Conclusões de fim de semana



O PS continua a ser visto como o maior partido de Portugal mesmo não estando no Governo, dado tudo aquilo que se viu e ouviu na Convenção do Bloco de Esquerda e a reação do PSD ao facto de quase ter sido ignorado como partido e visto como um conjunto de pessoas com intenções ultraliberais.



Câmara de Lousada adquiriu gratuitamente terrenos para ampliação do parque urbano

Encontram-se em fase de conclusão as obras de construção do parque urbano, localizado no espaço do antigo estádio municipal. O edifício de apoio com cerca de 850 metros quadrados é composto por dois espaços de restauração e o Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental (CMIA).
A curto prazo está previsto o início dos trabalhos de jardinagem que incluem sementeira de prado, mais de 3300 metros quadrados, arrelvamento de uma área superior a cinco mil metros quadrados, colocação de plantas entre aromáticas e arbustos e ainda a plantação de 140 árvores.
Até ao final do ano vai ainda ser colocado o mobiliário urbano e o equipamento infantil, musical e geriátrico.

De acordo com o vice-presidente da câmara, Pedro Machado, "após negociações com os proprietários que sempre manifestaram disponibilidade e colaboração, a autarquia adquiriu gratuitamente cerca de 43 mil metros quadrados de terrenos que vão permitir aumentar a dimensão do parque urbano. Este novo equipamento pretende ser um espaço de lazer e convívio de miúdos e graúdos afirmando-se pela sua qualidade e equipamentos diversificados que vai dispor".

Assim, aos 24 mil metros quadrados que integram a 1.ª fase acrescem agora mais 42 mil e 500 metros.
Esta intervenção é financiada a 85% pelo Programa Operacional da Região Norte ON e implicou a demolição do antigo estádio de futebol e construção de um novo no complexo desportivo que já recebe os jogos oficiais da equipa da casa, Associação Desportiva de Lousada.

TVS

A abominável Reorganização de Freguesias proposta pelo Governo para Lousada





Perante esta proposta inaceitável, reafirmamos que somos CONTRA esta reforma administrativa desde o início. Desta forma, iremos proceder a todos os mecanismos legais ao nosso alcance para impedir que esta extinção de freguesias vá em frente.

Sucesso atrás de Sucesso


Passos, Gaspar, as PPP e o OE-2013¹




1. Haveria de chegar o dia em que a gente poderia confrontar Passos Coelho com as suas patranhas. Sustentou o alegado primeiro-ministro no dia 25 de Março deste ano, no XXXIV Congresso do PSD:
    “As PPP custarão ao país e contribuintes, se nada fizéssemos, mais de dois mil milhões de euros, todos os anos a partir de 2014, e por quase 35 anos”.

Folheando o Relatório do Orçamento do Estado para 2013 (OE-2013), verifica-se que estão nele previstos (pp. 56-57) encargos para as PPP rodoviárias, antes das renegociações, no valor de 9.218 milhões de euros (com IVA). Sem IVA, equivale a um encargo para o Estado de 7.494 milhões de euros, para os próximos 30 anos. Feitas as contas, representa, em termos médios, um encargo anual de 250 milhões de euros.

Assim sendo, quem é que se enganou: Passos Coelho, quando anunciou que os encargos com as PPP seriam de mais de 2.000 milhões de euros, ou Vítor Gaspar, que inscreve no OE-2013 uma verba de 250 milhões de euros?

2. Por outro lado, observa-se que no OE-2013 não há correspondência entre o texto (p. 55) e o quadro II.3.5 dos encargos das PPP rodoviárias. Com efeito, anuncia-se no texto uma redução mínima de 250 milhões de euros nos encargos das PPP e verifica-se que, no referido quadro, os encargos aumentam 10 milhões de euros, em 2013, e 140 milhões, em 2014, relativamente aos valores que foram inscritos no Relatório do Orçamento do Estado do ano anterior para os mesmos anos de 2013 e 2014.

O que está certo, afinal? A anunciada redução de 250 milhões de euros ou o OE- 2013, que apresenta mais encargos — 150 milhões de euros, em 2013 e 2014 — por causa do cancelamento da construção de determinadas estradas e respectiva perda de receitas?

