Uma análise às palavras de Cavaco

“Eu, como primeiro-ministro de um governo, estive cinco meses em gestão.” Foi com esta baboseira que Cavaco respondeu na Madeira a uma pergunta sobre se não era urgente a nomeação de um novo primeiro-ministro.
Aquilo a que se referia passou-se em 1987, quando o seu governno pleno uso dos seus direitos, decidiu dissolver a AR. Foram convocadas novas eleições, que decorreram a 19 de Julho. A 17 de Agosto tomou posse o novo governo, também liderado por Cavaco, mas já com maioria absoluta. A 28 de Agosto o programa de governo passou na AR. Não houve qualquer arrastar da situação pelo presidente, mas apenas os passos normais que se dão num regime de democracia parlamentar, quando um governo é demitido a meio do  mandato. De resto, a decisão de Soares foi mais tarde considerada por Cavaco como uma “benesse”. Enorme hipocrisia a sua vir agora queixar-se de 1987!
o minoritário foi derrubado por uma moção de censura do PRD apoiada pelo PS e pelo PCP (3 de Abril). Seguiram-se negociações entre o PS de Constâncio e o PRD chefiado por Eanes, que juntamente tinham mais deputados do que a direita. O presidente Mário Soares – cometendo, aliás, a maior asneira da sua carreira política – não aceitou essa alternativa de governo que lhe foi apresentada e,
Que analogia existe entre a crise de 1987 e a de 2015? Nenhuma. O PR não tem agora poder para dissolver a AR, enquanto em 1987 tinha-o inteiramente – e exerceu-o. Estamos agora no período de formação de um governoapós eleições legislativas, enquanto em 1987 o governo minoritário saído das eleições de 1985 já governava há dois anos. Houve agora a rejeição de um programa de governo, enquanto em 1987 se tratou de uma moção de censura a um governo em exercício. Já nem menciono o facto de ser agora urgente aprovar o Orçamento, que Bruxelas exige todos os dias. Só uma mente chicaneira se lembraria de sustentar qualquer analogia com 1987 para tentar justificar o injustificável: um mês e meio passado sobre as eleições, ainda não há sombra de novo governo. Em 1987, um mês e dez dias depois das eleições, já havia  governo e o seu programa já tinha sido apreciado na AR.
Cavaco está, de facto, a gozar com o pagode, como já disse o director da TSF. Ora um presidente que decide gozar com o pagode arrisca-se a levar com ovos podres. Como recusa fazer o que a Constituição lhe impõe, só lhe resta uma saída constitucional: renunciar ao cargo. Por isso, sr. Cavaco, preste um serviço ao país e demita-se quanto antes!

in: Aspirina B

"Como é que o PS consegue pagar isto tudo? Fica a explicação!" - Jornal de Negócios



"Como é que o PS consegue pagar isto tudo?" Esta é uma das perguntas que mais vezes tem sido colocada sobre o acordo entre os partidos de esquerda. 

Uma parte importante da explicação está numa descida mais lenta do défice orçamental face àquilo que o PSD e o CDS tinham planeado.

Comecemos pelo PS, cujos números estão bastante detalhados. O Programa de Governo dos socialistas prevê que o défice de 2015 deverá ficar nos 3% do produto interno bruto (PIB), a mesma estimativa da Comissão Europeia. Para 2016, só antecipa uma descida de 0,2 pontos percentuais, para os 2,8%. Um ajustamento de cerca de 350 milhões de euros, se usarmos como referência o PIB de 2015.

As contas do lado do Governo são mais complicadas, uma vez que desde Abril, quando apresentou o Programa de Estabilidade, que não actualiza o seu cenário. Aliás, continua a ser esse o documento que cita para se referir às suas projecções. Nele, está expressa a intenção de descer o défice orçamental de 2,7% para 1,8% do PIB em 2016, menos 0,9 pontos.

Para os fins deste exercício, vamos partir do pressuposto que o défice de 2015 não fica em 2,7% do PIB, mas sim nos 3% previstos por Bruxelas. Para sermos justos na avaliação, assumimos que PSD/CDS também acabariam por rever em alta o défice de 2016, de forma a não terem de impor mais austeridade pela derrapagem de 2015. Isto é, mantendo o mesmo esforço de 0,9 pontos, o défice de 2016 desceria para 2,1%.

Ou seja, o saldo orçamental previsto pelo PS para 2016 é 0,7 pontos percentuais mais elevado do que o compromisso de PSD e CDS. Se usarmos mais uma vez os valores do PIB de 2015, essa diferença é equivalente a 1,25 mil milhões de euros.

Um montante que permitiria acomodar várias das medidas inscritas no programa de Governo do PS, que penalizam o equilíbrio das contas. Metade desse valor é absorvido pelas três maiores medidas: descongelamento das pensões, reposição de salários e TSU dos trabalhadores.

Além desta diferença, o cenário do PSD/CDS incluía, por exemplo, uma descida de IRC que o PS não fará. São mais de 100 milhões de euros, que acrescentam à almofada anterior. Estas contas não incluem a possibilidade de as medidas do PS terem um impacto mais positivo na economia do que as do PSD/CDS.

"Nós vamos continuar no caminho da consolidação orçamental", garantiu terça-feira ao Financial Times Mário Centeno, apontado como futuro ministro das Finanças. "Não é a direcção que estamos a questionar, mas a velocidade da viagem." O défice orçamental e dívida pública vão manter uma "trajectória consistente de queda", mas a um ritmo mais brando, acrescentou.

Qual é o problema de Portugal ter um défice mais elevado? No nível de que estamos a falar – 2,8% vs. 1,8% do PIB –, a haver uma penalização, ela deverá ter origem em Bruxelas. No entanto, desde que o PS o mantenha abaixo dos 3%, Portugal continuará a cumprir as regras comunitárias de saldo orçamental.

A violação pode acontecer noutro indicador de contas públicas: o défice estrutural (corrigido de ciclo económico). Segundo as regras europeias, os Estados-membros devem reduzir o seu défice estrutural a um ritmo de 0,5% do PIB ao ano.

Os documentos do PS não incluem as suas projecções para o défice estrutural. Os socialistas argumentam que o seu cálculo é muito volátil. Refira-se, contudo, que o Governo PSD/CDS se prepara para violar a regra dos 0,5% este ano e a Comissão já espera uma nova violação em 2016. Na Europa, Espanha e Itália também deverão agravar o défice estrutural.

Rui Pereira é o novo Presidente da Juventude Socialista de Lousada

Rui Pereira
Decorreu no passado dia 30 de Outubro a eleição dos órgãos concelhios da JS Lousada para o biénio 2015/2017.

Rui Pereira apresentou-se a sufrágio com uma lista de continuidade, integrando a maioria dos jovens socialistas do secretariado da anterior Presidente – Eduarda Ferreira.

Nesse sentido, Rui Pereira terá como Vice-Presidente, Nuno Fernandes e Ana Regadas, num secretariado composto por 9 membros. A Mesa da Assembleia Concelhia será presidida por Eduarda Ferreira, coadjuvada por David Cunha e Lia Magalhães.

Já a Comissão Política Concelhia, novo órgão da JS Lousada, exigível pelos estatutos dado o crescimento da estrutura em número de jovens militantes, será presidida por João Correia e composta por 19 membros.

Como representantes da JS Lousada na Comissão Política Concelhia do PS, foram eleitos, Eduarda Ferreira, Nuno Fernandes e Ana Regadas. Rui Pereira terá inerência do cargo.

