Não tenho um título. Mas tenho certezas.


Este artigo não é sobre pessoas quadradas e, muito menos, sobre Opus Dei, dogmatismo e pessoas que primam pela surdez no debate. Não é, mas, para brincar com as palavras, a “verdade” é que podia ser.

“In vino veritas”, este artigo é sobre pessoas estultas e néscias, que o são porque há alguém que lhes dita as ordens. E assim, sob uma aparente índole independente, vão tentando cumprir os desígnios (destrutivos, criativos, interesseiros?) desses outros, pois que a boca precisa de pão e a vida não está fácil. É por isso que, sob um aparente poder comunicacional, transformam “carne” em “peixe” e podem, asseverar e certificar, que a caldeirada de cabrito que ontem comemos, era afinal de um peixe exótico e raro, chamado “Blobfish”, que veio directamente da Tasmânia. E uns, enfim, acreditam… Porquê? Porque um estulto disfarçado de sabedor, o disse e transmitiu às multidões com sensacionalismo e elaborado sofisma.

Por entre carne e peixe, a verdade é que um estulto é, apenas e tão-somente, um tentáculo. Sim, um tentáculo… É que, o polvo tem 8 braços e apenas 2 tentáculos, que usa para a reprodução. No caso vertente, o tentáculo é usado para reproduzir: a) alterações criativas na verdade; b) deturpação de factos; c) divulgação de nulidades e mitos; d) engrandecimento de figuras nulas e; e) disseminação de ideias antiquadas e radicais.

Tenho a certeza de que ignorar os surdos estultos é a melhor opção, da mesma forma que, temendo o polvo instalado, não posso deixar de o combater e derrotar. Se o conseguir(mos), não mais teremos estultos a dizerem-nos meias verdades/mentiras, ofuscando a realidade e tentando ser os novos “ditadorzecos” das consciências, da moral, dos costumes e da sabedoria.

E agora que os estultos a quem “serviu a carapuça” têm os olhos cravados de raiva e vontade de me calar o bico; agora que, meio povo não percebeu nada; agora que, alguém pensou em alguém, deixo ficar a máxima: Oculus animi index.
 
João Correia
TVS

A isenção jornalística de Mário Crespo

"Um ano seguido a perseguir mediaticamente Miguel Relvas tem de ser uma campanha politica!"
(16/07/2012)

 Estamos esclarecidos sobre o que Mário Crespo pensa da campanha que ele próprio executou ao anterior governo.

É a vidinha!

Uma questão de memória - Carlos Abreu Amorim!?

Carlos Abreu Amorim, blogger no Blasfémias, 6 de Março de 2009:
«A teima na ‘campanha negra’ visa intimidar quem faz informação. Note-se que essa lengalenga foi usada no Freeport, mas alastrou para os projectos da Guarda, para as nebulosidades da licenciatura e do caso da Cova da Beira. Sempre que alguém fica perplexo com o peculiar percurso de Sócrates, o próprio ou os que escolheram o pouco distinto papel de serem os seus ‘Bobbys’ e ‘Tarecos’ – os ministros Santos Silva e Silva Pereira – surgem a gritar que sinistros ‘poderes ocultos’ conspiram “contra a democracia”. Curiosamente, do lado do PSD, Pacheco Pereira faz coisa semelhante aos que não crêem nas virtudes da liderança de Ferreira Leite. Um dos dramas da fossa em que estamos é que os piores defeitos de quem manda parecem ser os talentos de quem quer mandar.»
Carlos Abreu Amorim, cronista do Correio da Manhã, Junho de 2011:
 "E ninguém senão nós escolheu José Sócrates. Com um currículo pessoal aterrador, sem a mais elementar preparação profissional, académica ou cívica, apto a instrumentalizar qualquer valor ou convicção e a quem apenas se pode reconhecer a obstinação daqueles que são capazes de tudo, mas mesmo de tudo, para manter acesas as luzes fátuas do seu ego."
Carlos Abreu Amorim, deputado do PSD e tareco de Miguel Relvas, 16 de Julho de 2012:
“Miguel Relvas está a ser alvo da mais brutal campanha que eu me lembre que alguém tenha sido sujeito, um ministro, nomeadamente nos tempos democráticos."
É a vidinha.

in: Arrastão

O país está a fechar nas zonas longe do poder

"As sucessivas políticas de encerramento de serviços públicos penalizam sobretudo os distritos interiores do Norte e do Centro. É o Estado a fechar-se ao Interior e a recuar nas funções sociais. 

É uma tripla ameaça: perderam escolas, serviços de saúde e estão na iminência de ficar sem tribunais. A investigação realizada pelo JN identificou 27 concelhos nestas circunstâncias, onde as populações têm dificuldade crescente no acesso aos serviços públicos que garantem direitos fundamentais: Educação, Saúde e Justiça.

Foram as maternidades, as urgências, as consultas à noite, as extensões de saúde nas localidades mais recônditas, as escolas primárias isoladas, primeiro com menos de dez alunos e, mais recentemente, com menos de 21."

in: JN

Diz que a culpa é de Mariano Gago... (tentem não rir)

Duarte Marques protagonizou o momento ridículo do dia de hoje ao vir a terreno, meter-se na lama de Relvas, desculpando-o e venerá-lo.

Um discurso encomendado, em que era visível a falta de jeito do pupilo de Relvas a tropeçar nas palavras (será que ele acreditava no que estava a dizer?). 
Ah, e a culpa é de Mariano Gago por ter aceite uma lei transposta de uma diretiva comunitária.

O timing foi perfeito, e assim toda a gente sabe que o futuro do PSD pós-Relvas, estará sempre assegurado (mas por favor sigam mesmo o conselho que pelos vistos Relvas dá... estudem primeiro e depois metam-se na política).

As pessoas sem coluna vertebral vêm-se nestas alturas. Mas Duarte Marques pode ter uma certeza: LF Menezes não virá para a comunicação social mandá-lo calar. Isso apenas se faz a quem tem coerência no PSD!



"O PSD é uma agremiação cujo principal objectivo é o de garantir que Portugal continuará a ser governado pela mesma raça de políticos medíocres que já apareciam, pelo menos, nas páginas de Eça. O facto de alternar no poder com o PS serve para que se possa proceder à passagem dos ministros para os negócios privados, ao mesmo tempo que cria a ilusão de uma diferença, sempre útil em tempos eleitorais.

Para se ir longe na estrutura de qualquer uma destas agremiações, é necessário, alardear, desde a mais tenra idade, uma total ausência de originalidade, evitando, a todo o custo, exprimir um pensamento próprio ou, até, um pensamento. Ao mesmo tempo que cola cartazes, agita bandeiras e lambe botas, o futuro político grita frases do líder, tornando-as tão aparentemente suas que alguém acabará por reparar nele e pensará: “Este rapaz é tão destituído que poderá chegar a ministro.”

O inestimável líder da JSD, Duarte Marques, tem aproveitado todos os momentos para demonstrar uma vacuidade tão larga que lhe garantirá, mais tarde ou mais cedo, um lugar no governo.

Depois de, entre outras descobertas, ter afirmado que o combate ao desemprego é uma questão de fé, produziu, recentemente, um conjunto de declarações que fazem lembrar a habilidade de Helder Postiga no interior da grande-área.