3. O Governo pode falar em redução de encargos brutos, mas a verdade é que os encargos a pagar são a diferença entre os encargos brutos e as receitas obtidas. Como o cancelamento de estradas em construção vão implicar a diminuição das receitas, verifica-se que os encargos aumentam em 2013 e 2014. Veja-se:
    → Valores inscritos no OE-2012 de encargos plurianuais para os anos de 2013 e 2014 (p. 123):
      • Encargos líquidos 2013 – 439 M€
      • Encargos líquidos 2014 – 986 M€
    → Valores inscritos no OE-2013 de encargos plurianuais para os anos de 2013 e 2014 (p. 56):
      • Encargos líquidos 2013 – 449 M€
      • Encargos líquidos 2014 – 1132 M€
       
      in: CC

Autarquicas: PS não recandidata os 'dinossauros'

As diferenças são notórias entre os dois lados.

De nossa parte, o total desprendimento face ao poder, do outro, uma luta constante por continuar a vida "no Estado". De salto em salto, não importa a Câmara, não importa o povo.



 
É de realçar este posicionamento na CPNacional do PS de ontem, face à aproximação à Moção apresentada pelos membros da JS Lousada no último congresso nacional, que prevê a limitação de mandatos também dos deputados e eleição por circulos uninominais.

JS Lousada presente no XVIII Congresso Nacional da JS


A Juventude Socialista de Lousada, marcou presença este último fim de semana, no Congresso Nacional da JS que decorreu em Viseu.

Neste XVIII Congresso, o atual líder da Federação Distrital do Porto – João Torres, apresentou-se como único candidato a Secretário Geral, tendo obtido a mais do que esperada vitória.

A JS Lousada, representada por Nelson Oliveira, João Correia, Diana Regadas e Eduarda Ferreira conseguiu ainda marcar presença nos órgãos nacionais com a eleição de Nelson Oliveira para a Comissão Política Nacional e João Correia para o Conselho de Jurisdição Nacional. 

Mais se refere que foram ainda apresentadas duas moções sectoriais ao Congresso, tendo como primeiro subscritor o presidente da JS Lousada – Nelson Oliveira, propondo ao Congresso Socialista a existência de um “Regime de Exclusividade na Função de Deputado” no sentido de acabar com a possibilidade dos deputados acumularem funções públicas e privadas e, por outro lado, fazer com que o exercício desta função só seja possível para os cidadãos que tenham tido ao longo da sua vida, experiência profissional efectiva e reconhecida. 
A segunda moção, foi apresentada nos mesmos moldes, referindo-se à necessidade da “Limitação de Mandatos transversal a cargos públicos”, tentando fazer com que esta lei seja aplicada a toda e qualquer função política ou de nomeação política no sentido de ser possibilitado um rejuvenescimento sucessivo da classe.













Novo líder da JS defende demissão do Governo se políticas não forem invertidas



O novo líder da Juventude Socialista, João Torres, defendeu este domingo que deve ser pedida a demissão do Governo se não forem adotadas rapidamente estratégias que levem à criação de postos de trabalho e ao crescimento da economia portuguesa.


"Se este Governo não inverter rapidamente o rumo das suas políticas e não adotar rapidamente estratégias conducentes à criação de postos de trabalho e ao crescimento da economia, não devemos hesitar em pedir a sua demissão", afirmou João Torres, na sessão de encerramento do XVIII Congresso Nacional da Juventude Socialista (JS), realizado em Viseu.

Ao discursar na presença do secretário-geral do PS, António José Seguro, João Torres lembrou que, "em tempos, um dirigente de um partido político afirmou que o Governo deixara o país de tanga" e, "mais tarde, um outro dirigente afirmou que uma outra governação deixou o país sem tanga".

"Hoje corremos o risco de este Governo deixar o país com fome e está nas nossas mãos impedir que isso aconteça", realçou.

Na opinião do sucessor de Pedro Delgado Alves, "esta governação e os seus resultados são prejudiciais ao país e encerram em si todos os ingredientes que podem conduzir a graves convulsões sociais, com uma expressão bem mais dramática" do que aquela que se tem verificado.