Rui Pereira, 28 anos, reside em Silvares e até à data foi líder da JS Silvares, Pias, Nogueira e Alvarenga. Iniciou o seu percurso profissional aos 16 anos na indústria do Calçado. Aos 25 anos retomou os estudos e ingressou no curso de Direito da Universidade Católica, acumulando esta formação superior com o auxílio na gestão empresarial da empresa do pai.


O objetivo da JS Lousada para os próximos dois anos será manter a presença em força nos órgãos autárquicos (freguesia e municipal), intervir ativamente na política concelhia, distrital e nacional em prol dos interesses dos jovens e de toda a população Lousadense, elevando acima de tudo o nome de Lousada.

Cavaco foi avisado para antecipar eleições por causa do Orçamento . Não quis!

Foi-lhe repetido, até em 2014, que marcar eleições para Outubro praticamente impossibilitaria o arranque de 2016 com OE aprovado.Decidiu ignorar.
Eleições legislativas realizadas em outubro – como apontou o Presidente da República no domingo – vão fazer com que o país seja gerido por duodécimos no início de 2016. Perante as datas possíveis nesse mês (4 ou 11), a Constituição e a Lei de Enquadramento Orçamental (LEO) impõem ainda uma outra realidade: o atual governo já não apresentará o Orçamento do Estado para 2016. (…)
Desde logo, a LEO [Lei de Enquadramento Orçamental] define que “o Governo apresenta à Assembleia da República, até 15 de outubro de cada ano, a proposta de lei do Orçamento do Estado para o ano económico seguinte”. Porém, tendo em conta a oitava alteração à LEO há três exceções e uma delas é: “[Quando] o termo da legislatura ocorra entre 15 de outubro e 31 de dezembro”. Este é um cenário que – com eleições a 4 ou 11 de outubro – vai, necessariamente, acontecer.
[DN, Octávio Lousada Oliveira e Rui Pedro Antunes, 5 de Maio de 2015]
Cavaco é o responsável pela situação de começarmos 2016 com duodécimos e, consequentemente, por todas as complicações orçamenteis relativas a encargos que daí resultarem.

in:Aventar

A Desinformação como arma de destruição do pensamento livre

Desde há umas décadas, a comunicação social passou a ter um imenso poder dentro do sistema democrático – um poder legítimo, válido e extremamente necessário.
Durante o período do Estado Novo, os Portugueses eram entretidos na sua douta ignorância por um regime censor com a informação calculada ao milímetro.
Depois disso, a comunicação social foi-se torn
ando livre, internacionalizou-se, os jornalistas começaram a ter formação de qualidade e lutavam por uma classe isenta e rigorosa.
O problema é que todos os Governos tentaram intrometer-se no controlo dos media, seja por intermédio de grupos económicos que atualmente são proprietários de vários jornais ou até por influência direta.
Esta tentativa de domínio conheceu novos desenvolvimentos nos últimos governos, por diferentes formas. Quem não se lembra das sucessivas polémicas no Governo de Sócrates (este com o péssimo hábito de ligar pessoalmente aos jornalistas)? Quem não se lembra de Relvas, Bairrão, a inventona de Belém e as encomendas do CM e do Sol.
Acontece que ultimamente este domínio tem sido mais aprimorado.
Nos últimos meses, a Coligação PàF desenvolveu uma genial campanha. Deixou a política, a discussão de ideias e passou a atacar a opinião pública através das redes sociais com milhares de perfis falsos que contaminavam as notícias dos jornais com comentários pré-programados contra a oposição (situação denunciada pela SIC).
Depois das eleições a estratégia é outra. Dada a confusão na formação do governo, as televisões e jornais tem a preocupação de “contratarem” comentadores conotados apenas com um lado.
Na semana passada, no mesmo dia, Poiares Maduro (RTP), Paulo Portas (SIC) e Assunção Cristas (TVI) deram entrevistas. Depois disso, houve um painel liderado por José Rodrigues dos Santos onde os comentadores tinham sido recrutados ao isentíssimo jornal Observador.
Jerónimo de Sousa, entrevistado por Judite de Sousa, queixou-se que sempre que dizia uma coisa, isso era deturpado por comentadores de direita contratados pela TV. Judite negou. Logo de seguida, na TVI24, para analisar a entrevista de Jerónimo, quem estava? João Miguel Tavares, Sofia Vala Rocha e David Dinis!
Seria importante que alguém esclarecesse que ao contrário do que António Barreto afirmou, vários Partidos Comunistas estiveram em Governos Europeus e com bons resultados (Finlândia, França, Áustria, Luxemburgo, Dinamarca).
Seria importante esclarecer que houve Presidentes da Assembleia da República que não saíram do partido mais votado – Oliveira Dias (CDS) e Fernando Amaral (PSD).
Em 1982, na revisão constitucional, foi proposto que o Primeiro-Ministro seria o líder do partido mais votado. Essa norma foi rejeitada também com os votos contra da Direita.
Seria importante noticiar que no dia 27 de setembro, quando questionado por um jornalista da RTP: “Quem deve governar? Quem tem mais votos ou mais deputados no parlamento?”, Passos Coelho responde “A formação do governo depende dos mandatos no parlamento (…) ou seja, dos apoios que as formações políticas tem no Parlamento.”
É urgente a atuação da ERC.

Nelson Oliveira
In: Verdadeiro Olhar

O Golpista de Belém



Homem forte do presidente encomendou 'caso das escutas'

Preparado ao longo de um ano em Belém, o caso das escutas (ou inventona de Belém, como ficou conhecido o golpe) foi lançado nas vésperas das eleições legislativas de 2009. A seguir à vitória de Sócrates, apelou a um «sobressalto cívico». 

Seis anos depois, Belém desencadeia um novo golpe: apela à rebelião dos deputados do PS e deixa a pairar a ameaça de suspender a democracia durante seis nove meses.

É este homem perigoso que se alçou à chefia do Estado que alguns qualificam como «institucionalista».

in: CC

João Galamba - PS é o único partido não-radical do panorama político Português

    «(…) A ideia de que PSD e CDS representam uma alternativa moderada, e não muito distante das posições do PS, esbarra na realidade dos últimos 4 anos e, também, no conteúdo programático desses partidos para os próximos 4.

    Em primeiro lugar,
    partidos que mostraram não saber governar sem violar a Constituição não são moderados. Não é a questão de ser mais de esquerda ou mais de direita, é a questão de entender que, independentemente do posicionamento ideológico de cada partido, o estrito cumprimento dos limites constantes da Constituição não é uma opção, é o quadro dentro do qual cada partido pode legitimamente assumir as suas opções.

    Em segundo lugar, a ideia de que a competitividade depende da desvalorização salarial, da precariedade laboral, da redução do IRC e da desvalorização do papel estratégico do Estado na economia é uma agenda típica da direita radical, que está nos antípodas do que o PS defende e propôs no seu programa. O desinvestimento na escola pública e na qualificação dos portugueses, a degradação dos serviços públicos de saúde e o ataque à segurança social, tudo com o objetivo de avançar com lógicas de privatização nos três pilares do Estado Social, são o oposto do que o PS sempre defendeu e continua a defender.

