Plano Municipal da Juventude em construção

A Câmara Municipal e os diversos parceiros na área da juventude e das associações estão a trabalhar na elaboração do Plano Municipal da Juventude (PMJ), anunciado no 8.º aniversário do Espaço AJE, em janeiro deste ano.
A primeira reunião de trabalho do PMJ realizou-se no passado dia 8 de fevereiro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
De acordo com a Vereadora do pelouro da Juventude, Dra. Cristina Moreira, pretende-se que “seja um documento aberto, com contributos e sugestões das associações juvenis do concelho para ser desenvolvido nos próximos anos, entre 2014-2020”.

Assim, nesta primeira reunião foram apresentadas aos grupos informais de jovens e associações juvenis as fases de trabalho tendo em vista a elaboração do Plano Municipal da Juventude.
Na ordem de trabalhos constou ainda a entrega, por parte das associações e grupos informais, do plano de atividades para 2013, bem como dos contributos de cada grupo ou associação para o Plano Municipal da Juventude 2014/2020.
Participaram nesta primeira reunião associações juvenis e grupos informais, como clube Lousada BTT, Grupo Danças Caídenses, Club Juvenil de Lustosa, Escola de Danças de Salão e Desportiva de Lousada, Academia de Daitoshin, Projeto AgitARTE, Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, Agrupamentos de Escuteiros de Meinedo, Silvares e Lustosa, Busquipropõe, Conservatório do Vale do Sousa, Ao Encontro das Raízes, Bombos Sta. Maria de Sousela, um membro do Conselho Jovem Estudante e LAC Patinagem.
Na opinião da Vereadora da Juventude, este é um Plano aberto que se encontra numa fase de discussão inicial onde o contributo válido dos vários quadrantes da sociedade lousadense, com ligação à juventude é vital.
“A ideia passa, como é óbvio pelo envolvimento da população jovem neste processo para que depois possamos integrar num plano mais alargado à região e trabalhar em articulação com os municípios que compõem o Tâmega e Sousa” – destaca a vereadora Dra. Cristina Moreira.

As várias fases do PMJ 2014/2020
 
A elaboração deste Plano tem quatro fases, desde o diagnóstico, e levantamento da situação atual que representam a primeira fase.
A definição das áreas estratégicas de intervenção são também importantes para que se elabore o documento e sua monotorização com a introdução de atualização sempre que necessário.
O principal desafio da implementação deste plano passa por envolver o maior número de parceiros onde as associações juvenis do concelho legalmente constituídas assumem papel de destaque para que o documento a construir possa ir ao encontro das necessidades e das aspirações dos jovens lousadenses.
As áreas estratégicas de intervenção definidas têm diversos eixos prioritários como a educação, formação, emprego e empreendedorismo, habitação, cultura, lazer e desporto, promoção social, associativismo e cidadania, criatividade, ciência e conhecimento, de forma a contemplar ações e intervenções nas principais áreas que envolvem os mais novos. Da mesma forma, os vetores de atuação a determinar terão em conta pressupostos como o empreendedorismo, mérito escolar, desenvolvimento vocacional e pessoa, mobilidade e intercâmbios, intergeracionalidade, tecnologias, entre outros.
 
in: Jornal de Lousada

Razões… que a própria razão desconhece


São tantas as barbaridades cometidas pelo atual governo e tantos os atropelos e devaneios do Presidente da República empossado, que tenho dificuldades em optar, com uma finalidade crítica, entre ambos. Hoje tomei a liberdade de apreciar a atuação do nosso Chefe de Estado, vulgo, Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva. Diz a doutrina que um Presidente da República deve agir como árbitro entre Governo e Assembleia, bem como entre a maioria e a minoria; deve ser polícia, controlando a conduta do Governo; e deve atuar também como bombeiro do sistema, na necessidade de demissão do Governo, dissolução da Assembleia da República ou declaração de estado de exceção. Se é certo que a Constituição confia em exclusivo ao Governo a condução da política geral do país, é correto afirmar-se também que não lhe entrega só a ele a função política ou de governo: compete ao Presidente da República, entre outras tarefas, a promulgação ou o veto de leis.

