Lembra-se disto? (5)
"Cortes de salários na função pública vão estender-se para além de 2014, são transitórios mas não anuais."
M. Luís Albuquerque, 15/10/2013
M. Luís Albuquerque, 15/10/2013
AVISO: Inscrições encerradas para o jantar comemorativo do 25 de Abril
Caros Camaradas e amigos.
Devido ao elevadíssimo número de inscrições efetuadas até à data, ultrapassando a capacidade do local do jantar, informamos que estas encontram-se fechadas, não havendo lugar para novas inscrições.
Agradecemos a todos aqueles que se juntam ao PS Lousada para comemorar os 40 anos do 25 de abril e demonstrar a força do nosso partido em Lousada.
Devido ao elevadíssimo número de inscrições efetuadas até à data, ultrapassando a capacidade do local do jantar, informamos que estas encontram-se fechadas, não havendo lugar para novas inscrições.
Agradecemos a todos aqueles que se juntam ao PS Lousada para comemorar os 40 anos do 25 de abril e demonstrar a força do nosso partido em Lousada.
Lembra-se disto? (4)
Sobre o Corte e Recorte
"O Governo aprovou no Conselho de Ministros extraordinário desta terça-feira medidas de redução de despesa de 1400 milhões de euros em 2015."
A noticia pode ser linda na integra aqui: http://www.publico.pt/economia/noticia/governo-aprovou-medidas-de-1400-milhoes-de-euros-para-2015-1632362
"Mudanças nas pensões ficarão para mais tarde, disse a ministra das Finanças"
A noticia pode ser linda na integra aqui: http://www.publico.pt/economia/noticia/governo-aprovou-medidas-de-1400-milhoes-de-euros-para-2015-1632362
Marcos Gomes
Cavaco Silva atribuiu pensão vitalícia a dois ex-elementos da PIDE
Foi há 22 anos que o atual Presidente da República e ex-Primeiro Ministro, atribuiu Pensão Vitalícia a dois ex-elementos da PIDE.
Não esquecemos que recusou a mesma pensão a Salgueiro Maia, que morreu doente e na miséria.
Não esquecemos que recusou a mesma pensão a Salgueiro Maia, que morreu doente e na miséria.
Lembra-se disto? (3)

O Documento de Estratégia Orçamental hoje aprovado não prevê mais medidas de austeridade e novos impostos. Este documento fixa o nível de despesa do Estado até 2016."
Passos Coelho, 30/4/2012
Pedro Machado: Presidências Abertas num concelho para todos

A iniciativa do Presidente da CM Lousada – Pedro Machado, em implementar as Presidências Abertas no concelho de Lousada, é de louvar. Ademais, nota-se o carater puro com que o faz, dado estarmos a atravessar um período de acalmia eleitoral. Nos primeiros meses de mandato e após uma eleição ganha, muito devido ao seu meritório valor e dedicação pessoal, parte novamente para a rua e centra-se na proximidade com os cidadãos das “25” freguesias Lousadenses.
Esta forma de estar na política local merece reconhecimento por parte dos cidadãos. Uma atitude renovada, virada para as pessoas, empresas e instituições locais. Recolhendo junto do povo as suas opiniões, sugestões e partilhando experiências, mas também ouvindo os seus problemas. Uma oportunidade para debater ideias com os estabelecimentos de ensino, paróquias e empresários, auscultando a população e atendendo as mais diversas pessoas no seu contexto local e até familiar.
Será certamente uma experiência enriquecedora, onde os cidadãos poderão partilhar os seus pontos de vista e ter um recetor atento das suas preocupações locais. Numa era onde as novas tecnologias imperam, esta atitude pessoal e política por parte do Presidente da CM Lousada, revela-se fundamental para aproximar ainda mais os cidadãos Lousadenses com a presidência.
Freguesia a freguesia, rua a rua, cidadão a cidadão. Todos poderão ser ouvidos e consultados.
in: Verdadeiro Olhar
Muitos parabéns, Sr. Presidente da CM Lousada - Pedro Machado
O PS Lousada deseja um óptimo dia de aniversário ao Sr. Presidente da CM Lousada - Dr. Pedro Machado.
Parabéns!
Os pobres contra os pobres
Nestes dias é demasiado fácil ser forte com os fracos.
![]() |
Tiago Barbosa Ribeiro - in: Público (P3) |
Isabel Jonet, Paulo Portas e o banqueiro Ulrich, entre outros, são exemplos de uma elite com um discurso autoritário sobre os portugueses em situação limite.
Jonet usa a visibilidade de uma instituição que é de todos para tiradas abusivas sobre a privação material: vai dos bifes ao Facebook, que nem para procurar emprego serve. Não tem base empírica, limitando-se a uma visão conservadora dos "bons pobres" da Madame Bovary. As suas bocas resultam de lugares comuns que, associados a uma visão ideológica redentora, disfarçam a ignorância de validação científica.
Portas também. Vergastou nos beneficiários do RSI que terão 100 mil euros no banco, um insulto aos que recebem de RSI pouco mais de €87,21 por mês (média de Dez/13) para colmatar a pobreza extrema ou o subemprego. Portas sabe que mente. Caso contrário, com os cortes em 2013 (48.945), os beneficários teriam depositado quase 5 mil milhões de euros. Ninguém crê nisso, nem Portas, mas a sua narrativa serve o desbaste social, a inveja pública e a legitimação do choque e pavor.
Ulrich, o banqueiro-activista, quer que os portugueses aguentem: os 2 milhões de pobres, os 20% em risco de cair nela, os incontáveis milhares forçados a partir e os milhões de desempregados, empregados pobres, insolventes. Logo ele, que não aguentou e estendeu a mão ao Estado.
