incluidas no grupo dos endividados)

Para facilitar, colocamos aqui um quadro explicativo e procurem bem se conseguem encontrar o nome de Lousada...


A verdade inconveniente sobre acumulação de pensões vitalícias.

Está hoje em discussão o fim da acumulação de pensões vitalícias pelo exercício de cargos políticos com vencimentos privados.

É necessário repor a verdade dos factos para que agora não venham os falsos moralistas, numa atitude de virgens ofendidas eivadas de populismo tentar reescrever a história ou como tudo tivesse começado hoje.

Não, a verdade é que foi um Governo do Partido Socialista liderado por JOSÉ SÓCRATES que em 2005 acabou não só com estas pensões vitalícias, como também com o subsídio de reintegração. E foi o mesmo Governo que pôs fim às acumulações destas com vencimentos públicos, faltou apenas estender ao sector privado o mesmo regime.

Vem agora o Dr. Louçã com o seu ar de moralista dizer que já se devia ter acabado há muito tempo com esta situação. Pergunto, que fez o Dr. Louçã enquanto deputado quando tudo isto se discutiu na AR? Apresentou alguma proposta? Não, ficou caladinho à espera de conseguir no futuro usufruir do regime vigente.

E Governo do PSD/CDS o que propuseram nesta matéria no OE para 2012? Esqueceram-se de retirar a estas pensões vitalícias o 13º e 14º mês e apenas e só quando o assunto foi levantado publicamente é que o Ministro Victor Gaspar veio dizer que ia estudar o assunto e tomar medidas.

Como o Governo já não pode alterar o OE para 2012, fez uma encomenda aos Grupos Parlamentares da maioria PSD/CDS para apresentarem uma proposta neste sentido. Agora os GP’s do PSD/CDS para limpar a sua consciência que deve estar muito pesado, apresentarem-se como os arautos da ética política.

François La Rochefoucauld disse; “O nosso arrependimento não é um remorso do mal que cometemos, mas um temor daquilo que nos pode acontecer”.

O Dr. Louçã, o Governo e a maioria PSD/CDS que o sustenta, têm temor pelo julgamento dos Portugueses a quem estão a ser pedidos exagerados sacrifícios e não arrependidos por não terem encontrado uma solução justa de repartição dos sacrifícios.

Começam a fazer caminho e reconhecidas as medidas tomadas pelos Governos do PS e por JOSÉ SÓCRATES

por: Renato Sampaio (deputado e Presidente da Federação do Porto do PS)

OE 2012: JS acusa proposta do Governo de aumentar a "mão-de-obra barata"

O líder da Juventude Socialista (JS) acusou hoje a proposta de Orçamento do Estado (OE) de 2012 de tornar Portugal num país cada vez com mais mão-de-obra barata, em vez de qualificada.

Após uma reunião da comissão política nacional da JS, no Cartaxo, Pedro Alves disse à Lusa que o OE ao reduzir remunerações e aumentar o tempo de trabalho no setor privado “está a optar pela mão-de-obra barata e a asfixiar as opções inteligentes que permitiam reforçar a competitividade”.

O OE vai “agravar a recessão, o desemprego jovem e o desemprego em geral, ao prejudicar o crescimento da Economia”, resumiu.

O líder da JS argumentou que o “próprio FMI reconhece que as receitas na Grécia não funcionam e pensam em reestruturar a dívida” e por isso “mais do mesmo não faz muito sentido”.

Numa análise pormenorizada à área da Educação e do Ensino Superior, os jovens socialistas concluíram que apesar da necessidade de cortes, “comparativamente, esta não podia ser das mais penalizadas”.

Pedro Alves defendeu que no passado o Ensino Superior e a Ciência se revelaram “ótimas para apostar e qualificar os jovens” para que Portugal não seja um país de mão-de-obra barata, mas qualificada.

A JS referiu que o OE se “denuncia ideologicamente”, ao indicar “mudança de filosofia em relação à escola pública” já que há “sinais de transferência para escolas privadas e cooperativas de tarefas na área da Educação”.

A redução das verbas para ação social no Ensino Superior e as opções de redução com docentes contratados foram outras das preocupações expressas.

in: i online

JS Lousada - Novo Secretariado Eleito

No passado dia 23 de Outubro, decorreram as eleições para o Secretariado, Mesa Concelhia e Representantes da CPC do PS, referentes à concelhia de Lousada da JS (2011-2013).

A Lista A (lista única), obteve a totalidade dos votos após uma boa afluência às urnas.