Em princípio, o objectivo do jovem social-democrata seria defender o martirizado Miguel Relvas. Para tal, começa por se atirar a Mariano Gago, o ministro que terá criado a lei que permitiu a Relvas licenciar-se antes que o diabo esfregasse um olho. Imaginemos o pior: se reconhecer que a lei é defeituosa, isso seria suficiente para ilibar quem se tenha aproveitado dela?

Continuando a defender o seu ministro, faz esta confissão tocante: Miguel Relvas teria dito, repetida e paternalmente, aos militantes da JSD para “estudarem e não cometerem o mesmo erro que ele” e “nunca escondeu o curso que tirou [e por que razão deveria esconder o curso?] e a maneira como o fez”, o que nos dá a ideia de que há várias maneiras de tirar um curso.

Seguidamente, o jovem afirma que o importante é a competência revelada por Relvas no desempenho do cargo ministerial, o que não o impede de acrescentar que a investigação do caso “deve apurar o que aconteceu e se houve ou não algum benefício especial”. Temos aqui, aparentemente, uma contradição, pois confirmar que terá havido um benefício especial deveria levar a que a competência passasse a ser matéria secundária. Por outro lado, a apresentação da alegada competência como critério fundamental parece levar a que a falta de seriedade na aquisição de uma licenciatura não tenha importância.

Nos próximos dias, o pobre JSD poderá vir a comentar as suas próprias declarações, explicando que foi mal interpretado ou que há uma certa comunicação social que deturpou as suas palavras. Até nisso, Duarte Marques confirmará que o futuro radioso do PSD está assegurado: os piores serão sempre os primeiros."

AF Nabais (in: Aventar)

Relvas: a fama que vem de longe

"O jornal "A Região" (http://pt.scribd.com/doc/99797889/Miguel-Relvas-UM-VERDADEIRO-ARTISTA ) contava, em 1997, já lá vão 15 anos, as aventuras e desventuras de um deputado de Santarém. O rapaz tinha um currículo partidário imaculado na sua passagem por concelhias, distritais, jota e outras estruturas partidárias que lhe iriam garantir a equivalência em várias cadeiras na Universidade. Contava o jornal, e já tinha revelado o "Templários", que o rapaz tinha o estranho hábito de viver em várias moradas ao mesmo tempo. Nenhuma batia certo. Vivia em Lisboa, dizia a lista telefónica. E vivia em Tomar, em três moradas diferentes, conforme aquilo a que se candidatasse, dizia ele nos documentos oficiais. 

A razão para a confusão de moradas é simples: dando uma das suas várias supostas moradas de Tomar, e não aquela onde realmente vivia, em Lisboa, poderia receber o subsídio de deslocação. A coisa saiu em todo o lado, assim como o seu envolvimento, no final dos anos 80, no escândalo das viagens fantasma. As malandrices de Relvas eram um segredo de polichinelo. 

Ninguém no PSD ignorava quem era Miguel Relvas. A sua fama de rapaz talentoso para contornar as regras e as leis em beneficio próprio vem de longe. Começou tão cedo - ainda nem 30 anos tinha quando se envolveu no caso das "viagens fantasma" -, que o seu currículo de aldrabices está largamente documentado. 

Não, o primeiro-ministro, que anda pelo PSD há muitos anos e conheceu bem a fauna jotinha do seu partido (Passos foi presidente da JSD já Relvas tinha sido seu secretário-geral), sabia muitíssimo bem que era o seu ministro. Sempre soube. Não o escolheu como seu aliado para ganhar o partido pelas suas capacidades políticas ou intelectuais. Escolheu-o pelo seu talento em mexer-se na lama. E depois meteu-o no governo, com um poder quase absoluto sobre os restantes ministros, sobretudo nas pastas onde possa haver bons negócios. 

Ontem, o reitor da Universidade Lusófona demitiu-se. Fez bem. Assumiu as responsabilidades de um processo de tal forma estapafúrdio que estava a transformar a sua universidade numa anedota nacional. É curioso que uma universidade privada se preocupe mais com a sua imagem do que um governo. Ainda mais, um governo que exige aos portugueses tantos sacrifícios. 

Por estes dias, Passos Coelho não descobriu nada sobre o carácter de Relvas que não soubesse há muito tempo. Ainda assim, seria de esperar que se preocupasse com as aparências. Restam três justificações possíveis para Passos Coelho não demitir imediatamente tão incómodo ministro: tem medo de o ver à solta, depende dele para manter a fidelidade da mafia do partido ou nada disto o choca porque, na realidade, só aparentemente são diferentes um do outro

Seja como for, Miguel Relvas é hoje o calcanhar de Aquiles de Passos Coelho. E é bem feita. Ele sabia bem com quem se estava a meter. Quem chega mais alto às cavalitas de um coxo deve estar preparado para cair com ele. Por mim, acho excelente que Relvas se mantenha no governo. Na sua exuberância, é uma excelente montra da natureza ética de um governo que vive dos negócios e para os negócios."

Batemos mesmo no fundo.

Antigamente ainda havia o cuidado de tentar justificar minimamente as nomeações do reino de Passos, Portas e companhia.

Agora é tudo à descarada! A condição fundamental e única para uma nomeação é ter pertencido a um determinado partido...

ESCARRAPACHADO NO DIÁRIO DA REPÚBLICA!


Vice-Presidente esclarece posição sobre auditoria

O vice-presidente da Câmara de Lousada, Pedro Machado, não reconhece as ilegalidades enumeradas na auditoria que foi realizada, entre abril e outubro, pela Inspeção Geral de Finanças e cujo relatório foi apresentado na última assembleia municipal. 


TVS: Qual o objetivo da auditoria e o que é que a mesma apurou? Que recomendações resultaram da auditoria realizada?
Pedro Machado: Trata-se de uma auditoria financeira, de caráter periódico e aleatório, promovida pela Inspecção-Geral de Finanças, com o objetivo de verificar a qualidade da despesa e dos pagamentos ao pessoal, efetuados pela Câmara Municipal nos exercícios de 2009, 2010 e 1.º semestre de 2011, tendo em conta a sua legalidade, regularidade e racionalidade. A auditoria apurou muitas evidências que já eram do conhecimento de todos, como é o caso do aumento do número de trabalhadores e, consequentemente, da despesa com pessoal entre 2008 e 2009. A razão disso ter sucedido é fácil de perceber e do conhecimento de todos. Com efeito, a câmara celebrou um protocolo de transferência de competências com o Ministério da Educação, o que implicou a afetação e gestão do pessoal auxiliar dos ensinos pré-escolar e básico. No entanto, é bom ter presente que a despesa com esse pessoal é suportada pelo Ministério da Educação e que, a qualquer momento, a autarquia pode fazer cessar os efeitos desse protocolo, sendo que nesse caso o pessoal regressaria aos quadros do Ministério da Educação. A auditoria verificou ainda que a despesa com pessoal diminuiu entre 2009 e 2010, sendo importante referir que essa diminuição foi ainda mais forte entre 2010 e 2011.
Os auditores formularam algumas recomendações que foram de imediato implementadas pelos serviços municipais e que têm que ver, genericamente, com formalidades procedimentais.