Estes são os representantes de uma elite cínica que, ela sim, vive num país irreal. São os intocáveis. São os de cima. Mas fortaleceram uma crescente autoridade simbólica no país, fazendo com que a maioria dos de baixo apoie as medidas que os prejudicará no seu todo.
O RSI e os Ferrari
O RSI, uma almofada social com custos residuais, é visto como um subsídio à preguiça para que o vizinho compre o Ferrari ou para o traficante do bairro ou para os croissants ao pequeno-almoço. Muitos dos mais pobres assimilam esta ideia e conhecem sempre alguém que conhece alguém que fura o sistema, o que nunca carece de validação: 1%, 10%, 100%?
É o mesmo com os desempregados, cuja punição moral começa no subsídio – seu: descontaram para ele – e acaba na sua falta de vontade para o trabalho (porque "há trabalho, o que não há é empregos", coisa de ricos), mesmo que empobreçam trabalhando sem direitos, tudo ideias aceites por quem também está desempregado ou tem trabalhos miseravelmente pagos, voluntariando-se para piorar as condições colectivas. Ai aguentam, aguentam.
Tudo isto está em linha com os tristes tempos que vivemos. Num país a bater no fundo, os pobres não se acham pobres, incluindo as classes médias depauperizadas, e os pobres incorporam o discurso dominante, aplaudindo os populistas.
E porquê?
Porque o ataque aos mais fracos é auto-justificativo em relação à incapacidade de cada um dar a volta à sua própria situação. São vidas presas a um futuro sombrio: olhando do fundo, tão baixo, estar em cima de uma pequena pedra parece o topo de uma escadaria imensa de onde espezinhamos o outro.
Até sermos nós.
Lembra-se disto? (2)

Passos Coelho, 3/10/2011
Olha, olha!! - Governo de Barroso foi o que mais subiu dívida antes do subprime
Governo de Barroso foi o que mais subiu dívida antes do subprime
O ex-primeiro ministro português, José Durão Barroso, veio hoje dizer na qualidade de Presidente da Comissão Europeia que a crise atual do país deve-se, acima de tudo, a "escolhas económicas que foram prosseguidas que não conseguiram resolver os problemas estruturais da competitividade portuguesa" e que "levaram a uma acumulação de dívida pública que pura e simplesmente não era sustentável".
As declarações do responsável, proferidas através de uma mensagem gravada na conferência da TSF/OTOC, contrastam com a dinâmica passada da dívida, que começou a ser mais desfavorável nos anos em que Durão esteve à frente do poder, em Portugal.
Uma revisitação da série histórica do rácio da dívida pública permite constatar que, até rebentar a crise financeira (em 2007/2008), o agravamento do fardo do endividamento em percentagem do produto coincidiu com a liderança das coligações PSD/CDS de Durão Barroso (2002 a 2004) mais os oito meses de Pedro Santana Lopes à frente do Governo, uma vez que Durão deixou Portugal para ir para Bruxelas.
Mais: de acordo com as bases de dados da Comissão Europeia, o rácio da dívida pública violou pela primeira vez a fasquia dos 60% do PIB, imposta pelo Pacto de Estabilidade, em 2004. Depois de ter oscilado na casa dos 50% entre 1990 e 2003, o rácio da dívida acabou por furar o teto dos Tratados em 2004.
Assim, o período dos governos de Durão Barroso/Santana Lopes foi responsável por um agravamento do rácio da dívida de 8,1% do PIB, um valor que compara com os 4% mais do último Governo de Cavaco Silva (PSD, de 1991 a 1994), com a redução em menos 5,5% do PIB durante o primeiro Governo de António Guterres (PS, de 1995 a 1998) ou mesmo o aumento em mais 6,5% do PIB entre 2005 a 2007, ano em que rebentou a crise do subprime, que depois se tornou de crédito, bancária e das dívidas soberanas.
Até meados de 2007, os mercados de crédito sempre funcionaram de forma normal já que os problemas dos bancos estavam disfarçados. O dos Estados também. Só em 2008, com a falência do Lehman Brothers, é que começaria a revelar a verdadeira situação do sistema financeiro. Os Estados tiveram de intervir nos anos seguintes.
Nestes três anos (2005 a 2007), o Governo em Portugal já era o de José Sócrates (PS). Em todo o caso, ele surge como o campeão da dívida num contexto de grande agravamento da crise financeira internacional, em que os contribuintes portugueses foram chamados a pagar as ajudas à estabilidade do sistema financeiro, sejam diretas (nacionalizações de bancos e programas de recapitalização), sejam indiretas.
Assim, o primeiro Governo de Sócrates (2005 a 2008) somou 9,8% do PIB ao rácio da dívida, o segundo (2009 a 2010) somou 21,8% do PIB. As previsões da Comissão Europeia apontam para que o Governo de Passos (PSD/CDS, de 2011 a 2014, em princípio) seja o que mais engordará a dívida. Mais 31,2% do PIB, de 108% em 2011 para 124,7% em 2014.
Lançamento de quatro linhas de TGV
Foi também, pela mão de Durão Barroso, que foram lançadas quatro linhas de TGV. Segundo escreveu o DN, em 2008, "na cimeira luso-espanhola da Figueira da Foz em 2003, Durão Barroso e José Maria Aznar aprovaram as ligações Lisboa/Madrid e Porto/Vigo até 2010, Lisboa/Porto até 2013, e Aveiro/Salamanca até 2015".