No ato de tomada de posse, o Presidente da República terá de, formalmente, prestar uma declaração de compromisso, prevista no artigo 127º da Constituição, a qual passo a citar: “Juro por minha honra desempenhar fielmente as funções em que fico investido e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa”. Por tudo o que foi dito, ficamos, então, a saber que o Presidente da República tem o dever de fazer cumprir os preceitos constitucionais, de entre eles, nomeadamente, o princípio da igualdade e o princípio da proporcionalidade. E porquê destacar estes e não outros? Pelo simples facto de estarmos perante um orçamento de estado desigual e desproporcional, tratando por iguais aqueles que são diferentes e tomando medidas que não são adequadas, necessárias nem proporcionais stricto sensu. Perante um documento implicitamente manchado por ilegalidades, abre-se a porta à atuação do Tribunal Constitucional a pedido do Presidente da República. Claríssima que é a inconstitucionalidade deste documento, qual é o objetivo de o promulgar e só depois enviá-lo para revisão? Faria todo o sentido que a fiscalização fosse de carácter preventivo e não sucessivo, como veio a acontecer. Concretizando, e para mais fácil entendimento, basta pensarmos numa situação do dia-a-dia, em que tenhamos a certeza de que, no nosso trabalho, algo está mal construído e, sabendo de antemão, que temos a possibilidade de corrigir o defeito, antes de afetar os destinatários, não o façamos.

Sucede porém que não podemos comparar uma camisa imperfeita com um orçamento de Estado, dado que este leva todos os portugueses à ruína e a uma vida já de per si difícil e sofrida.

Como a sina sempre nos parece ditar (a nós, portugueses) cabe-nos sofrer até ao fim e esperar que o dia de amanhã seja bem melhor. 

Eduarda Ferreira
in: TVS

As limitações das Autárquicas


Em ano de eleições autárquicas em Portugal, tudo gira em torno de alguns casos mais ou menos mediáticos, no que se refere à limitação de mandatos.

A discussão à volta deste tema seria uma perfeita “idiotice” caso este assunto fosse assumido com seriedade, de forma livre e desprendida do poder. A “gincana política e interesseira” de interpretar a lei que prevê a limitação de mandatos da forma como cada um entende, mediante as suas necessidades partidárias, é mais um erro colossal que em nada beneficia os seus intervenientes, nomeadamente nos partidos que formam eternamente coligações dúbias à direita.

Ninguém, minimamente sério, acha que esta lei foi elaborada apenas para aplicar a limitação de mandatos ao território e não à função de Presidente da Câmara ou de Junta. Certamente que nem os próprios políticos que já apresentaram as suas candidaturas, nomeadamente ao Porto e Lisboa (…), pensam desta forma, no entanto conseguiram vislumbrar mais uma porta para tentarem a todo o custo continuar a usufruir do poder a que sempre foram habituados.

Até o próprio Tribunal Constitucional, ao deliberar a perda de mandato a Macário Correia (atual Presidente da Câmara Municipal de Faro) reportando-se a erros da sua gestão autárquica enquanto Presidente da CM de Tavira, abre o precedente e reforça a posição de que o que está em causa é a função e não o território – dando mais um contributo para aquilo que toda a gente espera que venha acontecer – impedimento de candidaturas lideradas por políticos que atingiram três mandatos consecutivos.

Infelizmente os Tribunais tem em mãos mais um dossier sensível que o poder político e principalmente a ética ou ausência dela, poderiam resolver logo à partida. Aliás, em minha opinião, esta limitação de mandatos deveria ser estendida a todo e qualquer cargo político.

Entretanto, já se começa a vislumbrar campanha política numa fase em que as pessoas têm mesmo que se centrar no essencial. Tem que haver o cuidado, por parte de todos os intervenientes de não prometerem o que não é possível e a responsabilidade dos políticos seja em Lousada, seja noutro qualquer concelho, é imperial. Por vezes, quando leio determinadas intenções/promessas cobertas de nomes e designações pomposas, pergunto-me se não deveriam antes explicar como o irão fazer? Com quê? De que forma? Baseados em quê? É que tudo cheira a uma mão cheia de nada quando se vai ao pormenor dos nomes ou designações.

Nelson Oliveira
in: Jornal de Lousada

Onde estão aqueles que eram a favor das "manifs" há dois anos?