    Na frente europeia, os últimos anos trataram de romper o relativo consenso que existia entre PS e PSD (CDS é um recém-convertido). Hoje, embora defendam a participação de Portugal no projeto europeu e na moeda única, esses partidos têm ideias diferentes sobre os rumos que o projeto europeu deve assumir. A direita portuguesa alinhou sempre com a linha dura europeia, quer no diagnóstico sobre a crise, quer nas sucessivas respostas que foram sendo dadas a essa crise, e não está interessada em promover qualquer tipo de mudança no atual quadro de políticas.

    Da perspetiva do PS, dois partidos que transformaram uma crise institucional do projeto europeu e da moeda única numa crise de natureza moral, na qual a culpa e a expiação cabem aos países mais frágeis, não são capazes de defender os interesses de Portugal na Europa. (…)»

Eleições - JUVENTUDE SOCIALISTA DE LOUSADA (31 outubro - sábado)



Nos termos dos Estatutos e dos regulamentos aplicáveis em vigor, venho, pela presente missiva, proceder à marcação da Assembleia Concelhia para eleição dos órgãos da JS Lousada.
A ordem de trabalhos da Assembleia Concelhia tem como ponto único: Eleição dos Órgãos da Concelhia para o mandato 2015-2017.

A eleição terá lugar no dia 31 de Outubro de 2015, das 14 às 18 horas, no(a) Sede Concelhia do PS Lousada, sito(a) no(a) Rua Dr. Pinto Mesquita.

A entrega de listas deverá ser feita no dia 28 de outubro de 2015, das 14 às 18 horas, no(a) Sede Concelhia do PS Lousada, sito(a) no(a) Rua Dr. Pinto Mesquita.

Se tiveres dúvidas sobre os órgãos a eleger pela tua estrutura, entra em contacto com a Sede Nacional da Juventude Socialista através do endereço de correio electrónico sedenacional@juventudesocialista.pt.

Os Estatutos e os regulamentos em vigor da Juventude Socialista encontram-se disponíveis em www.juventudesocialista.pt

Podes aceder aqui a um documento explicativo sobre o funcionamento dos actos eleitorais e órgãos de todas as estruturas.

Saudações Socialistas, 

O Presidente da Mesa 
Nelson Oliveira

O que já disse a Direita (2011) sobre a formação do Governo sem o partido vencedor?




A Direita afirmou no passado (2011) algo correto do ponto de vista Constitucional e que agora parece querer esquecer.

Os Governos formam-se através do Parlamento.

Vejam as declarações de Portas, Nuno Morais Sarmento e Bagão Félix.

Estado Falido: "Contas do Estado, na CGD e no Novo Banco, estão a zero."


Estado tem apenas um imóvel em seu nome. E foi penhorado.

Contas do Estado, na CGD e no Novo Banco, estão a zero.




Na sequência de uma investigação aos bens e valores do Estado, para a execução de um pagamento de indemnização, descobriu-se que o Estado tem em seu nome apenas um imóvel registado. Possui, também, contas bancárias na Caixa Geral de Depósitos e no Novo Banco, mas estão todas a zero.


Em julho do ano passado o empresário Bernardo Macambira esteve na prisão 51 dias mesmo depois de ter pago uma multa por aproveitamento de obra usurpada, conta o Jornal de Notícias.

O erro judiciário valeu uma multa de 97 mil euros, incluindo juros, ao Estado, através da Direção Geral do Tesouro e Finanças.

A falta de pagamento levou a que fosse aberta uma investigação aos bens do Estado com fim à penhora. O edifício em questão trata-se do Tribunal da Boa Hora, em Lisboa, que já foi penhorado e se destinará em breve à formação de juízes.

Ao que o Jornal de Notícias conseguiu apurar o Estado era proprietário de múltiplos outros imóveis, mas tem transferido a titularidade dos mesmos para empresas públicas, que são repsonsáveis por gerir esse património.

in: Notícias ao Minuto
16.10.2015

O Capitalismo nunca acaba. Para isso há sempre dinheiro.

Há uma frase famosa mas muito discutível de Margaret Thatcher que alegadamente refere: “The problem with socialism is that you eventually run out of other peoples' money” - digo “alegadamente” porque já vi diversas fontes contraditórias sobre a mesma e o contexto pouco claro em que esta terá sido dita.

Contudo, esta frase é muitas vezes usada como arma de arremesso a todos aqueles que defendem políticas públicas e equitativas para o povo.

O fantasma do despesismo é logo acionado. A questão monetária, num joguete de receita vs despesa em que as opções políticas de fundo são postas para segundo plano, surge como aliado indefetível de uma propaganda populista da direita, muito pobre em argumentário.

Pessoalmente e sendo Socialista, julgo que as contas públicas tem que ser geridas com máxima eficácia, rigor e ponderação. Não concebo o Estado de outra forma até porque tenho que concordar com Margaret Thatcher quando disse (e desta vez, disse mesmo): “There is no such thing as public money”.

O dinheiro público não existe. Ele tem um rosto, tem uma origem e responsáveis eleitos pela sua gestão. O dinheiro público é seu, é meu, é nosso. É dos contribuintes.

Esta introdução vem a propósito da iniciativa governamental da redução do IMI para determinados agregados familiares. Por princípio, sou favorável a todas as medidas que baixem taxas e impostos numa altura em que os Portugueses são alvo de uma brutal carga fiscal e, por isso, também sou favorável a esta medida. Contudo, o que o Governo faz é claramente dar “prendas com o cartão multibanco dos outros”. Até o Eng. Bragança Fernandes (CM Maia) já se insurgiu contra o Governo por esta intromissão nas receitas, já de si débeis, dos Municípios.
O IMI é um imposto cuja receita é dos municípios e cabe a estes decidirem sobre a sua alteração ou não. Portanto, seria bem mais benéfico o Estado reduzir os impostos que a si dizem respeito (IVA, IRS, etc…).

Também esta semana pude ler comentários de dirigentes máximos da JSD e JP, referirem que “não é o Estado que tem de garantir os serviços de educação e de saúde”. Esta declaração para além de afirmar uma inconstitucionalidade evidente, é preocupante. É preocupante porque vemos jovens com uma visão mercantilista da saúde e da educação. Os mesmos que têm horror a tudo o que é público, não se coíbem de querer financiar, com o dinheiro dos contribuintes, empresas privadas para salvaguardar serviços essenciais à população, nomeadamente a mais desfavorecida e sem condições económicas.

É por essas e por outras que vislumbramos um futuro muito negro para com os mais desfavorecidos. Um futuro que, a continuar assim, apenas servirá para um aumento das desigualdades e o aparecimento de sérios conflitos sociais.

Se Thatcher sugeria que Socialismo esgota-se quando o dinheiro dos outros acaba, temos visto que atualmente o Capitalismo nunca acaba porque há sempre dinheiro fresco, do contribuinte, para pagar as asneiras das altas esferas privadas.


Não serão certamente estas pessoas que lutarão por um Portugal mais justo, livre e fraterno.

Nelson Oliveira
in: Verdadeiro Olhar

População de Lustosa espera há 4 anos por intervenção do Governo para mudança de instalações do Centro de Saúde

Um grupo de deputados do Partido Socialista, acompanhados pelo executivo da Câmara Municipal de Lousada presidida por Pedro Machado, visitou as instalações do Centro de Saúde de Lustosa, no sentido de acompanharem a situação de incumprimento do protocolo estabelecido no final de mandato do anterior governo.