“Reconheço a existência de irregularidades,mas foram imediatamente sanadas”

TVS: Confirma a existência de irregularidades e ilegalidades?
PM: As alegadas ilegalidades não foram, nem são, por nós reconhecidas. Trata-se antes de uma diferente interpretação jurídica quanto ao tratamento dado a cinco contratos. Quanto às irregularidades, reconheço a existência de algumas, mas as mesmas foram imediatamente sanadas. Algumas dessas irregularidades são completamente ridículas como é o caso de verbas a repor ou a receber de 1 ou 2 euros, cujo valor é inferior à despesa que a respetiva correção originou. A auditoria chegou ao pormenor de verificar que os arredondamentos deviam ser feitos à terceira casa decimal e não à segunda, como faziam os serviços municipais.
Não tenho nada contra o rigor, antes pelo contrário. Só não percebo como é que tanto zelo não foi capaz de evitar o descontrolo e os diversos "buracos", da administração central, regional e local. Tal como Jesus disse, "guias cegos, que coais o mosquito e engolis o camelo!"

“Cumprimos escrupulosamente a legalidade”

TVS: É verdade que a autarquia contratou ilegalmente dois avençados?
PM: Não há qualquer ilegalidade nessas contratações. A câmara celebrou dois contratos de avença com dois advogados, um para a área do direito administrativo e outro para o contencioso. No relatório da auditoria não é posta em causa a necessidade da contratação, nem sequer o seu valor. O que os auditores alegam é que a contratação devia ser feita a pessoas coletivas (sociedades de advogados) e não a pessoas singulares (advogados), de acordo com o previsto na alínea b) do n.º 2 do artigo 35.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27/02.
Esse preceito dispunha que a celebração de contratos de tarefa ou avença devia ser efetuada, em regra, com pessoas coletivas, a não ser, excecionalmente, nos termos do n.º 4, quando se comprovasse ser impossível ou inconveniente observar tal regra. Ora, tendo já a câmara a experiência de uma avença com uma sociedade de advogados, em que os processos eram tratados por mais do que uma pessoa, perdendo-se a imediação, proximidade e o próprio conhecimento profundo dos dossiers, entendeu ser mais conveniente a contratação de duas pessoas singulares de reconhecida qualidade técnica, confiança e lealdade. Assim, está bom de ver que a própria lei permitia a contratação nos precisos termos em que foi efetuada.
Aliás, é conveniente esclarecer que a referida norma, ao dar preferência na contratação a pessoas coletivas, era incompreensível, havendo quem tivesse como explicação para a sua existência o facto de haver um lóbi de sociedades de advogados junto da assembleia da república. O certo é que essa norma era considerada por muitos juristas como ilegal, em virtude de limitar a concorrência e violar o direito comunitário. E, por isso, não admira que a mesma tivesse sido revogada pela Lei nº 3-B/2010, de 28/04. Estranha-se, por isso, que os auditores tenham feito constar do relatório da auditoria os contratos de avença com pessoas singulares, só se percebendo que tal tivesse acontecido por um mero intuito de "mostrar serviço".

TVS: Em causa estarão ainda a "contratação ilegal, em 2010, de duas aquisições de serviços", com montantes superiores a 44 mil euros, sob a aparência de "prestação de serviços"?
PM: Os auditores entenderam que dois outros contratos de avença que celebramos com duas pessoas singulares, um pelo prazo de um ano e com o valor de 15.000  mil euros , e outro pelo prazo de dois anos e com o valor de 18.446 mil euros deviam ter sido celebrados através do recurso ao contrato de trabalho e não à prestação de serviços ou "recibos verdes", como vulgarmente se diz.
Nesta matéria há uma divergência de entendimento, continuando os serviços municipais a entender que aquelas contratações respeitaram os requisitos legais.
De qualquer modo, e em abono da verdade, é necessário ter em consideração que o interesse público foi devidamente salvaguardado, sendo certo que se a câmara municipal tivesse celebrado dois contratos de trabalho, tal como defendem os auditores, a despesa teria sido superior.

TVS: A contratação da Diretora do Departamento de Educação e Ação Social foi ilegal?
PM: Os auditores entenderam que a contratação da Diretora do Departamento de Educação e Ação Social, efetuada em 17/07/2008, mediante contrato de trabalho a termo certo, devia ter sido efetuada ao abrigo do Estatuto dos Dirigentes. Também nesta matéria há uma divergência de entendimento, continuando os serviços municipais a entender que aquela contratação respeitou os requisitos legais e acautelou melhor o interesse público. Com efeito, caso a contratação tivesse sido efetuada mediante o Estatuto dos Dirigentes, o recrutamento teria de ocorrer entre funcionários com experiência profissional em carreiras, o que impunha lugar vago na carreira técnica superior do antigo quadro de pessoal, ficando o município, no fim da comissão de serviço, com a obrigatoriedade de integração do trabalhador no referido cargo.
Ora, é necessário lembrar que no anterior mandato foram preparadas alterações profundas na estrutura orgânica dos serviços municipais, com o intuito de tornar a gestão dos recursos humanos mais eficiente e racional. A câmara municipal não precisou que a Troika ou o Governo viessem exigir uma redução do pessoal dirigente e tomou a iniciativa de fundir seis departamentos em três.
Dado que na altura da contratação da Diretora de Departamento estava-se num período de redefinição das atribuições e competências dos departamentos, não era prudente contratar ao abrigo do Estatuto dos Dirigentes, antes se justificando a contratação a termo certo.
Assim, face à referida conjetura, está bom de ver que a modalidade que melhor garantia a salvaguarda do interesse público era o contrato de trabalho a termo certo, não se mostrando de todo aconselhável admitir alguém para o quadro face às indefinições existentes à data.
Acresce dizer que se a câmara municipal tivesse celebrado o contrato ao abrigo do Estatuto dos Dirigentes, tal como defendem os auditores, a despesa não teria sido inferior.

TVS: É verdade que o atual presidente da Câmara de Lousada e vereadores poderão ser obrigados a entregar ao município quase 200 mil euros?
PM: Com toda a certeza que não. Em primeiro lugar, porque cumprimos escrupulosamente a legalidade. Por outro lado, ainda que existisse alguma ilegalidade, o que não se concede, a responsabilidade seria apenas sancionatória (passível de multa) e não reintegratória, uma vez que os serviços foram prestados à autarquia, com qualidade e com preços justos. A não ser assim, haveria um enriquecimento sem causa da própria câmara, situação que qualquer jurista sabe que a lei não permite.
Repito, os auditores não colocaram em causa a necessidade das contratações, nem sequer o valor das mesmas, tendo questionado apenas os formalismos legais.

TVS: A vereadora Cristina Moreira é também uma das visadas no documento da IGF?
PM: A senhora vereadora exerce funções na Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal, como vogal não executivo da direção desta entidade e recebeu, entre 2009 e março de 2011, a verba de 3.462 euros, a título de senhas de presença, referente à participação nas reuniões desse órgão. Sendo as reuniões daquele órgão em Viana do Castelo, é óbvio que aquela entidade tem que pagar alguma compensação para as despesas que as deslocações implicam. Acontece que a Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal decidiu, erradamente, atribuir essa compensação a título de "senhas de presença", quando devia tê-lo feito a título de "ajudas de custo". Conclusão, a vereadora acabou por ficar prejudicada, tendo que devolver à Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal a referida quantia que recebeu, sendo que ninguém lhe paga as despesas que teve com a participação nas reuniões em Viana do Castelo e com as restantes deslocações em representação daquela entidade.

