Lições espanholas

Em Portugal ainda há uma ideia antiga que vê Espanha como um país igual, com um passado igualmente pobre. Pois, não é.  E estamos a ver isso hoje. Mariano Rajoy ganhou, é um político normal, sem grande carisma, dizem, que nunca faz mais nada na vida, e é líder da oposição há anos, tendo perdido eleições gerais em 2004 e 2008. Seguramente que não vai querer mudar o país de alto a baixo, muito provavelmente não escolherá um ministro das Finanças do BCE, e não terá desculpas para dizer que não conhece a situação do país e das contas públicas. Got the point? Estão noutra. 

Eu sei que é difícil fazer o mesmo com menos, isto é, ser mais moderno num país mais atrasado. Mas, se a política e as elites que nela estão ambicionam fazer a diferença, por que não abrem os olhos? Por que não seguem as "melhores práticas", que tanto apregoam aos outros? 

Já que por cá se insiste nos disparates, podíamos aproveitar, nós, povo, para, pelo menos mentalmente, mudar o feriado do 1º de Dezembro de 1640 para uma data a escolher de 1580.

por: Pedro Lains

A força que não nasce.


Sucessivos cortes no ensino superior, aumento de propinas, restrições severas e cortes infundamentados nas bolsas de estudo, aqueles que escolhem ficar não o fazem de ânimo leve, as suas famílias têm hoje de suportar um peso que por vezes se torna pesado demais. Não há estudante académico que não conheça alguém que teve de abandonar o ensino, ou que sobreviva de um modo sufocante para poder permanecer lá. Com a limitação das bolsas de estudo a primeira classe social a sofrer as consequências é a classe média, as manchetes dos jornais são claras, as preocupações dos economistas também, a perda do seu poder de compra e o seu galopante desaparecimento estão a condicionar as já tão frágeis contas do estado. A classe média é um forte acelerador da economia e o seu desaparecimento abre o fosso social entre ricos e pobres, recriando uma sociedade arcaica.

Mas não só de consequências económicas se dita este fado, “A força que não nasce” intitula este texto e materializa-se numa geração inteira que se vê presa nas amarras da crise. Imaginem esta situação, ou não imaginem, abram os olhos e o cenário repete-se por todo o território nacional, quando o agregado familiar não suporta mais o “fardo” do ensino superior, o crédito aparenta ser a única solução. E durante anos as opções destes pareciam infindáveis. 

Os pais hipotecavam as casas, os filhos estudavam, mais tarde surgiram os Créditos para Estudantes, copiando o modelo americano, a banca hipotecou o futuro dos jovens, assim que terminam os estudos são obrigados a pagar o dinheiro que lhes foi cedido, ora, mas não só esse dinheiro: também as taxas, os juros e os impostos. Mas com que dinheiro? Certamente não é o do primeiro ordenado, pois este dificilmente aparece e quando aparece é precário ou com um valor reduzido. Quem paga? O agregado familiar claro está, aos cortes do governo, à austeridade europeia e a tudo o resto, somam agora as dívidas do futuro que compraram para os seus filhos, o futuro que os filhos ainda não têm e que provavelmente nunca terão. 

Porque não nasce esta força? A justificação é tão óbvia quanto lógica e a sua fácil premonição devia ter evitado esta situação. Esta força não nasce porque não pode estudar, esta força não nasce porque já tem dívidas antes de ter posses, esta força não nasce porque os seus professores vêm os contratos não renovados, esta força não nasce porque vê as suas áreas curriculares limitadas e mal equipadas, esta força não nasce, porque não tem espaço para crescer, não tem mercado para arriscar, não tem tempo para se desenvolver, afinal, tem muitas dívidas para pagar.

Artur Coelho
JS Lousada
in: TVS

As mudanças de discurso do PSD Lousada, ao sabor do vento!

É curioso como o discurso de certas pessoas vai-se moldando ao sabor do vento.

A propósito de uma entrevista ao Vereador Eduardo Vilar pelo jornal Verdadeiro Olhar, Leonel Vieira diz, e passamos a citar:

"Quanto à edificação de gimnodesportivos, em média um por cada duas freguesias, Leonel Vieira lembra que, "curiosamente, no seu projecto eleitoral defendia um pavilhão por cada grupo de cinco freguesias. "E o actual vereador do Desporto e o Partido Socialista afirmaram que era uma proposta demagógica e impossível de concretizar", acusa."


Ora a verdade é esta. 

O Partido Socialista acusou sim o PSD de postura demagógica e impossível de concretizar porque Leonel Vieira não propôs aquilo que disse ter proposto.

A verdade é que Leonel Vieira, na campanha autárquica de 2009 disse em plena freguesia de Lustosa, que pretendia o seguinte:

"Aposta, igualmente, na requalificação dos Equipamentos Desportivos, na sua modernização, a nível concelhio, bem como a construção de um pavilhão gimnodesportivo por cada 5.000 habitantes e uma piscina por cada 15.000." fonte: http://lustosaviva.blogs.sapo.pt/621.html

Esta sim é a verdade e que pode ser verificada e comprovada. 

1- Um pavilhão por cada 5000 habitantes e não por 5 freguesias.
2 - Esqueceu-se de referir a proposta demagógica que vinha de seguida - uma piscina por cada 15000 habitantes.

Quando não há alternativas nem ideias, o PSD Lousada tenta colar-se a teorias facilmente desmontáveis.

