Ó Franquelim!


O Franquelim foi Administrador de muitas empresas e tinha outras tantas, de topo, no currículo. É uma pessoa com saber mas bem rodada nas altas esferas das empresas, tendo sido presidente do Instituto de Gestão do Crédito Público entre 2004 e 2006.

No dia em que se escreve este artigo, o seu currículo na página do Governo, refere o seguinte: “Entre Janeiro e Outubro de 2008, foi, a convite dos seus accionistas, administrador para a área não financeira da SLN com o objectivo de efectuar a reestruturação dos negócios não financeiros, nomeadamente saúde, hotelaria e retalho automóvel.”

O senhor não financeiro da SLN, no entanto, sabia da trama que vinha sendo tecida… Tanto que foi chamado à Comissão de Inquérito do Caso BPN. Mas se sabia, porque não fez nada? Porque é que todos se calaram e mantiveram em silêncio durante o tempo em que lá estiveram? Bem se sabe que o Franquelim não pode ser bode expiatório do(s) alegado(s) gatuno(s), mas a verdade é que não sai imaculado desta infeliz história que há-de marcar e lembrar a umas quantas gerações…

Eu não sou ninguém para julgar quem quer que seja mas, parece-me, o nosso Estado deveria ser composto por pessoas cuja ética é “à prova de bala”. Tal resolução, que deveria ser constitucional, afastaria desde logo Cavaco Silva da própria Presidência da República, já que é sabido que foi daqueles que “também mamou”. Temos um Estado Central que, longe de ser composto pelos melhores, é nas mais das vezes composto pelos “Top Cacique”, “Top Money” e pelos “Top Basófia”…

Agora, depois de um desfalque que daria para pagar o Orçamento da Saúde de Portugal inteiro durante um ano, nós só temos é de comer, calar e levar com o Franquelim a dizer como é que se inova, compete e empreende. A dizer, salvo seja… A executar o programa destrutivo da ala liberal do PSD: mais dinheiro, menos pessoas!

João Correia
in: Jornal de Lousada

“Junior auditor”? A Ernst & Young quer fazer dos portugueses parvos?

O portal do Governo informa os portugueses de que Franquelim Alves foi lançado no mercado de trabalho aos 16 anos, assumindo na Ernst & Young funções de “auditor e consultor”. Depois de esta revelação ter deixado o país à beira da comoção, a muito custo a Ernst & Young quebrou o silêncio para admitir hoje que o jovem Franquelim exerceu as funções de “junior auditor”.

Eu percebo que a Ernst & Young precise de ganhar a vida e que a possibilidade de perder um cliente como o Estado, ainda que por amor à verdade, deva ser uma coisa aterradora (e poderia deixar os partners domésticos em maus lençóis). Mas a Ernst & Young não pode fazer dos portugueses parvos.

Com efeito, um “junior auditor” não é um paquete nem um moço de recados. É alguém que concluiu a sua formação académica, possuindo conhecimentos de contabilidade, de fiscalidade, de auditoria, etc., e que, não tendo experiência, acompanha “senior auditors” para ganhar lastro. Ora, aos 16 anos, Franquelim Alves não detinha estas competências.

Quais são os requisitos para poder ser um “junior auditor”? Uma rápida consulta no Google mostra-nos quais são os requisitos que a Ernst & Young — no caso, a firma da Indonésia, mas estão em causa requisitos padronizados — exige aos seus “junior auditors”:

    Junior Auditors

    Requirements:
      • The ideal candidate should hold a bachelor’s degree in Accounting and Finance from a reputable university with a minimum GPA of 3.00 or Equivalent (those who completing their thesis are also welcome to apply). Preferably overseas fresh graduates.
      • Extensive knowledge in the Auditing and Accounting area.
      • He or she should possess strong analytical and structural thinking skills.
      • The qualified candidates should be capable of working effectively under pressure and meeting established goals and objectives within the specified deadline, while maintaining high quality at all times.
      • Excellent communication, presentation and interpersonal skills in dealing with people at all professional levels will also be highly valued.
      • A fair degree of competence in both spoken and written English is mandatory.
      • Qualified candidates should be proactive, self-motivated, and able to work effectively in a team environment.
      • Familiarity with MS Office applications (Excel, Word, PowerPoint) is essential.
       
      in: Câmara Corporativa

Lousada reforça posição nos órgãos distritais da Juventude Socialista


A Juventude Socialista de Lousada esteve representada no último fim de semana na XII Convenção Federativa da JS Porto que decorreu na Trofa.

