Portugal foi hoje aos mercados

Hoje Portugal ‘foi aos mercados’. A república Portuguesa conseguiu vender 2500 milhões de euros em dívida pública com uma taxa de juro de 4,891%. Isto são, indesmentivelmente, boas notícias. Não significam o fim da austeridade nem dos cortes brutais no nosso estado Social, não significam mudanças fundamentais para os cidadãos Portugueses que continuam com dificuldades, mas são boas notícias.
Com estas notícias o Governo (e respectivos apêndices parlamentares) reclamou vitória, falou do ‘colossal’ sucesso do nosso programa de ajustamento, do excelente trabalho do Governo e de quão perto estamos agora de conseguir ter o FMI ‘de aqui para fora’ e recuperar a nossa soberania (e de caminho o nosso orgulho ferido). Ora, na sua maioria, o sucesso desta operação depende pouco do Governo que a única coisa que tem para mostrar é uma consolidação orçamental incipiente, uma dívida pública nos 120% do PIB (notícia também de hoje, mas a que ninguém ligou nada, agora já não importa, os mercados parecem já não estar obcecados com a dívida pública) e uma brutal recessão que tornam a nossa solvência financeira cada vez mais uma miragem. O grande responsável é o BCE que se disponibiliza a comprar no mercado secundário (ou seja a quem nos comprou a dívida) a nossa dívida pública enquanto continuarmos a fazer o que eles dizem. Ou seja, o FMI pode sair do país que a austeridade está para durar. Ainda assim são boas notícias, é melhor do que não termos conseguido, mesmo nestas condições, colocar dívida pública nos mercados financeiros.
Portanto, apesar de tudo parece que o saldo do dia é positivo, do mal o menos.

Este era o raciocínio que eu tinha feito para mim mesmo quando fui jantar, acontece que enquanto eu jantava a senhora Secretária de Estado do Tesouro estava a dar uma entrevista e eu tive um daqueles momentos ‘diz-me, por favor, que estás a gozar’, já vos aconteceu de certeza. De forma simples, o que a Senhora Secretária de Estado do Tesouro disse foi que nós fizemos esta operação de financiamento de forma a dar um sinal claro de que éramos capazes e, perante a insistência do jornalista, ela explicou que não tínhamos necessidades de tesouraria ou de financiamento mas que ainda assim decidimos fazer esta operação.

Ou seja, se eu entendi bem o que a senhora disse, a república Portuguesa ‘foi aos mercados’ pedir um empréstimo, pelo qual vai pagar juros, de dinheiro de que não precisa com o único objectivo discernível de permitir ao Governo anunciar com pompa e circunstância que é capaz de o fazer. Para ser mais claro, o Estado, ou seja, todos nós, vai pagar um pouco mais de dez milhões de euros por mês em juros por dinheiro de que não precisa para que o Governo possa fazer um brilharete.
Tenho de conceder que, de facto, este é um dos golpes de marketing político mais eficazes que tenho visto, mas é também, seguramente, um dos mais caros.
Isto, meus amigos, não tem outro nome, é simplesmente a Twilight Zone…


in: quando os lobos uivam

Querem saber o que pensa verdadeiramente um Liberal?


Ministro japonês afirma que doentes idosos devem morrer para poupar o Estado


"O ministro das Finanças do novo governo japonês afirmou que os idosos doentes devem “morrer rapidamente” para aliviar o Estado do pagamento de cuidados médicos.
“Deus queira que (os idosos) não sejam forçados a viver até quando quiserem morrer” disse Taro Aso durante uma reunião, em Tóquio, sobre as reformas da segurança social.

Segundo o jornal britânico Guardian, o ministro está a ser alvo de fortes críticas por declarações como: “O problema não tem solução, a não ser que os deixemos morrer, e depressa".

O mesmo ministro chamou ainda “entubados” aos doentes que já não se conseguem alimentar pelas próprias mãos e acrescentou que “o ministro da Saúde está consciente das despesas de saúde por paciente”.

De acordo com o Guardian, os comentários de Aso são motivo de ofensa no Japão, onde um quarto da população, de cerca de 130 milhões de habitantes, tem mais de 60 anos de idade.

O ministro das Finanças, neto de um primeiro-ministro do pós-guerra, já foi também chefe do Executivo e ministro dos Negócios Estrangeiros, e é conhecido pelas declarações polémicas: foi considerado particularmente insultuoso para com os doentes de Alzheimer e em 2001 afirmou que gostava que o “Japão fosse o país em que os judeus ricos gostassem de viver”.

Um relatório divulgado na segunda-feira em Tóquio indica que mais de dois milhões de japoneses dependem da segurança social.

O novo governo do primeiro-ministro Shinzo Abe foi eleito no passado mês de dezembro e espera-se para breve o anúncio de novas medidas sociais."
 
in: i online

Afinal pedimos mais tempo à Troika ou não pedimos?






O ex-ministro que pede 53,6 milhões ao Estado


A história não é simples, mas tento contá-la. Um ex-ministro da Saúde dos governos de Cavaco Silva, de seu nome Arlindo Carvalho (o qual tinha como currículo uma passagem pela rádio pública), tornou-se, após ter saído do Governo num bem-sucedido gestor numa empresa de nome Pousa Flores. Com o apoio do - adivinhem - BPN comprou património e fez negócios, os quais, aliás, passavam pela recompra do BPN de alguns ativos.

Acontece que o BPN, devido às solicitudes por que passou (chamemos assim à vigarice, porque é mais elevado) não comprou os tais ativos. E eis que o ex-ministro, representando a empresa que fez os negócios vem pedir 53,6 milhões de contos ao banco, segundo informa hoje o 'Correio da Manhã'.

Ao mesmo tempo, a Justiça anda a investigar os negócios de Arlindo Carvalho na empresa, que considera ruinosos, sendo que o ex-ministro é arguido no célebre processo BPN.