"Condicionada a mais estudos ficava a quinta ligação, entre Faro e Huelva. O investimento totalizava nove mil milhões de euros, apenas em infra-estrutura, foi aprovado por proposta do então ministro das Obras Públicas, Carmona Rodrigues. Na altura, Manuela Ferreira Leite era a ministra das Finanças e de Estado, considerada o número dois do Governo liderado por Durão Barroso, e não se lhe conhecem críticas públicas à decisão", explicava então o jornal.
Após reverem uma série de termos e condições, os governos de Sócrates acabaram por dar sequência aos projetos que, depois, foram suspensos pela crise da dívida de um e outro lado da fronteira.
Duarte Marques: Uma lata descomunal
Já tínhamos saudades de Duarte Marques. O antigo líder da JSD, traz-nos hoje mais um daqueles brindes característicos de quem passa pela liderança da JSD - ser conhecido pelas piores razões.
Agora, a lata não tem fim.
Duarte Marques quer apurar responsabilidades do Banco de Portugal em relação ao BPN.
Ou seja, a culpa não é do ladrão, mas sim do polícia que não apanhou o ladrão.
Quanto aos "ladrões", nem vale a pena referir quem são e a que partido pertencem. Isso convém ser esquecido, não é Duarte Marques?
Agora, a lata não tem fim.
Duarte Marques quer apurar responsabilidades do Banco de Portugal em relação ao BPN.
Ou seja, a culpa não é do ladrão, mas sim do polícia que não apanhou o ladrão.
Quanto aos "ladrões", nem vale a pena referir quem são e a que partido pertencem. Isso convém ser esquecido, não é Duarte Marques?
Lembra-se disto? (1)
Carlos Carvalhas reconhece o mérito de Sócrates na luta contra o resgate
Aos 71 anos, o homem que foi líder do PCP entre 1992 e 2004 e que foi deputado durante 20 anos afirma que o seu partido “não é doido nem aventureiro”, sendo essencial renegociar a dívida.
Carvalhas acredita que se a União Europeia tivesse cedido a José Sócrates - ao não pedir resgate - a história tinha sido outra, porque Merkel e Trichet teriam cedido e não deixariam cair Portugal.
Entrevista à ANTENA 1
Social-Democrata?

Com efeito, Paulo Portas, que substituiu o CDS por PP (Partido Popular, à espanhola), disse há cerca de um mês ser democrata-cristão, mas dias depois arrependeu-se, como é seu costume.
Virá a ser o que for preciso no momento que mais lhe convier. Mas pobre dele. Ou obedece ao chefe do Governo ou lhe cai em cima tudo o que está em suspenso, no que se refere a submarinos e a tanques. E talvez a outras coisas que a comunicação social não refere, enquanto não receber ordens.
A verdade é que a coligação governamental, sob proteção do Presidente da República, haja o que houver, até ao fim do seu mandato, atua, nas mais pequenas coisas e por menos que goste dos dois dirigentes da coligação, no sentido de os salvar.
O Presidente disse que temos vinte anos (ou mais) à nossa frente sem que possamos fazer nada. Felizmente, engana-se redondamente porque a Europa está em mudança, como começa a ser conhecido, e, apesar de ter tomado o gosto pelas viagens e de ter falado com vários estrangeiros, não percebeu ainda que a Europa da zona euro, como o mundo na sua totalidade, está em mudança acelerada (...)
Mário Soares - DN
A realidade dos jovens europeus
"Quase metade dos europeus até aos 30 anos ainda vive com a família. Em Portugal, o número atinge 55%, apesar da descida apontada por um relatório europeu apresentado nesta terça-feira."Mais numeros que ilustam a precariedade que a juventude europeia sofre.
Marcos Gomes
O Baile de José Sócrates a José Rodrigues dos Santos
Enfim, teimam em cair na esparrela de tentar menorizar o "animal feroz". Se ainda fosse com capas do Correio da Manhã, agora em Debate, com direito a resposta de José Sócrates, não há quem sobreviva.
É desprestigiante ter visto JR dos Santos a subjugar-se a tal tratamento.
Para a próxima, JRS, faça o trabalho de casa e seja isento.
Carneirísmos de carreira.
As lágrimas da deputada Maria
A deputada do PSD Maria José Castelo Branco, eleita pelo círculo do Porto, terá chorado copiosamente na reunião da bancada parlamentar da passada quinta-feira, quando anunciou perante os pares que ia votar contra a proposta do PS que permitiria a coadoção de crianças por casais do mesmo sexo. Maria desfez-se em lágrimas: ela queria votar favoravelmente o projeto socialista, mas a "pressão das estruturas locais do partido" tê-la-á obrigado a ir contra o que a sua consciência ditava nesta matéria de costumes. No ponto mais alto da choradeira, Maria terá mesmo pedido desculpa aos colegas de bancada. "Desculpa pela cobardia".
Maria não foi a única a dar esta vergonhosa cambalhota. Outros parlamentares o fizeram, em nome da chamada "disciplina de voto". Esta coisa execrável atingiu o paroxismo, oh ironia do destino!, no lado dos que gostam de aspergir cavalares doses de amor à ética, à moral, aos valores e aos bons costumes sobre os incautos . O líder da bancada do CDS/PP não impôs a "disciplina de voto": chamou-lhe "orientação firme de voto", modo cínico e prepotente de dizer aos apaniguados que era para chumbar a coadoção.