“Os auditores não colocaram em causa a necessidade das contratações, nem sequer o valor das mesmas, tendo questionado apenas os formalismos legais”

TVS: A mesma auditoria aponta, ainda, para a existência de irregularidades com as contratações a fornecedores, remetendo para o facto de a autarquia, na generalidade dos casos, ter favorecido apenas um único fornecedor. Que comentário lhe apraz fazer?
PM: A auditoria não conclui isso. O que é dito no relatório é que "A CML, nas aquisições de serviços incluídos na amostra, adotou o procedimento pré-contratual adequado, no caso, o ajuste direto, tendo em conta que o valor dos contratos a celebrar era inferior a 75.000 euros". O reparo que fazem os auditores é pelo facto de nalguns contratos não se ter consultado mais do que um prestador de serviços. Antes de mais, é necessário ter em consideração que essa consulta não é obrigatória, pelo que do ponto de vista legal nada há a apontar. Com efeito, nos termos do n.º 1 do artigo 114.º do Código dos Contratos Públicos, a entidade adjudicante pode, sempre que o considere conveniente, convidar a apresentar proposta mais de uma entidade.
Apesar de a lei não o exigir, o certo é que a câmara tem promovido sempre a consulta de outros prestadores de serviços. Quando não o faz de um modo formal, através de convite a apresentar proposta, fá-lo de um modo informal, consultando preços.
Também aqui se admira o zelo dos auditores. O que não se percebe é como foi possível algumas entidades públicas adjudicarem a construção de obras, no valor de milhões de euros, por ajuste direto com convite a apenas alguns empreiteiros. Mais uma vez, “coais o mosquito e engolis o camelo!”

“Interesse público foi devidamente salvaguardado”

TVS: O erário público saiu lesado?
PM: O erário público foi muito bem defendido. Como é óbvio, contratar uma sociedade de advogados não custa menos do que contratar um advogado. Obviamente, também, contratar com recurso a contrato de trabalho não custa menos do que contratar com recurso a "recibos verdes". Acresce que todas as prestações de serviços contratadas pela câmara foram antecedidas de consulta, formal ou informalmente.

TVS: A câmara vai recorrer das conclusões do relatório?
PM: O relatório não é passível de recurso. O relatório é enviado pela Inspeção-geral de Finanças ao Tribunal de Contas e este, por sua vez, dá seguimento ao assunto, se entender haver matéria para averiguar, ou arquiva o relatório, no caso contrário.

in: Jornal TVS

Encontro Nacional e Formação de Jovens Autarcas Socialistas

14 de Julho de 2012

11h00 – Sessão de Abertura
12h00 às 13h00 – Painel I - “Finanças e Poder Local”
15h00 às 16h30 – Conferência – “Os desafios do futuro em Portugal e na Europa”
-Com a intervenção do fundador do Partido Socialista Dr. Mário Soares
16h40 às 18h10 – Painel II - “ Participação Política e Democracia Local”
18h20 às 19h50 – Painel III – “Políticas Autárquicas de Juventude”

********** 22h30 – Festa Convívio ***************

15 de Julho de 2012

11h00 às 12h30 – Painel IV - “A Reforma Administrativa das Autarquias Locais”
12h30 – Sessão de Encerramento


Esta iniciativa contará com a presença e intervenção de vários Autarcas, Deputados e do Fundador do Partido Socialista, Dr. Mário Soares.


Cinfães.

Um país a saque


Paulo Ferreira
Os últimos dias têm sido particularmente difíceis para o governo de Pedro Passos Coelho. A juntar-se à grave crise económica e social que promete arrastar o país, durante vários anos, para a pobreza e o desemprego, surge agora uma panóplia de situações muito pouco abonatórias para a credibilidade do governo.

A questão da licenciatura de Miguel Relvas é apenas um pormenor na monumental trapalhada em que o governo se viu embrulhado. Bem mais grave é o que se passa nas pastas da saúde, justiça e economia. O Ministério da Saúde está “sem rei nem roque” e o SNS em sério risco de implodir. Os brutais aumentos das taxas moderadoras, o encerramento sem qualquer critério de um conjunto de estruturas de saúde e a vergonhosa forma como estão a ser recrutados profissionais da área, não pode deixar ninguém indiferente. É verdade que, pessoalmente, nada disto me surpreende. O PSD teve o mérito de, em toda a campanha, avisar ao que vinha. No entanto, com a concretização da sua política, os efeitos são ainda mais devastadores do que até eu próprio supunha.

Na justiça, a actual titular da pasta, para além de trabalhar em função dos casos que pontualmente surgem na comunicação social, tem em marcha uma reforma na organização dos Tribunais que tornará a justiça ainda mais distante dos cidadãos. Por outro lado, no que concerne à região do Vale do Sousa, a proposta de reorganização dos Tribunais é um absurdo. Obrigar os cidadãos da nossa região, num conjunto importante de processos, a deslocarem-se a comarcas da área metropolitana do Porto, é um sinal inequívoco que tudo isto foi desenhado a régua e esquadro. O disparate está feito, é verdade, mas espero que os responsáveis políticos da região consigam que, em vez de um monumental disparate, esta reforma seja “apenas” uma enorme estupidez. A diferença pode não ser muita, mas há aspectos nesta proposta que breves segundos de lucidez permitirão perceber que não fazem qualquer sentido.

Finalmente, na pasta da economia, o Ministro Álvaro é cada vez mais o fantoche do governo. Se já não bastasse a recessão e o crescimento exponencial do desemprego, o episódio da Metro do Porto deveria fazê-lo corar de vergonha. É desolador ver o titular de uma pasta tão importante ser manipulado e de forma risível, por personalidades menores da vida partidária. O país, esse segue silenciosamente para o abismo e até a Constituição da República Portuguesa parece já não ter qualquer valor. Apenas um ano se passou desde que o actual governo tomou posse, mas os estragos são já enormes e alguns irreparáveis. Pode ser que, um dia, Portugal acorde.
 
Paulo Ferreira
in: Verdadeiro Olhar

ATUALIZAÇÃO PRECISA-SE!

No pólo da Asprela no Porto continua afixado este cartaz (e porventura noutros pontos do país):


Pede-se o favor de se proceder a uma atualização.

- 1 ano de Direita
- 37% jovens desempregados

E já agora, substituam o "Porreiro Pá" por "Estamos no bom caminho".

Mário Nogueira (FENPROF) já faz manifs na era Passos Coelho?

Se há alguém neste país que não tem autoridade moral para atacar a política deste governo para a educação é Mário Nogueira, faz mais sentido pedir a aopinião ao cavalo da estátua equestre de D. José Primeiro no Terreiro do Paço.

Mário Nogueira organizou centenas de esperas a José Sócrates e à ministra da Educação para os vaiar, promoveu manifestações a torto e a direito, inventou invasões policiais de sindicatos, fez tudo o que estava ao seu alcance para derrubar o governo do PS, seguindo as instruções do seu partido, onde é membro do comité central.

Mário Nogueira sabia o que esta direita queria, conhecia o seu projecto constitucional, sabia o que estes liberais pretendiam, mesmo assim não esmoreceu no seu apoio à direita, gesto que ficou celebrizado pela sua ida à Madeira para ajudar o governador local. Não escondeu a sua alegria com o novo governo, ninguém se esquece da quase vénia que fez a Passos Coelho. No início apoiou todas as medidas que condenou, aceitou a avaliação tal como estava, elogiou o encerramento de escolas, não se opôs às mexidas curriculares, era só sorriso e diálogo.