Como sabem os leitores, 53,6 milhões de euros não é quase nada. É assim uma conta que eu levaria cerca de 800 anos a ganhar com o meu salário atual, que por sua vez é considerado um salário muito elevado em termos fiscais. Mas, claro, não fui ex-ministro nem tive qualquer negócio com o BPN.

E também não tenho conclusões sobre esta história, salvo uma que tirei já há mais de quatro anos, quando nacionalizaram o banco - deviam tê-lo deixado falir. Porque, como já perceberam, acaso o ex-ministro conseguisse valer os seus direitos, seria o dinheiro dos nossos impostos a pagar a coisa.

Por último, uma palavra para os 1,1 mil milhões que o Estado colocou no Banif... Eu sei que neste caso não houve vigarices, mas o princípio geral mantém-se. Enquanto não forem prejudicados aqueles que realizam maus negócios, sendo socializados os seus prejuízos, não há exigência no mercado. Porque mais do que os mercados, que são sempre tão criticados, a culpa é de quem não os deixa funcionar e coloca todo o jogo de um lado.
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/o-ex-ministro-que-pede-536-milhoes=f780759#ixzz2IX8X1lLQ

Clarificação da Lei de Limitação de Mandatos.


Gostava que os eminentes juristas que se têm pronunciado a favor das candidaturas autárquicas a outras câmaras ou juntas, quando estes estejam limitados no mandato, defendendo a tese que o autarca está limitado no território e na função, me explicassem:

O Tribunal Constitucional proferiu um acórdão determinando a perda de mandato de Macário Correia na Câmara de Faro por um crime cometido na Câmara de Tavira, ou seja aplicaram-lhe uma pena à função e não ao território, como explicam esta posição do Tribunal Constitucional? 
 
Não seria de pedir uma clarificação?
 
Renato Sampaio

PSD com medo de Sócrates?

A oportunidade de ouro era esta - Chamar José Sócrates ao PARLAMENTO e colocar tudo "tim tim, por tim tim".

Faziam-lhe 1001 perguntas, acusavam-no na cara de todo o mal deste mundo, mas obviamente que esta audição tinha um inconveniente - teriam que deixar o homem falar e responder.

Este PSD sempre lidou mal com o contraditório. Está na génese! Gostam de lançar os mais vis impropérios, culpar os outros de todo o mal no mundo, mas no fim, no debate, cara a cara, evitam isso. Não querem que a sua estratégia de ataque sem rosto, seja desmontada.

Então agora não era a oportunidade para chamar o tal Fugitivo de Paris? O tal Fugitivo até queria regressar. Estava disponível!!!

Não. É melhor que o homem se entretenha a estudar em Paris, enquanto aqui, tudo o que corra mal, o Governo continua a lançar-lhe as culpas impedindo-o de se defender.

É tudo muito lindo. Mas quando chegou a hora de ouvir Sócrates, o PSD escondeu-se. Fugiu à sua responsabilidade depois de tanto ataque.

E agora? Como fica a saudosa teoria de "Sócrates - O culpado de todo o mal no mundo"?



Rumo ao sucesso, segundo PSD e CDS

 
 
 
 

Comunicado JS


JUVENTUDE SOCIALISTA EXIGE QUE O GOVERNO CONGELE A ATUALIZAÇÃO DE PROPINAS NO ENSINO SUPERIOR E DESAFIA O PRIMEIRO-MINISTRO A ESCLARECER A SUA POSIÇÃO SOBRE O RELATÓRIO DO FMI


Para a JS, também no ensino superior, o Governo está a desistir do país, sendo inaceitável que assista de braços cruzados ao abandono dos estudantes por questões económicas e financeiras.

A Juventude Socialista defende que, enquanto estiver em curso o plano de assistência financeira ao país, o Governo deve congelar a atualização do valor das propinas, que atualmente tem limites máximos e mínimos indexados ao valor da inflação. Portugal é hoje um dos países da OCDE em que a razão entre a ajuda do Estado e os custos associados à frequência do ensino superior é mais baixa, sendo que, segundo vários relatórios internacionais, o valor da propina em vigor coloca o país nos primeiros lugares no que concerne ao valor cobrado pelas instituições públicas.

A Juventude Socialista manifesta ainda a sua preocupação com o relatório do FMI conhecido na semana passada, que estará subjacente à reforma do Estado que o Governo pretende implementar, particularmente no que diz respeito à proposta de aumento do valor das propinas.
A JS exige, assim, um esclarecimento imediato do Senhor Primeiro-ministro sobre esta matéria.

Para João Torres, secretário-geral da Juventude Socialista, «o Primeiro-ministro tem obrigação de tranquilizar os estudantes portugueses. O ensino superior não pode onerar mais as famílias, sobretudo num contexto de espiral recessiva em que os rendimentos líquidos dos agregados familiares têm vindo a diminuir drasticamente e, nalguns casos, com um elevado grau de incerteza».

Para a JS, a qualificação dos cidadãos representa a maior aposta estratégica do país e a melhor reserva futura para alavancar o crescimento económico, pelo que as expectativas do FMI de que é possível poupar 1.000 milhões de euros com a Educação em Portugal colidem com uma visão sustentável de progresso e desenvolvimento.

A Juventude Socialista apresenta ainda como prioridade para a ação governativa a revisão do atual regulamento de atribuição de bolsas no ensino superior, através do aumento do limiar de elegibilidade, considerando para efeitos da sua atribuição o valor líquido e nunca o valor bruto do rendimento dos agregados familiares. A JS defende ainda a não consideração das dívidas tributárias e contributivas das famílias para efeitos de candidatura a bolsas, assim como a consideração das despesas com saúde e habitação para o cálculo do valor final a ser atribuído a cada estudante.