"É, no mínimo, cómico ver aqueles sevandijas que há 2 anos eram favoráveis a manifestações contra o Governo e que hoje, enquanto cabotinos tiranetes (ou aspirantes a...), relativizam e procuram descredibilizar a contestação de centenas de milhares de pessoas[*] que estiveram nas ruas este sábado. Não há forma de defender honestamente o indefensável.


Temos hoje:

- Mais dívida pública (+35 mil milhões de euros, ou +21,3%, que em 31/05/2011);

- Mais despesa pública efetiva em 2012, relativamente a 2011 (+23,6 milhões de euros);

- Uma carga fiscal mais acentuada, todavia garantindo menos receita fiscal (-6,8% do que no ano 2011);

- Uma taxa de desemprego "record" (+5,0 p.p. do que no fim do 1º semestre de 2011) e, particularmente, com números extremamente preocupantes quanto ao desemprego jovem (38,6%, +9,7 p.p. do que no fim do 1º semestre de 2011) e mais destruição de emprego (-4,2% de empregos em 2012);

- Uma contração do PIB bem acima do previsto orçamentalmente (-3,2% do PIB relativamente a 2011, segundo a estimativa rápida do INE e CE), com uma queda abrupta da procura interna (-7,4% em 2012).



Destaca-se, ainda, por exemplo:

- A privatização da ANA (sem liberalização), transformando o setor num monopólio privado;

- A emigração, também ela, "record". Estima-se que nos últimos dois anos, a emigração tenha sido superior à dos últimos três anos da II República.




Indubitavelmente, basta.




[*] Nota Final: Uma contestação de qualquer espécie não se torna, nem mais, nem menos, válida pela presença de 1, 10, 10^3 ou de 10^6 pessoas, mas há quem - da esquerda à direita, passando pelos pupilos do regime -, incrivelmente, não perceba isso."





Cláudio Carvalho

Secção Laranja do DN

Tem mais graça ser uma figura tão insuspeita como João Miguel Tavares a discorrer sobre a secção laranja do DN [hoje no Público, num artigo intitulado E vão 10]:
    ‘Com a ida do jornalista Licínio Lima para a Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, elevam-se para 10 - convém repetir este número: dez - os jornalistas que transitaram da redacção do Diário de Notícias para cargos de nomeação directa do Governo de Pedro Passos Coelho. Por ordem alfabética: Carla Aguiar é assessora do ministro da Administração Interna, Eva Cabral é assessora do primeiro-ministro, Francisco Almeida Leite é vogal da administração do Instituto Camões, João Baptista é assessor do ministro da Economia, Licínio Lima foi nomeado para director-geral adjunto de Reinserção, Luís Naves é assessor de Miguel Relvas, Maria de Lurdes Vale é administradora do Turismo de Portugal, Paula Cordeiro é assessora do ministro das Finanças, Pedro Correia é assessor de Miguel Relvas e Rudolfo Rebelo é assessor de Pedro Passos Coelho. Espero não me estar a esquecer de ninguém.

    (…)

    Enquanto os portugueses são espremidos de segunda a domingo, e Pedro Passos Coelho utiliza discursos comoventes sobre a necessidade de modificar a mentalidade da pátria, o que se vê nas estruturas do Estado é o mesmo de sempre - ou até um bocadinho pior, porque saltarem dez jornalistas de uma única redacção deve ser algo inédito na história da democracia portuguesa. Pela boca morre o peixe, e pela boca há-de morrer este Governo, que é incapaz de manter a elevação ética necessária para impor os níveis gigantescos de sacrifícios que os portugueses estão a suportar. Promulgam-se novas leis laborais, exige-se a perda de velhos hábitos, tudo se quer flexibilizar, mas o círculo dos protegidos, esse continua ao abrigo de todas as tempestades.’

Afinal, Nogueira Leite não se pirou...

 
O ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos António Nogueira Leite foi nomeado administrador e membro da comissão de retribuições da EDP Renováveis, segundo um comunicado enviado pela empresa à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).


O economista foi nomeado por cooptação, para preencher um dos lugares que se encontravam vagos na sequência das renúncias apresentadas durante o ano 2012 por membros do Conselho de Administração da EDP Renováveis (EDPR).

