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Say no to prostitution! |
Entrevista de Nelson Oliveira ao TVS
Nelson Oliveira, líder da JS/Lousada,
nesta entrevista ao TVS, diz-se empenhado em marcar a agenda política
local e fazer da JS uma das referências no concelho. Defende que esta
estrutura é a única força na qual os jovens não são tratados como mais
um número, para alimentar caciquismos ou projetos pessoais. O líder
rmostra-se, igualmente, preocupado com a atual situação
económico-financeira do país e o crescimento do desemprego jovem
defendendo ser urgente fomentar políticas ativas de criação de emprego
vocacionadas para os mais novos.
O recém-eleito presidente da JS comenta, ainda, temas como o distanciamento entre os políticos e os eleitores, e os temas da política local.
“A abstenção é algo que temos de compreender e advém do descrédito nos políticos”
TVS: Que balanço faz do seu mandato à frente da JS Lousada?
Nelson Oliveira: O mandato ainda está no início mas está a decorrer de forma muito positiva. Com muita seriedade, iniciativas públicas, tomadas de decisão e acima de tudo com um secretariado muito dedicado. Por outro lado, a nível interno, a nossa estrutura está a ter um papel decisivo muito importante, quer a nível concelhio como distrital/nacional.
TVS: Foi-lhe difícil dar continuidade ao trabalho desenvolvido por João Correia, o anterior líder da JS? Que avaliação faz do trabalho desenvolvido pelo seu antecessor?
NO: Não foi difícil porque fazia parte do secretariado e acompanhava de perto todo o seu trabalho. Foi um mandato em que a JS ganhou ainda mais importância em Lousada e conseguiu mostrar a força dos jovens socialistas, nomeadamente na assembleia municipal defendendo muitos pontos de vista importantes para os jovens, sem esquecer as lutas que enfrentamos no país com presidenciais e legislativas.
TVS: O que é que distingue a sua gestão da do anterior líder da JS Lousada?
NO: São momentos diferentes e devo realçar que estou muito agradecido ao João pelo seu trabalho, assim como aos seus antecessores. O João é um elemento muito competente e continua com altas responsabilidades na nossa estrutura. Quanto ao trabalho da JS Lousada, o nosso principal objetivo são as autárquicas e sei que, também os jovens darão resposta positiva nesse campo, ajudando-nos a criar soluções e ajudando também o PS a obter mais uma justa vitória por tudo aquilo que tem feito por Lousada.
TVS: Quais os desafios com que a JS Lousada se vê confrontada presentemente, quer a nível local quer a nível nacional?
NO: A JS Lousada atualmente está concentrada nas autárquicas, única e exclusivamente. Ainda assim, penso que estamos a mostrar que somos a verdadeira força da Juventude Lousadense. Com debates públicos e abertos à população, visitas às freguesias e tomadas de posição junto da CM Lousada assim como do próprio Governo, não só para a melhoria da qualidade de vida dos jovens, mas sim de todos os Lousadenses. Qualquer jovem hoje em dia, deparando-se com tudo o que assistimos no país, só na JS é que encontra um espaço em que a sua opinião conta e não é tratado como mais um para fazer número, para alimentar caciquismos ou projetos pessoais.
TVS: Que relação mantém com as outras estruturas socialistas da região e com o atual executivo?
NO: A relação que temos é excelente, quer com outras estruturas da região, quer com os diferentes órgãos do partido. A JS é uma organização política independente do PS, mas é minha intenção aproximar-nos, hoje, mais do que nunca, do PS Lousada.
TVS: A JS tem crescido em termos de militantes? Considera que tem condições para crescer mais e continuar a rivalizar com a JSD?
NO: No espaço de um ano, dobramos o número de militantes, mas não são os números que nos movem. A JS tem uma carateristica que a distingue das demais estruturas. Os seus militantes são pessoas convictas, defendem e conhecem os ideais da esquerda republicana e aderiram à JS consciente e livremente. Todas as outras estruturas partidárias não nos interessam minimamente porque não vemos a política como o futebol - a nossa preocupação são os interesses dos Lousadenses e não alegadas rivalidades.
TVS: Como encara o facto de haver cada vez mais jovens completamente desacreditados com os políticos?
NO: Nós precisamos de ação e reação. Deparámo-nos com uma situação muito difícil, principalmente a nível profissional e não conseguimos visualizar quem nos apresente soluções. Não precisamos que nos compreendam ou que tenham algum sentimento de compaixão para connosco, precisamos sim, de políticas fortes de emprego e de crescimento, que nos ajudem no lançamento de empresas e projetos, na aquisição de financiamento sem termos que pagar juros usurários aos bancos, no auxílio ao arrendamento jovem, na promoção de benefícios fiscais e na natalidade, o que não tem sido feito pelo atual governo.
A política desacredita-se por culpa própria e essencialmente por parte de certas pessoas com altas responsabilidades, que usam e abusam da sua posição política em benefício próprio sendo que, nada lhes acontece. Não é possível existirem políticos julgados, culpados mediante provas irrefutáveis e verem esses crimes prescritos. Pior ainda, por vezes são aplaudidos e reconduzidos no poder pelo povo, que nesta matéria, por vezes também tem a sua responsabilidade. No entanto, pelo que vejo e ainda bem, há muitas mais pessoas interessadas unicamente com a causa pública do que com a sua promoção pessoal ou até financeira.
“A opinião pública pensa que os “Jotas” são meros lacaios dos partidos ou agitadores de bandeiras”
TVS: Acha que há estigma para com as pessoas que integram as juventudes partidárias?
NO: É notório que existe um certo estigma para com a Jotas. Por vezes a opinião pública pensa que são meros lacaios do partido ou agitadores de bandeiras, mas convém as pessoas esclarecerem-se e informarem-se. Contrariar essa opinião é também um dos nossos objetivos na JS e penso que estamos a conseguir. Dou-lhe apenas um exemplo, o programa Porta 65 (arrendamento jovem) foi uma das grandes vitórias que a JS teve nos últimos anos. Com essa iniciativa, milhares de jovens puderam usufruir desta excelente medida de emancipação jovem. Este é apenas um de vários exemplos que poderia dar, mas é por tudo isto que o melhor, é as pessoas analisarem o percurso de vida de cada um ou de cada estrutura. Sei que nas juventudes partidárias existe de tudo, mas a grande maioria dos jovens estão apenas interessados em melhorar a sua freguesia ou o seu concelho. Isso para mim é o mais importante e estamos a transmitir essa ideia.
TVS: Como explica a ascensão de cada vez mais movimentos independentes na sociedade portuguesa e a opção por estes em detrimento dos partidos políticos?
NO: Existe uma descrença nos atuais governantes e nas suas políticas. Mas é bem mais meritório formarem movimentos independentes, apresentando-se como solução, do que enveredarem no velho discurso: "eu não ligo à política"; "eles são todos iguais", etc. Se não concordamos com algo, só temos que apresentar soluções e alternativas. Passividade é que não pode existir.
TVS: Acha que vivemos numa espécie de ditadura da partidocracia, sem que os eleitores disponham de verdadeiras alternativas?
NO: Os eleitores dispõem sempre de alternativas e podem até começar a optar pelos partidos mais extremistas ou por movimentos independentes. Basta vermos o exemplo da Grécia. Os partidos gregos mais moderados não conseguiram apresentar-se como uma verdadeira solução e os partidos de extrema-esquerda/direita subiram muito, no entanto, é essencial termos muito cuidado com estes sinais de insatisfação da população. Na história mundial, sempre que estas variações drásticas ocorreram, apareceram sempre "salvadores da pátria" que transformaram os países em ditaduras e com resultados devastadores para a humanidade.
TVS: Como é que enquadra as elevadas taxas de abstenção que temos vindo a assistir?
NO: A abstenção é algo que temos de compreender e advém desse descrédito nos políticos, contudo, já há muito tempo, penso que o ato de votar deveria ser obrigatório como é em alguns países. As pessoas não podem deixar de dar a sua opinião acerca do seu próprio futuro, não podem deixar os outros decidir a sua própria vida. Já nas urnas, que decidam se exercem ou não um voto de protesto. O ato eleitoral é das coisas mais importantes em cidadania e ninguém deve prescindir disso.
TVS: O nosso sistema político corre o risco de definhar e de fomentar a mediocridade na classe política em detrimento da excelência?
NO: Infelizmente na política existe de tudo, mas é uma área igual a qualquer outra. Existem bons e maus políticos e por isso mesmo é importante todos os cidadãos estarem envolvidos nas suas escolhas, mas sem dúvida existem assuntos que carecem de alteração urgente, de forma a dar mais credibilidade e transparência. Por exemplo, quanto a mim, é inconcebível existirem deputados que mantêm a sua atividade privada como advogados em paralelo. É eticamente reprovável que possuam acesso privilegiado e influência na aprovação de certas leis na AR e ao mesmo tempo tenham a possibilidade de beneficiar certos clientes com isso.
“Lousada só tem a ganhar se o PS continuar a gerir os seus destinos”
TVS: Que avaliação faz do trabalho que o atual executivo socialista tem realizado em prol do concelho?
NO: Quem viu e vê Lousada observa as melhorias abismais da qualidade de vida dos cidadãos a todos os níveis e de forma sustentada, sem dar um passo maior do que o possível. Temos um dos concelhos mais jovens da Europa, possuímos uma rede de escolas e infantários de excelência, uma taxa de abandono escolar quase nula, instalações de saúde renovadas e espalhadas por todo o concelho, vias rodoviárias importantíssimas, reduzidas taxas de impostos municipais importantíssimas para a fixação populacional, urbanismo regulado e sem exageros, parques industriais para a adequada fixação de empresas, turismo e desporto de referência. Contudo, nunca nos podemos dar como satisfeitos e temos que continuar a apostar forte em Lousada sendo inovadores a cada dia que passa. E sei que é isso que está a ser feito.
TVS: Cândida Barreira proferiu, recentemente, numa entrevista ao nosso jornal, a seguinte declaração: "24 anos de poder socialista sempre com as mesmas pessoas e o mesmo partido é tempo a mais". Que comentário lhe apraz fazer a esta afirmação?
NO: É uma opinião de uma pessoa que respeito muito mas quanto a mim, a democracia é algo que preservo incondicionalmente. O povo foi, é e será soberano nas suas decisões e se ao longo de 24 anos decidiu pelo PS Lousada decerto que não foi tempo a mais. Aliás, Lousada só tem a ganhar se o PS continuar a gerir os seus destinos.
“Os lousadenses disseram peremptoriamente que não querem Leonel Vieira”
TVS: Considera que a Coligação Lousada Viva está com sede de poder para reconquistar a autarquia?
NO: Lamentavelmente creio que sim e isso é mau para os lousadenses. Quando vemos certas atitudes, opiniões e falsidades emanadas, temos a certeza disso mesmo. É um sinal preocupante mas as pessoas estão atentas a isso e saberão dar a resposta adequada a esse tipo de política.
TVS: Como é que reage ao facto da mesma coligação criticar a definição de prioridades e o modelo de gestão do atual executivo socialista para o município?