A flexibilização dos apoios de emergência por parte dos serviços de ação social é considerada igualmente uma prioridade, não esquecendo a importância da introdução de um tecto máximo de propinas para os segundo e terceiro ciclos de frequência do ensino superior. Para João Torres, «numa governação decente, as propostas da Juventude Socialista teriam todo o acolhimento, pela sua razoabilidade e bom-senso como resposta às vicissitudes do momento que atravessamos».
A JS relembra que os cortes já efectuados nas transferências para as instituições de ensino superior implicam uma cada vez maior dependência do valor pago através das propinas, significando uma vez mais a deserção do Governo do seu papel de contribuir para a garantia de um sistema público de educação que se afigure como um pilar fundamental do Estado Social. Perante a diminuição drástica da dotação orçamental de 2013 para as instituições de ensino superior, estas não conseguirão reequilibrar orçamentos, o que acentua o estrangulamento da sua gestão quotidiana.

É sempre a mesma cantiga (Daniel Oliveira)


Governo propõe mais meia hora de trabalho por semana. UGT ameaça não assinar acordo de concertação social. Governo recua e altera lei laboral radicalmente.

Governo propõe alterações na Taxa Social Única, aumentando os descontos da segurança social dos trabalhadores e reduzindo os descontos dos empregadores, pondo os trabalhadores a financiar as empresas. Enormes manifestações em todo o País. Governo recua e aplica o maior aumento de impostos de que há memória.

Governo pede um relatório ao FMI sobre os cortes no Estado Social de que será a única fonte. Relatório político (e não técnico) propõe aumento do horário, redução de salário e despedimento de 20% a 30% dos funcionários públicos; aumento dos horários dos professores com dispensa de 30 a 50 mil docentes; aumento das propinas; redução drástica dos apoios ao desemprego e restantes prestações sociais; redução drástica das reformas e aumento da idade de reforma; aumento das taxas moderadoras e redução das comparticipações dos medicamentos. Reação generalizada contra as propostas avançadas, que se traduziriam num aumento brutal do desemprego, na destruição do pouco que resta do mercado interno, na miséria para a maioria dos portugueses e na demissão do Estado, em plena crise aguda, das suas principais funções sociais. Governo avisa que o "relatório técnico" de que é, na realidade, o verdadeiro autor, não será a sua bíblia.

A tática é sempre o mesmo: anunciar o intolerável para avançar com o inaceitável. Em nenhum momento há um verdadeiro processo de negociação. Em nenhum momento o governo realmente cede a alguma coisa. Em nenhum momento há a tentativa de encontrar soluções sensatas. Há um truque, sempre o mesmo truque.

Continua a cair quem quer. E já não parece que alguém caia. Este relatório - que não é um relatório, mas um programa de governo - técnico - que não é um técnico, pois está pejado de erros factuais - do FMI - que não é do FMI, mas uma mera transposição das intenções políticas de Pedro Passos Coelho - é uma fraude. Uma fraude para impor um ponto de vista inaceitável para o começo de um debate. Assim sendo, ele não deve ser visto pelos partidos da oposição e os parceiros sociais como um ponto de partida. O ponto de partida, nesta matéria, é a Constituição da República Portuguesa. Na sua letra e no seu espírito. É aí que está, escrito e com legitimidade democrática, o consenso nacional sobre o Estado Social. Querem uma revolução? Arranjem os aliados para mudar a lei fundamental do País.

Publicado no Expresso Online

Lousada – Terra de Boas Contas


Um pouco por todo o país, os municípios sucedem-se nas medidas de apoio aos cidadãos para fazer face à atual situação vivida no país. Lousada não é excepção e no final do ano passado apresentou cerca de 50 medidas inscritas sob diversos pontos de ação para ajudar as famílias e empresas Lousadenses. Um esforço justo e meritório numa altura em que o Governo continua a esmagar as autarquias com reduções nas transferências de verbas importantes para o concelho e freguesias, na mesma medida que exige mais e mais esforços aos cidadãos, numa espiral imparável de desemprego, défice e recessão. 

A par disto, pelo menos em Lousada, há sempre a garantia da excelente gestão do dinheiro público como temos visto até hoje, conseguindo a CM Lousada terminar o ano de 2012 sem dívidas a fornecedores e empreiteiros, reduzindo em cerca de um milhão de euros a sua dívida e sem recorrer a qualquer programa de apoio financeiro do Governo. 

Numa altura em que as atenções estão centradas no cumprimento da dívida, na contabilidade e no estado financeiro do país, Lousada é sem dúvida um exemplo de autarquia, digam o que disserem. 

No entanto não se pode esquecer a responsabilidade dos seus agentes políticos para a situação controlada existente mas que requer todo o cuidado. Nunca se poderá dar um passo maior do que a própria conjuntura permite, havendo sempre a salvaguarda pela responsabilização de todos aqueles que exercem o poder político quer nas freguesias quer no municipio. É essencial, no momento que vivemos, sabermos até onde as nossas finanças podem ir, e não culpando os outros pelos erros próprios de quem não conseguiu gerir bem o que era de sua inteira e total responsabilidade ou atingir certos objetivos de dificil alcance. 

O tempo é de crise mas de união. A vertente social é o ponto mais importante da ação de uma autarquia neste momento e que continuará a exercer uma importância fulcral para os nossos cidadãos, para as 25 freguesias de Lousada (e não somente para 15 como indica o novo mapa votado favoravelmente pelo PSD/CDS) e para um concelho unido e justo para com os seus habitantes.

Nelson Oliveira
in: TVS

Incorrigíveis!

JMF é daquelas pessoas, com um longo passado de casos que nada abonam em seu favor, mesmo quando era diretor "isento" de um jornal, JMF conseguia sempre surpreender-nos.

Nos dias de hoje há uma certa têndencia natural para os jornalistas dedicarem-se a lutas políticas, impregnarem os seus jornais com a sua ideologia ao invés da informação isenta.

Outros há que, despidos de qualquer responsabilidade política, não dando a cara, escudando-se num suposto interesse de cidadania, dizem diariamente o piorio de quem quer que seja, desde que sirva para o achincalhamento.
 