Além de Nogueira Leite, foram nomeados para o Conselho de Administração da EDPR Acácio Jaime Liberado Mota Piloto e José A. Ferreira Machado, "no seguimento da proposta da comissão de nomeações e retribuições" e "até à próxima assembleia-geral de acionistas", lê-se no comunicado.

António Nogueira Leite foi também nomeado para preencher o lugar vago na comissão de nomeações e retribuições, enquanto José A. Ferreira Machado foi escolhido para preencher o lugar disponível de membro e presidente da comissão de operações entre partes relacionadas.

As alterações nos órgãos sociais da EDP Renováveis foram comunicadas à CMVM na terça-feira à noite, no mesmo dia em que foram divulgados os resultados anuais da empresa, que apresentou um lucro de 134,2 milhões de euros, mais 32% do que em 2011.

Professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, Nogueira Leite foi, entre julho de 2011 e janeiro de 2013, vice-presidente da comissão executiva da Caixa Geral de Depósitos e presidente do conselho de administração da Caixa Banco de Investimento.

O economista foi também já administrador na Bolsa de Valores de Lisboa, secretário de Estado do Tesouro e das Finanças do XIV Governo Constitucional e, por inerência de funções, governador (suplente) do Banco Europeu de Investimentos.

Desempenhou ainda funções de administrador executivo da CUF, da José de Mello Saúde, da EFACEC, da Brisa e da Quimigal, para além de ter sido vice-presidente do Conselho Consultivo do Banif Investment Bank.

Durão? Então a culpa é só de Portugal e tu é que aumentaste a dívida?

Governo de Barroso foi o que mais subiu dívida antes do subprime



O ex-primeiro ministro português, José Durão Barroso, veio hoje dizer na qualidade de Presidente da Comissão Europeia que a crise atual do país deve-se, acima de tudo, a "escolhas económicas que foram prosseguidas que não conseguiram resolver os problemas estruturais da competitividade portuguesa" e que "levaram a uma acumulação de dívida pública que pura e simplesmente não era sustentável".



As declarações do responsável, proferidas através de uma mensagem gravada na conferência da TSF/OTOC, contrastam com a dinâmica passada da dívida, que começou a ser mais desfavorável nos anos em que Durão esteve à frente do poder, em Portugal.

Uma revisitação da série histórica do rácio da dívida pública permite constatar que, até rebentar a crise financeira (em 2007/2008), o agravamento do fardo do endividamento em percentagem do produto coincidiu com a liderança das coligações PSD/CDS de Durão Barroso (2002 a 2004) mais os oito meses de Pedro Santana Lopes à frente do Governo, uma vez que Durão deixou Portugal para ir para Bruxelas.

Mais: de acordo com as bases de dados da Comissão Europeia, o rácio da dívida pública violou pela primeira vez a fasquia dos 60% do PIB, imposta pelo Pacto de Estabilidade, em 2004. Depois de ter oscilado na casa dos 50% entre 1990 e 2003, o rácio da dívida acabou por furar o teto dos Tratados em 2004.

Assim, o período dos governos de Durão Barroso/Santana Lopes foi responsável por um agravamento do rácio da dívida de 8,1% do PIB, um valor que compara com os 4% mais do último Governo de Cavaco Silva (PSD, de 1991 a 1994), com a redução em menos 5,5% do PIB durante o primeiro Governo de António Guterres (PS, de 1995 a 1998) ou mesmo o aumento em mais 6,5% do PIB entre 2005 a 2007, ano em que rebentou a crise do subprime, que depois se tornou de crédito, bancária e das dívidas soberanas.
 
in: Dinheiro Vivo

Nuno Ferreira é o candidato do PS a Meinedo - 2013.

Pela Verdade.

Nuno Ferreira, um jovem magnetense, pretende devolver a Meinedo o rumo e a verdade.

Meinedo precisa de mudar. Meinedo precisa de verdade. Meinedo precisa de Nuno Ferreira.

 
 



JS Porto - TVG


Juros sobem devido ao impasse italiano?


"O quê? Os juros portugueses sobem por causa do impasse italiano? Como é possível, tamanha influência externa sob o que é a política nacional? A culpa não era exclusivamente do Sócrates?"

Luis Brandão Pereira

Hoje era o dia de Mário Fonseca.


Parabéns, porque serás sempre recordado...

