PS Lousada inaugurou nova sede concelhia




No passado dia 1 de Maio, o Partido Socialista de Lousada reuniu a sua Comissão Política no sentido de fazer um ponto de situação e análise sobre os diversos assuntos autárquicos e nacionais, aproveitando esta reunião para inaugurar as novas instalações da sede concelhia.

Eduardo Vilar, Presidente da Assembleia Concelhia, enalteceu o papel da Juventude Socialista enquanto principal impulsionador para a existência destas renovadas instalações na Rua Dr. Pinto Mesquita nº 25, assim como os contributos de muitos militantes locais.



Espaço será colocado à disposição da população

A concelhia do PS Lousada aproveitou ainda para informar que este espaço será colocado à total disposição de todos os cidadãos que o solicitarem. O objetivo principal é disponibilizar este espaço central em Lousada para a possível realização de tertúlias ou reuniões que promovam iniciativas da sociedade civil, abrindo o partido a todas as pessoas.


Com “toda a dor, toda a raiva”…



Por João Ferro.

                 A tática dos governantes e dirigentes partidários do PSD/CDS é sempre a mesma, quando alguém critica a situação política e económica atual ou quando se apresentam outros caminhos, outras soluções e propostas com vista à saída de Portugal desta crise:

Tentar desviar o olhar para o passado, procurando assim branquear a sua própria e importante responsabilidade na situação a que conduziu a sua política exclusiva e cega de austeridade, a política “do mais que a troika”.

Em 2011, bem ou mal, o passado já foi julgado. Os que estiveram no poder até então perderam as eleições. Pedro Passos Coelho ganhou as eleições, constituiu o governo de coligação PSD/CDS e um novo ciclo começou.

E é do julgamento desse novo ciclo de governação que se vai tratar nas próximas eleições em Outubro deste ano.

Não vale a pena tentarem agitar com o “papão” do regresso ao passado!

Não vou aqui falar dos números do produto interno bruto ou da dívida pública, do desemprego, do número de empresas destruídas e dos respetivos empregos, na queda do investimento, do desinvestimento na saúde ou na educação e investigação, ou no número de portugueses, nomeadamente jovens, que saíram para procurarem as oportunidades que não lhes foram oferecidas no seu país, ou ainda, dos 82.400 licenciados que ganham menos de 600 € por mês, o que constitui um aumento de 50%, no período da troika, de jovens nessa situação.

Não! Hoje não vou falar desses fracassos!


Hoje vou aqui publicar apenas alguns números, apresentados em Lisboa, no passado dia 22 de Abril, do “Relatório da Crise da Cáritas Europa 2015”:

- São mais de 640.000 portugueses em risco de pobreza entre os mais novos, 25% de jovens entre os 18 e 24 anos, 24,4% entre as crianças.

- Existem agora 3 milhões de pobres no limiar da miséria.

- 27,5% dos portugueses encontram-se em risco de pobreza e exclusão social. Portugal foi o país que teve o maior aumento da taxa de risco de pobreza e exclusão social no último ano, 2014, (um aumento de 2,1 pontos percentuais), em contraciclo com a união europeia.

- A despesa no apoio às famílias com filhos diminuiu em 30%.

- A percentagem de pessoas que não têm qualquer apoio social tem aumentado consideravelmente.

São números diferentes, que não se conseguem aldrabar ou esconder numa qualquer folha de excel!

Porque são números “vivos”, que se sentem no corpo e na “alma”, como duras vergastadas infligidas nas costas de um inocente!

Dos “vergões” profundos ainda escorre "sangue"!

E será tudo isto que o povo português vai julgar no próximo Outono!


E então cada cruz desenhada no boletim de voto transportará, com certeza, toda a dor, toda a raiva, sentidas por cada português ao longo destes últimos quatro anos!


Intervenção (2ª) na Assembleia Municipal de 30 de Abril de 2015.