O resultado é mais do que conhecido. Ninguém dá valor a uma pessoa destas, toda a gente lhe dá desprezo. E isso é o caminho de JMF, que mais uma vez não desiludiu ninguém com as palavras dirigidas ao Dr. Mário Soares.


Dos atentados à razão – Extinção de Freguesias!

João Correia

A recente extinção de freguesias, aprovada no Parlamento pela maioria PSD/CDS-PP é uma vitória de Miguel Relvas mas uma perda, inestimável, para todo um país. À custa de uma poupança de 6 milhões de euros anuais (prevendo-se uma despesa futura muito maior), o governo decidiu extinguir, agregar e fundir mais de mil freguesias. 

Não quero ser intelectualmente desonesto ao ponto de dizer que, uma reforma do poder local, não é necessária. É! A questão é que tem de se levar em conta a vontade do Povo e a capacidade do país. O Governo, que apresentou a proposta no Parlamento, executa a vontade do povo e o Parlamento devia aprovar aquilo que é a vontade do povo, que elegeu os Deputados para os representar. 

Ora, se por um lado é sabido que o Povo não quer esta reorganização tal como está, não deixa de ser criticável a "cordeirice" dos deputados da maioria parlamentar que, escudando-se na sempre questionável unidade de grupo parlamentar, votem contra os anseios e os interesses daqueles que os elegeram. 

Nenhum deputado que se preze, pode deixar de questionar esta reforma. 

É por isso que, existindo dois deputados “Lousadenses” na Assembleia da República, deveriam os mesmos prestar contas às gentes da sua terra e aos demais que os elegeram. 

É que estes dois deputados Lousadenses do PSD votaram, até e alegadamente, contra aquela que é a atual posição da estrutura concelhia do seu partido quanto a esta matéria. Escrevo alegadamente, porque a posição parece flutuar de acordo com os momentos e os interesses da audiência para quem se está a comunicar! 

Poderiam estes senhores falar e transmitir aos Lousadenses a sua posição mas preferem fazê-lo na sombra abrigada de S. Bento ou nos corredores da sede do seu partido. Afinal de contas, quem os elege são os colegas ao inseri-los nas listas e não o povo. 

E assim, à custa da falta de coragem de “Adrianos” e outros que tais, lá fica a nossa terra um bocadinho mais pobre. É triste... Ainda para mais quando tanto se fala em 25 freguesias (isto só no papel, porque na realidade, estes mesmos, são aqueles que votam a sua extinção! E o povo sabe). 

Pode ser que um dia as coisas mudem e exista coragem de defender o povo em detrimento da “cordeirice” que impera e dos interesses pessoais de querer fazer boa figura junto dos "chefes". Pode ser…

João Correia
in: Jornal de Lousada

Estudos "à moda do consultor da ONU" sobre desenvolvimento dos Concelhos



Os presidentes das câmaras de Baião, Amarante e Lousada exigem à Universidade da Beira Interior "uma retratação pública" por ser responsável por um estudo sobre desenvolvimento em que coloca aqueles municípios entre os 30 piores do país.

Em declarações à Agência Lusa, o edil de Baião, José Luís Carneiro, adiantou que, se o pedido público de desculpas da universidade "não for efetuado, as três autarquias do distrito do Porto avançarão para as instâncias competentes para defender o bom nome e o prestígio dos municípios".

Carneiro refere que há dois anos teve "o cuidado de alertar os responsáveis pela elaboração deste estudo de que se estavam a basear em dados desatualizados, noutros casos em dados não confirmados e num vazio que existe no próprio site do INE".

"Não é um trabalho, rigoroso, sério, científico e académico", afirmou José Luís Carneiro, acrescentando: "O que me parece muito grave é que fazem uma hierarquia dos municípios atendendo a indicadores disponibilizados pelo INE que estão desatualizados e em muitos casos nem sequer existem".

Dando o exemplo do seu concelho, o autarca aponta alguns exemplos que considera "ridículos", nomeadamente o facto de, no site do INE, em 2011, o concelho de Baião não ter qualquer unidade hoteleira, quando na realidade tem um hotel de quatro estrelas e 25 unidades de turismo rural.

O responsável refere ainda que em 2009, no mesmo site, não consta nenhuma estação de tratamento de esgotos, quando o concelho já tinha cinco em funcionamento.

Carneiro critica também a ausência de informação, em 2009, sobre a cobertura no abastecimento de água, quando o concelho investiu vários milhões de euros para fazer chegar aquele serviço à maioria da população.

O presidente da Câmara de Baião diz, por isso, ter "provas factuais que mostram que os responsáveis da universidade que está a desenvolver este estudo não têm em consideração as recomendações da União Europeia e das Nações Unidas sobre a avaliação da qualidade de vida nos territórios, o que demonstra alguma ignorância".

Carneiro lamenta que concelhos industrializados do distrito do Porto, como Amarante e Lousada, que estão entre os melhores do país em termos de equipamentos e infraestruturas, também tenham sido colocados nos últimos lugares na classificação nacional.

"Iremos até às últimas consequências para repor a verdade dos factos", reafirmou.

As críticas do edil de Baião reportam-se ao estudo da Universidade da Beira Interior (UBI) sobre o Indicador Concelhio de Desenvolvimento Económico e Social de Portugal, cujos resultados foram tornados públicos esta semana.

Na lista que pretende avaliar a qualidade de vida dos municípios portugueses, o Algarve domina os 30 primeiros lugares, enquanto a maioria dos últimos 30 da lista pertence ao norte do país. (TVS)

Andava um burlão em Portugal mas identificaram-no





O leitor acompanhou a história daquele burlão que apareceu na comunicação social a dar falsas esperanças aos portugueses? Foi realmente incrível, a mensagem de Natal de Pedro Passos Coelho. Quando o primeiro-ministro prometeu que, para o ano, todos iríamos beneficiar de novas oportunidades, fiquei com a sensação de que, em 2013, o País ia ser um lugar de sonho, em que toda a gente conseguiria usufruir de condições excepcionais para subir na vida. No fundo, que o Portugal do ano que vem seria para os portugueses o que o BPN da última década foi para aqueles amigos do Presidente da República. Por isso mesmo, a promessa não me entusiasmou. Gozar daquele tipo de benefício pode ser agradável, no início, e até render milhões, mas depois sabemos como tudo acaba: olhe-se para as dezenas e dezenas de implicados no escândalo do BPN, para as fortunas que tiveram que devolver, para as duras penas de prisão que estão a cumprir. A esse preço, ninguém deseja ser bem-sucedido na vida. 