Deste modo, a coordenação da JS Lousada ficará a cargo de Nelson Oliveira.

João Correia (ex-coordenador) assumirá a presidência da Mesa da Assembleia Concelhia e Tiago Romão Cunha, bem como André Santos serão os Representantes da JS na CPC do PS Lousada.

Mais informações brevemente.

A VERSÃO LUSITANA DA TRAGÉDIA GREGA

Quinta-feira, 13 de Outubro de 2011, são 19h40 e decido terminar mais cedo o trabalho no escritório. Reforço o stock de tabaco no quiosque da minha rua, entro no carro e sigo para casa. A viagem é curta, pelo que, contrariamente ao normal, desta vez chego mesmo a tempo de ver o noticiário das 20h00.

Poucos minutos depois Passos Coelho, sem o ter convidado, decide entrar em minha casa e oferecer-me um longo e assustador monólogo. Educado como sou, ouvi-o atentamente até ao fim. 20 minutos depois foi-se embora e deixou como prenda o mais violento e impensável orçamento de Estado de que há memória. Apesar das minhas tentativas, Passos Coelho não se disponibilizou para ouvir o que eu também tinha para lhe dizer. Sorte a dele. É verdade que não votei no PSD, mas tal não limita o meu direito à indignação. Depois de tudo o que este senhor disse aquando da elaboração do orçamento para 2011, depois do chumbo do PEC IV e consequente queda do anterior governo, Passos Coelho atirou para a sarjeta o voto de confiança que muitos portugueses nele depositaram.

Não caio na desonestidade intelectual com que este senhor e seus acólitos durante muitos meses enganaram os portugueses, excluindo do debate político a grave crise financeira que a Europa atravessa. Sei bem que, fosse qual fosse o governo, medidas duras e difíceis teriam de ser tomadas. Mas, como em tudo na vida, há limites. E estes senhores ultrapassaram todos os limites da decência. O fim dos subsídios de férias e de Natal e a obrigação de todos os trabalhadores darem, de borla, 2,5 horas semanais às empresas, é um ultraje. Se a vergonha pagasse imposto, o actual governo, sozinho, conseguiria fazer reduzir o défice para 0% do PIB!

Face à maioria absoluta que os portugueses deram à coligação PSD/CDS e tendo em conta que na Presidência da República jaz alguém cujo único objectivo passa por tramar a vida de todos quantos ousaram falar da sua ligação à trafulhice do BPN, a verdade é que aos portugueses resta apenas o protesto. Infelizmente de pouco deverá adiantar, pois com a implementação das medidas ora anunciadas, dentro de um ano Portugal estará um caco. A redução do PIB será brutal e o desemprego crescerá de forma violenta. Assim sendo, de nada adiantará este grotesco sacrifício imposto aos portugueses. A tragédia grega, na versão lusitana, essa segue dentro de momentos.
 
Paulo Ferreira
in: Verdadeiro Olhar

O Sr Ministro Miguel Macedo julga que somos parvos

Facto
 
O Sr Ministro da Administração Interna - Miguel Macedo, acha que pode andar a brincar com o povo.

Mora em casa própria na cidade de Lisboa, mas dá a morada da sua casa em Braga para sacar um subsídio aos contribuintes - 1400 euros por mês.

Haja vergonha.

Processo de Despolitização em Curso


Como escrevi aqui, o embuste do desvio serve como pretexto para o governo justificar a necessidade de ir (muito) para além da troika, transformando aquilo que é uma escolha poítica deste governo numa necessidade criada pelo anterior. Estamos, pois, perante uma estratégia típica de desresponsabilizaçao. Perante isto, várias pessoas me têm perguntado por que razão é que este governo se prepara para tomar medidas que podem, afinal, não ser necessárias? A resposta é simples. Ao contrário do que alguns querem fazer crer, pessoas com a mesma informação não chegam necessariamente às mesma conclusões. Um juízo sobre a necessidade de determinadas medidas não é uma questão técnica passível de determinação objectiva; é, isso sim, uma questão eminentemente política. Ao não assumir esta responsabilidade (isto é, ao apresentar estas medidas como objectivamente - e não subjectivamente - necessárias) o governo está, portanto, a tentar despolitizar a discussão sobre as medidas que constam do orçamento para 2012.