Desde 2011, ano em que foi assinado com o anterior Secretário de Estado da Saúde – Dr. Manuel Pizarro –, o protocolo que permitia a mudança de instalações do Centro de Saúde de Lustosa para a antiga escola primária, propriedade do Município de Lousada, tudo se mantém inalterado, penalizando de forma gravosa os utentes desta unidade de saúde.

Por parte da Câmara Municipal de Lousada sempre houve total disponibilidade para ser parte da solução, colaborando ativamente para que a população de Lustosa pudesse ter um equipamento de saúde condigno.

Durante quatro anos foram feitas diversas diligências por parte do Município junto da ARS Norte e Ministério da Saúde para acelerar um processo que se previa simples – apenas umas obras de melhoramentos no edifício escolar e tudo ficaria resolvido.

Os serviços técnicos da Câmara Municipal foram disponibilizados para elaborarem o projeto. Contudo, chegados ao final do mandato do atual Governo tudo continua na mesma situação.
Mesmo após uma comitiva de deputados do distrito e dirigentes do PSD Lousada terem-se deslocado ao local, prometendo resolver o assunto em tempo útil, nada foi feito, demonstrando o pouco interesse ou influência destes junto do poder central.

A esta situação acresce que os secretários clínicos continuam a faltar em todo o concelho para assegurar os serviços administrativos. O desinvestimento na saúde é notório e lamentável. Mas mais lamentável é quando as soluções são tão simples. Só a falta de vontade justifica tanta inércia.

Constata-se que o atual Governo PSD/CDS pura e simplesmente não quis resolver este problema. Um problema de fácil resolução onde a autarquia Lousadense sempre esteve disponível, manifestando essa disponibilidade inúmeras vezes através de contactos formais.

Os deputados do PS Porto, onde se incluía o anterior Secretário de Estado da Saúde, revelaram-se perplexos perante a demora na resolução desta situação, garantindo resolver o problema de forma célere na próxima legislatura.

O Secretariado do PS Lousada


Convocatória - Comissão Política Concelhia (10 Outubro)


De acordo com os Estatutos do Partido Socialista, venho convocar os elementos da Comissão Política Concelhia, para uma reunião ordinária que se realizará no próximo dia 10 de Outubro de 2015, sábado, pelas 14.30 horas, nas instalações da sede concelhia - Rua Dr. Pinto Mesquita nº 25, com a seguinte ordem de trabalhos:



Ponto um - Análise da situação política.
Ponto dois - Agendamento de reuniões gerais de militantes.


Trinta minutos para discussão de outros assuntos de interesse.

O Presidente da Mesa da Comissão Política Concelhia,

Eduardo Vilar, Prof.

Lousada, 28 de Setembro de 2015

O debate que António Costa venceu de forma estrondosa

Qualquer que seja o ângulo por onde se analise o debate entre Passos Coelho e António Costa, a conclusão é inequívoca. Costa foi melhor que Passos em todos os aspectos: na afirmação das propostas para governar o país e na discussão de políticas concretas como o desemprego jovem, a segurança social ou a saúde. Mas onde António Costa surpreendeu foi no vigor e acutilância com que desmontou a “mistificação da troika” em 2011 e como assumiu “todas as suas responsabilidades” “desde o primeiro dia do governo de Mário Soares até ao último de José Sócrates”. Costa destruiu assim um dos últimos “trunfos” da direita que o acusava de ele nunca se ter “demarcado” dos governos de Sócrates. Pois Costa veio dizer que assume “os erros, o que foi bem feito e o que foi menos bem feito” e “corrigiu os erros”.


Costa começou logo por marcar a agenda do debate obrigando Passos a colocar-se à defesa, invertendo assim a situação em que o governo e os seus apoiantes o colocaram a ele quando teve a “ousadia” de apresentar um programa macro-económico com contas feitas.

Passos Coelho ficou longe do orador fluente que costumamos ver na televisão nos congressos do PSD e nas cerimónias oficiais, onde é ouvido com reverência e sem contraditório. Costa desmontou sistematicamente os “sucessos” do governo, deixando-o várias vezes sem discurso.

Mas o pior de Passos foi a insistência em chamar Sócrates para o debate. Isso permitiu a Costa um momento de humor, quando lhe disse que percebia que ele “tenha saudades de debater com Sócrates” mas que era com ele, Costa, que teria de se defrontar. E permitiu a todos os que viam o debate perceberem que a coligação aproveita, hipocritamente (como Portas fizera no debate com Catarina Martins), a situação judicial de Sócrates para usar o seu nome.

Do ponto de vista formal, se as televisões tivessem escolhido entre si apenas um moderador talvez o debate tivesse fluído melhor mas, ainda assim, os jornalistas conseguiram controlar as evidentes dificuldades de um debate com gente a mais: 3 jornalistas para dois candidatos.

Tenha ou não efeitos no voto dos portugueses, este debate recolocou António Costa no lugar que lhe é devido: um político com ideias sólidas, muito bem preparado em todos os temas da governação, abordando com rigor e seriedade as questões mais difíceis, humano e com sentido de humor, implacável sempre que é preciso sê-lo.

Estrela Serrano (Vai e Vem)

A história dos sociais-democratas que passavam férias à custa dos contribuintes

Durante décadas, Alberto João Jardim e alguns membros da sua corte passaram férias em casas luxuosas pertencentes ao Governo Regional, o que equivale a dizer que eram suas. A nova administração laranja, ciente do embaraço que tal situação configurava, tentou alienar as datchas(nome dado aos imóveis pela oposição madeirense, numa referência às casas de férias da cúpula do regime soviético) mas tal hipótese revelou-se impossível devido à inexistência de registos patrimoniais e pelo facto de estarem localizados em domínio marítimo público. Perante este cenário, o Governo Regional da Madeira prepara-se agora para concessionar os dois edifícios para turismo. E que edifícios: duas vivendas, com court de ténis e acesso directo à praia, amplos jardins e uma localização geográfica de excelência. Não faltarão interessados. O preço até então pago pela elite social-democrata da Madeira é que poderá sofrer uma ligeira alteração.


No entender de Alberto João Jardim, o usufruto de tais residências constituía uma poupança para os cofres do Governo Regional, na medida em que os 20 euros que Jardim e companhia pagavam por dia para delas usufruírem representava um custo inferior àquele que pagariam para se hospedar num hotel. Confuso? Não fique caro leitor: para o rei-sol da Madeira, a estadias em Porto Santo, normalmente durante todo o mês de Agosto, correspondiam a períodos de trabalho, apenas com ligeiras diferenças: o escritório destes indivíduos era temporariamente transferido para as belas praias de Porto Santo, o fato e a gravata substituídos por chinelos e calções e as reuniões maçudas transformadas em partidas de ténis, passeios à beira-mar e convívios animados regados a cerveja fresquinha.
Foram anos de férias de luxo pagas directamente pelo bolso do contribuinte. Um despesismo desenvergonhado que nunca pareceu incomodar as elites sociais-democratas, que sempre manifestaram sérias dificuldades em criticar o regabofe jardinista. Não fosse o homem saber saber demais…
Agora fechemos os olhos e imaginemos que Alberto João Jardim era socialista.
Fotos e Inspiração@Público/Márcio Berenguer
in: Aventar