Falou-se ainda noutro burlão, mas confesso que não consegui perceber a história. Primeiro, a comunicação social disse que se tratava de um prestigiado professor de economia social e observador das Nações Unidas. Depois, a mesma comunicação social disse que era um charlatão. Eu, que não acredito em nada do que vem na comunicação social, fiquei satisfeito com a minha posição de princípio, mas sem saber o que pensar acerca deste caso concreto. Limitei-me a registar, com alguma surpresa, o entusiasmo dos que se gabaram de ter encontrado um burlão em Portugal. Olha que façanha. É por isto que o País não avança: as pessoas contentam-se com pouco. Muito menos compreendi a galhofa de quem assinalou que o burlão tivesse tido tempo de antena. Toda a gente sabe como funciona o mundo: um charlatão crítico da austeridade pode conseguir uma tribuna na televisão; um charlatão partidário da austeridade pode chegar a secretário de Estado. Ou até um pouco mais acima. 

Não quero fazer a rábula do cínico, mas a verdade é que o País já não me surpreende com estes truques antigos. Portugal terá de se esforçar muito mais se quiser impressionar-me - e acredito que queira. Sonho, por exemplo, com o dia em que não leremos considerações sobre o Natal no facebook de Pedro Passos Coelho, mas considerações sobre Pedro Passos Coelho no facebook do Natal. Bem sei que as quadras festivas não têm (por enquanto) facebook, mas seria tão estimulante para o povo português que os desabafos de Passos Coelho sobre o Natal fossem substituídos por desabafos do Natal sobre Passos Coelho. Exemplifico: "Amigos, este não era o primeiro-ministro que merecíamos. Muitas famílias não tiveram na Consoada os pratos a que se habituaram porque ele aumentou os impostos e cortou os subsídios, apesar de ter garantido que não o faria. A todos vós, no fim deste ano tão difícil em que tanto já nos foi pedido, peço apenas que procurem a força para, quando olharem os vossos filhos e netos, o façam não com vergonha por terem votado neste homem, mas com a esperança de quem sabe que a legislatura só dura até 2015 - ou mais cedo, se Paulo Portas entender que isso é benéfico para o CDS-PP. A Páscoa e eu desejamos a todos umas Festas Felizes. Um abraço, Natal." Isso seria suficientemente bizarro para conseguir ser surpreendente em Portugal. Ao menos, durante dez minutos.

Pois é...


O ex-ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, afirmou hoje que o Estado tinha em 2010 um saldo positivo de cerca de 460 milhões de euros, contabilizados os pagamentos e recebimentos futuros em todas as 36 parcerias público-privadas (PPP).

Ainda assim, Teixeira dos Santos recordou que o plano rodoviário nacional foi aprovado na Assembleia da República, em 1998, "por todos os partidos com assento na AR".

2013: Incertezas e expetativas


Efetuar previsões é sempre um exercício arriscado. Mais ainda para 2013 – ou para qualquer horizonte temporal, mesmo de curto prazo – sabendo-se das nuvens de insegurança e incerteza que condicionam o destino do país e do mundo. Vivemos, mais do que nunca, sob o signo do provisório, e, infelizmente, com a sensação de que as mudanças serão para pior, por analogia com os acontecimentos recentes, em que a retirada de direitos, o espezinhamento da proteção social, a degradação das condições de saúde e de educação ou a fragilidade do emprego são a cartilha de um sistema injusto e desigual, apenas interessado na glorificação do sistema financeiro e na opressão económica.

Mesmo assim, a nível local, é possível esboçar algumas projeções. Desde logo, a expetativa acerca das medidas de coesão social já anunciadas pelo Município, que, embora representando a abdicação para os cofres da autarquia de um valor significativo, constituem, acima de tudo, a preocupação pela debilidade de muitos agregados familiares, procurando minorar as suas carências e promover o fomento económico, respeitando o quadro legal de atribuições de uma Câmara Municipal.

A nível de investimentos, saliência, também, para a conclusão da 1ª fase da construção do Parque Urbano, infraestutura fundamental para a animação, recreio e tempos livres, completada com a requalificação da malha urbana, que confere à Vila outra desenvoltura e atratividade.

O reforço da qualidade ambiental, nomeadamente com a expansão das redes de abastecimento de água, de saneamento básico e a criação de mais espaços verdes constituem a confirmação da aposta do Município num dos setores mais importantes para a qualidade de vida das populações.

Alimentamos, também, a esperança na construção de mais centros escolares, para o cumprimento do estabelecido na Carta Educativa, tendo em vista a melhoria das condições de ensino-aprendizagem.

Na primavera receberemos os Jogos Internacionais da Juventude, que vão reunir cerca de um milhar de estudantes-desportistas de Lousada, Renteria (País Basco, Espanha), Tulle (França), Dueville (Itália), Schorndorf (Alemanha) e Bury (Inglaterra), num grande encontro desportivo, cultural e de extraordinário enriquecimento para os nossos jovens.

Continuaremos as comemorações do ciclo histórico, este ano assinalando os 175 anos da restauração do concelho e os 100 anos da chegada do caminho-de-ferro de Penafiel à Lixa. Aliás, a aposta na cultura e na promoção turística continuará a ser uma prioridade, com o Festival das Camélias, o FOLIA, o Verão Cultural e os fins-de-semana gastronómicos a ganharem especial relevo.