Grandes amigos!

in: Visão

PSD e os Boys (versão Conselho de Administração Hospitalar)

É garantido e ninguém tenha dúvidas que quando um Governo vai para o poder tem a tendência para fazer-se acompanhar de pessoas da sua confiança (partidária) para as mais diferentes tarefas. Contudo há certos cargos que, por estarem a ser bem desempenhados, nunca deveriam ser substituidos só porque sim.

Mas foi isso que aconteceu com o Conselho de Administração do Hospital de Viseu e de certo irá acontecer com todos os outros.
O Conselho de Administração anterior foi nomeado pelo Governo do PS e consegui colocar o Hospital como o segundo melhor a nível nacional, mas a meritocracia tão falada por Passos Coelho e companhia, são palavras e não actos, por isso "fez-se sangue" e o novo Conselho de Administração está repleto de representantes locais do PSD.

Incrível!

Perante isto, até o CDS veio-se desmarcar desta situação:

CDS critica processo de mudança na administração do Hospital de Viseu

JSD e a sua visão acerca da Escola Pública

O líder da JSD - Duarte Marques disse:"As obras da Parque Escolar foi um tique de novo-riquismo, para colocar os alunos a ter aulas em PALÁCIOS".

Ou seja, transpondo isto para a prática, a JSD acha, por exemplo, que os alunos da Escola Secundária de Lousada estão a ter aulas numa escola que não mereciam, por ter tanta qualidade e condições de estudo.


E já agora, caro Duarte Marques, o que acha do Governo PSD ter atribuído mais 5 mil € por turma ao Ensino Privado? De certo que concorda!

BPN


Abastecimento de água e de saneamento nas freguesias de Lousada

"Decorre uma empreitada de construção de redes de abastecimento de água e drenagem de águas residuais em várias freguesias do concelho. A obra iniciou-se em Setembro e tem como prazo de execução dez meses, representando um investimento superior a 945 mil euros, financiado no âmbito do Programa Operacional Regional do Norte – ON.2 em 640 mil euros.


 Na freguesia de Sousela decorrem obras para a instalação de rede de abastecimento de água e drenagem de águas residuais nos lugares de Bouça, Lama Grande e Fontainhas.
Em Caíde de Rei, a intervenção para a rede de saneamento decorre no lugar de Sobreira, sendo já possível, na rua Adão António Soares,  solicitar a ligação à rede.
Esta empreitada inclui ainda a construção de rede de drenagem de águas residuais nas freguesias da Ordem, nos lugares de Bouça de Cima, Outeiro, Real, Venda e Fundão e em Meinedo nos lugares de Bairro Alto e Sanguinha.
Em Santo Estevão de Barrosas as obras são relativas à rede de abastecimento de água e saneamento nos lugares de Fontainhas, Cruz e Bufareira.

Análises comprovam qualidade da água da rede pública

A rede pública de abastecimento de água ao concelho obedece a um Plano de Controlo de Qualidade da Água, aprovado pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos.
Para o próximo ano está prevista a realização de 140 análises, sendo 115 controlos de rotina, onde são analisadas as bactérias coliformes, o cloro e a E.Coli e outros 20 controlos para quantificar os parâmetros físico-químicos, como o ph e o ferro, entre outros. Os controlos de inspecção a realizar totalizam cinco e servem para analisar os parâmetros microbiológicos e quantificar os microrganismos a 22.ºc e a 27.ºc.
A autarquia possui ainda um plano complementar de análises, designado como Plano de Controlo Operacional, onde se efectua, mensalmente, o controlo do parâmetro cloro e pH, em vários pontos aleatórios da rede.
Nos meses de Setembro e Outubro realiza-se a lavagem dos dez reservatórios e das três estações elevatórias que fazem parte do município.
Anualmente, realizam-se análises à qualidade da água das escolas abastecidas pela rede pública.

Características ideais da água a consumir

Das características físicas que a água deve apresentar destaca-se a sua cor. Uma água de boa qualidade deve se apresentar incolor podendo, eventualmente, apresentar um aspecto leitoso, opaco que se deve à dissolução, sob forte pressão, de ar na água, não representando nenhum risco para a saúde.
Por outro lado, a água tem um sabor característico, que se deve à presença de sais e gases nela dissolvidos.
O cloro é adicionado à água durante o tratamento, pois a sua presença, em quantidade adequada, é fundamental como agente bactericida. Outro elemento químico adicionado à água é o alumínio que vai permitir remover a sujeira da água podendo alterar o aspecto, aumentando a turbidez sem qualquer risco para a saúde. A presença de ferro na água distribuída é devida, normalmente, à dissolução do ferro nas tubagens. Não representando riscos para a saúde pode somente conduzir ao aparecimento de cor na água."

in: Jornal de Lousada

Sem Comentários.

Relvas diz que emigração de jovens qualificados pode ser algo “extremamente positivo”

 

É preciso ter lata?!

Salário Base (+/- 3000€) + 2000€ (sem razão aparente) + Subsídio de Férias + Subsídio de Natal =

Assessor do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais



BPN e Face Oculta: veja as diferenças

Uma boa questão é tentar perceber porque razão o processo BPN não desperta nos jornalistas e na opinião pública a mesma curiosidade  despertada pelo processo Face Oculta.