Minhas senhoras e meus senhores,
Dos mapas de prestação de contas de 2014, “balanço” e “demonstração de resultados”, podemos retirar as seguintes conclusões:
- Verificou-se um elevado grau de execução da despesa e da receita correntes, o que revela o cuidado na elaboração dos documentos previsionais.
- Continua a ser cada vez maior a fatia da receita corrente a financiar a despesa de capital.
- A cobertura das despesas pelas receitas internas e receitas próprias apresenta valores superiores aos do ano anterior, o que revela uma maior capacidade de gerar receitas próprias indiciando uma boa capacidade de financiamento interno e portanto um satisfatório grau de independência.
- As vendas de bens e prestações de serviços mantiveram sensivelmente o mesmo nível.
- O peso das despesas com o pessoal nas despesas correntes, diminuiu cerca de 3 pontos percentuais.
- Houve continuidade da evolução favorável da “estrutura dos capitais próprios”.
- A “autonomia financeira” continua a situar-se na ordem dos 60%.
- Verificou-se uma diminuição apreciável dos empréstimos bancários de médio e longo prazo.
- Confirma-se a tendência de descida, ao longo dos últimos anos, do nível do endividamento líquido e do passivo exigível líquido.
- Mantém-se um bom nível do valor da liquidez geral bem acima do valor de 1, que é o valor que garante o cumprimento de todos os compromissos de curto prazo, isto é, a um ano.
Por todas estas razões e de acordo com o parecer do ROC (Revisor Oficial de Contas), o Grupo Municipal do Partido Socialista, vai votar favoravelmente pela aprovação dos referidos documentos.
Muito obrigado.

Intervenção na Assembleia Municipal de 30 de Abril de 2015







Minhas senhoras e meus senhores,

     Na reunião do executivo da CML, do passado dia 20, e referindo-me apenas às afirmações com algum conteúdo relevante para a discussão do assunto em questão, sobre “ os documentos de prestação de contas do ano de 2014”, o Sr. vereador do PSD, o Dr. Agostinho Gaspar, teceu as seguintes considerações, inseridas na sua declaração de voto, e que passo a comentar: 

     - Os resultados operacionais aumentaram, mas também os resultados financeiros aumentam e que irão aumentar mais consequência do volume dos empréstimos.

     - Sim, aumentaram os resultados operacionais e os resultados correntes, tendo aumentado negativamente os resultados financeiros, não como consequência do “volume dos empréstimos” como afirma, mas essencialmente pelas perdas em entidades participadas e por não terem havido, como em 2013, rendimentos de participação de capital”.

     O facto da maior perda nas participadas ser da responsabilidade da Lousada SEC XXI (perda de 28.723€) não me surpreende, pois os cortes constantes por parte do governo nos rendimentos das famílias teria de ter um efeito negativo neste tipo de atividades assim como em muitas outras. Apesar do valor considerável e positivo das “vendas e prestações de serviços” (cerca de 600.000€) é, no entanto, um assunto que merece a maior atenção por parte do executivo.

     - O facto de terem diminuído os rácios referentes à liquidez, nomeadamente o da liquidez geral, é pouco significativo. O importante é que este rácio continua com um valor bem acima de “1”, (1,31) o que significa que todo o passivo de curto prazo ( a um ano) está sobejamente garantido pelo ativo de curto prazo. Também o rácio de 0,5 para a liquidez imediata permite-nos afirmar que existem disponibilidades para garantir 50% de todo o passivo de curto prazo.

     - Contrariamente ao afirmado os empréstimos bancários diminuíram de 10.364.857€ em 2013 para 9.206.186€ em 2014.

     O que aumentou foi a dívida de terceiros (incluindo a do Estado) ao Município, que juntamente com os de 922.482€ que o executivo vai ser obrigado, salvo decisão em contrário no futuro, a entregar ao Fundo de Apoio Municipal, e cuja contabilização em 2014 na conta 268 foi obrigatória, tiveram uma influência negativa em diversos rácios, nomeadamente nos índices de liquidez, de solvabilidade, de rendibilidade, de endividamento, assim como no aumento pontual do prazo médio de pagamentos a fornecedores.

     - Diz que, é preocupante o valor crescente das dívidas de terceiros à CML o que “demonstra a incapacidade do município em cobrar dívida”. Pois! o mapa de execução da receita demonstra exatamente o contrário, mantendo o município um elevado grau de cobrança da receita, que se situa acima dos 97%.

     - Quanto às afirmações e confusões do costume sobre a dívida do município, refere “o passivo de 13.871.613,00€”. Não! O passivo é de 53.267.805€, que tem como contrapartida um ativo de 130.751.538€. O valor que refere é o da dívida total bruta. 

