Coerência precisa-se!



"O vendedor de t-shirts retratado acima está preocupado com juízos apressados e classifica de ruído o caso Relvas. Hoje, numa televisão perto de si.

Lata não falta a esta gente.

Tudo o resto - competência jornalística, espinha, vergonha na cara - já se foi há muito tempo. Pocilga, verdadeiramente uma pocilga."

in: Arrastão

Apresentação da Candidatura (PS Lousada) - Dr. Pedro Machado







Relvas, as pressões aos jornalistas e os silêncios


Nas relações entre políticos (ou dirigentes desportivos, agentes culturais, empresários) e jornalistas, a fronteira entre a irritação, a indignação ou a crítica e a pressão é ténue. Depende dos modos do político, da sensibilidade do jornalista e da intimidade entre os dois. Não há regras escritas sobre a forma como se gere a inevitável tensão que existirá sempre entre comunicação social e política. Não gosto, por isso, da moda do jornalismo queixinhas e de quando o jornalista se torna no centro das notícias. Há políticos que pressionam jornalistas usando abusivamente o seu poder para limitar o trabalho da imprensa. Assim como há, já agora, jornalistas que pressionam políticos usando abusivamente o seu poder para conseguir uma notícia

Dito isto, há terrenos que estão claramente para lá da fronteira em que possam existir dúvidas. Do que se sabe, na conversa entre Miguel Relvas e a jornalista do "Público", Maria José Oliveira, o ministro foi muito para lá do que possa ser discutível. Ameaçar publicar coisas sobre a vida privada de uma jornalista ou prometer um blackout do governo a um jornal é chantagem pura e simples. É um atentado à liberdade de imprensa. Acresce que se sabe que Miguel Relvas é, na relação com a comunicação social, useiro e vezeiro neste tipo de comportamentos. Ainda nos lembramos do caso Pedro Rosa Mendes. 

Sobre a decisão do jornal em não publicar a notícia que Maria José Oliveira terá escrito não me pronuncio. Não li a notícia. E não basta que tenha havido uma pressão para que uma notícia passe a ser publicável. A relação de um jornal com os trabalhos jornalísticos não é igual à relação que tem com os trabalhos de opinião. Cabe ao jornal decidir se uma notícia é relevante para ser publicada. Acresce que o comunicado do Conselho de Redação do "Público" parece-me pouco fundamentado. Nesta matéria, os leitores do jornal terão de esperar por mais esclarecimentos, por exemplo, do Provedor do Leitor.
Quanto à existência de um ato inaceitável de chantagem, as coisas não podiam ser mais claras. Relvas chantageou a jornalista. Mesmo que esta lhe estivesse a fazer exigências ilegítimas - como dar-lhe um prazo de 32 minutos para responder a uma pergunta -, há coisas que um titular de um cargo público não tem o direito de dizer ou fazer. E que, fazendo-o, significam uma violação da liberdade de imprensa. Se elas são ditas ou feitas pelo titular da tutela da comunicação social, pior um pouco. 

José Sócrates ultrapassava muitas vezes esta fronteira. Não me lembro - mas pode ser falha de memória minha - se alguma vez terá chegado tão longe. Mas foi muitas vezes longe demais. E teve direito à justa indignação (também a minha), tendo havido mesmo quem defendesse que vivíamos num ambiente de "asfixia democrática". Por essa altura, um grupo de jovens (e menos jovens) bloguistas chegou mesmo a organizar uma concentração em frente ao Parlamento em defesa da liberdade de imprensa, coisa nunca vista, nem nos tempos do cavaquismo, aqueles em que a pressão aos jornalistas foi, em democracia, mais sistemática.

É agora interessante observar o silêncio dessas mesmas pessoas. Fui ver a lista de promotores dessa passeata dos tempos socráticos. Deixei de fora os meros subscritores do apelo para a manifestação e os blogues coletivos que a ela se associaram. Fiquei-me pelos promotores individuais iniciais. À espera que gritassem presente por uma imprensa livre. Entre os poucos promotores estavam pessoas que o leitor pode não conhecer mas são relativamente populares na blogosfera: Adolfo Mesquita Nunes, Carlos Nunes Lopes, Vasco Campilho e Rodrigo Moita de Deus, por exemplo. 