João Torres apontou "a arrogância, a ausência de rumo, a apologia do conflito entre gerações e os apelos sucessivos à emigração" como exemplos de fatores que podem levar "a uma explosão social sem precedentes" em Portugal.

Garantiu que nos próximos dois anos a JS "não vai deixar para trás direitos, liberdades e garantias fundamentais que ainda não foram alcançados", como a regulamentação da prostituição, a liberalização das drogas leves e a adoção por parte de casais do mesmo sexo.

"Mas, no momento presente, impõe-se uma agenda política que obrigará a JS a focar-se naqueles que são os mais básicos direitos emancipatórios da nossa geração: o emprego, a habitação, as qualificações e a mobilidade", acrescentou.

Isto porque considera que, atualmente, aceder a um emprego, a uma habitação, à frequência de um ciclo de estudos no ensino superior e a mobilidade dos cidadãos constituem "as causas fraturantes" da sociedade portuguesa.

"E é em torno delas que temos de construir uma JS de ideias e propostas concretas, uma JS inconformada e irreverente", acrescentou.

in: JN

Até o Youtube


Um vídeo divulgado pelo PSD nas redes sociais foi removido, segundo o YouTube, «por violação da política do YouTube relativa a spam, esquemas e conteúdo comercialmente enganador».«É preciso que Portugal produza, exporte, gere riqueza. É preciso que todos os portugueses participem. É preciso que Portugal não pare! Não deixe que pensem por si». A mensagem publicada esta tarde na página dos sociais-democratas no Facebook remetia para um vídeo que elencava as medidas propostas pelo Governo para a dinamização da economia.

No entanto, o filme já não se encontra disponível no YouTube, onde estava alojado. Em seu lugar, surge uma mensagem embaraçosa: «Este vídeo foi removido por violação da política do YouTube relativa a spam, esquemas e conteúdo comercialmente enganador».

Regra geral, o YouTube não filtra previamente os conteúdos carregados para o site, pelo que a eliminação do vídeo do PSD terá resultado da acção de utilizadores que decidiram reportar o filme como «publicidade enganosa».

SOL

E você, sabe mesmo o que diz o Memorando da Troika?



"Já leram o memorando da troika?

Sim, é a minha pergunta de hoje: já leram o memorando de entendimento com a troika, assinado por Portugal em Maio de 2011? Eu li, e em pé de página deixo o link para quem o quiser consultar, na sua tradução oficial. São 35 páginas, escritas num português desagradável e tecnocrático, que têm servido a este governo para justificar tudo.

Ainda ontem, com descaramento, um dirigente do PSD dizia que "este não era o Orçamento do PSD, mas sim da troika"! Ai sim? Então eu proponho a todos um breve exercício de leitura. Tentem descobrir, lendo o memorando, onde é que lá estão escritas as 4 medidas fundamentais pelas quais este governo vai entrar para história de Portugal!

Sim, tentem descobrir onde é que lá está escrito que se deve lançar uma sobretaxa no subsídio de Natal de todos os portugueses (decidida e executada em 2011); cortar os subsídios aos funcionários públicos e pensionistas (decidido e executado em 2012); alterar as contribuições para a TSU (anunciada e depois retirada em Setembro); ou mexer nas taxas e nos escalões do IRS, incluindo nova sobretaxa (anunciados no Orçamento para 2013), e definidos pelo próprio ministro das Finanças como "um aumento enorme de impostos"?
Sim, tentem descobrir onde estão escritas estas 4 nefastas medidas e verão que não estão lá, em lado nenhum. Ao contrário do que este Governo proclama, estas 4 medidas, as mais graves que o Governo tomou, não estão escritas no "memorando com a troika"! Portugal nunca se comprometeu com os seus credores a tomar estas 4 medidas! Elas foram, única e exclusivamente, "iniciativas" do Governo de Passos Coelho, que julgava atingir com elas certos objectivos, esses sim acordados com a "troika".

Porém, com as suas disparatadas soluções em 2011 e 2012, o Governo em vez de melhorar a situação piorou-a. Além de subir o IVA para vários sectores chave, ao lançar a sobretaxa e ao retirar os subsídios, o Governo expandiu a crise económica, e acabou com menos receita fiscal e um deficit maior do que tinha. Isto foi pura incompetência, e não o corolário de um "memorando de entendimento" onde não havia uma única linha que impusesse estes caminhos específicos!