Agora que é evidente o objectivo do governo o líder da FENPROF e do PCP não sabe o que fazer, ajudou de forma activa ao despedimento de milhares e milhares de professores, os contratados foram a sua tropa de choque e agora não tem outro remédio senão verter lágrimas de crocodilo pelo seu despedimento em massa. Mas esquece que tudo o que fez conduziu a este resultado, Mário Nogueira vai ser o autor moral do despedimento colectivo de professores.

Desorientado e perdido tenta agora colar-se aos médicos, mas tem um problema, os sindicatos dos médicos são sindicatos, não estão a mando dos Mários Nogueiras e outros profissionais do sindicalismo para quem as mordomias sindicais estão acima do interesse dos professores e quando as perderam não hesitaram em ajudar a direita mesmo que isso resultasse no despedimento de milhares de colegas. A língua portuguesa tem uma palavra para designar este tipo de gente, canalhas.
  
«Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, acusou ontem o Governo de preparar o maior despedimento colectivo da história, atirando para o desemprego quase todos os contratados. "Desempregados vão ficar praticamente todos os contratados, entre 15 mil a 20 mil professores", disse, em conferência de imprensa no Porto, estimando ainda que "entre sete a oito mil professores dos quadros ficarão com horário zero".
  
Segundo os dados do Ministério da Educação e Ciência, em 2010/11 havia 36 mil docentes a contrato. N ano lectivo transacto, o número terá diminuído mas dificilmente chegará aos 20 mil a que alude Nogueira.
  
Confrontado pelo CM com esta disparidade de números, o líder sindical afirmou estar apenas a referir-se aos cerca de 20 mil professores que foram reconduzidos e contratados no ano lectivo passado, a maioria com horários completos. Nas contas do responsável sindical não entram assim os contratados via bolsa de recrutamento e oferta de escola. Segundo o dirigente, medidas como a criação de 150 mega-agrupamentos, o aumento para 30 do número máximo de alunos por turma e a revisão da estrutura curricular vão "retirar 25 mil horários de trabalho das escolas". Mário Nogueira apelou por isso à participação na manifestação de professores de amanhã, em Lisboa, para "mostrar indignação contra o que está a acontecer". O protesto está agendado para as 14h30, do Rossio até à Assembleia da República.» [CM]

in: Jumento

Esperemos, sentados!

Se estivesse no lugar do ministro da Educação, já teria uma inspecção a caminho», afirmava ontem à RTP Alberto Amaral, presidente da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), ao considerar que a licenciatura do Dr. Miguel Relvas não é credível e coloca em causa a própria credibilidade do ensino superior."

Nuno Crato tem destas coisas. Antes de ir para o Governo tinha solução para tudo, querendo até implodir o Ministério. O que é certo é que as "bombas" vão rebentando e ele assiste impávido e sereno.
O senhor que queria avaliar tudo, até as pedras da calçada, passa por este governo como um tecnocrata cheio de teorias e com zero de aplicabilidade.

O que espera Crato?

Henrique Raposo é uma comédia

"Com o evidente objectivo de dar cobertura ao Ministro da Saúde, Henrique Raposo escreve no Expresso uma série de falsidades em relação à greve dos médicos. E, a menos que pretenda caluniar uma classe por inteiro, Henrique Raposo deu mostras de muito desconhecimento em relação a este processo.

Num estilo fanfarrão, mais próprio de quem fala de tipos que conseguiram licenciaturas por equivalência, Henrique Raposo escreve que “os médicos já entradotes mantêm promoções na carreira (na restante função pública, as promoções estão congeladas)”, dando ideia da existência de um regime de excepção que não existe - os médicos têm as promoções congeladas como os outros funcionários públicos; na verdade, e ao contrário de todos os outros funcionários públicos, os profissionais de saúde têm as licenças sem vencimento congeladas pelo actual Ministro, encontrando-se numa situação de discriminação negativa em relação aos outros.

Em segundo, Henrique Raposo diz que os médicos fazem esta greve porque “o ministro resolveu baralhar as contas das horas extraordinárias” dos tarefeiros. Ora o opinador comete a incrível proeza de acusar os médicos precisamente daquilo que os médicos contestam. Se tivesse lido o pré-aviso de greve, bastaria isso, Henrique Raposo teria percebido que os médicos contestam a obrigatoriedade de horas extraordinárias e a contratação dos tais médicos tarefeiros. Será que não leu ou preferiu fazer de conta que não tinha lido? (E não se pense que esta é uma guerra de hoje: a Ordem dos Médicos e os sindicatos sempre se manifestaram a favor das carreiras médicas e contra os contratos individuais de trabalho e a contratação de tarefeiros).

Em terceiro, Henrique Raposo dá mostras de ter dificuldades com a ordem temporal dos acontecimentos. Ao contrário do que escreve, os médicos não convocaram esta greve depois do Ministro garantir “o preenchimento de 1000 vagas até ao final do ano” mas sim depois de sete meses em que o Ministério se recusou a negociar com os representantes dos médicos e avançou com medidas que destroem o Serviço Nacional de Saúde e proletarizam o trabalho dos profissionais de saúde como, aliás, reconhece o próprio Primeiro-Ministro.

Numa semana em que o Expresso afirmou que não precisa de lições nem de equivalências para defender a verdade, seria bom que tratasse de rever a fidedignidade das informações contidas nos textos de alguns dos seus cronistas. A liberdade de se colocarem na tarefa de amestrados do governo não está em causa. O que se contesta é que o ódio debitado periodicamente contra médicos, professores, enfermeiros e funcionários públicos em geral não seja sustentado por argumentos verdadeiros e factuais, mas por um conjunto de afirmações genéricas, imprecisas e, muitas vezes, caluniosas. De outro modo, a opinião publicada no Expresso corre o risco de se tornar numa autêntica Mixórdia de Mentiras. E não creio que Ricardo Costa se orgulhe disso."

in: anamnese

Dr. Relvas - Antes de o ser, já o era


Relvas é como a pescada. Antes de ser Dr. já o era.

Para isso basta ver esta placa datada de 2004 em que Relvas inaugurou este edifício e voilá... mal destapou a placa foi agraciado com uma licenciatura. Sabemos agora que o favorzinho da Lusófona data de 2006, mas isso não interessa para nada.

Este sentimento das doutorices e engenharices, entranha-se no nosso país mas particularmente em todos os quadrantes políticos (sim, não temos memória curta como podem estar a pensar e sabemos que muito há a explicar quanto à licenciatura de Sócrates naquela cadeira de Inglês Técnico ao domingo). Mas carambinha, será que trinta e tal cadeiras comparam-se com uma? Nem sequer um trabalhito apresentou, nada? Nem sequer consta no processo a argumentação para justificar a equivalência de cada cadeira? Uma licenciatura em que o Folclore valorizou o CV de forma espetacular? Qual é a cara dos colegas de partido a defenderem tal escândalo?

Mas o mal é mesmo este. 
Não há coerência que nos valha e depois as pessoas sérias, que lutaram por algo, são arrastadas para a mesma lama das pessoas que alegam falsas habilitações na Ass. da República (e não foi só Relvas... oh se não foi... e essa ficará nos anais da história, por muito que tentem escamotear), daqueles que até andaram na faculdade mas a vida partidária é tão atrativa, tão poderosa, que há sempre alguém que pelos vistos conhece alguém que consegue arranjar um canudito para que o pacóvio passe a Dr.

Como se isso fosse alguma coisa...

