Eu, democratizado


Raramente paramos para sentir a importância de sermos democratizados, um pouco como a liberdade é um estado que apenas valorizamos quando nos privam dele. 

Vivemos confortavelmente, sem nos apercebermos, da teia ideológica que nos envolve e firma o tecido social que nos acolhe. Esta teia permite hoje que cada um possua uma capacidade impar de ressoar o eco da sua opinião. 

Já vão longe os tempos em que nos limitávamos a receber um fluxo interminável de informação, cada individuo tem o poder de se tornar num meio de comunicação, quase como um jornal ou canal de televisão. As nossas páginas pessoais nas redes sociais, são montras onde expomos as nossas ideologias, projeções daquilo que acreditamos ser ou queremos ser. 

Convencemos o consumidor a querer explorar a nossa vida, construímos cenários e temos uma voz presente e ativa, facilmente acessível quer por computador ou por telemóvel, em casa ou na rua. Falamos diretamente com os nossos dirigentes, com os nossos ídolos ou referencias, somos capazes de entrar nas suas rotinas e isto faz-nos sentir erradamente mais seguros, menos expostos por acreditarmos conhecer todas os pormenores que até então dificilmente teríamos acesso. 

Andamos perdidos numa era de revolução comunicacional, as personalidades que criamos no mundo digital tendem a perder rapidamente a ligação com os nossos valores morais, esquecemo-nos que a nossa liberdade termina onde a dos outros começa. 

É urgente refletir sobre a nossa postura na internet, afinal é um reflexo do que somos e tudo o que pomos lá dentro rapidamente vem cá para fora.

Artur Coelho
in: TVS

JS exige clarificação da limitação de mandatos



Secretário-geral da JS desafia as outras juventudes partidárias a subscreverem a limitação de mandatos autárquicos


O secretário-geral da Juventude Socialista (JS), João Torres, desafiou hoje as outras juventudes partidárias a subscreverem a limitação de mandatos autárquicos a outros concelhos.

Em comunicado, a JS lamentou que, "independentemente da interpretação da lei, alguns partidos políticos ignorem a necessidade de proceder a uma renovação geracional nas autarquias, que possa conduzir a um incremento da transparência e aproximar os eleitores dos eleitos".

Por isso, o secretário-geral da JS exorta as juventudes partidárias, nomeadamente a JSD, a esclarecer a sua posição sobre a renovação geracional nas autarquias.

De acordo com a JS, as recentes polémicas sobre as candidaturas de Luís Filipe Menezes à Câmara Municipal do Porto e de Fernando Seara à Câmara Municipal de Lisboa "exigem clareza por parte de todos os dirigentes políticos".

No entender de João Torres, o "simples facto de não existir o mínimo consenso na interpretação da legislação em vigor deve impedir que estas candidaturas prossigam".

A JS lembra as opiniões públicas e fundamentadas de "reputados juristas", no sentido de que "a actual lei de limitação de mandatos impede autarcas que já cumpriram três mandatos de serem novamente candidatos, independentemente do local de exercício das suas
funções".

Por este motivo, João Torres quer que as restantes juventudes partidárias se pronunciem sobre a matéria, defendendo que esta "é uma questão relevante que permite a todos os cidadãos estabelecer uma fronteira entre aqueles que estão disponíveis para reformar o sistema político e aqueles que apenas estão disponíveis para lhes dar uns retoques de cosmética".

Na opinião do secretário-geral do PS, a existência de "dúvidas fundadas sobre a sua legalidade é motivo mais do que suficiente para proteger a muito danificada imagem pública das instituições democráticas da democracia".
in: Público

Pedro Nuno Santos em entrevista à TSF

"Não é preciso estar de acordo com tudo o que o economista e deputado do PS Pedro Nuno Santos diz para concluir que se trata de uma excelente e corajosa entrevista de alguém que tem um pensamento estruturado sobre a crise internacional que se abateu sobre Portugal e do que está em causa na situação política actual". - Câmara Corporativa

Obviamente, não nos supreenderam...


Líder da JSD critica juízes e defende autarcas dinossauros


A JSD apoia os presidentes de câmara que vão candidatar-se nas próximas eleições autárquicas e que já cumpriram três mandatos. O líder dos jovens sociais-democratas, Hugo Soares, não tem dúvidas de que a “lei é clara” e não impede candidaturas como a de Fernando Seara, em Lisboa, ou de Luís Filipe Menezes, no Porto.
O presidente da JSD critica os juízes que, na praça pública, se têm pronunciado sobre a limitação de mandatos. “É inaceitável e espero que os tribunais não se deixem influenciar por essas declarações. Acho lamentável e inaceitável que juízes no activo  tenham proferido sentenças sobre essa matéria”. (...)

