Encontro Nacional e Formação de Jovens Autarcas Socialistas

14 de Julho de 2012

11h00 – Sessão de Abertura
12h00 às 13h00 – Painel I - “Finanças e Poder Local”
15h00 às 16h30 – Conferência – “Os desafios do futuro em Portugal e na Europa”
-Com a intervenção do fundador do Partido Socialista Dr. Mário Soares
16h40 às 18h10 – Painel II - “ Participação Política e Democracia Local”
18h20 às 19h50 – Painel III – “Políticas Autárquicas de Juventude”

********** 22h30 – Festa Convívio ***************

15 de Julho de 2012

11h00 às 12h30 – Painel IV - “A Reforma Administrativa das Autarquias Locais”
12h30 – Sessão de Encerramento


Esta iniciativa contará com a presença e intervenção de vários Autarcas, Deputados e do Fundador do Partido Socialista, Dr. Mário Soares.


Cinfães.

Um país a saque


Paulo Ferreira
Os últimos dias têm sido particularmente difíceis para o governo de Pedro Passos Coelho. A juntar-se à grave crise económica e social que promete arrastar o país, durante vários anos, para a pobreza e o desemprego, surge agora uma panóplia de situações muito pouco abonatórias para a credibilidade do governo.

A questão da licenciatura de Miguel Relvas é apenas um pormenor na monumental trapalhada em que o governo se viu embrulhado. Bem mais grave é o que se passa nas pastas da saúde, justiça e economia. O Ministério da Saúde está “sem rei nem roque” e o SNS em sério risco de implodir. Os brutais aumentos das taxas moderadoras, o encerramento sem qualquer critério de um conjunto de estruturas de saúde e a vergonhosa forma como estão a ser recrutados profissionais da área, não pode deixar ninguém indiferente. É verdade que, pessoalmente, nada disto me surpreende. O PSD teve o mérito de, em toda a campanha, avisar ao que vinha. No entanto, com a concretização da sua política, os efeitos são ainda mais devastadores do que até eu próprio supunha.

Na justiça, a actual titular da pasta, para além de trabalhar em função dos casos que pontualmente surgem na comunicação social, tem em marcha uma reforma na organização dos Tribunais que tornará a justiça ainda mais distante dos cidadãos. Por outro lado, no que concerne à região do Vale do Sousa, a proposta de reorganização dos Tribunais é um absurdo. Obrigar os cidadãos da nossa região, num conjunto importante de processos, a deslocarem-se a comarcas da área metropolitana do Porto, é um sinal inequívoco que tudo isto foi desenhado a régua e esquadro. O disparate está feito, é verdade, mas espero que os responsáveis políticos da região consigam que, em vez de um monumental disparate, esta reforma seja “apenas” uma enorme estupidez. A diferença pode não ser muita, mas há aspectos nesta proposta que breves segundos de lucidez permitirão perceber que não fazem qualquer sentido.

Finalmente, na pasta da economia, o Ministro Álvaro é cada vez mais o fantoche do governo. Se já não bastasse a recessão e o crescimento exponencial do desemprego, o episódio da Metro do Porto deveria fazê-lo corar de vergonha. É desolador ver o titular de uma pasta tão importante ser manipulado e de forma risível, por personalidades menores da vida partidária. O país, esse segue silenciosamente para o abismo e até a Constituição da República Portuguesa parece já não ter qualquer valor. Apenas um ano se passou desde que o actual governo tomou posse, mas os estragos são já enormes e alguns irreparáveis. Pode ser que, um dia, Portugal acorde.
 
Paulo Ferreira
in: Verdadeiro Olhar

ATUALIZAÇÃO PRECISA-SE!

No pólo da Asprela no Porto continua afixado este cartaz (e porventura noutros pontos do país):


Pede-se o favor de se proceder a uma atualização.

- 1 ano de Direita
- 37% jovens desempregados

E já agora, substituam o "Porreiro Pá" por "Estamos no bom caminho".

Mário Nogueira (FENPROF) já faz manifs na era Passos Coelho?

Se há alguém neste país que não tem autoridade moral para atacar a política deste governo para a educação é Mário Nogueira, faz mais sentido pedir a aopinião ao cavalo da estátua equestre de D. José Primeiro no Terreiro do Paço.

Mário Nogueira organizou centenas de esperas a José Sócrates e à ministra da Educação para os vaiar, promoveu manifestações a torto e a direito, inventou invasões policiais de sindicatos, fez tudo o que estava ao seu alcance para derrubar o governo do PS, seguindo as instruções do seu partido, onde é membro do comité central.

Mário Nogueira sabia o que esta direita queria, conhecia o seu projecto constitucional, sabia o que estes liberais pretendiam, mesmo assim não esmoreceu no seu apoio à direita, gesto que ficou celebrizado pela sua ida à Madeira para ajudar o governador local. Não escondeu a sua alegria com o novo governo, ninguém se esquece da quase vénia que fez a Passos Coelho. No início apoiou todas as medidas que condenou, aceitou a avaliação tal como estava, elogiou o encerramento de escolas, não se opôs às mexidas curriculares, era só sorriso e diálogo.