     Como muito bem diz o executivo tem um limite de endividamento total bruto, estabelecido por este governo, no valor de 31.876.637 €, o que concederia ao município a possibilidade legal de se endividar em mais cerca de 17 milhões de euros.

     Mas o que conta para aferir da situação financeira do município é de facto a dívida líquida, que se situava em dezembro de 2014 em 9.384.459€, que, assim como o passivo exigível líquido, diminuiu em relação a 2013, apesar dos avultados investimentos, nomeadamente nos centros escolares realizados em 2014.

     Isto é, a dívida do município mantem-se absolutamente controlada.

     - Como diz o Sr. Presidente da Câmara vai ter de ser implementado, pelos serviços do município, um sistema de contabilidade de custos. Entretanto, considero pertinente referir, que devido aos constrangimentos impostos pelo governo, nomeadamente na contratação de pessoal, que será necessário avaliar se o quadro de pessoal existente no departamento financeiro será suficiente para garantir que essa tarefa possa ser realizada com a responsabilidade e o sucesso exigidos.

     - De facto, ainda não foi possível em 2014 obter receita através da venda de terrenos da zona industrial de Lustosa. Mas estão hoje incluídas na ordem do dia duas propostas de Reconhecimento do Estatuto de Interesse Municipal para a instalação de duas empresas na referida zona industrial. Não foi em 2014? Não! Mas vai ser em 2015!

     - Para além disso, e porque a captação de investimento não se mede apenas pela instalação de empresas na zona industrial de Lustosa, em Fevereiro deste ano escrevi um artigo no TVS, com o título de “Mais uma vez, não têm razão!” em que dizia,
“Porque o desemprego em Lousada é dos mais baixos em todo o distrito do Porto e porque teve das maiores descidas em 2014 relativamente a 2013, e ainda porque Lousada foi dos concelhos em que mais empresas se têm criado nos últimos tempos (65 de janeiro a Março de 2014), pode-se concluir que as políticas seguidas pela CM de Lousada têm sido as mais corretas, relativamente ao incentivo ao emprego e à captação do investimento”.

     Quanto à declaração de voto do Sr. Vereador Dr. Leonel Vieira, e referindo-me ao único tema por ele mencionado com alguma relevância para o ponto em discussão, tenho de dizer o seguinte:

     - É muito natural que, para quem nunca conseguiu compreender a importância do Complexo Desportivo de Lousada, da construção do parque urbano, Mário Fonseca, nos terrenos onde foi concretizada, para quem sempre considerou as obras de regeneração do centro da vila como uma oportunidade perdida, seja natural que confunda a “promoção” do concelho de Lousada, absolutamente necessária e essencial depois de todos os extraordinários investimentos realizados em todo concelho, com iniciativas “da área da propaganda”.

Muito obrigado!


Artigo de João Correia - TVS


JS Lousada quer aumento do número de efetivos da GNR em Lousada









Luís Cunha, Rui Pereira, Eduarda Ferreira, Tenente-Coronel António Silva e Carlos Bessa

No passado dia 22 de abril de 2015, a Juventude Socialista de Lousada foi recebida pelo Sr. Tenente-Coronel António da Silva Ferreira, responsável pelos Recursos Humanos do Comando Territorial do Porto, para uma reunião de trabalho.

O intuito da reunião foi confirmar a necessidade de um aumento de meios e do número de efetivos da GNR no Posto Territorial de Lousada uma vez que, nos últimos anos, este número tem-se mantido estagnado – com trinta e cinco polícias e apenas seis viaturas.

Esta luta tem sido uma bandeira da JS Lousada. Na verdade, foi em 2011 que enviamos o primeiro requerimento ao Ministério da Administração Interna, Dr. Miguel Macedo, a solicitar o reforço do número de efetivos do nosso posto com a máxima urgência, dado que no biénio 2011-2012 a criminalidade contra pessoas e contra a comunidade tinha crescido exponencialmente face aos anos anteriores, não havendo meios nem recursos para uma resposta adequada no nosso concelho.

Em resposta a esta nossa solicitação recebemos um ofício onde o próprio Ministério reconhecia a urgência em aumentar o corpo militar da GNR em Lousada e que, sem prejuízo dos cuidados que o Comando Territorial do Porto teria com a nossa situação, o reforço estaria previsto para 2012.