A par da discussão da situação política nacional e autárquica, a apresentação de moções sectoriais por parte de jovens de todos os concelhos do distrito do Porto, a Convenção teve o seu ponto alto na eleição de Tiago Barbosa Ribeiro (Porto) como o novo presidente da federação da JS Porto, sucedendo a João Torres, entretanto eleito líder nacional dos Jovens Socialistas.

Lousada apresentou a sua maior comitiva de sempre, mostrando a sua importância no distrito do Porto, conseguindo por outro lado eleger 8 jovens lousadenses para diversos lugares de destaque.

Assim, para a Comissão Política Federativa, Eduarda Ferreira (Lustosa) continua a ocupar o lugar de vice presidente da mesa, dando-se a entrada de José Artur Coelho (Cristelos) nos órgãos distritais a par de Marcos Gomes (Lustosa), Ana Correia (Alvarenga), Pedro Mendes (São Miguel) e Ricardo Soares (Caíde de Rei).

Por outro lado, Tiago Romão Cunha (Ordem) foi eleito presidente do Conselho Jurisdicional da JS e Nelson Oliveira (presidente da JS Lousada) continua a exercer funções no Secretariado Federativo, Presidente da ANJAS (jovens autarcas socialistas - Porto) e foi eleito primeiro representante da JS na Comissão Política Federativa do PS Porto.

Esta convenção surge meses após o Congresso Nacional da JS que elegeu Nelson Oliveira e João Correia para os órgãos nacionais, mostrando a importância da JS Lousada no panorama político distrital e nacional.

O que o Álvaro dizia e o que agora diz...


TGV Lisboa-Madrid: Governo insulta de novo o Norte

FEDERAÇÃO DISTRITAL DO PORTO DA JS ACUSA GOVERNO DE TER MENTIDO AO PAÍS E DE INSULTAR NOVAMENTE O NORTE


O Governo anunciou o arranque das obras do TGV entre Lisboa e Madrid, causando a mais profunda estupefacção em todo o país. Ainda em 2011, quando estavam na oposição, os partidos da direita fizeram uma campanha sem tréguas contra o investimento público proposto pelo então Governo do PS e classificavam o projecto de alta velocidade como «megalómano e faraónico», incluindo as linhas de TGV que serviam não apenas Lisboa, mas todo o país.

Após ter criado uma crise política artificial que empurrou o país para a troika e de ter aumentado a dívida pública para um valor superior a 120%, o Governo PSD-CDS entende que estamos em condições de avançar com aquilo que sempre recusou, para mais em bitola ibérica.

Percebemos que agora que a crítica ao TGV, nos moldes em que estava previsto, não passou de uma máscara para privilegiar Sines em detrimento de outras opções, em particular no Norte. Ora, o Norte é a região mais exportadora do país e é para aqui que devem ser direccionados fundos que promovam a competitividade das suas infra-estruturas, nomedamente nas ligações de transportes de mercadorias do Porto de Leixões, o porto mais lucrativo do país e o campeão das exportações que desempenhou um fundamental durante a recente greve dos estivadores.

Para Tiago Barbosa Ribeiro, presidente da Federação Distrital do Porto da JS, «o anúncio do arranque desta obra e a reafectação de fundos públicos é um insulto para o Norte. É uma loucura quando assistimos ao desmantelamento da ferrovia em todo o resto do país, forçando mais centralismo e desigualdades regionais. Defendemos investimento público reprodutivo para combater a crise agravada por este Governo, mas isto não passa de centralismo de Estado».

Assim, fortalecendo todo o país, a Federação Distrital do Porto da JS defende a prioriedade de um pacote de investimentos para o Norte e para o distrito do Porto, incluindo a reconversão da ligação ferroviária Porto-Vigo que actualmente demora mais de 3 horas, a extensão do Metro do Porto até à Trofa, a requalificação da linha do Douro e a electrificação do troço de Caíde ao Marco de Canaveses, num projecto que concluirá a cobertura regional de um transporte sustentável e amigo do ambiente.

Ei pá... Parece impossível...





"Ainda não percebi de onde vem o número 4 mil milhões!"

Convém salientar que este Economista é mesmo professor catedrático e trabalhou 9 anos no BCE.



Olha-me este...