Porquê o seu silêncio? Porque alguma coisa mudou na vida do País e nas suas vidas. Adolfo Mesquita Nunes poderia ser coerente e protestar também agora. Mas entretanto tornou-se deputado do CDS. Carlos Nunes Lopes podia ter vindo de novo em defesa da liberdade de imprensa, mas agora é chefe de gabinete do secretário de Estado dos Transportes. Vasco Campilho poderia ir para a frente de São Bento defender os jornalistas dos abusos de Relvas, mas agora trabalha no Ministério do Ambiente e é um dos coordenadores do Plano Operacional de Valorização do Território. Rodrigo Moita de Deus, o mais ativo dos protestantes do passado, podia ter organizado outra concentração contra a "asfixia democrática", mas entretanto passou a ser membro do Conselho Nacional do partido de Miguel Relvas. Se em relação a José Sócrates não lhe faltaram palavras, hoje escreve: "Miguel Relvas lida com jornais e jornalistas há mais de uma década. Se fosse pessoa para fazer o que acusam já todos teríamos dado por isso. Nem teria sobrevivido até aqui." Ou seja, de indignados pela liberdade de imprensa os jovens bloguistas passaram a obedientes e silenciosos assessores, deputados e dirigentes partidários.

É por estas e por outras que escuto sempre com muita cautela discursos difusos, que ignoram as condições de proletarização crescente em que jornalistas trabalham, sobre a liberdade de imprensa e a sua relação com o poder político (esquecem sempre o mais eficaz dos poderes, que é o económico). Cansei-me de ouvir o silêncio presente dos indignados do passado e a indignação presente dos silenciosos do passado. E, sobretudo, tenho sempre muitas dúvidas sobre a coerência de quem defende a precariedade profissional e editorial dos jornalistas e se quer trasvestir, quando dá jeito, em advogado da sua liberdade.
Dito isto, o que Miguel Relvas fez com a jornalista do "Público" é grave. Não por o caso em si, que poderia corresponder apenas a um excesso do momento, mas por ser evidente que se trata de um padrão de comportamento. Assim como a cumplicidade com estes atropelos a uma imprensa livre é um padrão dos apoiantes do centrão que, à vez, passam de defensores dos jornalistas para disciplinadores dos jornalistas. Só depende de quem está no poder.

Ricardo Araújo Pereira sobre as "oportunidades" de Passos Coelho

"Sigamos o exemplo de Passos Coelho e descortinemos oportunidades em todas as desgraças. Porquê ficar apenas pelo desemprego?

Os acidentes rodoviários são uma oportunidade para trocar de carro. Os incêndios são uma oportunidade para organizar uma grande churrascada com amigos. As cheias são uma oportunidade para fazer um passeio de barco bem romântico. E a cadeia é uma oportunidade para descansar e descobrir novas sensações no duche."

Clube Bilderberg e a crise Grega

Acreditem se quiserem!

Daniel Estulin, o autor do livro “Clube Bilderberg – Os Senhores do Mundo” revelou detalhes chocantes sobre a conferência de Bilderberg, em 2010, quanto ao que a elite lá reunida prometeu fazer no ano seguinte. Promover a crise foi ordem dominante. 
No entanto houve divergência, uns achavam que a mesma deveria ser curta e intensa para preparar terreno para uma Nova Ordem Mundial, enquanto outros defendiam que interessava mais mergulhar o Mundo numa grande depressão, uma espécie de longa agonia…(link)

A invenção da Grécia

"A GRÉCIA É UM PAÍS INVENTADO; ERA UMA PROVÍNCIA DO IMPÉRIO OTOMANO",
José Luis Arnaut, SIC Notícias.

Sem comentários.

(Nem queremos saber o que pensa, JL Arnaut sobre Portugal)

Apresentação da Candidatura de Pedro Machado

Convidamos todos os militantes, simpatizantes do PS Lousada e demais interessados a estarem presentes na apresentação da Candidatura de Pedro Machado à Concelhia do PS Lousada.

Sábado, 19 de maio às 16 horas na sede do PS Lousada (por cima das finanças).