Se analisarmos a questão sob o ângulo da visibilidade dos protagonistas de cada um destes processos, o BPN ganha aos pontos, desde logo, pelo número de ex-governantes envolvidos. No Face Oculta há apenas um ex-ministro (aliás, nada mediático, com escrevi aqui) enquanto  no BPN há vários. No que respeita aos “protagonistas secundários”, no BPN parece haver só “vips” e alta sociedade enquanto no Face Oculta é mais povo e classe média.
Se, por outro lado, encararmos a questão sob o prisma dos prejuízos financeiros presumivelmente causados ao Estado por cada um destes casos, também aqui a diferença é abissal. Os milhões do BPN não têm paralelo nas “prendas”, nos robalos e nas alheiras, nem mesmo no Mercedes que o “sucateiro” do Face Oculta terá oferecido a um quadro de uma empresa pública que o terá favorecido.
Atendendo, em terceiro lugar, à dimensão do processo, avaliado pelo número de pessoas envolvidas, não se conhece toda a extensão do caso BPN enquanto no  Face Oculta os protagonistas estão todos os dias na televisão e nos jornais e até se sabe que a sala do tribunal precisou de obras.

A que se deverá então a diferença de tratamento e de interesse jornalístico entre os dois processos?

Quatro respostas possíveis:

1. No caso BPN não há fugas de informação organizadas para os média, ao contrário do que acontece no Face Oculta;

2. No caso BPN  a acusação não se baseia em escutas telefónicas, pelo que os jornalistas têm mais dificuldade em obter informação; no Face Oculta os jornalistas dispõem da “matéria-prima” (as escutas) sem necessidade de investigação própria;

3. No caso BPN, o poder judicial manteve-se “discreto”. Não sabemos os nomes dos polícias nem dos magistrados; no caso Face Oculta polícias e magistrados tornaram-se vedetas. Conhecemos pelos jornais os seus nomes e os seus rostos.

4. O caso BPN não teve um jornal “por conta”; o Face Oculta teve o Correio da Manhã como “jornal oficial”.

Pormenor: as diferenças fizeram sentir-se até no power-point: No BPN o colectivo de juízes não deixou a acusação exibir um power-point; no Face Oculta a acusação teve autorização para exibir o seu power-point.

Não é coisa pouca.

Estrela Serrano

Noruega: o último Estado socialista da Europa?

É apelidado por muitos (e não será por acaso) como o país que melhor funciona na Europa ou o país da boa vida. Esta semana, a revista Visão faz um retrato da Noruega. Interessantíssima reportagem!


Os indicadores não enganam. A Noruega tem um rendimento médio per capita anual de 42 640 euros e uma taxa de desemprego de 3,2%. Portugal aponta para oa 16 893 euros de rendimento médio per capita anual e a sua taxa de desemprego chega aos 12,5 %. Os noruegueses têm um salário mínimo (ou salário básico) de 2000 euros, enquanto os portugueses se ficam pelos 485 euros. A Noruega ocupa o primeiro lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano, ficando-se Portugal pelo 41º lugar. Números são números. Há situações em que os números devem ser relativizados, mas não é este o caso. Devemos, sem dúvida, olhar para estes indicadores e levá-los muito em conta. Devemos preocupar-nos, sim. Devemos tentar perceber em que falhamos e como podemos reverter a situação. Se se justificar e se for possível devemos seguir o exemplo, indubitavelmente!


Antes de mais, é importante saber que caminhos foram seguindo os noruegueses para alcançarem este patamar invejável e exemplar. Primeiro, pode referir-se que o êxito económico e social da Noruega advém do individualismo (sim, individualismo!) dos seus habitantes. No entanto, esta característica concilia-se com um notável sentido comunitário, em que o bem estar de todos, a igualdade e a solidariedade são preocupações constantes. De facto, os cidadãos depositam uma extrema confiança no Estado, que responde através de generosas e antidiscriminatórias prestações sociais. A Noruega é, assim, uma "mescla equilibrada de capitalismo e colectivismo".


Este país enveredou, efectivamente, por uma terceira via. Ao longo da história caminhou em sentido diverso dos demais Estados. Este será, provavelmente, o "segredo" deste povo nórdico. Quando o Estado-Providência foi posto em causa pelo neoliberalismo e pela crise financeira, a Noruega optou por continuar a aposta no seu "sistema do bem-estar" e não cedeu.


De destacar é ainda a postura e mentalidade norueguesas no que a impostos diz respeito. O lema é "dar para receber". São generosos no pagamento de impostos, porque o Estado é generoso com eles. Esta confiança no Estado contrasta fortemente com a realidade portuguesa! Interessante é também o facto de a informação sobre os rendimentos de cada cidadão ser pública através da internet e de recair sobre os que mais têm uma maior responsabilidade.


Não pode ignorar-se, contudo, que a Noruega foi "abençoada". Até Dezembro de 1969, cresceu graças ao suor dos seus cidadãos. Depois, descobriram petróleo e a gestão desta riqueza é considerada um êxito. Saliente-se que o petróleo é dos noruegueses e a sua gestão e controlo estão nas mãos do Estado. Além disso, criaram um Fundo Governamental de Pensões, onde são depositadas as receitas do petróleo de modo a serem investidas nos mercados mundiais. Os lucros desse fundo pagarão as pensões dos noruegueses e apenas 4% deles poderão ir anualmente para os cofres públicos para equilibrar o orçamento do Estado. É o primeiro fundo de pensões público do mundo e é o reflexo da preocupação do Estado no bem-estar das gerações futuras. Fácil, pensarão alguns: o petróleo será sempre uma boa solução para qualquer questão. Mas há aqui mais do que riqueza material... Há sem dúvida uma riqueza de espírito ímpar deste povo, que o destaca e o torna um exemplo. Não admira, por isso, que o ministro das Finaças norueguês tenha afirmado que "no dia em que o petróleo acabar, teremos sido capazes de construir algo para o substituir".


