Congresso Nacional JS (5, 6 e 7 de Dezembro)



Teve lugar em Troia nos passados dias 5, 6 e 7 de Dezembro o XIX Congresso Nacional da Juventude Socialista.



O momento alto deste CN foi sem dúvida as palavras emocionadas de Mário Soares, palavras essas que fez questão de expressar no dia do seu aniversário perante os seus amigos: 

"Como e que é possível que se diga que está tudo mal e, ao mesmo tempo, estar aquela gente toda no Congresso da JS a dizer 'nós estamos aqui para lutar pelo socialismo democrático'? Todos eles, cerca de 1000 jovens, davam gritos entusiastas e acabaram a cantar a Internacional Socialista".




Para Lousada, mais uma vez, este foi um Congresso muito positivo uma vez que se repetiu a presença desta estrutura no mais alto órgão nacional, agora com a eleição da Presidente da JS Lousada – Eduarda Ferreira, para a Comissão Nacional.

Nelson Oliveira, que esteve no seu último Congresso Nacional enquanto militante da JS, foi eleito Militante Honorário da Juventude Socialista, reconhecendo-se assim o trabalho efetuado ao longo dos anos.





O Elogio à Juventude Socialista de Lousada


Quando aderi à Juventude Socialista fi-lo de livre vontade e por iniciativa própria. Os ideais defendidos por esta estrutura e acima de tudo pelo Partido Socialista, estão de acordo com a minha visão de sociedade. Uma sociedade justa, solidária e igual para cada um de nós, tenha uma pessoa nascido numa família pobre ou rica.

Muitas das críticas que se fazem recorrentemente às Juventudes Partidárias, relacionam-se com o facto de servirem apenas como caixa de ressonância dos partidos, agitadores de bandeiras ou pior ainda, servindo como meros peões das cúpulas que espalham veneno fanático principalmente nas redes sociais.

Admito que algumas estruturas procedem desta forma, mas pelo meu conhecimento e face aquilo que vejo na JS Lousada, não posso concordar com estas críticas. Desde sempre pautamos a nossa ação política pelo pensamento político e defesa dos interesses do povo. Prova disso mesmo, foi a última postura que partiu da JS Lousada e foi adotada pela distrital do Porto, relativamente à subvenção dos ex titulares de cargos públicos.

O PSD em acordo com o PS, preparava-se para aprovar na Assembleia da República um diploma que repunha estas subvenções aos políticos, numa altura em que o povo é castigado com cortes, impostos e taxas, numa situação de precariedade ou desemprego.

Em boa hora a Juventude Socialista se insurgiu contra o PSD e contra o seu próprio partido. Aliás, esta postura foi amplamente divulgada nos órgãos de comunicação social, abrindo até o noticiário da TSF.

Esta postura tem que ser elogiada. Uma postura crítica e que vai de encontro às necessidades, não só dos jovens, como também do nosso povo. Acima de qualquer pessoa ou rumo político, está aquilo em que acreditamos. Acima de tudo queremos uma sociedade justa e igual para todos.

Nuno Fernandes
Vice Presidente da JS Lousada
in: TVS

À Justiça o que é da Justiça (mas com alguma falta de vergonha)


Prenda de 14 milhões a Salgado foi “solidariedade e entreajuda”, disseram juristas

Juristas não viram "razão para censurar a aceitação", por parte de Ricardo Salgado, da prenda de 14 milhões de euros entregues pelo construtor José Guilherme ao antigo presidente do BES. 

O “bom princípio geral de uma sociedade que quer ser uma comunidade – comum unidade –, com espírito de entreajuda e solidariedade”. Foi assim que o jurista João Calvão Silva, especialista em direito bancário da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, enquadrou a “liberalidade” no valor de 14 milhões de euros dada pelo construtor José Guilherme a Ricardo Salgado. Esta análise de João Calvão Silva e outra, de Pedro Maia, também da Universidade de Coimbra, foram enviadas por Ricardo Salgado ao Banco de Portugal e levaram o governador Carlos Costa, segundo o próprio, a manter a idoneidade do ex-presidente do BES.