Agora que é evidente o objectivo do governo o líder da FENPROF e do PCP não sabe o que fazer, ajudou de forma activa ao despedimento de milhares e milhares de professores, os contratados foram a sua tropa de choque e agora não tem outro remédio senão verter lágrimas de crocodilo pelo seu despedimento em massa. Mas esquece que tudo o que fez conduziu a este resultado, Mário Nogueira vai ser o autor moral do despedimento colectivo de professores.

Desorientado e perdido tenta agora colar-se aos médicos, mas tem um problema, os sindicatos dos médicos são sindicatos, não estão a mando dos Mários Nogueiras e outros profissionais do sindicalismo para quem as mordomias sindicais estão acima do interesse dos professores e quando as perderam não hesitaram em ajudar a direita mesmo que isso resultasse no despedimento de milhares de colegas. A língua portuguesa tem uma palavra para designar este tipo de gente, canalhas.
  
«Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, acusou ontem o Governo de preparar o maior despedimento colectivo da história, atirando para o desemprego quase todos os contratados. "Desempregados vão ficar praticamente todos os contratados, entre 15 mil a 20 mil professores", disse, em conferência de imprensa no Porto, estimando ainda que "entre sete a oito mil professores dos quadros ficarão com horário zero".
  
Segundo os dados do Ministério da Educação e Ciência, em 2010/11 havia 36 mil docentes a contrato. N ano lectivo transacto, o número terá diminuído mas dificilmente chegará aos 20 mil a que alude Nogueira.
  
Confrontado pelo CM com esta disparidade de números, o líder sindical afirmou estar apenas a referir-se aos cerca de 20 mil professores que foram reconduzidos e contratados no ano lectivo passado, a maioria com horários completos. Nas contas do responsável sindical não entram assim os contratados via bolsa de recrutamento e oferta de escola. Segundo o dirigente, medidas como a criação de 150 mega-agrupamentos, o aumento para 30 do número máximo de alunos por turma e a revisão da estrutura curricular vão "retirar 25 mil horários de trabalho das escolas". Mário Nogueira apelou por isso à participação na manifestação de professores de amanhã, em Lisboa, para "mostrar indignação contra o que está a acontecer". O protesto está agendado para as 14h30, do Rossio até à Assembleia da República.» [CM]

in: Jumento

Esperemos, sentados!

Se estivesse no lugar do ministro da Educação, já teria uma inspecção a caminho», afirmava ontem à RTP Alberto Amaral, presidente da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), ao considerar que a licenciatura do Dr. Miguel Relvas não é credível e coloca em causa a própria credibilidade do ensino superior."

Nuno Crato tem destas coisas. Antes de ir para o Governo tinha solução para tudo, querendo até implodir o Ministério. O que é certo é que as "bombas" vão rebentando e ele assiste impávido e sereno.
O senhor que queria avaliar tudo, até as pedras da calçada, passa por este governo como um tecnocrata cheio de teorias e com zero de aplicabilidade.

O que espera Crato?

Henrique Raposo é uma comédia

"Com o evidente objectivo de dar cobertura ao Ministro da Saúde, Henrique Raposo escreve no Expresso uma série de falsidades em relação à greve dos médicos. E, a menos que pretenda caluniar uma classe por inteiro, Henrique Raposo deu mostras de muito desconhecimento em relação a este processo.

Num estilo fanfarrão, mais próprio de quem fala de tipos que conseguiram licenciaturas por equivalência, Henrique Raposo escreve que “os médicos já entradotes mantêm promoções na carreira (na restante função pública, as promoções estão congeladas)”, dando ideia da existência de um regime de excepção que não existe - os médicos têm as promoções congeladas como os outros funcionários públicos; na verdade, e ao contrário de todos os outros funcionários públicos, os profissionais de saúde têm as licenças sem vencimento congeladas pelo actual Ministro, encontrando-se numa situação de discriminação negativa em relação aos outros.

Em segundo, Henrique Raposo diz que os médicos fazem esta greve porque “o ministro resolveu baralhar as contas das horas extraordinárias” dos tarefeiros. Ora o opinador comete a incrível proeza de acusar os médicos precisamente daquilo que os médicos contestam. Se tivesse lido o pré-aviso de greve, bastaria isso, Henrique Raposo teria percebido que os médicos contestam a obrigatoriedade de horas extraordinárias e a contratação dos tais médicos tarefeiros. Será que não leu ou preferiu fazer de conta que não tinha lido? (E não se pense que esta é uma guerra de hoje: a Ordem dos Médicos e os sindicatos sempre se manifestaram a favor das carreiras médicas e contra os contratos individuais de trabalho e a contratação de tarefeiros).

Em terceiro, Henrique Raposo dá mostras de ter dificuldades com a ordem temporal dos acontecimentos. Ao contrário do que escreve, os médicos não convocaram esta greve depois do Ministro garantir “o preenchimento de 1000 vagas até ao final do ano” mas sim depois de sete meses em que o Ministério se recusou a negociar com os representantes dos médicos e avançou com medidas que destroem o Serviço Nacional de Saúde e proletarizam o trabalho dos profissionais de saúde como, aliás, reconhece o próprio Primeiro-Ministro.