Uma decisão vergonhosa (STCP e Metro do Porto) - João Miguel Tavares

Pedro Passos Coelho e Paulo Portas estão convencidos de que vão ganhar as próximas eleições legislativas. O ministro Pires de Lima e o secretário de Estado Sérgio Monteiro não estão. E vai daí, decidiram esta coisa extraordinária: avançar já com a concessão por 10 anos dos transportes colectivos do Porto (metro e STCP), dispensando novo concurso público, que é coisa sempre demorada. Como as eleições são já daqui a cinco semanas, nada como um ajustezinho directo num negócio de centenas de milhões de euros, invocando o eternamente prostituído “interesse público relevante” e concedendo às candidaturas um sensacional prazo de 12 dias para apresentarem as suas propostas, em pleno mês de Agosto.
Olhando para a privatização da TAP, e agora para esta concessão da STCP e do Metro do Porto, devemos todos lamentar, e muito, a inexistência de eleições a cada três meses, tal é o espectacular disparo de produtividade dos governos nas últimas semanas de mandato. Em finais de Junho passado, Passos Coelho garantia que, embora o executivo estivesse “na posse de todas as suas competências”, não iria haver qualquer “febre legislativa” nestes meses finais (também prometia “não confundir a actividade do governo com a pré-campanha”, como se tem visto)  mas, de facto, nada disse sobre privatizações. Não terá sido por acaso. E se a privatização da TAP já foi altamente duvidosa, tendo em conta a posição do PS sobre a matéria, esta concessão feita a pontapé e nas costas de toda a gente, incluindo das autarquias que aqueles transportes públicos servem diariamente, é uma pura e simples obscenidade.
Eu sou a favor da privatização da TAP. E também sou a favor da concessão dos transportes públicos de Lisboa e do Porto, até porque sou utente e já não aguento mais greves do metro. Mas eu ainda sou mais a favor do respeito pelas regras básicas de uma sã democracia, que incluem o pudor e o bom senso de não avançar com decisões complexas e politicamente fracturantes a um mês de eleições. Se as autarquias estivessem de acordo, se o PS estivesse de acordo, com certeza que sim, avançar-se-ia perante o consenso geral. Mas assim? Após 50 meses de mandato e com argumentos colados com aquele cuspo demagógico (cumprimento do memorando, menos custos para o contribuinte, e blá, blá, blá) que Sérgio Monteiro, homem que me parecia estimável, nos decidiu atirar à cara? Assim não, obrigado.
Tenho este problema: não suporto que os políticos me tratem como estúpido. Clarifica Sérgio Monteiro: “Estamos a falar de um procedimento que é igual ao concurso público internacional em tudo, excepto no prazo para apresentação de propostas.” Exacto. Da mesma forma que um cavalo é igual a uma zebra em tudo, excepto nas riscas. Se Sérgio Monteiro tentasse montar uma zebra talvez percebesse a diferença, e se este concurso acabar a ser cavalgado por um único concorrente é obrigatório escrutiná-lo de cima a baixo, que o negócio cheira pior do que a antiga foz do Trancão em tarde de maré baixa.
Aliás, tendo em conta a facilidade com que o PS se pode aproveitar da situação, fazer uma moscambilha desta dimensão em véspera de legislativas é de tal forma arriscado e eleitoralmente imprudente que os interesses por detrás do negócio devem dar para encher a Avenida dos Aliados. As eleições estão taco a taco e as pessoas mais atentas do que antes. Estas asneiras contam  e se elas continuam a acontecer é porque o país mudou muito menos do que precisa. Que vergonha, senhores.
Jornalista (jmtavares@outlook.com)
in: Público

Os Debates das Europeias 2014: Onde estava o CDS?


Paulo Portas e Passos Coelho, não querendo discutir o seu programa eleitoral que incide na privatização da Segurança Social, Escola Pública e Saúde, tentam lançar para a praça pública questões menores da política.


É certo e sabido que a estratégia da Coligação passa pela contaminação pública.

Jovens avençados nas redes sociais com nomes e perfis falsos, telefonemas para fóruns de opinião onde a Maria Albertina, 67 anos, do Cacém, é afinal uma jovem militante do PSD e discussões à volta de cartazes.

A última discussão é relativa aos debates.

Paulo Portas quer ir a debate.
Aliás, Paulo Portas não quer ir a votos, sozinho com o seu partido, mas quer ter palco.

É estranho.

Nas Europeias, ainda no ano passado, as lideranças partidárias da Coligação eram as mesmas, e ninguém quis apresentar Nuno Melo (nº 2 da Coligação) a debate.

Paulo Rangel liderou a representação do PSD/CDS.

Vejamos a prova.





Onde estava Paulo Portas como líder do CDS a reivindicar a presença de Nuno Melo no debate?

No dia em que Quarteira foi a Capital Europeia da Mentira



A questão já nem é que eles querem que nós acreditemos piamente que é verdade a mentira que nos contam. Não. A questão é se eles próprios acreditam piamente que a mentira que nos contam é mesmo verdade tal é a intensidade que colocam na representação, se já vivem a tempo inteiro entrincheirados na realidade paralela que criaram para nós. Mau demais para ser verdade.

in: Der Terrorist

A cultura, a obra e o rigor.

Cultura s.m – “desenvolvimento de certas faculdades através da aquisição de conhecimentos; educação; conjunto dos conhecimentos adquiridos que contribuem para a formação do indivíduo enquanto ser social; saber; conjunto de costumes, de instituições e de obras que constituem a herança de uma comunidade (…)” (infopédia)

Este mês, no momento em que a agenda municipal me foi entregue, senti um especial orgulho quando a desfolhei. Para além da sua imensa qualidade gráfica, senti o revolver de um fulgor que detenho em mim - o orgulho de ser Lousadense.
A vitalidade e jovialidade da alma que é inata a este povo. Povo do Norte, povo de trabalho e de vivências rígidas, mas que transporta em si mesmo um imenso sorriso no rosto. Pois bem, mas não nos percamos nestes meandros. Aconselharia, porventura, o leitor a desfolhar, como eu fiz, as páginas da nossa agenda municipal ou até, em alternativa, o sítio da internet da Câmara Municipal de Lousada.
Depois desse exercício, nada mais precisaria de ser dito. Mas pautarei pela transparência e por isso dedico este artigo a uma sintética incursão pelas atividades culturais que têm sido desenvolvidas pelo município e ao qual, desde já, não posso deixar de parabenizar, na pessoa do Dr. Pedro Machado.
Falo-vos das noites acústicas, do videomapping seguido do concerto dos The Gift em comemoração do Ano Municipal do Desporto, das inúmeras atividades e formações que se desenrolam na biblioteca municipal. Falo-vos do Vila 2015 – o festival da juventude que surgiu após ter sido o projeto vencedor no Orçamento Participativo Jovem e de toda a agenda que nos espera nos próximos dias, em particular o concerto dos Dead Combo, que não posso deixar de destacar.
É pois, com particular agrado que vejo as infinitas possibilidades que o município oferece a toda a população e, em particular, aos jovens.
Torna-se, por tal facto, desnecessário procurarmos atividades em outros centros culturais, porque Lousada emerge como um deles, rejuvenescida e singular na sua oferta, preocupada com a sua camada juvenil e com a aposta na educação, na cultura e no desporto. Tal é revelador de uma imensa sensibilidade social e educacional, que nos enche o peito de orgulho por podermos trazer até ao nosso concelho os amigos de cá e os de longe, que nos deixam, levando com eles uma inveja saudável por nós vivermos num local tão rico na sua oferta cultural.
Há muito que o investimento em obras e em valores me deixa com a esperança renovada de ver Lousada como um dos concelhos em que melhor se vive – e tem já provas dadas de que o é – basta atentar nas notícias que de tempos a tempos sobressaem. Mas o investimento cultural é aquele que, por mais efémero que pareça, por não ser visível aos olhos depois do seu término, permanece eterno dentro de nós e nos obriga a crescer.
A crescer levando connosco uma bagagem para a vida – o conhecimento.