Mais uma prova da saúde financeira do município de Lousada


Como é evidente, Lousada não aparece nesta listagem!

 

Até que um dia… a Coligação Lousada-Viva elogiou Pedro Machado

Ao longo dos últimos tempos, várias entrevistas foram realizadas envolvendo os responsáveis políticos locais. Em todas elas houve algo em comum, nomeadamente referindo-nos à oposição Lousadense – todos elogiaram a competência do candidato do PS e vice-presidente da CM Lousada, Dr. Pedro Machado.

O CDS-PP Lousada, na voz da sua presidente – Maria Emília Chamusca (peça fulcral na Coligação Lousada-Viva e que dever-se-á apresentar a eleições como a segunda personalidade mais importante da lista), num tom muito sui generis, comparou os dois candidatos à CM Lousada.

Assim referiu “O Dr. Pedro Machado nunca foi político (…), já o Dr. Leonel Vieira está há mais tempo na política e os lousadenses já o conhecem (…) pelo menos através dos jornais”.

Posto isto, revemos aqui um enorme elogio para o candidato do PS. Em primeiro lugar, dado o momento em que vivemos, com a descrença nos “políticos” a atingir máximos nunca antes vistos no seio da nossa sociedade, esta caraterização só pode ser vista como extremamente positiva para Pedro Machado e penalizadora para o candidato da coligação, dada a colagem que lhe foi feita à política e à descrença generalizada. Em segundo lugar, acrescentamos o facto da parceira de coligação referir que o seu candidato é conhecido “pelo menos através dos jornais” o que não abona nada em seu favor, em contrapartida com Pedro Machado, vice-presidente há quase oito anos, mais do que conhecido por todos os Lousadenses dado o contacto diário no terreno e com a população.

Por outro lado, destaca-se a sua opinião quando refere que “O Dr. Pedro conta com o apoio do Dr. Jorge Magalhães e as pessoas gostam muito do Dr. Jorge Magalhães” e por isso “muitas pessoas até podem jul­gar que estão a votar pelo Dr. Jorge”, numa comparação verdadeira e excelente com um dos autarcas mais credíveis, experientes e bem sucedidos do país.

Já há algumas semanas, Agostinho Gaspar (presidente do PSD Lousada), tinha tecido considerações ao facto de Pedro Machado não ser um político ao invés do seu candidato. Referiu ainda que “Quando um lousadense vai a um muni­cípio com um problema não pode encontrar um presidente de câmara que lhe diga “a lei é isto que diz, tenha paciência, não há nada a fazer”. Ou seja, depreendemos que caso o PSD-CDS governassem a CM Lousada a lei não interessava para nada, uma vez que isso não é o factor essencial para um político seguir (?!?), nomeadamente na opinião do mais alto responsável do PSD Lousada. Registamos!

Caros Lousadenses, muito mal estaremos se algum dia tivermos “políticos” à frente da CM Lousada com este tipo de opiniões e métodos. Isto é muito grave!

Para finalizar, compete aos lousadenses elegerem para Presidente da CM Lousada, uma pessoa experiente, destacada e competente, ou um “político conhecido pelos jornais em que a lei, pelos vistos, representa algo meramente acessório (?!!)”.



Nota: Fica memorizada a opinião da responsável pela Coligação Lousada-Viva (M. Emília Chamusca) quando afirmou concordar com a junção de freguesias, nomeadamente Nespereira/Casais, ou “mesmo se fosse com Lodares ou Nevogilde”. Após inúmeras discussões, moções e propostas que defendiam unanimemente a oposição à extinção de freguesias no concelho de Lousada, reparamos que tudo isso não passou de taticismo político para atacar o PS. A verdade, é a que sempre suspeitamos – A Coligação quer a extinção de freguesias para Lousada.

Pensamento correto

"Culpar pelos males do mundo jovens adolescentes que escolhem um partido para fazer política aos 14 anos não me parece razoável..."

João Assunção Ribeiro 
(Referindo-se à "diabolização" das juventudes partidárias).

Estudo Falseado

A região foi surpreendida, há semanas, com a divulgação de um suposto estudo da Universidade da Beira Interior que estabelecia uma classificação dos concelhos do país por nível de qualidade de vida. Lousada era dos mais desfavorecidos, surgindo em lugar pouco honroso, facto lamentável pela completa falsificação da realidade.