O triste exemplo de Maria - e de todos os outros deputados da nação que torceram a espinha até ao limite na passada quinta-feira - não merece qualquer comiseração, seja qual for a quantidade de lágrimas libertadas. Merece, isso sim, a mais viva reprovação. O Pedro Ivo Carvalho, meu colega aqui na casa, resumiu o problema desta forma lapidar: "Na coadoção, a votação à direita dividiu-se entre os que têm consciência e mantiveram o voto e os que não têm outro emprego e mudaram o voto"."
É a verdade verdadinha. A ameaça que pairava sobre a cabeça dos desalinhados não era velada, era explícita: se não votassem de acordo com as indicações vindas do topo, as "bases", essas poderosas contudo informes entidades ficariam incomodadas. Quer dizer: lá onde se definem os lugares para o Parlamento e os empregos para familiares e amigos, a traição jamais seria perdoada. Luís Montenegro, presidente da bancada do PSD, chegou mesmo a dizer, certamente num momento de passageiro delírio, que os deputados sociais-democratas votavam contra o projeto socialista porque "isso coincide com a posição maioritária dos eleitores do PSD". Não sei se ria, não sei se chore...
Neste tristíssimo palco de desgraças, já não nos bastava ficar ao lado da Rússia, da Ucrânia e da Roménia, formando com eles o ridículo grupo de países que, na Europa, recusam direitos decisivos e elementares a crianças que vivem com casais do mesmo sexo. Como se elas não fossem iguais às crianças que vivem com casais heterossexuais. Não: ainda tivemos de apanhar, uma vez mais, com a perturbante demonstração de que a consciência e a escala de valores de alguns dos nossos deputados são hipotecáveis e manipuláveis. Não está mal...
Declaração da Srª Presidente do CDS PP de Lousada (??!)
Relativamente à polémica em torno do abandono da Coligação Lousada Viva da Ass. Municipal de 28 de Fevereiro, custa-nos acreditar no teor das palavras da Srª Presidente do CDS PP, quando estão em causa os valores democráticos e o tão apregoado direito ao contraditório.
A Srª Presidente refere ao TVS que "Se (o presidente da junta de Caíde de Rei, quisesse defender-se) podia convocar uma conferência de imprensa para o fazer, e não como o fez, usar a Assembleia Municipal". (????????)
Este tipo de opiniões são elucidativas do posicionamento da Coligação Lousada Viva, ou seja, quando se tem que "criticar", opta-se por fazê-lo num meio controlado, sem que os visados se possam defender.
Isso é o que nos distingue.
Assunto arrumado. Registamos.
Leitura não aconselhada a pessoas sensíveis
Fonte: Página Pessoal de Carlos Reis.
"Para vocês, que certamente não me conhecem, permitam-me que me apresente: sou militante do PSD, com o n.º 10757. Na JSD onde me filiei aos 16 anos, fui quase tudo: vice-presidente, director do gabinete de estudos, encabecei o conselho nacional, fui quem exerceu funções por mais tempo como presidente da distrital de Lisboa, fui dirigente académico na Faculdade de Direito de Lisboa, eleito com a bandeira da JSD, fui membro da comissão política nacional presidida por Pedro Passos Coelho, de quem, de resto, fui um leal colaborador."
"Para vocês, que certamente não me conhecem, permitam-me que me apresente: sou militante do PSD, com o n.º 10757. Na JSD onde me filiei aos 16 anos, fui quase tudo: vice-presidente, director do gabinete de estudos, encabecei o conselho nacional, fui quem exerceu funções por mais tempo como presidente da distrital de Lisboa, fui dirigente académico na Faculdade de Direito de Lisboa, eleito com a bandeira da JSD, fui membro da comissão política nacional presidida por Pedro Passos Coelho, de quem, de resto, fui um leal colaborador."
Carlos Reis
O que não convém referir sobre o famoso Ranking
Há algum tempo, foi apresentado e noticiado um pouco por toda a imprensa o Portugal City Brand 2014. Um ranking elaborado pela empresa Bloom Consulting que avalia os 308 municípios tendo em conta dados relativos ao investimento, turismo e qualidade de vida.
Obviamente apressaram-se em congratulações aqueles cujo município estaria bem classificado e em críticas aqueles cujo município estaria numa posição de menor destaque.
Sobre o estudo e a empresa que o realizou, não terei qualquer objeção. O ranking é claro e está descrita taxativamente a forma como os resultados foram alcançados.
O que é de criticar é a relevância que muita gente atribuiu a esta classificação, sem se ter preocupado em ler as 36 páginas deste estudo.
Neste erro, caiu a Coligação Lousada Viva que, de forma recorrente, continua a tratar os assuntos de forma ligeira, sujeitando-se posteriormente à apresentação da totalidade dos factos. Desta vez não houve plágio, mas sim uma opinião pouco condizente com os dados do estudo.
Na última Assembleia Municipal era por demais previsível que surgisse uma crítica derrotista a Lousada por parte da bancada do PSD/CDS. Numa intervenção preparada mas sem qualquer análise cuidada, a “leitura” desta tomada de posição foi demeritória para com o esforço que Lousada tem feito, juntamente com os seus empresários e demais cidadãos.
Parece-me pouco viável, atribuirmos uma importância extrema a um estudo elaborado por uma empresa que “trabalha para diferentes líderes políticos (…) com o objetivo de gerir a marca de cada território”. Ou seja, a sua atividade é gerir a marca dos territórios que contratem os seus serviços. Não estranhamos que quem não seja cliente desta empresa, não esteja muito bem classificado!
Por outro lado, quando emitimos uma opinião, esta deverá ser preparada, sob o risco de ridicularizarmos a mesma.