Porque afinal, em Lousada, a festa, a obra, o rigor e a inovação continuam. E felizmente que assim é.


Eduarda Ferreira
in: TVS

Desemprego que "fugiu" das estatísticas

«Saíram os dados do INE relativos ao emprego no 2.º trimestre de 2015. É possível assim fazer a comparação com o segundo trimestre de 2011 (aquando do início de funções do atual Governo):
    1. Há menos 220 mil empregos.

    2. O número de desempregados (pessoas sem trabalho procurando ativamente emprego) baixou em 60 mil. Como é que isto é possível?

    3. Porque são 160 mil os desempregados ocupados em programas de formação do IEFP.

    4. Porque são 243 mil os desencorajados, isto é, aqueles que, não estando empregados, deixaram de procurar ativamente emprego.

    5. E porque, entretanto, terá emigrado cerca de meio milhão de portugueses.»
      Augusto Santos Silva, no Facebook (in: CC)

Juventude Socialista de Lousada reitera necessidade de aumento de efetivos da GNR

A Juventude Socialista de Lousada, no seguimento das ações que tem levado a cabo de forma a promover o aumento do número de efetivos da GNR em Lousada, enviou novo ofício dirigido à Ministra da Administração Interna, no sentido de uma vez por todas, avaliar e resolver com urgência esta situação.
Lousada possui apenas um Posto Territorial da GNR que presta cobertura a uma área de 96,1km2 e 47217 habitantes (censos 2011), sendo que, para isso, tem apenas 35 membros efetivos - número que não tem sofrido acréscimo nos últimos concursos de recrutamento. 
Este problema foi-se tornando evidente ao longo dos anos, tendo sido ultrapassado devido ao empenho por parte dos profissionais deste posto mas, nos últimos tempos, este tem-se revelado insuficiente. De acordo com o Comando Distrital, o número da média e grande criminalidade tem vindo a aumentar, nomeadamente no que toca a furtos/roubos a residências e bens móveis e o flagelo nacional da violência doméstica. 
A 27 de Novembro de 2011, a JS Lousada recebeu do Ministério da Administração Interna, na altura liderado pelo Ministro Dr. Miguel Macedo, o ofício 12101/2011, que assume a necessidade do reforço de efetivos e afirma que esta situação seria tida em conta no recrutamento de 2012, enviando novos elementos para o posto de Lousada.
Ora, no contacto que fizemos com o Comando Distrital observamos que esta promessa não foi cumprida, encontrando-se em falta até aos dias de hoje.
Por esse motivo, contactamos novamente o Ministério da Administração Interna (29.07.2015) e continuaremos a interceder através dos vários mecanismos que nos forem possíveis para vermos cumprida esta promessa do governo que nos foi feita por parte do Governo de Passos Coelho.

Eduarda Ferreira

Presidente da JS Lousada
in: TVS

509 mil desempregados não entram nas contas oficiais. Taxa seria de 22%



Há 257 mil inativos e 252 mil trabalhadores em situação de subemprego que não são contabilizados como desempregados pelo INE.




"A verdade dos factos comprova que, face a junho de 2011, houve uma redução efetiva do número absoluto de desempregados em Portugal." A afirmação, do final da semana passada, foi de Marco António Costa, porta-voz do PSD, depois de o Instituto Nacional de Estatística (INE) ter divulgado estimativas provisórias do desemprego relativas a junho. De facto, o número de desempregados baixou de 675 mil no segundo trimestre de 2011 para 636,4 mil em junho de 2015. Mas o número de inativos disponíveis e de subempregados a tempo parcial, não contabilizados no desemprego oficial, disparou mais de 70% desde 2011 até este ano. No primeiro trimestre, havia 508 800 pessoas numa destas duas situações.

Os números são destacados por Eugénio Rosa, economista da CGTP, no seu último estudo, em que salienta que "a redução do desemprego oficial tem sido conseguida através do aumento significativo do número de desempregados que não são considerados nos números oficias de desemprego". Ao todo, no final de março deste ano, havia 256,8 mil inativos disponíveis (desempregados que não procuraram emprego no período em que foi feito o inquérito do INE) e 252 mil trabalhadores em subemprego (aqueles que pretendem ter trabalho a tempo completo mas, como não conseguem, aceitam trabalho a tempo parcial). Somando estes aos 636,4 mil desempregados oficiais (número ainda provisório, relativo a junho), o total de desempregados ultrapassaria os 1,143 milhões. A taxa de desemprego passaria de 12,4% para 22%.

Entrevista de Pedro Machado ao TVS



1. Que balanço faz destes quase 2 anos na liderança dos destinos de Lousada? Quais as principais obras e projetos já concretizados?


Vivemos tempos muito difíceis. Estes serão porventura os piores tempos para ser autarca desde que há poder local democrático, pela escassez de recursos financeiros, pelas crescentes solicitações dos munícipes mais vulneráveis e pela desconsideração que o Estado tem demonstrado pelo poder local.


Mas apesar de todas as adversidades, temos conseguido levar a cabo um conjunto significativo de ações e investimentos que considerávamos imprescindíveis. A título de exemplo, lembro que acabámos de concluir a construção de sete Centros Escolares, com um investimento de cerca de 10 milhões de euros; temos continuado a investir na expansão da rede pública de saneamento, com recursos próprios, uma vez que não tem havido disponibilidade dos fundos comunitários; conseguimos trazer de volta o Rally de Portugal para Lousada; assumimos o pagamento dos seguros e exames médicos dos clubes inscritos em competições oficiais; e vamos ser o primeiro concelho de País a ter a iluminação pública 100% LED, fazendo um investimento avultado na ordem dos 1,8 milhões de euros, mas que depressa será recuperado através de uma poupança significativa na fatura mensal do consumo de energia e que permitirá ainda ligar todas as luminárias que foram desligadas em 2011. Lembro também que o Centro de Interpretação do Românico foi construído em Lousada, na Praça das Pocinhas e, ainda, que temos vindo a reduzir gradualmente os impostos municipais, como é o caso do IMI, cuja taxa já está muito próximo do valor mínimo legal.


2. Quais os são os principais objetivos e anseios a atingir nos próximos dois anos?


Todos os objetivos são importantes, mas posso destacar a expansão da rede de saneamento, a requalificação viária, a requalificação da EB 2,3 de Lousada (Cristelos), o melhoramento dos equipamentos desportivos nas freguesias, a concretização do Parque Biológico de Lousada, a continuação da aposta na captação de investimento e a fixação da taxa do IMI no mínimo legal (0,3%).


3. Acha que a reorganização administrativa das freguesias tem sido benéfica para concelho? Como têm sido as relações com as juntas de freguesia, nomeadamente com as que são lideradas pela oposição?


Tal como sempre se previu, esta alteração no mapa das freguesias não foi benéfica para o concelho, nem para o país.