Pois bem, tal promessa não foi cumprida e atualmente, mesmo com os últimos recrutamentos, o Posto da GNR de Lousada não tem beneficiado de um crescimento de recursos humanos, pelo que o rácio entre número de habitantes e número de polícias é completamente desequilibrado – situação assumida e reconhecida pelo Comando Territorial. 



A aposta na segurança dos cidadãos é desde sempre uma das maiores prioridades de um estado de direito democrático, não podendo ser olvidada a confiança legítima dos cidadãos de um país em verem tanto a sua integridade como a sua propriedade serem protegidos e assegurados pelas autoridades policiais.

É por esse caminho, pela proximidade às pessoas e aos seus interesses, que a Juventude Socialista de Lousada permanecerá nesta causa em prol de Lousada e dos Lousadenses, particularmente aqueles que residem nas freguesias mais distantes da sede do posto da GNR.

Nesse sentido, iremos proceder a novas diligências junto do Governo no sentido de ser garantido o aumento do número de efetivos no posto da GNR de Lousada, tal como foi prometido pelo Ministério da Administração Interna durante este mandato.


O Secretariado da JS Lousada 
27/04/2015

PS Lousada comemorou 25 de Abril


Convocatória: Comissão Política Concelhia PS Lousada (1 Maio)

Convocatória


De acordo com os Estatutos do Partido Socialista, venho convocar os elementos da Comissão Política Concelhia e demais militantes, para uma reunião ordinária que se realizará no próximo dia 1 de Maio de 2015, sexta-feira, pelas 17 horas, nas instalações da nova sede concelhia - Rua Dr. Pinto Mesquita nº 25, com a seguinte ordem de trabalhos:

Ponto único - Apreciação da situação política geral.

Trinta minutos para discussão de outros assuntos de interesse - Inauguração da nova sede concelhia.

 
O Presidente da Mesa da Comissão Política Concelhia,
Eduardo Vilar

A prova de que Cavaco Silva atribuiu méritos a ex-agentes da PIDE

Muito se tem falado sobre este episódio. E em todos os aniversários comemorativos do 25 de Abril, este assunto é trazido à discussão.

- Cavaco Silva, no ano da morte de Salgueiro Maia, atribui uma "pensão por serviços excepcionais e relevantes prestados ao país" a dois ex-inspetores da PIDE/DGS.

A direita teima em tentar calar este episódio de Sua Excelência, atual Presidente da República e ex-Primeiro Ministro Aníbal Cavaco Silva.
Questionam até a veracidade deste assunto.

Pois bem. Aqui fica a prova.
E para a História fica também a atuação desavergonhada de Cavaco ao recusar a pensão a Salgueiro Maia - situação apenas corrigida por António Guterres, já depois do falecimento deste.




Cheira a Bafio Salazarista?

A proximidade do 25 de abril impunha um artigo de opinião baseado no que foi o ideal da revolução dos cravos, onde uma ditadura que promovia o analfabetismo, a pobreza, a ignorância de um povo e castigava os seus cidadãos por exprimirem a sua opinião, foi substituída por um sistema democrático que, por muitas falhas que possa ter, é infinitivamente superior ao que Oliveira Salazar e Marcello Caetano impunham ao povo Português.

Contudo, no dia 9 de abril, o Primeiro-ministro de Portugal referiu numa conferência sobre investimento em Portugal realizada na Fundação Champalimaud que “a única reforma que ficou por fazer foi reduzir os custos laborais”.

Com esta declaração é um facto que Passos Coelho quer continuar a transformar Portugal num novo Bangladesh. Passos Coelho conseguiu baixar pensões, aumentar a pobreza, o desemprego, a dívida, privatizar empresas lucrativas e caminhar no sentido de também privatizar o Serviço Nacional de Saúde como comprova Leal da Costa – Secretário de Estado da Saúde, com o seu tradicional sentido de oportunidade, referindo que apesar do recuo da oferta pública, não há desinvestimento do Estado na saúde, porque o crescimento da saúde privada é financiado pelo Orçamento do Estado.

Tudo isto numa semana em que a TVI reporta o caos nas urgências em Portugal (fora dos picos de afluência) e constata as condições degradantes e terceiro mundistas do SNS, apesar de Leal da Costa gozar com os Portugueses, principalmente com todos os que recorrem aos Hospitais Públicos, referindo que o que viu foram “pessoas bem sentadas e com proteções para não caírem das macas”.