 


Não minto, não engano nem ludibrio os Portugueses

"Não minto, não engano nem ludibrio os portugueses, afirmou categoricamente o senhor ministro das Finanças, Vítor Gaspar, aos deputados na Comissão de Orçamento e Finanças, quarta-feira, na Assembleia da República. Palavra de ministro de que não quero duvidar, mas a realidade entra-nos pelos olhos dentro e não deixa espaço para duvidarmos que omite, ilude e dribla os portugueses.

Omitiu à Assembleia da República documentos do PEC travestido de DEO – Documento de Estratégia Orçamental – que enviou para Bruxelas em segredo e só depois de confrontado com este episódio pelos deputados da oposição entregou ao presidente da Comissão de Orçamento e Finanças a versão em inglês. Esta atitude viola princípios fundamentais e basilares da democracia e do relacionamento entre o governo e o parlamento.

Ilude sistematicamente os portugueses com as suas projecções macroeconómicas. Em menos de um ano (dez meses apenas), o ministro Vítor Gaspar já elaborou e apresentou seis projecções diferentes para o crescimento da economia: em Julho uma projecção de 1,7% de crescimento negativo; passado um mês reviu em baixa esse valor, para -1,8%; dois meses depois passou para uma recessão de 2,8% (-1 ponto percentual em dois meses); cinco meses depois veio admitir um valor de -3,3%; e agora, passado um mês, revê em alta para -3,0%.

Veremos se até ao fim do ano ficamos por aqui, porque já vimos que o senhor ministro Vítor Gaspar não é especialista em projecções, sendo comandado na sua acção pela obsessão pela austeridade.

Dribla os portugueses com a reposição dos subsídios de férias e de Natal, afirmando que a mesma se verificará no fim do período de vigência do Programa de Assistência Económica e Financeira, mas no famigerado DEO/PEC, enviado a Bruxelas, inscreve na página 39: “No caso de Portugal, só foram incluídas nas projecções das pensões as medidas legisladas até Agosto 2011. Nas restantes despesas foi tido em conta o corte salarial médio de 5%, em 2011, e o corte nos subsídios de férias e Natal a partir de 2012.” Ora aqui está preto no branco a demonstração de que a verdadeira intenção do governo é transformar em definitivo aquilo que verbalmente afirma que é provisório.

Tenta ainda driblar a Assembleia da República, rebaptizando com o nome de DEO o que é um verdadeiro PEC, como é evidenciado no primeiro parágrafo do próprio documento, com o objectivo de evitar apresentar este importante documento aos deputados, conforme prevê o Artigo 12.o B da Lei de Enquadramento Orçamental, especialmente o seu n.o 5, que obriga à sua apresentação à Assembleia da República antes de o enviar para Bruxelas.

Como tudo é diferente passado um ano... É verdade que há um ano os membros do governo, especialmente o primeiro-ministro, não mentiam, porque carecia de demonstração o que fariam no futuro.

Hoje apelam ao sentido de responsabilidade do Partido Socialista para a aplicação do Memorando da troika e de tudo o que está para além dele, quando há um ano apenas tiveram um objectivo, derrubar o governo movidos pela ganância do poder e pela ambição de aplicar a sua agenda ultraliberal.

O governo do PS e o primeiro-ministro José Sócrates apresentaram em Bruxelas e aos portugueses em simultâneo as linhas gerais daquilo que haveria de ser o PEC IV. Nessa altura fez-se ouvir um coro de protestos contra o comportamento do governo, a dizer que o tinha feito sem dar prévio conhecimento ao parlamento e ao Presidente da República.

E a atitude era tão grave que até o Presidente da Republica classificou o comportamento de José Sócrates no prefácio do livro “Intervenções Roteiros VI” “uma falta de lealdade institucional que ficará registada na história da nossa democracia”.

Agora, quando o governo PPD/PSD-CDS/PP apresenta o DEO/PEC, em Bruxelas, no mais absoluto dos segredos, numa versão bem diferente da que apresentou posteriormente na AR, tudo não passa de meros formalismos e o senhor Presidente até desvaloriza o episódio remetendo a sua justificação para as explicações do ministro das Finanças.