A defender o investimento público enquanto alavanca para o investimento privado. O que ouvimos desta boca durante anos? Não foi que o Estado não tem que investir na economia e que havia criminosos no governo que só aumentavam a despesa? Que tudo eram gastos e nada era investimento? É preciso lata.
«O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, defendeu hoje que um “euro da União Europeia ou do Estado português no desenvolvimento rural mobiliza 4 a 5 euros do setor privado a investir na agricultura”.»
Explica aí, Paulo Portas: porquê só na agricultura? Quantos empregos se criam, quantas receitas se arrecadam, quantas empresas privadas se mobilizam com o investimento, por exemplo, na modernização da via férrea, das escolas, dos museus, dos hospitais, etc.?

in: Jugular

Franquelim e o curriculum censurado em São Bento


Qualquer pessoa que acompanhe o que acontece neste país não desconhecia o cadastro de Franquelim Alves, em especial quando ele sonegou ao Banco de Portugal as ilegalidades cometidas no BPN. O próprio Franquelim fez questão de esclarecer, em declarações à Lusa, que não apagou do seu curriculum o seu percurso profissional: “Não faço a mínima ideia a que currículo o PCP se esta a referir. Genericamente tenho sempre assumido as minhas funções em todas as frentes, toda a gente sabe onde trabalhei.”

A verdade é que no curriculum de Franquelim Alves distribuído à comunicação social aparece omitida a sua passagem pelo BPN/SLN. Presume-se das palavras de Franquelim que coube à máquina de comunicação do Dr. Relvas a tarefa de retocar o percurso do ex-administrador do BPN/SLN. 

Razão tinha Passos Coelho quando afirmou que a remodelação de mais uma leva de secretários de Estado era uma questão sem “dignidade.”


in: Câmara Corporativa

Que fazer?

Desenganem-se os utópicos: não é do Estado e muito menos da Administração Autónoma deste (Autarquias, por exemplo), que vai sair a solução para o desemprego e para o incremento económico de que o nosso país precisa. É por esse motivo que, quando a oposição em Lousada diz que a Câmara Municipal tem de combater o desemprego, cumpre questionar, para além do que já faz, das excelentes condições que cria a nível de infra estruturas, vias de acesso, impostos diminutos ou inexistentes, se também tem de criar empresas… 

Para haver emprego, temos de ter mais empresas e, estas, têm de ter projectos de futuro, que sejam sustentáveis e gerem valor acrescentado para a economia local e nacional. 

Emília Chamusca (candidata a vereadora elegível?) referia, recentemente, que achava que Lousada deveria apostar no têxtil e na confecção. A minha opinião tem um “plus” relativamente aquela. 

A área do têxtil e da confecção teria o condão de gerar valor acrescentado se, concomitantemente, em Lousada, essa mesma confecção fosse direccionada para áreas tecnologicamente avançadas. Se queremos ser bons numa área, temos de ser inovadores e temos de ser os melhores. Temos de criar e manter sinergias e apostar no desenvolvimento estruturado de um conjunto de ideias que permitam juntar esforços no sentido do desenvolvimento de um têxtil com valor acrescentado (e não mais fábricas a produzir peças em concorrência com a China...). 

Da minha parte, não me parece que a aposta dos empresários e empreendedores que se estabeleçam em Lousada se deva apenas quedar pelo têxtil… Penso que deveríamos cativar e a apostar em áreas de elevada componente tecnológica, não só no têxtil mas também no agro-alimentar, maquinaria e farmacêutica, aproveitando a melhor investigação nacional e o actual “boom” das nano tecnologias. 

Sinceramente, espero que os jovens Lousadenses pensem redireccionar a sua carreira para estas áreas de trabalho e intervenção. Estou certo que serão eles a investir, posteriormente, na sua terra e no seu país, pois hão-de ter conhecido o mundo, sem medo das críticas mesquinhas daqueles “bairristas incompreendidos” que nunca souberam o que é a “aldeia global”. 

João Correia
in: Jornal de Lousada

31 de Janeiro - Não pode ser esquecido!

Quadro representativo da Proclamação da República na CM Porto

I Movimento Revolucionário contra a monarquia

Comunicado JS: "PSD/CDS “insultam” esforço económico dos Lousadenses"



PSD/CDS “insultam” esforço económico dos Lousadenses

A Juventude Socialista de Lousada, vem por este meio, manifestar o seu total repúdio às recentes notícias que dão conta da intenção do Governo PSD/CDS introduzir MAIS pórticos no troço Lousada – Porto (A41/A42), continuando com a total discriminação de toda a região Norte, nomeadamente no distrito do Porto, face ao centralismo da capital.

Como se não bastasse o nível de desemprego, a degradação meteórica da qualidade de vida, o aumento abismal do número de pessoas necessitadas, aliado à subida de impostos e dos bens essenciais de consumo, prevendo-se ainda novos cortes no Estado Social, o Governo prepara-se para redobrar o esforço financeiro que os nortenhos e em particular os Lousadenses fazem diariamente com a introdução de novos pórticos nas ex-SCUT. Desta forma, o Governo contribui para o agravamento da situação financeira da população, num trajeto rodoviário essencial para o desenvolvimento económico do concelho e do distrito.