Parece-me um pouco desadequado, sobrevalorizarmos um ranking que em três variáveis, duas refletem questões facilmente manipuláveis. Por exemplo:
Variável 2 (p.8): “As buscas online (…) são um indicador fiável para compreender o que cada pessoa pensa”.
Variável 3 (p.9): “O critério de avaliação utilizado foi o de que quantos mais seguidores ou Likes (no facebook) um município tem, melhor”.
Referem ainda como Nota: “Os dados para cada Município não se encontram disponíveis no presente documento contudo podem ser adquiridos de forma individual por um valor muito competitivo(…) Caso esteja interessado, contacte-nos.”
No final, na p.34, a Bloom Consulting ainda responde como poderão os municípios melhorar a sua performance no ranking, ou seja, recorrer aos seus serviços!
Quanto a mim, estes são factos de extrema importância. Parece óbvio a qualquer um, que a realidade vertida no documento não primará pela exigência, mas nem isto é suficiente para colocar alguma consciencialização em pessoas que, ávidas por sensacionalismo e ainda não refeitas dos resultados eleitorais, querem continuar com a política do “bota-abaixismo”.
Nelson Oliveira
in: Verdadeiro Olhar
Augusto Santos Silva e as Exonerações
1. Eu até compreendo a iniciativa dos dois consultores de Cavaco Silva que assinaram o "Manifesto dos 70" de pedirem a exoneração das suas funções e a resposta pronta do Presidente.
2. É que ninguém quer amarrar o Presidente a este ou àquele lado de um debate político necessário.
3. O que não compreendo é a política dos "dois pesos, duas medidas".
4. Cavaco Silva tem, na sua Casa Civil, quem inventou, invocando o seu nome e autoridade, falsas "notícias" contra o Governo então em funções; quem participou ativamente em iniciativas do PSD, como a redação de programas eleitorais; quem participou ativamente em lutas internas ao PSD, redigindo moções e apoiando publicamente candidatos; quem produz regularmente opinião. Se isso nunca lhe colocou problemas, porque raio há de colocar-lhe agora a subscrição de um manifesto por dois consultores?
5. A resposta é só uma: porque o teor desse manifesto põe diretamente em causa a política do Governo. Mas então, talvez conviesse que Cavaco relesse o artigo 120 da Constituição: lá se diz que o Presidente representa a República Portuguesa. A República, não o Governo. A República, não uma fação.
Augusto Santos Silva
Começou a purga - Cavaco Silva inicia a sua perseguição
O Presidente da República exonerou hoje dos seus cargos de consultores da Presidência da República Vítor Martins e Sevinate Pinto.
"Terminou o tempo da impunidade", dizia a Ministra da Justiça
Ex-presidente do BCP fica livre da coima de um milhão de euros aplicada pelo Banco de Portugal
Uma entrevista que revela coerência, responsabilidade e elevação - João Torres (SG da Juventude Socialista)
Se está à espera de mais uma entrevista impregnada de opiniões grosseiras e irresponsáveis como nos tem habituado as juventudes partidárias da direita - esqueça!
Esta é uma entrevista onde o Secretário Geral da JS demonstra porque é diferente, porque é melhor que os demais e porque tem uma visão própria para o país.
Este jovem, orgulha os jovens Portugueses.
Miguel Relvas continuar igual a si próprio
Conseguiu ser eleito em primeiro lugar para o Conselho Nacional, sem ter posto os pés no Congresso do PSD."
Daniel Oliveira.
Eixo do Mal - 1/3/2014
Multidão no Carnaval em Lousada
Não contamos Autocarros nem Guarda chuvas.
Não foram 7500 pessoas. Foram sem dúvida muitas e muitas mais.
Parabéns!
Carnaval em Lousada!
Foto: TVS
Não foram 7500 pessoas. Foram sem dúvida muitas e muitas mais.
Parabéns!
Carnaval em Lousada!
Foto: TVS
Alguém falou em Défice Democrático? Assessor do PSD agrediu repórter na chegada de Miguel Relvas
Ninguém estava à espera que fosse o Correio da Manhã o único meio de comunicação social a noticiar algo que deveria abrir telejornais.
Este é o estado do jornalismo nacional. Nem os próprios colegas ousam defender o jornalista e acusar os agressores.
Violência gratuita, apenas porque o jornalista tirou uma foto.
ASSESSOR DO PSD AGRIDE REPÓRTER
Este é o estado do jornalismo nacional. Nem os próprios colegas ousam defender o jornalista e acusar os agressores.
Violência gratuita, apenas porque o jornalista tirou uma foto.
ASSESSOR DO PSD AGRIDE REPÓRTER
Leitura Recomendada
Não leva mais que uns 10 minutos para analisar.
Compacto, mas com muitas informações uteis sobre o panorama de Portugal na Europa.
Pode ser obtido gratuitamente no site da fundação, ou consultado aqui.
Compacto, mas com muitas informações uteis sobre o panorama de Portugal na Europa.
Pode ser obtido gratuitamente no site da fundação, ou consultado aqui.
Marcos Gomes
Parabéns Mário Fonseca - nunca esqueceremos.
Hoje, se as circunstâncias da vida não fossem injustas, estaríamos todos a dar-lhe os parabéns pelos seus 60 anos.
Nós nunca nos esquecemos.
Parabéns Mário Fonseca!
Nós nunca nos esquecemos.
Parabéns Mário Fonseca!