Parece que não vêem todos os dias na TV, Jerónimo de Sousa (operário metalúrgico) que nada fica a dever aos doutores e engenheiros da treta que passeiam no nosso país, nos partidos e na assembleia da república. Ou então a Champalimaud (um dos homens mais ricos que este país teve e que não terminou a licenciatura), ou ainda John Major (ex-PM Inglês).

O problema de tudo isto, é que depois quem se trama são os que lutaram. Pior ainda, são aqueles alunos destas faculdades, que queimam as pestanas justamente e que nada fizeram para que a sua faculdade seja vista de determinada forma.

Quanto a Relvas, assunto encerrado.

"Vais caindo lentamente em movimento ziguezagueante. Quando pousares, será sem estrondo, como uma pena visível sem alma."


ERC vítima de pressões inaceitáveis mas legítimas?

O rigor com que os senhores da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) trabalham ficou, na semana passada, mais uma vez, evidente. Carlos Magno confessou que aprovou a deliberação da ERC convencido que lá estava escrito que tinha existido "uma pressão inaceitável" de Miguel Relvas à jornalista do "Público". Não estava. Estamos a falar do presidente de uma entidade reguladora que tem ali a sua principal atividade profissional. Estamos a falar da deliberação mais relevante, pelo menos do ponto de vista da opinião pública, desde que preside à entidade reguladora. E Carlos Magno não sabia muito bem o que estava escrito na versão final.

O mesmo Carlos Magno já tinha explicado este caso: "há neste momento uma campanha generalizada para bater no homem" [Miguel Relvas]. Quem tem esta convicção (ou quer tê-la) dificilmente poderia analisar este caso com o mínimo de rigor e imparcialidade.

Outro membro da ERC, Raquel Alexandra, nomeada pelos deputados do PSD e amiga próxima (segundo a própria) de Miguel Relvas, disse que foi "vítima de chantagens e de ameaças" para que houvesse outro tipo de decisão."Houve uma tentativa de instrumentalização dos membros do conselho regulador, indirecta, triste, através do poder editorial, por quem não faço a mínima ideia, mas por quem queria que a deliberação tivesse um determinado resultado", explicou a ex-jornalista. Ficámos sem saber, até porque quem faz a acusação no Parlamento (e não no café) também não sabe, quem fez essas ameaças. E, já agora, ficámos sem saber se elas foram "inaceitáveis" ou "ilegítimas".

Não deixa de ser extraordinário que um membro da entidade, que esteve a analisar uma pressão documentada e com protagonistas identificados e que, mesmo assim, nada encontrou de relevante para tomar uma posição, vá ao Parlamento fazer acusações difusas, sem identificar quem acusa. Mostra que estas pessoas não têm a mínima ideia das funções que desempenham e do recato e rigor que elas exigem. Não é novo. Escrevi exatamente o mesmo sobre os anteriores membros da ERC. E a razão é simples: uma delegação parlamentar (é disso que se trata) não pode regular a comunicação social. É o seu pecado original. Não estão acima dos pequenos combates partidários. Estão na parte mais rasteira desses mesmos combates.

Daniel Oliveira
Publicado no Expresso Online
Segundo a imprensa, Passos desafiou a oposição a dizer onde se deve cortar na despesa.

Eu respondo com gosto:

Nas gorduras do Estado, a solução mágica que tinha quando achou que não podia aprovar o PEC IV porque não podiam ser impostos mais sacrifícios aos portugueses.

Capoulas Santos

Vale a pena ouvir o que dizia Miguel Relvas

TC e o Governo da Austeridade

Parece que a decisão do Tribunal Constitucional serviu de "desculpa" para que o Governo mascare a sua incompetência perante os péssimos resultados do défice e consiga carregar ainda mais na austeridade a TODOS os Portugueses.

Siga em frente. Enquanto houver gente viva, há que saqueá-las.

Enfermeiros em saldo. 3.96 Euros por hora

Os enfermeiros dos centros de saúde de Lisboa e Vale do Tejo que sejam contratados através de empresas de prestação de serviços passam a ganhar 3,96 euros por hora a partir de hoje, quando até aqui recebiam seis.

Não se compreende que o Estado contrate qualquer funcionário através de Empresas de prestação de serviços, pois se faz falta devia ser contratado pelo próprio Estado, mas muito menos que trabalhadores que mexem com a saúde de todos nós, Enfermeiros e Médicos, sejam contratados a empresas de serviços sem haver uma preocupação da qualidade desses profissionais em troca de os contratarem ao preço da uva mijona.
se este é o exemplo que o Estado dá em relação ás relações de trabalho que podemos esperar do comportamento daqueles patrões que só procuram o maior lucro possível? Tenho vergonha desta gente que nos governa e deste sistema que não só permite como até incentiva este tipo de relações de trabalho.
Quanto ao pagarem menos de 4 euros por hora a enfermeiros nem vale a pena falar por ser simplesmente mais uma vergonha.

in: WHKG

Comunicado (Ordem dos Médicos)


Comunicado

O Sr Ministro continua a reiterar para a comunicação social uma vontade de diálogo que pouco cultivou durante seis meses.

Lembra os doentes que desprezam sobranceiramente as medidas de prevenção cardiovascular que os médicos insistentemente recomendam e que só depois de terem um grave enfarte do miocárdio que os deixa às portas da morte procuram remediar desesperadamente os graves erros cometidos. Por vezes, é tarde demais.

Demonstra também que o Sr. Ministro tem uma grande facilidade em falar com os jornalistas mas uma inabilidade extrema em dialogar com os profissionais de saúde e com os doentes. Talvez seja o reflexo dos seus vários assessores de comunicação, que nada acrescentam à saúde ou aos doentes, mas a quem paga principescamente, muito mais do que quer pagar a médicos, enfermeiros, nutricionistas e outros profissionais de saúde ou contratualizar com as associações de doentes.

Há questões extraordinariamente relevantes em cima da mesa, mas o Sr. Ministro persiste em mistificar as mais importantes e em refugiar outras sob a capa de uma ingénua retórica política.
Revelando uma chocante frieza financeira e insensibilidade para qualquer problema social, o Sr. Ministro continua a obstinar-se em contratar médicos a 3,96 euros à hora, como faz com enfermeiros e nutricionistas, e em levar as associações de doentes, alimentadas por um dedicado voluntariado, à falência financeira e encerramento de portas.

Como afirma o Dr Paulo Mendo, ex-Ministro da Saúde, com toda a propriedade, “os médicos têm toda a razão em fazer greve neste contexto”. Fazem-no pelos direitos dos Doentes, pela Qualidade do SNS e pela dignidade e formação profissional dos Médicos. Fazem-no igualmente por todos os cidadãos deste país que estão a sofrer de uma “profunda desvalorização do trabalho”, parafraseando o politólogo André Freire.

Em boa verdade, o Sr. Ministro age como se não pretendesse dialogar seriamente com os sindicatos Médicos, não obstante para a comunicação social repetir à exaustão o contrário, talvez recordando a máxima de Joseph Goebbels de que “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. Num país onde quem não tem razão procura e privilegia a comunicação social, tudo vai mal.

Quem quer dialogar com seriedade fá-lo discretamente, nos gabinetes, nunca através do ruído da comunicação social.

Sejamos claros, as pequenas propostas que o Ministro apresentou sob pressão, pouco concretas e, nalguns casos, meras inevitalidades, não escondem que fugiu às questões essenciais e que não constituem suficiente substância para um diálogo profícuo a dois dias da greve dos Médicos.