O que era uma deslealdade, uma verdade absoluta e grave ontem, não passa hoje de mero formalismo, epifenómeno de criação de factos políticos menores que devem ser desvalorizados. Há razões que a razão de facto não consegue alcançar. Ou talvez consiga…"

Renato Sampaio
Deputado do PS pelo Porto
Jornal i

Pérolas do nosso dia-a-dia

O deputado do PSD Miguel Frasquilho disse nesta segunda-feira, em Felgueiras, que “os portugueses percebem o caminho que está a ser trilhado pelo Governo e que não havia outra alternativa”.
Comentando o crescimento do desemprego, em 2011, na região do Vale do Sousa, que ultrapassou os 20% face a 2010, Miguel Frasquilho insistiu que só as políticas que o Governo está a executar “poderão proporcionar”, no futuro, “mais crescimento económico e criação de emprego”. “É este Governo que está a desendividar Portugal e que está a transformar estruturalmente a sociedade portuguesa e a tornar o país mais competitivo e mais atractivo”, afirmou.
Para o deputado social-democrata, “o Governo está a corrigir anos de desvario”, um trabalho que, sublinhou, exige “esforço, coragem e empenho”. Ainda a propósito da subida de desemprego no interior do distrito do Porto, com números que admitiu serem “dramáticos”, revelou que o PSD já previa que a situação evoluiria nesse sentido, acrescentando: “Esperávamos um agravamento da situação de 2011 para 2012 e, em termos de desemprego, 2013 poderá ser ainda um ano muito complicado”.
Fonte
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Ah, como Frasquilho tem razão, como tudo o que diz é a verdade verdadinha. Este Governo está mesmo, mesmo, mesmo a transformar estruturalmente a sociedade portuguesa. Isso é inegável, inquestionável, indisfarçável. 

Precisaríamos de recuar a 24 de Abril de 74 para encontrar a mesma tristeza no povo, o mesmo desespero nas famílias, a mesma ideologia bolçada pelos soberbos governantes, a qual despreza os pobres, a classe média, os trabalhadores e os considera culpados de todos os vícios, em especial da preguiça e da gula. Ah, o desvario dos últimos anos, quem pode esquecer. 

Que loucura, que bacanal. 

Bastava ler os relatórios do Banco de Portugal, do Instituto Nacional de Estatística, do Eurostat, da OCDE, da Comissão Europeia, dali e dacolá. Toda a gente a denunciar a loucura, era uma loucura. Ah, o desvario das Novas Oportunidades, essa irracionalidade de atribuir competências a quem não nasceu para doutor. Ah, o desvario do programa Magalhães, esse desperdício que só serviu para irritar professores e espalhar literacia informática. Ah, o desvario dos investimentos em ciência, tecnologia, energias renováveis, diplomacia económica, renovação do parque escolar, cultura de avaliação nas escolas, rede viária, ligações de transportes, reforma do Estado. Que inacreditável suicídio colectivo esse de acreditar que Portugal poderia crescer através da qualificação e da modernização.

Sim, Frasquilho, o teu PSD, esse partido que nos ofereceu Santana e Menezes, Cavaco e BPN, Jardim e troika, Passos e Relvas vai deixar este país num brinquinho, a brilhar de tanto o lixarem. Convosco não há desvarios, está tudo controlado.

in: Aspirina B

Editorial - Verdadeiro Olhar


Estudo ANMP - Poder Local


Governo de Portugal: Principal promotor do Desemprego



Governo ordena despedimentos colectivos no Novas Oportunidades

As escolas incapazes de assegurar os encargos com o pessoal afecto aos Centros Novas Oportunidades (CNO) têm 40 dias úteis, a contar da passada sexta-feira, para promover a cessação dos contratos de trabalho do pessoal afecto àqueles centros.

E podem fazê-lo "por meio de despedimento colectivo ou de despedimento por extinção de posto de trabalho", lê-se num documento emitido pela Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP).

As escolas básicas ou secundárias capazes de, com receitas próprias, assegurar os encargos com o pessoal dos respectivos CNO podem mantê-los abertos até final de Agosto. Quanto às restantes, tiveram até sexta-feira para requerer a extinção dos centros. São estas que dispõem agora de 40 dias úteis para dispensar o respectivo pessoal. "São técnicos que tinham contrato até Dezembro de 2013 e pagar-lhes as indemnizações vai custar mais ao Estado do que custaria a sua reafectação a outras funções no contexto das escolas, que, como se sabe, se debatem com falta de recursos", criticou ao PÚBLICO Sérgio Rodrigues, presidente da Associação Nacional de Profissionais da Educação e de Formação de Adultos.