A pretensa investigação enferma, desde logo, de um duplo erro. Por um lado, no tocante aos critérios em apreciação – alguns abstrusos, outros incompletos, outros desatualizados e uns quantos omissos, mas tudo metido num imenso e indiscriminado saco estatístico; por outro lado, os resultados finais contrariam aquilo que uma simples observação empírica rapidamente constata. Aliás, os próprios investigadores não deixam de revelar perplexidade por algumas conclusões, quando seria mais sensato reconhecer a dificuldade em justificar ilações disparatadas…

Considerar como elemento de qualidade de vida o número de linhas telefónicas – quando a predominância de telecomunicações móveis se afirma com natural evidência – ou o número de farmácias num determinado concelho – ignorando o serviço prestado por outras só porque localizadas num concelho limítrofe – é desvirtuar completamente o quotidiano. Do mesmo modo, é despropositado contabilizar apenas o volume de investimentos autárquicos na animação cultural sem ponderar o equilíbrio, sustentabilidade e distribuição anual da programação. Aplicar 200 mil euros em cantores pimba numa festa é bem diferente do que investir 100 mil euros numa programação equitativa e de qualidade ao longo do ano. Para os investigadores, qualidade de vida é a primeira hipótese. Contabilizar o número de recintos culturais e desportivos sem curar da dinâmica desenvolvida poderá constituir um trabalhoso exercício aritmético, mas claramente insuficiente para uma aferição honesta da realidade.

Alguma comunicação social, mais acrítica e excitada com números sugestivos e conclusões altissonantes, pronta a alinhar em campeonatos nacionais de qualquer coisa, deu pleno acolhimento a um “ranking” falsificado, que professores da Universidade do Porto consideraram já uma vergonha para a Universidade Portuguesa e, especialmente, para a Universidade da Beira Interior.

Alguns membros da oposição ensalivaram porque lhes pareceu servido o prato da maledicência. Poderiam recusar, como fizeram muitos lousadenses, nomeadamente inquiridos por um jornal local, distanciando-se de conclusões que o quotidiano desmente. Mas, para alguns, quanto pior melhor. Redes de acessibilidades, de água e saneamento básico, equipamentos e programas educativos, culturais e desportivos, serviços hospitalares e de saúde, oferta habitacional a preços mais acessíveis, equilíbrio urbanístico, políticas sociais, crescente afirmação turística: é largo o espetro do desenvolvimento. Só não vê quem não quer… ou pretende estar mal informado.



Eduardo Vilar


in Verdadeiro Olhar 

Eu, democratizado


Raramente paramos para sentir a importância de sermos democratizados, um pouco como a liberdade é um estado que apenas valorizamos quando nos privam dele. 

Vivemos confortavelmente, sem nos apercebermos, da teia ideológica que nos envolve e firma o tecido social que nos acolhe. Esta teia permite hoje que cada um possua uma capacidade impar de ressoar o eco da sua opinião. 

Já vão longe os tempos em que nos limitávamos a receber um fluxo interminável de informação, cada individuo tem o poder de se tornar num meio de comunicação, quase como um jornal ou canal de televisão. As nossas páginas pessoais nas redes sociais, são montras onde expomos as nossas ideologias, projeções daquilo que acreditamos ser ou queremos ser. 

Convencemos o consumidor a querer explorar a nossa vida, construímos cenários e temos uma voz presente e ativa, facilmente acessível quer por computador ou por telemóvel, em casa ou na rua. Falamos diretamente com os nossos dirigentes, com os nossos ídolos ou referencias, somos capazes de entrar nas suas rotinas e isto faz-nos sentir erradamente mais seguros, menos expostos por acreditarmos conhecer todas os pormenores que até então dificilmente teríamos acesso. 

Andamos perdidos numa era de revolução comunicacional, as personalidades que criamos no mundo digital tendem a perder rapidamente a ligação com os nossos valores morais, esquecemo-nos que a nossa liberdade termina onde a dos outros começa. 

É urgente refletir sobre a nossa postura na internet, afinal é um reflexo do que somos e tudo o que pomos lá dentro rapidamente vem cá para fora.

Artur Coelho
in: TVS