Se o Sr. Ministro da Saúde continuar a sofrer da sua confrangedora incapacidade negocial, vai fazer transitar para o Primeiro Ministro um grave problema na Saúde.

Talvez seja necessário um mais amplo movimento de profissionais da Saúde e Doentes para o fazer compreender que os problemas da Saúde não se resolvem com simples atitudes cosméticas, rebuscadas e desleais estratégias comunicacionais ou meras operações financeiras.

Está tudo nas mãos do Sr. Ministro da Saúde. Veremos se o Dr Paulo Macedo tem as necessárias soluções ou se é apenas mais um dos muitos problemas deste Governo.

Pela nossa parte, os Médicos continuam totalmente disponíveis para um diálogo sério, honesto e com bases sólidas. Que até hoje nunca aconteceu.

José Manuel Silva
Bastonário da Ordem dos Médicos

Mais um filme de "Relvas e Companhia"

Quando o Miguel Relvas foi chamado como Nr.2 para o governo do Passos Coelho todos diziam que ele era o único ministro verdadeiramente politico  e que seria uma mais valia. Afinal, com o problemas das secretas, que o Passos Coelho, depois com a ameaça a jornalistas, a pressão sobre a nomeação da administração do Metro do Porto e agora a Licenciatura essa mais valia acabou por se transformar numa pedra no sapato do Passos Coelho. Ela lá vai desvalorizando tudo e afirmando manter toda a confiança  no Relvas, (como o Cavaco fez com o Dias Loureiro), mas mais cedo ou mais tarde vai ter de largar este peso morto ou acaba a ir ao fundo com ele. 

in: WHKG

Para que serve a ERC?

O presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), Carlos Magno, afirmou que estava convencido de que essa expressão, ("houve uma pressão inaceitável"), estava lá. Lamento que não esteja e o erro é meu" e admitiu "a culpa por não ter lido" a deliberação final que ilibou o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas.
Ainda assim, Carlos Magno realçou que não só se revê, como se orgulha da deliberação da ERC: "Não só me revejo, como me orgulho de tudo o que está escrito. Tem contradições, mas a vida é feita de contradições"."Se pudesse acrescentar tal frase: a expressão não é ilícita, mas é inaceitável, [a deliberação] não teria mácula", acrescentou.

Mas para que raio serve esta ERC? O seu Presidente vota uma deliberação que não leu e onde faltava a expressão, "houve uma pressão inaceitável" e mesmo assim está orgulhoso. Nem lê nem estranhe que seja logo a expressão que "condena" o Miguel Relvas que falte na declaração final e sente-se orgulhoso.
Mas a pergunta era mas para que raio serve a ERC? Pelos vistos para nada porque há um governante, logo o responsavel pela área da Comunicação Social que faz pressões inaceitáveis sobre jornalistas e jornais e nada acontece. Ou o Ministro se demite ou então acabe-se com a ERC porque sempre se poupavam uns euros.

in: WHKG

Governo diz "Não" à solicitação da JS Lousada para aumentar o número de efetivos da GNR de Lousada

Há mais de um ano que nós, Juventude Socialista de Lousada, vimos a interceder junto do Ministério da Administração Interna para o urgente reforço do número de efetivos no Posto da GNR de Lousada.

O nosso pedido foi feito com tempo e mais do que uma vez, foi-nos comunicado oficialmente que era uma questão a ter em conta mas que de momento teria que ser posta de parte. Ate lá, esperamos pacientemente mas nunca vimos avanços.

Pois bem. Com o aumento da criminalidade a aumentar de dia para dia em Lousada e com os distintos profissionais deste posto da GNR a darem tudo por tudo, pessoal e profissionalmente, nada mais poderemos exigir-lhes enquanto Lousadenses.

Ainda assim, nós, JS Lousada iremos continuar a intervir junto do Ministério para que possa corrigir este défice sem paralelo, num concelho que necessita de mais membros para cumprirem a sua missão adequadamente, para fazerem face às necessidades da população lousadense!

E agora, Senhor Presidente?

"Vossa Excelência disse publicamente que tinha dúvidas constitucionais sobre a equidade das medidas aprovadas pela maioria CDS/PSD na Assembleia da República.

Disse, mas esqueceu-se que, para as esclarecer antes da promulgação, tinha de consultar o Tribunal Constitucional e esqueceu-se também que tinha feito o juramento que a Constituição determina:
"Juro por minha honra desempenhar fielmente as funções em que fico investido e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa."
Estou ansioso por saber quais são as consequências da quebra de tão solene juramento.

Aproveitando, Senhor Presidente, peço-lhe que faça saber aos senhores jornalistas deste regime de que o corte dos subsídios aos trabalhadores do Estado não decorrem do memorando da Troika, mas sim do “mais além, custe o que custar” que este Governo entendeu aplicar para concretização da sua filosofia política.
É que eles enchem as televisões com a mesma propaganda que levou Vossa Excelência a promulgar uma Lei que admitia não estar conforme a CRP."
 
LNT

Afinal o PSD gosta das "Novas Oportunidades" (mas só nas licenciaturas)

Era o que se dizia, há muito tempo (ou, se calhar, não tanto como isso), de quem não tinha estudos mas perfazia uma vida cheia de experiência, prática, trabalho, o que equivalia a dificuldades, pobreza, percalços, infortúnios. 

Depois, já mais perto da atualidade, foi criada uma coisa chamada Novas Oportunidades, que dizia que uma experiência profissional era um curriculum que, até certo ponto e mediante certos limites, merecia equivalência ao ensino básico. Fazia algum sentido, era uma forma de conceder acreditação elementar a quem nunca tinha tido oportunidade de estudar e merecia reconhecimento. 

Mas para certas pessoas, algumas com um indisfarçável desprezo pelo trabalho suado e honesto, um desdém pela igualdade de oportunidades e uma profunda aversão pela justiça social, tudo isto era facilitismo, um sinal da desbunda de esquerda, um irreversível sintoma do caos cósmico-social. Ah! exames da 4ª classe do Salazar é que era, nesse tempo é que havia ensino a sério, professores capazes, alunos atenciosos e aplicados. Esta gente está hoje no poder. E vai daí, bye bye Novas Oportunidades, bem-vindos exames, avaliações, castigos à moda antiga. Acabou a palhaçada e o eduquês, as modernices dos planos individuais de recuperação, dos exames específicos para alunos com necessidades especiais, as avaliações contínuas.

Azar. Hoje soube-se que o ministro-padrão deste governo, aquele que ameaça jornalistas e que sai lampeirinho do caldo, fez a sua licenciatura apenas em um ano, pescou uma única cadeira de frequências anteriores (em Direito... e um 10) e o resto que falta... bom, o resto, como diz a notícia, justifica-se por uma lei de 2006, que "prevê que as universidades e politécnicos possam reconhecer “através da atribuição de créditos, a experiência profissional” de pessoas que já tendo estado inscritos no ensino superior pretendam prosseguir estudos"

Um Novas Oportunidades Superiores, ao que vejo. 
Bem. Se Passos Coelho chamou ao Novas Oportunidades "um escândalo" e "um certificado à ignorância", o que chamaria a isto?

in: Jugular

Passos Coelho, afinal, é fã de José Sócrates


1. E aí está: a primeira grande medida do governo Passos Coelho é cortar 50% no subsídio de natal (podemos discutir se se trata de um corte ou um aumento no IRS, mas isso é discutir o sexo dos anjos). Compreendo que o país se encontra numa situação delicada que exige sacrifícios adicionais - todavia, objetivamente, o governo desiludiu. O centro-direita em Portugal tem uma piadola: quando está na oposição é contra o aumento de impostos, a favor da liberdade individual; mas quando passa para o governo esquece a redução da despesa e -voilá! - decide...aumentar os impostos. Ou seja, uma medida tipicamente socialista. Tipicamente socrática. Passos Coelho mentiu. É pena que não haja vergonha na política portuguesa.