NO: A coligação lá saberá qual é a sua estratégia e nada tenho a ver com isso, mas constatamos que anda completamente perdida. Tudo o que criticam não é sustentado com os factos que todos os cidadãos podem observar.
TVS: E quanto à dívida e ao passivo da câmara? Considera que esta corre o risco de entrar em rutura financeira?
NO: Esse tema já foi rebatido vezes suficientes. A autarquia lousadense apresenta uma gestão económico-financeira exemplar e os relatórios sistemáticos que são apresentados por entidades externas e independentes comprovam-no. Não contem comigo para alimentar mais essa mentira colossal.
“A maioria dos presidentes de Junta da Coligação, na assembleia municipal mostra-se do lado do executivo socialista.
TVS: A Coligação tem igualmente acusado o executivo socialista de falta de solidariedade financeira para com as Juntas de Macieira e Meinedo. Considera que existe uma discriminação no tratamento destas questões em função da ideologia político-partidária de cada um dos respetivos executivos das juntas ou estamos antes perante um catecismo de vitimização?
NO: Se é vitimização não sei, mas já foi mais do que afirmado que as juntas são entidades independentes, com o seu orçamento próprio emanado do Orçamento de Estado mas a câmara ainda assim e bem, contribui de forma clara com apoios financeiros para todas as 25 freguesias de acordo com os protocolos elaborados e tenho a certeza que se pudessem dariam mais e mais apoios. Ao contrário do que dizem, é facilmente comprovado que a autarquia tem feito muitos investimentos, muitas obras e auxiliado todas as freguesias. Para comprovar isso, basta verem o sentido de voto que a maioria dos presidentes de Junta da coligação adota na assembleia Municipal, mostrando-se do lado do executivo socialista.
TVS: Qual dos vereadores do PS tem mais perfil eleitoralista?
NO: O eleitoralismo leva-me para o populismo e esse não é timbre do PS Lousada. Os lousadenses têm que analisar se querem pessoas sérias, competentes e com provas dadas ou não. Se assim for, qualquer um dos vereadores do PS já deu provas mais do que suficientes que são pessoas dedicadas a Lousada e merecedoras de toda a confiança - justiça lhes seja feita.
TVS: Pedro Machado é o vereador que reúne mais condições para protagonizar uma candidatura à Câmara de Lousada?
NO: Pedro Machado é uma excelente e competente solução para Lousada. As pessoas estão atentas ao seu trabalho e reconhecem isso mesmo. Disso não tenho dúvidas.
TVS: É o homem certo para substituir José Santalha à frente da concelhia do PS?
NO: Penso que sim, até porque desde sempre acompanhou o Prof. José Santalha nas atividades partidárias e isso permitiu-lhe arrecadar a experiência e ensinamentos de uma figura vitoriosa e incontornável do PS Lousada.
TVS: Agostinho Gaspar, numa das conferências de imprensa, disse o seguinte: "Pedro Machado não está à altura das funções que desempenha". Que considerações lhe merecem esta afirmação?
NO: Noto que a Coligação está muito "preocupada" com o Dr. Pedro Machado e isso revela algum receio. Dizem o que lhes apetece, mas sentem-se ofendidos quando há o legítimo e necessário contraditório, preferindo a vitimização do que a apresentação de soluções viáveis para Lousada. Por outro lado, já referiram até, que não querem acreditar que o Dr. Pedro Machado será candidato pelo PS à CM Lousada. Ora bem…Quanto a isso, eu se tivesse Pedro Machado como adversário também "não quereria acreditar"… é impossível ser melhor que ele. A sua competência e transparência são únicas e inultrapassáveis no atual panorama político Lousadense.
TVS: Na sua ótica, Leonel Vieira tem perfil eleitoralista?
NO: Os Lousadenses nas últimas eleições autárquicas já se expressaram de forma democrata, maioritária, clara e inequívoca que não querem Leonel Vieira para presidente da Câmara.
TVS: Considera que a votação obtida pela Coligação nas últimas eleições autárquicas pode jogar a favor de Leonel Vieira?
NO: Como disse anteriormente. Os Lousadenses disseram peremptoriamente que não querem Leonel Vieira. Acha que uma derrota por maioria absoluta, com mais de 30% de diferença, joga a favor do derrotado? Isso é inconcebível.
TVS: Qual é a sua posição quanto às ex-Scuts?
NO: Sou obviamente contra o pagamento de portagens na A42. Na JS e no PS Lousada, fomos claros nessa posição, seja publicamente, seja dentro do partido, manifestando-nos contra a decisão do governo liderado por José Sócrates. Foi uma decisão totalmente errada e que contribuiu ainda mais para a destruição do tecido empresarial da região do Vale do Sousa e é mais um fator contra a mobilidade dos nossos cidadãos.
“O desemprego é uma chaga social e o pior de todos os males”
TVS: É a favor ou contra as taxas moderadoras? Defende o seu alargamento?
NO: Só o facto de existirem taxas moderadoras já se inscreve num princípio que, na sua génese, é contra a Constituição da República Portuguesa, contudo também temos que ter consciência que é necessário manter o Serviço Nacional de Saúde (SNS). Ainda assim, o SNS deve ser primordial para todos os governos e é arrepiante assistirmos a um aumento de 400% nesta taxa. É inacreditável a postura que este governo mantém com o SNS. A saúde em Portugal não tem que dar prejuízos astronómicos, mas também não pode ser vista como uma área para dar lucro, separando ainda mais as classes de uma sociedade, como é o sonho de alguns. Defendo que a Saúde e Educação são áreas em que o Estado tem obrigação de intervir e proteger totalmente para exclusivo usufruto de toda a população nacional e de forma igual.
“É inacreditável a postura que este governo mantém com o SNS”
TVS: A taxa de desemprego dos jovens entre 15 e 24 anos aumentou nos primeiros três meses do ano para um novo recorde de 36,2%. Na sua ótica, quem são os responsáveis por esta situação e de que forma é que se pode inverter este fenómeno?
NO: O desemprego é uma chaga social e o pior de todos os males. Os responsáveis são todos aqueles que se resignaram à política vigente a nível mundial. Nos últimos anos, sempre achei que a crise era essencialmente originária na América e depois na Europa face a décadas de um capitalismo desenfreado, por isso, não é por o Governo ser PSD/CDS que vou culpá-los de tudo, como fizeram os mesmos que agora governam face ao governo Socialista. No entanto, o PS também teve as suas culpas e isso refletiu-se nas legislativas. Ainda assim, é notório que o seguimento deste tipo de políticas mostra que o governo desistiu dos jovens, que é constituído por pessoas pouco preparadas e que a solução é emigrarmos para deixarmos de ser mais um problema.
Não me posso resignar quando vejo que em apenas 3 meses, saíram de Portugal 57 mil jovens. A principal solução é mudar as políticas internacionais pró-austeridade e apostar no crescimento económico para que vejamos resultados, mas não deixa de ser engraçado vermos todos aqueles que defendiam a austeridade pura e dura em Portugal, mudarem agora o seu discurso e afinal, parece que o crescimento económico é a solução…
Ainda bem que os povos europeus estão a dar a resposta devida. Os franceses já fizeram a mudança, os alemães estão a caminho e bastaria mais uma vez aprenderem com a história, através de iniciativas como o New Deal ou o Plano Marshall (com as devidas comparações).
E quanto às medidas de apoio aos jovens, que nos interessa lançarem iniciativas avulsas, se depois um jovem não consegue um financiamento decente de acordo com as suas possibilidades para se lançar no mercado?
TVS: É a favor do recurso a mães de aluguer?
NO: Existem questões que temos que ser pragmáticos. Cada vez mais esta situação acontece na ilegalidade, em condições miseráveis, repudiantes e envolvendo ao mesmo tempo cidadãos de vários países num tráfico sem precedentes. Um autêntico mercado negro. Portanto, sou a favor que criem soluções para atenuar o problema legalmente, condignamente, mas também com muita ética.
TVS: É a favor da legalização da droga?
NO: Sou a favor, mas depende do tipo de drogas. O povo Português está a evoluir na sua mentalidade. A custo, mas está. Se este problema existe, se a sua atual penalização não se reflete em nada, porque não devemos aceitar a realidade de uma vez por todas e criar condições para que o problema seja controlado? É uma questão ética mas acima de tudo, de saúde pública.
O recém-eleito presidente da JS comenta, ainda, temas como o distanciamento entre os políticos e os eleitores, e os temas da política local.
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“A abstenção é algo que temos de compreender e advém do descrédito nos políticos”
TVS: Que balanço faz do seu mandato à frente da JS Lousada?
Nelson Oliveira: O mandato ainda está no início mas está a decorrer de forma muito positiva. Com muita seriedade, iniciativas públicas, tomadas de decisão e acima de tudo com um secretariado muito dedicado. Por outro lado, a nível interno, a nossa estrutura está a ter um papel decisivo muito importante, quer a nível concelhio como distrital/nacional.
TVS: Foi-lhe difícil dar continuidade ao trabalho desenvolvido por João Correia, o anterior líder da JS? Que avaliação faz do trabalho desenvolvido pelo seu antecessor?
NO: Não foi difícil porque fazia parte do secretariado e acompanhava de perto todo o seu trabalho. Foi um mandato em que a JS ganhou ainda mais importância em Lousada e conseguiu mostrar a força dos jovens socialistas, nomeadamente na assembleia municipal defendendo muitos pontos de vista importantes para os jovens, sem esquecer as lutas que enfrentamos no país com presidenciais e legislativas.
TVS: O que é que distingue a sua gestão da do anterior líder da JS Lousada?
NO: São momentos diferentes e devo realçar que estou muito agradecido ao João pelo seu trabalho, assim como aos seus antecessores. O João é um elemento muito competente e continua com altas responsabilidades na nossa estrutura. Quanto ao trabalho da JS Lousada, o nosso principal objetivo são as autárquicas e sei que, também os jovens darão resposta positiva nesse campo, ajudando-nos a criar soluções e ajudando também o PS a obter mais uma justa vitória por tudo aquilo que tem feito por Lousada.
TVS: Quais os desafios com que a JS Lousada se vê confrontada presentemente, quer a nível local quer a nível nacional?
NO: A JS Lousada atualmente está concentrada nas autárquicas, única e exclusivamente. Ainda assim, penso que estamos a mostrar que somos a verdadeira força da Juventude Lousadense. Com debates públicos e abertos à população, visitas às freguesias e tomadas de posição junto da CM Lousada assim como do próprio Governo, não só para a melhoria da qualidade de vida dos jovens, mas sim de todos os Lousadenses. Qualquer jovem hoje em dia, deparando-se com tudo o que assistimos no país, só na JS é que encontra um espaço em que a sua opinião conta e não é tratado como mais um para fazer número, para alimentar caciquismos ou projetos pessoais.
TVS: Que relação mantém com as outras estruturas socialistas da região e com o atual executivo?
NO: A relação que temos é excelente, quer com outras estruturas da região, quer com os diferentes órgãos do partido. A JS é uma organização política independente do PS, mas é minha intenção aproximar-nos, hoje, mais do que nunca, do PS Lousada.