Mais grave ainda, o Governo de Passos e Gaspar, sem querer admitir a sua incúria, quer agora obrigar o país a engolir goela abaixo "um enorme aumento de impostos", dizendo que ele foi imposto pela "troika".

Importa-se de repetir, senhor Gaspar? É capaz de me dizer onde é que está escrito no "memorando de entendimento" que em 2013 o IRS tem de subir 30 por cento, em média, para pagar a sua inépcia e a sua incompetência?

Era bom que os portugueses aprendessem a não se deixar manipular desta forma primária. Foram as decisões erradas deste Governo que, por mais bem intencionadas que fossem, cavaram ainda mais o buraco onde já estávamos metidos. E estes senhores agora, para 2013, ainda querem cavar mais fundo o buraco, tentando de caminho deitar as culpas para a "troika"?

Só me lembro da célebre frase de Luís Filipe Scolari: "e o burro sou eu?"

Para ler o memorando vá a:

(http://www.portugal.gov.pt/media/371372/mou_pt_20110517.pdf
).
http://www.portugal.gov.pt/media/371372/mou_pt_20110517.pdf
www.portugal.gov.pt

Por: Domingos Freitas do Amaral

Se Leonel Veira e o PSD Lousada quisessem ajudar, pressionavam o Governo a entregar as verbas em dívida ao município de Lousada

Se Leonel Vieira e o PSD Lousada quisessem, tinham muito que fazer por Lousada, começando por exigir ao amigo que tanto apoiam - Dr. Pedro Passos Coelho, o dinheiro que contratualizou com a CM Lousada que serve para ajudar as Juntas de Freguesia, Instituições, etc. ou então exigir aos deputados lousadenses eleitos pelo PSD que defendessem Lousada e os Lousadenses, o que nunca aconteceu como se viu com o voto favorável ao Orçamento de Estado.

É isso que o PSD Lousada deveria começar por preocupar-se, ajudando e não repetindo vezes sem conta o discurso gasto. Mas isso não pode ser feito porque não lhes convém afrontar o líder e Primeiro Ministro, com uma atitude que mesmo tomada tarde e de forma forçada poderia ser benéfica para todos.



"Continua a ronda do pessimismo, da crítica destrutiva, do bota-abaixo, da responsabilização da Câmara por tudo o que eventualmente de mau acontece. É um discurso gasto e previsível", salienta a Comissão Política liderada por Pedro Machado. Mas os socialistas vão mais longe e acusam Leonel Vieira, vereador e já assumido candidato às próximas autárquicas de fazer estas visitas com os olhos postos nas eleições. "Leonel Vieira não está preocupado com as freguesias: está ansioso de poder. Os problemas da população são mero pretexto", sustenta o PS.

Se o PSD quisesse ajudar pressionava o Governo a entregar as verbas em dívida ao município
A coligação PSD/CDS desvaloriza o que de bom acontece no concelho e tem apenas no pensamento as eleições de 2013. Pelo menos é esta a visão da Comissão Política do PS, que exemplifica com as visitas às freguesias que a Coligação tem vindo a realizar, em que realça problemas menores ao invés de ver os investimentos. "Da última vez foi em Nogueira. Leonel Vieira, fanático da sua cartilha, insurgiu-se contra os graves problemas da freguesia: um estore avariado, a salamandra que deita fumo e um paralelo em falta no pavimento, colocados ao mesmo nível das grandes conquistas: escola secundária, arruamentos, equipamentos sociais, que a tornam numa freguesia moderna e desenvolvida", acusam.


Os socialistas invertem o jogo e frisam que é o Governo, que Leonel Vieira "ajudou a eleger e de que é grande apoiante", que não permite que a Câmara apoie as juntas e as associações, e que está a destruir o país
"Se Leonel Vieira e o PSD/CDS de Lousada estivessem realmente solidários com o povo da sua terra, pressionariam o Governo a transferir as verbas que deve ao município de Lousada, a fim de as juntas e associações serem apoiadas", colocando os dois deputados eleitos pelo concelho a interpelar o Governo para cumprir os acordos estabelecidos com a autarquia, sustenta Pedro Machado.