O ano 2013 será, também, de eleições autárquicas. E, pelo bom desempenho do executivo municipal e as provas já dadas especialmente pelo Dr. Pedro Machado, o Partido Socialista reúne condições para prosseguir o processo de desenvolvimento que os Lousadenses merecem.
Eduardo Vilar
Verdadeiro Olhar

Aprofundar o SNS em Portugal - Debate em Paços de Ferreira


Já li...

...o relatório do FMI sobre o Estado em Portugal. Lembram-se do Memorando, que era um documento brilhante, feita por técnicos "estrangeiros" brilhantes e que afinal foi feito por técnicos portugueses, com base, naturalmente, em informação e objectivos definidos internamente? 

Pois, agora é a mesma coisa, só que feita com a ajuda exclusiva dos 11 ministros, incluindo Carlos Moedas, e com agradecimentos explícitos a três secretários de Estado e a uma coisa chamada Esame. Por outras palavras, um relatório feito por encomenda, com um objectivo central definido num "initial benchmark exercise (which the mission team broadly agrees with)", isto é, os tais 4 mil milhões de euros de cortes. Tentarei ser mais explícito. Mas uma coisa é certa: este relatório caiu numa democracia e vai ser escrutinado, ai isso vai. 

Pedro Lains

Afinal o Governo participou no Relatório do FMI

Por isso é que o Carlos Moedas achou o documento fantástico! E logo este suprasumo do interesse privado no Estado...




O já polémico relatório do FMI tendo em vista cortes na despesa pública conta com a colaboração de todo o Governo. No prefácio, é possível ler que os especialistas do Fundo consultaram onze ministros e contaram com a colaboração de vários secretários de Estado.

Relatório do FMI: Ver aqui



Professor... mente

"Eu acho cada vez mais piada ao Professor Marcelo. Não estuda nem prepara o que diz, apenas recebe as encomendas e despacha "o serviço" de acordo com as suas "tele-informações". Mau exemplo para os jovens alunos da FDL e futuros advogados. 

Por acaso a primeira Universidade de Verão realizada em Portugal, foi organizada pelo PS no final dos anos 90, pela ex deputada, professora e socióloga do ISCTE, Maria Carrilho. Foi depois retomada por António José Seguro em 2003. A ideia e o conceito pertencem ao PS, não à JSD.

O Professor Marcelo voltou a faltar à verdade, nos factos, na substância, no objecto e no sujeito. Nem sequer "acerta" no organizador, é o PS e não a JS! É demasiado mau para entretenimento em "prime time", mesmo que fora do "serviço público"...

É uma anedota que passe por informação séria misturada com opinião isenta aquilo que ele faz em palco. É apenas um "Malucos do Riso" com "alto patrocínio"!

É a "herança mediática" que temos, um ramalhete de "estrelas residentes", algumas por mérito próprio (como é o caso do distinto constitucionalista comentador ex lider do PSD e proto-pseudo-candidato a PR) , outras por força das "utilidades avençadas", com excesso de palco e holofote, que botam faladura sobre tudo e mais alguma coisa, que dizem tudo e o seu contrário, sem justificação aparente que não a do "entretenimento" e a "prestação de serviços". 

in: Câmara de Comuns

"Estamos a ser governados por rapazes que não sabem o que estão a fazer"


"Isto é um absurdo total, estamos a ser governados por rapazes que não sabem o que estão a fazer. Criam as situações e depois não têm qualquer resposta para as implicações que elas têm"

Domingues de Azevedo, Bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas

O bastonário dos oficiais de contas considerou hoje absurdo que as empresas ainda não saibam se terão que pagar duodécimos no final de janeiro, acusando o Governo de não ter resposta para as dificuldades que cria.

Duas frases excepcionais!



Estou convencido que Passos Coelho vai ser um primeiro-ministro que vai marcar a História do nosso país, nasceu para este lugar, tem um sentido de responsabilidade…
Quando os membros do meu Governo não tiverem a minha confiança não estarão no meu Governo.
 in: aspirina b

Catroga: A essência da verdade do PSD


O Ponto de Viragem que seria 2012 (e foi... para pior)

"Vítor Gaspar prometeu, no dia 17 de Janeiro, que 2012 iria marcar um ponto de viragem. Marcou. 
 
Um ponto de viragem para mais de um milhão de portugueses desempregados; um ponto de viragem para os milhões que ainda têm emprego mas têm ordenados em atraso ou cujo rendimento não chega para as despesas; um ponto de viragem para os milhares de empresas que foram falindo ao longo do ano; um ponto de viragem para os milhares de desempregados que estavam a receber subsídio de desemprego e deixaram de receber; um ponto de viragem para os milhares de portugueses, novos e velhos, que se viram obrigados a emigrar deixando para trás a família e a terra que os viu nascer; um ponto de viragem para os milhares de familiares de quem parte, mulheres e filhos de emigrantes que nunca pensaram que Portugal iria voltar aos anos 50 e 60; um ponto de viragem para centenas de milhar de pensionistas que ajudam a equilibrar as contas mensais de filhos e netos e que viram as suas contas encolher ainda mais com os cortes e aumentos de impostos; um ponto de viragem para os que já eram pobres antes da crise e que agora tem de depender da caridade alheia para conseguir sobreviver; um ponto de viragem para os milhares de crianças da antiga classe média que agora vão para a escola de barriga vazia; um ponto de viragem para os milhões que acharam que os valores da liberdade, da democracia e do bem estar social seriam perenes e que nenhum político, nenhum Governo se atreveria a tocar neles; um ponto de viragem para a própria democracia, que viu multiplicar os actos de violência policial, as perseguições políticas, os julgamentos de inocentes como modo de intimidação; um ponto de viragem para a liberdade de expressão, ameaçada por pressões económicas e políticas sobre jornais e outros media; e um ponto de viragem para a esperança que, de ano para ano, ainda nos fazia acreditar nas pessoas que elegemos e que nos foram governando, para a esperança de que os nossos filhos iriam viver melhor e com mais liberdade e garantias do que nós.