TVS: A JS tem crescido em termos de militantes? Considera que tem condições para crescer mais e continuar a rivalizar com a JSD?
NO: No espaço de um ano, dobramos o número de militantes, mas não são os números que nos movem. A JS tem uma carateristica que a distingue das demais estruturas. Os seus militantes são pessoas convictas, defendem e conhecem os ideais da esquerda republicana e aderiram à JS consciente e livremente. Todas as outras estruturas partidárias não nos interessam minimamente porque não vemos a política como o futebol - a nossa preocupação são os interesses dos Lousadenses e não alegadas rivalidades.
TVS: Como encara o facto de haver cada vez mais jovens completamente desacreditados com os políticos?
NO: Nós precisamos de ação e reação. Deparámo-nos com uma situação muito difícil, principalmente a nível profissional e não conseguimos visualizar quem nos apresente soluções. Não precisamos que nos compreendam ou que tenham algum sentimento de compaixão para connosco, precisamos sim, de políticas fortes de emprego e de crescimento, que nos ajudem no lançamento de empresas e projetos, na aquisição de financiamento sem termos que pagar juros usurários aos bancos, no auxílio ao arrendamento jovem, na promoção de benefícios fiscais e na natalidade, o que não tem sido feito pelo atual governo.
A política desacredita-se por culpa própria e essencialmente por parte de certas pessoas com altas responsabilidades, que usam e abusam da sua posição política em benefício próprio sendo que, nada lhes acontece. Não é possível existirem políticos julgados, culpados mediante provas irrefutáveis e verem esses crimes prescritos. Pior ainda, por vezes são aplaudidos e reconduzidos no poder pelo povo, que nesta matéria, por vezes também tem a sua responsabilidade. No entanto, pelo que vejo e ainda bem, há muitas mais pessoas interessadas unicamente com a causa pública do que com a sua promoção pessoal ou até financeira.
“A opinião pública pensa que os “Jotas” são meros lacaios dos partidos ou agitadores de bandeiras”
TVS: Acha que há estigma para com as pessoas que integram as juventudes partidárias?
NO: É notório que existe um certo estigma para com a Jotas. Por vezes a opinião pública pensa que são meros lacaios do partido ou agitadores de bandeiras, mas convém as pessoas esclarecerem-se e informarem-se. Contrariar essa opinião é também um dos nossos objetivos na JS e penso que estamos a conseguir. Dou-lhe apenas um exemplo, o programa Porta 65 (arrendamento jovem) foi uma das grandes vitórias que a JS teve nos últimos anos. Com essa iniciativa, milhares de jovens puderam usufruir desta excelente medida de emancipação jovem. Este é apenas um de vários exemplos que poderia dar, mas é por tudo isto que o melhor, é as pessoas analisarem o percurso de vida de cada um ou de cada estrutura. Sei que nas juventudes partidárias existe de tudo, mas a grande maioria dos jovens estão apenas interessados em melhorar a sua freguesia ou o seu concelho. Isso para mim é o mais importante e estamos a transmitir essa ideia.
TVS: Como explica a ascensão de cada vez mais movimentos independentes na sociedade portuguesa e a opção por estes em detrimento dos partidos políticos?
NO: Existe uma descrença nos atuais governantes e nas suas políticas. Mas é bem mais meritório formarem movimentos independentes, apresentando-se como solução, do que enveredarem no velho discurso: "eu não ligo à política"; "eles são todos iguais", etc. Se não concordamos com algo, só temos que apresentar soluções e alternativas. Passividade é que não pode existir.
TVS: Acha que vivemos numa espécie de ditadura da partidocracia, sem que os eleitores disponham de verdadeiras alternativas?
NO: Os eleitores dispõem sempre de alternativas e podem até começar a optar pelos partidos mais extremistas ou por movimentos independentes. Basta vermos o exemplo da Grécia. Os partidos gregos mais moderados não conseguiram apresentar-se como uma verdadeira solução e os partidos de extrema-esquerda/direita subiram muito, no entanto, é essencial termos muito cuidado com estes sinais de insatisfação da população. Na história mundial, sempre que estas variações drásticas ocorreram, apareceram sempre "salvadores da pátria" que transformaram os países em ditaduras e com resultados devastadores para a humanidade.
TVS: Como é que enquadra as elevadas taxas de abstenção que temos vindo a assistir?
NO: A abstenção é algo que temos de compreender e advém desse descrédito nos políticos, contudo, já há muito tempo, penso que o ato de votar deveria ser obrigatório como é em alguns países. As pessoas não podem deixar de dar a sua opinião acerca do seu próprio futuro, não podem deixar os outros decidir a sua própria vida. Já nas urnas, que decidam se exercem ou não um voto de protesto. O ato eleitoral é das coisas mais importantes em cidadania e ninguém deve prescindir disso.
TVS: O nosso sistema político corre o risco de definhar e de fomentar a mediocridade na classe política em detrimento da excelência?
NO: Infelizmente na política existe de tudo, mas é uma área igual a qualquer outra. Existem bons e maus políticos e por isso mesmo é importante todos os cidadãos estarem envolvidos nas suas escolhas, mas sem dúvida existem assuntos que carecem de alteração urgente, de forma a dar mais credibilidade e transparência. Por exemplo, quanto a mim, é inconcebível existirem deputados que mantêm a sua atividade privada como advogados em paralelo. É eticamente reprovável que possuam acesso privilegiado e influência na aprovação de certas leis na AR e ao mesmo tempo tenham a possibilidade de beneficiar certos clientes com isso.
“Lousada só tem a ganhar se o PS continuar a gerir os seus destinos”
TVS: Que avaliação faz do trabalho que o atual executivo socialista tem realizado em prol do concelho?
NO: Quem viu e vê Lousada observa as melhorias abismais da qualidade de vida dos cidadãos a todos os níveis e de forma sustentada, sem dar um passo maior do que o possível. Temos um dos concelhos mais jovens da Europa, possuímos uma rede de escolas e infantários de excelência, uma taxa de abandono escolar quase nula, instalações de saúde renovadas e espalhadas por todo o concelho, vias rodoviárias importantíssimas, reduzidas taxas de impostos municipais importantíssimas para a fixação populacional, urbanismo regulado e sem exageros, parques industriais para a adequada fixação de empresas, turismo e desporto de referência. Contudo, nunca nos podemos dar como satisfeitos e temos que continuar a apostar forte em Lousada sendo inovadores a cada dia que passa. E sei que é isso que está a ser feito.
TVS: Cândida Barreira proferiu, recentemente, numa entrevista ao nosso jornal, a seguinte declaração: "24 anos de poder socialista sempre com as mesmas pessoas e o mesmo partido é tempo a mais". Que comentário lhe apraz fazer a esta afirmação?
NO: É uma opinião de uma pessoa que respeito muito mas quanto a mim, a democracia é algo que preservo incondicionalmente. O povo foi, é e será soberano nas suas decisões e se ao longo de 24 anos decidiu pelo PS Lousada decerto que não foi tempo a mais. Aliás, Lousada só tem a ganhar se o PS continuar a gerir os seus destinos.
“Os lousadenses disseram peremptoriamente que não querem Leonel Vieira”
TVS: Considera que a Coligação Lousada Viva está com sede de poder para reconquistar a autarquia?
NO: Lamentavelmente creio que sim e isso é mau para os lousadenses. Quando vemos certas atitudes, opiniões e falsidades emanadas, temos a certeza disso mesmo. É um sinal preocupante mas as pessoas estão atentas a isso e saberão dar a resposta adequada a esse tipo de política.
TVS: Como é que reage ao facto da mesma coligação criticar a definição de prioridades e o modelo de gestão do atual executivo socialista para o município?
NO: A coligação lá saberá qual é a sua estratégia e nada tenho a ver com isso, mas constatamos que anda completamente perdida. Tudo o que criticam não é sustentado com os factos que todos os cidadãos podem observar.
TVS: E quanto à dívida e ao passivo da câmara? Considera que esta corre o risco de entrar em rutura financeira?
NO: Esse tema já foi rebatido vezes suficientes. A autarquia lousadense apresenta uma gestão económico-financeira exemplar e os relatórios sistemáticos que são apresentados por entidades externas e independentes comprovam-no. Não contem comigo para alimentar mais essa mentira colossal.
“A maioria dos presidentes de Junta da Coligação, na assembleia municipal mostra-se do lado do executivo socialista.
TVS: A Coligação tem igualmente acusado o executivo socialista de falta de solidariedade financeira para com as Juntas de Macieira e Meinedo. Considera que existe uma discriminação no tratamento destas questões em função da ideologia político-partidária de cada um dos respetivos executivos das juntas ou estamos antes perante um catecismo de vitimização?
NO: Se é vitimização não sei, mas já foi mais do que afirmado que as juntas são entidades independentes, com o seu orçamento próprio emanado do Orçamento de Estado mas a câmara ainda assim e bem, contribui de forma clara com apoios financeiros para todas as 25 freguesias de acordo com os protocolos elaborados e tenho a certeza que se pudessem dariam mais e mais apoios. Ao contrário do que dizem, é facilmente comprovado que a autarquia tem feito muitos investimentos, muitas obras e auxiliado todas as freguesias. Para comprovar isso, basta verem o sentido de voto que a maioria dos presidentes de Junta da coligação adota na assembleia Municipal, mostrando-se do lado do executivo socialista.
TVS: Qual dos vereadores do PS tem mais perfil eleitoralista?
NO: O eleitoralismo leva-me para o populismo e esse não é timbre do PS Lousada. Os lousadenses têm que analisar se querem pessoas sérias, competentes e com provas dadas ou não. Se assim for, qualquer um dos vereadores do PS já deu provas mais do que suficientes que são pessoas dedicadas a Lousada e merecedoras de toda a confiança - justiça lhes seja feita.
TVS: Pedro Machado é o vereador que reúne mais condições para protagonizar uma candidatura à Câmara de Lousada?
NO: Pedro Machado é uma excelente e competente solução para Lousada. As pessoas estão atentas ao seu trabalho e reconhecem isso mesmo. Disso não tenho dúvidas.
TVS: É o homem certo para substituir José Santalha à frente da concelhia do PS?
NO: Penso que sim, até porque desde sempre acompanhou o Prof. José Santalha nas atividades partidárias e isso permitiu-lhe arrecadar a experiência e ensinamentos de uma figura vitoriosa e incontornável do PS Lousada.
TVS: Agostinho Gaspar, numa das conferências de imprensa, disse o seguinte: "Pedro Machado não está à altura das funções que desempenha". Que considerações lhe merecem esta afirmação?
NO: Noto que a Coligação está muito "preocupada" com o Dr. Pedro Machado e isso revela algum receio. Dizem o que lhes apetece, mas sentem-se ofendidos quando há o legítimo e necessário contraditório, preferindo a vitimização do que a apresentação de soluções viáveis para Lousada. Por outro lado, já referiram até, que não querem acreditar que o Dr. Pedro Machado será candidato pelo PS à CM Lousada. Ora bem…Quanto a isso, eu se tivesse Pedro Machado como adversário também "não quereria acreditar"… é impossível ser melhor que ele. A sua competência e transparência são únicas e inultrapassáveis no atual panorama político Lousadense.