Em 2014 Portugal sofreu a maior queda de salários da União Europeia e tem atualmente menos de metade dos custos de trabalho da zona euro. Perante estes dados, inclusive reportados pelo Eurostat o que pretende Passos Coelho para Portugal? Empobrecimento seletivo de franjas da sociedade? Da classe trabalhadora? Não deveria um Primeiro-Ministro pugnar, isso sim, pelo aumento da produtividade, crescimento empresarial, melhoria da qualidade e finalmente, aumento dos salários? O que pensam os trabalhadores das palavras do seu mais alto representante governativo que defende uma economia de baixos salários para o seu país?

Podemos aceitar a luta partidária. A troca de argumentos. As conferências de imprensa cirurgicamente preparadas para assinalar que o país está uma autêntica maravilha, mesmo quando temos um dos maiores níveis de emigração de sempre.

Aceitamos tudo. Mas não podemos aceitar que um Primeiro Ministro queira que os seus cidadãos sejam apenas uns meros lacaios ao serviço de uma exploração empresarial, onde se cava um fosso cada vez maior entre classes e assente em baixos vencimentos.

Um Primeiro Ministro que pretende uma economia de baixos salários para Portugal e assume-o sem reservas, deve desde logo ter uma resposta democrática de repúdio.

Também foi por ideias como estas que o 25 de abril surgiu.
 

Para os analistas económicos de "5 minutos" - Dívida Pública

Todos aqueles que analisaram o programa macroeconómico do PS em apenas 5 minutos, certamente irão tirar conclusões absolutamente extraordinárias perante esta leitura de 1 minuto.


DÍVIDA PÚBLICA AUMENTA 9 MIL MILHÕES EM 2 MESES




Banco de Portugal diz que o aumento "reflecte, sobretudo, emissões líquidas de títulos e de certificados de Aforro e do Tesouro".

A dívida das administrações públicas aumentou mais de 2,7 mil milhões de euros em Fevereiro, atingindo os 234.585 milhões de euros, segundo números hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).

De acordo com o boletim estatístico de Abril, hoje publicado pelo banco central, a dívida pública na óptica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, foi de 234.585 milhões de euros em Fevereiro, mais 2.716 milhões do que o verificado em Janeiro.

Considerando os dois primeiros meses do ano, o Estado aumentou a dívida em 9.305 milhões de euros, uma vez que fechou 2014 com um endividamento de 225.280 milhões de euros, o equivalente a 130,2% do Produto Interno Bruto (PIB).

Numa nota divulgada hoje, a instituição liderada por Carlos Costa explica que este aumento nos dois primeiros meses de 2015 "reflecte, sobretudo, emissões líquidas de títulos e de certificados de Aforro e do Tesouro".

Excluindo os depósitos da administração pública, a dívida pública na óptica de Maastricht caiu 372 milhões de euros em Fevereiro quando comparando com o mês anterior, cifrando-se nos 207.984 milhões de euros no segundo mês deste ano.

Comparando com o valor registado no final de 2014, a dívida líquida de depósitos passou dos 208.128 milhões de euros em Dezembro para os 207.984 milhões de euros em Fevereiro, uma diminuição de 144 milhões de euros em dois meses.



Diário Económico


PSD/CDS preocupados. Plano económico do PS tem propostas e resulta.

Preocupação indisfarçável


O Governo está preocupado com esta espécie de ensaio para um programa eleitoral encomendado pelo PS a um grupo de 12 economistas, apresentado publicamente na terça-feira. Ontem, no Parlamento, a intervenção inesperada de Paulo Portas no final do debate sobre o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) foi a face visível dessa preocupação. Com alguma razão, diga-se. Depois de meses a ironizar ou a desafiar os socialistas a apresentarem alternativas às suas políticas, aí está agora um projecto cujos pressupostos não podem ser facilmente arrasados pela maioria.

Primeiro, porque foi construído por um grupo heterogéneo de economistas, alguns dos quais de pendor bem mais liberal do que muito boa gente próxima do PSD ou do CDS; depois, porque muitas das soluções encontradas não só estão longe de agradar a grande parte da esquerda como são combatidas por ela; e, finalmente, porque o horizonte de alívio da austeridade é bem capaz de seduzir uma parte significativa do eleitorado.