Para este responsável, a opção pelo despedimento deixa claro "que não existe a menor vontade de aproveitar os recursos da rede de centros". Falando no Parlamento, a semana passada, Nuno Crato prometeu para breve a divulgação da avaliação ao funcionamento dos CNO encomendada ao Instituto Superior Técnico. Desde o início do ano, mais de 1200 técnicos afectos aos CNO foram dispensados. Em Agosto deverão encerrar todos os centros.

Orientação por correio electrónico

Esta orientação foi recebida por correio electrónico, segundo o Jornal de Notícias (JN)desta terça-feira. A mensagem remete para as escolas a decisão sobre se decidem manter aqueles centros com “receitas próprias” até 31 de Agosto, ou se os extinguem, no caso em que as candidaturas a financiamento tenham sido recusadas.

No caso da extinção, conta ainda o JN, é-lhes dito para recorrerem a uma de duas minutas, enviadas em anexo – uma para despedimento colectivo e outra para despedimento por extinção do posto de trabalho.

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e vários directores duvidam da legalidade desta orientação, por remeter para o Código do Trabalho, que não é aplicável à função pública.

Os directores das escolas e os técnicos ligados ao programa Novas Oportunidades defendem que os profissionais em causa estão abrangidos pelo regime de contrato de trabalho da Função Pública e, por isso, as orientações enviadas pelo Governo chocam com a lei, que não permite, nestes casos, o despedimento colectivo ou a extinção do posto de trabalho.

O departamento jurídico da Fenprof está a analisar a situação, mas o advogado Jorge Neto diz ao JN que a aplicabilidade dependerá dos termos de cada contrato, que podem remeter para as regras do sector privado.

O director de uma escola, a Secundária de Oliveira do Douro, criticou a falta de assinatura e de cabeçalho no documento, que lhe dariam autenticação.

Segundo o ministro da Educação Nuno Crato, esta semana, serão conhecidos os primeiros resultados de avaliação do programa Novas Oportunidades, um estudo realizado pelo Instituto Superior Técnico, da Universidade Técnica de Lisboa.

Oportunidades


Eletrificação da Linha Caíde - Marco de Canaveses


Resolução da Assembleia da República n.º 73/2012


Recomenda ao Governo a eletrificação do troço Caíde -Marco
de Canaveses na linha do Douro
A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5
do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo
que:
1 — A aposta prioritária seja em investimentos criteriosos
de proximidade, com benefício efetivo das
populações e economia locais em detrimento de projetos
mais mediáticos mas exigentes de avultados recursos
e por essa razão de inexequibilidade certa no contexto
atual.
2 — Seja retomado o projeto de eletrificação do troço
Caíde -Marco de Canaveses e ainda a implementação de
sinalização eletrónica, e telecomunicações, na linha do
Douro.

3 — Seja mantido o troço Caíde -Marco de Canaveses
da linha do Douro na rede suburbana do Porto.
Aprovada em 20 de abril de 2012.


O Presidente da Assembleia da República, em exercício,
Guilherme Silva.

Diário da República, 1.ª série — N.º 93 — 14 de maio de 2012

Onde está a Verdade e a Transparência

Miguel Relvas


Quando já se pensava que o desaparecimento de Miguel Relvas significava que o ministro teria passado à clandestinidade, eis que o braço direito e cérebro de Passos Coelho é apanhado em intimidades com o agente secreto da Ongoig. As coisas começam a estar confusas, Miguel Relvas, Ongoing da família Moniz e Secretas é uma mistura duvidosa que pode levar muita gente a pensar se estamos perante contactos circunstanciais ou se a relação é mais antiga, podendo envolver mesmo o então candidato a primeiro-ministro, Passos Coelho.

«Algum tempo depois das eleições legislativas de 2011, Jorge Silva Carvalho, então quadro da Ongoing, enviou, por correio electrónico, ao ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, um relatório detalhado com um plano para reformar os serviços de informação, propondo para directores do SIS (Serviço de Informações de Segurança) e do SIED (Serviço de Informações Estratégicas de Defesa) funcionários da sua confiança e apontando ainda os nomes daqueles que não deveriam assumir cargos dirigentes.