TVS: Na sua ótica, Leonel Vieira tem perfil eleitoralista?
NO: Os Lousadenses nas últimas eleições autárquicas já se expressaram de forma democrata, maioritária, clara e inequívoca que não querem Leonel Vieira para presidente da Câmara.
TVS: Considera que a votação obtida pela Coligação nas últimas eleições autárquicas pode jogar a favor de Leonel Vieira?
NO: Como disse anteriormente. Os Lousadenses disseram peremptoriamente que não querem Leonel Vieira. Acha que uma derrota por maioria absoluta, com mais de 30% de diferença, joga a favor do derrotado? Isso é inconcebível.
TVS: Qual é a sua posição quanto às ex-Scuts?
NO: Sou obviamente contra o pagamento de portagens na A42. Na JS e no PS Lousada, fomos claros nessa posição, seja publicamente, seja dentro do partido, manifestando-nos contra a decisão do governo liderado por José Sócrates. Foi uma decisão totalmente errada e que contribuiu ainda mais para a destruição do tecido empresarial da região do Vale do Sousa e é mais um fator contra a mobilidade dos nossos cidadãos.
“O desemprego é uma chaga social e o pior de todos os males”
TVS: É a favor ou contra as taxas moderadoras? Defende o seu alargamento?
NO: Só o facto de existirem taxas moderadoras já se inscreve num princípio que, na sua génese, é contra a Constituição da República Portuguesa, contudo também temos que ter consciência que é necessário manter o Serviço Nacional de Saúde (SNS). Ainda assim, o SNS deve ser primordial para todos os governos e é arrepiante assistirmos a um aumento de 400% nesta taxa. É inacreditável a postura que este governo mantém com o SNS. A saúde em Portugal não tem que dar prejuízos astronómicos, mas também não pode ser vista como uma área para dar lucro, separando ainda mais as classes de uma sociedade, como é o sonho de alguns. Defendo que a Saúde e Educação são áreas em que o Estado tem obrigação de intervir e proteger totalmente para exclusivo usufruto de toda a população nacional e de forma igual.
“É inacreditável a postura que este governo mantém com o SNS”
TVS: A taxa de desemprego dos jovens entre 15 e 24 anos aumentou nos primeiros três meses do ano para um novo recorde de 36,2%. Na sua ótica, quem são os responsáveis por esta situação e de que forma é que se pode inverter este fenómeno?
NO: O desemprego é uma chaga social e o pior de todos os males. Os responsáveis são todos aqueles que se resignaram à política vigente a nível mundial. Nos últimos anos, sempre achei que a crise era essencialmente originária na América e depois na Europa face a décadas de um capitalismo desenfreado, por isso, não é por o Governo ser PSD/CDS que vou culpá-los de tudo, como fizeram os mesmos que agora governam face ao governo Socialista. No entanto, o PS também teve as suas culpas e isso refletiu-se nas legislativas. Ainda assim, é notório que o seguimento deste tipo de políticas mostra que o governo desistiu dos jovens, que é constituído por pessoas pouco preparadas e que a solução é emigrarmos para deixarmos de ser mais um problema.
Não me posso resignar quando vejo que em apenas 3 meses, saíram de Portugal 57 mil jovens. A principal solução é mudar as políticas internacionais pró-austeridade e apostar no crescimento económico para que vejamos resultados, mas não deixa de ser engraçado vermos todos aqueles que defendiam a austeridade pura e dura em Portugal, mudarem agora o seu discurso e afinal, parece que o crescimento económico é a solução…
Ainda bem que os povos europeus estão a dar a resposta devida. Os franceses já fizeram a mudança, os alemães estão a caminho e bastaria mais uma vez aprenderem com a história, através de iniciativas como o New Deal ou o Plano Marshall (com as devidas comparações).
E quanto às medidas de apoio aos jovens, que nos interessa lançarem iniciativas avulsas, se depois um jovem não consegue um financiamento decente de acordo com as suas possibilidades para se lançar no mercado?
TVS: É a favor do recurso a mães de aluguer?
NO: Existem questões que temos que ser pragmáticos. Cada vez mais esta situação acontece na ilegalidade, em condições miseráveis, repudiantes e envolvendo ao mesmo tempo cidadãos de vários países num tráfico sem precedentes. Um autêntico mercado negro. Portanto, sou a favor que criem soluções para atenuar o problema legalmente, condignamente, mas também com muita ética.
TVS: É a favor da legalização da droga?
NO: Sou a favor, mas depende do tipo de drogas. O povo Português está a evoluir na sua mentalidade. A custo, mas está. Se este problema existe, se a sua atual penalização não se reflete em nada, porque não devemos aceitar a realidade de uma vez por todas e criar condições para que o problema seja controlado? É uma questão ética mas acima de tudo, de saúde pública.
Autor: Miguel Ângelo
CORTAR O MAL PELA RAÍZ
![]() |
Hélder Leal |
Como é sabido, a fim de cortar
com a despesa orçamental, o nosso governo optou por suprimir gastos, em várias
áreas da nossa estrutura social, entre os quais, saúde, cultura, desporto,
educação, entre muitas outras, é sensato acreditar que sim, que de facto há
onde poupar uns milhões…mas não se poderá cortar onde realmente se deve?...
isso seria outra conversa, fazendo me entender.
As políticas adoptadas são
extremamente objectivas, chegando a pontos de poderem considerar desumanas,
particularmente na área da Saúde.
Estes cortes, fazem parecer o
estado social uma miragem de outrora, uma visão do passado.
A expressão “cortar o mal pela
raiz”, é sempre conotada de forma positiva no nosso país, mas na realidade, não
é bem assim, esta expressão nada tem de positivo, ou seja, enquanto se cortam
raízes, o país não cresce, tal e qual uma planta que ao cortarmos a sua raiz
ela automaticamente não cresce, logo, morre, salvo milagre, que é exactamente o
que o nosso governo parece estar à espera…de um autêntico milagre!
Ora, no caso da educação, a
irresponsabilidade deste governo é vergonhosa, se a educação não é o bem mais
precioso de uma qualquer sociedade desenvolvida, ela fica bem próxima disso.
Tal como dizia, o saudoso Fialho
de Almeida que “Instruir, Salubrizar, Enriquecer,…nenhuma obra de governo forte
pode assentar sobre aquisições que não sejam as derivadas próximas destes
postulados máximos extremos”
A própria História sempre ditou
que para um país crescer e evoluir são precisas elites preparadas, instruídas,
motivadas, e é exactamente o contrário que tem acontecido! Com isto, não se
pense, que um diploma de fim de curso basta! Não! As pessoas necessitam de uma
injecção de educação social e moral! Quantas vezes ouvimos na comunicação
social que fulano tal desviou uns milhões, e de seguida ouvimos um comentário
de alguém dizendo, “ai e tal, o tipo é esperto pah”…ao ouvirmos isto não depreendemos
logo das suas palavras que ele no lugar do gatuno faria exactamente o mesmo?...mais
uma vez evoco aqui Fialho que no séc.
XIX disse um dia que quanto mais se faz na lei e se espargue nas instituições a
democracia, mais os homens procuram exceder as condições do seu nível e sotopor
a modéstia real da sua existência a uma ilusão de grandezas, ou seja,
ascende-se na escala, e cada vez são mais vivas as desproporções entre as
exigência das sumptuária exterior e os desmazelos íntimos da vida, entre os
recursos e os gastos, entre o haver e o dever.
O que eu observo é que este país
continua a ser um paraíso de burgueses! O lema da burguesia do séc. XIX
consistia na expressão “mais do que ser, é preciso parecer” e este continua a
ser o lema do bom português, reflectido por exemplo no tão adorado “culto da
gravata”…para mim mais vale sê-lo do que tê-lo!
Os problemas da nossa sociedade
sempre foram, a má gestão, falta de empenho, corrupção (…) e qual a única
solução para estas doenças? É a educação, claro!
Não há outro remédio! Só nos
resta educar os jovens para que este país possa evoluir, limpando assim desta
forma a nossa sociedade, mas para que isso possa acontecer é preciso facilitar
a vida ao jovem/menos jovem, que quer estudar/evoluir, o problema é que nos
dias que correm, estudar em Portugal tornou-se um luxo! Uma licenciatura,
mestrado, doutoramento podem custar 5, 8, 10 mil € … estas só estão ao alcance
de alguns privilegiados e porquê? Porque por exemplo no caso das bolsas sociais
de estudo, (que quando aprovadas, casos cada vez mais raros, e quando o são já
vêm tarde) acontece que, caso o agregado familiar do estudante tenha algum tipo
de divida ao estado, a bolsa é logo recusada, ora então, “paga o justo pelo
pecador” , salvo isto e muito mais, as bolsas só cobrem o valor das propinas,
ou seja, para o estado o estudante não tem despesas de deslocação, estadia,
alimentação, gastos com material didáctico,…, enfim, tudo isto se reflecte na
taxa de abandono no ensino superior que bate recordes.
O nosso país, nunca antes, investiu
tão pouco na educação desde o 25 de Abril (3,8 % do P.I.B), somos assim, o país
que menos investe na educação a nível europeu, “ai estamos na cauda da Europa?”
deve ser coincidência!
Um dos relatórios da OCDE refere
que o sistema de ensino está obcecado com os resultados e não está como
deveria, focado no aluno! Mas contra isto vem o nosso ministro que pensa o
contrário, que havia excesso nas ciências da educação, e que tínhamos uma
escola demasiadamente centrada no aluno, ele lá sabe…ou não!?
É imperativo que se motive o
aluno e o professor, mas o que acontece é precisamente o contrário, está a
alimentar e gerar um sentimento de revolta e um outro, antagónico, o da
desmotivação!
Aumentam-se o número de alunos
por turma, reduz-se o número de profissionais de educação, auxiliares,
professores, diminuem-se os seus vencimentos, obrigam-nos a deslocações
absurdas, tipo povo nómadas,…,tudo isto resulta num aumento de retenções dos
alunos e na exclusão social dos docentes!
Um professor tem o direito de se
sentir estável e recompensado, pelo seu esforço diário, só assim, conseguirá
fazer o seu trabalho de forma competente. Caso contrário não pode nem consegue
transmitir o mínimo grau de força de vontade aos seus alunos. A motivação, este
precioso ingrediente, que é o maior e mais importante factor necessário a
incutir aos jovens!
Outra medida adoptada, foi o de
acabar com o dispositivo de reconhecimento, validação, e certificação de
competências (RVCC) após, em Dezembro do ano transacto, ter suprimido dezenas
de centros de novas oportunidades, e despedido centenas de técnicos.
Os Rvcc, têm impactos inequívocos
no processo de aprendizagem e evolução do formando, procurando vocaciona-lo
para a área que mais se adapta ás suas características, oferecendo-lhe uma
visão mais apurada da sociedade, formando-o como cidadão, dando-lhe
competências e acompanhamento no seu processo evolutivo de outra forma
impossíveis de adquirir.