Numa semana em que o Expresso afirmou que não precisa de lições nem de equivalências para defender a verdade, seria bom que tratasse de rever a fidedignidade das informações contidas nos textos de alguns dos seus cronistas. A liberdade de se colocarem na tarefa de amestrados do governo não está em causa. O que se contesta é que o ódio debitado periodicamente contra médicos, professores, enfermeiros e funcionários públicos em geral não seja sustentado por argumentos verdadeiros e factuais, mas por um conjunto de afirmações genéricas, imprecisas e, muitas vezes, caluniosas. De outro modo, a opinião publicada no Expresso corre o risco de se tornar numa autêntica Mixórdia de Mentiras. E não creio que Ricardo Costa se orgulhe disso."

in: anamnese

Dr. Relvas - Antes de o ser, já o era


Relvas é como a pescada. Antes de ser Dr. já o era.

Para isso basta ver esta placa datada de 2004 em que Relvas inaugurou este edifício e voilá... mal destapou a placa foi agraciado com uma licenciatura. Sabemos agora que o favorzinho da Lusófona data de 2006, mas isso não interessa para nada.

Este sentimento das doutorices e engenharices, entranha-se no nosso país mas particularmente em todos os quadrantes políticos (sim, não temos memória curta como podem estar a pensar e sabemos que muito há a explicar quanto à licenciatura de Sócrates naquela cadeira de Inglês Técnico ao domingo). Mas carambinha, será que trinta e tal cadeiras comparam-se com uma? Nem sequer um trabalhito apresentou, nada? Nem sequer consta no processo a argumentação para justificar a equivalência de cada cadeira? Uma licenciatura em que o Folclore valorizou o CV de forma espetacular? Qual é a cara dos colegas de partido a defenderem tal escândalo?

Mas o mal é mesmo este. 
Não há coerência que nos valha e depois as pessoas sérias, que lutaram por algo, são arrastadas para a mesma lama das pessoas que alegam falsas habilitações na Ass. da República (e não foi só Relvas... oh se não foi... e essa ficará nos anais da história, por muito que tentem escamotear), daqueles que até andaram na faculdade mas a vida partidária é tão atrativa, tão poderosa, que há sempre alguém que pelos vistos conhece alguém que consegue arranjar um canudito para que o pacóvio passe a Dr.

Como se isso fosse alguma coisa...

Parece que não vêem todos os dias na TV, Jerónimo de Sousa (operário metalúrgico) que nada fica a dever aos doutores e engenheiros da treta que passeiam no nosso país, nos partidos e na assembleia da república. Ou então a Champalimaud (um dos homens mais ricos que este país teve e que não terminou a licenciatura), ou ainda John Major (ex-PM Inglês).

O problema de tudo isto, é que depois quem se trama são os que lutaram. Pior ainda, são aqueles alunos destas faculdades, que queimam as pestanas justamente e que nada fizeram para que a sua faculdade seja vista de determinada forma.

Quanto a Relvas, assunto encerrado.

"Vais caindo lentamente em movimento ziguezagueante. Quando pousares, será sem estrondo, como uma pena visível sem alma."


ERC vítima de pressões inaceitáveis mas legítimas?

O rigor com que os senhores da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) trabalham ficou, na semana passada, mais uma vez, evidente. Carlos Magno confessou que aprovou a deliberação da ERC convencido que lá estava escrito que tinha existido "uma pressão inaceitável" de Miguel Relvas à jornalista do "Público". Não estava. Estamos a falar do presidente de uma entidade reguladora que tem ali a sua principal atividade profissional. Estamos a falar da deliberação mais relevante, pelo menos do ponto de vista da opinião pública, desde que preside à entidade reguladora. E Carlos Magno não sabia muito bem o que estava escrito na versão final.

O mesmo Carlos Magno já tinha explicado este caso: "há neste momento uma campanha generalizada para bater no homem" [Miguel Relvas]. Quem tem esta convicção (ou quer tê-la) dificilmente poderia analisar este caso com o mínimo de rigor e imparcialidade.

Outro membro da ERC, Raquel Alexandra, nomeada pelos deputados do PSD e amiga próxima (segundo a própria) de Miguel Relvas, disse que foi "vítima de chantagens e de ameaças" para que houvesse outro tipo de decisão."Houve uma tentativa de instrumentalização dos membros do conselho regulador, indirecta, triste, através do poder editorial, por quem não faço a mínima ideia, mas por quem queria que a deliberação tivesse um determinado resultado", explicou a ex-jornalista. Ficámos sem saber, até porque quem faz a acusação no Parlamento (e não no café) também não sabe, quem fez essas ameaças. E, já agora, ficámos sem saber se elas foram "inaceitáveis" ou "ilegítimas".

Não deixa de ser extraordinário que um membro da entidade, que esteve a analisar uma pressão documentada e com protagonistas identificados e que, mesmo assim, nada encontrou de relevante para tomar uma posição, vá ao Parlamento fazer acusações difusas, sem identificar quem acusa. Mostra que estas pessoas não têm a mínima ideia das funções que desempenham e do recato e rigor que elas exigem. Não é novo. Escrevi exatamente o mesmo sobre os anteriores membros da ERC. E a razão é simples: uma delegação parlamentar (é disso que se trata) não pode regular a comunicação social. É o seu pecado original. Não estão acima dos pequenos combates partidários. Estão na parte mais rasteira desses mesmos combates.

Daniel Oliveira
Publicado no Expresso Online
Segundo a imprensa, Passos desafiou a oposição a dizer onde se deve cortar na despesa.

Eu respondo com gosto:

Nas gorduras do Estado, a solução mágica que tinha quando achou que não podia aprovar o PEC IV porque não podiam ser impostos mais sacrifícios aos portugueses.