A filha de Relvas já pode voltar a sorrir
Foi o momento mais bonito do congresso. E não só deste. Passos anunciou o regresso de Relvas. Aliás, correcção: Passos lembrou que Relvas nunca se foi embora, mas como estava a lidar com congressistas, uma malta dada à distracção e à amnésia, fez um desenho. E apontou para a sua lista ao Conselho Nacional -”Vêem? Aqui está ele. Mesmo no topo que é para ninguém se fazer de parvo. Pronto. Vamos lá a despachar o resto desta merda.”
Relvas merece a distinção e o estatuto. É preciso ter em conta que apesar de ter mentido sob juramento numa comissão de inquérito no Parlamento e logo em matérias relativas à segurança nacional, ter tentado chantagear um jornal e alguns jornalistas, ser uma das maiores autoridades nacionais em folclore e ter conseguido dar uma lição de moral a toda a família de Sócrates, este probo teve invariavelmente o apoio de Passos, o silêncio de Cavaco, a anuência de Seguro e até a defesa galharda de António Costa. Que dizer? É um dos nossos melhores.
Acabou a travessia frenética do Atlântico, sempre mas sempre à procura do conhecimento permanente, essa pedra filosofal que transforma cargos no Estado em ouro. Ou não acabou, porque ele continua no Brasil. A fazer o quê? A defender a língua portuguesa com toda a sua sapiência e experiência académica. E que melhor referência para essa subida missão existirá do que o próprio Passos, o seu companheiro de tantas aventuras e alguém que tem inovado forte e feio na sintaxe e estilística da língua de Camões? Pelo que tudo está bem quando recomeça bem. E a miúda, coitada, também regressa sorridente e aliviada ao orgulho filial.
in: Aspirina B
Relvas: 2.º Round
"A escolha de Miguel Relvas para cabeça de lista do Conselho Nacional (CN) do PSD foi a grande surpresa do segundo dia da reunião magna dos sociais-democratas. E provocou um grande mal-estar junto de muitos congressistas, alguns com responsabilidades de peso no partido, que não entendem as razões pelas quais foi escolhido para liderar a candidatura."
Nota mental: afinal o consenso é uma ilusão.
O resto da noticia pode ser consultada aqui.
Marcos Gomes
Recordemos o que dizia Passos Coelho no debate das legislativas 2011
Vale a pena recordar o que Passos Coelho prometeu ao país e as críticas que fez ao anterior Governo.
Agora que sabemos o que Passos Coelho fez, é desprestigiante vermos que ainda é Primeiro Ministro.
Cursos céleres de formação

Pois bem, estes cursos são formações com uma duração de dois anos, o primeiro com uma componente geral e o segundo focado na formação profissional em sala de aula, complementado com um estágio numa empresa. Informe-se, ainda, que deverão ser ministrados nos Institutos Politécnicos. Foi ainda esclarecido pelo secretário de estado do ensino superior, José Ferreira Gomes, que estariam disponíveis 20 milhões de euros anuais no âmbito do Quadro Comunitário de Apoio, para financiamento destes cursos, que veriam o seu nascimento já a partir do próximo ano lectivo. Primeira incongruência pois que, no final do Conselho de Ministros, já este senhor admitia que o financiamento estava ainda em fase de negociação.
Acontece, porém, que no contexto hodierno de ensino existem já os chamados CET, ou por outras, Cursos de Especialização Técnica, que são feitos essencialmente em contexto de trabalho adequando-se às necessidades do mercado e do tecido empresarial. Que vantagens trarão os CTSP? Não serão uma sobreposição inconsistente que afectará a racionalidade do sistema e fará cair por terra a sua eficácia? Não iremos num sentido de dar formações superiores cada vez mais curtas, já na senda do reprovável Processo de Bolonha? Que acreditação terão estes cursos, que valoração lhes será dada pelo mercado, que futuro terão estes estudantes? O secretário de estado do ensino superior garante que a maioria dos jovens que irão frequentar estes cursos ficarão a trabalhar no meio regional; que não se pretende o desenraizamento dos jovens do interior do país. Muito bem, então. Mas só uma questão: as poucas empresas existentes no interior do país vão ser capazes de absorver estes novos técnicos?
E depois a ambiguidade com que se trata as questões levantadas por esta proposta: é dito que estes cursos, de modo algum, conferirão um grau superior, e caso o estudante pretenda seguir uma licenciatura, posteriormente, dever-se-á submeter a uma “prova local”, ou seja, cada instituto politécnico vai ser capaz de estabelecer um sistema de avaliação dos seus alunos ou de outros candidatos (!?) de modo a poder integrá-lo numa licenciatura. É, portanto, em torno da arbitrariedade e da incerteza que se decidirá o futuro do candidato. Mais tarde, quando questionado sobre a existência de Cursos de Especialização Técnica, José Ferreira Gomes vem contrariar o que havia dito, apontando que estes são apenas uma formação pós-secundária não superior e que os novos cursos, os CTSP, “já têm mais a natureza de curso superior”. Mas então onde ficamos? Têm ou não cariz superior?
Todas estas incoerências à volta desta proposta fazem-me lembrar que nem toda a aposta no ensino e na formação é inteligente. Todas estas obscuridades fazem com que este projecto morra, ainda não tendo nascido, devido sobretudo à forma depreciativa com que vai sendo moldado, e devido à confusão entre o que é ensino profissional de nível secundário e a formação em contexto de empresa.
De facto, um país orientado para políticas de educação é um país desenvolvido e traçado para um futuro mais sólido, mas não se pode trazer a público propostas mal delineadas, sem balizas marcadas ou conteúdo coerente. Não se pode, num dia, criticar abruptamente os programas de governação anteriores, quando num outro se propõe um plano sem base nem arestas limadas.