E sobretudo 2012 foi um ponto de viragem para os grandes homens e mulheres do país: para Eduardo Catroga que conseguiu o lugar que há muito merecia e para Isabel Jonet, que cavalgou a trip mediática da sua vida à conta da pobreza. 
Para José Luís Arnaut, que ganhou o seu merecido lugar na REN, e para o Dr. relvas, que vai conseguindo orientar a sua vida para os tempos que se seguirão ao Governo. 
Para Oliveira e Costa, que continua livre da prisão, e para o reformado Cavaco Silva, que continuará livre da investigação enquanto continuar a promulgar os Orçamentos de Estado deste Governo. 
Para Dias Loureiro, que vai para o Brasil passar um fim-de-ano de luxo com o dinheiro que os contribuintes portugueses injectaram no BPN, e para todos os responsáveis das PPP's que continuam a ter as suas rendas asseguradas. 
Para os bancos portugueses, que receberam milhares de milhões de recapitalização (cujos juros somos nós que pagamos) apenas para que pudessem voltar a ter lucros e a distribuir dividendos pelos accionistas. 
Para Paulo Portas, que enquanto se mantiver a coligação viva, poderá continuar a ver sobreiros e submarinos submersos. E sobretudo um ponto de viragem para Pedro Passos Coelho, adorado pela manada de bovinos sabujos até ao fim e odiado pela maioria. Mas não importa, porque a Passos Coelho não interessam as eleições, a legitimação do povo. Quando a limpeza acabar, não faltarão lugares nas administrações das empresas que agora estão a beneficiar dos negócios que o Governo está a fazer. Uma Tecnoforma ou uma qualquer Fomentivest esperam por ele. 
 
O ponto de viragem já aconteceu, está a acontecer, vai acontecer. Vítor Gaspar está de parabéns. Estamos todos."
 
Sérgio Lavos - Arrastão

"RTP JÁ ENCARRILOU COM O GOVERNO"

Pronto, já está: os noticiários da RTP já estão alinhadinhos com o Governo. Há dias vi um em que as primeiras cinco notícias metiam Governo. É o que querem os "defensores de serviço público", pois que sobre isto nunca nada dizem. É isto que querem todos os partidos, porque aos da oposição a RTP dá migalhas que lhes chegam para sustento, que nós, não eles, pagamos.

Então e agora ninguém fala da nacionalização do BANIF?

O Governo começou o ano a nacionalizar o BANIF.

Um banco que se previa requerer cerca de 200 milhões, solicitou 1,1 mil milhões de euros. Qualquer coisa como 90% do capital do Banco (o que nos leva a suspeitar de muita coisa).

Apesar desta ser uma das poucas formas de evitar males maiores, ainda não ouvimos uma palavra daqueles "paladinos da verdade" - agora, apoiantes do atual governo - que disseram as maiores tropelias quando o BPN teve de ser nacionalizado pelo governo de José Sócrates para fazer face às brincadeiras de Oliveira e Costa, Dias Loureiro, Duarte Lima, etc. 

Pede-se coerência....

O Exemplo do Dr. Relvas (Vá para fora, lá fora)




O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, foi passar os últimos dias do ano ao Rio de Janeiro, Brasil, e esteve num dos mais luxuosos hotéis da “Cidade Maravilhosa”, o emblemático Copacabana Palace.

Mas não foi o único. O ex-administrador da SLN, holding que era detentora de 100% do BPN – Banco Português de Negócios, Dias Loureiro, e o ex-ministro das Cidades, Administração Local, Habitação e Desenvolvimento Regional, José Luís Arnaut, também lá estiveram.

Localizado na Praia de Copacabana, o hotel que Miguel Relvas escolheu para passar uns dias de descanso, e que pertence ao grupo Orient-Express, tem hospedado ao longo de décadas membros da realeza, estrelas de cinema, teatro e música, assim como políticos e empresários. Desde que Fred Astaire e Ginger Rogers dançaram juntos no filme Flying Down to Rio com o Copacabana Palace como cenário principal, o hotel tornou--se internacionalmente conhecido.

A diária no Copacabana Palace, que reabriu a 12 de Dezembro, depois de extensas obras num valor estimado superior a 10 milhões de euros, custa um mínimo de 600 euros e o preço médio por dormida é de 800 euros, sem incluir taxas de serviços de hotel ou pequeno-almoço – e a preços de balcão. Uma refeição no hotel pode custar bem mais que a pernoita e os preços sobem em época alta, como acontece nos períodos de Natal e Ano Novo.

O Copacabana Palace tem um total de 243 apartamentos e suites. Todas as acomodações são projectadas de forma individual com móveis de época e obras de arte originais e possuem vista para o mar e amplas salas de estar.

Miguel Relvas é cidadão honorário do Rio de Janeiro desde 2008, mas, pelo menos até há alguns anos, era na Baía onde passava – segundo dizia – as melhores férias da sua vida. De resto, as viagens ao Brasil, em trabalho ou turismo, são uma constante desde o tempo de Santana Lopes, quando era secretário-geral do PSD. A regularidade aumentou quando Relvas iniciou a sua actividade como gestor e consultor de empresas privadas, em 2006. A partir de 2009, ano em que se dedicou exclusivamente à gestão e consultoria na Kapaconsult, Finertec e na Alert, a multinacional portuguesa de software clínico, as idas ao outro lado do Atlântico tornaram-se ainda mais frequentes, até à sua entrada para o governo.

O Copacabana Palace está longe de padecer dos males que afectam a hotelaria em Portugal, sobretudo na região do Algarve. Mesmo tendo em conta a diferença de temperaturas – em Portugal é Inverno, enquanto no Rio de Janeiro é Verão –, e de preços, nunca antes as taxas de ocupação em território nacional atingiram níveis tão baixos.