Por tudo isto, não poderá afirmar-se que a Noruega é, de facto, o último estado socialista da Europa? Reflictamos...

Empresa de Miguel Relvas alia-se à de Passos Coelho em Angola e no Brasil


Juntem o Mário Crespo e a Manuela Moura Guedes, convidem o Medina Carreira, e toca a fazer jornalismo.

Itália K.O. - Next?

A Itália só não pediu a ajuda financeira ao FMI porque não é possível emprestarem o dinheiro que irão necessitar.

Aos olhos da Direita em Portugal. Mais uma vez a culpa é do Sócrates.

Cavaco, o coveiro desta choldra.

"Quando oiço Cavaco Silva dizer, como o disse hoje: «só a união de todos pode atenuar os sacrifícios que se pedem aos portugueses», ou «os próximos tempos podem ser insuportáveis para alguns dos nossos concidadãos», quando antes, para derrubar o anterior governo, disse precisamente o contrário: «há limites para os sacrifícios que se exigem aos portugueses», até me dá arrepios. Salta-me a tampa, literalmente.

Cavaco Silva não tem moral para dizer nada sobre sacrifícios a pedir aos portugueses. Cavaco Silva é o principal responsável pelo momento que Portugal atravessa.

Porque está há mais de 20 anos no poder.
Porque moldou o rumo do país no pós-integração na EU, quando o dinheiro chegava a rodos.
Porque deixou atrás de si um rasto de colaboradores a contas com a justiça, com acusações das mais diversas.
Porque não faz um único sacrifício pelo país, chegando ao ponto de viajar para o Paraguai com uma comitiva de 23 acompanhantes (Populismo? - uma treta!).
Porque nunca se norteia pelo sentido de Estado, nem de interesse nacional, mas por interesses pessoais e comezinhos.

Cavaco Silva não é um Presidente da República, é o coveiro-mor desta choldra kafkiana."

por Tomás Vasques (http://hojehaconquilhas.blogs.sapo.pt/1291526.html)

Discussão da Reestruturação do Poder Local - PS Lousada

Decorreu no passado dia 31 de Outubro na sede do PS Lousada, mais uma Assembleia de Militantes com o intuito de discutir-se a fusão de freguesias.

De salutar a excelente participação de muitos militantes e demais interessados que encheram por completo a sala, demonstrando a sua opinião e tendo em conta as diferentes realidades das freguesias do nosso concelho.


Quando acabamos com estas injustiças?


"Alunos ricos conseguem bolsas de estudo altas."

Há famílias com rendimentos de milhares às quais o Estado paga bolsas para terem os filhos na Universidade. Isto porque o cálculo de atribuição de apoio social deixa de fora os ganhos com sociedades. Resultados: alunos ricos conseguem ajudas elevadas.

Só na Universidade do Minho existem 123 estudantes nesta situação. Alguns recebem bolsas anuais de três mil euros, apesar de serem provenientes de agregados familiares com sociedades cujos proveitos ascendem os 880 mil euros.

Thomas Jefferson acerca dos Bancos

"Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas liberdades do que os levantamentos armados. Se o povo americano alguma vez permitir que bancos privados controlem a emissão da sua moeda, primeiro pela inflação, e depois pela deflação, os bancos e as empresas que crescerão à sombra dos bancos despojarão o povo de toda a propriedade, até os seus filhos acordarem sem abrigo no continente que os seus pais conquistaram."

Thomas Jefferson, 
Presidente dos EUA - 1802

Fartos dos Mercados, Fartos de Austeridade. Quando é que isto termina?

"Começámos a ouvi-la com a Grécia e a Irlanda, continuámos a ouvi-la em relação a nós, agora ouvimo-la de novo (em qualquer rádio de qualquer língua europeia, é só escolher), numa sonoridade mais dramática, em relação à Itália e também à França e à Bélgica.

A frase “É preciso acalmar os mercados (ou a variante “conquistar a confiança dos mercados)” já não se aguenta! Assim como já não se aguentam perguntas como “E acha que a demissão de […escolha você] irá acalmar os mercados?” ou “E estas medidas, serão suficientes para acalmar os mercados?” 

Por mim, já chega. Estou farta. É que nem o pai morre, nem a gente almoça! Um após outro, os países vão sucumbindo à investida das ditas bestas. Vamos para a guerra?

A verdade é que os mercados não se acalmam. Nenhum dos países europeus forçados à austeridade profunda conseguiu ainda acalmar mercado algum, quanto mais conquistar a sua confiança. Mais referendo, menos referendo, mais demissão menos demissão, mais eleições menos eleições, mais contágio menos contágio, mais compasso de espera menos compasso de espera, trocas de governos de esquerda por direita e de direita por esquerda, os juros continuam teimosamente a subir e nem a turbulência amaina nem a crise, muito menos, se resolve. Com juros a 20% e a subir, quando vai Portugal conseguir financiar-se no mercado? No euro, nem daqui a 50 anos!

Quando tudo estiver de rastos, será preciso a especulação chegar à Alemanha?