"No entanto, nem uns, nem outros ousam incomodar o poder. Preferem ser serviçais, resignados, submissos. O partido conta bem mais do que o povo que dizem defender. Afinal quem anda a enganar as juntas e associações?", termina o comunicado socialista.


in: Verdadeiro Olhar




A educação pré escolar começa a ser "refundada"



A realidade surreal do pré-escolar

Sou Educadora de Infância há 30 anos na rede pública do Ministério da Educação. Iniciei o meu percurso profissional nos anos dourados do pré-escolar em Portugal. Esse era o tempo dos pequenos Jardins de Infância de aldeia, bem integrados nas suas comunidades, interpelando-as culturalmente e em franco diálogo com as famílias. Esse era o tempo em que a bandeira agitada defendia que este tipo de estrutura se destinava a responder às necessidades pedagógicas das crianças e não das famílias. Não havia almoços nem prolongamentos de horário com nomes pomposos como “Actividades socioeducativas”. As crianças não permaneciam no Jardim tempo demais, eram serenas e viviam mais felizes.
Que longe estamos desses anos. Assistimos nos últimos tempos à caça aos chamados Jardins de Infância isolados. Qual será a razão? Com o argumento de centralizar e rentabilizar recursos que, supostamente, melhorariam a qualidade do ensino, os mega-agrupamentos escolares crescem como cogumelos, esvaziando as aldeias de crianças, que agora se amontoam em Escolas com vários ciclos de Ensino. O presente das Escolas Novas, com cores belas, bibliotecas, pavilhões multiusos, etc… revelou-se no entanto um presente envenenado. Em Educação, o formato mega não traz mais qualidade, e a massificação acarretou, claramente, menos qualidade no ambiente escolar, no atendimento pessoal e na actividade educativa.
Rentabilizar recursos significou desde logo que deixasse de existir 1 (uma) Assistente Operacional (auxiliar de educação) por cada grupo de Jardim. O rácio agora é de 1 (uma) Assistente para cada 2 (duas) salas. O panorama real pode ser, por exemplo, que, para uma Escola com 3 (três) salas de Jardim e 5 (cinco) de 1.º ciclo, existam apenas 4 (quatro) Assistentes Operacionais. O significado disto é o seguinte: uma Educadora que tem um grupo heterogéneo de 25 crianças, com 2, 3, 4 e 5 anos, passa pelo menos duas horas e meia por dia a braços com todo o grupo, sem qualquer apoio.
Oiço colegas jovens a fazerem-me relatos desesperados. Conta-me a Vera que, durante os primeiros dias deste ano, teve 30 crianças (por atraso na colocação de uma colega, uma turma havia sido dividida pelas demais Educadoras). Entre choros de início de ano lectivo, conflitos a gerir entre as crianças, crianças que faziam xixi e precisavam de ser mudadas, com uma casa de banho fora do alcance visual da Educadora e sem uma Assistente para lhe dar apoio a tempo inteiro… imagine-se o caos! Não é de estranhar que, num desses momentos, uma criança tenha escorregado e aberto o sobrolho numa ida ao WC. Quando a Educadora chegou ao local constatou o facto e, além de ter que dar a ajuda necessária a esta criança, e localizar a auxiliar que se encontrava em parte incerta, ao chegar à sala já tinha outra criança a precisar de ser mudada e mais 28 que precisavam da sua supervisão. Ao fim do primeiro mês de trabalho desabafa: “Ainda não consegui começar a trabalhar… Já me pergunto que sentido tem esta profissão neste contexto”.
A Isabel e a Manuela relatam-me outras situações caóticas nos seus pólos escolares decorrentes de rácios de 1 (um) adulto por 25 crianças na hora de almoço, havendo situações piores. Se uma criança precisar de ir ao WC nesta hora, pode ter que percorrer corredores fora do alcance da supervisão do adulto até ao WC mais próximo. A alternativa será o adulto acompanhá-la e deixar sem supervisão os outros 24! Lembremos que nos grupos de pré-escolar existem crianças com apenas 2 anos!