Mais um prémio pelos “bons serviços prestados ao país”.


Ao longo dos últimos tempos temos assistido à completa degradação da imagem de quem ocupa altos cargos na política nacional e internacional. Seja pela forma como conduziram e conduzem o país (qualquer que seja a sua cor partidária) ou então pela incapacidade de solucionar os problemas mais urgentes da população, parecendo até que pugnam mais pelos interesses da classe política do que do povo.

Em meados de janeiro deste ano, o parlamento teve uma excelente oportunidade para “chamar à pedra” aquele a quem os membros do Governo atribuem as maiores responsabilidades face ao atual estado do país – José Sócrates. O tantas vezes denominado “fugitivo de Paris” estava na disposição de depor na Comissão Parlamentar de Inquérito às famosas PPP e por incrível que pareça, o PSD pela voz do deputado Emídio Guerreiro, declarou “não valer a pena chamar José Sócrates a depor”(???).

Pois bem. Depois de tanta acusação e de tanta crítica, era bom que José Sócrates fosse chamado a depor, mas pelos vistos o próprio partido do Governo não quer.

Em que ficamos? Afinal de contas, o “fugitivo” voltava de livre vontade, não se encontrava refugiado num país africano como pelos vistos se encontra um conselheiro de Estado. Qual o motivo de rejeitarem esta presença? Haverá algum receio?

Penso que qualquer cidadão, onde me incluo naturalmente, exigiria que Sócrates fosse ouvido e caso houvesse o mínimo sinal de crime deveria ser acusado e julgado como outra qualquer pessoa. Isto era o que se sucederia num qualquer país, dito civilizado.

O problema é que infelizmente Portugal, continua a ter esta tendência natural para não responsabilizar ninguém que tenha exercido cargos com alta responsabilidade. Todos sabemos que é mais fácil ir para a cadeia uma pessoa que tenha “roubado” 5 mil euros do que 5 mil milhões de euros. Continuamos toda a vida com a conversa do “meu partido é melhor que o teu” mas todos tem os seus “exemplares” que deitam por terra qualquer tipo de argumentação e nunca ninguém é responsabilizado. Ou então, quando chega a verdadeira altura de o fazerem, há um clima de protecionismo interpartidário que todos tentam manter.

Um exemplo crasso de tudo isto é o escândalo do BPN, mais uma vez na ordem do dia. Cavaco Silva, como Presidente da República, nunca explicou como conseguiu ações valorizadas em 140% num banco que muita gente referiu ter servido para financiar negócios fraudulentos e enriquecer um conjunto de amigos e mais do que conhecidos por todos nós. No final, acontece o mesmo de sempre e Portugal não é caso único - um banco vai à falência e quem paga é o povo porque como todos sabem, a melhor forma de assaltar um banco é administra-lo.

Não se percebe porém, a tendência crónica do Governo, em premiar os ex-governantes do BPN e SLN (ninguém se esqueceu das nomeações para a Caixa Geral de Depósitos). Na última semana, Franquelim Alves foi indigitado Secretário de Estado. A mesma pessoa que em 2009, em plena Comissão Parlamentar admitiu ter tido conhecimento de atividades fraudulentas no BPN e não as comunicou.

Ou seja, o Governo no meio de 10 Milhões de cidadãos escolheu para Secretário de Estado uma pessoa ligada a uma das maiores burlas da história do país. Um prémio de reconhecimento, certamente.

Quando muita gente procura fugitivos há quem não os queira ver em Portugal a depor. Outros há, que nem é preciso procura-los porque estão no Governo.

E continuam os Portugueses a assistir a estas movimentações que parecem nunca acabar no seio da política ao mais alto nível, envolvendo todos os partidos. Depois ninguém se admire que enquanto este tipo de situações continuarem a ocorrer, as pessoas ficam cada vez mais afastadas e descrentes.



Nelson Oliveira
in: TVS

Largos Dias Tem Cem Anos

Julgo que não haverá melhor elogio para um político do que ver as políticas que acarinhou a serem paulatinamente recuperadas. A rasteira luta política que se travou para derrubar Sócrates, que inclusivamente justificou o chumbo do PEC IV e consequente necessidade de apelar à Troika, não permitiu que muita gente visse a racionalidade das suas políticas.