Alemanha que, entretanto, olha tudo isto do alto do seu pedestal (por enquanto), possivelmente esfregando as mãos de contente por, por um lado, ter a oportunidade de usar um chicote ao fim de décadas de abstinência (estou a ser mazinha), e, por outro, por tudo se estar a conjugar para dispor de um manancial de países de mão-de-obra barata à sua volta ou muito perto. Como se já não lhe bastassem a Roménia os restantes países do antigo bloco soviético. Mérito deles, sem dúvida, que bem aproveitaram as ajudas que tiveram no pós-guerra, e da sua situação geográfica, mas…mas … não sei porquê, parece-me que já estivemos mais longe de um conflito aqui na velha Europa… Com tanta humilhação (o que é isto de ditar a pergunta do referendo aos gregos?) e perda de soberania, alguns povos (conto com eles, e que inveja tenho deles) não se ensaiarão muito para mandar tudo às urtigas e que se lixe Wall Street e a bolsa de Frankfurt!"

in: Aspirina B

Governo está «demitir-se de responsabilidades»

"O Governo «está a demitir-se das suas responsabilidades» face aos jovens ao deixar de ser um factor de mobilização e promoção do emprego entre os mais novos, invocando a austeridade, defendeu este domingo a Juventude Socialista (JS).

«Ao invés de tentar ser um factor de mobilização, de crescimento da economia, de promoção do emprego jovem, o Governo está a demitir-se das suas responsabilidades invocando uma lógica de austeridade e esquecendo que tem um papel fundamental nas políticas de emancipação jovem», disse à Lusa o líder da JS.

No final da reunião da Comissão Nacional da JS, que decorreu em Bragança, Pedro Alves listou alguns dos assuntos que mais preocupam os jovens socialistas, da extinção do Instituto Português da Juventude à situação das bolsas de estudo no ensino superior ou às dificuldades das jovens famílias para responder aos compromissos do crédito à habitação.

«Olhando para aquilo que, em seis meses, era possível não fazer e fazer mal, o actual Governo excedeu-se», criticou Pedro Alves.

Segundo o presidente da JS, o Executivo de Pedro Passos Coelho começou «pela extinção do Instituto Português da Juventude, aprovou um novo regulamento de bolsas de acção social para o ensino superior que vai restringir o acesso e que já está com atraso no pagamento e deixou na incerteza muitos candidatos ao programa INOV Contacto».

O responsável rejeitou uma resolução que «propunha tomar medidas no crédito à habitação para tentar aliviar a situação das jovens famílias que tentam regularizar a situação confrontadas com alguma intransigência por parte da banca em executar as garantias hipotecárias».

A JS transmite a sua preocupação num «panorama bastante desolador e num quadro de um orçamento que penaliza muito o crescimento do emprego e que vai provavelmente dificultar ainda mais a situação de precariedade e de desemprego entre os jovens».

Pedro Alves não deixou de referir-se à «frase do secretário de Estado da Juventude e do Desporto que exortou os jovens a emigrar», referência que considerou ser «o confessar da ausência de estratégia para o sector da juventude numa lógica de cada um por si e todos daqui para fora»."

in: TVI24

Cavaco e os seus Compinchas

"Ter por compincha, correligionário e alto quadro de confiança o Dias Loureiro é uma coisa;
ter por compincha, correligionário e alto quadro de confiança o Oliveira e Costa é outra;
ter por compincha, correligionário e alto quadro de confiança o Duarte Lima é outra;
ter por compincha, correligionário e alto quadro de confiança o Isaltino Morais, outra ainda.
 
Ter os quatro em simultâneo por compinchas, correligionários e altos quadros de confiança é arte, é gosto refinado, é exigência; uma selecção gourmet, jamais um acaso."
 
in: Chove

EDP a preço de saldos - Governo vende sem transparência

Já nem é preciso recorrer à oposição para que as pessoas vejam o que está diante dos olhos.

Desta vez, é o crónico Pacheco Pereira (PSD) a questionar-se onde anda a comunicação social deste país para denunciar a entrega das privatizações aos desbarato e sem os mínimos critérios de exigência.

Leiam o seguinte excerto:

"O modelo escolhido para as privatizações é completamente discricionário. Não implica concursos, consultas abertas ao mercado, nada que possa ser escrutinado pelos concorrentes e pelos portugueses. O governo vai decidir por si, por razões que só ele define e avalia, e não tem contas a prestar a ninguém. Considerações como os “interesses estratégicos” são outra maneira de acentuar a discricionariedade com grandes palavras, cuja vacuidade pode servir para tudo. Isto é um absurdo, está diante dos nossos olhos, e passa incólume pela indiferença geral. Pior ainda, o primeiro-ministro revela preferências em público, no caso da EDP, pelos brasileiros, ainda nem sequer está definida uma qualquer short list de concorrentes às privatizações. Acresce que a privatização da EDP parece ser uma das mais apetecíveis e que mais concorrência suscita entre grandes grupos estrangeiros. 
Por tudo isto, se há privatização que devia ser exemplar, é a da EDP. O que está em completa contradição com um primeiro-ministro que diz que vê “com muito bons olhos" as propostas brasileiras, ou seja, em bom português, “não se metam nisto porque já está tudo apalavrado com Dilma Rousseff. Para além disto ser muito estranho e completamente contrário a quaisquer boas práticas em casos como estes, em que a igualdade dos concorrentes deve ser completa à partida e só diferenciada no conhecimento das propostas e na negociação, corre-se o risco de os outros concorrentes, a diferentes processos de privatização, mandarem às malvas participarem na venda de empresas em Portugal, porque simplesmente não consideram sério o processo. Ou então, voltarem-se decididamente para o lobismo, no limiar da corrupção, porque é mais eficaz do que fazerem candidaturas com princípio, meio e fim e pode até ser mais barato. 