Capoulas Santos

Vale a pena ouvir o que dizia Miguel Relvas

TC e o Governo da Austeridade

Parece que a decisão do Tribunal Constitucional serviu de "desculpa" para que o Governo mascare a sua incompetência perante os péssimos resultados do défice e consiga carregar ainda mais na austeridade a TODOS os Portugueses.

Siga em frente. Enquanto houver gente viva, há que saqueá-las.

Enfermeiros em saldo. 3.96 Euros por hora

Os enfermeiros dos centros de saúde de Lisboa e Vale do Tejo que sejam contratados através de empresas de prestação de serviços passam a ganhar 3,96 euros por hora a partir de hoje, quando até aqui recebiam seis.

Não se compreende que o Estado contrate qualquer funcionário através de Empresas de prestação de serviços, pois se faz falta devia ser contratado pelo próprio Estado, mas muito menos que trabalhadores que mexem com a saúde de todos nós, Enfermeiros e Médicos, sejam contratados a empresas de serviços sem haver uma preocupação da qualidade desses profissionais em troca de os contratarem ao preço da uva mijona.
se este é o exemplo que o Estado dá em relação ás relações de trabalho que podemos esperar do comportamento daqueles patrões que só procuram o maior lucro possível? Tenho vergonha desta gente que nos governa e deste sistema que não só permite como até incentiva este tipo de relações de trabalho.
Quanto ao pagarem menos de 4 euros por hora a enfermeiros nem vale a pena falar por ser simplesmente mais uma vergonha.

in: WHKG

Comunicado (Ordem dos Médicos)


Comunicado

O Sr Ministro continua a reiterar para a comunicação social uma vontade de diálogo que pouco cultivou durante seis meses.

Lembra os doentes que desprezam sobranceiramente as medidas de prevenção cardiovascular que os médicos insistentemente recomendam e que só depois de terem um grave enfarte do miocárdio que os deixa às portas da morte procuram remediar desesperadamente os graves erros cometidos. Por vezes, é tarde demais.

Demonstra também que o Sr. Ministro tem uma grande facilidade em falar com os jornalistas mas uma inabilidade extrema em dialogar com os profissionais de saúde e com os doentes. Talvez seja o reflexo dos seus vários assessores de comunicação, que nada acrescentam à saúde ou aos doentes, mas a quem paga principescamente, muito mais do que quer pagar a médicos, enfermeiros, nutricionistas e outros profissionais de saúde ou contratualizar com as associações de doentes.

Há questões extraordinariamente relevantes em cima da mesa, mas o Sr. Ministro persiste em mistificar as mais importantes e em refugiar outras sob a capa de uma ingénua retórica política.
Revelando uma chocante frieza financeira e insensibilidade para qualquer problema social, o Sr. Ministro continua a obstinar-se em contratar médicos a 3,96 euros à hora, como faz com enfermeiros e nutricionistas, e em levar as associações de doentes, alimentadas por um dedicado voluntariado, à falência financeira e encerramento de portas.

Como afirma o Dr Paulo Mendo, ex-Ministro da Saúde, com toda a propriedade, “os médicos têm toda a razão em fazer greve neste contexto”. Fazem-no pelos direitos dos Doentes, pela Qualidade do SNS e pela dignidade e formação profissional dos Médicos. Fazem-no igualmente por todos os cidadãos deste país que estão a sofrer de uma “profunda desvalorização do trabalho”, parafraseando o politólogo André Freire.

Em boa verdade, o Sr. Ministro age como se não pretendesse dialogar seriamente com os sindicatos Médicos, não obstante para a comunicação social repetir à exaustão o contrário, talvez recordando a máxima de Joseph Goebbels de que “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. Num país onde quem não tem razão procura e privilegia a comunicação social, tudo vai mal.

Quem quer dialogar com seriedade fá-lo discretamente, nos gabinetes, nunca através do ruído da comunicação social.

Sejamos claros, as pequenas propostas que o Ministro apresentou sob pressão, pouco concretas e, nalguns casos, meras inevitalidades, não escondem que fugiu às questões essenciais e que não constituem suficiente substância para um diálogo profícuo a dois dias da greve dos Médicos.

Se o Sr. Ministro da Saúde continuar a sofrer da sua confrangedora incapacidade negocial, vai fazer transitar para o Primeiro Ministro um grave problema na Saúde.

Talvez seja necessário um mais amplo movimento de profissionais da Saúde e Doentes para o fazer compreender que os problemas da Saúde não se resolvem com simples atitudes cosméticas, rebuscadas e desleais estratégias comunicacionais ou meras operações financeiras.

Está tudo nas mãos do Sr. Ministro da Saúde. Veremos se o Dr Paulo Macedo tem as necessárias soluções ou se é apenas mais um dos muitos problemas deste Governo.

Pela nossa parte, os Médicos continuam totalmente disponíveis para um diálogo sério, honesto e com bases sólidas. Que até hoje nunca aconteceu.