O conteúdo deste email surge num dos apensos do despacho de acusação do Ministério Público (MP), no qual Silva Carvalho, Nuno Vasconcellos, presidente da Ongoing, e João Luís, ex-agente do SIED, são acusados da prática de diversos crimes. O documento confirma a notícia do PÚBLICO de 28 de Janeiro, que foi desmentida publicamente por Miguel Relvas e, no dia anterior, pelo gabinete do primeiro-ministro. Na resposta enviada ao PÚBLICO, os assessores de Passos Coelho escreveram que o chefe do Governo, que tutela as secretas, só iria comentar “matérias de facto”, recusando “alimentar mais folhetins a este respeito”.» [Público]


As dúvidas do dia

A colaboração entre o chefe da secreta e agente da Ongoing da família Moniz só se iniciou depois de Miguel Relvas chegar ao poder?~

Passos Coelho não sabia das relações entre Relvas e o homem da Ongoing?

Porque razão Relvas tem andado desaparecido?

Porque motivo nunca mais se falou da RTO e do interesse da Ongoing na sua privatização?

Passos Coelho só conhece o agente da Ongoing de vista?

O homem das secretas foi leal ao governo da República antes da direita chegar ao poder ou a sua relação com a Ongoing ia mais além do que meras informações úteis para os negócios?

Haverá alguma relação entre o famoso caso TVI e aquilo a que estamos a assistir?

in: Jumento

François Hollande – A esperança de uma Europa sem rumo


João Correia
As eleições ditaram o regresso da Esquerda à frente dos rumos da França e, pela primeira vez, a falha de uma reeleição de um Presidente Francês.

Pese embora se não saiba qual o verdadeiro valor de Hollande (nunca esteve em funções executivas e de governo), a verdade é que as suas propostas no decorrer da campanha indiciam que poderemos estar perante uma verdadeira reviravolta na estratégia de combate à crise na Europa.

O cenário, no entanto, não é o melhor… Todos os dias, os investidores internacionais tiram milhares de milhões de euros do continente europeu e o sistema financeiro está expectante quanto ao rumo que tem vindo a ser seguido.

Por outro lado, falta carisma e visão na condução da Europa: a Comissão Europeia, o Conselho Europeu, o Presidente não têm uma voz e um papel activo na condução do caminho a seguir pela União Europeia. Até a liderança Merkel-Sarkozy foi agora desfeita, deixando a Europa num limbo desnorteado, emergida em recessão e políticas de austeridade. No fundo, faltam à Europa, líderes carismáticos, capazes de reinventar o sonho europeu, o escopo da União e o desenvolvimento económico.

Anseio que, Hollande, seja o primeiro desses líderes. Espero, com sinceridade, que por detrás das suas “lunettes”, esteja esse Homem capaz de inspirar a mudança silenciosa, altruísta e inovadora que permita à União Europeia prosseguir com os seus objectivos, afastando, de vez, a recessão e a crise que nos assola.

Uma coisa é certa: não será fácil. A actual configuração geo-estratégica, o paradigma social europeu, as alterações nos Tratados, a manutenção do Euro, a relevância dos BRIC e a recuperação dos EUA, serão factores influenciadores determinantes para o nosso sucesso enquanto cidadãos europeus. Qualquer que seja o rumo, em boa verdade, Portugal será um dos países mais afectados. Seja para o bem, seja para o mal… 

João Correia
in: TVS

Gaspar não mente, não engana e não ludibria...


Para a posteridade (apesar de já ter falhado)

"Eu não minto, eu não engano, eu não ludibrio. Não faço nenhuma dessas coisas, nem farei nenhuma dessas coisas. A política de verdade é para mim uma convicção absoluta", disse Vitor Gaspar


Os donos e senhores da Política de "Mentira", continuam a teimar no mesmo argumento.

A (des)culpa da direita


Uma falácia que estamos habituados ouvir, é a que atribui culpas máximas da crise económico-financeira às políticas de esquerda.

Perante isto, houve a vã tentativa de colagem a esta teoria que menospreza tudo o que é racional nas vivências próprias de cada país. Em Portugal dizia-se em campanha eleitoral que a esquerda levou o país à falência, com elevadas taxas de endividamento e desemprego. Noutros países a história é totalmente aplicada à direita.