O jornal i publica esta quarta-feira excertos dos dois pareceres jurídicos que Carlos Costa citou, durante a sua audição na Comissão Parlamentar de Inquérito, como documentos que suportaram a sua decisão de manter a idoneidade de Ricardo Salgado e, por essa razão, deixar o banqueiro ao leme do Banco Espírito Santo nos últimos meses de 2013.


Um dos pareceres é de João Calvão Silva, um histórico militante do PSD e, hoje, presidente do conselho de jurisdição do mesmo partido. “A liberalidade foi por conselho dado a título pessoal, fora do exercício de funções e por causa das funções de administrador bancário, não se vê por que razão censurar a sua aceitação, muito menos que possa constituir fator relevante na decisão de registo sob o prisma da idoneidade necessária a uma gestão sã e prudente da instituição de crédito“, escreveu o jurista.

Além de João Calvão Silva, também Pedro Maia, outro jurista da Universidade de Coimbra, não viu razões para questionar a idoneidade de Ricardo Salgado. “Não se vislumbra, sequer em abstrato, em que medida de que forma a aceitação de uma liberalidade no âmbito de uma relação pessoal poderia valer, prospetivamente, como fator que aumentasse o risco ou tornasse até provável que a pessoa não irá, no futuro, efetuar uma gestão sã e prudente do banco”, cita o jornal i.

Este último jurista insurgiu-se contra Carlos Costa quando este citou o seu parecer durante a Comissão de Inquérito, a 17 de novembro, para justificar a razão por que manteve Ricardo Salgado à frente do BES nos últimos meses de 2013. Numa carta que enviou ao governador e à comissão, o jurista sublinhou que quando se pronunciou sobre a idoneidade de Salgado, em novembro de 2013, não eram conhecidas suspeitas e irregularidades entretanto atribuídas à antiga administração do BES. Pedro Maia considera ainda que o regulador tinha já à data poderes para substituir o então presidente do banco.

in: Observador

Basta de Neoliberalismo. BASTA!


Quando quiserem saber o que nos diferencia, podemos desde logo começar por aqui!

BASTA!

 

Passos Coelho diz que "há espaço para privados na área pública da saúde"

 

Primeiro-ministro considera que "o grande desafio do futuro é os cidadãos escolherem o local onde pretendem receber os tratamentos de saúde".



O primeiro-ministro afirmou hoje, na inauguração dos Hospitais Senhor do Bonfim, em Vila do Conde, que "há espaço em Portugal para que os privados possam prestar serviço público na área da saúde".

Pedro Passos Coelho aprofundou a ideia na cerimónia de inauguração desta unidade privada, hoje inaugurada, fruto do investimento de 100 milhões de euros de um empresário local, que vai criar 800 postos de trabalho.

"Há espaço em Portugal para que os privados possam prestar serviço público na área da saúde. Gostamos de incentivar os bons exemplos nestas duas áreas da saúde", disse o governante, garantindo que a unidade inaugurada terá acordos com o Estado.

"Espero que este hospital possa também prestar um serviço público de qualidade e acolher portugueses que aqui encontrem bons cuidados com o apoio dos sistemas públicos", acrescentou.

Na sua intervenção, Pedro Passos Coelho considerou que "o grande desafio do futuro é os cidadãos escolherem o local onde pretendem receber os tratamentos de saúde".

"Seria na mesma o Estado garantir, através dos impostos o acesso aos cuidados, mas não tendo encargos fixos, apenas contratando no mercado os melhores serviços ao melhor preço", partilhou o primeiro-ministro, sublinhando o porquê de tal ainda não ser possível.

"O que nos impede é termos investido durante muitos anos em equipamentos e serviços de saúde. E como bons investidores não podemos deixar esses equipamentos vazios. Mas devemos criar, progressivamente, condições para que essa liberdade das pessoas se possa materializar", concluiu.