José Manuel Silva
Bastonário da Ordem dos Médicos

Mais um filme de "Relvas e Companhia"

Quando o Miguel Relvas foi chamado como Nr.2 para o governo do Passos Coelho todos diziam que ele era o único ministro verdadeiramente politico  e que seria uma mais valia. Afinal, com o problemas das secretas, que o Passos Coelho, depois com a ameaça a jornalistas, a pressão sobre a nomeação da administração do Metro do Porto e agora a Licenciatura essa mais valia acabou por se transformar numa pedra no sapato do Passos Coelho. Ela lá vai desvalorizando tudo e afirmando manter toda a confiança  no Relvas, (como o Cavaco fez com o Dias Loureiro), mas mais cedo ou mais tarde vai ter de largar este peso morto ou acaba a ir ao fundo com ele. 

in: WHKG

Para que serve a ERC?

O presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), Carlos Magno, afirmou que estava convencido de que essa expressão, ("houve uma pressão inaceitável"), estava lá. Lamento que não esteja e o erro é meu" e admitiu "a culpa por não ter lido" a deliberação final que ilibou o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas.
Ainda assim, Carlos Magno realçou que não só se revê, como se orgulha da deliberação da ERC: "Não só me revejo, como me orgulho de tudo o que está escrito. Tem contradições, mas a vida é feita de contradições"."Se pudesse acrescentar tal frase: a expressão não é ilícita, mas é inaceitável, [a deliberação] não teria mácula", acrescentou.

Mas para que raio serve esta ERC? O seu Presidente vota uma deliberação que não leu e onde faltava a expressão, "houve uma pressão inaceitável" e mesmo assim está orgulhoso. Nem lê nem estranhe que seja logo a expressão que "condena" o Miguel Relvas que falte na declaração final e sente-se orgulhoso.
Mas a pergunta era mas para que raio serve a ERC? Pelos vistos para nada porque há um governante, logo o responsavel pela área da Comunicação Social que faz pressões inaceitáveis sobre jornalistas e jornais e nada acontece. Ou o Ministro se demite ou então acabe-se com a ERC porque sempre se poupavam uns euros.

in: WHKG

Governo diz "Não" à solicitação da JS Lousada para aumentar o número de efetivos da GNR de Lousada

Há mais de um ano que nós, Juventude Socialista de Lousada, vimos a interceder junto do Ministério da Administração Interna para o urgente reforço do número de efetivos no Posto da GNR de Lousada.

O nosso pedido foi feito com tempo e mais do que uma vez, foi-nos comunicado oficialmente que era uma questão a ter em conta mas que de momento teria que ser posta de parte. Ate lá, esperamos pacientemente mas nunca vimos avanços.

Pois bem. Com o aumento da criminalidade a aumentar de dia para dia em Lousada e com os distintos profissionais deste posto da GNR a darem tudo por tudo, pessoal e profissionalmente, nada mais poderemos exigir-lhes enquanto Lousadenses.

Ainda assim, nós, JS Lousada iremos continuar a intervir junto do Ministério para que possa corrigir este défice sem paralelo, num concelho que necessita de mais membros para cumprirem a sua missão adequadamente, para fazerem face às necessidades da população lousadense!

E agora, Senhor Presidente?

"Vossa Excelência disse publicamente que tinha dúvidas constitucionais sobre a equidade das medidas aprovadas pela maioria CDS/PSD na Assembleia da República.

Disse, mas esqueceu-se que, para as esclarecer antes da promulgação, tinha de consultar o Tribunal Constitucional e esqueceu-se também que tinha feito o juramento que a Constituição determina:
"Juro por minha honra desempenhar fielmente as funções em que fico investido e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa."
Estou ansioso por saber quais são as consequências da quebra de tão solene juramento.

Aproveitando, Senhor Presidente, peço-lhe que faça saber aos senhores jornalistas deste regime de que o corte dos subsídios aos trabalhadores do Estado não decorrem do memorando da Troika, mas sim do “mais além, custe o que custar” que este Governo entendeu aplicar para concretização da sua filosofia política.
É que eles enchem as televisões com a mesma propaganda que levou Vossa Excelência a promulgar uma Lei que admitia não estar conforme a CRP."
 
LNT

Afinal o PSD gosta das "Novas Oportunidades" (mas só nas licenciaturas)

Era o que se dizia, há muito tempo (ou, se calhar, não tanto como isso), de quem não tinha estudos mas perfazia uma vida cheia de experiência, prática, trabalho, o que equivalia a dificuldades, pobreza, percalços, infortúnios. 

Depois, já mais perto da atualidade, foi criada uma coisa chamada Novas Oportunidades, que dizia que uma experiência profissional era um curriculum que, até certo ponto e mediante certos limites, merecia equivalência ao ensino básico. Fazia algum sentido, era uma forma de conceder acreditação elementar a quem nunca tinha tido oportunidade de estudar e merecia reconhecimento. 

Mas para certas pessoas, algumas com um indisfarçável desprezo pelo trabalho suado e honesto, um desdém pela igualdade de oportunidades e uma profunda aversão pela justiça social, tudo isto era facilitismo, um sinal da desbunda de esquerda, um irreversível sintoma do caos cósmico-social. Ah! exames da 4ª classe do Salazar é que era, nesse tempo é que havia ensino a sério, professores capazes, alunos atenciosos e aplicados. Esta gente está hoje no poder. E vai daí, bye bye Novas Oportunidades, bem-vindos exames, avaliações, castigos à moda antiga. Acabou a palhaçada e o eduquês, as modernices dos planos individuais de recuperação, dos exames específicos para alunos com necessidades especiais, as avaliações contínuas.