Em primeiro lugar, perdeu-se muita proximidade que existia entre a figura do Presidente de Junta e a generalidade dos cidadãos, inerente ao aumento da cobertura territorial. Os nossos munícipes têm tolerado a extinção das freguesias apenas porque os executivos das Freguesias têm mantido, e muito bem, as anteriores sedes de Junta abertas e com atendimento ao público, como se as anteriores Freguesias continuassem a existir.


Em segundo lugar, apesar de existir estudos para todos os gostos, julgo que a poupança pretendida pelo Governo, ponto fulcral para esta reforma, não se verificou. Aliás, aumentou exponencialmente em todo o país, Juntas de Freguesia com membros do executivo e funcionários a tempo inteiro. Da minha parte, mantenho a opinião contrária a esta reforma.


Quanto ao relacionamento mantido com as Juntas de Freguesia do concelho, obviamente não faço qualquer distinção, quer sejam da oposição ou do Partido Socialista. Estou sempre disponível para reunir e conversar com qualquer Presidente de Junta e tenho-o feito muitas vezes ao longo deste mandato. Aliás, na iniciativa Presidências Abertas, faço questão que o Presidente da Junta me acompanhe no périplo que realizo pela freguesia, apontando problemas e tentando conjuntamente alcançar soluções.


Acima de tudo, mantemos uma relação de muito respeito e compreensão mútua, sempre com consciência de que os recursos disponíveis são cada vez menores e temos que tomar opções que privilegiem sobretudo o que é mais importante para a vida das pessoas de Lousada.


4. Já agora, acha que a coligação PSD/CDS-PP tem feito uma oposição construtiva na Câmara e na Assembleia Municipal?


Quanto a esta oposição, os Lousadenses já tiveram duas oportunidades para avaliarem o seu trabalho e o resultado foi o que se conhece.


De resto, mantenho o que sempre disse. É uma oposição mais preocupada em fazer ataques pessoais, como se tem visto, do que propor soluções.


5. A falta de parques empresariais e a inexistência de uma política de instalação de novas empresas no concelho foram críticas tecidas pela oposição à gestão socialista ao longo dos últimos mandatos. O que tem feito a autarquia, sob a sua liderança, para contrariar a elevada taxa de desemprego do país, a que Lousada não é alheio?


Repare que a existência ou não de parques empresariais não é sinónimo de emprego. Vemos que existem parques empresariais espalhados pelo país completamente abandonados e em regiões que ninguém suspeitaria, por exemplo, em Lisboa.


No entanto, para além de todos os benefícios que sempre tivemos (taxas com valores acessíveis e isenção de Derrama) criamos este mandato outro tipo de iniciativas para a captação de investimento empresarial para Lousada.


Os Projetos de Interesse Municipal foram implementados no sentido de atribuir benefícios fiscais a empresas que se instalem no concelho e é certo que esta medida já deu resultados, nomeadamente na compra de lotes de terrenos na Zona de Acolhimento Empresarial de Lustosa. Há também boas novidades com a instalação de novas empresas, nomeadamente no ramo do calçado e da confeção, um pouco por todo o concelho, em que o nosso papel enquanto autarquia foi fundamental para a captação desses investimentos.


6. A ajuda aos mais carenciados foi uma das suas bandeiras na campanha eleitoral. Que medidas de apoio social é que a autarquia tem adotado (e pensa adotar) para colmatar as graves dificuldades económicas que afeta uma parte significativa da população?


Não tenho qualquer dúvida que a CM Lousada é das autarquias na nossa região que mais apoia os cidadãos necessitados.


Dada a crise económica que atravessamos, têm sido recorrentes os pedidos de auxílio social de cidadãos que vendo-se privados do seu emprego ou com qualquer outro problema associado, não têm como pagar despesas médicas ou alimentares.


Assim, comprovando-se esta necessidade, o pelouro da ação social tem feito um trabalho meritório e de apoio constante, quer para colmatar essas carências através do fornecimento de cabazes alimentares, medicação, consultas médicas e todo o apoio destinado às crianças; quer também na procura de soluções para essas famílias, nomeadamente na procura de trabalho, de forma a retirar estas pessoas de uma situação de elevada carência económica.


Mais do que apoiar socialmente os cidadãos carenciados, estamos a fazer um trabalho que visa retirar estas pessoas da situação que se encontram, alcançando um posto de trabalho para que possam progredir de forma autónoma.


7. No final do último mandato a CM Lousada procedeu a um corte na Iluminação Pública baseando-se na necessidade de poupança. Sabemos agora que é sua intenção reformular esta rede, devolver iluminação pública a todos os locais onde exista habitação e apostar em sistemas LED com elevada eficiência e poupança energética. Esta é uma aposta arriscada?


Não é uma aposta arriscada. É, isso sim, uma aposta arrojada e inovadora que terá muito sucesso.


No passado tivemos que tomar uma medida dura para fazer face às despesas. Tal como afirmei numa recente comunicação à população, vimos reduzidas as transferências do Estado entre 2010/2014 em 5,37 milhões de euros e, a par disso, tivemos um acréscimo brutal na despesa com a iluminação pública com o aumento de 4% das tarifas e de 17% do IVA. Com este cenário, tínhamos que fazer alguma coisa para poupar dinheiro para não falharmos nos apoios em outras áreas muito importantes.


Decidimos apagar, alternadamente, lâmpadas. Temos noção que muitas pessoas ficaram insatisfeitas, havendo até consequências políticas e eleitorais em 2013 perante esta nossa atitude.


Contudo, encaramos essa situação de frente e tínhamos que fazer alguma coisa.


Atualmente encontramos a solução. Com um investimento de 1,8 milhões de euros que será facilmente recuperado, iremos voltar a ligar a iluminação pública em todas as zonas habitacionais, recorrendo à tecnologia LED. Um sistema de elevada eficiência e poupança económica que nos poderá levar a ser um dos primeiros concelhos no país com cobertura 100% LED.


Será certamente uma medida muito bem recebida pela população e que já começou a ser implementada nas freguesias a Norte do concelho, mais distantes do centro de Lousada.


8. Os novos Centros Escolares estarão em funcionamento para receberem as crianças no início do novo ano letivo? Qual foi o investimento final da autarquia nestas obras que privilegiou, na sua maioria, freguesias mais distantes do centro?


O investimento total foi de cerca de 10 milhões de euros, financiado em 85% com fundos comunitários.


Os novos Centros Escolares estarão todos em funcionamento no início deste novo ano letivo e estas infraestruturas serão certamente um marco muito importante neste mandato.


É reconhecido que sempre privilegiamos a Educação e o combate ao Abandono Escolar. Estas escolas foram projetadas numa ótica em que se promove a qualidade das condições à disposição da comunidade escolar para que as crianças de Lousada e respetivos Professores tenham as melhores condições de ensino.


Efetivamente, a maioria dos Centros Escolares encontram-se em freguesias limítrofes do nosso concelho comprovando-se a nossa aposta em desenvolver o concelho como um todo.


Julgo que a população ficará muito satisfeita com estas novas infraestruturas à disposição dos mais jovens.


9. Tem-se insurgido recorrentemente contra a fusão dos sistemas multimunicipais de água. Julga que esta exigência do Governo de Passos Coelho levará ao aumento das tarifas de água, tal como referiu o Presidente da Câmara do Porto, Dr. Rui Moreira, em carta dirigida à população?


Há muito tempo que demonstro essa preocupação. O Governo PSD/CDS não ouviu os autarcas ao longo deste processo, tomando um posicionamento que me parece totalmente ilegal, uma vez que negligenciou repetidamente os acionistas municípios.