Se falarmos das horas de recreio após almoço, a situação ainda se agrava: é possível estarem 150 (cento e cinquenta!) crianças de pré-escolar e 1.º ciclo, e até mais, no mesmo espaço, durante hora e meia, sob a supervisão de apenas 2 (duas) Assistentes Operacionais. É evidente que o objectivo inglório e desesperado deste pessoal auxiliar acaba por ser evitar que alguém vá parar ao hospital. Mas é impossível evitar “galos”, mazelas várias, arranhões e nódoas negras sobre as quais os pais vêm pedir explicações (em mau tom) às Educadoras, que nem sequer estavam presentes por se encontrarem na sua hora de almoço.
Para piorar o panorama, o que qualquer Educador com duas ou três dezenas de anos de serviço pode confirmar, é que os grupos são cada vez mais caóticos. Agitação, desconcentração, comportamentos disruptivos, desafio da autoridade do adulto, brincadeiras violentas claramente influenciadas pelo consumo desregrado de televisão, desenhos animados e jogos violentos, são a realidade quase generalizada hoje em dia.
Para completar o cocktail explosivo, surgiu a famosa ideia da Escola inclusiva, para a qual não faltariam todos os apoios e mais uns quantos… nas palavras dos políticos que “venderam” esta ideia poética aos professores e ao País. É por isso que Isabel, a trabalhar num Jardim de Infância de um bairro problemático de Lisboa, com uma sala que nem tem as dimensões regulamentares, tem duas crianças com Necessidades Educativas Especiais integradas num grupo que não usufruiu de redução de número, como devia, e está a funcionar nestas condições partilhando a Assistente Operacional com outro grupo. Também ela tem que esperar à porta da sua sala, seguindo com o olhar o percurso que as crianças fazem pelo corredor até ao WC, deixando de estar com o grupo para assegurar que o trajecto é feito em segurança e que a criança não se perde pelos labirintos de uma escola com uma dimensão desumanizada e desajustada para a sua idade.
Junto-me com as colegas e partilhamos desabafos. Temos idades diferentes, mas há algo em comum. Estamos no início do ano lectivo e já quase à beira de um ataque de nervos. Trabalho de qualidade passa a ser uma miragem e a frustração e o cansaço instalam-se, cada vez mais depressa, a cada ano que passa. Como desenvolver projectos bem estruturados, se nem a questão da segurança física e emocional das crianças está assegurada?
E sou tentada a fazer comparações com uma realidade que conheço. A Experiência Pré-Escolar de Reggio Emilia (Itália) é considerada pioneira em qualidade de Educação de Infância a nível mundial. Cada grupo tem 1 (um) Educador e 2 (duas) Auxiliares! Cada Instituição tem ainda 1 (um) atelierista que trabalha em Artes com as crianças, e o município conta com 1 (uma) pessoa formada em Teatro que trabalha com todos os Jardins.
Sou Educadora há 30 anos. Tenho paixão pelo meu trabalho e não poderia fazer outra coisa na vida. Felizmente, tenho a sorte de estar num Jardim de Infância de aldeia e com pessoal suficiente para exercer a minha missão com qualidade e dignidade, mas sinto um desgosto profundo ao assistir à forma como se trata a Infância e os profissionais de Educação em Portugal. Os erros são muitos e crassos e estão generalizados. Não há visão de futuro e o abismo está perigosamente perto. O sistema suga toda a energia de Educadores e Professores, que só sobrevivem ao caos se tiverem uma saúde mental de ferro. Ao fim de um mês de trabalho, muitos dizem, desalentados, que não sabem se vão aguentar até ao fim do ano lectivo.
PS – Os nomes das minhas colegas são fictícios. Vivemos numa era de incertezas e, infelizmente, o receio não aconselha a “dar a cara”.
Helena Martinho
Educadora no Jardim de Infância do Vimeiro