Algumas notícias recentes são, pois, antes de mais um enorme elogio ao Governo anterior e revelam que as principais apostas de Sócrates estavam corretas:





Depois da recuperação dos Magalhães e energias renováveis, chegou agora a vez do TGV ver de novo a luz do dia:



É claro que a rasteira luta política que o Governo PSD/CDS decidiu lançar a Sócrates teve custos pesados, nomeadamente no caso do TGV, pois a mesma resultou em mais 2 ou 3 anos de atraso, num congelamento de investimentos públicos, essenciais à recuperação económica, e possivelmente no pagamento de indemnizações do consórcio vencedor do anterior concurso. De qualquer maneira, sempre mais vale tarde do que nunca para recuperar este projeto tão necessário para que o transporte ferroviário em Portugal não se torne decrépito.

in: Sitio com vista para a cidade

Ó Franquelim!


O Franquelim foi Administrador de muitas empresas e tinha outras tantas, de topo, no currículo. É uma pessoa com saber mas bem rodada nas altas esferas das empresas, tendo sido presidente do Instituto de Gestão do Crédito Público entre 2004 e 2006.

No dia em que se escreve este artigo, o seu currículo na página do Governo, refere o seguinte: “Entre Janeiro e Outubro de 2008, foi, a convite dos seus accionistas, administrador para a área não financeira da SLN com o objectivo de efectuar a reestruturação dos negócios não financeiros, nomeadamente saúde, hotelaria e retalho automóvel.”

O senhor não financeiro da SLN, no entanto, sabia da trama que vinha sendo tecida… Tanto que foi chamado à Comissão de Inquérito do Caso BPN. Mas se sabia, porque não fez nada? Porque é que todos se calaram e mantiveram em silêncio durante o tempo em que lá estiveram? Bem se sabe que o Franquelim não pode ser bode expiatório do(s) alegado(s) gatuno(s), mas a verdade é que não sai imaculado desta infeliz história que há-de marcar e lembrar a umas quantas gerações…

Eu não sou ninguém para julgar quem quer que seja mas, parece-me, o nosso Estado deveria ser composto por pessoas cuja ética é “à prova de bala”. Tal resolução, que deveria ser constitucional, afastaria desde logo Cavaco Silva da própria Presidência da República, já que é sabido que foi daqueles que “também mamou”. Temos um Estado Central que, longe de ser composto pelos melhores, é nas mais das vezes composto pelos “Top Cacique”, “Top Money” e pelos “Top Basófia”…

Agora, depois de um desfalque que daria para pagar o Orçamento da Saúde de Portugal inteiro durante um ano, nós só temos é de comer, calar e levar com o Franquelim a dizer como é que se inova, compete e empreende. A dizer, salvo seja… A executar o programa destrutivo da ala liberal do PSD: mais dinheiro, menos pessoas!

João Correia
in: Jornal de Lousada

“Junior auditor”? A Ernst & Young quer fazer dos portugueses parvos?

O portal do Governo informa os portugueses de que Franquelim Alves foi lançado no mercado de trabalho aos 16 anos, assumindo na Ernst & Young funções de “auditor e consultor”. Depois de esta revelação ter deixado o país à beira da comoção, a muito custo a Ernst & Young quebrou o silêncio para admitir hoje que o jovem Franquelim exerceu as funções de “junior auditor”.

Eu percebo que a Ernst & Young precise de ganhar a vida e que a possibilidade de perder um cliente como o Estado, ainda que por amor à verdade, deva ser uma coisa aterradora (e poderia deixar os partners domésticos em maus lençóis). Mas a Ernst & Young não pode fazer dos portugueses parvos.

Com efeito, um “junior auditor” não é um paquete nem um moço de recados. É alguém que concluiu a sua formação académica, possuindo conhecimentos de contabilidade, de fiscalidade, de auditoria, etc., e que, não tendo experiência, acompanha “senior auditors” para ganhar lastro. Ora, aos 16 anos, Franquelim Alves não detinha estas competências.