2.Vergonha é um termo demasiado forte? Não: é apenas realista. O único que espelha a realidade com exactidão. Sobretudo tendo em conta que a medida já tinha sido combinada entre Passos Coelho e Eduardo Catroga. Porque razão se teima em esconder a realidade aos portugueses? Passos Coelho reiterou várias vezes que não iria mexer nos impostos e a grande bandeira era a redução da despesa inútil do Estado. É eleito primeiro-ministro e a primeira decisão é o contrário daquilo que prometeu. Afinal, a redução da despesa do Estado, para a direita portuguesa, é apenas um cliché eleitoral. Ir ao bolso dos portugueses, estrangulando ainda mais a nossa economia, é fácil. Facílimo. Cortar na despesa do Estado, porque implica extinguir os tachos, os lugarzinhos para os boys, isso já é muito difícil. Demora muito tempo. Tem de ser gradual...É vira o disco e toca o mesmo: afinal, Passos Coelho continua a política de José Sócrates.

3. Um exemplo: a redução de ministros é um enorme embuste. Porquê? Porque a estrutura orgânica do governo mantém-se: os serviços são os meus, os funcionários são os meus, substituindo-se o ministro pelo secretário de Estado. Apenas isso. Mais nada. Um exemplo de que os vícios permanecem: Feliciano Barreiras Duarte, que foi avançado como braço-direito de Passos Coelho durante muito tempo, tinha de entrar para o Governo. Como já não havia lugar - até porque vários lugares tiveram de ser entregues ao CDS -, então inventou-se o cargo de Secretário de Estado Adjunto do Ministro Adjunto e dos Assuntos parlamentares. Não, caro leitor, não se enganou a ler. É isso mesmo: Secretário de Estado Adjunto do Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares. Ora, o Ministro dos Assuntos Parlamentares tem dois secretários de Estado! Para quê? É uma singularidade ridícula deste governo...Alguma vez na vida o Ministro dos Assuntos Parlamentares precisa de dois secretários de Estado? Para quê? Pra concertar a actuação do executivo com o trabalho parlamentar são precisos três responsáveis políticos? Nunca na vida! A não ser que o Ministro Miguel Relvas esteja a admitir implicitamente que não percebe nada do assunto ou que não tem propriamente uma vontade imensa de trabalhar...O problema é que um governo que cria cargos desnecessários para meter gente do partido perde legitimidade moral para exigir sacrifícios aos portugueses. Neste particular, o início do governo Passos Coelho não tem sido famoso. Amanhã, falaremos de uma outra mentira obtusa deste governo.

Email: politicoesfera@gmail.com

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/passos-coelho-afinal-e-fa-de-jose-socrates=f659176#ixzz1zUaDCLIZ

JS condena "deselegância" e "perda de tempo" das críticas da JSD a Seguro



Porto, 01 jul (Lusa) – O líder da JS, Pedro Alves, condenou hoje a “deselegância” e “perda de
tempo” nas críticas e “insultos gratuitos” da JSD a Seguro, defendendo que o importante era um
debate conjunto sobre soluções para os problemas dos portugueses.

“Em vez de estarmos a perder tempo com insultos gratuitos ou uma fuga à realidade, mais valia
concentrarmo-nos nos problemas que afligem os jovens portugueses, a economia e as famílias
portuguesas”, disse o socialista em declarações à Lusa.

Pedro Alves respondia desta forma às críticas do seu homónimo social-democrata, Duarte
Marques, que hoje considerou que a preocupação de António José Seguro face ao processo da
Metro do Porto demonstra “insanidade”, assinalando ainda que o “'sócratismo' continua vivo em
Portugal”.

Em resposta, o líder da Juventude Socialista salientou que, “acima de tudo, no debate político e
em qualquer debate civilizado, o que é fundamental é manter a compostura e discutir as questões
de substância”.

“O secretário-geral do PS sublinhou e comentou que não era aceitável que o governo ficasse
envolvido nesta confusão [da Metro do Porto]. Falar em insanidade face a uma crítica justa e
certeira do secretário-geral do PS parece-me um erro (…) de uma deselegância considerável”,
sublinhou.

Às críticas de “sócratismo” lançadas por Duarte Marques, a JS respondeu dizendo que “pode haver
muito nervosismo da parte do PSD e da parte do líder da JSD face aos dados da execução
orçamental”, mas tal “não é razão” para “usar linguagem que não é própria do debate político”,
sublinhou.

O socialista recordou os dados da execução orçamental “que não são positivos” e que “ revelam
que o PS tinha razão quando ao longo de meses tem vindo a dizer que excesso de austeridade ia
provocar um desastre nas contas públicas”.

“E, infelizmente, isso confirmou-se. Infelizmente para todos, para o PS, para o país, para o PSD. É
algo que devíamos estar a lamentar e não procurar mais uma vez misturar tudo, remoer aspetos
que não têm nada a ver com a execução orçamental”, frisou.

LILLusa/Fim.

O Futuro do Futuro


Marcos Gomes
Os jovens de hoje são o futuro do nosso país. Todas as suas acções e contribuições irão, inegavelmente, influenciar o desempenho interno e externo de Portugal, quer ao nível político, económico e social.

Desde o inicio dos anos 80 que tem havido um incremento no investimento na formação dos jovens, facto esse que contribuiu para o desenvolvimento cultural e social de Portugal, bem como um crescimento de determinados sectores económicos, que até à data quase não tinham expressão. A educação era, indubitavelmente, um retorno a curto/médio prazo; as pessoas saiam da faculdade e num curto intervalo de tempo estavam colocadas num emprego, pensando que este era para a vida. Todo este quadro auspicioso manteve-se até ao fim dos anos 90 onde se começou a ouvir os primeiros dramas na colocação dos professores nas escolas. A partir desse momento todos os restantes licenciado começaram a sentir dificuldades em encontrar emprego estável.

Na actualidade, o quadro agravou-se de tal modo que chegamos ao 36% de jovens desempregados. Cada vez mais a emancipação é adiada e a juventude mantem-se até mais tarde em casa dos pais, dado que é impossível constituir um lar sem uma fonte de rendimento ou com a precariedade de algumas delas.

E o que é preciso para contrariar este ciclo? Uma intervenção do estado na economia, o investimento na economia para gerar desenvoltura nos industriais para que estes possam proporcionar um maior número de empregos; permitir aos alunos do ensino superior fazerem cadeiras de outras áreas para que possam ser mais qualificados e com uma maior multidisciplinariedade.

Aproveito e deixo aqui um repto ao nosso governo: ao invez de mandar a mão de obra qualificada jovem sair no pais e mandar apertar o cinto aos que cá estão, porque não investir directamente na economia e nas empresas para impulsionar o pais?


Marcos Gomes
in: TVS