Quer o Presidente da República, quer o Tribunal de Contas, já alertaram para a necessidade de transparência neste processo, mas preocupa-me a indiferença da comunicação social e, sem ela, os portugueses vão acordar um dia sem as poucas jóias da coroa que têm e encontrar-se com casos ainda por explicar como o do BPN. E então será tarde demais."
in: abrupto

O Funeral da Regionalização

1. Neste preciso momento, a par de toda esta revolução social e económica, sabemos que num curto espaço de tempo, será necessário e obrigatório executarmos a Reforma Administrativa no Poder Local.
O Governo diz que há espaço para o diálogo e que este processo tem sido negociado com todos os intervenientes, o que não é de todo verdade. Esta reforma está delineada e decidida só faltando a sua aplicação e quanto à discussão destes assuntos a nível das autarquias, esta pode ser feita, mas se for minimamente contra os princípios gerais que o Governo impõe, não terá sucesso.

Por princípio, qualquer pessoa será favorável à fusão de freguesias e/ou concelhos desde que devidamente fundamentada e particularizada. É impensável continuarmos a ter em Portugal cinco concelhos com apenas uma única freguesia (S. João da Madeira, Alpiarça, Barrancos, Porto Santo, São Brás de Alportel) ou outros concelhos como Barcelos com 89 freguesias. Umas pecam por defeito, outras por excesso, mas estas são apenas a parte positiva da questão.

Supostamente, o intuito fundamental de tudo isto seria a simplificação dos serviços mas acima de tudo a poupança monetária que tanto necessitamos. Contudo, após as palavras do Secretário de Estado da Administração Local, sabemos que o objectivo não será a poupança. Paulo Júlio afirmou que “esta reforma tem a ver com a reestruturação dos serviços e não com a poupança”, o que não deixa de ser surpreendente mas de facto é uma postura realista. Em abono da verdade, a poupança gerada será irrisória já que se poupa em algumas verbas destinadas a salários de autarcas mas gasta-se na gestão destas super-freguesias, havendo até a necessidade de contratar mais pessoal para outras tarefas.

Quanto ao modo de execução, Paulo Júlio refere que “este corte não vai ser feito com régua e esquadro” mas iremos constatar que é isso mesmo que vai acontecer. Se o próprio “Documento Verde”, orientador desta reforma, indica por exemplo que em Lousada, a freguesia da sede de município agrega todas as actuais freguesias num raio de 3km, é fácil de ver que tudo será feito de forma rígida. A meu ver, seria importante um estudo técnico para avaliar cada situação e um debate aprofundado com a população, mas isso não irá acontecer porque simplesmente não há tempo, nem nos querem dar.

Agregam-se freguesias com base em taxas populacionais e áreas, esquecendo a realidade histórico-cultural do seu povo, a opinião destes e possíveis soluções que atempadamente os seus habitantes podem apresentar. Sem dúvida irá colocar-se em causa a actual e enriquecedora proximidade entre o presidente de junta e a sua população e por outro lado, a motivação de um povo em participar num acto eleitoral será certamente menor.

2. Outro facto curioso é a atribuição de competências às Comunidades Intermunicipais (CIM), um órgão que não é eleito directamente pela população e que ainda hoje a sua pertinência é dúbia.
Pasme-se quando sabemos que nas últimas semanas foram sinalizadas duas CIM para serem alvo de um estudo realizado por um grupo de trabalho, mas como vem sendo hábito, este estudo será feito com todas as decisões já tomadas.

Cumpre-se o ideal do Ministro Miguel Relvas em dar importância às CIM que ele próprio criou no governo de Durão Barroso e que até ver poucos benefícios trazem, basta vermos a realidade da Junta Metropolitana do Porto e por exemplo, a sua participação nas empresas públicas que detém como a Metro do Porto.

O que é certo, é que estamos a sofrer um ataque sem precedentes à autonomia do poder local e este, torna-se fácil de aplicar. Basta projectarem a imagem que é nas autarquias que todo o mal reside, que é excedentário e ineficiente. Logicamente que a população entre lhes retirar uma parte do ordenado, prefere os cortes nas autarquias, esquecendo-se a importância destas estruturas no seu dia-a-dia. Reduzem-se as verbas de ano para ano, entregam-se os funcionários da área escolar para a gestão autárquica (competência do Ministério) e acusam-se depois as Câmaras de excesso de funcionários. Os poucos municípios com saúde financeira como é o caso de Lousada, são tratados com as mesmas regras dos incumpridores, diminuem-se os cargos dirigentes sem qualquer noção das diferentes realidades e as competências serão mais diminutas. Face a isto, falta sabermos se o próprio Estado tem noção que ele próprio é a fonte das autarquias. Esquecem-se que ao próprio Estado é imposta austeridade mas em troca existem verbas do FMI, enquanto às autarquias só exigem sacrifícios e nem uma medida de auxílio ou incentivo noutras áreas.

3. Parece que ainda ninguém pensou nisto, mas com a Reforma Administrativa aniquilamos de vez a Regionalização.

O Norte e as regiões do Interior continuarão subjugados ao poder centralista de Lisboa. Continuaremos com a política do beija-mão e da fuga de verbas para a capital mascarando esta realidade inquestionável com uma reforma dúbia, sem hipótese de uma discussão pensada e levada no vendaval das exigências da Troika.