Ou seja, já que não há timing para um regresso à vida antes da crise, então talvez seja mais fácil o amortecedor apresentado pelo PS. Ora é justamente esta ideia que a coligação quer a todo o custo impedir que se instale. Para isso, o contra-ataque do Governo apontou em duas direcções. Logo no início do debate, Maria Luís Albuquerque tentou descredibilizar as contas socialistas, argumentando que se alicerçam numa “colagem de previsões que, no mínimo, não se percebe”. 
No final, Paulo Portas resolveu apostar na criação de um clima de medo com o fantasma do regresso ao passado. É um argumento já bastante gasto ao longo destes quatro anos de governação e que por isso já não rende como dantes. 
Até porque, para mal da actual maioria, o PS nem está a prometer mundos e fundos. E é talvez por isso que nem a circunspecta ministra das Finanças conseguiu resistir a uma inesperada quase promessa: diminuição dos prazos de devolução dos salários da função pública.
in: Público

Governo PSD/CDS: Dívida Pública continua a aumentar

Dívida pública sobe para 234,6 mil milhões de euros em Fevereiro


O aumento de 9,3 mil milhões de euros registado nos dois primeiros meses deste ano está relacionado com as emissões líquidas de títulos e de certificados de Aforro e do Tesouro. A dívida líquida ficou estável.
A dívida pública aumentou 9,3 mil milhões de euros nos dois primeiros meses deste ano, para um valor recorde de 234,6 mil milhões de euros, de acordo com os dados revelados esta quarta-feira, 22 de Abril, pelo Banco de Portugal.

O valor da dívida pública compara com os 225,3 mil milhões de euros registados no final de 2014, que correspondiam a 130,2% do PIB. Em 2013 a dívida pública tinha um peso de 129,7% no PIB. O valor de Fevereiro não pode ser comparado com o valor do PIB, pois apenas existem leituras trimestrais para o PIB.

Numa nota publicada esta quarta-feira, o Banco de Portugal justifica o aumento da dívida pública em Janeiro e Fevereiro com as "emissões líquidas de títulos e de certificados de Aforro e do Tesouro".

Devido ao contexto de taxas de juro reduzidas, o Governo tem acelerado a emissão de títulos soberanos e em Janeiro houve uma forte corrida aos certificados de aforro e do Tesouro, devido à alteração da regra de cálculo da rendibilidade destes produtos.

Ainda assim, em termos líquidos, a dívida pública ficou praticamente inalterada. "Refira-se que o incremento da dívida pública foi mais do que compensado pelo aumento de depósitos da administração central (9,4 mil milhões de euros), tendo a dívida líquida ficado em 208,0 mil milhões de euros", refere o Banco de Portugal. No final de 2014 a dívida líquida estava em 208,1 mil milhões de euros.

in: Jornal de Negócios

Jantar - 25 de Abril

O Partido Socialista de Lousada levará a cabo o tradicional Jantar comemorativo do 25 de abril.

As inscrições deverão ser feitas através do número 966619120 e 916018731.

O jantar decorrerá às 20h em Aveleda (mesmo local do ano passado).


Contamos consigo.

CDS humilhado por Passos Coelho, mas "come e cala"


CDS incomodado com as palavras de Passos Coelho

"As palavras de Passos Coelho causaram incómodo no CDS, embora não abalem o desejo de coligação. "Se calhar também podíamos dizer que o CDS governaria melhor sozinho", desabafou ao DN um alto dirigente centrista."

in: DN

Um Secretário de Estado sem vergonha, chamado Leal da Costa


Governo sobre Repórter TVI: «O que nós vimos foram pessoas bem instaladas»


A Reportagem da TVI que foi emitida ontem, denunciava o autêntico caos existente nos Hospitais Portugueses, mesmo após o pico da gripe.

As imagens eram esclarecedores e típicas de um país do terceiro mundo.

Corredores sobrelotados, gente que pedia comida, doentes que urinavam e defecavam no chão, que vomitavam para cima de outros doentes e pessoal médico completamente exausto.

As imagens não mentem. Os entrevistados também não.