O governo (leia-se Vítor Gaspar) acha que não deve correr riscos, e por isso decidiu reforçar a dose de austeridade. O que o governo se esquece é que ir (muito) para além da troika não pode ser vista como uma simples questão de prudência. Hoje (quase) todos reconhecem que a austeridade tem custos. Se dúvidas houvesse, a Grécia e o arrefecimento da economia europeia estão aí para o provar. O governo tem todo o direito de fazer a sua própria avaliação dos riscos. Mas essa avaliação é sua e de mais ninguém. Se isto fosse assumido de forma plena, sem recorrer a subterfúgios manhosos, ganhavamos todos, e Vítor Gaspar teria a oportunidade de, finalmente, aparecer como aquilo que orgulhosamente é: um defensor convicto das virtudes da austeridade e alguém que acha Portugal só conseguirá sair da crise através de uma política de deflação radical dos salários. Resta saber se Relvas está disposto a correr este risco. Tudo indica que não.
 
João Galamba
in: Jugular

A Inércia Social

Nos últimos tempos, notícias sobre o estado deplorável e precário da economia portuguesa fazem as manchetes dos jornais nacionais. Cortes nos subsídios, aumento de impostos, alterações drásticas no SNS e no Ministério da Educação, o colossal défice da Região Autónoma da Madeira, as alterações da cotação financeira nacional (rating) são assuntos que já se tornaram banais.

Contudo, parece-me que os portugueses já se acostumaram com esta realidade e, se antes pouco ou nada se importavam com a situação, agora ainda menos. Quando os jornais televisivos vão para as ruas entrevistar os transeuntes, as reacções são similares: “Não vamos conseguir suportar os nossos encargos”, “Vai ser difícil fazer com que o dinheiro chegue para as despesas mensais”, “Isto está muito mau” são apenas alguns exemplos.

Apesar de o descontentamento ser geral, considero que ainda é possível obrigarem-nos a suportar mais cortes, sofrer sucessivas lapidações económicas (vulgo buraco orçamental madeirense) e ver um conjunto de serviços tendencialmente gratuitos a desvanecerem-se por completo. Caso não o fosse, o povo dinamizar-se-ia e levava a cabo manifestações (pacíficas, claro está) para reivindicar os seus direitos e também para mostrar ao nosso governo que “o povo é que mais ordena”. Mas mais flagrante que os cortes em serviços e rendimentos, são as afirmações e discursos de defesa que os governos autónomos fazem, como se os sucessivos erros de governação e administração de recursos económicos fossem algo de menor prioridade, chegando-se ao ponto de quase os relegar por ilusórios e oníricos. Mas se nem o governo se pronuncia sobre esse assunto…

O passado dia 15 de Outubro foi um excelente momento para que os portugueses saíssem à rua, mas como se viu, ainda assim poucos foram os que aderiram à manifestação. Mas o que me deixa ainda mais preocupado é quando as juventudes partidárias caem na hipocrisia e deixam de criticar, quando a sua cor está no poder.

Na manifestação de 12 de Março, a JSD distribuiu notas de protesto com a cara do Primeiro-ministro da altura, aproveitando uma manifestação apartidária para fazer campanha e mostrar o seu desagrado para com a situação, principalmente face ao desemprego jovem.

Contudo neste último fim-de-semana, nem sinal deles. Não se pronunciaram sobre o assunto e se calhar as suas reivindicações com o desemprego jovem, estão agora resolvidas. Se calhar esse “silêncio” nem sequer está relacionado com o partido que governa o país, pois não... A inércia é grave, mas a hipocrisia supera tudo…

Está na hora dos portugueses se conectarem à realidade e reivindicarem os seus direitos, ou pelo menos inquirir a classe política sobre o real estado do país e se o conjunto de medidas que são tomadas são as mais eficazes e menos nefastas. Sejamos mais activos civicamente. Só assim conseguiremos levar a nossa nação a bom porto.

Marcos Gomes(JS Lousada)
in: TVS


CM Lousada distinguida por boas práticas administrativas

O Município de Lousada foi distinguido como Modelo de Boas Práticas a nível nacional, pela adesão ao Simplex Autárquico. 
 
Deste modo, Lousada assume-se como o primeiro município em Portugal a utilizar, de forma integral, a aplicação informática da Gestão Integrada da Avaliação de Desempenho da Administração Pública (GeADAP), que tem como finalidade o apoio à avaliação de desempenho.

O reconhecimento de boas práticas no âmbito da GeADAP foi referenciado como um caso de sucesso onde foram implementados e utilizados com sucesso esta nova ferramenta de apoio à avaliação.