Entristece-me saber que continuaremos por muito mais tempo a assistir impávidos e serenos a situações idênticas às que surgem recorrentemente, por exemplo: Verbas atribuídas pelo QREN em exclusivo à região de Lisboa e Vale do Tejo (pobres coitados…).

Em definitivo, a luta pela representatividade e direitos de cada região estará posta de parte? Espero que não. Já aborrece ouvirmos a expressão “Lisboa é quem manda”.

Nelson Oliveira - JS Lousada
in: TVS


Investimentos ao serviço dos Lousadenses - 1,2M€ para melhorar estradas municipais

Pedro Machado - Vice-Presidente da CM Lousada
"A Câmara de Lousada tem em curso diversas obras de beneficiação da rede viária onde se inclui a manutenção e reparação de vias e arruamentos em sete freguesias do concelho, representando um investimento aproximado de 1,2 milhões de euros, diz a autarquia.

As intervenções nas freguesias de Caíde de Rei, Figueiras, Aveleda e Nevogilde passam pelo melhoramento das condições de pavimento, bem como, a execução de passeios, rede de drenagem de águas pluviais e a pavimentação a betuminoso.
De acordo com o vereador das Obras Municipais, Pedro Machado, "as intervenções têm como finalidade principal a reabilitação das vias que se encontravam em mau estado, na maioria dos casos devido à instalação da rede de saneamento". 

Obras concluídas até ao final do ano
Até final deste ano vão ser concluídas as intervenções em Caíde de Rei, na Rua da Escola e, em Figueiras, na Rua de Além de Cima e Rua Nossa Sra. Misericórdia. A intervenção feita em Caíde de Rei tem um valor aproximado de 96 mil euros e, em Figueiras, o valor que ascende os 74 mil euros.
Na freguesia de Aveleda estão a ser beneficiados arruamentos na Avenida de Gens, Largo do Mourinho, Avenida da Igreja, Rua do Mourinho, Rua da Escola e Rua de Barrelas, com um custo de 252 mil euros. Já em Nevogilde, as obras encontram-se em fase de conclusão na Rua da Aldeia, Largo da Ponte, Avenida e Rua da Senhora da Ajuda. Neste caso são cerca de 185 mil euros que a autarquia investe na obra.  

Reparação de vias em Meinedo, Silvares e Nogueira
No que concerne à empreitada de manutenção e reparação de vias e arruamentos, as intervenções decorrem nas freguesias de Meinedo, Silvares e Nogueira.
A conclusão está prevista para final deste ano com a beneficiação do pavimento desde a Estrada Municipal 605 – Ponte de Vilela à Estrada Nacional 320 – Meinedo, com um valor de 170 mil euros, e na Rua da Cancela Nova, em Mós – Silvares, orçada em cerca de 165 mil euros, sustenta a Câmara.
Está igualmente a ser efectuada a beneficiação do pavimento desde a Estrada Municipal 564-2 em Nogueira até à Estrada Municipal 605, em Pias que vai permitir melhorar os acessos à EB 2,3 de Nogueira, num custo aproximado de 259 mil euros, acrescenta nota de imprensa."
in: Verdadeiro Olhar

Entrevista a Dora Santos (PS) - Presidente de Junta de Boim

É a única mulher a liderar os destinos de uma Junta de Freguesia em Lousada. Dora Santos (PS) tem 38 anos e reside em Boim, onde cumpre o primeiro mandato como presidente de junta, depois de oito anos como secretária. Tem naturalidade francesa e profissionalmente é escriturária na fábrica de confecção EXPOTIME. É casada e tem duas filhas – Lara, de 13 anos, e Íris, de 7 anos. 
 
O que lhe dá mais prazer na vida?
Ver a minha família bem e estar rodeada de amigos.

Que brinquedo era o preferido na infância?
Gostei muito das Barbies, tive dezenas delas e algumas passaram para as minhas filhas. 

Foi uma criança irrequieta e travessa?
Não, fui uma criança como muitas, obediente, nem muito irrequieta nem travessa, pelo que dizem até fui muito atinadinha. 

Na infância o que queria ser?
Ser professora e cabeleira. 

Se pudesse escapar sem castigo, a quem gostaria de pregar uma partida?À Troika. 

Imagine que podia voltar atrás numa máquina do tempo. O que teria feito de diferente?
Se calhar não ter tirado o curso de Gestão de Empresas, mas sim Arquitectura. Descobri mais tarde que até tenho jeito e gosto pela arquitectura, mas gosto do que faço.

A que prato gastronómico não consegue resistir?  Gosto de um bom bife/naco com batata a murro.

E que bebida escolhe para acompanhar?
Normalmente só bebo água ou sumos. Gosto de vinho verde branco, mas só o provo…

Vai para uma ilha deserta. Pode escolher apenas três objectos. Quais escolhe?
Computador com internet, biquíni e protector solar.

Que destino de sonho escolheria para passar umas férias? 
Jamaica.

Se pudesse escolher uma actriz que o representasse no filme da sua vida, quem seria?  Angelina Jolie.

Qual o melhor e o pior momento da sua vida?
Pior, foi a morte do meu primo e compadre, em 2000. Melhor momento, são vários, tudo a ver com as minhas filhas.