Eduarda Ferreira
in: TVS
Pedro Silva Pereira arrasa Governo e bancadas do PSD e CDS
Ouvi há pouco Pedro Silva Pereira, deputado socialista e ministro da Presidência no anterior Governo, a fazer uma declaração política no Parlamento sobre o Relatório do FMI conhecido ontem, que enfureceu os deputados do PSD e do CDS e levou Miguel Frasquilho e Nuno Magalhães a responderem com grande estardalhaço.
Sentado na primeira fila da bancada socialista, de rosto sereno e sem demonstrar qualquer emoção Silva Pereira ouviu as reacções, primeiro das bancadas da maioria e depois dos partidos à sua esquerda.
Quando chegou a sua vez de responder, foi um festival. O ruído vindo da maioria era ensurdecedor, a pontos de a Presidente várias vezes ter mandado calar as bancadas e dito a Silva Pereira que o tempo do ruído seria descontado na sua intervenção. À esquerda as reacções à resposta de Silva Pereira foram mais comedidas, apenas o PCP vociferava mas vistas na televisão as reacções deste não passavam de esgares.
A uns e a outros Silva Pereira respondeu imperturbável, sem se incomodar com as reacções que vinham das bancadas, as respostas fluiam soltas e imparáveis, os dados e os números na sua cabeça, a história recente bem viva na mente, tudo a sair-lhe da boca como flechas certeiras atiradas à direita e à esquerda. No final arrebatou aplausos da bancada do PS, enquanto os oradores da direita e da esquerda que o tinham atacado, ostentavam sorrisos amarelos.
E do que falou Silva Pereira?
Falou do relatório do FMI, era esse o tema da sua declaração. É melhor ver no link da imagem.
Mas o melhor foram ainda as respostas à maioria, ao PCP e ao Bloco. Silva Pereira lembrou ao PSD, que o acusava de “desfaçatez”, quando em abril de 2011, “contra os pareceres do Banco Central Europeu e da Comissão Europeia”, o PSD recusou o PEC IV e abriu uma crise política em Portugal, que atirou para o lixo o ‘rating’ da República (onde ainda se encontra) e precipitou a crise política”. E lembrou ao PCP e ao Bloco que “o momento fundador do actual governo” foi o chumbo do PEC IV em que eles colaboraram e avivou-lhes a memória do momento em que, em 2011, perante o PEC IV, disseram que quem governava era o FMI e Pedro Silva Pereira lhes respondeu ali mesmo, na AR: “ainda não viram nada”!
Mas neste episódio parlamentar o que suscita reflexão é o facto de o PS dispôr de deputados com os conhecimentos e a preparação política de Silva Pereira e deixá-los nas filas de trás, dando palco a vozes menos experientes e sobretudo menos abalizadas a responder taco a taco à demagogia e à deturpação de factos da história recente.
Percebe-se porque é que a direita e a esquerda se irritam com Silva Pereira, com Sócrates e com outros que vêem lembrar coisas que eles querem esquecer. Os portugueses que não se revêem no actual governo e que desistiram de acreditar numa alternativa de esquerda incluindo os partidos à esquerda do PS precisam de vozes assim, firmes, informadas e sem medo do passado.
Contra os Independentes Politizados

Evidentemente não temos tido o engenho e a arte de eleger políticos mais bem preparados, conscientes e preocupados com a sustentabilidade futura dos países ao invés do ato eleitoral seguinte.
Ainda assim, no meio de tantas críticas temos que reconhecer o valor de pessoas que se prestam a tentar governar o país, mesmo com todas as dúvidas e críticas sobre as suas reais intenções.
Um dos grandes problemas que nos debatemos ultimamente está relacionado com a origem de uma parte das críticas. Esta origem requer preferencialmente uma análise sociológica e pouco política, uma vez que advém de personalidades que se tornam conhecidos por serem Independentes Politizados.
Esta nova classe de opinion makers, encontra-se numa posição invejável, proveitosa e de todo impossível de combater. São pessoas que tem opinião sobre tudo, com pontos de vista ferozes, mas que nada fizeram nem nunca irão fazer para tentar melhorar o atual estado de situação do país, da política e da sociedade em geral. Seja num nível macro em termos internacionais, ou em circunstâncias micro, no meio onde residem.
Por muito que se discorde do posicionamento político ideológico de alguém, só temos que elogiar a capacidade de se ser alternativa, apresentando-se a votos. A sociedade começa a ficar saudosa dos velhos do Abril. Aqueles que sempre lutaram, saíram de casa para as ruas demonstrando as suas opções políticas sem nunca terem medo de dar a cara, mesmo estes tendo consequências como a privação da liberdade.
Agora os Independentes Politizados são impossíveis de combater porque não tem passado, não tem ação, não tem erros próprios da condição Humana mais pura. Com esses, uma sociedade que se quer evoluída não pode contar porque têm medo do erro, sofrendo dessa forma o pior de todos os males - a incapacidade. Destes, nunca irá rezar a História.
Situam-se na posição mais simples. No conforto do lar. Pendendo as suas preferências por quem tem mais influência, por quem venceu eleições, por quem tem mais recursos financeiros e por quem está na mó de cima. Ou então transformam-se no oposto, tornando-se oposição a tudo.
Estes nunca perdem. Vencem sempre. Os outros são os culpados por não terem feito isto ou aquilo, por no passado terem dito algo que agora não podem fazer. Estão em todo o lado. Seja na mesa do café, nas redes sociais ou em programas de televisão com os holofotes da fama voltados para a sua impoluta pessoa.
Num país ávido de soluções que não se vislumbram fáceis nem simples, há que pugnar pela união, pela força do conjunto, alterando comportamentos pela iniciativa popular.