Apesar de Portugal ter piorado os índices de desemprego, receita fiscal e défice, desde o momento que a direita foi eleita, nada parece importar numa análise pura e dura a quem pretende comentar a nossa situação política. 

O certo, é que um pouco por toda a Europa, os partidos que estiveram no poder durante a queda europeísta, sofreram e continuarão a sofrer as consequências de uma União Europeia sem rumo. Uma União que em 2008 promove junto dos países a injecção de capital nos desvarios dos privados e passado um par de anos muda a atitude promovendo políticas austeras.

O que vimos em França é a prova de tudo isto. Sarkosy, eleito um ano antes do colapso europeu, pagou nas urnas a paixão seguidista a Merkel que mesmo com o seu partido a ter derrotas retumbantes a toda a linha nas eleições internas do seu país, continua a preferir impor austeridade sem crescimento.

Hollande tem aqui um papel fundamental. Assumir uma nova liderança que impeça o sonho alemão de prevalecer, dominando a Europa e subjugando aos restantes países a uma política económica paliativa.

Grande coisa...





Grande coisa. Passos Coelho já tinha antes inventado um governo que segue a Merkel. (Ainda assim, melhor que Durão Barroso, que segue sempre as últimas notícias: agora também já é a favor das políticas para o crescimento, em vez de esperar que ele caia do céu.)



O Partido político chamado ACP


Algumas considerações sobre o processo movido pelo Automóvel Club de Portugal, presidido por Carlos Barbosa e que tem Miguel Horta e Costa como vice-Presidente, contra Mário Lino, António Mendonça e Paulo Campos.

1) Não é a primeira vez que a dupla Barbosa / Horta e Costa abre guerra ao PS. A propósito do encerramento do trânsito do Terreiro do Paço, Barbosa chamou António Costa de "autista";

2) A abrir-se este precedente, não se percebe porque Barbosa / Horta e Costa não querem ver esclarecido na justiça o duplo pagamento à Lusoponte relativo às portagens do mês de Agosto na ponte 25 de Abril, que o atual Governo autorizou;

3) Medina Carreira e João Duque  foram arrolados como testemunhas, especialistas em transporte, pelo ACP. O ódio que estes comentadores exalam ao socialismo, remete este processo para uma categoria que se julgava enterrada: um processo político;

4) Perante, este cenário tenebroso, o Seguro não tem melhor frase do que esta: "Eu defendo a separação da política da justiça. Se houver motivos para a Justiça agir, então tem de agir". Ao menos poderia ter aproveitado para pedir o mesmo tratamento para o duplo pagamento à Lusoponte;

5) Uma palavra sobre Lino, Mendonça e Campos. Foram dos poucos responsáveis na pasta das obras públicas, que não sairam dali diretamente para uma qualquer construtora, ou uma qualquer Lusoponte. Um dado que lhes dá, pelo menos, o benefício da dúvida.

Convite


O Grito de Sarkozy

O Grito de Sarkozy 

A sorte de não ter Sócrates

"A maior sorte dos portugueses, principalmente daqueles que ficaram em casa a chorar e a repetir que “eles” são todos iguais, em vez de irem votar, foi a de que Sócrates teve de se exilar em Paris para, a partir daí, fazer de conta que não está vivo e a de Coelho ter conseguido, a custo, que Portas entrasse na bolina desta nau sem rota traçada.

Se assim não fosse, provavelmente o José andaria por aí a dar conta do País enquanto que os trabalhadores trabalhavam e pagavam impostos em vez de termos o Pedro e Paulo a darem conta do País mas poupando no trabalho e nos impostos por desocuparem os trabalhadores. 
Provavelmente os jovens andavam a gastar o nosso dinheiro a oportunizarem-se, a mestrarem-se e a doutorarem-se em vez de emigrarem em busca de sustento. 
Provavelmente os funcionários públicos continuariam a ter um corte no salário em vez de terem um corte no salário e mais os outros nos 13º e 14º mês. 
Provavelmente não teríamos a oportunidade de pagar impostos tão altos porque o Presidente da República, em vez de fazer discursos para inglês ver, iria fazer discursos a decretar que há limites para os sacrifícios.