Numa altura em que propagam a necessidade da mobilidade dos recursos humanos, da importância da exportação e aumento da produção industrial e empresarial, denotamos uma tendência crónica de afronta a Lousada e ao Norte, executando mais um ataque numa região, já de si, tremendamente fustigada com a crise.

Posto isto, por incrível que pareça, a região de Lisboa e Vale do Tejo parece não pertencer ao mesmo país onde vivemos, não partilhando o mesmo nível de sacrifícios. Observamos atentamente a capitalização de benefícios que esta região obtém, seja com o previsível desmantelamento progressivo da atividade no Aeroporto Sá Carneiro em benefício da Portela seja no desvio da gestão do Porto de Leixões para as entidades centrais, pontos nevrálgicos da atividade empresarial da nossa região.

Por último, esperamos pacientemente que os Deputados Lousadenses eleitos pelo PSD na Assembleia da República atuem em consonância com o interesse de Lousada, caso não estejam já imbuídos no espírito centralista e partidário da capital.

O Secretariado da Juventude Socialista de Lousada
24/01/2013

"Mas Afinal..."



Andamos a gastar dinheiro que não tínhamos, certo? Pedindo-o emprestado para suportar uma economia que crescia pouco, certo? E depois, o Estado andou a gastar, ao longo de duas décadas mais que podia, não é verdade? 

Depois veio a necessidade de um “resgate”, ou seja, a necessidade de nos emprestarem um quantidade abismal de dinheiro para conseguirmos pagar salários, pensões e garantir as funções do Estado. Esse resgate teve o apoio da maioria da população através de um sufrágio onde os partidos que suportaram o acordo tinham uma maioria expressiva. 

Até aqui, eu entendi e, com mais ou menos dificuldade (até porque o mal já foi/está feito), lá acabei por me consciencializar que, sendo português e não querendo deixar de viver em Portugal, terei de suportar o “esforço de guerra”. Tenho de “comer e calar” como se diz. Não há problema, “o que tem de ser tem muita força”… 

- Mas olhem, será possível aliviar um bocadinho esta carga? É que isto assim é muito forte e já nem me compensa andar a trabalhar… Estive a fazer contas e o Estado, entre impostos e contribuições, leva-me mais de 60% daquilo que eu ganho. Não é possível negociar os prazos do “resgate”? Ó Passos, vê lá isso, que estás a ir mais longe que a Troika e eu acho que devíamos estimular a economia para conseguir pagar… Sabes, é aquela cena da curva de Laffer, que diz que quanto maior a carga fiscal, menor a quantidade de impostos arrecadados. Lembraste disto das aulas na Faculdade? Bem visto, não acabaste o curso há muito tempo, ainda te deves lembrar.
- “Não vou renegociar memorando, porque este representa segundo programa” – TVI, 28.11.2012
- Tens a certeza? Olha que quando as pessoas virem os recibos em Janeiro e Fevereiro de 2012, depois da aplicação das novas taxas de retenção, vão-se passar… Tens mesmo a certeza?
 
[Dias depois]
Olha, olha! Queremos que alarguem os prazos dos empréstimos? Mas quem? O Governo? Sim…
Ah… Mas afinal, não eram vocês que queriam ser mais “troikistas que a troika” e sempre rejeitaram que o memorando fosse objecto de renegociação e aplicação à realidade social e económica do país? É que aumentar prazos é, tanto quanto se saiba, renegociar… 

Porque é que, asnaticamente, isto não foi feito já há mais tempo? Tanta treta para isto? Porquê? Explica-me, que eu quero saber, se faz favor!

João Correia
in: Jornal de Lousada

Não tem mais nada com que se preocuparem?


Alunos a abandonar o ensino superior - Check.

Desemprego Jovem - Check.

Reformas curriculares absurdas - Check.

Ensino Superior em ruptura - Check.

Aumento de propinas - Check.

Crianças com fome nas escolas - Check.

Crise social - Check.

Precariedade - Check.


Conclusão: não têm mais nada com que se preocuparem?

JSD pede eleições internas no PS

 

Nota: Não se preocupem. O Congresso do PS será feito este ano! Não por qualquer antecipação, mas sim, porque está nos Estatutos. 
É dos regulamentos, sabem? 
O último foi em 2011, portanto o próximo é em 2013.

Convenção Distrital da JS Porto

Sábado, 26 de janeiro de 2013 - Trofa!