Azar. Hoje soube-se que o ministro-padrão deste governo, aquele que ameaça jornalistas e que sai lampeirinho do caldo, fez a sua licenciatura apenas em um ano, pescou uma única cadeira de frequências anteriores (em Direito... e um 10) e o resto que falta... bom, o resto, como diz a notícia, justifica-se por uma lei de 2006, que "prevê que as universidades e politécnicos possam reconhecer “através da atribuição de créditos, a experiência profissional” de pessoas que já tendo estado inscritos no ensino superior pretendam prosseguir estudos"

Um Novas Oportunidades Superiores, ao que vejo. 
Bem. Se Passos Coelho chamou ao Novas Oportunidades "um escândalo" e "um certificado à ignorância", o que chamaria a isto?

in: Jugular

Passos Coelho, afinal, é fã de José Sócrates


1. E aí está: a primeira grande medida do governo Passos Coelho é cortar 50% no subsídio de natal (podemos discutir se se trata de um corte ou um aumento no IRS, mas isso é discutir o sexo dos anjos). Compreendo que o país se encontra numa situação delicada que exige sacrifícios adicionais - todavia, objetivamente, o governo desiludiu. O centro-direita em Portugal tem uma piadola: quando está na oposição é contra o aumento de impostos, a favor da liberdade individual; mas quando passa para o governo esquece a redução da despesa e -voilá! - decide...aumentar os impostos. Ou seja, uma medida tipicamente socialista. Tipicamente socrática. Passos Coelho mentiu. É pena que não haja vergonha na política portuguesa.

2.Vergonha é um termo demasiado forte? Não: é apenas realista. O único que espelha a realidade com exactidão. Sobretudo tendo em conta que a medida já tinha sido combinada entre Passos Coelho e Eduardo Catroga. Porque razão se teima em esconder a realidade aos portugueses? Passos Coelho reiterou várias vezes que não iria mexer nos impostos e a grande bandeira era a redução da despesa inútil do Estado. É eleito primeiro-ministro e a primeira decisão é o contrário daquilo que prometeu. Afinal, a redução da despesa do Estado, para a direita portuguesa, é apenas um cliché eleitoral. Ir ao bolso dos portugueses, estrangulando ainda mais a nossa economia, é fácil. Facílimo. Cortar na despesa do Estado, porque implica extinguir os tachos, os lugarzinhos para os boys, isso já é muito difícil. Demora muito tempo. Tem de ser gradual...É vira o disco e toca o mesmo: afinal, Passos Coelho continua a política de José Sócrates.

3. Um exemplo: a redução de ministros é um enorme embuste. Porquê? Porque a estrutura orgânica do governo mantém-se: os serviços são os meus, os funcionários são os meus, substituindo-se o ministro pelo secretário de Estado. Apenas isso. Mais nada. Um exemplo de que os vícios permanecem: Feliciano Barreiras Duarte, que foi avançado como braço-direito de Passos Coelho durante muito tempo, tinha de entrar para o Governo. Como já não havia lugar - até porque vários lugares tiveram de ser entregues ao CDS -, então inventou-se o cargo de Secretário de Estado Adjunto do Ministro Adjunto e dos Assuntos parlamentares. Não, caro leitor, não se enganou a ler. É isso mesmo: Secretário de Estado Adjunto do Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares. Ora, o Ministro dos Assuntos Parlamentares tem dois secretários de Estado! Para quê? É uma singularidade ridícula deste governo...Alguma vez na vida o Ministro dos Assuntos Parlamentares precisa de dois secretários de Estado? Para quê? Pra concertar a actuação do executivo com o trabalho parlamentar são precisos três responsáveis políticos? Nunca na vida! A não ser que o Ministro Miguel Relvas esteja a admitir implicitamente que não percebe nada do assunto ou que não tem propriamente uma vontade imensa de trabalhar...O problema é que um governo que cria cargos desnecessários para meter gente do partido perde legitimidade moral para exigir sacrifícios aos portugueses. Neste particular, o início do governo Passos Coelho não tem sido famoso. Amanhã, falaremos de uma outra mentira obtusa deste governo.

Email: politicoesfera@gmail.com

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/passos-coelho-afinal-e-fa-de-jose-socrates=f659176#ixzz1zUaDCLIZ

JS condena "deselegância" e "perda de tempo" das críticas da JSD a Seguro



Porto, 01 jul (Lusa) – O líder da JS, Pedro Alves, condenou hoje a “deselegância” e “perda de
tempo” nas críticas e “insultos gratuitos” da JSD a Seguro, defendendo que o importante era um
debate conjunto sobre soluções para os problemas dos portugueses.

“Em vez de estarmos a perder tempo com insultos gratuitos ou uma fuga à realidade, mais valia
concentrarmo-nos nos problemas que afligem os jovens portugueses, a economia e as famílias
portuguesas”, disse o socialista em declarações à Lusa.

Pedro Alves respondia desta forma às críticas do seu homónimo social-democrata, Duarte
Marques, que hoje considerou que a preocupação de António José Seguro face ao processo da
Metro do Porto demonstra “insanidade”, assinalando ainda que o “'sócratismo' continua vivo em
Portugal”.

Em resposta, o líder da Juventude Socialista salientou que, “acima de tudo, no debate político e
em qualquer debate civilizado, o que é fundamental é manter a compostura e discutir as questões
de substância”.