A justificação para o fim dos
Rvcc por parte do governo, prende-se no facto, de que, existem estudos que
mostram que estes não foram reflexo de empregabilidade, justificando assim, o
fim deste processo. Ora, é mais que certo e sabido, e não seria espectável que
este fosse sinónimo de emprego garantido, tal como, outro qualquer tipo de
formação, mesmo, uma licenciatura, mestrado, ou doutoramento não dão empregos
automáticos a ninguém.
O que gera emprego é a dinâmica
socio económica do país, dinamização esta, na qual, o governo menos tem
investido.
Conclusão, ou se mudam
mentalidades, em que a única forma de a alcançar será através da educação, com
professores preparados, alunos motivados e os governantes deste país percebem
de uma vez a gravidade dos erros cometidos, e o quanto fazem desta forma o país
recuar, ou continuaremos a ser um país de estagnado e mal formado, para depois
acusarem o povo de ser lamechas e de não querer trabalhar, tal como disse um
dia Ramalho Ortigão: ”…admiram-se de que ele seja grosseiro, mandrião,
invejoso, desordeiro, mau trabalhador, mau marido, mau pai? Ele é simples e
unicamente ignorante”. Estas palavras diziam e continuam a dizer muito!
Finalizando com um modesto
conselho…que se comece a servir doses ricas em nutrientes de filantropia, moral
e respeito ao almoço nas nossas escolas, assim talvez um dia saía de lá alguém com
moral suficiente para governar e decidir bem os destinos deste país!
Hélder Leal
JS Lousada
in: TVS
Isto está a ficar um nadinha mais claro, está
Falando de coisas importantes: quando e por quem é que terá sido produzido o dossier das secretas sobre Ricardo Costa, que hoje foi revelado? Não terá sido aí por alturas da publicação pelo Expresso das cartas de Cavaco e filha a Oliveira e Costa dando “ordem de venda” das acções da SLN?
E o famoso dossier sobre Rui Paulo Figueiredo? Não terá vindo na mesma época da mesma fonte, Silva Carvalho, o amiguinho que trata por tu o Relvas e lhe dá palpites para as chefias do SIS?
Já não sabem quem é o Rui Paulo Figueiredo? Cito o famoso email de Alvarez para Tolentino, que pôs a nu a inventona cavaquina-limiana das escutas de Belém:
“Depois [Fernando Lima] entregou-me um dossier sobre um Rui Paulo da Silva Figueiredo que é adjunto jurídico do PM [José Sócrates], trabalha para o MAI, já passou pelos gabinetes de diversos ministros e, segundo o Fernando Lima, terá tentado entrar para o SIS mas chumbou.”
Já agora, quem terá chumbado o Figueiredo e porquê? Silva Carvalho deve saber.
Muito mais importante: qual terá sido o papel de Silva Carvalho nas campanhas de assassinato de Sócrates?
Hoje sabemos, por causa duma vulgar viagem de George W Bush ao México em 2007, que Silva Carvalho já “trabalhava” para Relvas (e para Belém?) bem antes da inventona das escutas.
Isto está a ficar um nadinha mais claro, está. Esperemos os desenvolvimentos.
E o famoso dossier sobre Rui Paulo Figueiredo? Não terá vindo na mesma época da mesma fonte, Silva Carvalho, o amiguinho que trata por tu o Relvas e lhe dá palpites para as chefias do SIS?
Já não sabem quem é o Rui Paulo Figueiredo? Cito o famoso email de Alvarez para Tolentino, que pôs a nu a inventona cavaquina-limiana das escutas de Belém:
“Depois [Fernando Lima] entregou-me um dossier sobre um Rui Paulo da Silva Figueiredo que é adjunto jurídico do PM [José Sócrates], trabalha para o MAI, já passou pelos gabinetes de diversos ministros e, segundo o Fernando Lima, terá tentado entrar para o SIS mas chumbou.”
Já agora, quem terá chumbado o Figueiredo e porquê? Silva Carvalho deve saber.
Muito mais importante: qual terá sido o papel de Silva Carvalho nas campanhas de assassinato de Sócrates?
Hoje sabemos, por causa duma vulgar viagem de George W Bush ao México em 2007, que Silva Carvalho já “trabalhava” para Relvas (e para Belém?) bem antes da inventona das escutas.
Isto está a ficar um nadinha mais claro, está. Esperemos os desenvolvimentos.
in: Aspirina B
Quase que Relvas dizia a verdade
Ahhhhhhh... Quase que Relvas dizia a verdade na primeira audição do parlamento.
Afinal, o ministro adjunto e dos assuntos parlamentares, não se encontrou com Silva Carvalho apenas em locais públicos, e informou isso mesmo apenas na 2ª sessão parlamentar que, por obra do acaso quis que fosse realizada no mesmo dia, em que mais uma vez por acaso, a Revista Visão revelava que ele se tinha encontrado na sede de Ongoing com o dito cujo (haverá sitio mais público que a sede da Ongoing???)
Realmente é curioso como esta notícia da Visão, foi publicada às 16.04h do dia de ontem, e Relvas às 17.30h estava na comissão parlamentar a informar os deputados de algo que já sabiam e que assim, todos tiveram a noção que Relvas mentiu ao parlamento.
O que é certo é que o Sr Ministro não deve ter a coragem para se demitir, apesar do próprio Passos Coelho (pouca gente reparou) ter aberto essa porta, dizendo que confia nele para a privatização da RTP excepto se entretanto, apresentar por livre vontade a sua demissão.
O povo não dorme.
"António Borges não era bom no que fazia"
Triste sina a nossa.
Já nos bastava o pessoal do BPN que depois de ter conduzido o banco à falência tivemos que assistir às suas nomeações para cargos do Estado e ainda temos que saber que o nº 1 para a privatização de empresas do Estado, não é bom no que faz.
O jornalista financeiro e autor do livro "O Banco - como o Goldman Sachs dirige o mundo" avisa que António Borges, nomeado pelo Governo para gerir o programa de privatizações, tem de explicar que tarefas tinha no banco norte-americano e não poderá entregar o mandato de privatizar as empresas públicas portuguesas ao Goldman Sachs. Na Última Hora, Marc Roche garantiu ainda que António Borges saiu da instituição porque não era bom no que fazia.
Já nos bastava o pessoal do BPN que depois de ter conduzido o banco à falência tivemos que assistir às suas nomeações para cargos do Estado e ainda temos que saber que o nº 1 para a privatização de empresas do Estado, não é bom no que faz.
O jornalista financeiro e autor do livro "O Banco - como o Goldman Sachs dirige o mundo" avisa que António Borges, nomeado pelo Governo para gerir o programa de privatizações, tem de explicar que tarefas tinha no banco norte-americano e não poderá entregar o mandato de privatizar as empresas públicas portuguesas ao Goldman Sachs. Na Última Hora, Marc Roche garantiu ainda que António Borges saiu da instituição porque não era bom no que fazia.
O que Cavaco vai fazer?
"Se fosse no tempo de José Sócrates:
- Mal chegasse a Lisboa chamaria a jornalista e a editora a Belém para se queixarem em viva voz do ministro.
- Chamaria Pinto Balsemão para este lhe contar sobre o que sabe a propósito da promiscuidade entre o governo, a Ongoing e a célula clandestina deste grupo na secreta.
- Reuniria com o PGR para avaliar se há situações de crime.
- Mandaria uns recados ao primeiro-ministro e não parava de mandar bocas enquanto o ministro não fosse demitido.
Como o governo não é o de Sócrates não fará nada a não ser que perceba que tal é inevitável para proteger a sua própria imagem."
in: Jumento
Aplaudam o Professor Silva
É com espanto que se vê um devoto Salazarista tão promitente de
pancada ignorar que, num ano, o desemprego dos professores aumentou 136%.
Esse, o dito, nos termos do emigrado, raro era o dia em que não se
mostrava descontente, brandindo amorfos tocos de madeira velha ante a
tomada de medidas do pouco saudoso emigrado.
E agora, se aí estivesse a invernia e fosse tempo de recolher,
esconde-se por detrás de balelas salazaristas tão estúpidas que nem o
mais refinado sarcasmo pode deixar de revelar.
Estranho é não se desdizer, pois já houve quem o fizesse por menos e,
afinal, a coragem de assumir um erro é normalmente mais valorada que a
energúmena vaidade de não se retratar.
Mas enfim, há quem assim o prefira ser e, por isso, aplausos não hão-de faltar nem sequer à cena publicitada de pancadaria, ofertada por gentinha tão educada e gentil.
Uma pouca vergonha.
Comunicados vergonhosos destes:
Comunicado da JSD-Madeira insulta dirigentes da JS
Resultam nisto:
Líder da JSD-Madeira demite-se
Entrevista Cristina Moreira ao TVS
![]() |
Cristina Moreira |
A autarca escalpeliza alguns dos projetos que marcaram os últimos anos da sua vereação nomeadamente no combate ao abandono e insucesso escolar e na área da ação social.
Cristina Moreira destaca, ainda, a aposta no projeto "Movimentos Seniores" iniciativa dirigida a todos os munícipes com mais de 50 anos e que acabou por fomentar a confraternização e diversão para um conjunto significativo de pessoas. No domínio do turismo destaca, os projetos, “Rota do Românico” e "Rotas Gourmet", que de acordo com a autarca, são um magnífico cartão-de-visita do concelho.
No plano das atividades económicas salienta, por outro lado, que o executivo municipal tem encetado diligências de apoio ao desenvolvimento concelhio, em particular, ao investimento e à criação de emprego.
TVS: Que balanço faz do seu mandato na Câmara de Lousada enquanto vereadora do Turismo, Artesanato e Ação Social?
Cristina Moreira: São pelouros que, embora muito diferentes, me merecem a maior atenção e dedicação, pelo que o trabalho tem sido muito compensador e o balanço é positivo.
TVS: Das várias iniciativas e projetos que implementou quais as que mais a marcaram, seja pelo seu impacto ou adesão?
CM: A Ação Social foi sem dúvida uma grande aposta, principalmente na dinamização da Rede Social, onde o trabalho com os parceiros assumiu-se como um grande desafio que permitiu uma dinâmica do tecido social do concelho. Assim, perante os sucessivos diagnósticos do nosso território, foram elaborados os Planos de Desenvolvimento Social (PDS), com objetivos e ações capazes de controlar e resolver alguns dos problemas sociais de Lousada. As crianças, as famílias e os seniores foram eleitos às prioridades na intervenção social.
Como projetos marcantes, realço o combate ao abandono e insucesso escolar, através da implementação do Programa DICAS (Diversidade, Inclusão, Complexidade, Autonomia e Solidariedade), onde o trabalho realizado pelo pessoal técnico da autarquia em estreita articulação com os agrupamentos de escola traduziu-se numa redução drástica dos valores. Lousada regista taxas residuais de abandono e insucesso, fruto do trabalho desenvolvido em colaboração com a comunidade escolar local.
A implementação do Modelo Estratégico de Intervenção Social Integrado assume-se, também, como um projeto inovador que aumentou a rentabilidade e funcionalidade das respostas sociais, uma vez que todas as instituições trabalham em conjunto, ao mesmo tempo que, aumentou o número de famílias com acompanhamento pessoal e direto.