Congresso Nacional da Juventude Socialista

Preparação do Pavilhão para receber este fim de semana o Congresso Nacional da JS.

Onde estão os homens de palavra?


Onde estão esses homens que antes das eleições prometem mundos e fundos, soluções milagrosas, votam contra medidas económicas (com fundamento na possível alteração da estabilidade do pais), que se mostram os fiéis depositários da vontade do cidadão? Onde estão eles?

A seriedade e rectidão das pessoas manifesta-se em coisas como manter a palavra desde o início ao fim, e o que na realidade acaba por acontecer é precisamente o contrário.

Quem promete um verdeiro El Dourado, só porque é conveniente dado o clima com laivos eleitorais, e depois de eleito manifesta atitudes completamente opostas daquilo que professou anteriormente não tem caracter para se manter no cargo que ocupa.

É vergonhoso que toda uma campanha eleitoral, aparentemente promissora e tão maravilhosamente talhada acabe numa orientação completamente antagónica daquilo que foi prometido.

O que o nosso governo faz é pior que a chamada “navegação à vista”, o que o nosso governo faz é o culto à tecnocracia cega, baseando-se na teoria e esquecendo-se que gerir um país é mais do que meros números, existem outras variáveis, que no caso são os cidadãos. Mas o que é surpreendente é que todas as medidas são lançadas quase do dia para a noite, e a forma como são apresentadas quase fazem qualquer um, inclusive quem as lança, acreditar que são realmente a solução para os nossos problemas.

Temos que concordar que um governo voltar atras em medidas é a prova de que afinal o que se fez estava mal feito, mas já é hora de o nosso governo repensar verdadeiramente naquilo que quer para o país: a decadência social e tentativa frustrada de atingir metas orçamentais, ou o equilíbrio entre as classes sociais. 

Marcos Gomes
in: TVS

Políticos dos nossos dias…


Nelson Oliveira
O país em pé de guerra com manifestações constantes, um Primeiro Ministro incapaz de olhar para as pessoas como seres Humanos ao invés de contribuintes, um Ministro das Finanças obcecado com a sua receita fiscal que já deu provas de falhar redondamente, um Ministro dos Negócios Estrangeiros sem voz na Europa e mais preocupado com as suas atitudes histriónicas própartidárias, um Dr. Relvas a vaguear alegremente pelos corredores do poder, uma oposição que não tem capacidade para se entender e contribuir com soluções reais para o país e um Presidente de avisos facebookianos.

Este é o pântano em que vivemos. Mas pior ainda, é o pântano em que a Europa vive. Alicerçada numa Merkel com demasiada força e com demasiada loucura económica, um Hollande tímido e que tenta mostrar-se como solução, um Cameron sempre colocado à parte e um FMI que anuncia os seus erros sucessivos face à política de austeridade, mas sem retirar as devidas ilações ou demissões.

Entretanto, o povo assiste a tudo isto, vê os seus empregos serem destruídos, as faturas a aumentar, os seus filhos partirem e a solução é sempre a mesma. Mais aperto, mais garrote, mais impostos, mais mais mais austeridade...

Poderia ser pior? Podia! Mas sinceramente, não deve existir paralelo recente para compararmos a atual situação da Europa, com a presença de políticos com tamanha falta de qualidade por esse mundo fora. Até Obama, visto como o último grande estadista, está a ter dificuldades em derrotar Mitt Romney, uma pessoa que quer ser Presidente dos EUA e que se questiona sobre a razão das janelas dos aviões não poderem ser abertas.

Onde andam os novos Churchill, Willy Brandt, Olof Palme?

Será que o tempo dos políticos extremistas, populistas, impreparados, festeiros e propagandistas vem para ficar? Os que governam para os militantes e não para o povo? Os que preferem o fanatismo ideológico ao invés da ponderação democrática? Esperemos que não.

Ainda assim, podemo-nos contentar com alguns autarcas deste país. Cada vez com menos poderes, menos dinheiro e espaço de manobra, fazem tudo por tudo para aliviar um pouco o desgaste provocado por toda esta conjuntura. E quanto a isto, é reconhecido por todos o trabalho da CM Lousada e do PS Lousada para com os cidadãos, ultimamente dando particular relevo ao apoio social e escolar, defendendo as 25 freguesias e a sua identidade desde o início e de forma inquestionável, assim como abrindo a porta a uma possível descida da taxa do IMI para o povo lousadense. É este o caminho. Sem ondas difamatórias/populistas e com ação concertada no terreno, dia após dia e destinada a melhorar a qualidade de vida dos lousadenses. Certamente será reconhecida. 

Nelson Oliveira
in: TVS