Face a isto, o super Secretário de Estado, conhecido pelas constantes e infelizes declarações (quem não se lembra das declarações onde assumia que o Estado tem que recusar medicação a doentes terminais com cancro), veio desta vez, reagindo às imagens, dizer:

- "O que nós vimos foram pessoas bem instaladas, bem deitadas, em macas com proteção anti queda, em macas estacionadas em locais apropriados, algumas dos quais em trânsito eventualmente para outro serviço.  Vimos pessoas em camas articuladas, vimos pessoas com postos de oxigénio, vimos hospitais modernos, vimos sobretudo profissionais muito esforçados»

Mas o que é isto?
Diz que a Reportagem confirma que os SERVIÇOS DE URGÊNCIA EM PORTUGAL FUNCIONAM MUITO BEM?

A questão fica.
Quando se demite este Governo? 

Sobre Baltimore, EUA e Lousada, Portugal

Créditos Imagem: CHIP SOMODEVILLA/GETTY IMAGES/AFP
Mais uma vez, somos confrontados com os EUA a ferro e fogo! Desta vez, o funeral de Freddy Gray, alegadamente morto após ter sido detido pela polícia,veio instalar um clima de revolta e obrigar a polícia a cerca a zona e a ser declarado o recolher obrigatório.
Entretanto, as imagens que chegam, mostram um cenário de violência bastante superior aqueloutro de Ferguson
Os EUA têm um sério problema em termos de conflitos raciais, com uma polícia dotada de força suficiente para cometer as piores atrocidades. Como diria um colega meu, "lá, eles não brincam..."
Infelizmente, os problemas de lá são ou serão os problemas de cá (ainda alguém se lembra de Paris a ferro e fogo há uns anos!?). 
Porém, em Portugal, os órgãos de polícia criminal (OPC) já aprenderam a lição. Confrontados com uma legislação rigorosa em matéria de direitos civis, em Portugal, os OPC atuam a coberto da Lei ou das suas debilidades (e fazem tudo o que querem, quase!). Em Portugal (cada vez mais acredito nisto), os OPC aprenderam com os Políticos a ser duros para os fracos e fracos para os duros. Os OPC têm medo de criminosos mas não se importam de perseguir os fracos, os cidadãos que diariamente fazem e levam a sua vida da melhor maneira possível. 
Em Lousada, o cenário é completamente o inverso e ainda mais dantesco no que aos OPC (leia-se GNR) diz respeito... Há uns anos, lembro-me de ter ido ao posto apresentar Queixa. Esperei meia hora e no fim disseram-me isto que nunca me irei esquecer: "Estou a terminar o meu turno para ir de férias e tenho trabalho para terminar. O meu colega do próximo turno não sabe escrever ao computador. Não temos mais pessoas. É possível escrever a queixa e mandar-nos por carta?" Passei-me... Mas fui suavemente aconselhado a ter calma (podia acontecer que os GNR testemunhassem alguma ameaça da minha parte, ou exaltação, ou outra qualquer coisa que me desse problemas judiciais). Calma, há pior... Por essa altura, um cidadão que eu conheço foi à polícia para apresentar queixa pelo facto de haver um tipo que, de Mercedes, todas as noites parava em frente à horta desse cidadão para lhe cortar (e furtar!) uns repolhos. O cidadão foi à polícia com a matrícula do carro em questão para apresentar queixa. A GNR deu-lhe todas as informações sobre o proprietário do veículo (se o cidadão quissesse passar por casa dele...) mas disse que "não valia a pena" apresentar Queixa-Crime por Furto sendo que, a única solução era a "Justiça de Fafe!" Sim, isto foi o "aconselhado" pela GNR. Escusado será dizer que o cidadão, assim aconselhado, passou três noites de caçadeira em punho para fazer a aconselhada "Justiça de Fafe". Ainda bem que o Mercedes, quiçá alertado, nunca mais lá foi, mas já estou a ver o indivíduo, perante o Juiz, a dizer: "Sr. Juiz, a GNR disse para eu fazer Justiça de Fafe...".
Parece-me que a GNR, em Lousada, precisa de mais meios e efetivos para ocorrer a todas as situações, seja qual for a sua espécie. Até há bem pouco tempo só havia uma patrulha para acorrer a acidentes de viação. O caos vem quando há dois ou três acidentes em partes opostas do concelho... Se calhar, esta é uma luta política e de cidadania que devemos empreender...
Ainda bem que, em Lousada, estes problemas de confrontos raciais e outros que tais, não se colocam. Se colocassem, bem que podíamos fugir!

Artigo de Opinião da Responsabilidade de João Correia.

Banir este Governo é uma obrigação.