O primeiro ministro participou na inauguração dos Hospitais Senhor do Bonfim (HSB), sedeados em Vila Conde, uma unidade de saúde privada, que contou com um investimento de 95 milhões de euros, e que vai criar cerca de 800 postos de trabalho na região.

O complexo, formado por 8 edifício distribuídos por uma área de 13 hectares, acolherá um total de 549 camas, e terá especial enfoque nas áreas de Pediatria, Geriatria, Neurologia e Psiquiatria, e foi classificado como Projeto de Interesse Nacional

Apesar da inauguração ter acontecido hoje, a sua entrada em funcionamento, como uma das maiores unidades de saúde em Portugal, está apenas prevista para janeiro de 2015.

Manuel Agonia, empresário da Póvoa de Varzim mentor e investidor do projeto, considerou que é fundamental esta iniciativa privada na área da saúde, ter mais apoio do Estado.

"Vamos empregar mais de 800 pessoas, mas já pagamos em impostos 7 milhões de euros. Este hospital precisa que seja tomado como um negócio verdadeiro, mas que continue a ter um apoio condizente com o título de projeto de interesse nacional", vincou o empresário.

in: DN



Agora foi o Dr. Pires de Lima - (ANA) Aumento de Taxas no Porto e em Lisboa


Taxas aeroportuárias aumentam hoje em Lisboa e no Porto

 

Segundo a empresa liderada por Ponce Leão, este aumento é o quarto desde a privatização da gestora de dez aeroportos portugueses, ganha pelo grupo francês Vinci, no início de 2013. O próximo aumento acontece a 01 de janeiro de 2015, o que já foi contestado pelas companhias aéreas.


Apesar da frequência da atualização das taxas, a ANA realça que "a soma dos aumentos nos últimos cinco anos é inferior a um euro (97 cêntimos), por passageiro, ficando o aeroporto de Lisboa, ainda assim, 22% abaixo da média do grupo de aeroportos de comparação, nomeadamente o de Madrid, onde o valor cobrado por passageiro fica 78% acima do preço praticado na capital portuguesa.


Quando em agosto anunciou este aumento, a ANA explicou que o tráfego acumulado à data de 30 de junho de 2014 era significativamente superior ao previsto em 2013 e as perspetivas de evolução para o verão da IATA indicavam um desempenho no segundo semestre que irá acentuar ainda mais esta tendência.


"Tendo em conta os montantes de desvios de receita regulada a recuperar, considera-se justificado a recuperação dos défices estimados, procedendo ao reajustamento das taxas reguladas no aeroporto de Lisboa e do Porto no mês de dezembro de 2014", adiantava então o presidente Jorge Ponce de Leão.


Ainda assim, a empresa detida pelos franceses da Vinci esclarece que este aumento é "apenas uma recuperação parcial" do desvio, correspondente a 46% do desvio apurado em Lisboa e 26% no Porto.


"Esta decisão procura evitar o avolumar do valor das taxas não cobradas às companhias aéreas, a recuperar dois anos mais tarde, e promover uma evolução mais estável das taxas entre 2014 e 2015, ao mesmo tempo que mantém suficiente margem de segurança para absorver, caso ocorra, qualquer abrandamento no ritmo de crescimento de tráfego daqueles aeroportos", acrescenta.


Em novembro, o aeroporto de Lisboa registava uma taxa de crescimento de tráfego de 13,6% e o do aeroporto do Porto de 8,5%.


A ANA recorda que para aumentar a capacidade e qualidade da oferta vão ser investidos 275 milhões de euros até 2018 nos aeroportos portugueses, que, após a privatização, viram aumentar em seis o número de companhias aéreas a operar de forma regular.


Entretanto, a RENA - Associação das Companhias Aéreas apresentou uma reclamação, pedindo ao Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) a suspensão do aumento previsto para 01 de janeiro.



Lusa



http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2014-12-01-Taxas-aeroportuarias-aumentam-hoje-em-Lisboa-e-no-Porto