Mais informações em:http://www.gerap.gov.pt/newsletter-geadap

"A novidade desta edição do GeADAP News é o anúncio da disponibilização do GeADAP também às Autarquias. Efectivamente, após uma ampla difusão desta plataforma de apoio à avaliação de desempenho, a Equipa GeADAP está agora em condições de assegurar todo o apoio às Autarquias que pretenderem efectuar a sua adesão. Para garantir uma utilização mais amigável do GeADAP, estão em curso o desenvolvimento de novas funcionalidades sugeridas pelas Autarquias.
Um caso de sucesso constitui já a utilização do GeADAP pela Câmara Municipal de Lousada, onde os seus técnicos, sem participarem em qualquer acção de formação em sala, implementaram e estão a utilizar com sucesso esta ferramenta de apoio à avaliação, pelo que consideramos serem dignos deste reconhecimento. Na secção de boas práticas, divulgamos um artigo, onde o Presidente da Câmara Municipal de Lousada descreve em pormenor, as várias fases do processo de implementação, assim como, alguns factores críticos de sucesso, para ultrapassar as especificidades das estruturas orgânicas das Autarquias.
Ao Senhor Dr. Jorge Magalhães, o nosso muito obrigado.
Em Outubro, irá ser realizado o “Inquérito de Satisfação GeADAP”, que esperamos venha a registar uma ampla adesão, à semelhança dos anos anteriores. A sua opinião, assim como as suas sugestões, são para nós muito importantes, pelo que desde já agradecemos a sua participação. "

Não fiquemos parados!


"As agências de notas de crédito ou mais conhecidas por agências de rating, tem como objectivo atribuir notas de risco a países, mas também a municípios, empresas ou bancos. O objectivo da classificação é mostrar a capacidade de pagamento de dívidas (valor total e juros) no prazo prometido - ou seja, mostrar a capacidade de o emissor cumprir o seu contrato no prazo prometido, para que assim quando um país, uma empresa ou um município tente ir ao mercado económico pedir dinheiro aos investidores estes possam avaliar o risco de emprestarem o seu dinheiro aos países ou empresas.

Investidores de todo o Mundo usam estas agências de rating para avaliar o risco que têm ao emprestar dinheiro a determinados países ou empresas. Esta agências já existem há bastantes anos, mas devido a um número excessivo destas agências em 1975, nos EUA, ficou decidido que apenas as agências como as “famosas” agências Moody’s , a Fitch e a Standard&Poor’s poderiam ser utilizadas oficialmente para avaliar ou atribuir as notas de risco (são notas representadas sob letras das avaliações, dadas a um país ou empresa, sobre a possibilidade de este país saldar suas dívidas). A nível europeu não existe nenhuma agência de rating, o que leva a estas agências americanas conseguirem controlar todo este monopólio que envolve centenas de milhares de milhões de euros. 

Já muito se tem especulado para a criação duma agência de rating europeia para contrariar este controlo das agências americanas, o que seria bastante benéfico para a economia europeia, mas até ao momento os nossos líderes europeus parece não ter chegado a um consenso sobre este tema. Sabe-se apenas que estão a estudar essa mesma criação há largos anos, mas nada em concreto se vê.

A par disto, a China já criou a sua própria agência e é curioso que o rating atribuído aos mais variados organismos, é bem mais certeiro que as Americanas. Porque será? Terá tudo a ver com as revelações a conta-gotas que ouvimos nos jornais e que basicamente dizem-nos o que todos sabemos? Tudo está a ser controlado ao pormenor face a uma série de interesses instalados.

Todos temos noção que as agências de rating e demais instituições financeiras de renome, estão pouco importadas com o Euro, com os países em dificuldades e com a melhoria do sistema económico. Esta crise é ouro para os investidores mais hábeis. Fazem dinheiro como nunca, à custa da austeridade aplicada aos povos.

A corroborar isto, surgiu a entrevista de um corretor independente (Alessio Rastani) à BBC. Num acto de sinceridade diz com todas as letras que os Governos não controlam o mundo mas sim a Goldman Sachs. Uns dizem que é um impostor à procura de protagonismo, um “Yes men”, mas outros admitem que aquela é a verdade pura e dura.

Os tempos que aí vêm não serão fáceis e ninguém sabe onde iremos parar. Basta vermos que não há coerência nem concordância no discurso dos próprios economistas. Mas apesar de tudo isto, a única solução é a não retracção. Temos que apostar em nós, temos que conseguir, temos que ter confiança e não ficarmos à espera de um Deus Salvador!"

David Cunha
JS Lousada