Quais são os requisitos para poder ser um “junior auditor”? Uma rápida consulta no Google mostra-nos quais são os requisitos que a Ernst & Young — no caso, a firma da Indonésia, mas estão em causa requisitos padronizados — exige aos seus “junior auditors”:

    Junior Auditors

    Requirements:
      • The ideal candidate should hold a bachelor’s degree in Accounting and Finance from a reputable university with a minimum GPA of 3.00 or Equivalent (those who completing their thesis are also welcome to apply). Preferably overseas fresh graduates.
      • Extensive knowledge in the Auditing and Accounting area.
      • He or she should possess strong analytical and structural thinking skills.
      • The qualified candidates should be capable of working effectively under pressure and meeting established goals and objectives within the specified deadline, while maintaining high quality at all times.
      • Excellent communication, presentation and interpersonal skills in dealing with people at all professional levels will also be highly valued.
      • A fair degree of competence in both spoken and written English is mandatory.
      • Qualified candidates should be proactive, self-motivated, and able to work effectively in a team environment.
      • Familiarity with MS Office applications (Excel, Word, PowerPoint) is essential.
       
      in: Câmara Corporativa

Lousada reforça posição nos órgãos distritais da Juventude Socialista


A Juventude Socialista de Lousada esteve representada no último fim de semana na XII Convenção Federativa da JS Porto que decorreu na Trofa.

A par da discussão da situação política nacional e autárquica, a apresentação de moções sectoriais por parte de jovens de todos os concelhos do distrito do Porto, a Convenção teve o seu ponto alto na eleição de Tiago Barbosa Ribeiro (Porto) como o novo presidente da federação da JS Porto, sucedendo a João Torres, entretanto eleito líder nacional dos Jovens Socialistas.

Lousada apresentou a sua maior comitiva de sempre, mostrando a sua importância no distrito do Porto, conseguindo por outro lado eleger 8 jovens lousadenses para diversos lugares de destaque.

Assim, para a Comissão Política Federativa, Eduarda Ferreira (Lustosa) continua a ocupar o lugar de vice presidente da mesa, dando-se a entrada de José Artur Coelho (Cristelos) nos órgãos distritais a par de Marcos Gomes (Lustosa), Ana Correia (Alvarenga), Pedro Mendes (São Miguel) e Ricardo Soares (Caíde de Rei).

Por outro lado, Tiago Romão Cunha (Ordem) foi eleito presidente do Conselho Jurisdicional da JS e Nelson Oliveira (presidente da JS Lousada) continua a exercer funções no Secretariado Federativo, Presidente da ANJAS (jovens autarcas socialistas - Porto) e foi eleito primeiro representante da JS na Comissão Política Federativa do PS Porto.

Esta convenção surge meses após o Congresso Nacional da JS que elegeu Nelson Oliveira e João Correia para os órgãos nacionais, mostrando a importância da JS Lousada no panorama político distrital e nacional.

O que o Álvaro dizia e o que agora diz...


TGV Lisboa-Madrid: Governo insulta de novo o Norte

FEDERAÇÃO DISTRITAL DO PORTO DA JS ACUSA GOVERNO DE TER MENTIDO AO PAÍS E DE INSULTAR NOVAMENTE O NORTE


O Governo anunciou o arranque das obras do TGV entre Lisboa e Madrid, causando a mais profunda estupefacção em todo o país. Ainda em 2011, quando estavam na oposição, os partidos da direita fizeram uma campanha sem tréguas contra o investimento público proposto pelo então Governo do PS e classificavam o projecto de alta velocidade como «megalómano e faraónico», incluindo as linhas de TGV que serviam não apenas Lisboa, mas todo o país.

Após ter criado uma crise política artificial que empurrou o país para a troika e de ter aumentado a dívida pública para um valor superior a 120%, o Governo PSD-CDS entende que estamos em condições de avançar com aquilo que sempre recusou, para mais em bitola ibérica.

Percebemos que agora que a crítica ao TGV, nos moldes em que estava previsto, não passou de uma máscara para privilegiar Sines em detrimento de outras opções, em particular no Norte. Ora, o Norte é a região mais exportadora do país e é para aqui que devem ser direccionados fundos que promovam a competitividade das suas infra-estruturas, nomedamente nas ligações de transportes de mercadorias do Porto de Leixões, o porto mais lucrativo do país e o campeão das exportações que desempenhou um fundamental durante a recente greve dos estivadores.

Para Tiago Barbosa Ribeiro, presidente da Federação Distrital do Porto da JS, «o anúncio do arranque desta obra e a reafectação de fundos públicos é um insulto para o Norte. É uma loucura quando assistimos ao desmantelamento da ferrovia em todo o resto do país, forçando mais centralismo e desigualdades regionais. Defendemos investimento público reprodutivo para combater a crise agravada por este Governo, mas isto não passa de centralismo de Estado».