Se Sócrates andasse por aqui, em vez de andar por lá, provavelmente tínhamos o Pedro e o Paulo a continuar a dizer, a partir das bancadas da oposição parlamentar, o contrário de tudo aquilo que estão a fazer e continuávamos sem saber quem era um tal Victor que vivia na Europa central, um tal Álvaro que vivia para as bandas do Alasca, ou uma tal Cristas que vivia por aí mas ninguém dava por ela. O Mota andava de Vespa em vez de Audi e todos nós continuávamos a viver acima das nossas posses em vez de empobrecermos, custe o que custar.

Provavelmente Merkel seria mais feliz por mandar num cábula rabino que a fazia rir, do que num manteigueiro e num cromo que só a fazem chorar.

Ainda bem que a maior parte dos portugueses se deixou ficar a lamentar que “eles” são todos iguais e que, os poucos que o não fizeram, escolheram mandar o Sócrates para longe. 
Se o não tivessem feito podíamos morrer a rir das partidas e armadilhas que os pasquins lhe montavam enquanto que assim vamos morrer sérios, pobretanas, asseadinhos e tristonhos como compete a um portuguesinho que se preze."


LNT - Barbearia do Sr Luís

Para mais tarde recordar

"...Também nisso queremos ser diferentes daqueles que nos governam e que não têm qualquer sentido de respeito pela promessa feita ou pela palavra dada. Assumimos um compromisso de honra para com Portugal. E não faltaremos, em circunstância alguma, a esse compromisso."

(Excertos do Programa Eleitoral do PSD para as legislativas, apresentado há 361 dias, a 8 de maio de 2011).

170 ANOS DE VILA

Eduardo Vilar
Em 13 de maio de 1842 a Rainha D. Maria II elevou a povoação de Torrão à categoria de Vila, com o nome de Lousada. Era presidente da Câmara José Manuel da Silva Teles, da Casa do Outeiro, freguesia do Torno.

Ao longo destes 170 anos, foram muitas as figuras que honraram a designação. O Conde de Alentém, António Barreto de Almeida Soares Lencastre (1835-1897), foi uma das mais representativas: Bacharel em Direito, Deputado em várias legislaturas, Governador Civil de Viana do Castelo, Fidalgo da Casa Real e, sobretudo, um homem empreendedor e convicto defensor da sua terra.

O Prof. Dr. Marnoco e Sousa (1869-1916) merece, igualmente, ser evocado. Lente na Universidade de Coimbra, na qual foi Diretor da Biblioteca, Presidente da Câmara daquela cidade, onde realizou obra admirável de grande sensibilidade social, e Ministro da Marinha e do Ultramar, surge como a personalidade mais proeminente da nossa História local.

Se o Dr. Porfírio Magalhães (1880-1922) justifica, também, especial referência, enquanto Bacharel em Direito, Conservador do Registo Civil, Presidente da Câmara de Lousada e Deputado à Constituinte após a implantação da República, o nome de José Teixeira da Mota (1871-1939) não poderá nunca ser olvidado. Lousadense distintíssimo, fundador e Diretor do “Jornal de Lousada”, dinamizador do caminho-de-ferro de Penafiel à Lixa, da Santa Casa da Misericórdia, dos Bombeiros e da Caixa de Crédito Agrícola, Administrador do Concelho e Secretário da Câmara Municipal, muito pugnou pelo desenvolvimento do concelho e os interesses da sua população.

O Dr. Duarte Leite (1864-1950), primeiro-ministro, jornalista e investigador, com residência em Meinedo, e o Bispo D. António de Castro Meireles (1885-1942), prelado em Angra do Heroísmo e no Porto granjeiam, igualmente, um lugar destacado na nossa memória coletiva.

Na atualidade, o Dr. Mário Fonseca, médico insigne, Presidente da Assembleia Municipal e dirigente de várias coletividades concelhias, e o Dr. Jorge Magalhães, Presidente da Câmara que liderou um processo de transformação radical do concelho, também ficarão ligados para sempre à História de Lousada.

O título de Vila, que os Lousadenses por consenso orgulhosamente defendem, exprime, assim, um percurso de vida e de humildade, de esforço e sacrifício coletivo, trabalho de gerações realizado por figuras ilustres e gente anónima que ajudaram a projetar a dignidade do concelho. É essa a nossa principal herança. É essa a nossa principal responsabilidade.

in: Verdadeiro Olhar