“O secretário-geral do PS sublinhou e comentou que não era aceitável que o governo ficasse
envolvido nesta confusão [da Metro do Porto]. Falar em insanidade face a uma crítica justa e
certeira do secretário-geral do PS parece-me um erro (…) de uma deselegância considerável”,
sublinhou.

Às críticas de “sócratismo” lançadas por Duarte Marques, a JS respondeu dizendo que “pode haver
muito nervosismo da parte do PSD e da parte do líder da JSD face aos dados da execução
orçamental”, mas tal “não é razão” para “usar linguagem que não é própria do debate político”,
sublinhou.

O socialista recordou os dados da execução orçamental “que não são positivos” e que “ revelam
que o PS tinha razão quando ao longo de meses tem vindo a dizer que excesso de austeridade ia
provocar um desastre nas contas públicas”.

“E, infelizmente, isso confirmou-se. Infelizmente para todos, para o PS, para o país, para o PSD. É
algo que devíamos estar a lamentar e não procurar mais uma vez misturar tudo, remoer aspetos
que não têm nada a ver com a execução orçamental”, frisou.

LILLusa/Fim.

O Futuro do Futuro


Marcos Gomes
Os jovens de hoje são o futuro do nosso país. Todas as suas acções e contribuições irão, inegavelmente, influenciar o desempenho interno e externo de Portugal, quer ao nível político, económico e social.

Desde o inicio dos anos 80 que tem havido um incremento no investimento na formação dos jovens, facto esse que contribuiu para o desenvolvimento cultural e social de Portugal, bem como um crescimento de determinados sectores económicos, que até à data quase não tinham expressão. A educação era, indubitavelmente, um retorno a curto/médio prazo; as pessoas saiam da faculdade e num curto intervalo de tempo estavam colocadas num emprego, pensando que este era para a vida. Todo este quadro auspicioso manteve-se até ao fim dos anos 90 onde se começou a ouvir os primeiros dramas na colocação dos professores nas escolas. A partir desse momento todos os restantes licenciado começaram a sentir dificuldades em encontrar emprego estável.

Na actualidade, o quadro agravou-se de tal modo que chegamos ao 36% de jovens desempregados. Cada vez mais a emancipação é adiada e a juventude mantem-se até mais tarde em casa dos pais, dado que é impossível constituir um lar sem uma fonte de rendimento ou com a precariedade de algumas delas.

E o que é preciso para contrariar este ciclo? Uma intervenção do estado na economia, o investimento na economia para gerar desenvoltura nos industriais para que estes possam proporcionar um maior número de empregos; permitir aos alunos do ensino superior fazerem cadeiras de outras áreas para que possam ser mais qualificados e com uma maior multidisciplinariedade.

Aproveito e deixo aqui um repto ao nosso governo: ao invez de mandar a mão de obra qualificada jovem sair no pais e mandar apertar o cinto aos que cá estão, porque não investir directamente na economia e nas empresas para impulsionar o pais?


Marcos Gomes
in: TVS

O Falhanço

Os Portugueses hoje sabem que o Governo falhou. Falhou redondamente em algo que acima de qualquer questão partidária, não podia falhar dado tudo aquilo que exigiu aos Portugueses para combater o défice.

Não conseguiram cumprir as metas com políticas de austeridade durissímas. Falharam!

Esta notícia é a admissão do falhanço.

O desemprego em níveis astronómicos causado por medidas cada vez mais punitivas do pleno emprego e dos direitos fundamentais são a marca do falhanço desta Coligação.

E por falar em Coligação. É lamentável quando assistimos às noticias da Coligação Lousada Viva, acusando a CM Lousada de não promover o emprego, quando o Governo liderado pelos seus partidos falha, empobrece e indigna os Portugueses.

Mais. É lamentável esse tipo de discurso local, quando tem nas suas fileiras dois deputados lousadenses que votam e apoiam constantemente as políticas do desemprego e do falhanço governamental.

Os lousadenses registam a incoerência.

Coisas que convém saber

Se os mercados de trabalho na Alemanha são tão desregulados, porque é que não há lá supermercados ou centros comerciais abertos ao sábado à tarde e ao domingo?
Acertou: é porque os sindicatos não deixam.

Outra pergunta: porque é que, a bem dizer, não há salário mínimo na Alemanha?
Porque os sindicatos negoceiam salários mínimos por sector e profissão e depois há uma lei que obriga à sua aplicação aos trabalhadores não sindicalizados.

Em contrapartida, em países como Portugal, sendo os sindicatos fracos, torna-se necessária a intervenção legislativa do estado para os proteger. Mas o resultado final vem a ser o mesmo. Ou vinha, porque já não é.

E já agora, para terminar, porque são tão fracos os sindicatos em Portugal? Basicamente, porque, ao contrário do que sucede na Alemanha e noutros países, os trabalhadores estão dispersos por uma miríade de pequenas empresas e localidades, e isso dificulta a sua organização.

Tudo tem uma explicação, mas é claro que um macroeconomista sentado no seu escritório no BCE ou no FMI não sabe nem quer saber disso para nada. Eles só se interessa por factos, e apenas na condição de que sejam "factos" do tipo reconhecido como tal pelos modelos com que trabalham. Caso contrário - santa paciência - não existem.

in: jugular

O Magno tentou que todos obedecessem ao Relvas

"O presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), Carlos Magno, afirmou ontem que fez um “esforço desesperado” para obter unanimidade na votação do caso Relvas versus Público. “Garanto que tudo fiz para que fosse 5-0. Não foi, porque estava escrito que não podia ser. Não havia condições para que o fosse”, disse no programa “Quadratura do Círculo” na SIC Notícias."