Assim, fortalecendo todo o país, a Federação Distrital do Porto da JS defende a prioriedade de um pacote de investimentos para o Norte e para o distrito do Porto, incluindo a reconversão da ligação ferroviária Porto-Vigo que actualmente demora mais de 3 horas, a extensão do Metro do Porto até à Trofa, a requalificação da linha do Douro e a electrificação do troço de Caíde ao Marco de Canaveses, num projecto que concluirá a cobertura regional de um transporte sustentável e amigo do ambiente.

Ei pá... Parece impossível...





"Ainda não percebi de onde vem o número 4 mil milhões!"

Convém salientar que este Economista é mesmo professor catedrático e trabalhou 9 anos no BCE.



Olha-me este...


A defender o investimento público enquanto alavanca para o investimento privado. O que ouvimos desta boca durante anos? Não foi que o Estado não tem que investir na economia e que havia criminosos no governo que só aumentavam a despesa? Que tudo eram gastos e nada era investimento? É preciso lata.
«O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, defendeu hoje que um “euro da União Europeia ou do Estado português no desenvolvimento rural mobiliza 4 a 5 euros do setor privado a investir na agricultura”.»
Explica aí, Paulo Portas: porquê só na agricultura? Quantos empregos se criam, quantas receitas se arrecadam, quantas empresas privadas se mobilizam com o investimento, por exemplo, na modernização da via férrea, das escolas, dos museus, dos hospitais, etc.?

in: Jugular

Franquelim e o curriculum censurado em São Bento


Qualquer pessoa que acompanhe o que acontece neste país não desconhecia o cadastro de Franquelim Alves, em especial quando ele sonegou ao Banco de Portugal as ilegalidades cometidas no BPN. O próprio Franquelim fez questão de esclarecer, em declarações à Lusa, que não apagou do seu curriculum o seu percurso profissional: “Não faço a mínima ideia a que currículo o PCP se esta a referir. Genericamente tenho sempre assumido as minhas funções em todas as frentes, toda a gente sabe onde trabalhei.”

A verdade é que no curriculum de Franquelim Alves distribuído à comunicação social aparece omitida a sua passagem pelo BPN/SLN. Presume-se das palavras de Franquelim que coube à máquina de comunicação do Dr. Relvas a tarefa de retocar o percurso do ex-administrador do BPN/SLN. 

Razão tinha Passos Coelho quando afirmou que a remodelação de mais uma leva de secretários de Estado era uma questão sem “dignidade.”


in: Câmara Corporativa

Que fazer?

Desenganem-se os utópicos: não é do Estado e muito menos da Administração Autónoma deste (Autarquias, por exemplo), que vai sair a solução para o desemprego e para o incremento económico de que o nosso país precisa. É por esse motivo que, quando a oposição em Lousada diz que a Câmara Municipal tem de combater o desemprego, cumpre questionar, para além do que já faz, das excelentes condições que cria a nível de infra estruturas, vias de acesso, impostos diminutos ou inexistentes, se também tem de criar empresas… 

Para haver emprego, temos de ter mais empresas e, estas, têm de ter projectos de futuro, que sejam sustentáveis e gerem valor acrescentado para a economia local e nacional. 

Emília Chamusca (candidata a vereadora elegível?) referia, recentemente, que achava que Lousada deveria apostar no têxtil e na confecção. A minha opinião tem um “plus” relativamente aquela. 

A área do têxtil e da confecção teria o condão de gerar valor acrescentado se, concomitantemente, em Lousada, essa mesma confecção fosse direccionada para áreas tecnologicamente avançadas. Se queremos ser bons numa área, temos de ser inovadores e temos de ser os melhores. Temos de criar e manter sinergias e apostar no desenvolvimento estruturado de um conjunto de ideias que permitam juntar esforços no sentido do desenvolvimento de um têxtil com valor acrescentado (e não mais fábricas a produzir peças em concorrência com a China...). 

Da minha parte, não me parece que a aposta dos empresários e empreendedores que se estabeleçam em Lousada se deva apenas quedar pelo têxtil… Penso que deveríamos cativar e a apostar em áreas de elevada componente tecnológica, não só no têxtil mas também no agro-alimentar, maquinaria e farmacêutica, aproveitando a melhor investigação nacional e o actual “boom” das nano tecnologias. 

Sinceramente, espero que os jovens Lousadenses pensem redireccionar a sua carreira para estas áreas de trabalho e intervenção. Estou certo que serão eles a investir, posteriormente, na sua terra e no seu país, pois hão-de ter conhecido o mundo, sem medo das críticas mesquinhas daqueles “bairristas incompreendidos” que nunca souberam o que é a “aldeia global”. 

João Correia
in: Jornal de Lousada