O projeto "Movimentos Seniores" revela-se, igualmente, de grande valor ao criar locais de convívio, confraternização e diversão para um conjunto significativo de pessoas que, apesar da idade, ainda conservam um espírito jovem e com imensa vontade de viver. Assim destaco a colaboração das juntas de freguesia, das instituições de solidariedade e de centenas de voluntários locais que lideram estes espaços.
Na área do Turismo e Artesanato, o projeto da Rota do Românico é, sem dúvida, a maior oportunidade para o desenvolvimento socioeconómico da nossa região, uma vez que já possui financiamento comunitário garantido.
Ao nível local, a iniciativa "Rotas Gourmet", que alia a visita ao património e às casas senhoriais com a degustação da nossa excelente gastronomia são, cada vez mais, um magnífico cartão-de-visita do nosso concelho, pois atraem centenas de visitantes. Sinto que, num futuro muito próximo, a inauguração do hotel rural, a requalificação de mais alojamentos, assim como, o trabalho de parceria com a Entidade de Turismo Porto e Norte vai permitir que o turismo seja a área económica emergente no nosso concelho.
“Se este for a escolha do partido, Pedro Machado, será o meu candidato!”
TVS: Pedro Machado tem condições para assumir uma candidatura ao executivo municipal?
CM: Pedro Machado tem muitas e boas condições para ser candidato. É uma pessoa inteligente, muito trabalhadora, honesta e com um objetivo muito claro de total dedicação por Lousada. Se este for a escolha do partido, Pedro Machado, será o meu candidato!
TVS: Leonel Vieira tem condições para assumir uma candidatura à autarquia?
CM: Esta questão deve ser colocada aos militantes do PSD Lousada.
TVS: Alguma vez foi sondada pelo PS para encabeçar uma candidatura à autarquia? Aceitaria esse convite?
CM: A relação entre os militantes do PS de Lousada é tão transparente e objetiva, que me permite dizer que estou preparada para o que a estrutura concelhia achar melhor. Preocupo-me principalmente em dar o meu melhor e contribuir para o desenvolvimento do concelho melhorando a qualidade de vida de todos os Lousadenses.
Estou disponível, apesar de haver muitas pessoas, dentro do partido, com muito potencial.
TVS: Está confiante numa vitória do PS?
CM: Estou certa do bom trabalho que Jorge Magalhães e as suas equipas realizaram, ao longo dos seus mandatos. Os lousadenses sempre demonstraram uma excelente capacidade em discernir e avaliar corretamente o trabalho desenvolvido ao nível autárquico.
TVS: Sempre se mostrou uma acérrima defensora da aposta na educação e formação ao longo da vida. Continua a defender o objetivo de aumentar o número de pessoas que têm acesso a estas atividades em todos os ciclos da vida?
CM: Sim, luto para que todos percebam que o conhecimento é a arma mais valiosa que temos na vida. A iniciativa, Novas Oportunidades, foi sem dúvida uma das mais importantes medidas tomadas, pois permite a todos que, por razões diversas não puderam concluir a sua escolaridade, o façam durante o seu percurso de vida.
TVS: Como é que encara o facto de o Governo ter anunciado a pretensão de extinguir os CNO?
CM: O que o Governo está a fazer é, realmente, acabar com as oportunidades de um povo, que ainda está longe dos níveis de escolaridade dos restantes parceiros europeus.
“A violência doméstica em Lousada tem algum impacto estatístico”
TVS: Segundo a APAV os casos de violência doméstica estão a aumentar em Portugal. E em Lousada, qual o retrato deste fenómeno e qual a resposta da autarquia?
CM: A violência doméstica em Lousada tem algum impacto estatístico e, desde 2008, com a criação de um serviço de apoio às famílias e vítimas, designado, Flor de Lis, mais de uma centena de situações foram alvo de um acompanhamento direto e pessoal. Este ano já recorreram ao serviço, cerca de 10 vítimas que foram acompanhadas e encaminhadas. Estas situações, que merecem acompanhamento do Flor de Lis, são as mais graves e as que necessitam de encaminhamento para o Ministério Público e GNR, uma vez que as restantes são tratadas ao nível da ação social concelhia e da CPCJ (Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em risco).
Para melhorar a resposta a prestar foi adotado o Modelo Institucional de Suporte, em parceria com o Gabinete Janela Aberta, de Penafiel, e o Serviço de Psicologia da Câmara de Paredes, que nos permite ter um bom modelo de atendimento, encaminhamento e acompanhamento das vítimas.
De realçar o trabalho de prevenção, que tem sido feito ao longo destes quatro anos, direcionado para os jovens, junto dos agrupamentos de escola e escola secundária, e para as famílias.
Rendimento Social de Inserção
TVS: Concorda com os cortes sociais, anunciados pelo Governo, no que toca ao rendimento social de inserção?
CM: No que diz respeito ao RSI (Rendimento Social de Inserção) não posso concordar com "cortes cegos", pois este é um apoio que dignifica o nosso país por se tratar de uma medida onde o Estado providencia e presta um apoio temporário mediante o compromisso de inserção socioprofissional dos beneficiários. Este processo seria mais transparente e correto se houvesse técnicos suficientes para acompanhar as situações.
Em Lousada, cerca de 550 utentes, que na sua maior parte pertencem a famílias onde pelo menos um dos elementos trabalha, recebem uma prestação reduzida de apoio.
O valor dos rendimentos a partir do qual existe apoio é muito baixo, 388 euros, existindo situações em que as famílias têm que optar entre pagar a renda da casa ou comer. Estes agregados são acompanhados pela autarquia que, no âmbito do MEISI (Modelo Estratégico de Intervenção Social Integrado) presta apoio alimentar, em medicação, na habitação social, em especial a idosos, adultos dependentes, grávidas adolescentes, toxicodependentes, alcoólicos em tratamento, famílias numerosas entre outras.
Assim, os utentes e as famílias são acompanhados dando-lhes condições de autonomia e dignidade de forma a permitir uma reintegração social e profissional
TVS: No domínio das atividades económicas, a oposição tem acusado o executivo municipal de não conseguir fomentar o investimento e potenciar a criação de emprego. Que leitura faz destas críticas?
CM: Em primeiro lugar, julgo que o fomento do investimento e a criação de emprego devem ser metas do Governo, pelos mecanismos técnicos e financeiro que dispõe.
Entretanto, a Câmara de Lousada tem encetado diligências e esforços de apoio ao desenvolvimento concelhio, em particular, ao investimento e a criação de emprego. Assim, após o Plano de Desenvolvimento Social, trianual, ter identificado o combate ao desemprego como uma das prioridades, são várias as iniciativas e os apoios em curso. O Gabinete de Apoio ao Investidor presta um papel fulcral de apoio e aconselhamento a todos os potenciais investidores no concelho, ao mesmo tempo que, estabelece o contacto direto com os empresários locais.
Por outro lado, o Gabinete de Inserção Profissional, que tem como principais destinatários os desempregados, presta um serviço de aconselhamento e apoio na procura ativa de trabalho e de formação potenciando uma inserção no mercado laboral.
Desemprego no concelho
TVS: De acordo com os últimos indicadores o desemprego jovem tem vindo a aumentar. Que proporções este fenómeno está a atingir no concelho e que medidas o executivo municipal tem tomado no sentido de inverter este quadro?
CM: Para lutar contra este flagelo global, a Câmara de Lousada associou-se às 11 autarquias da NUT-III Tâmega, que formam a Comunidade Intermunicipal na criação da agenda para a Empregabilidade do Tâmega e Sousa. A principal preocupação é diminuir o desemprego, fazendo com que a oferta de emprego coincida com a procura, baseado numa oferta formativa, quer para jovens, quer para adultos. O trabalho implica a colaboração de muitos parceiros, desde escolas, centro de emprego, empresas, desempregados, entre outros, pelo que a resolução não ocorre a curto ou médio prazo.
No que concerne à taxa de desemprego jovem, Lousada regista um dos valores mais baixos, apesar de sermos um dos concelhos com mais jovens. O incentivo à criação do próprio emprego é muitas vezes lançado aos mais jovens pelo Gabinete de Inserção Profissional e algumas iniciativas desenvolvidas com alunos do secundário, como o projeto "Empresa", pretender dotar os jovens de conhecimentos suficientes para serem empreendedores e inovadores no mercado de trabalho.
TVS: Na área do comércio, muitos comerciantes continuam a dizer-se lesados pelo número exagerado de superfícies comerciais que existem na vila. De que forma é que os pequenos comerciantes podem fazer face a esta situação?
CM: Acho que considerar que o número de superfícies comerciais é exagerado revela-se numa falsa questão se tivermos em conta o elevado número de consumidores de outros concelhos que se deslocam a Lousada para efetuar as suas compras. Por outro lado, o elevado número de empregos que foram criados são outro fator a ter em conta.
O comércio tradicional tem que ver isto não como um problema mas antes como uma oportunidade tendo consciência que deve prestar um serviço diferenciado com recurso a novas estratégias com horários adaptados, estudos de consumidor, técnicas de venda e apresentação de produtos inovadores, entre outros.
Assim, a autarquia está a trabalhar em conjunto com os comerciantes locais tendo iniciado reuniões de trabalho, abertas a todos os interessados, estando já em execução o Plano de Atividades comum que foi traçado para este ano. Concursos de montras, sorteios, animação de rua, desfiles, Hora H, Montras Vivas são algumas das iniciativas em desenvolvimento que se traduzem num aumento de clientes e de vendas.
Sob o lema "Comércio Positivo" defendemos um comércio local diferenciado com preços apetecíveis, artigos diferentes que têm como finalidade atrair as famílias para que façam as suas compras em Lousada, contribuindo para o desenvolvimento económico da sua terra.
Autor: Miguel Ângelo (TVS)
Afinal, eles bem sabiam o que vinha a caminho
"Os contornos multiformes do caso Relvas, a ter como protagonista um ministro socialista, dariam origem a um pandemónio. De imediato o Aníbal, a direita, a esquerda, os sindicatos, as ordens, a sociedade civil, os fogareiros, os clubes do tapperware, os grupos de escuteiros, e qualquer macaco capaz de juntar um adjectivo a um substantivo, saltariam alucinados de indignação para o espaço público. Basta recordar o que se disse e escreveu nos episódios dos corninhos infantilóides do Pinho ou no desvairo pateta e hilariante do Ricardo Rodrigues ao fanar os gravadores dos jornalistas em frente às câmaras. Estes dois casos, um deles levando à imediata demissão e seu prejuízo político, o outro ao custo político da continuação em funções, não têm qualquer comparação com o que já está estabelecido no tribunal das evidências a respeito de Relvas, pois a temática das secretas e da chantagem para cima de jornalistas é de um outro e inaudito campeonato. Assim, não havendo ninguém do PS para abater, reina o civismo, o sentido de Estado, o protocolo de esperar pelas averiguações e demais minudências. Temos até disponibilidade para apreciar o espectáculo imperdível de ver aqueles infelizes que aparecem a defender o indefensável, autênticos farrapos que teriam sido dos mais assanhados e furibundos caso o alvo não fosse laranja e sim cor-de-rosa.