Ter um Primeiro Ministro que diz que a única coisa que ficou por fazer foi diminuir os custos do trabalho, deve bastar para os Portugueses pretenderem banir e rapidamente este Governo PSD/CDS.



Passos quer reduzir custo do trabalho para as empresas nos próximos anos

É um facto: Destruiram a Saúde por opção

«Vamos lá ver se percebi bem: o Secretário de Estado da Saúde, Fernando Leal da Costa, não diz que o INE não tem razão quando publica dados que mostram que houve substituição de oferta pública de saúde por oferta privada. O que Leal da Costa diz é que o INE se esqueceu que referir que, apesar do recuo da oferta pública, não há desinvestimento do Estado na saúde, porque o crescimento da saúde privada é financiado pelo Orçamento do Estado.

Leal da Costa não diz que não haja dinheiro para a saúde, diz que há apenas uma preferência ideológica deste governo pelo desinvestimento no SNS e pela entrega dessas "poupanças" aos privados.

Já havia suspeitas de que era esta a política da maioria PSD-CDS. Dito assim, de forma tão clara, pelo Secretário de Estado da Saúde, é outra coisa.»

João Galamba

A culpa é sempre do porteiro

Havia um tempo em que um político ao ver-se envolvido num simples e, diga-se, comprovado, conflito de interesses ou atitude pessoal que não fosse consentânea ao cargo que exercia, tinha a plena consciência que se deveria demitir.

António Vitorino em 1997, durante o Governo de António Guterres, foi um dos muitos exemplos dessa prática.

Desde esse tempo para cá, os casos surgem em catadupa e não há consequências políticas a serem retiradas pelos membros do governo, com uma honrosa exceção.

A polémica originada pela Lista VIP é apenas mais um exemplo de que se pode dizer e fazer tudo, aproveitando um cargo político de relevo nacional para colocar em prática procedimentos “pidescos” e sem temer qualquer tipo de consequências.

Durante um Governo em que a Ministra da Justiça afirmava a plenos pulmões que “o tempo da impunidade acabou” e estando o povo à espera de ver alguém detido no universo Espirito Santo (entre outros casos), sabemos que a culpa dos contratos Swaps, das Secretas de Silva Carvalho, de Bernardo Bairrão, da confusão no Citius, os vistos gold, a colocação dos Professores que deixaram alunos sem aulas durante largas semanas, das mortes nas urgências hospitalares, das declarações de Passos, Portas & Cavaco sobre a sustentabilidade do BES, da Tecnoforma e as portas que o “Pedro abria” mesmo não se recordando ter ganho 5000€/mês, os descontos à Segurança Social que não foram feitos (aliás, nem sabia que os deveria fazer mesmo após ter debatido e votado a Lei de Bases da Segurança Social) ou ainda a famosa lista VIP da Autoridade Tributária que não existia mas depois passou a existir; nunca é do Governo.

Parece que a culpa é do funcionário público. Mas não é um funcionário qualquer. É o da base da hierarquia. A culpa de tudo o que se tem passado e do que virá a passar-se é, portanto, do “Porteiro”. Até porque para defender a nata da política Portuguesa temos sempre um Marco António pronto-socorro, com a sua experiência adquirida em dívidas, escândalos e défices na CM VN de Gaia. Um porta-voz impoluto e exemplar.

Ora, nunca havendo ilações a retirar, continua-se a assobiar para o ar apontando o dedo aos outros.

E por fim, num país de cofres cheios de dinheiro emprestado e a serem pagos juros usurários, parece que até já assumem que a dívida é para gerir… quem diria!

Quem diria até, que o mesmo governo que em Março de 2011 dizia que “bastava o PSD ganhar as eleições para os mercados subirem o rating” e tirarem Portugal do “Lixo”, é o mesmo que passados quatro anos, com os cofres cheios, lá vêm dizer que a culpa dos mercados não retirarem Portugal do “Lixo” é da proximidade das Eleições!

Podre democracia em que os políticos e democratas a culpam por existir. Parece que as eleições são um problema para os mercados que, de 2011 a 2015, mesmo sem legislativas, não avaliaram Portugal de forma diferente.

Infelizmente, ainda há gente a pensar à maneira de 24 de abril de 1974. Mas pelo menos nessa altura as pessoas assumiam-se.

Nelson Oliveira
in: Verdadeiro Olhar