Num país que a cada ato eleitoral fazem-se promessas obtusas, juntemos esforços para combater uns e outros. Agindo, mas tomando “partido”. Apontando o dedo, mas dizendo, “eu fiz, faço ou proponho-me a fazer melhor”. Acabe-se com a letargia imposta por uma sociedade com pânico da responsabilidade e horror à política, mas que passa a vida a falar dela.
Tal como Platão, “o maior castigo pela tua não participação na política, é seres governado por inferiores”.
Só com união e ação, é que conseguimos fazer Abril.
in: Verdadeiro Olhar
Carta ao Pai (Fernando Tordo foi obrigado a emigrar aos 65 anos)
Ontem, o meu pai foi-se embora. Não vem e já volta; emigrou para o Recife e deixou este país, onde nasceu e onde viveu durante 65 anos.
A sua reforma seria, por cá, de duzentos e poucos euros, mais uma pequena reforma da Sociedade Portuguesa de Autores que tem servido, durante os últimos anos, para pagar o carro onde se deslocava por Lisboa e para os concertos que foi dando pelo país. Nesses concertos teve salas cheias, meio-cheias e, por vezes, quase vazias; fê-lo sempre (era o seu trabalho) com um sorriso nos lábios e boa disposição, ganhando à bilheteira.
Ontem, quando me deitei, senti-me triste. E, ao mesmo tempo, senti-me feliz. Triste, porque o mais normal é que os filhos emigrem e não os pais (mas talvez Portugal tenha sido capaz, nos últimos anos, de conseguir baralhar essa tendência). Feliz, porque admiro-lhe a coragem de começar outra vez num país que quase desconhece (e onde quase o desconhecem), partindo animado pelas coisas novas que irá encontrar.
Tudo isto são coisas pessoais que não interessam a ninguém, excepto à família do senhor Tordo. Acontece que o meu pai, quer se goste ou não da música que fez, foi uma figura conhecida desde muito novo e, portanto, a sua partida, que ele se limitou a anunciar no Facebook, onde mantinha contacto regular com os amigos e admiradores, acabou por se tornar mediática. E é essa a razão pela qual escrevo: porque, quase sem o querer, li alguns dos comentários à sua partida.
Muita gente se despediu com palavras de encorajamento. Outros, contudo, mandaram-no para Cuba. Ou para a Coreia do Norte. Ou disseram que já devia ter emigrado há muito. Que só faz falta quem cá está. Chamam-lhe palavrões dos duros. Associam-no à política, de que se dissociou activamente há décadas (enquanto lá esteve contribuiu, à sua modesta maneira, com outros músicos, escritores, cineastas e artistas, para a libertação de um povo). E perguntaram o que iria fazer: limpar WC's e cozinhas? Usufruir da reforma dourada? Agarrar um "tacho" proporcionado pelos "amiguinhos"? Houve até um que, com ironia insuspeita, lhe pediu que "deixasse cá a reforma". Os duzentos e tal euros.
Eu entendo o desamor. Sempre o entendi; é natural, ainda mais natural quando vivemos como vivemos e onde vivemos e com as dificuldades por que passamos. O que eu não entendo é o ódio. O meu pai, que é uma pessoa cheia de defeitos como todos nós – e como todos os autores destes singelos insultos –, fez aquilo que lhe restava fazer.
Quer se queira, quer não, ele faz parte da história da música em Portugal. Sozinho, ou com Ary dos Santos, ou para algumas das vozes mais apreciadas do público de hoje – Carminho, Carlos do Carmo, Mariza, são incontáveis – fez alguns dos temas que irão perdurar enquanto nos for permitido ouvir música.
Pouco importa quem é o homem; isso fica reservado para a intimidade de quem o conhece. Eu conheço-o: é um tipo simpático e cheio de humor, que está bem com a vida e que, ontem, partiu com uma mala às costas e uma guitarra na mão, aos 65 anos, cansado deste país onde, mais cedo do que tarde, aqueles que o mandam para Cuba, a Coreia do Norte ou limpar WC's e cozinhas encontrarão, finalmente, a terra prometida: um lugar onde nada restará senão os reality shows da televisão, as telenovelas e a vergonha.
Os nossos governantes têm-se preparado para anunciar, contentíssimos, que a crise acabou, esquecendo-se de dizer tudo o que acabou com ela. A primeira coisa foi a cultura, que é o património de um país. A segunda foi a felicidade, que está ausente dos rostos de quem anda na rua todos os dias. A terceira foi a esperança. E a quarta foi o meu pai, e outros como ele, que se recusam a ser governados por gente que fez tudo para dar cabo deste país - do país que ele, e milhões de pessoas como ele, cheias de defeitos, quiseram construir: um país melhor para os filhos e para os netos. Fracassaram nesse propósito; enganaram-se ao pensarem que podíamos mudar.
Não queremos mudar. Queremos esta miséria, admitimo-la, deixamos passar. E alguns de nós até aí estão para insultar, do conforto dos seus sofás, quem, por não ter trabalho aqui – e precisar de trabalhar para, aos 65 anos, não se transformar num fantasma ou num pedinte – pegou nas malas e numa guitarra e se foi embora.
Ontem, ao deitar-me, imaginei-o dentro do avião, sozinho, a sonhar com o futuro; bem-disposto, com um sorriso nos lábios. Eu vou ter muitas saudades dele, mas sou suspeito. Dói-me saber que, ontem, o meu pai se foi embora.
João Tordo - Filho do músico Fernando Tordo
in: Público
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