Criar pânico na população, instigar ao clima de permanente histerismo foi instrumental e decisivo para o desgaste e abate de Sócrates. Correia de Campos, que entrou no Ministério da Saúde sabendo o que lhe iria acontecer inevitavelmente mais cedo ou mais tarde, caiu porque de repente até algumas figuras gradas do PS alimentavam a irracionalidade contra si e contra o Governo. Estes fenómenos tinham diferentes causas, desde a permanente desconfiança face ao poder até à dificuldade de aceitar mudanças de cultura, passando pela eficácia mediática na construção das percepções, imagens e sentidos. Mas à volta de Sócrates o histerismo igualmente nascia do seu carisma, da sua força que vencia e, por isso, que ia subindo a parada do desafio para os seus opositores. Tal destino humilhou a gente séria, impotente e corroída por uma endógena decadência intelectual. Não tinham generais nem guerreiros à altura, mas tinham veneno. Abundante, inesgotável veneno.
Centenas de milhares de desempregados atrás, no tempo em que seria impossível admitir que algum Governo se atreveria a cortar subsídios à má-fila, quanto mais defender a pobreza como meta ideológica, e os sinais de uma economia a modernizar-se iam aparecendo com consistência apesar das conjunturas de crise sucessivas, o dia-a-dia era preenchido com a legião de clones do Medina Carreira que garantia estarmos a caminhar para o abismo em passo de corrida, que estávamos a ser governados por incompetentes, criminosos e loucos. Honra lhes seja feita, finalmente acertaram em cheio."
Criar pânico na população, instigar ao clima de permanente histerismo foi instrumental e decisivo para o desgaste e abate de Sócrates. Correia de Campos, que entrou no Ministério da Saúde sabendo o que lhe iria acontecer inevitavelmente mais cedo ou mais tarde, caiu porque de repente até algumas figuras gradas do PS alimentavam a irracionalidade contra si e contra o Governo. Estes fenómenos tinham diferentes causas, desde a permanente desconfiança face ao poder até à dificuldade de aceitar mudanças de cultura, passando pela eficácia mediática na construção das percepções, imagens e sentidos. Mas à volta de Sócrates o histerismo igualmente nascia do seu carisma, da sua força que vencia e, por isso, que ia subindo a parada do desafio para os seus opositores. Tal destino humilhou a gente séria, impotente e corroída por uma endógena decadência intelectual. Não tinham generais nem guerreiros à altura, mas tinham veneno. Abundante, inesgotável veneno.
Centenas de milhares de desempregados atrás, no tempo em que seria impossível admitir que algum Governo se atreveria a cortar subsídios à má-fila, quanto mais defender a pobreza como meta ideológica, e os sinais de uma economia a modernizar-se iam aparecendo com consistência apesar das conjunturas de crise sucessivas, o dia-a-dia era preenchido com a legião de clones do Medina Carreira que garantia estarmos a caminhar para o abismo em passo de corrida, que estávamos a ser governados por incompetentes, criminosos e loucos. Honra lhes seja feita, finalmente acertaram em cheio."
in: aspirina b
Sociopatia Hereditária
"Christine Lagarde declarou, numa entrevista ao The Guardian, que não está lá muito preocupada com as consequências sociais da austeridade na Grécia, traduzidas em grávidas sem acesso a cuidados de saúde, por exemplo, porque o que realmente a preocupa são as “crianças nas aldeias do Níger.”
Para Lagarde, os gregos são especialistas em enganar o fisco e devem pagar por isso. E as crianças devem pagar pela irresponsabilidade dos pais. Só não acredita quem não conheça esta gente. Tenham ainda em atenção que Lagarde foi, enquanto ministra das finanças de um país com a sua banca altamente exposta, uma das arquitectas da intervenção externa que gerou o desastre socioeconómico grego. E não se esqueçam também que a grande especialidade do FMI, que esta antiga advogada de altos negócios agora dirige, é há muito desenvolver o subdesenvolvimento, minando as possibilidades de miúdos e graúdos nos países que caíram na armadilha de quem defende sempre os credores.
De resto, a entrevista de Lagarde revela que esta gente fará tudo para que a saída da Grécia do euro se transforme numa lição para todos os que tenham veleidades de desenvolvimento soberano. Pode ser que falhem neste intento. De vez em quando falham. E quando falham aumentam as nossas possibilidades."
in: Ladrões de Bicicletas
Não emigres: 10 opções para licenciados à procura de uma oportunidade
O flagelo do desemprego já atinge um em cada três
jovens portuguesas. Com o mercado de trabalho congelado, as saídas
profissionais são cada vez mais escassas. O Dinheiro Vivo deixa aqui
algumas ideias de caminhos que podem ser seguidos por quem está a chegar
ao mercado ou se encontra em situação de desemprego.
1. As incubadoras de negócios, que começam a surgir em vários pontos do país, são um bom ponto de partida para jovens empreendedores com ideias relevantes. Os custos são mínimos e favorecem a criação do próprio emprego. E, com sorte, de mais alguns.
2. O programa Empreender+ destina-se a jovens com idade superior a 18 anos detentores de ideias (Pessoas singulares ou colectivas), e potenciais investidores (detentores de capital, “know-how”, tecnologia, instalações, equipamentos). Saiba mais aqui.
3. A agricultura também pode ser uma aposta de futuro. O programa de instalação de jovens agricultores facilita a implementação de novas iniciativas e a sua adequada formação e qualificação profissional, e promover o desenvolvimento e adaptação das explorações. Está direccionado para jovens com idade entre os 18 e os 40 anos, com o 9.º ano de escolaridade, em regime de primeira instalação como agricultores e sob a forma jurídica de pessoa colectiva. Informações aqui.
4. No campo artístico, pode concorrer à atribuição de apoios no domínio das artes do espectáculo (teatro, dança, artes circenses), música, artes visuais, cinema, audiovisual e multimédia, arquitectura, design, literatura e projectos transdisciplinares, para promoção da língua e cultura portuguesa no exterior. Destina-se a jovens profissionais que exerçam actividade no âmbito das áreas contempladas e organizações artísticas e culturais de âmbito profissional. Mais aqui.
5. As Iniciativas Locais de Emprego (ILE) visam apoiar projetos que deem lugar à criação de novas empresas e que originem a criação de postos de trabalho para o desenvolvimento local, mediante a realização de investimentos de pequena dimensão. Os público-alvos são jovens à procura de 1º emprego, desempregados, trabalhadores empregados, mas em risco de desemprego. Saiba mais.
6. O programa Finicia tem como objectivo facilitar o acesso a soluções de financiamento e assistência técnica na criação de empresas, ou em empresas na fase inicial do seu ciclo de vida, com projectos empresariais diferenciadores, próximos do mercado ou com potencial de valorização económica. Destina-se a empreendedores e PME em fase de arranque. Veja como.
7. A Comissão Europeia tem a iniciativa “Oportunidades para a Juventude”, disponibilizando verbas para formação, empreendedorismo, trabalho no estrangeiro, voluntariado e estágios. Mais detalhes aqui.
8. Fazer um MBA é sempre uma boa opção no campo do reforço das competências profissionais. Cada vez mais as empresas valorizam a qualificação e especialização dos seus quadros. Fica aqui a lista dos melhores MBA, num ranking com a chancela do Financial Times. Confira a lista.
9. Crie um projecto e tente captar financiamento junto de capitais de risco. A partir de amanhã, o Dinheiro Vivo dá-lhe toda a informação necessária sobre como chegar a estes produtos financeiros.
10. Emigrar é a última das hipóteses que aqui deixamos. Sair da zona de conforto, como disse um governante, e procurar trabalho noutro país pode ser a única saída para muitos dos jovens portugueses. E pelo que vai sendo conhecido é cada vez mais a primeira opção...
in: Dinheiro Vivo
1. As incubadoras de negócios, que começam a surgir em vários pontos do país, são um bom ponto de partida para jovens empreendedores com ideias relevantes. Os custos são mínimos e favorecem a criação do próprio emprego. E, com sorte, de mais alguns.
2. O programa Empreender+ destina-se a jovens com idade superior a 18 anos detentores de ideias (Pessoas singulares ou colectivas), e potenciais investidores (detentores de capital, “know-how”, tecnologia, instalações, equipamentos). Saiba mais aqui.
3. A agricultura também pode ser uma aposta de futuro. O programa de instalação de jovens agricultores facilita a implementação de novas iniciativas e a sua adequada formação e qualificação profissional, e promover o desenvolvimento e adaptação das explorações. Está direccionado para jovens com idade entre os 18 e os 40 anos, com o 9.º ano de escolaridade, em regime de primeira instalação como agricultores e sob a forma jurídica de pessoa colectiva. Informações aqui.
4. No campo artístico, pode concorrer à atribuição de apoios no domínio das artes do espectáculo (teatro, dança, artes circenses), música, artes visuais, cinema, audiovisual e multimédia, arquitectura, design, literatura e projectos transdisciplinares, para promoção da língua e cultura portuguesa no exterior. Destina-se a jovens profissionais que exerçam actividade no âmbito das áreas contempladas e organizações artísticas e culturais de âmbito profissional. Mais aqui.
5. As Iniciativas Locais de Emprego (ILE) visam apoiar projetos que deem lugar à criação de novas empresas e que originem a criação de postos de trabalho para o desenvolvimento local, mediante a realização de investimentos de pequena dimensão. Os público-alvos são jovens à procura de 1º emprego, desempregados, trabalhadores empregados, mas em risco de desemprego. Saiba mais.
6. O programa Finicia tem como objectivo facilitar o acesso a soluções de financiamento e assistência técnica na criação de empresas, ou em empresas na fase inicial do seu ciclo de vida, com projectos empresariais diferenciadores, próximos do mercado ou com potencial de valorização económica. Destina-se a empreendedores e PME em fase de arranque. Veja como.
7. A Comissão Europeia tem a iniciativa “Oportunidades para a Juventude”, disponibilizando verbas para formação, empreendedorismo, trabalho no estrangeiro, voluntariado e estágios. Mais detalhes aqui.
8. Fazer um MBA é sempre uma boa opção no campo do reforço das competências profissionais. Cada vez mais as empresas valorizam a qualificação e especialização dos seus quadros. Fica aqui a lista dos melhores MBA, num ranking com a chancela do Financial Times. Confira a lista.
9. Crie um projecto e tente captar financiamento junto de capitais de risco. A partir de amanhã, o Dinheiro Vivo dá-lhe toda a informação necessária sobre como chegar a estes produtos financeiros.
10. Emigrar é a última das hipóteses que aqui deixamos. Sair da zona de conforto, como disse um governante, e procurar trabalho noutro país pode ser a única saída para muitos dos jovens portugueses. E pelo que vai sendo conhecido é cada vez mais a primeira opção...
in: Dinheiro Vivo
É a igualdade, estúpidos!
O presidente de uma câmara que tinha (e provavelmente continua a ter)
dívidas de milhões à Águas de Portugal foi premiado, mal o actual
Governo tomou posse e começou o bodo aos "boys", com o Conselho de
Administração da Águas de Portugal e nunca mais se soube dele, nem se
terá conseguido, agora como credor, ser tão eficaz como fora como
devedor.