Quanto ao aumento das tarifas, tem sido veiculado em diversas notícias possíveis aumentos na ordem dos 40% e quero que fique claro a nossa oposição a esta medida, não havendo qualquer responsabilidade do Município de Lousada neste possível facto. Aliás, na última Assembleia Municipal, o PS apresentou e aprovou uma moção no sentido de recusar esta fusão dos sistemas multimunicipais que infelizmente não teve o total apoio da bancada do PSD/CDS local.


Perante tudo isto, autarcas como o Dr. Rui Moreira viram-se na obrigação de denunciar publicamente e em carta dirigida à população, a responsabilidade do Governo nesta situação perfeitamente escândalosa e que prejudicará a nossa população.


10. A mudança de instalações do Centro de Saúde de Lustosa encontra-se prevista há mais de 4 anos, quando o Secretário de Estado da Saúde do anterior Governo assinou o respetivo protocolo. Julga que existe falta de vontade política por parte do atual Governo e da ARS Norte para concretizar esta simples alteração? A que se deve a demora?


A situação do Centro de Saúde de Lustosa é perfeitamente sintomática e esclarecedora da falta de vontade política governamental para resolver esta simples situação.


A CM Lousada, assim como a Junta de Freguesia, esteve e está ao longo destes anos, disponível para fazer parte da solução e tanto o Ministério da Saúde como a ARS sabem disso. Aliás, posso precisar os dias das reuniões que tive e todas as comunicações que fiz junto da ARS Norte, no sentido de resolver o assunto.


Soube também que numa iniciativa puramente eleitoralista, os Deputados do PSD da região, estiveram no Centro de Saúde, prometendo interceder para que este assunto fosse resolvido, mas o certo é que continua tudo na mesma.


Não admira, assim, que surjam outras medidas eleitoralistas até Outubro, data das eleições legislativas, com o Governo a anunciar uma solução para este assunto que se arrasta há tantos anos. Lembro que no fim do mandato do Governo anterior, aquando da inauguração do Centro de Saúde de Meinedo, foi assinado um protocolo entre a Câmara Municipal e a ARS Norte com a solução para o caso, o qual foi homologado pelo anterior Secretário de Estado da Saúde, mas ao qual o atual Governo não deu seguimento.


Esta é uma situação lamentável, que está a prejudicar o povo de Lustosa e que está a levar muitos utentes a saírem de Lustosa para o Centro de Saúde de Lousada, esvaziando quiçá, propositadamente, o Centro de Saúde de Lustosa. É uma situação absurda e que se arrasta inexplicavelmente ao longo dos anos sem que os responsáveis Governamentais façam o que lhes compete.


11. Lousada é conhecido por ser um concelho que aposta fortemente em eventos de caráter festivo, turístico, cultural e desportivo. Quais os apoios concretos da CML às Grandiosas Festas, o maior cartaz turístico do Concelho, que se realizam este fim-de-semana?


Lousada tem vindo a apostar em eventos que trazem visitantes e retorno económico ao nosso concelho, porque sabemos que isso é positivo para o nosso comércio e restauração, entre outras atividades.


Sendo as Grandiosas Festas em Honra do Sr. dos Aflitos não só o maior cartaz turístico do concelho, mas também de toda a região, é obvio que contribuímos com as solicitações que a Comissão de Festas nos faz para que tudo corra bem e que haja uma festa de acordo com aquilo que as nossas gentes merecem.


Julgo que este ano teremos umas extraordinárias festas e agradeço desde já a todos aqueles Lousadenses que participam ativamente na sua preparação e concretização. A todos eles o meu sincero agradecimento.


12. Lousada foi uma das autarquias que mais se empenhou no regresso do Rali de Portugal ao norte do país. Que benefício trouxe ao concelho a Super Especial da principal prova automobilística do país? A aposta é para continuar?


Os benefícios são óbvios. Em primeiro lugar os Lousadenses mereciam ter o Rally de Portugal de volta a Lousada ao fim de tantos anos. Não foi uma luta fácil, houve vários problemas que complicaram a situação, mas todos juntos, Câmara, CAL e ACP, conseguimos que este evento viesse para Lousada.


Em segundo lugar, o retorno económico foi muito positivo. Sabemos que o Rally de Portugal é o evento que a seguir ao Euro2004 mais retorno gera em Portugal e ter uma Super Especial em Lousada, onde os espectadores pagaram o seu bilhete e frequentaram os vários estabelecimentos de restauração e comércio, foi sem dúvida uma aposta ganha.


Portanto, fazendo fé nas palavras do Presidente do ACP e em tudo aquilo que estiver ao meu alcance, o Rally de Portugal em Lousada é para continuar.


13. O complexo desportivo foi uma das obras mais emblemáticas da autarquia nos últimos anos? Foi uma aposta ganha? A que ritmo vai continuar a ampliação da estrutura?


O Ano Municipal do Desporto trouxe uma visibilidade redobrada ao Complexo Desportivo de Lousada. Este ano conseguimos trazer mais equipas nacionais e internacionais, fizemos diversas competições com muita qualidade em todos os desportos e conseguimos aproveitar a última oportunidade dos fundos comunitários para executar duas obras fundamentais para a evolução sustentada que queremos para esta estrutura – a Pista de Atletismo e o Pavilhão Polidesportivo.


Se no início havia críticas à amplitude e importância que prevíamos para esta estrutura desportiva, hoje, quem criticava só pode corar de vergonha.


O Complexo Desportivo de Lousada tem crescido à medida das necessidades que se foram impondo e do aproveitamento maximizado dos fundos comunitários, sempre numa lógica de poupança, sustentabilidade, mas também com muita ambição de excelência desportiva.


14. No Ano Municipal do Desporto em Lousada, quais os principais apoios que a autarquia tem prestado às coletividades desportivas?


O Município de Lousada, através do pelouro do Desporto, tem feito um trabalho de proximidade junto das associações desportivas. Acima de tudo, devo realçar o papel que os dirigentes associativos têm junto das comunidades em que estão inseridos. Mais do que a gestão das associações, estas pessoas que trabalham voluntariamente cumprem um papel social fundamental nos dias de hoje, principalmente na formação dos mais jovens.


Relativamente aos apoios que prestamos, todos sabem que os recursos são escassos, mas tentamos ser justos e definir prioridades nos investimentos que são necessários e que as associações nos solicitam. Temos atribuído subsídios de apoio ao plano de atividades das associações desportivas e dado outro tipo de contributos, como transportes, cedência de instalações, assim como cedência de máquinas e material para a melhoria das condições físicas das coletividades. No ano passado fomos mais longe, com o pagamento dos seguros e exames médicos dos atletas, apoio que é para continuar a ser assumido pelo Município.


15. Num concelho cada mais diversificado na prática de modalidades desportivas, como vê a atual situação da Associação Desportiva de Lousada, que já não é o clube mais representativo do concelho a nível futebolístico, mas que usufrui de uma estrutura de fazer inveja a qualquer município do país, como é o caso do complexo desportivo municipal?


A Associação Desportiva de Lousada é, por tradição, o clube que representa uma lógica concelhia. No que se refere à atual situação da ADL, essa análise cabe aos associados, mas é certo que enquanto autarquia temos que pugnar para que todas as associações do concelho tenham sucesso, vivam de forma sustentada, de acordo com as suas possibilidades e cumpram as suas obrigações.