Este ano, 16% dos hotéis portugueses encerraram na época baixa. Só no Algarve, e de acordo com dados da Associação da Hotelaria de Portugal citados pelo jornal “Expresso”, quase metade dos hotéis (48%) fecharam esta estação por falta de turistas.

in: i online

Primeiro dia de trabalho político no país: Resultado - Indignação

"A SIC Notícias noticiou 4 decisões fantásticas que provam que o governo, mesmo desorientado, não pára de nos fecundar. A bem da nação:

1 - O ministro Relvas delegou no ministro sombra António Borges a resolução da privatização da RTP/RDP. Afinal já não se privatiza: extingue-se a RTP2 e as outras (Memória, África, Notícias), rasga-se o contrato com a Euronews e, ao mesmo tempo, dá-se o negócio da RTP1 a privados que passam a receber o que nós pagamos (como acontece com o BPN!); (... Grandes filhos do país!);

2 - O presidente da Carris, que há um ano disse que seria uma catástrofe fundir a Carris e o Metro, foi nomeado pelo Governo para fazer exactamente isso mesmo, ou seja: fundir Carris e Metro; (?Grandes filhos do país!);

3 - O antigo director da Universidade Autónoma, de nome Almaça, demitido por passar o filho sem fazer exames, foi nomeado pelo Governo para ser o presidente do Instituto de Seguros de Portugal (Entidade Reguladora do Sector). Este prof., especialista em vulgaridades, acaba de ser catapultado para a grande finança. (?Grandes filhos do país!);

4 - E o sub-director do SIED (vulgo serviços de informação ou espionagem), que havia sido acusado pela Procuradoria Geral da República do crime de abuso de poder, foi nomeado ? claro está! - para os serviços de apoio ao Conselho de Ministros. (... Grandes filhos do país!)


Não restam dúvidas de que estamos bem entregues..."

Eduardo Silva
Ex-Coordenador de Emissão da RTP

Convocatória - Militantes JS Lousada



XII Convenção da Federação da JS Porto

 
Federação: Porto
Concelhia: Lousada

Convocam-se todos os militantes da Concelhia Lousada para uma Assembleia Geral de Militantes no dia 5 de Janeiro de 2013, que terá lugar das 11 às 15 horas, na Sede da JS/PS Lousada, com a seguinte ordem de trabalhos:

Ponto único – Eleição de Delegados à XII Convenção da Federação da JS Porto

Artigo 6.º
Composição das listas
1. As listas para os órgãos de Juventude Socialista são compostas pelo número mínimo e máximo de membros do órgão previstos nos Estatutos, sendo facultativa a inclusão de suplentes nos órgãos executivos e apenas sendo obrigatória a inclusão de um terço de suplentes nos demais casos.
2. As listas candidatas aos órgãos da Juventude Socialista devem garantir uma representação não inferior a 33,3% de candidatos de qualquer dos sexos.
3. Para cumprimento do disposto no número anterior, as listas apresentadas não podem conter mais de dois candidatos do mesmo sexo colocados, consecutivamente, na ordenação da lista.
4. Nas estruturas em que a percentagem de militantes do sexo menos representado for inferior a 25%, a percentagem de candidatos referida no n.º 2 é reduzida proporcionalmente, não podendo nunca ser inferior a 10% ou a um militante, sem prejuízo do disposto no número seguinte.
5. O disposto no n.º 2 não se aplica:
a) Às estruturas em que a percentagem de militantes do sexo menos representado seja inferior a 15%;
b) Às estruturas com menos de 30 militantes.
6. A manutenção das situações identificadas nos dois números anteriores em três actos eleitorais sucessivos determina a apresentação de um relatório pela estrutura em causa ao Secretariado Nacional e à Comissão Nacional, justificando a ausência de progresso na realização do objectivo de assegurar a efectiva igualdade de direitos entre as mulheres e os homens, bem como a sua participação paritária em todos os domínios da vida da organização, podendo a Comissão Nacional recomendar a adopção de medidas adicionais de promoção da igualdade às estruturas que não tenham revelado progressos.


Artigo 24.º
Lista de Candidatos
1. Podem ser candidatos a delegados quaisquer militantes da concelhia, no pleno gozo dos seus direitos, que constem do Caderno Eleitoral e que tenham mais de 90 dias de inscrição.
2. As listas de candidatos devem respeitar o disposto no artigo 6.º e conter um número de candidatos efectivos igual ao de delegados a eleger, sendo facultativa a inclusão de suplentes, num número máximo correspondente ao número de efectivos.
3. As listas devem ser apresentadas até ao final do penúltimo dia anterior à data no local da AC, ao órgão que dirige a reunião, acompanhadas das declarações de aceitação de todos os candidatos.
4. O Presidente da Mesa tem, obrigatoriamente, de assinar uma declaração contendo a data e hora da recepção das listas e entregá-la ao cabeça de lista ou seu representante.
5. As listas consideram-se, ainda, aceites desde que até 24 horas, e na impossibilidade de entrega a qualquer um dos membros da Mesa, as mesmas sejam entregues à COC, que as enviará ao Presidente da Mesa do acto eleitoral.
6. A falta de qualquer dos elementos previstos nos números anteriores, que não possa ser suprida até 30 minutos do início da reunião, e a entrega fora de prazo, determinam a rejeição da lista.
7. As listas admitidas são afixadas em local visível logo após a sua recepção, e devem permanecer afixadas até ao final da AC.


João Carlos Pinto Correia
O Presidente da Mesa da Assembleia Concelhia

Vitor Gaspar - Líder de Portugal


      “This respite offers an ideal opportunity to push forward with reforms. Greek Prime Minister Antonis Samaras must convince his countrymen that he is serious about implementing them. Spanish Prime Minister Mariano Rajoy and Portuguese Finance Minister Vitor Gaspar deserve more support for their plans. And one can only hope that Italy’s caretaker prime minister, Mario Monti, contests the next general election. All of these leaders understand what must be done.”

Para Hans-Werner Sinn, o líder de Portugal é Vítor Gaspar. Pobre Coelho.

in: CC