Assim se fará (já não era sem tempo) justiça aos portugueses da Avenida do Brasil e da Lapa, que já pagam há anos isso, e se acabará com os privilegiados de algumas pequenas terras do interior, que - pois a igualdade tem um preço - verão a conta da água aumentar 200 ou 300%.
Se a água quando nasce é para todos, também o preço dela deve ser. E quem não puder pagá-la que fale menos ao telemóvel.
um pequeno apontamento
parece que Miguel Relvas mostrou-se "indisponível" para estar presente na Comissão de Trabalho e Segurança Social para debater o "Desemprego Jovem" (36%).
mau demais para ser verdade...
mau demais para ser verdade...
ESCOLA DE LOUSADA, ESCOLA EUROPEIA
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Eduardo Vilar |
Uma delegação de Lousada deslocou-se recentemente à Roménia no âmbito do “Comenius”, programa da União Europeia especialmente dirigido às necessidades de ensino e de aprendizagem, acentuando a importância da sensibilização de alunos e professores para a diversidade e o valor das culturas e das línguas europeias e a necessidade de uma cidadania europeia ativa.
O projeto, desenvolvido pela Câmara Municipal e o Agrupamento de Lousada Norte, encontra na cidade de Craiova várias parcerias bilaterais, desde o governo regional a estabelecimentos de ensino e instituições culturais, permitindo a criação de comunidades de aprendizagem, comunicações virtuais, ações de mobilidade, intercâmbios, fóruns e produção de documentos.
Estamos, assim, perante um processo de aprendizagem assente na dimensão europeia, que, inclusive, permitiu considerar a introdução de novos conteúdos curriculares para o aprofundamento das questões da União.
A abertura ao mundo das escolas de Lousada não é nova. Desde há muitos anos que, sobretudo com Renteria (País Basco) e Tulle (França), com quem existem protocolos de geminação, decorrem intercâmbios regulares, nomeadamente ao nível de estágios profissionais, visitas de estudo, colónias de férias e contactos frequentes, explorando as potencialidades das novas tecnologias de informação e comunicação.
Outra das dimensões mais trabalhadas é o desporto, bem patente nos Jogos Internacionais da Juventude, espécie de olimpíadas à nossa dimensão, com organização anual e rotativa em Lousada, Renteria, Tulle, Dueville (Itália), Schorndorf (Alemanha) e Bury (Inglaterra). A edição deste ano, a 20ª, entre 21 e 24 de junho, realiza-se em Bury, nas proximidades de Manchester, estando garantida a participação de estudantes de ambos os sexos nas modalidades de futebol, basquetebol, natação e ténis. A comitiva assistirá, ainda, à passagem da Tocha Olímpica pela cidade de Manchester, experiência certamente emocionante e irrepetível.
A organização das Olimpíadas da Europa, que há dia teve lugar, envolvendo um apreciável número de alunos das escolas da região, surge como mais um elemento na construção da cidadania europeia, que se pretende esclarecida e participativa.
Portanto, é nesta dimensão nacional e europeia, local e global, que os estabelecimentos de ensino do concelho têm vindo a trabalhar. As fronteiras, sendo embora abstrações dos homens, nunca, em tantos anos, foram na Europa tão ténues, permitindo reconhecer a importância de uma sociedade mais aberta e mais multicultural, desejavelmente mais solidária e mais tolerante, no respeito pela na diversidade de línguas, povos e culturas.
Os recentes maus exemplos das administrações europeias e de governos nacionais, tantas vezes desvirtuando o extraordinário projeto de paz e de prosperidade que esteve na génese da União Europeia, não pode colocar em risco um sonho de paz e de progresso. Compete, pois, aos cidadãos, assumirem a sua vocação europeísta já que nem sempre –para não dizer raramente – os seus representantes a adotam.
O projeto, desenvolvido pela Câmara Municipal e o Agrupamento de Lousada Norte, encontra na cidade de Craiova várias parcerias bilaterais, desde o governo regional a estabelecimentos de ensino e instituições culturais, permitindo a criação de comunidades de aprendizagem, comunicações virtuais, ações de mobilidade, intercâmbios, fóruns e produção de documentos.
Estamos, assim, perante um processo de aprendizagem assente na dimensão europeia, que, inclusive, permitiu considerar a introdução de novos conteúdos curriculares para o aprofundamento das questões da União.
A abertura ao mundo das escolas de Lousada não é nova. Desde há muitos anos que, sobretudo com Renteria (País Basco) e Tulle (França), com quem existem protocolos de geminação, decorrem intercâmbios regulares, nomeadamente ao nível de estágios profissionais, visitas de estudo, colónias de férias e contactos frequentes, explorando as potencialidades das novas tecnologias de informação e comunicação.
Outra das dimensões mais trabalhadas é o desporto, bem patente nos Jogos Internacionais da Juventude, espécie de olimpíadas à nossa dimensão, com organização anual e rotativa em Lousada, Renteria, Tulle, Dueville (Itália), Schorndorf (Alemanha) e Bury (Inglaterra). A edição deste ano, a 20ª, entre 21 e 24 de junho, realiza-se em Bury, nas proximidades de Manchester, estando garantida a participação de estudantes de ambos os sexos nas modalidades de futebol, basquetebol, natação e ténis. A comitiva assistirá, ainda, à passagem da Tocha Olímpica pela cidade de Manchester, experiência certamente emocionante e irrepetível.
A organização das Olimpíadas da Europa, que há dia teve lugar, envolvendo um apreciável número de alunos das escolas da região, surge como mais um elemento na construção da cidadania europeia, que se pretende esclarecida e participativa.
Portanto, é nesta dimensão nacional e europeia, local e global, que os estabelecimentos de ensino do concelho têm vindo a trabalhar. As fronteiras, sendo embora abstrações dos homens, nunca, em tantos anos, foram na Europa tão ténues, permitindo reconhecer a importância de uma sociedade mais aberta e mais multicultural, desejavelmente mais solidária e mais tolerante, no respeito pela na diversidade de línguas, povos e culturas.
Os recentes maus exemplos das administrações europeias e de governos nacionais, tantas vezes desvirtuando o extraordinário projeto de paz e de prosperidade que esteve na génese da União Europeia, não pode colocar em risco um sonho de paz e de progresso. Compete, pois, aos cidadãos, assumirem a sua vocação europeísta já que nem sempre –para não dizer raramente – os seus representantes a adotam.
in: Verdadeiro Olhar
Um Governo de Pressões?!
Ministério das Finanças e gabinete do primeiro-ministro pressionaram o Conselho Económico e Social a moderar a linguagem de um parecer
O Conselho Económico e Social (CES) aprovou ontem o seu Parecer sobre o Documento de Estratégia Orçamental 2012-2016. Apesar de ter passado sem nenhum voto contra, a redação do documento final não foi fácil.
A versão preliminar - redigida por João Ferreira do Amaral - foi divulgada pela comunicação social, enervando o Governo, que decidiu intervir ativamente, pedindo aos parceiros sociais para moderarem a linguagem do parecer.
O Conselho Económico e Social (CES) aprovou ontem o seu Parecer sobre o Documento de Estratégia Orçamental 2012-2016. Apesar de ter passado sem nenhum voto contra, a redação do documento final não foi fácil.
A versão preliminar - redigida por João Ferreira do Amaral - foi divulgada pela comunicação social, enervando o Governo, que decidiu intervir ativamente, pedindo aos parceiros sociais para moderarem a linguagem do parecer.
A Culpa
Hoje sabemos, por
intermédio do Ministro das Finanças que o governo “não mente, não engana e não
ludibria”. Por muito que nos custe acreditar nestas palavras, perante o que
assistimos e sentimos dia após dia, continuamos a ver um argumentário baseado
na alegada “política de verdade” pelos intervenientes de sempre. O problema é
que se formos a esmiuçar todos as “verdades”, as folhas deste jornal, não
chegariam para desmantelar tal teoria.
Atribuímos culpas sem
querermos ultrapassar obstáculos, preferimos “caçar bruxas” ao invés de
enveredar por um caminho sólido e coerente, e por isso, é com agrado que
partilho uma descrição que o ex-deputado do PSD – Pacheco Pereira (“Abrupto”)
faz acerca do modo de pensar dos responsáveis políticos que lideram Portugal;
cito:
“Ser pobre é uma culpa.
(Significa não ser competitivo, ser preguiçoso,
depender dos subsídios, explorando as novas gerações e hipotecando o seu
futuro.)
Ser
funcionário público é uma culpa.
(Viver a expensas dos contribuintes.)
Ser desempregado
é uma culpa.
(Não ser competitivo no mercado de trabalho, não
se ser “empreendedor”.)
Ser
desempregado de longa duração é uma culpa.
(Sinal de preguiça e não-“ajustamento”. Condição
sensível à “pieguice”.)
Ser
desempregado com mais de quarenta anos é uma culpa.
(Não se ter “adaptado” a tempo. Condição sensível à
“pieguice”.)
Ser
desempregado com vinte anos é uma culpa.
(Não ter escolhido uma formação com
“empregabilidade”.)
Ter
estudado História, Filosofia, Literatura, Sociologia, “Humanidades” é uma
culpa.
(Escolher ser não-empregável.)
Exercer
os seus direitos legais à reforma é uma culpa.
(Significa pensar que se tem direitos quando não se
tem nenhum. As carreiras contributivas para a segurança social são mais úteis
para controlar o défice.)
Ter
nascido entre 1940 e 1950 é uma culpa.
(Fazer parte da geração maldita dos anos sessenta que
tem todas as ideias erradas.)
Ter
nascido entre 1950 e 1960 é uma culpa.
(Fazer parte da geração maldita dos anos setenta, a
segunda em perigosidade depois da dos anos sessenta.)
Estar
vivo e adulto em 2012 é uma culpa.
(Viveu-se “acima das suas posses”.)
(Viveu-se “acima das suas posses”.)
Duvidar
do modo como somos governados é uma culpa.
(Ser-se “socratista” ou “velho do Restelo”.)
Viver
mais do que sessenta e cinco anos é uma culpa.
(Ameaça à segurança social por via das reformas.)
Estar
vivo no 25 de Abril de 1974 é uma culpa.
(Veja-se este comunicado da
JSD: “”o sucesso da marca do 25 de Abril e da conquista da democracia
será tanto maior quanto menos depender dos agentes da mudança de 1974..”)
Não
pensar que o 25 de Abril é uma “marca”, é uma culpa.
(Sinal de “corporativismo” a favor de uma marca
duvidosa.)
Não ter
uma família rica é uma culpa.
(Significa que os pais e os avós já não foram
competitivos, genética errada.)
Ser
sindicalizado é uma culpa.
(Fazer parte das forças do bloqueio antiquadas que
resistem ao “ajustamento”.)
Viver
fora de moda é uma culpa.
(Significa não querer ser competitivo.)
Ter direitos sociais é uma
culpa.
(O que é bom é ser-se contra os direitos, em
particular quando a família é rica.)”
in: abrupto (5/5/2012)
Nelson Oliveira
Presidente da JS Lousada
in: TVS
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