Que pessoa ou pessoas mais admira?
Gosto do Sarkozy por ser destemido nalgumas situações. Barack Obama por ter um percurso de vida tão interessante e ter chegado onde chegou, por mérito próprio.

Se tivesse de encarnar numa personagem de banda desenhada qual seria?
Só se for a Dora, a Exploradora.

Se fosse primeiro-ministro, qual seria a sua primeira medida?
Demitia quase todos os que estão no Governo e colocaria pessoas que conhecem a realidade e que não se limitem a ditar as leis sem primeiro ir ao terreno.

E se fosse presidente da Câmara de Lousada?
Acho que seria continuar os mesmos passos, só depois de lá estar é que poderia tomar outras medidas. 

Qual o seu maior vício? Não tenho vícios, nunca tive.

Alguma vez pensou que poderia vir a ser presidente de Junta?
Não, nunca.  

Qual a maior dificuldade do cargo? Conseguir que as pessoas fiquem todas satisfeitas. 

É difícil ser a única presidente de Junta mulher em Lousada?
Não é difícil, acho que precisávamos de mais mulheres, para não estar sozinha nas reuniões. 

Que conselho dá a quem tiver que desempenhar o cargo?
Este cargo requer muita disponibilidade, paciência saber lidar com as pessoas. É preciso estar na Junta porque se gosta, porque se quer melhorar a freguesia. 

A política trouxe-lhe algo de bom?
Alguns bons amigos. Para além de ver a política por outro prisma, que às vezes não é compreendida por quem está de fora.

Tem ambições políticas ou ficar-se-á pela freguesia?
Nunca pensei ser Presidente da Junta e cá estou eu. As oportunidades surgem quando menos se espera. Nunca digas nunca!

in: Verdadeiro Olhar

Mas o Governo anda a gozar connosco?

Perguntem ao PM de Portugal se após tanta treta em relação à Madeira e ao buraco colossal encontrado (que todos iremos pagar), ainda há a lata de voltar atrás e fazer uma coisa destas?

Mas andamos a gozar com quem?


Offshore da Madeira. Governo volta atrás e mantém isenções fiscais

O executivo tinha assumido em Agosto e no Orçamento o fim dos benefícios. Receitas fiscais da zona franca valem cerca de 100 milhões 

Engulam as críticas ao "Magalhães"

Durante anos a direita criticou os negócios de Sócrates com a Venezuela, não se cansando de gozar com o famoso Magalhães. 
 
Agora assistimos ao espectáculo divertido de Passos Coelho discutir a liderança da diplomacia económica com Paulo Portas, com cada um da discutir o papel de melhor vendedor do Magalhães. 
 
Se Paulo Portas pouco mais fez na cimeira Ibero-Americana do que promover o Magalhães, Paulo Portas não se deixou ficar para trás e já fala numa fábrica do Magalhães na Venezuela.

Esta direita portuguesa não é apenas a mais estúpida da Europa, ganha também a liderança em estupidez.

«Paulo Portas explicou ainda que "o consórcio Visabeira vai fazer a rede de distribuição de gás numa zona muito importante na Venezuela" e que "os computadores Canaima (nome local do Magalhães) somam e seguem" e realçou "o projecto de criar uma fábrica", um "caso de sucesso" que pode emigrar para outros países na América Latina.» [Dinheiro Vivo]
in: Jumento

"As opções da Europa, o Orçamento de Portugal e as alternativas"

"As medidas inscritas na proposta de lei do Orçamento do Estado para 2012 - corte de dois meses de salário e pensões no sector público, cortes na despesa com a Segurança Social, a Saúde e a Educação, e aumento da carga fiscal indirecta - convergem no sentido de uma profunda depressão económica em Portugal.

A estratégia subjacente ao Orçamento de 2012 será incapaz de cumprir os objectivos de redução do défice e da dívida pública. A capacidade de obtenção de receita fiscal irá ressentir-se não só da contracção do rendimento, como da expansão da economia paralela e do aumento da evasão fiscal. Iremos assistir a sucessivas "surpresas" e adendas restritivas. Ao longo deste processo, o endividamento não deixará de aumentar em valor absoluto e em percentagem do PIB.

A "desvalorização interna" implícita no Orçamento não permitirá reequilibrar o défice externo. A recessão anunciada para 2012 é instrumental para a estratégia de "desvalorização interna", que visa aumentar o desemprego para reduzir o nível dos salários, de forma a tornar mais competitivas as exportações portuguesas. No entanto, esta desvalorização interna é enganosa por dois motivos: (a) o nível de redução dos salários necessário para produzir um resultado comparável ao de uma desvalorização cambial é socialmente insustentável; (b) o efeito da desvalorização interna em Portugal será anulado, como acontece com o das desvalorizações competitivas, pelo facto de os maiores parceiros comerciais de Portugal estarem a prosseguir estratégias idênticas.

A confiança dos credores não será restabelecida. No final de 2013 a economia portuguesa terá regredido para o nível do produto de há uma década. No entanto, a situação será incomparavelmente pior do que a de então: tanto o desemprego como a dívida pública terão duplicado. Compreende-se mal por que razão, neste quadro, os credores recuperariam a confiança perdida. A economia portuguesa estará destroçada e será tratada como uma economia insolvente por todos os credores, incluindo o FMI, o BCE e a União Europeia."

Artigo de Américo Mendes, Ana Costa, João Ferrão, José Castro Caldas, Manuel Brandão Alves e Manuela Silva, publicado no Público