Esta frase é daquelas que, como quem diz: "Oh Relvas, eu tentei convencer os tipos que tu não pressionaste ninguém, nem disseste que ias revelar dados da vida pessoal de ninguém, nem berraste aos ouvidos da jornalista do Público, nem a chantageaste de uma forma pior que no tempo do Salazar e que relativamente ao caso das Secretas és um Santo, mas não consegui!"

Mais um escândalo para mais tarde recordar (Relvas/Passos)

Isto é daqueles casos que é tão escandaloso que mais uma vez vai passar incólume na comunicação social.

Foi dito com todas as letras pela Helena Roseta, que enquanto Sec Estado - Miguel Relvas, este propôs à Ordem dos Arquitetos, formação especializada aos arquitetos das autarquias, com uma condição:

- Que a formação seja dada pela empresa de Pedro Passos Coelho (atualmente - PM de Portugal).

LINDO, LINDO, LINDO!


Doutores da mula Russa

Ana Catarina Oliveira

Coimbra, Julho de 1864
Caros amigos
A Fatalidade, que me persegue, com uma tenacidade verdadeiramente paternal não me quis poupar – não quis deixar sem coroa este templo da sandice e ridículo chamado formatura; não lhe tremeu a mão adunca e férrea escrevendo no livro-caixa do Fado esta sibilina palavra BACHAREL!!
***

Longe vão os tempos em que terminar um curso superior e ser Doutor era um orgulho. Hoje vejo esse término de um percurso como a sentença fatal de que nos fala Antero de Quental.

No rescaldo da Queima das Fitas que animou a comunidade estudantil por todo o país, dou cada vez mais razão a um Douto professor meu que logo no primeiro ano da Faculdade nos alertava para o verdadeiro significado da cartola e da bengala: os quintanistas saem à rua, de cartola bengala e laço, para se assemelharem a palhaços, para serem alvo de risos e de chacota de quem os vê passar, sabendo que no fundo não valem nada. Achei terrível esta interpretação, destruidora dos sonhos de qualquer caloiro. Mas hoje, atendendo à conjuntura actual, verifico que aquela que poderia ter sido uma espécie de brincadeira praxística foi no fundo um alerta para tudo o que estaria para vir.

Entrei para o curso de Direito em 2006, com contrato assinado por 5 anos. Subitamente, uma cláusula chamada Bolonha reduziu o curso para 4 anos e introduziu a novidade dos mestrados. Terminada a licenciatura em 2010, eis que sou implicitamente obrigada a fazer um mestrado, pois: (1) se não o fizer fico prejudicada a nível de mercado e certas carreiras exigem-no, (2) os 4 anos são insuficientes para a formação (introduziu-se Bolonha sem pensar nas consequências). Pois bem. Hoje saímos todos da Faculdade de Direito como Mestres e sem a mínima expectativa no mercado que não nos quer acolher. Enviam-me cartas endereçadas à “Ex.ma Senhora Dra.”, “Cara Dra.”, “Caríssima colega” – balelas formais; preciosismo de quem não dá o mínimo valor mas vê-se obrigado àquele trato.

Para quem tira Direito o caminho é ainda mais penoso. Terminado o curso, ainda muita água há-de correr até que a profissão deixe de ser “estudante”. Com os concursos públicos congelados ou então controlados pelo Sr. Cunha (nota: eu sei que já abriu o concurso para o CEJ, calma. Mas o Sr. Cunha também sabe!), não podemos ser magistrados, juízes ou continuar a sonhar com uma colaboração na Polícia Judiciária. Valha-me a Ordem dos Advogados, que apesar de não implicar um concurso público, obrigou-me a tirar todo o dinheiro que estava debaixo do colchão e a enfrentar o Adamastor dos tempos modernos – Excelentíssimo Bastonário da Ordem dos Advogados: valores elevadíssimos por formações fracas à base do q.b., 6 exames numa semana (2 por dia), estágios não remunerados como que se de uma exploração das nossas competências se tratasse. 

Se hoje sou Dra., só se for da mula russa. Ser licenciada ou mestre é quase equivalente a não ter curso superior, embora haja uma avassaladora diferença: mais desilusões, menos expectativas, maior sacrifício monetário, maior receio quanto ao futuro que não o chega a ser. Todos os dias sou exposta a testes de resistência e à concorrência desleal. Sinto que sou mais uma no meio de tantos jovens qualificados num país precário, que tem medo de arriscar, que protege apenas aqueles que têm uma carreira já consolidada e que teimam em não dar espaço à frescura dos vinte anos.

Sinceramente, não preciso que me chamem de Dra. Preferia ter a oportunidade de o ser. 

Tal como dizia Antero, “este trecho duma meditação que actualmente componho (…), vos dará ideia do estado moral do vosso”. 

in: TVS

E agora, Gaspar?

Falhou Dr. Vitor Gaspar. A austeridade não serve para reduzir défices, nem dívidas. Na realidade não serve para nada, a não ser provocar sofrimento desnecessário. Veja aqui e mais aqui e ainda aqui e acola e acoli. Ufff. Ora porra!